Todas as terras têm a sua festa em honra de um santo e Malcata lá se vai mantendo com a sua em Agosto. Depois da festa acabar há que continuar a falar sobre a festa. Há dias no facebook li um pequeno texto que me fez reflectir sobre as festas. Foi escrito pelo padre Humberto Coelho, pároco em terras nortenhas e que a seguir podem ler. Vale bem ler até ao fim e responder à questão colocada.
"Por vezes investem-se muitos milhares de euros em dois ou três dias, mas pouco fica para a conservação das nossas igrejas, capelas e património. E, em algumas comunidades, quase nada se reserva para ajudar quem mais precisa.
Também os cartazes das festas deveriam fazer-nos pensar. Se a festa é em honra de um santo, seria importante não trocar o essencial pelo acessório.
Uma festa cristã não devia terminar quando se desmonta o palco, se apagam as luzes e se arrumam os arcos.
Deveria deixar alguma coisa:
uma comunidade mais unida,
uma fé mais viva,
um património mais cuidado,
alguns recursos para o futuro,
uma família ajudada,
um idoso acompanhado,
um jovem mais envolvido.
E deveria deixar, acima de tudo,
mais viva a memória e a mensagem daquele santo
que durante dias dizemos querer honrar.
Porque podemos ter ruas cheias, grandes espectáculos e milhares de pessoas e, ainda assim, perder o verdadeiro sentido da festa.
Talvez a pergunta que devêssemos fazer no final não seja apenas:
"A festa correu bem?"
Mas antes:
Quando o palco se desmontou...o que ficou na nossa comunidade?
Porque uma verdadeira festa cristã não deixa apenas fotografias e recordações. Deixa frutos."
Autor do texto: Padre Humberto Coelho
















