Malcata.net
Um ponto de encontro para naturais, descendentes e apaixonados pela aldeia de Malcata, terra que moldou as nossas vidas.
23.7.26
22.7.26
A IMPORTÂNCIA DA BOA COMUNICAÇÃO
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| Trabalhadores abrem a mina em Malcata |
O nosso mundo está cada vez mais mecanizado, informatizado e palavras como digitalização, ficheiro, redes sociais, internet, memória, velocidade ou inteligência artificial, apesar de as ouvirmos todos os dias, muitos de nós resistimos e abanamos a cabeça mostrando que não embarcamos nas mudanças dos nossos hábitos e métodos tradicionais de comunicar, de informar ou contactar com as outras pessoas e instituições. E se o cidadão comum é avesso e resiste em mudar a sua forma de se relacionar e comunicar, há algumas entidades públicas que, mesmo sabendo e possuindo as ferramentas digitais, continuam a não querer utilizá-las e com elas valorizar e aprimorar o nível de informação e divulgação do seu trabalho, dos seus planos e limitam-se a divulgar só matéria que lhes interessa e que lhes mantenha toda a tranquilidade para tomar decisões.
Vejamos o caso da Junta de Freguesia de Malcata e tendo como exemplo, a forma de comunicar e informar a população, a prioridade da informação e o acompanhamento que os autarcas fazem quando divulgam alguma informação de relevo.
Há dias, a Freguesia de Malcata, publicou na sua página oficial Facebook, um Aviso com esta mensagem:
"Vem a Freguesia de Malcata informar, que devido a um
acidente na realização de trabalhos florestais, foi danificada a rede de
abastecimento de água à fonte da Praça do Rossio (Torrinha)...
ler aqui:
A Junta de Freguesia esteve tão bem e atempadamente, a sua comunicação do inesperado corte de água que me sim, cumpriu e fez o que devia ser feito.
Surpresa, para mim, está a ser a ausência de acompanhamento, actualização, ponto da situação sobre o primeiro e mais importante assunto que foi tornado público. Afinal como está agora o fornecimento de água à Fonte da Torrinha? A população pode consumir a água ou está ainda por reparar a avaria? O que foi necessário fazer junto à mina? Quem pensava encher alguns garrafões com a água da fonte, já o pode fazer?
Muitas perguntas, muitas dúvidas que pode estar a massacrar qualquer malcatenho residente na aldeia ou em viagem para a terra.
Mais uma vez, é necessário uma mudança de atitude em relação às políticas de comunicação utilizadas pelo actual executivo. E lembro ainda que o portal ou página da Freguesia de Malcata, deve fazer corar de vergonha com tamanha desactualização e funcionalidade.
E fazer melhor, está mesmo tão perto, é só querer fazer melhor!
20.7.26
CONHECER O NOSSO PASSADO
As imagens seguintes têm como objectivo principal o de não deixar esquecida a memória das marcas da vida que a nossa aldeia vai vivendo. Através da imagem podemos conhecer um pouco mais da história da nossa aldeia, dos monumentos, comércios, tabernas e cafés, casas e ruas, ribeiras e barrocas, igreja e capelas que compõem a história e a identidade dos malcatenhos. São memórias de um tempo que não volta, mas que deixou marcas, memórias, costumes, rituais e histórias.
Hoje vivemos outro tempo e saber compreender e respeitar as diferenças é o mesmo que despertar para o interesse que devemos olhar para o passado e construir um futuro melhor.
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| Entrada norte da aldeia |
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| Fonte da Torrinha |
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| Torre do Relógio |
| Mini - mercado A Fonte |
| Posto da Guarda-Fiscal |
A FONTE DA TORRINHA SECOU
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| A Fonte da Torrinha Julho 2026 (Foto de Luciano Frade) |
As bicas deixaram de deitar água. A Junta de Freguesia de Malcata, divulgou na sua página das redes sociais "Facebook", ontem de manhã, um aviso a informar a população do problema e estava a tomar as diligências necessárias à sua rápida reparação. A falta de água deveu-se a um acidente na realização de trabalhos florestais, que danificaram a rede de abastecimento de água à Fonte das Bicas (Torrinha).
Até às 24H deste Domingo, não estava disponível nenhuma informação complementar nas páginas da internet geridas pela Freguesia de Malcata.
A Fonte da Torrinha
perdeu a sua principal função, mas mantém-se presente no mesmo lugar onde foi
construída. Desde 1937, pelas suas bicas saiu água de graça, oferecida e nunca
negada a ninguém que dela necessitasse.
Com 89 anos de vida, foi acumulando
algumas maleitas e algumas vezes sofreu abandono, falta de limpeza, mina por
cuidar e claro, passou vergonhas imerecidas. E nos dias de mais calor, nestes
últimos tempos, costuma aparecer por lá uma placa branca com umas letras a
vermelho:
ÁGUA IMPRÓPRIA PARA CONSUMO
A mensagem faz
doer e reflectir. Se a água é para consumo humano, então porque às vezes lá
colocam esta mensagem? Estão a
enviar-nos um aviso, uma mensagem, para ter cuidado ao beber da água que as
bicas oferecem, pode causar desarranjos ao nosso corpo. Também estão a querer
dizer que periodicamente procedem à recolha de pequenas quantidades de água
para ser analisadas num laboratório credenciado. Também vemos que, apesar da água
ser clara e cristalina, fresca e agradável de beber, isso não significa que se
encontra própria para consumo humano. É precisamente por estas razões, ainda
não conhecidas, que nos avisam para ter cuidado e nos estão a dizer que a água não
está cuidada, algo estranho entrou em contacto com a água e vão aparecendo
alguns sintomas de má disposição, febre, vómitos, diarreias e que como é
costume, chamam-lhe “uma virose”, com o tempo vai passar. Será mesmo e só um
aviso de alerta ou poderá haver mais que não sabemos? Dá a sensação que poderá existir mais
qualquer coisa que não nos informa aquela placa: é um aviso para levar muito a sério. Disso não tenho qualquer dúvida. E se eu não respeitar aquilo que a placa me está a dizer, se for atacado pela tal “virose”, a responsabilidade é minha e só minha. Claro, tenho de aceitar que eu desrespeitei o aviso. Mas, eu vou aqui reflectir um pouco sobre o aviso: colocar o aviso é um trabalho rápido e fácil de executar. Qualquer pessoa com duas mãos, chave de fendas e parafusos consegue afixar a maldita placa. Mais complicado e mais demorado é verificar onde possa estar a origem do problema, que originou a contaminação da água, que fez com que a água jorrasse em menor quantidade e como recuperar a qualidade da água. Limpar uma mina é um trabalho difícil e não é para qualquer pessoa, por muita vontade que mostre e afirme que sabe fazer bem uma limpeza como deve ser. Sabemos que não é bem assim e que há trabalhos, que só gente com conhecimento e experiência, auxiliado por maquinaria e capacidade técnica podem ser levados a cabo.
Costumamos dizer, em linguagem popular,
que “cada macaco no seu galho”.
Eu, sem conhecimento e sem capacidade
técnica, mesmo que me sentisse com vontade de limpar a mina, escavar terra à
procura de rupturas ou outras coisas estranhas que possam ter causado a falta
de água na Fonte da Torrinha, ficava quieto e dedicava o tempo a buscar ajuda
aos “macacos” que sabem como fazer para resolver a falta de água nas bicas da
fonte.
NOTA IMPORTANTE:
Não entendas estas palavras como “deita abaixo”,
mas apenas como uma reflexão minha sobre a importância da água, das fontes, da
gestão da coisa pública e ao mesmo tempo recordar alguns factos já ocorridos e
que quando acontece algo inesperado e causador de desconforto e preocupação,
estas palavras sirvam de chamada de atenção e alerta, provoquem diálogos e
interesse na melhoria da vida comunitária. Os tempos de agora são diferentes, a
informação vai e chega rapidamente.
Espero que já esteja encontrada a causa
ou causas que originaram a falta de água. Só quem não faz nada não sofre
acidentes ou causa acidentes que não imaginava ser possível acontecer e não era
intenção acontecer naquele sítio, aquela hora e a fazer trabalhos florestais.
Oxalá as diligências e os trabalhos
efectuados tenham resolvido a situação.
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| Sempre a dar água |
16.7.26
MEMÓRIAS DA FESTA
MALCATA E O SEU PATRIMÓNIO
TORRE DO RELÓGIO
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| Foto de A.Rato |
sr. Silva.
Sabe-se que na data da sua construção, corria o ano de 1959, as casas que se veem na imagem, já lá estavam.
O sítio escolhido é a Praça do Rossio, bem distante da igreja paroquial. Pois estamos perante um caso pouco habitual, porque nas outras terras é muito normal encontrar os relógios nos campanários das igrejas ou em torre ali ao seu lado. Em Malcata rompeu-se esse hábito e a Torre do Relógio foi construída bem afastada do adro e da igreja, talvez porque para onde foi, fosse um lugar mais alto e assim todos iam ouvir o relógio a dar as horas. É que na altura da sua construção, tornou-se o edifício mais alto de toda a aldeia, o que contribuiu para que se ouvir mais longe o sino, uma vez que não existiam barreiras que dificultassem a propagação do som.
Este é um bom exemplo de obra feita e que trouxe muitos benefícios a toda a freguesia e a todas as pessoas.
Uma obra com a qual nos identificamos, nos habituámos a admirar e que nos seus 67 anos de presença na freguesia, ainda poucos se aventuraram a subir todos os degraus da escadaria para, chegados junto ao sino, ver como é diferente a nossa aldeia lá de cima.
Algum de vós tem estórias para contar?
13.7.26
TOPONÍMIA DE MALCATA: Rua do Carvalhão
Rua do Carvalhão:
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Uma das ruas mais estreitas de Malcata até anos 70. |
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| Carvalhão |
As minhas filhas, a Inês e a Sara, ainda hoje se lembram destes tempos e das aventuras que os avós lhes proporcionavam nas férias do Verão, passadas na nossa aldeia. E não há avô ou avó que se recuse a aparelhar o burro para dar uma volta com as netas! O destino nunca importava, por isso, não nos recordamos para onde foram, sabemos e recordamos que andaram pelos caminhos e ruas da aldeia.
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Rua do Carvalhão com calçada de cubos de granito |
Mas há coisas e estórias que nunca vamos esquecer, ficam gravadas na nossa memória colectiva e pessoal. Uma verdade é que a Rua do Carvalhão, continua com pessoas e casas com vida.
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| Carvalhão-barreirinha |
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| Rua do Carvalhão no presente |
Voltarei a esta rua com mais coisas e loisas sobre ela.
11.7.26
MALCATA E AS EQUIPAS DA BOLA
O Santo António já acabou!...O São João e o São Pedro também! E estamos a poucos dias das festas de Verão. Não há terra ou lugar que não tenha a sua festa, que não celebre o seu santo ou santa de devoção ou onde as pessoas não escolhem divindades e assim não se zangam uns com os outros.
Este ano a temporada das festas de Malcata vai durar uma semana, mais coisa menos coisa. Vai ser uma semana de resistência, de diversão e convívio e só os mais fortes vão aguentar estar em todas as actividades.
Quem não se recorda dos jogos de futebol nos dias próximos da festa?
Os tempos eram outros, existia nos anos 70 e 80 outra mística e muitos mais jovens que vinham passar as férias à aldeia e em conjunto com os que nela viviam todo o ano, facilmente se formava uma equipa de futebol, mesmo com jogadores suplentes.
Nessa altura, já a associação estava em actividade e era convidada para participar em jogos amigáveis com as freguesias vizinhas ou então para jogar uma partida entre solteiros e casados.
E sem desprimor para as actuais equipas da ACDM, as equipas de Malcata tinha um conjunto de jogadores muito refinados e até incluía algumas estrelas que jogavam nas equipas distritais da Guarda e do Sabugal.
O resultado destes jogos eram importantes e fosse qual fosse, no final dos jogos e depois de umas banhadas de água fria no ribeiro, todos os participantes se reuniam na aldeia para um lanche ajantarado.
Nesses tempos, os ídolos chamavam-se Eusébio, Fernando Gomes, Cubilhas, José Henriques, Tibi, Damas, Yazalde, Néné, António Simões, Torres, Carlos Manuel, Pavão, Silvino, Futre, Figo, Rui Costa, Jorge Costa...
10.7.26
MALCATA ESTÁ DIFERENTE
Os anos passam e deixam marcas exteriores e com grandes diferenças.
Deixo aqui algumas fotografias que mostram um pouco da história da nossa pequena aldeia e que ilustram as mudanças que ocorreram.
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| Carvalhão-Malcata |
| Posto da Guarda Fiscal de Malcata A Fonte - Minimercado
Construção do Edifício de Apoio à Exploração Pecuária Capela de São Domingos |
Quem entra em Malcata vindo pela ponte nova ou pela aldeia de Quadrazais, dá logo pelas diferenças. Tanto de um lado como do outro, tudo está diferente.
ao lado da margem esquerda do Rio Côa e com a serra do lado direito. O rio já deixou de existir porque foi engolido pela albufeira e a serra esteve quase a ter o mesmo fim. Felizmente a indústria da celulose foi derrotada. Não temos rio, mas tenho a casa onde nasci e dela guardo muitas lembranças.
A aldeia e a paisagem deixam-me marcas e saudades, pessoas genuínas e fantásticas, paisagens lindas, lugares aprazíveis para descansar...assim vai a aldeia.
8.7.26
MALCATA : PONTO DA SITUAÇÃO
Como está a nossa aldeia?
A Junta de Freguesia tem nas mãos todo o poder e pode dar-se ao luxo de gerir a freguesia como bem entender e achar melhor. O povo, por duas vezes consecutivas, entregou nas mãos da Junta de Freguesia os destinos da comunidade. Portanto, no fim deste mandato, o terceiro e último presidido por João Vítor,
serão feitas as contas todas.
Estão a ser desenvolvidos dois projectos estruturais para a freguesia de Malcata:
Alojamento Local "Malcata Naturalmente";
Exploração Pecuária nos Baldios da Freguesia -"Cabras Serranas".
E as perguntas que faço são estas:
Está a Junta de Freguesia a avançar em alguma direcção?
Estão estes dois projectos, importantes para a freguesia, a mudar Malcata?
Em que ponto da situação se encontram estes dois projectos?
Tem importância conhecer o pensamento da nossa autarquia, que desde 2021 governa com maioria absoluta, sem qualquer oposição, totalmente livre na tomada de decisões, por isso mesmo, todos os malcatenhos esperam chegar a 2029 orgulhosos do trabalho realizado. O tempo não deixa de passar e quando dermos por ela, estamos mesmo a chegar à meta. E vai ser nesse momento necessário olhar para o caminho que foi percorrido e analisar se valeu ou não a pena. Oxalá as conclusões sejam boas e agradáveis de ler e principalmente de sentir que está melhor a vida dos malcatenhos que vivem na aldeia e se voltámos a ser uma terra onde se recebe bem, onde se cria e come o melhor cabrito, se come o melhor pão caseiro acompanhado com o melhor queijo de cabra.
Haja ambição e coragem em explorar o que deve ser explorado.
| AL-Malcata Naturalmente |















