Mostrar mensagens com a etiqueta barragem. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta barragem. Mostrar todas as mensagens

03 março, 2025

MALCATA: 25 ANOS DE SUBAPROVEITAMENTO DAS SUAS POTENCIALIDADES.





Barragem do Sabugal
(Foto do Jornal do Fundão)


BARRAGEM DO SABUGAL


HÁ 25 ANOS INAUGURADA POR ANTÓNIO GUTERRES
E PARECE TER SIDO HÁ TRÊS DIAS!


      A cerimónia decorreu no dia um de Março de 2000, com a presença do primeiro-ministro de Portugal, António Guterres, o secretário de Estado da Agricultura, Capoulas Santos, António Morgado, presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rasteiro, presidente da Junta de Freguesia do Sabugal, muitas outras entidades e individualidades terão estado presentes...
   O contrato da construção da barragem foi assinado no ano de 1997, no dia 16 de Abril, no Salão Nobre da Câmara Municipal do Sabugal, que era presidida por José Freire. 

    

Notícia de 1ªPágina no jornal
"AMIGO DO SABUGAL"



      
   A Barragem do Sabugal armazena está ligada à Barragem do Meimão/Meimoa e é através do túnel de transvase, construído entre as duas albufeiras, que a água do Rio Côa e muitos dos seus afluentes, pequenas ribeiras e nascentes, chega à depois aos campos agrícolas da Cova da Beira. 

   A construção da barragem do Sabugal foi lançada num concurso internacional em 1995. Malcata, foi das freguesias do concelho do Sabugal, a mais sacrificada, tendo-lhe sido "retirados" muitos terrenos, havendo quem afirmasse que por causa da construção da barragem, a freguesia deixou ir os melhores "chãos" agrícolas, os melhores lameiros, moinhos de água, etc. . 
   Cortar a fita, no dia 1 de Março de 2000, foi o trabalho mais fácil e mais aplaudido por quem rodeava as entidades governativas. O primeiro enchimento só foi concluído em 2001. Começaram com as obras da construção do túnel de transvase e a água foi mantida bem longe da zona da obra. Só em 2007, sete anos após a sua inauguração, foi concluído o segundo enchimento. 
   Deixo aqui o vídeo da RTP sobre a inauguração:

   https://arquivos.rtp.pt/conteudos/inauguracao-da-barragem-do-sabugal/



 

22 abril, 2023

O QUE FALTA EM MALCATA?

    

CMS a classificar uma zona balnear sem conhecimento da APA.
Uns anos depois, acordaram tarde e foi um "ai meu Deus e agora?"



   O espaço é amplo e tem muita relva, sombras, mesas e churrasqueiras, um recreio infantil, um bar, instalações sanitárias, espaço com areia e alguns chapéus de palha, tudo gratuito e uma vista deslumbrante que conquista quem ali chega.
 Tudo isto é visível e está ao dispor de todos.



   



   
 Então o que falta aqui?    
    
O que estavam a pensar em Malcata quando decidiram pela colocação da piscina nas águas da albufeira da barragem?
   Hoje já se referem aquela área da freguesia como "área de lazer" e não “praia fluvial”.
   Será que cabe na cabeça de alguém que viva na aldeia ou que periodicamente, visite aquela zona tão arranjadinha, com uma piscina, o recreio das crianças e o bar tal como foram apregoados pela Junta de Freguesia, foram lá instalados sem as devidas licenças e autorizações? Tendo a Câmara Municipal suportado as despesas e se tivermos em conta que a decisão foi aprovada em reunião de Câmara, para os cidadãos tratava-se de instalações devidamente licenciadas. E ainda agora, tudo o que ali foi 
construído, muita gente pensa que está conforme as leis e as regras.
   O nosso povo ficou rendido e agradecido com a piscina, o parque infantil, o bar, as instalações sanitárias, as churrasqueiras e as mesas, a relva e a areia com os chapéus de palha. Ai de quem escrevesse ou diga alguma coisa contra aquelas estruturas! É que desde que a Junta de Freguesia ali decidiu fazer a “praia fluvial” não pararam os elogios á obra!
   Em que país vivem alguns autarcas?
   Eu sei que a Câmara Municipal socorreu-se do POAS (Plano de Ordenamento da Albufeira do Sabugal), para justificar os atrasos da construção do projecto Ofélia-Clube. E tudo fez para conseguir que se pudesse encurtar a distância de edificação até ao nível da água e dos 250 metros, baixou para os 150 metros. (Lembro que esta foi uma das exigências da Existence-Ofélia Clube, para poder construir!!!). Portanto, tanto a Câmara Municipal, como a Junta de Freguesia, sabiam da existência de legislação relativa à área que envolve a albufeira. E como não vivemos numa república das bananas, aprovaram-se leis e regras, planos e directrizes, para regulamentar a ocupação do território e quando se quer construir é necessário consultar o POAS e respeitar as leis vigentes.  
   

   Desde que a Agência Portuguesa do Ambiente notificou a autarquia com uma contraordenação, foram colocados uns avisos no recinto a informar os visitantes daquele espaço para não irem a banhos e o facto de ter que ser retirada a piscina flutuante, estes factos levaram a nossa autarquia a meditar e nasceu a “Zona de Lazer”, deixando cair no esquecimento a “Praia Fluvial”.
   O que mudou desde estes acontecimentos?
   As águas já foram classificadas como “águas balneares”?
   A piscina flutuante já pode regressar à água?
   É que já se percebeu, que ter ideias e obra feita não basta.  Talvez seja o momento de parar de continuar a sonhar com uma praia fluvial e piscina naquele lugar da albufeira. Porque ter água e não poder utilizar a piscina, nem mergulhar em total segurança, água apenas para olhar e usufruir da sua presença e frescura…
   Já se sabe, que na época balnear de 2023, as águas junto à Zona de Lazer 
vão continuar sem classificação para banhos. Também se sabe que o POAS(Plano de Ordenamento da Albufeira do Sabugal) não foi alterado e é o “manual de instruções” do que se deve construir e onde se deve fazer a obra. Não basta a autorização do presidente da câmara ou a vontade da Junta de Freguesia.
   E com uma sessão da Assembleia de Freguesia aí à porta, nada melhor que trazer alguns temas à reflexão e olhar para o futuro.
                                        
                                                                                    José Nunes Martins


14 julho, 2019

OS DE BAIXO COM MUITA ÁGUA E OS DE CIMA EM BANHOS DE LAMA

Foi em Setembro e este ano será em Agosto?







   Desde os anos 50 que não parou a abalada de pessoas da nossa aldeia para outras terras, outros países. Por necessidades de melhorar as condições de vida familiar,  foram muitos os que foram obrigados a emigrar e longe da sua terra aprenderam a mostrar que eram pessoas trabalhadoras.  Alguns desses primeiros que abalaram já regressaram e aqui estão a viver a reforma.
   Hoje já não emigram assim tantos, mas agora quem emigra são os nossos recursos de água. Tal como aconteceu com os emigrantes, a água das nossas nascentes está a ser rentável para aqueles que vivem na Cova da Beira. Preocupa-me olhar para o nível a que se encontra a água da albufeira da barragem do Sabugal, nomeadamente na zona envolvente a Malcata. Há dias visitei a albufeira da barragem do Meimão/Meimoa. Lá não falta água em toda a extensão da albufeira. Não estava em pleno armazenamento, mas se compararmos com o estado em que se encontra a albufeira da barragem do Sabugal, sou levado a pensar que não estão a ser justos no controlo dos níveis de água nas duas albufeiras. Enquanto os malcatenhos ficam a ver os esqueletos da antiga estrada e a antiga ponte, dando quase para voltar a caminhar pelo velho alcatrão, as gentes da Cova da Beira e os utentes da Zona de Lazer do Meimão desfrutam e abusam de tanta água à disposição. Lá para baixo ficam mais ricos, mas cá os malcatenhos não podemos ficar mais pobres simplesmente pela inexistência de pressão política sobre os responsáveis dos transvases da água de Malcata para o Meimão. Alguma acção deve ser feita para que se faça justiça.
                                                                      José Nunes Martins

02 julho, 2017

O QUE FAZER COM TANTA ÁGUA?


Albufeira da barragem
   
   Desde os anos sessenta, setenta e seguintes a aldeia de Malcata está bem diferente nalguns aspectos e igual noutros. Quando vamos hoje a Malcata, basta deixarmos a EN233 e entrar na M542 e as mudanças ocorridas na paisagem do nosso território estão à vista de todos. Ao nosso lado direito surpreende o Parque Eólico que se estende ao longo das Ferrerias e até quase à Machoca. A água da albufeira da barragem quase nos faz desviar por um daqueles caminhos em terra à nossa esquerda, pois o calor faz suar e a água hidrata e mata a sede.
   Longe vão os tempos em que conheci essas terras cheias de espigas douradas de centeio e trigo. Vinham ranchos de homens e mulheres e de foice na mão direita, dia após dia, entre cantigas e merendas, lá ceifavam até à última espiga.
   Poceirão, Ferrerias, Gorgulão, Chãos da Serra, Rasa, Ninho das Corças, Curral dos Porcos e outros lugares cheios de “pão e trigo” (centeio e trigo).
   Hoje todas estas terras deixaram de produzir cereal e encheram-se de pinhos bravos e carvalhos, outros são autênticos matagais totalmente improdutivos. 
   Em 1997 começaram as obras da construção da Barragem do Sabugal e em 2000 a água começou a sua subida até fazer cobrir os terrenos de muitas famílias da aldeia. Quem tinha terras na Fontacal, Ribeiro Grande, Várzea, deixaram de poder cultiva-los. Boa terra para produzir batata de excelente qualidade, lameiros com erva verde e fresca, moinhos movidos com a água do rio Côa, pontões e poldras para atravessar as margens de um lado para o outro, freixos, sabugueiros e amieiros, altos e frondosos, ao longo das duas margens do rio, sem dó nem piedade, foram literalmente engolidos pela subida das águas. 




                                                               Pego-Rio Côa

   Foi assim que se acabou aquela boa tradição de “ir para a ribeira tomar banho”, carregados de mantas e boas merendas. Nem o pó que se apanhava no regresso a casa, subindo a pé aquele caminho de pedra e muito pó, até chegar ao princípio da rua da Moita, fazia desistir de viver esta aventura de Verão em Malcata. Há uns tempos desci por este caminho, agora mais largo e menos poeirento e senti-me num pego invisível e irreconhecível. Muita água, mas não é a mesma água do pego, nem sequer os velhos amieiros deixaram e os barrancos também desapareceram.
   Malcata mudou e ainda hoje me pergunto se valeu o sacrifício. Hoje a maioria das pessoas que vive na aldeia são de idade avançada. Poucos são os que ainda vão para os campos trabalhar. A falta de saúde e a idade já não os ajuda a sair para os campos.
Os filhos e netos foram para longe ganhar a vida. Por isso há muitos terrenos ao abandono e não produzem riqueza.
   Como vamos mudar o estado destas coisas?
   A construção da barragem foi um alívio ou a oportunidade que Malcata precisa para se desenvolver?
   São perguntas que faço a mim mesmo e a cada um dos malcatenhos. Como vêem, vou a Malcata e dou comigo a pensar nestas coisas.
   A vós também vos acontece o mesmo?  

   

22 novembro, 2016

A VERDADE E A MENTIRA A 100 METROS DE DISTÂNCIA

Foto retirada da página da internet da Ofélia Club

(Residência Ofélia Club-Sabugal)

O Plano de Ordenamento da Albufeira do Sabugal foi aprovado no ano de 2008 e lá continua engavetado a aguardar a sua implementação no terreno.
A zona que envolve a albufeira tem potencialidades turísticas e até agora tudo está por fazer. Se excluirmos a manutenção dos caminhos que ladeiam a albufeira, mais nada está realizado.
   Em Abril de 2015, por pressão da Câmara e Assembleia Municipal do Sabugal, foi aprovada aquela pequena, mas enorme barreira que limitava enormemente a construção do Ofélia Club, a construir pela Existence, SA, em terrenos de Malcata. O empecilho que impedia o avanço do empreendimento estava apenas, aparentemente, nos 250 metros de distância do Nível Pleno de Armazenamento da albufeira e que só a partir desse ponto era permitido o licenciamento para construir fosse o que fosse. Essa pequena mas importantíssima alteração foi acolhida e aprovada, publicada em Diário da República permitindo construir a uma distância de 150 metros.  
   É importante recordar que se aproximavam umas eleições autárquicas e este empreendimento, a que chamaram Ofélia Club, apareceu como a ideia mais forte e verdadeira para finalmente o concelho do Sabugal mostrar a sua capacidade e vontade de investir, desenvolver e criar postos de trabalho. Na apresentação do Ofélia Club foi prometido a criação de centenas de postos de trabalho. A Câmara Municipal aprovou em Janeiro de 2009 a escolha de Malcata e iniciou a aquisição dos terrenos necessários para que a obra se fizesse. Realizaram-se reuniões entre a Câmara Municipal, Junta de Freguesia e proprietários dos terrenos abrangidos. No final a Câmara Municipal pagou 0,60€/m2, preço muito contestado, mas que se acabou por aceitar porque nenhum proprietário quis impedir o avanço da grandiosa obra. Também ficou esclarecido que, se a obra não se concretizasse, da indemnização que a Câmara Municipal recebesse do investidor ( valor em dobro ), 50% desse valor seria distribuído por todos os proprietários dos terrenos entretanto vendidos, sendo que os terrenos ficariam sempre propriedade da Câmara Municipal.
   Hoje sabemos todos que a obra nem sequer começou. Os terrenos estão como estavam e ninguém conhece qualquer investimento para ocupar esse espaço a que vulgarmente os malcatenhos chamam Rasa.
   Alguém sabe dos planos que o senhor António Reis e da Existence SA tem para aqueles terrenos?
   Têm ou não razão os proprietários desses terrenos o direito a reclamar e receber aquele dinheiro que lhes foi prometido?
   A Junta de Freguesia de Malcata e os proprietários dos terrenos que venderam para a construção do Ofélia Club não devem deixar de defender os seus legítimos interesses.
  
 

23 agosto, 2016

O AÇUDE QUE FAZ A DIFERENÇA

Localização preferencial do açude da albufeira da barragem

  
   Meus amigos, sou um malcatenho que vive e trabalha bem longe da nossa aldeia, mas tenho o pensamento orientado para tudo o que, na minha opinião, pode beneficiar a nossa terra.
Já não é a primeira vez que venho aqui escrever sobre a albufeira da barragem do Sabugal e da importância que tem para Malcata e o concelho do Sabugal.
Como muitos sabem faço parte da Associação Malcata Com Futuro. E esta associação é defensora das tradições e costumes da nossa aldeia e com o seu trabalho pretende contribuir para o desenvolvimento sustentável da nossa região e claro, da nossa aldeia. E tem sido um trabalho difícil porque simplesmente a AMCF decidiu fazer diferente dos moldes tradicionais, mostrando caminhos diferentes e apenas com a intenção de mostrar oportunidades que se forem apanhadas, poderá trazer muitos benefícios à nossa comunidade. O caminho tem sido difícil mas lá vamos caminhando.

O que é que a barragem trouxe de bom ou de mau para Malcata?
Em primeiro lugar penso que a construção desta barragem é algo de bom para todos, incluindo-nos a nós, não só pela criação de uma reserva de água mas também pela possibilidade de produção de energia de uma forma amiga do ambiente.  Além de ser bastante importante a existência da albufeira da  barragem para a economia nacional, para a rega dos campos da Cova da Beira e para as populações que desta água consomem, poucos falam de um outro ponto, este sim de extrema importância e há muitos anos ambicionado pela população de Malcata, que é o paredão da barragem, ou "açude" para servir de “parede tampão” e manter sempre um espelho de água junto à Zona de Lazer.
 
Se perguntarmos à população de  Malcata sobre o facto de não existir um paredão que assegure a manutenção de um nível razoável de água e a minimizar os efeitos negativos da variação de nível, na sua maioria, se não na totalidade, afirma com grande à vontade que nunca ouviu falar desse tal açude ou paredão. Apesar de estar mencionado no Plano de Ordenamento da Albufeira, nunca ninguém lhes falou desse assunto e desconhecem que foi aprovado um Plano de Ordenamento para a albufeira. Mas, mais uma vez a AMCF vem à carga e traz o assunto para a luz do dia, para a praça pública, para não dizer, para a Praça do Rossio.
Se na realidade não existir intenções de construir esse paredão, alerto para a Junta de Freguesia actual e para as vindouras e para a Câmara Municipal do Sabugal a oportunidade que estão a perder. Sabendo que as obras custam dinheiro,  se  mesmo  assim não tiverem verbas, acho que era de bom agrado pela parte dos representantes do Poder Local e Municipal chegarem a um acordo para a realização da obra. As vantagens deste paredão são enormes.para que as autarquias fechem os olhos. Se repararmos, as vantagem são muitas. Porque não fazer o que outros municípios fazem, ou seja, recorrer ao Fundo de Protecção dos Recursos Hídricos?
Haja vontade e coragem para ir em frente.