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28/08/2023

SEM COMENTÁRIOS, TUDO NATURALMENTE


ZONA DE LAZER DE MALCATA
(Fotos de Martine Martins)





 
ZONA BALNEAR DO MEIMÃO
(Fotos da Terras de Encanto)




                                    
                   

25/08/2023

AS CONTAS E AS CONSCIÊNCIAS

Registo das contas da Confraria do Santíssimo em Malcata estão 
acessíveis no Arquivo Distrital da Guarda



 

   Todos têm a obrigação de prestar contas nas instâncias próprias. Ora as festas das aldeias também envolvem verbas e as mordomias das festas têm o dever de apresentar contas. E, regra geral, isso é feito, com a consciência de terem prestado um serviço a toda a comunidade que em seu tempo lhes atribuiu essa missão. Mas, aqui e ali,ouvem-se histórias do arco da velha. E a corrupção tem muitas caras, muitas formas e artimanhas sob a aparência da honradez. Há sempre quem pense que tem o direito de cozinhar o que lhe apetecer tendo em conta apenas a sua honestidade, o seu saber e sabores. Casos de enjoos e de estômagos enfartados por causa da comida desses cozinheiros, há muitos por todo o lado. E a má disposição não passa com nada, nem com água com bolhinhas, nem com "ricard" e muito menos com uma copita de aguardente.
   Não vou atear mais a chama que anda aí pela nossa aldeia. Respeito as pessoas e os erros, só tenho de lamentar se alguém está a ser acusado injustamente e também lamento e condeno quem passe dos limites do respeito mútuo e da presunção da inocência, antes de serem conhecidas as provas e as circunstâncias dos factos.

   É importante sim assumir que precisamos de formar consciências. E quando existem contas a fazer, mais vale fazer as contas de bem com os homens do que andar zangado com Deus e os santos. Quem tem consciência madura não é qualquer cabra ou cabrão (bode) que lhe ferra os dentes a pensar que se trata de erva verde.

    Tudo na nossa vida se resolve. Com diálogo, boa fé e confiança mútua é o caminho a percorrer, porque todos desejamos viver alegres e felizes. 

                                                           José Nunes Martins




 

16/08/2023

MALCATA : ESTAR DENTRO DA FESTA OU FICAR DE FORA?

                             ACTUALIZAÇÃO DE VISITAS A ESTA PUBLICAÇÃO :

               Tantas pessoas que por aqui passam e não há uma única resposta às perguntas feitas!!!
                        As perguntas são estas:
                   
1- Como foi a festa deste ano?
                         2-  Qual o verdadeiro sentido da Festa em Honra de S. Barnabé?
                             3-  Se fosse mordomo o que propunha para a festa?

   Hoje, uns dias depois do fim da festa deste ano,  dou comigo a recordar com alguma saudade as vivências do dia de festa na minha aldeia. Era dia de festa, de alvorada com foguetes e “banda da música” ou filarmónica. Neste dia a minha mãe preparava roupa nova, mesmo a estrear e havia mesa farta ao almoço. Para este dia de festa o meu pai alegrava-se com a vinda de todos os da família, havia sempre lugar para eles. Não era boa altura para receber amigos, ele não tinha tempo livre nestes dias. A responsabilidade que assumira de ser mordomo, estava sempre primeiro que tudo o resto. Ele e os outros mordomos fartavam-se de trabalhar para que toda a festa corresse bem. Uma das preocupações que os mordomos tinham era como ia estar o tempo no domingo. Qualquer nuvem no céu lhes trazia preocupações e mesmo com as coisas preparadas para a eventualidade da chuva, nem sempre as prevenções resultavam na sua totalidade. A Missa e as procissões, o fogo, a música e o ramo concentravam toda a atenção dos mordomos. Nesses primeiros anos, as receitas da festa eram obtidas com peditórios à volta do povo, algum ou outro baile e muita contenção nas despesas do fogo, que era onde eles podiam cortar alguma coisa. Depois havia um apoio das famílias dos mordomos para abastecer o Ramo com bolos caseiros, coelhos, cabritos, presuntos, chouriças, garrafas de bebidas…coisas feitas com muito amor e suor durante a semana anterior ao dia da festa. E todas estas ofertas iam parar ao Ramo da festa, o autêntico dinamizador dos apoios da festa, era no Ramo que os mordomos apostavam para angariar dinheiro. Só mais tarde veio a exploração do bar durante a festa.
   Enfim, quando recordo estas coisas, sinto o medo que eu tinha aos foguetes lançados muito próximo das pessoas, ali na varanda da casa dos meus pais, enquanto tocava a banda da música e os mordomos distribuíam nas bandejas os copos de vinho e doces.
   No fim da missa do domingo a seguir à festa, na altura dos avisos, os mordomos entregavam ao padre um papel com as contas da festa e a lista dos próximos mordomos. E durante uns dias era o tema mais falado na aldeia.
   A festa tinha acabado.
  
Nota: dois dias após a festa deste ano ter terminado gostava de perguntar:
           1-Como foi a festa deste ano?
           2-Qual o verdadeiro sentido da festa de Agosto, em Malcata, continuar a ser em
                Honra de São Barnabé?
           3- Se fosse mordomo(a) o que propunha para uma Festa em Malcata?
          
   Vamos então falar sobre as festas e como elas se enfarinham na vida de todos nós.
   Esvaziar as nossas cabeças e dar tempo e tolerância é o que estamos a precisar. Agradeço todos os contributos e respostas. 
                                                        José Nunes Martins
   
           


11/08/2023

QUE TRADIÇÕES TÊM MAIS FUTURO EM MALCATA?

 


   Considero e penso que é legítimo cada um de nós ter a sua opinião sobre as garraiadas, gostar ou não das  que se têm feito nestes últimos anos em Malcata, nos dias próximos à festa. Também penso e não aceito que se procurem falsas razões para expressar e impor qualquer tradição.
   Em Portugal existe um Regulamento de Espectáculos Taurinos (RET) aprovado pelo Decreto-Lei nº 89/2014. Não conheço todo o documento, mas suponho que a organização do espectáculo se preocupou em conhecer para realizar, promover e respeitar a legislação.
   Tendo em conta que a participação na garraiada é voluntária, a organização costuma mesmo assim, garantir a assistência de socorro garantida pela presença em permanência dos Bombeiros Voluntários e uma ambulância de apoio.
   Em Malcata nestes últimos anos, está-se a tentar “reavivar” uma tradição que nunca existiu, e ainda por cima com alguma falta de condições, passando uma imagem errada das pessoas da terra. As duas vezes que fui assistir a garraiadas na nossa aldeia, não fiquei até ao fim, abandonei o recinto antes de terminar.
   Lembro que todos somos livres e temos cada um a nossa opinião. O que eu digo é que não pode valer tudo para contentar o povo, porque os Santos não saiam da igreja para participar ou assistir a uma garraiada. São santinhos, mas têm medo dos bois do diabo!
   Eu tenho uma idade que me dá mais anos de vida e de conhecimento sobre as tradições vividas em Malcata. E as “touradas” ou “garraiadas” não me recordo assim de tantas e só aconteciam uma vez por ano apenas até chegar aquele belo ano em que os homens disseram que não vieram a este mundo para ser vítimas por causa das investidas dos bois ou das vacas das touradas. Há tradições bem melhores e mais fáceis de manter…se há! Então porque é que temos de promover e incentivar a participação voluntária em espectáculos que nos podem causar perdas de vidas humanas? 
   Já alguém pensou em promover novos eventos? Por exemplo, o “Dia do Cabrito”, reavivando e fazendo regressar a tradição do cabrito assado, estufado, grelhado…que tão longe levou o nome da nossa aldeia? Que tradições têm mais futuro em Malcata?
                                               José Nunes Martins

05/08/2023

A FEIRA DE ARTESANATO E SABORES NO ROSSIO TEM (AINDA) MAIS GRAÇA


 

  À medida que os dias se aproximam as pessoas andam na azáfama das reparações e das limpezas, dos espaços públicos e dos contentores dos resíduos urbanos empurrando-os para longe do recinto da festa. E até passar estes dias aqueles caixotes de latão têm dali desaparecer porque dá uma imagem péssima e é melhor esconder dos olhares estranhos, porque aos que moram habitualmente na aldeia, não os incomoda.
   Quanto custa a realização da Feira de Artesanato?
   Quem paga?
   A Feira de Artesanato é organizada pela Junta de Freguesia e a iniciativa merece aplausos e é a freguesia que ganha mais vida e dinamismo, sendo bom e importante viver e saber que afinal vale a pena ter uma feira como esta e perto da festa. Os expositores vão poder vender os seus próprios produtos, o mel, azeite, bolos caseiros, compotas variadas, bijutarias, sabonetes aromatizados, pequenas bonecas, panos e toalhas, raízes com vida, ferros velhos decorativos, tripa doce e crepes, momentos musicais e de dança…
   Também é importante perguntarmos e sabermos, afinal, que feira é esta, que se faz uma vez por altura do mês da festa de Verão e que este ano vai para a número oito?
   Durante estes oito anos de feira já alguma vez perguntaram ou foram informados dos seus custos e quem paga a conta? A iniciativa é para continuar sempre igual à primeira edição ou há intenções e planos para a valorizar e alargar a mais expositores?
   O facto de ter havido a preocupação de aprovar o regulamento da Feira de Artesanato é um sinal muito positivo e mostra o importante que é para os participantes e para a entidade que organiza a regulamentação estar aprovada. É bom, com sabor a pouco e deve existir ainda mais apoios aos artesãos que em Malcata produzem as suas peças. É insuficiente as horas dedicadas à Feira e à promoção e apoio do nosso artesanato e dos sabores típicos da aldeia.   Sei que não existem lanches/jantares/ceias grátis e que há gostos para tudo e mais não sei o quê! Olhando para o cartaz desta VIII edição da Feira de Artesanato e Sabores, o programa é igual às edições anteriores e o povo continua a comer o que lhes dá, sem sequer se questionar sobre o preço que a festa custa.
   Quantos expositores vão lá estar desta vez?
   Suponho que serão os mesmos dos anos anteriores. A organização informou que o número de bancas de exposição são poucas e que até pode haver necessidade de dividir o espaço por mais do que um expositor. Os artesãos da casa parece que têm prioridade.
Ainda no que respeita ao regulamento da Feira, será que foi dado a conhecer às pessoas?
   O programa, já o referi e volto a ele para dizer, que a feira e os dois espectáculos de animação, têm os seus custos e precisam também da logística para o normal decorrer dos mesmos. Uma vez que estão associados à feira de artesanato, a feira já valeu pelos momentos de convívio, pelo que se conseguiu vender, tanto pelos expositores como pelo bar da Festa em Honra de São Barnabé.
   Sei que é a Junta de Freguesia que vai pagar as despesas da feira de artesanato. Mais digo, que vão ser os cidadãos a pagar!  Podem os cidadãos ser depois informados e ficar a saber o valor da conta?
                                                   José Nunes Martins

 
  

 

02/08/2023

FESTA EM HONRA DE SÃO BARNABÉ EM MALCATA

 

Festas de Malcata 2023

   Nas aldeias portuguesas os meses do Verão há muito tempo que estão marcados pelas festas populares e religiosas. E Malcata não é diferente das outras terras no que respeita às Festas de Agosto. Durante muitos anos e gerações a nossa freguesia celebrou as suas festividades de Verão em honra de várias imagens santas: Senhora do Rosário, Coração de Jesus, São Domingos e Senhora dos Caminhos. Em 2015 ficou acordado que a festa de Varão passava a ser em honra de Barnabé, o santo padroeiro da paróquia e freguesia.
A esta mudança veio juntar-se outra alteração na forma de organizar as festas e desde então o programa religioso fica à responsabilidade da Fábrica da Igreja. Todo o programa não religioso continua entregue aos mordomos. E estas foram mudanças que para muitas pessoas foi de compreensão um pouco difícil de entender. No primeiro ano que esta espécie de “divórcio” se materializou, foi normal e natural o surgimento de algumas dúvidas, de incertezas e até uns desconfortos interiores, que nunca resultaram em movimentos de protesto. Até porque as festas pagãs continuaram a realizar-se nos moldes que tinham sido assumidos nos anos anteriores.
   As festas de Verão na nossa terra sempre foram promovidas e organizadas pelos mordomos, mesmo após a cisão entre o religioso e o pagão. A Fábrica da Igreja é conhecida por todos os cristãos e também por todas as pessoas que não praticam o catolicismo. Já no que diz respeito aos mordomos, cada ano é um grupo diferente e às vezes nem os próprios se conhecem uns aos outros, sabendo que todos têm uma coisa em comum: Malcata.
   Não pretendo denegrir ou desvalorizar as Festas de Malcata, nunca o fiz e não vou fazer. Muito menos a mordomia que este ano de 2023 assumiu a responsabilidade de as organizar. Também quero deixar bem claro que não há e não tenho nada em concreto contra quem quer que seja. Escrevo umas palavras sobre os valores e os princípios, sobre o espírito das festas, das tradições e dos costumes que todos conhecemos. A história das festas e as tradições do nosso povo, da nossa aldeia mostra que existem algumas regras quando voluntariamente se aceita uma missão para fazer parte da equipa, da comissão dos mordomos. E cada vez estamos mais próximos de vivenciar uns dias de alegria, de diversão, de confraternização e também de oração. Os programas já são conhecidos e penso que todos desejamos que corra como planearam. Muito trabalho, sacrifícios, menos horas de descanso porque o objectivo principal é organizar bem a festa, proporcionando alegria às pessoas que nela participam.
   O que desejo à Comissão de Mordomos 2023 é que a crença e a fé, o trabalho e a aceitação de colaboração, esteja sempre em linha de conta e presente nas acções que fomentam a harmonia e entreajuda com todas as instituições e com todos os cidadãos.
   Sabemos que não há festas iguais, não há uma melhor ou maior, porque o tempo também nunca é o mesmo, as dificuldades também nunca são as mesmas e até as circunstâncias que envolvem a festa são as mesmas. Esquecer aquele espírito competitivo e os juízos de comparar com outras festas.
    Antes de pousar a caneta de escrever gostava que os Mordomos de Malcata 2023 divulgassem os nomes dos seus elementos. Este meu apelo penso que também vai ao encontro e ao esclarecimento desejado por mais pessoas.
    Parabéns aos Mordomos de Malcata 2023 por tudo, mas sobretudo pela vontade que mostram de levar em frente este belo projecto para o povo de Malcata.

                                      José Nunes Martins


30/07/2023

MALCATA TEM ONDE COMER E ONDE DORMIR E MUITO MAIS

    

Ainda pode comer nos Minimercados Armindo e Cantinho do Ludo,
ou no Bar da Zona de Lazer, naturalmente!

Alojamentos locais e espaço para autocaravanas



   Na aldeia os cafés e os largos sempre desempenharam um papel importante para a vida social das pessoas. E apesar de todas as dificuldades económicas, de contínua saída de gente para fora, mesmo com o que se aguentou por causa da pandemia, das guerras e a subida dos preços em tudo, sejam em bens e/ou serviços, na nossa terra continuam todos com as portas abertas. Como nem toda a gente vai até à Zona de Lazer, na falta de outros espaços com condições para conviver descansadamente resguardados do calor, vão para os cafés a fazer o que é costume. Os homens jogam às cartas, seja ao “jogo da sueca”, à “bisca de 3 ou de 9” e quem sabe, joga ao “invido” ou “imbido” que os emigrantes argentinos espalharam pela terra. Como não jogam a dinheiro, os que perdem pagam os copos que ao longo da tarde se vão despejando.
 Já 
com as mulheres, que costumam as mais novas ir com os seus maridos tomar o café, juntam-se ali a uma mesa a conversar de tudo e mais não sei o quê…é conversas engatadas umas às outras, porque como só se encontram por altura das festas, já podemos imaginar a quantidade de matérias a revisar!
   Portanto, lá pela aldeia está tudo bem, tudo como de costume, haja saúde e dinheiro para as coisas essenciais não faltarem, venha a festa que o resto em Malcata, está como está em Abrantes, tudo como dantes!

   Boas férias.
                               José Nunes Martins

24/06/2023

MALCATA: SÃO JOÃO É NA MOITA

   

Festejar para não esquecer

 

   

   Recordo-me dos meus tempos de garoto na aldeia, onde se celebrava o São João, popular santo e que o povo gostava de festejar. Nesses anos sessenta, na aldeia sentia-se e vivia-se aquele espírito de “povo unido” e pronto para festa ou trabalho. Talvez por esses motivos as festas eram tão alegres e divertidas.
   E o São João, esse popular festivaleiro, punha toda a aldeia em alvoroço durante pelo menos um mês antes de 23 de Junho. As noites eram para cada rua juntar os seus moradores e fazerem os arcos mais bonitos e mais vistosos para a festa. O empenho era muito e todo o trabalho era feito em segredo, isto para que as outras ruas não copiassem as ideias da nossa! Noite após noite, à luz das candeias e dos candeeiros, entre montes de papeis coloridos, tesouras e cordões, a sala ou lá onde fosse, transformava-se num atelier de costura e artesanato de papel. Era preciso muitos cuidados na Confecção e principalmente no enrolar dos arcos. Um mal enrolado podia resultar num arco partido, emaranhado e tirava a pessoa do sério quando andava a enfeitar a rua.
   E no dia da festa, todos apareciam no Rossio para dar um pé de dança ao som do tocador de concertina!  

 

   São João para ver as moças
   Fez uma fonte de prata
   As moças não vão a ela
   São João todo se mata.

                                             José Nunes Martins

15/06/2023

MALCATA DESPERTA PARA O TURISMO DA NATUREZA

      

Malcata Naturalmente Alojamento (Foto JFM)
                                                                                


   Eu sou a favor do alojamento local, contudo, sou contra a gestão desse alojamento local vir a ser da responsabilidade da Junta de Freguesia. Mesmo que esta decisão tenha sido assumida com a melhor das intenções, estamos perante a forte possibilidade de se fazer uma concorrência desleal aos outros alojamentos locais que já estão no mercado e aos que possam vir a surgir. Porquê? Por diversas razões que me escuso de referir, lembrando apenas aquelas que me parecem importantes: prácticas e preços. Basta que estes dois factores não reflictam os custos verdadeiros, os custos reais e são mais que suficientes para retirar clientes dos privados para o alojamento da autarquia.

   E a Junta de Freguesia, que me pareceu bem aquilo que fez em relação à exploração do Bar da Zona de Lazer a empresas privadas, anunciando concurso e depois assinando um protocolo, podia da mesma forma ou em hasta pública, socorrer-se da mesma solução para a exploração do alojamento local.
   A notícia da abertura do AL-Malcata Naturalmente Alojamento foi do agrado de todos e de mim próprio. Lendo essa mesma notícia fiquei a pensar nas motivações e nas futuras estratégias que a autarquia pensa implementar. Dizem que “é desta forma, a aposta na criação deste alojamento local, visa reforçar o alojamento já disponível e estabelecer um meio para dinamizar a economia local e promover o nosso concelho”.
  
Sim tudo é verdade, como escrevem. Só que todos sabemos o número de trabalhadores que a Junta de Freguesia dispõe. E também sabemos que são insuficientes para manter uma estrutura de AL em regular funcionamento. Dizem que visa reforçar o que já existe e ambicionam dinamizar a economia local. Nunca referem na criação de postos de trabalho ou na criação de novos investidores. O que está em jogo é o interesse maior da freguesia ou da Junta de Freguesia? Quando a Junta responde ao cidadão que pergunta acerca das “reservas”, respondendo com “Sim”, fico com a sensação de que a pergunta é incómoda! Pois, na minha opinião, o que aqui está em causa é precisamente a pouca informação, a resposta ser tão taxativa e sem mais explicações. No meu entender, existe aqui falta de mais esclarecimentos, até para desfazer as dúvidas de quem leu o que escreveram. O quartel é então um alojamento local, mais concretamente um hostel. Continuo a dizer que foi boa essa ideia e apoio essa saída para a valorização daquele edifício, que tanto dinheiro já absorveu dos cidadãos do nosso concelho. O que eu volto a repetir é que sou contra a exploração desse novo alojamento estar a cargo da Junta de Freguesia. Sugiro que façam uma avaliação da situação, pensem em protocolos, concursos, hasta pública, com os privados da freguesia e da região e libertem a autarquia de mais uma gestão e dores de cabeça.
   Ah! A Assembleia de Freguesia também deve ser consultada e as decisões futuras devem ser assumidas com responsabilidade política, tendo em conta as leis e a democracia, bem como os limites temporais do poder que agora governa a freguesia.

                                                       
José Nunes Martins

Mais informações aqui: 

https://www.facebook.com/photo?fbid=635735158586365&set=a.315565787269972

 

02/06/2023

EM MALCATA : NÃO HÁ REBANHO SEM PASTOR

 

 


   Foi em Junho de 2019, durante a Agro-Raia realizada em Malcata, anunciado, pelo senhor presidente da Junta de Freguesia de Malcata, João Vítor Nunes Fernandes, a aprovação da candidatura de instalação do rebanho de cabras nos baldios da freguesia.
   Ler aqui: https://www.noticiasaominuto.com/pais/1275658/freguesia-da-malcata-no-sabugal-promove-projeto-de-cabras-sapadoras

   Passados quase três anos do anúncio oficial da obra o que foi concretizado? No meu entender, o cidadão comum, que vive em Malcata ou que a ela se encontra ligado por laços afectivos, familiares ou de negócios, a autarquia devia sentir o dever e a obrigação de divulgar informação sobre o andamento do projecto. E se isso acontecer, muitas das dúvidas e críticas que sobre ele possam ser ditas, ficavam esclarecidas para a esmagadora maioria da população. É que a prática que esta Junta de Freguesia nos habituou, que herdou de juntas anteriores, tem sido o silêncio sobre as suas actividades e a evolução das mesmas, ficando o cidadão muitas vezes sem conhecimento do que se vai fazendo ou decidindo.
   O projecto e a candidatura é importante para a população de Malcata, não se trata de um interesse pessoal ou apenas da autarquia ou dos compartes. Como tal, é importante manter a população informada sobre obras do interesse da freguesia, de todos os malcatenhos. E por muitas que sejam as razões e as decisões políticas e técnicas, das quais o povo não parece querer saber, sendo uma obra tantas vezes falada, prometida e adiada, estando agora em construção, a sensibilização. a informação e a participação da população em todo o processo, é mais que justificada. Garantir que se vai acabar e que vai tudo funcionar, até porque é do interesse de toda a gente que funcione, se não houver a vontade de aceitar a participação do povo, vai ser difícil manter um rumo previamente planeado, visível e claro, transparente e em segurança.
   Durante a construção dos edifícios e nas visitas que eu realizei ao local ou pela aldeia, posso afirmar que nunca encontrei qualquer informação sobre o que ali se está a construir. E a autarquia tem o dever de informar, mesmo quando o cidadão não pergunta. É que o facto de não perguntar não é revelador da falta de interesse na informação a que a comunidade e cada cidadão tem direito. O direito à informação quando é satisfeito sem que ele o exija, contribui para que esse mesmo cidadão participe livremente cumprindo o seu dever de cidadania.
   Deixo aqui uma sugestão à Junta de Freguesia: organizar reuniões com a população para dialogar sobre a obra do rebanho de cabras, prestar informações, porque o diálogo entre autarquia e cidadãos enriquece a transparência do poder local e aumenta a participação cívica. Penso que só assim será possível garantias do trabalho que está a ser feito. É muito importante que todos nós nos identifiquemos com o rebanho e os seus objectivos de desenvolvimento social e económico.
                                                       José Nunes Martins

24/05/2023

A MINHA HORTA NA ALDEIA

 


  Todas as famílias tinham uma horta, mesmo pequena era o que se podia arranjar mais perto da habitação, com água por perto para garantir as regas necessárias para dali colher as hortícolas com que completavam as refeições. E mesmo quando a horta é pequena, exigem-se muitos cuidados e conhecimentos no momento de plantar, semear, regar e manter a horta arrumada e produtiva.

  Na minha família quem tratava dos cuidados da horta era a minha mãe. Ficava a cinco minutos da casa, no chão do Vale da Fonte Velha. Ao fundo do chão a minha mãe reservava sempre umas leiras de terra para ali fazer a horta. Naquele sítio a água provinha da bica da Fonte Velha, que entre pedras e ervas descia barroca abaixo até ao lugar do chão e através de um buraco feito na parede entrava na terra para prosseguir a rega. E como todas as hortas, na nossa havia feijão verde, ervilhas de quebrar, alfaces variadas, cebolas, cenouras, tomateiros, pimenteiros, alho francês, morangos, etc…
  As flores também havia sempre, desde os malmequeres, os narcisos, as hortências, roseiras variadas, dando alegria a toda a horta. Muitas outras culturas por lá havia, mas estas eram as mais comuns. E um dia, fiz também a 
minha horta! E que horta, meus caros!
  
                                                                




                                                                      José Nunes Martins

21/05/2023

QUEM CABRIL CONSTRÓI E CABRAS NÃO TEM...

    

O cabril está feito, agora faltam as cabras e pastores

   A ideia de criar um rebanho de cabras/ovelhas para limpar a floresta já tem alguns anos e na nossa aldeia há muito tempo que este assunto é falado.
   A primeira vez que ouvi ou li sobre as cabras bombeiras foi quando foi anunciado, aos quatro ventos, o programa “SELF PREVENTION” que pretendia que o Distrito da Guarda recebesse rebanhos de cabras “bombeiras” ou também baptizadas de “cabras sapadores”! Esses rebanhos seriam levados para o monte ou os baldios para ali se desenvolver um trabalho de limpeza de matos e contribuir dessa forma para a diminuição do número de fogos florestais.
   E a ideia estava pensada, estudada e planeada pelo Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial Duero-Douro, (AECT-Duero-Douro).
   Qual era o plano?
   Os parceiros, ou sócios da AECT-Duero-Douro), ou seja, as pessoas da região abrangida pelo programa, as Câmaras Municipais, as Juntas de Freguesia, cada uma destas entidades contribuiriam para a criação dos rebanhos ou para disponibilizarem os terrenos para alimentar o rebanho.
   Para gerir o rebanho, era preciso criar uma empresa, com uma rede de várias lojas e queijarias.
    Quando este projecto surgiu era novidade no nosso país e criou bastante entusiasmo nas regiões onde se previa ser aplicado.
   O concelho do Sabugal entrou a todo o gás na AECT-Duero-Douro e várias foram as freguesias que entraram para associadas. A Freguesia de Malcata, através da Junta de Freguesia, foi uma das que aceitou entrar na sociedade. Ainda beneficiou de umas pequenas obras e ainda incluiu uma das valências ligadas ao turismo e cultura, onde foi representada pelo senhor Vítor Fernandes, presidente da junta de freguesia nessa época. Ver aqui:
                             https://aldeiademalcata.blogspot.com/search?q=aect

                             http://fronteiranatural.eu/lerNot.php?cod=63&lang=es e
                             https://aldeiademalcata.blogspot.com/2009/12/retrospectiva-do-ano-2009.html
                             https://aldeiademalcata.blogspot.com/2010/08/self-prevention-abrange-malcata.html

                            https://aldeiademalcata.blogspot.com/2012/01/malcata-espaco-natural-fronteirico.html

 

  Hoje a Freguesia de Malcata já não integra os sócios da AECT-Duero-Douro.   Abandonou a associação e não sei se alguma explicação foi transmitida ao povo e se foi assunto deliberado na Assembleia de Freguesia. O que parecia ser uma aposta segura para captar negócios e visitantes, acabou não se sabendo das razões dessa saída.
   Agora que o edifício da exploração caprina e respectivo gado caprino foi aprovado e há ajudas financeiras da União Europeia, caberá à Junta de Freguesia de Malcata liderar a criação e o desenvolvimento sustentável do rebanho.
   Como o vai concretizar e administrar ninguém o sabe, tudo está no segredo do executivo da freguesia. Sendo um projecto de grande importância para toda a freguesia, sugiro que os responsáveis pelo “rebanho” promovam uma audição pública, aberta a todos os fregueses para esclarecimentos, discutir formas de acção e criar maior interesse e participação da comunidade que com certeza também quererá ver o rebanho
a contribuir para o desenvolvimento económico e social da freguesia.

                                                      José Nunes Martins


 

19/05/2023

À DESCOBERTA DE MALCATA

                                                            MALCATA e as minhas histórias

Praça do Rossio-Casa de habitação

   Malcata é uma freguesia situada no Concelho do Sabugal, Distrito da Guarda, no com cerca de 330 habitantes. Era no passado composta pelos seguintes lugares: Rua de Baixo, Rua da Ladeirinha, Rua do Meio, Praça do Rossio, Moita, Rasa, Tapadinha, Barreirinha, Courela, Fonte Velha, Camões, Soitinho, Carvalhão, Cabeço, Fontainhas, Eiras, Vazão, Fraga, São Domingos, Bradará, Ferrerias, Cholrreira,
Chãos da Presa, Cabeço Castanheiro, Veigas, Apartadeira, Vale da Ursa, Curral dos Porcos, Rebiacé, Ribeiro Grande, Várzea, Cavadas, Gorgulão, Pradinho, Ninho das Corças, Relva das Casas, Poceirão, … e tantos outros… Hoje, muitos destes lugares deram lugar a ruas e algumas continuam como estavam. Lembro que a electricidade foi ligada pela primeira vez à Fonte Velha, que era onde estava a primeira “cabine”! Um dia também chegou à casa dos meus pais! Nem toda a gente aderiu à electricidade dentro de casa; desde essa altura passámos a ter luz pública, para iluminar os caminhos de terra batida ou calçada e hoje todos calcetados
. Vivíamos numa terra sem luz eléctrica, com um telefone público, sem rádio e sem TV.  Eu, e os `putos´ do meu tempo, íamos ver TV a preto e branco para a taberna do Ti Quim Ruvino, outros iam para as outras tabernas que havia na freguesia e ao pé de casa via, com a minha mãe, a tourada e os teatros na casa da Ti Navalhinhas, que era a casa pegada à Ti Lucinda, na Rua do Carvalhão. Uns tempos depois, lá tivemos uma televisão a preto e branco e a RTP. Hoje, temos Fibra Óptica, televisão LCD e mais de uma centena de canais a cores.
Rancho folclórico de Malcata
                                                                
Procissão 

PLACAS POR RECUPERAR

    


   A ausência de manutenção e falta de zelo de quem tem a tarefa de olhar pela conservação pelo património, faz-me chamar a atenção para as placas toponímicas danificadas, destruídas, partidas ou apenas com falta de tinta é uma realidade que encontramos na nossa freguesia.

   A placa na Rua de Baixo, logo no início  encontra-se vandalizada há anos. Eu até já enviei uma sugestão para a Junta de Freguesia retirar a dita placa e substituí-la por outra com a inscrição do “Centro de Interpretação do Lince”. Foi uma sugestão que ainda não sei se mereceu ou não o ter sugerido!

   Outra placa que também requer a atenção dos responsáveis encontra-se na Fontacal,  e  está partida a meio, pendurada na parede da entrada para os balneários, ao lado do campo de futebol. Também seria muito útil que fosse colocada uma placa informativa, junto à sede da escola primária, com a inscrição da “Sede da Associação Cultural e Desportiva de Malcata”.
   E não chega recuperar e recolocar as placas danificadas, é preciso dedicar mais atenção à toponímia de toda a freguesia.
                                                           José Nunes Martins



16/05/2023

MALCATA: BEM-VINDO

Bem-Vindos



    Se entrar na freguesia de Malcata, encontrará umas placas a assinalar que está a chegar. A ideia foi boa e quem não conhece a aldeia, fica a saber o que nela existe de maior relevância.


   Deixo aqui as fotos das duas placas que foram colocadas nas duas entradas da nossa freguesia. 
                   José Nunes Martins

  

Bem-Vindos

                                    

14/05/2023

RECUPERAR PARA BEM SERVIR



Uma fonte que está cada vez mais descaracterizada.


   Na nossa aldeia, ainda vão existindo alguns lugares que em tempos idos testemunharam a vida diária dos que habitavam a freguesia ou a visitavam.
   Ainda nos nossos dias são locais importantes e mesmo que estejam quase sem vida, é urgente conservá-los e transformá-los em sítios de interesse e fazer com que o povo continue a sentir que fazem parte do viver e do sentir da nossa aldeia.
   Um exemplo do que acabo de afirmar é o fontanário das duas bicas, mais conhecido pelo nome da “Fonte da Torrinha”, a Torre do Relógio, a Fonte de Chafurdo, a Fonte Velha, toda a Praça do Rossio, antigas escolas e respectivos espaços de recreio…isto é, dar a importância devida ao nosso território e ao património.
   Estes exemplos que referi são apenas alguns das estruturas públicas que há na nossa aldeia. E cada um desses lugares ou edifício devem servir e estar ao serviço da comunidade. Cabe a cada um de nós estar sensibilizado e atento e valorizar, desenvolver e fazer com que toda a gente viva feliz.
   E neste nosso mundo da aldeia é necessário e faz falta, na minha opinião, as pessoas viverem com liberdade, com “à vontade” de falar e criticar ideias, obras, que se vão, ou não, executando na freguesia. Dar sugestões, ideias audazes, positivas e destinadas ao bem comum. É isto que eu desejo!


Aqui falta qualquer coisa importante!
                                                     

                                                      

Há muito que aqui não deviam estar!



 

Uma praça vazia de quase tudo!


05/05/2023

OLHARES SOBRE MALCATA

                     


Malcata-antiga escola primária

   Quando estou na aldeia gosto de calcorrear os caminhos e os recantos da freguesia. Trago sempre comigo a câmara fotográfica e vou fotografando paisagens, lugares e objectos que vou encontrando, já que fotografar pessoas, parece ser uma espécie de crime cometido pela minha pessoa e sempre com más intenções! Então porque todos publicam fotografias nas redes sociais e nunca as pessoas fotografadas reagiram da mesma forma quando sou eu a divulgar precisamente os mesmos cenários? Será que a minha máquina dispara alguma bala assassina? A recente festa da carqueja fez-me recordar aquele triste e lamentável episódio que aconteceu numa festa da carqueja. Lembram-se? Talvez já se tenham esquecido, mas eu não e lembro-me bem das ameaças que recebi e só não fui agredido fisicamente porque o agressor foi maniatado por quem estava perto. Toda a briga aconteceu por eu estar a fotografar o evento que estava a decorrer no Espigal e nem sequer era minha ideia fotografar determinado fulano que se encontrava a encher o copo com água da fonte. O meu foco era um ramo de carqueja, portanto, bem diferente de estar a focar essa dita pessoa, que depois me pareceu estar mesmo fora de si mesmo, com reacções violentas sobre a minha pessoa e ao mesmo tempo que vociferava ameaças provocou risotas em alguns dos presentes.

   Por estas razões e por respeito aos malcatenhos de bom coração, este ano apesar de estar a passar uns dias na aldeia, por minha decisão, não participei nesse grande evento que o malcatenho parece continuar a festejar e a celebrar. Daí não existir qualquer fotografia sobre a festa da carqueja deste ano, porque não estive lá! Sim, alguém fotografou quem foi ao Espigal e ninguém se indignou e nem terá havido aborrecimentos por se terem divulgado nas redes sociais. Quem fica a perder não sou eu, quem perde é Malcata porque deixa de ser divulgada pela pessoa que mais tem espalhado o nome da aldeia pelo Mundo. A google já me enviou os agradecimentos e os parabéns por ter alcançado o Top 5 de animador local!
E agradeceu porque tem sido graças ao meu trabalho, que milhares de pessoas pesquisam o tema “aldeia de Malcata”. Lembro que desde 2006 que mantenho o blog Malcata.net (www.aldeiademalcata.blogspot.com ) 
e continuarei a manter.
   

   Coloco agora algumas fotografias da nossa aldeia que retratam uns dias de Abril e os primeiros de Maio. Espero que apreciem.




  

   


                                           

Rua Bairro Camões

Casa dos Avós

Beleza natural


Loiça de esmalte


                                         





  





Sede da JFM




Rasa

                                                                   
                                                                                 

                                                                         Vale da Fonte

Chapéus 



Apartadeira

Teatro na aldeia

29/04/2023

RESUMO DA ÚLTIMA SESSÃO DA ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE MALCATA

   Na passada segunda-feira, 24 de Abril de 2023, teve lugar mais uma reunião da Assembleia de Freguesia de Malcata, a segunda deste ano.


   Nesta reunião, realizada na Junta de Freguesia, com apenas  uma pessoa no público, foram apreciados todos os assuntos da ordem de trabalhos.
   Como não cheguei à hora marcada, não assisti à leitura e votação da acta da sessão anterior. Quando entrei, os membros da Assembleia de Freguesia estavam a tratar dos assuntos diversos e apenas me lembro da informação dada pelo senhor presidente da junta acerca do antigo quartel, pois já tem o alvará de AL (Alojamento local) e em breve será dado início à aceitação de hóspedes. O tema do ponto 2 da agenda Antes da Ordem do Dia e pouco depois o senhor presidente da mesa iniciou a apreciação dos pontos da Ordem do Dia:
   1º- Apreciação do inventário de todos os bens, direitos e obrigações patrimoniais e respectiva avaliação;
   Daquilo que consegui ouvir, foi revelado pelo senhor presidente de junta, João Vítor, que o inventário de bens da freguesia continua a aumentar e graças aos cuidados e às manutenções, a freguesia possui uma lista apreciável e que o deixa tranquilo, pois a freguesia tem sabido tratar dos seus bens. O assunto foi colocado à discussão pelo presidente da mesa da Assembleia de Freguesia, senhor Carlos Nabais e como não houve intervenções, colocou-o à votação e foi aprovado por unanimidade.
   Entrou-se de seguida no ponto 2 para: apreciar e votar os documentos de prestação de contas do ano de 2022. O senhor presidente do executivo, João Vítor, informou que há um saldo positivo nas contas, o seu executivo executou 90% do orçamento previsto, não houve necessidade de recorrer ao fundo! As contas foram aprovadas por todos!
   O ponto nº 3, constava a 1ª alteração modificativa ao orçamento e ao Plano Plurianual 2023. Foi aceite que se fizesse essa alteração.
   No tempo de intervenção do público, o senhor presidente da Mesa da Assembleia de Freguesia, deu a palavra ao cidadão presente para expor o assunto que desejava apresentar. Primeiro fez um elogio ao executivo porque agora sim, o site da nossa Junta de Freguesia está com mais vida, mais apelativo e vistoso. Quem ganha é o cidadão e também a freguesia. Em seguida solicitou um esclarecimento acerca do futuro Centro Náutico que a Câmara Municipal do Sabugal anda a preparar e que irá ser instalado na albufeira da barragem. O cidadão também disse que trouxe este assunto à assembleia dado que é um investimento considerável, a nossa freguesia deve manter-se alerta e atenta às movimentações e desenvolvimentos desta obra, pois a margem esquerda da barragem está do lado da nossa freguesia e Malcata não pode deixar de se interessar em puxar parte desse empreendimento para a nossa freguesia. É necessário estar vigilantes, não adormecer ou acreditar nas promessas da Câmara, para não se repetir o mesmo que aconteceu com o badalado projecto Ofélia Clube.
   Em resposta, tanto o senhor presidente da Mesa da AF, como o senhor João Vítor, transmitiram ao cidadão presente, que estariam vigilantes e atentos. Tratando-se de obras da Câmara Municipal, cabe ao município responsabilizar-se pelo bom encaminhamento dessa obra.
   Não havendo mais intervenções, o senhor presidente da Mesa da Assembleia deu por encerrada a sessão.

                                                                     José Nunes Martins

27/04/2023

TARDA MAS LÁ SE VAI ANDANDO

Um ar de bem cuidar do património


   
 

   A Junta de Freguesia de Malcata procedeu recentemente à limpeza e pintura da Fonte Velha. Há bastante tempo que aquele local se encontrava num estado deplorável. Tardou, mas chegou aquele embelezamento tão simples, mas que faz toda a diferença. Cumpre, assim, com o seu dever e responsabilidade de cuidar e reparar o património da freguesia. Que esta acção demonstrativa do respeito pela coisa pública, sirva de exemplo e seja o início de outras obras de valorização do património histórico e cultural da freguesia. Esperemos que, em breve, outros locais também recuperem a sua dignidade e sejam parte da harmonia da paisagem da nossa aldeia.
                                                                                 José Nunes Martins