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30/05/2026

COISAS DA VIDA

 



 
 Quem já não ouviu estas duas ideias? São frases que todos utilizamos para responder quando acontece algum imprevisto, alguma coisa importante e que nos apanhou de surpresa, não estávamos nada a contar que tal viesse acontecer. 
 É também comum dizer-se que "a vida é assim", e ninguém escapa, o que muitos não sabem e não imaginam é que às vezes, as coisas acontecem numa questão de segundos, sim numa velocidade ciclónica. 
 A natureza e o homem são muito parecidos. Surpresas acontecem e a Vida é uma verdadeira surpresa. Se for uma surpresa boa, agradável e nos trouxer alegrias e sorrisos, somos uns sortudos. E quando a vida nos surpreende com aquelas surpresas de dor, acidente, fenómenos atmosféricos ou maldade humana, ficamos de queixo caído, tristes e desacreditados da nossa fé, murmuramos e abanamos a cabeça dizendo que não era ainda o momento, ainda havia coisas importantes nas mãos e que havíamos prometido entregar a essa pessoa amiga ou ela a nós. E de repente o filme da Vida chegou ao FIM. 
 É difícil e custa compreender estas situações inesperadas que nos acontecem durante a vida. São momentos tristes, difíceis e nos primeiros instantes a seguir aos acontecimentos inesperados, ficamos sem palavras e sem poder de reacção, o tempo afinal é finito. 
 O que aconteceu, mesmo inesperado, é passado. Esquecer ou esconder a dor e o sofrimento de alguns acontecimentos, inesperados ou com alguma probabilidade de acontecerem, faz mesmo parte da nossa vida terrena e nem sempre nos queremos convencer que tudo o que nasce, morrerá um dia. E para morrer, só acontece a quem está vivo. Chegados aqui, só nos resta tomar a decisão certa: acreditar que somos humanos mortais e que enquanto somos seres vivos, vamos ter muitas surpresas e algumas são capazes de nos atirar ao chão. Há que acreditar que somos fortes o suficiente para nos levantarmos ou aceitar o auxílio de quem nos queira ajudar a levantar e mais importante que tudo é ser profundamente cristão e que Deus nos ama e nunca nos deixa caídos no chão, está sempre a mostrar que a esperança é mesmo a última morrer.
 

28/05/2026

LIMPEZA DE TERRENOS RURAIS PROLONGADA

 

 Para todo o país, face às condições climatéricas, foi alargado o prazo de limpeza para os terrenos rurais, que acabava a 31 de Maio, terminando agora a 30 de Junho.

Veículo todo-o-terreno ao serviço
dos sapadores florestais de Malcata


 O prolongamento do tempo para limpezas foi anunciado hoje pelo Ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes.
 Na freguesia de Malcata, a operação de limpeza dos terrenos rurais tem sido feita durante o ano todo e a maior fatia de trabalho está atribuída à Assembleia de Compartes da Freguesia de Malcata, que dispõe de uma equipa de Sapadores Florestais devidamente equipada e formada para efectuar a tarefa.
  Segundo as informações que consegui reunir, a limpeza de terrenos rurais pelas equipas de Sapadores Florestais pode custar entre 350 e 1500 euros por cada hectare, ou seja, à volta de 0.25
  a 0,35por cada metro quadrado., dependendo da quantidade de vegetação e das condições do próprio terreno a limpar. Se o serviço for contratado à hora, um sapador a manobrar uma motorroçadora, fica normalmente pelos 13 a 15 euros/hora.
 Há quem esteja a cobrar mais 50% do que no ano passado. Ainda bem que foi alargado o prazo para os proprietários cumprirem a lei. O Verão vai ser quente e seco, dizem os políticos. E os proprietários o que têm a dizer da factura que é necessário pagar pelo trabalho dos sapadores florestais?
 E quanto a apoios para os proprietários efectuarem ou mandar realizar a limpeza?
 A Ministra do Ambiente e Energia disse em Março que o Governo ia ajudar com vales para ajudar a pagar as limpezas e disse que “As pessoas só têm de demonstrar que são responsáveis por aquele hectare e têm X para limpar”. Trata-se de um apoio pago directamente aos proprietários, só devem é comprovar os dados e responsabilizarem-se pela área a limpar.
 Um dia de trabalho normal de uma equipa de sapadores florestais, constituída por 5 pessoas, é capaz de limpar um hectare por dia. Na nossa área florestal da freguesia, a tarefa não deve estar a ser fácil, pois se o trabalho se cingisse a cortar mato e apanhá-lo…mas todos sabemos que há muito trabalho por fazer.
 Como estão a aguentar os nossos homens das roçadoras e das motosserras?
 Podem prestar mais informação segura e actualizada?
 

 

TUDO SE ADQUIRE E O ZÉ QUE PAGUE!

 


1- APRESENTAÇÃO DE ESPETÁCULO MUSICAL           5.500,00 €
 - SEMANA LÚDICO PEDAGÓGICA  1 de junho de 2026
2- AQUISIÇÃO DE SERVIÇOS DE ANIMAÇÃO(INSUFLÁVEIS) PARAA SEMANA LÚDICO PEDAGÓGICA 9 de junho de 2026:  6.385,00 €

 São dois exemplos que nos deviam fazer pensar um pouco. Em duas actividades lúdicas, mesmo que sejam justificadas pelo Município do Sabugal como importantes, não estaremos perante um despesismo um pouco exagerado? O Município do Sabugal simplesmente não possui gente e meios para estas duas actividades serem realizadas com a prata da casa?  
                                            

QUEM QUER ABRIR O BAR DA ZONA DE LAZER?

 



  Terminou às 21H00 de ontem,27 de Maio,  o prazo para entrar na corrida à exploração do bar da Zona de Lazer da Freguesia de Malcata,  que inclui também a manutenção de outras estruturas de apoio.
Sem praia e sem banhos será 
desta que o bar muda de nome?

            

  O mais natural e normal é que imediatamente após o fim do prazo do concurso se organize um acto público para que se proceda à abertura das propostas e análise minuciosa quanto possível de cada proposta e proceder à adjudicação oficial da proposta vencedora.
  Como não foi informado pela Junta de Freguesia de Malcata o valor mínimo da licitação, o dia e a hora, o local e quem podia estar presente no momento de abertura das propostas, mesmo que essas informações sejam parte integrante dos documentos que a Junta de Freguesia disponibilizou aos interessados, o cidadão comum que minimamente se interesse por assuntos ligados às actividades autárquicas, é levado a colocar no ar algumas interrogações que trazem consigo alguma preocupação e que deviam ser esclarecidas por quem de direito, ou seja, a Junta de Freguesia.
  Ao não ser revelado publicamente a licitação mínima a aceitar, bem como o não referir a eventualidade de acontecer, existir a apresentação de uma única proposta, sem se saber o valor mínimo, como e quem define o valor a ser pago pela candidatura única?
  E se a concessão não for concretizada, seja por que motivo for, a Junta de Freguesia está ou não decidida a tornar essa informação do conhecimento público, nomeadamente nas páginas que tem abertas na internet?
  Lembro aqui que na vizinha freguesia de Quadrazais, o procedimento da concessão da exploração do bar da praia fluvial decorreu com total transparência e foi divulgado a todo o mundo, por exemplo, aqui:
https://www.facebook.com/photo/?fbid=27275501552047853&set=a.406120152746024&locale=pt_PT

  Aguardamos por notícias.

27/05/2026

MALCATA: QUE É FEITO DE TI MINHA ALDEIA?

 

Reunião do Conselho Consultivo da 
Associação Malcata Com Futuro

 A roda está inventada há muitos séculos atrás. E as máquinas a vapor que revolucionaram a Inglaterra na Revolução Industrial já foram ultrapassadas pelas baterias eléctricas e células de hidrogénio, a que alguns chamam o combustível do futuro.
 Em Malcata ainda nem a roda foi devidamente explorada, deixando os malcatenhos a pensar no tipo de caminhos que se devem abrir para trazer engarrafamentos de veículos e pessoas sedentas de observar o lince da Malcata. Que bom era poder recuperar a sabedoria e a determinação dos nossos homens que durante anos e anos empurraram a nossa freguesia para o lugar que merecia estar, sempre como referência na determinação e no planeamento da criação de melhores condições de bem-estar de toda a comunidade.
 Que bom seria poder recuperar algumas dessas características dessas pessoas que sempre se orgulharam das suas raízes, saíram em busca do seu bem-estar e depois regressaram para, gratuitamente e de forma voluntária, aplicar toda a experiência e conhecimento adquirido ao serviço do povo. Sempre se sentiram malcatenhos e já que desenvolveram novas capacidades e aprenderam outros métodos bastante úteis, nada melhor que colocar essa sabedoria e experiência a servir a freguesia e as pessoas que nela viviam.
 E foi com estes homens e mulheres que Malcata cresceu.
 Não duvido sequer do carinho que recebiam dos malcatenhos, pois nada melhor que sentir o orgulho de ser de Malcata.
 Vivam os malcatenhos!

25/05/2026

FREGUESIA DE MALCATA SEIS MESES DEPOIS

  

Escadas de acesso à Junta de Freguesia


 Na aldeia de Malcata as pessoas não reclamam medalhas, nem pedem homenagens, são gente normal e trabalhadora. Os malcatenhos vivem despreocupados e indiferentes às discussões sobre quem vai treinar o Benfica ou se o treinador vai ser português ou estrangeiro. Nem sequer se dá ao trabalho de ir para a estrada aplaudir o pelotão dos ciclistas que andam a dar voltas ao Sabugal e arredores. Poucos souberam da passagem dos homens dos pedais e só se perguntavam uns aos outros a razão de tantas motas e carros a circular pela Rasa em direcção à ponte. Foram 10 minutos de espanto e algum medo, eles eram mais que as mães e bastava um deles cair, a desgraça era terrível.

 Os malcatenhos continuaram a fazer o que sempre estão dispostos a fazer, vivem a vida e não gostam de ser incomodados. Tudo o que querem e precisam, é que os deixem em paz, entretidos e de ombros encolhidos, pois adoram o sossego e detestam as pressas.
 Quando alguém lhes pisa os calcanhares, há quem resmungue e grite, mas não passa disso mesmo e volta tudo ao normal depois de aliviar as dores, voltam a encolher os ombros e a abanar a cabeça, mas cansam-se demasiado rápido para reclamar. Preferem viver acomodados, ignorando a realidade e não admitem que o mundo está diferente e muda com mais rapidez. Já nem a carqueja e o amarelo anima esta gente. Os malcatenhos só querem que os deixem em paz, que os deixem respirar o ar, é o que ainda têm gratuito.
 Passaram seis meses depois da tomada de posse deste executivo da Junta de Freguesia. Sendo o terceiro mandato seguido e tendo em conta que a Junta de Freguesia é a mesma desde 2017, é perfeitamente normal que os malcatenhos desejem saber o que tem feito a Junta de Freguesia, nomeadamente nestes últimos seis meses.
 Senhor presidente da Junta de Freguesia de Malcata, pode dedicar parte do seu tempo de “presidente” e informar a população de Malcata e os malcatenhos espalhados pelo mundo, o que fez nestes seis meses? Obrigado, em nome dos malcatenhos

20/05/2026

O QUE MAIS GOSTARAM DA FESTA DA CARQUEJA DESTE ANO?

 

                           



 Maio é o mês das flores e dos cheiros, das giestas e carquejas floridas, do tempo em que as pessoas se sentem mais alegres e sorridentes. 
 Maio é o tempo esperado pelos malcatenhos para subir à serra e de lá trazer flor de carqueja e boas memórias! É tempo de subir à serra e encher os pulmões de ar limpo e fresco.
 Quando a serra foi ocupada pelas indústrias da celulose,  os pinheiros tomaram conta do território e os lavradores foram desistindo pouco a pouco até desistir por completo. Os mais idosos lamentavam-se mas de nada adiantou, a serra passou a ficar cada vez mais distante e passou de amiga a simples memória. Foi importante para eles, mas deixou de ter importância para os outros mais novos.   Ainda bem que a Associação Cultural e Desportiva da aldeia pensou que seria bom, nem que fosse uma vez por ano, no mês de Maio, voltar a encontrar a serra e durante um dia retomar o convívio dos antigos. 

                                 
Foto da ACDM


 A Festa da Carqueja foi lançada como um evento de convívio e memorial das tradições da nossa aldeia, da serra e da sua fauna e flora. A carqueja é a rainha porque era o sustento das pessoas e a cura para muitas maleitas. Tem sido o pretexto para alegrar o povo, que durante um dia sobe à serra da Malcata, onde almoça e se diverte com os jogos tradicionais. Mas até este costume está a desaparecer e a cada ano que passa, a serra parece ser mais difícil de subir.
 
Foto da ACDM
Foto da ACDM
Foto da ACDM


 É uma luta pela preservação da memória e das tradições do povo. Está actualmente enfraquecida e o entusiasmo limita-se ao mínimo e apenas para cumprimento do calendário.  A qualidade e a inovação tem vindo a esmorecer de ano para ano. Cada edição é uma facada na dinâmica do evento e cada vez as pessoas se agarram às memórias das outras festas da carqueja. 
 A Festa da Carqueja de 2026 já pertence ao passado. Ainda não sei como decorreu este ano e como é normal, uma festa para ser considerada um êxito, depende sempre da participação das pessoas e do seu entusiasmo na festa. E quem está longe mas se interessa, fica sempre à espera de imagens, de pequenos vídeos ou pequenas observações escritas publicadas nos meios de comunicação, nomeadamente na internet, pois espaço e facilidade é hoje bastante. Quando se partilha um acontecimento é estar a contribuir para a valorização do trabalho de todas aquelas entidades e pessoas que estiveram envolvidas na organização do evento. É também uma maneira de garantir que as festas, sejam grandes ou mais simples, deixam marcas e memórias que se devem registar e guardar para não se perderem. Neste mesmo sentido, e em relação à Festa da Carqueja deste ano, dado que não existe qualquer partilha de imagens ou notícias escritas da festa, eu pergunto:
-O que mais gostaram na Festada Carqueja de 2026, organizada pela Associação Cultural e Desportiva de Malcata?



 



19/05/2026

VERDADEIRA FESTA DA CARQUEJA EM MALCATA

   

Jovens distribuem ramos de carqueja
na Festa da Carqueja em Malcata



   A nossa freguesia, no passado dia 17 de Maio, reviveu mais uma 
"Festa da Carqueja", um acontecimento que todos os anos se vem a realizar durante o mês de Maio. 
   Este ano, a organização informou atempadamente que a festa se ia realizar na Zona de Lazer, devido a não existirem condições no Espigal, o tradicional local da festa. O programa deste ano não trouxe novidade e apresentou o mínimo: caminhada, almoço e jogos tradicionais. 
   Onde está o principal pretexto desta singular Festa da Carqueja?
   A Festa da Carqueja é ocasião para homenagear a carqueja e o povo da aldeia de Malcata que ao longo de séculos, aprendeu e preservou esta planta natural que crescia e assim se mantém, nas encostas da serra. A carqueja abunda e no passado foi importante em muitas das actividades das gentes de Malcata: com ela se varria, se acendia o forno a lenha, o lume da lareira, se mergulhava em água quente e lavava a pele queimada do porco da matança, com a sua flor se curavam muitas maleitas e dores, era por assim dizer, a planta que mais usos dela se faziam. 
   A carqueja era importante e muito utilizada, mas sempre houve o cuidado de a preservar e assim chegou ao presente. Continua a ser uma planta querida, amada e admirada. A carqueja é de facto a rainha da Festa da Carqueja e o povo deve continuar a enaltecer a importância desta pequena e simples planta natural. Pode não ter tanta utilidade na vida quotidiana da população rural, mas daí a ser esquecida e apenas servir de chamariz para uma festa absolutamente banal e sem actividades programadas para elevar a carqueja ao seu devido lugar...
então o melhor é esquecer a carqueja e fazer a festa normal.  
   Esta Festa da Carqueja nasceu para preservar esta planta, para recordar e manter as memórias dos nossos antepassados que souberam descobrir os benefícios da carqueja e tudo fizeram para ela não desaparecer. E o subir até à montanha é muito mais do que uma caminhada e um regresso à aldeia. O ver e admirar a flor amarela da carqueja é vivido junto à planta que cresce livremente no monte, escondida dos olhares do mundo e dos mal-feitores, porque o importante é a beleza natural, o seu encanto e o seu ambiente. Admirar a carqueja, parar e observar simplesmente e atentamente é importante para entendermos a importância desta pequena maravilha da natureza. Depois sim, venha a celebração, a comida e os jogos tradicionais. E como o povo não vive na serra, há que descer até ao povo e depois de bem instalados na cadeira, participar na festa com música, teatro, worshops e porque não, tomar uma chícara de chá de carqueja!
   É assim que eu imagino a festa da carqueja, uma autêntica potência natural desaproveitada e que merece ser verdadeiramente homenageada por todos os malcatenhos. A Festa da Carqueja pode ser a grande iniciativa anual que acontece na região do Sabugal e na aldeia de Malcata. Há potencial, há matéria prima para ser realizada todos os anos, com sol ou com chuva. Só assim valerá a pena continuar a manter a Festa da Carqueja nas mãos da Associação Cultural de Malcata. 

MALCATA ESTÁ A FICAR MAIS ISOLADA

                 

Amigo do Sabugal-suplemento do jornal
AMIGO DA VERDADE



    Hoje Malcata é muito mais do que um ponto assinalado no mapa. Já deixou de ser apenas uma aldeia escondida pela Serra da Malcata. De qualquer parte do Mundo a pequena aldeia é vista e vigiada por mais gente do que alguma vez imaginámos. 
    O Mundo mudou e Malcata apesar de estar à distância de um "clic",parece estar a desligar-se cada vez mais deste nosso mundo.
    O que se passa em Malcata?
    Porquê tanto silêncio? 
    Porque se isolam tanto as pessoas da nossa aldeia? 
    É difícil de entender a ausência tão grande de notícias sobre a aldeia onde nasci. Não serei o único que um dia partiu em busca de melhores condições de vida. Tal como eu, muitos fizeram o mesmo e ainda continuam a sair. Todos vivemos a pensar no dia do regresso. Pode ser uma, duas ou três vezes durante o ano, pode ser em Agosto, ou no mês de Dezembro ou então na altura da serra estar bem florida de carquejas e de urzes. São regressos pensados e marcados nas nossas agendas com bastante tempo de antecedência. Não queremos faltar e a ansiedade aumenta à medida que as datas se vão aproximando e vamos para o trabalho mais animados e atidos a que a data chegue depressa. Contamos os dias e as semanas que faltam, vamos espreitando a internet para verificar se apareceu algum imprevisto, que pode ser previsões de mau tempo ou dificuldades de logística. Sonhamos com o dia e o momento de andar pelas ruas e cafés, encontrar o tio, a prima e aquele primo do primo que já nem nos recordamos do nome. Queremos ir à terra e estar, recordar, reviver e sentir que nos fazem sentir parte da terra e da comunidade. É um sentimento de pertença, às vezes mais do que os laços de sangue é sentir que ainda pertencemos e somos aceites como naturais daquele lugar que nós não escolhemos, mas foi o sítio que escolheram os nossos pais. 
   É esta possibilidade de vir a deixar de pertencer que tenho medo de estar a perder. É por isso que eu questiono se estarão os malcatenhos a deixar de sentir o lugar a que pertencem. Sabem, a ausência de notícias para quem vive num mundo tão global e evoluído,
faz pensar que a nossa terra está a ficar isolada por vontade dos que nunca daí experimentaram partir. A vida é finita e leve como uma pena. Morrem animais, nascem poucas crianças, enche-se o cemitério e o lar dos idosos, os mais jovens partem para longe...há quantos anos isto está a acontecer? 
   Faz falta um "Amigo da Verdade" semanal e de leitura obrigatória. Lembro-me do interesse que as pessoas tinham em relação às notícias da semana. Era ao ler o jornal que se ficava a saber as notícias da nossa aldeia e das outras terras vizinhas. Hoje temos a internet para nos dar as notícias, mas para isso é preciso que alguém as escreva e as faça correr mundo. De nada serve a internet se a informação não é disponibilizada e publicitada. Já que o Amigo da Verdade deixou de informar, haja por Malcata quem se interesse por dar notícias. 
   

15/05/2026

MALCATA: NADA ACONTECE POR MERO ACASO

 





  Há dias difíceis e mesmo não sendo surpreendente, nunca esperamos que essas coisas aconteçam às pessoas. E esta semana, ficará registada com uma notícia triste e que deixou o coração pequenino e a mente a pensar na vida e nas outras vidas...que todos dizemos existirem e não sabemos a certeza se elas existem mesmo. É assim a nossa vida, um sopro de ar...hoje há sol de Primavera e ontem ficámos molhadinhos da cabeça aos pés, porque na Primavera o sol e a natureza sorri. A verdade é que hoje estamos aqui, amanhã imaginamos que vamos estar noutro sítio e com outras pessoas. De repente, batem à nossa porta de casa e nem sequer temos tempo para nos despedirmos da mulher, das filhas, do cão e do gato, partimos e tudo fica. 
  Assim foi com a Carla, uma mulher de 45 anos, casada e mãe de duas meninas que felizmente têm um pai para as abraçar, acolher e amar. 
  As pessoas que a conheceram expressaram publicamente na internet o que foi a relação humana entre todos, uma mulher cheia de vida, sempre alegre e sorria mesmo quando o seu interior resistia às enormes ondas carregadas de energia negativa e doentia. O seu vazio acontecia para deixar os dois pequenos corações a transbordar de amor que agora muito ajudará na união da vida presente. 
  O silêncio é difícil de aguentar e portanto, quero expressar o meu agradecimento e a naturalidade com que as pessoas expressaram os seus sentimentos quando leram a notícia na página da internet da Freguesia de Malcata. Talvez ajude a compreender agora a necessidade que todos temos de ler notícias, sejam alegres ou mais tristes, porque a nossa vida também precisa de ser partilhada e reconhecida. Não, ninguém é uma ilha e todos gostamos de viver e conhecer as riquezas que a vida nos dá a oportunidade de viver. 
   
  NADA ACONTECE POR ACASO.
  NÃO EXISTE SORTE. EXISTEM FACTOS COM SIGNIFICADO.
  O MEDO E A IRA ROUBAM ANOS DE VIDA.
  LIMPAR A NOSSA MENTE É TER A CERTEZA DE UMA VIDA LONGA E BOA
                          Fernão Capelo Gaivota