Malcata.net
Um ponto de encontro para naturais, descendentes e apaixonados pela aldeia de Malcata, terra que moldou as nossas vidas.
16.7.26
MALCATA E O SEU PATRIMÓNIO
TORRE DO RELÓGIO
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| Foto de A.Rato |
sr. Silva.
Sabe-se que na data da sua construção, corria o ano de 1959, as casas que se veem na imagem, já lá estavam.
O sítio escolhido é a Praça do Rossio, bem distante da igreja paroquial. Pois estamos perante um caso pouco habitual, porque nas outras terras é muito normal encontrar os relógios nos campanários das igrejas ou em torre ali ao seu lado. Em Malcata rompeu-se esse hábito e a Torre do Relógio foi construída bem afastada do adro e da igreja, talvez porque para onde foi, fosse um lugar mais alto e assim todos iam ouvir o relógio a dar as horas. É que na altura da sua construção, tornou-se o edifício mais alto de toda a aldeia, o que contribuiu para que se ouvir mais longe o sino, uma vez que não existiam barreiras que dificultassem a propagação do som.
Este é um bom exemplo de obra feita e que trouxe muitos benefícios a toda a freguesia e a todas as pessoas.
Uma obra com a qual nos identificamos, nos habituámos a admirar e que nos seus 67 anos de presença na freguesia, ainda poucos se aventuraram a subir todos os degraus da escadaria para, chegados junto ao sino, ver como é diferente a nossa aldeia lá de cima.
Algum de vós tem estórias para contar?
13.7.26
TOPONÍMIA DE MALCATA: Rua do Carvalhão
Rua do Carvalhão:
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Uma das ruas mais estreitas de Malcata até anos 70. |
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| Carvalhão |
As minhas filhas, a Inês e a Sara, ainda hoje se lembram destes tempos e das aventuras que os avós lhes proporcionavam nas férias do Verão, passadas na nossa aldeia. E não há avô ou avó que se recuse a aparelhar o burro para dar uma volta com as netas! O destino nunca importava, por isso, não nos recordamos para onde foram, sabemos e recordamos que andaram pelos caminhos e ruas da aldeia.
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Rua do Carvalhão com calçada de cubos de granito |
Mas há coisas e estórias que nunca vamos esquecer, ficam gravadas na nossa memória colectiva e pessoal. Uma verdade é que a Rua do Carvalhão, continua com pessoas e casas com vida.
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| Carvalhão-barreirinha |
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| Rua do Carvalhão no presente |
Voltarei a esta rua com mais coisas e loisas sobre ela.
11.7.26
MALCATA E AS EQUIPAS DA BOLA
O Santo António já acabou!...O São João e o São Pedro também! E estamos a poucos dias das festas de Verão. Não há terra ou lugar que não tenha a sua festa, que não celebre o seu santo ou santa de devoção ou onde as pessoas não escolhem divindades e assim não se zangam uns com os outros.
Este ano a temporada das festas de Malcata vai durar uma semana, mais coisa menos coisa. Vai ser uma semana de resistência, de diversão e convívio e só os mais fortes vão aguentar estar em todas as actividades.
Quem não se recorda dos jogos de futebol nos dias próximos da festa?
Os tempos eram outros, existia nos anos 70 e 80 outra mística e muitos mais jovens que vinham passar as férias à aldeia e em conjunto com os que nela viviam todo o ano, facilmente se formava uma equipa de futebol, mesmo com jogadores suplentes.
Nessa altura, já a associação estava em actividade e era convidada para participar em jogos amigáveis com as freguesias vizinhas ou então para jogar uma partida entre solteiros e casados.
E sem desprimor para as actuais equipas da ACDM, as equipas de Malcata tinha um conjunto de jogadores muito refinados e até incluía algumas estrelas que jogavam nas equipas distritais da Guarda e do Sabugal.
O resultado destes jogos eram importantes e fosse qual fosse, no final dos jogos e depois de umas banhadas de água fria no ribeiro, todos os participantes se reuniam na aldeia para um lanche ajantarado.
Nesses tempos, os ídolos chamavam-se Eusébio, Fernando Gomes, Cubilhas, José Henriques, Tibi, Damas, Yazalde, Néné, António Simões, Torres, Carlos Manuel, Pavão, Silvino, Futre, Figo, Rui Costa, Jorge Costa...
10.7.26
MALCATA ESTÁ DIFERENTE
Os anos passam e deixam marcas exteriores e com grandes diferenças.
Deixo aqui algumas fotografias que mostram um pouco da história da nossa pequena aldeia e que ilustram as mudanças que ocorreram.
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| Carvalhão-Malcata |
| Posto da Guarda Fiscal de Malcata A Fonte - Minimercado
Construção do Edifício de Apoio à Exploração Pecuária Capela de São Domingos |
Quem entra em Malcata vindo pela ponte nova ou pela aldeia de Quadrazais, dá logo pelas diferenças. Tanto de um lado como do outro, tudo está diferente.
ao lado da margem esquerda do Rio Côa e com a serra do lado direito. O rio já deixou de existir porque foi engolido pela albufeira e a serra esteve quase a ter o mesmo fim. Felizmente a indústria da celulose foi derrotada. Não temos rio, mas tenho a casa onde nasci e dela guardo muitas lembranças.
A aldeia e a paisagem deixam-me marcas e saudades, pessoas genuínas e fantásticas, paisagens lindas, lugares aprazíveis para descansar...assim vai a aldeia.
8.7.26
MALCATA : PONTO DA SITUAÇÃO
Como está a nossa aldeia?
A Junta de Freguesia tem nas mãos todo o poder e pode dar-se ao luxo de gerir a freguesia como bem entender e achar melhor. O povo, por duas vezes consecutivas, entregou nas mãos da Junta de Freguesia os destinos da comunidade. Portanto, no fim deste mandato, o terceiro e último presidido por João Vítor,
serão feitas as contas todas.
Estão a ser desenvolvidos dois projectos estruturais para a freguesia de Malcata:
Alojamento Local "Malcata Naturalmente";
Exploração Pecuária nos Baldios da Freguesia -"Cabras Serranas".
E as perguntas que faço são estas:
Está a Junta de Freguesia a avançar em alguma direcção?
Estão estes dois projectos, importantes para a freguesia, a mudar Malcata?
Em que ponto da situação se encontram estes dois projectos?
Tem importância conhecer o pensamento da nossa autarquia, que desde 2021 governa com maioria absoluta, sem qualquer oposição, totalmente livre na tomada de decisões, por isso mesmo, todos os malcatenhos esperam chegar a 2029 orgulhosos do trabalho realizado. O tempo não deixa de passar e quando dermos por ela, estamos mesmo a chegar à meta. E vai ser nesse momento necessário olhar para o caminho que foi percorrido e analisar se valeu ou não a pena. Oxalá as conclusões sejam boas e agradáveis de ler e principalmente de sentir que está melhor a vida dos malcatenhos que vivem na aldeia e se voltámos a ser uma terra onde se recebe bem, onde se cria e come o melhor cabrito, se come o melhor pão caseiro acompanhado com o melhor queijo de cabra.
Haja ambição e coragem em explorar o que deve ser explorado.
| AL-Malcata Naturalmente |
7.7.26
MALCATA FOI NOTÍCIA NO AMIGO DO SABUGAL
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| Localização do primeiro nicho de Nossa Senhora dos Caminhos, em Malcata |
Os nichos dedicados a Nossa Senhora dos Caminhos foram um plano da Mocidade Portuguesa Feminina, lançado em 1962, em Portugal. Este nichos existem por todo o país e marcam a história religiosa e a devoção do povo. E na nossa terra, também se alimentou a ideia que a Senhora dos Caminhos abençoava os peregrinos, os caminhantes, os motoristas e todos os que se deslocavam de um lado para o outro. Geralmente, o nicho situava-se à saída/entrada das povoações, junto a uma estrada ou um caminho, com passagem de muitas pessoas.
Em Malcata, o projecto nasceu e foi conduzido pelas três professoras que lecionavam as crianças na Escola Primária: Dª. Maria do Carmo Corrais, Dª. Isabel Ramos Barroso e Dª.Dulce Borges Alexandrino. Estas professoras tiveram um papel preponderante, reuniram todas as pessoas, crianças e graúdos, organizaram-se e conseguiram angariar todo o dinheiro necessário para pagar a obra.
O primeiro nicho
construído na nossa freguesia era uma obra simples e ao mesmo tempo, rara de
encontrar igual. E a sua primeira localização era à saída da aldeia e junto à
estrada antiga, a uns 20 metros da ponte velha e foi inaugurado em 1968.
A Senhora dos
Caminhos é uma homenagem do povo de Malcata a Nossa Senhora, traduzindo-se, em
simultâneo, num pedido de protecção e amparo para todos os que efectuam os mais
diversos percursos pelo nosso país e pelo mundo inteiro.
Actualmente a organização da festa em honra de Nossa Senhora dos Caminhos deixou de se realizar. Aquela que durante muitos anos, constava como uma das festas da paróquia de Malcata, não tendo um culto muito antigo, pois as notícias da sua inauguração são de 1968, logo não é de crer que seja mais antiga que essa data. Consta na aldeia que a última Comissão de Mordomos da última Festa em Honra de Nossa Senhora dos Caminhos de Malcata, é a fiel guardiã dos dinheiros das festas.
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| Notícia da inauguração do Nicho da Sra. dos Caminhos de Malcata no Amigo do Sabugal |
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| Nicho Nossa Senhora dos Caminhos inaugurado a 07-07-1968 |
3.7.26
FESTAS E FEIRINHAS SÓ ENCHEM BARRIGA
A Câmara Municipal do
Sabugal contratou um gabinete da especialidade para realização de um estudo
sério e aprofundado sobre o concelho. O trabalho foi feito e pago. O problema é
que, esse estudo de pouco ou quase nada serviu e apesar dos diagnósticos
encontrados, o território continua mais ou menos na mesma, o município continua
a dar prioridade a eventos efémeros, dispendiosos q.b., sem a capacidade de deixar
valor, marca, riqueza financeira duradoura. Sei de concursos já pagos pelo
município a gabinetes de gente trabalhadora, que rabiscaram uma Aldeia de Alzheimer,
uma Carta Europeia Para as Terras do Lince, uma Grande Rota, percursos e
parques de campismo, mas nada saiu do papel. Começo a duvidar até que alguém se
tenha debruçado na leitura cuidada e atenta do que foi analisado e sugerido!
A visão estratégica esgota-se na
realização de mais estudos e projectos de construção de estruturas que,
provavelmente, não trarão retorno financeiro para a economia, não são projectos
apelativos à fixação de empresas, de pessoas…porque o interesse é que essas
pessoas venham passar uns dias em festas, garraiadas e outras realizações de
consumo rápido.
Quando um município apresenta uma conta de --- estamos frente a um
problema sério de tesouraria. São mesmo investimentos no futuro ou apenas o pagamento a empresas criadas para entreter o povo com o dinheiro dos impostos que paga?
Um concelho onde as empresas não têm condições de se instalar, gerar postos de
trabalho e riqueza, dizer da boca para fora que as festas foram um êxito e são
para continuar, aumentar e gastar ainda mais…
Nestes anos assistimos a eventos patrocinados pela Câmara Municipal. E se não é
com o apoio declarado da Câmara, lá aparece uma daquelas “empresas” ou “proxis”
do município, que escondidas com outros nomes, são igualmente geridas com o
nosso dinheiro. Ou seja, o povo paga sempre, mesmo que não pareça!
Já repararam que a Câmara Municipal se
transformou numa daquelas empresas de entretenimento público? Ainda há dias
acabaram as Festas da Cidade 2026, na cidade do Sabugal. Seguem-se as Capeias
Arraianas durante o mês de Julho e Agosto, os Festivais Sete Sóis Sete Luas, Bruxas
à Solta, Muralhas Com História (Sortelha), Festival Sons do Côa, Sortelha Beijo
Sem Fim, Feira dos Santos, Feira das Tecnologias, Festival de Degustação de
Carnes e não haverá concurso de Derrube de Obstáculos a Cavalo, porque
desistiram da Aldeia Medieval ali para os lados de Roque Amador…o tal Parque
Temático, imaginado pelos criativos do município no tempo do António.
Se não desse para rir… mas não vamos
esperar muito tempo para chorar! É que as festas, pagam-se bem e como no
castelo não existem recursos materiais, criatividade muito menos, continua-se a
alimentar a manada de empresas que não largam a teta, porque para trabalhar
basta requisitar os trabalhadores do município, mesmo que o seu trabalho diário
fique por acabar. Pois, só que os problemas disto tudo não têm que ver com a
disposição e vontade de colaborar, de trabalhar por amor à Câmara, ao
presidente ou ao chefe de equipa. Ir trabalhar para as festas todos querem e
provavelmente alguns estão sempre à espreita da oportunidade de mudar de tarefa
por uns dias e sempre há um tempinho para um pé de dança.
Mas e o importante? A criação de
riqueza? O futuro dos mais novos?
Por muito grande e bonito fique o palco
multiusos, o concelho necessita permanentemente de pessoas, de empresas
produtoras de queijos, chouriços, compotas, armazéns cheios de batatas prontas
a exportar, talhos e pastores, colmeias e abelhas, vacarias e rebanhos,
carpintarias e serrações…porque numa era digital, nem a Inteligência Artificial
é tudo!
2.7.26
FESTA EM HONRA DE SÃO BARNABÉ 2026
Está oficialmente apresentado o cartaz da Festa em Honra de São Barnabé 2026, na freguesia de Malcata.
Com um programa pensado pela Comissão de Mordomos e com o qual pretendem reunir amigos, famílias e todos aqueles que fazem questão de visitar a nossa aldeia na primeira quinzena de Agosto. A aldeia volta a celebrar aquilo que une uma comunidade, dando continuidade a um evento que consegue reunir apoios e vontade.
Vai ser uma semana para o encontro de pessoas conhecidas e que não se veem há anos e que se irão encontrar nas diversas actividades da festa.
Nesta coisa da festa, tal como acontece em muitas outras coisas, cada cabeça sua sentença. E independentemente de eu e vós gostarmos do cartaz deste ano e do programa, observo que se continua a dizer que é uma festa, em Honra de São Barnabé. Isso não significa que o programa do cartaz tenha tido a colaboração e a aprovação da paróquia ou que a Comissão Fabriqueira tenha interferido na programação dos festejos. A festa dita religiosa, cinge-se a duas referências que vão ter lugar no último dia dos festejos, o dia maior e mais importante da religiosidade popular e estou a falar da Missa Solene e da procissão à volta do povo.
Muitos dos adultos lembram com certeza as festas e as imagens veneradas em cada uma delas. A minha memória leva-me aos tempos de se realizarem as festas de Malcata em honra de duas santidades representadas na igreja matriz de São Barnabé: Nossa Senhora do Rosário e Sagrado Coração de Jesus, realizadas alternadamente e quase sempre no mês de Agosto. Nesses anos sessenta, as festas começavam e terminavam com grandes solenidades religiosas e todos os eventos de convívio e diversão vinham depois, não se misturavam e respeitados os horários, tudo decorria na santa paz e harmonia.
O trabalho de preparação era distribuído por todo o ano da festa e os mordomos combinavam o dia e a hora de sair com um peditório, onde recolhiam dinheiro, várias coisas que as pessoas queriam oferecer, que voluntariamente se dispunham a doar para o êxito da festa. Também os mordomos preparavam todo o material necessário para as cerimónias religiosas, desde o cuidar dos andores, das imagens dos Santos, das roupas usadas nos altares, círios e outros artefactos que se iam utilizar nas cerimónias. A coordenação e planeamento dos actos religiosos ficavam sob responsabilidade do padre e da Comissão Fabriqueira da Paróquia, que se reunia sempre com a Comissão de Mordomos para acertar toda a programação. Nesses anos, as celebrações religiosas eram vividas com uma entrega que hoje já não têm e não se sentem com tanto fanatismo e rigidez dos rituais. Mesmo as procissões, a Missa Solene, o tocar dos sinos do campanário, eram rituais vividos e sentidos com muita cerimónia e fé no divino.
Nos meus tempos de criança toda a gente gostava e tinha um enorme orgulho em participar nas cerimónias da igreja. Todos os anos acontecia a mesma cena na altura da missa de Domingo e metade do povo assistia à missa da festa a partir do adro da igreja. Lá dentro não cabia mais ninguém, mesmo as coxias laterais e o coro, as escadas do campanário e a sacristia, as pessoas ficavam a abarrotar e entaladas como as sardinhas em lata. O importante era estar presente e ser visto pelos outros e outras, todos os sítios serviam para cumprir e não faltar à Missa da festa.
Hoje, passados que são mais de cinquenta anos, a igreja continua a ter as mesmas medidas e capacidade de acolhimento, talvez até com menos lugares disponíveis, por causa do espaço ocupado pelos bancos de madeira que antigamente não havia e não havia nem para os padres.
Actualmente há muitas pessoas que não apreciam e não participam nas cerimónias religiosas e a fé é revelada de forma bem diferente da que professavam os nossos antepassados, familiares, amigos e por que não dizer, os padres. A ignorância e o analfabetismo agravava ainda mais a miséria e a pobreza de espírito e muitos que exerciam cargos de poder e influência na aldeia, beneficiavam com a vida e a organização comunitária, vivendo mais para aumentar benefícios e prazeres particulares e familiares.
As festas era o que de melhor havia para entreter o povo, com a festa espantavam os maus espíritos, os maus-olhados e era a melhor receita para espantar a pasmaceira e a "moinice" dos dias de calor.
Concluo, dizendo que nem tudo o que se fazia e faz é bom e nem tudo agrada a todos. Muito do que disse é baseado nas minhas memórias que procuro descrever o melhor que sou capaz. Hoje, sou um cristão que vive mais distante das práticas tradicionais e religiosas da nossa aldeia, significando apenas e só a convicção pessoal de me sentir cristão livre, não sou fanático mas crente.
Como bom cristão, não vou cometer o erro de condenar ou desvalorizar o programa das festas deste ano. As tradições e as festas nunca são iguais e o tempo vai-se encarregar de as fazer esquecer e nem vale a pena desejar voltar atrás e condenar quem trabalhou para alegrar o povo. Não, esse erro não vou cometer, mas também não devo condenar os que ainda pensam assim. Vou focar-me no presente e nesta imagem que me assaltou a mente: a felicidade dos cães quando abanam o rabo ao ver o dono, mesmo que só tenham decorrido uns minutos de ausência física. O que lá vai, lá vai!
Venham à festa de São Barnabé 2026.
29.6.26
CAFETARIA NO LARGO DA FONTE VAI SURPREENDER A CIDADE DO SABUGAL
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| Sabugal e o Largo da Fonte |
Quando um executivo autárquico governa com maioria, a oposição tem de ser mais interventiva e mais atenta a toda a actividade do município.
E questionar as decisões do Município é dever de todos os membros da Assembleia Municipal.
Ora bem, no próximo dia 30 de Junho, vai realizar-se uma sessão Ordinária da Assembleia Municipal do Sabugal.
CASO 1
A Câmara Municipal do Sabugal vai
instalar em espaço público da cidade do Sabugal, no Largo da Fonte, uma
cafetaria.
Para tal, no passado dia 3 de Junho, foi
assinado um contrato de empreitada para
execução e instalação de um estabelecimento de cafetaria, pelo preço contratual
de 149.354,95 euros, valor que se acrescentará o respectivo IVA. Com um prazo
de execução de 60 dias.
CASO 2
No passado dia 23 de Junho, o Município
do Sabugal celebrou um contrato de prestação de serviços na área do turismo,
pelo preço contratual de 15.600,00 euros,
acrescido do Iva. Este contrato está tem um encargo plurianual repartido da
seguinte forma: 2026- 7.800,00 €; 2027- 7.800,00€; + IVA.
Esta adjudicação resultou de um ajuste
directo do Município do Sabugal com o cidadão Emanuel José Lopes Gouveia,
morador no concelho do Sabugal.
São dois contratos que dizem respeito à promoção do concelho e em que se
recorre ao dinheiro público. No meu entender, existe falta de transparência nos
contratos e
a Câmara Municipal deve clarificar os procedimentos que seguiu.
No Caso 1, desconhece-se o projecto, o local onde vai ser instalado; no caso 2,
falta saber da razão ou razões de não haver outros concorrentes.
Deixo aqui uma imagem com informação retirada do Portal Base:
não venha embrulhada como se fosse uma prenda de Natal!


















