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30/03/2026

BALDIOS DE MALCATA: QUE FUTURO? (I)

  

                                 


  A Assembleia de Compartes dos Baldios da Freguesia de Malcata, vai realizar no próximo dia 31 de Março, pelas 20H00, no Edifício da Junta, uma reunião. 
  Este tema dos Baldios é um assunto com grande importância para toda a comunidade, pois os baldios continuam a ser património comum. E por delegação de poderes da Assembleia de Compartes, a gestão dos baldios está a cargo do executivo da Junta de Freguesia. 
  O ponto nº3 da Ordem de Trabalhos "Discussão e votação da delegação de poderes de administração dos Baldios-ICNF", merece um apontamento e uma chamada de alerta dirigido aos compartes. Há a correr por aí, pelas diversas regiões do nosso país e por diversas comunidades/assembleias de baldios, que o ICNF está a apresentar novas propostas de cogestão e administração. Ora, em Janeiro deste ano de 2026, a BALADI (Federação Nacional dos Baldios), alertou através de um comunicado que aquilo que o ICNF estava a querer fazer não servia os interesses dos compartes e até podiam colocar em causa o futuro dos baldios, caso assinassem esses protocolos.
  Por imposição da lei, desde 24 de Janeiro de 2026, todos os acordos que havia entre o ICNF e os Baldios, deixaram de ter fundamento legal, isto é, caducaram depois de 50 anos. É por isso que o ICNF anda agora a tentar promover e assinar o maior número de acordos possíveis com os baldios, mesmo no que respeita à sua administração. 
  Parece que a pretensão do ICNF é ficar com os poderes totais de gestão florestal e sobre todos os rendimentos que os baldios derem: resinas, apicultura, caça, pesca, micologia (cogumelos), recolha de lenha...e passará a receber 40% do material lenhoso, bem como parte do armazenamento de carbono. 











  Os compartes dos baldios de Malcata e a própria Junta de Freguesia de Malcata, antes da discussão e votação da delegação de poderes de gestão dos baldios, o que deviam era solicitar, por escrito, a referida proposta de cogestão e administração para ps próximos anos. Com o documento na sua posse, o passo seguinte será distribui-lo a todos os compartes para que o consultem, para promover palestras de esclarecimento e aconselhamento especializado, para depois com mais conhecimentos e saber, colocar o assunto à apreciação numa Assembleia de Compartes. E aí, caso os compartes entendam que estão conscientes da tomada de decisão, avançar para a assinatura do acordo. Este é um passo de importância fundamental e não deve ter interferência do ICNF, cabe à Assembleia de Compartes deliberar sobre o assunto da delegação de poderes e gestão. Será que a Junta de Freguesia tem a intenção de renunciar à gestão dos baldios? Este é outro assunto que também deve ser esclarecido na assembleia de amanhã. Quanto a entregar já a delegação ao ICNF, peço a todos os compartes que tenham alguma tranquilidade e sentido de responsabilidade, pois não há assim tanta urgência na passagem da delegação de poderes. Ou há? O ICNF não pode e não deve pressionar ou obrigar à votação na reunião de amanhã. Só o consegue se os compartes não fizerem nada e nada disserem. Volto a repetir, mesmo que haja uma proposta do ICNF, ela deve ser lida e discutida durante muito mais dias que apenas durante a reunião. A discussão e a votação vai ser determinante para o futuro dos baldios da freguesia de Malcata. 
  Mais informações aqui:

https://www.baladi.pt/comunicados/comunicado-o-fim-da-cogestao/?fbclid=IwY2xjawQ3c-dleHRuA2FlbQIxMQBzcnRjBmFwcF9pZBAyMjIwMzkxNzg4MjAwODkyAAEe5TpG0a_1OMODe11bl2dQQ6PIqFuRBHM2IkHttAcx_kek-aDagrH4o_HY9ew_aem_YwshOQrQf8-zMDc-Pc7n3g

https://www.researchgate.net/publication/399827849_Governanca_e_Gestao_dos_Baldios  

https://www.baladi.pt/baladi/gravacao-webinar-cogestao/

Edital da Assembleia de Compartes
para 31-03-2026

  Continua...sobre eleições


23/03/2026

ALDEIA DE MALCATA SEM GRAÇA





 

Uma freguesia parada no tempo.

 Proponho que a Junta de Freguesia de Malcata use a tecnologia que tem à disposição para que os malcatenhos, estejam onde estiverem, possam acompanhar as actividades da autarquia.
 E o site da freguesia tem a missão de facilitar a vida aos cidadãos que se interessam pela nossa terra, ou que tenham situações para resolver.

 O que estou a sugerir não exige grande investimento de dinheiro, é apenas o uso de algum tempo a favor da comunidade.
 
 O que tem andado a fazer a Junta de Freguesia?
 Quem consultar a página oficial da autarquia fica de boca aberta e pasmado com tanta obra realizada!  Continuamos na mesma como estávamos em 2025, ou seja, não há qualquer registo de nota e não tem havido na freguesia obras ou melhorias, a não ser as que são da responsabilidade da Câmara Municipal. O que vi nos dias de início deste mês são pequenos remendos, como a troca de placas toponímicas e de sinalização. A freguesia está cada vez mais atrasada face a outras aldeias próximas. Basta sair da nossa terra e visitar facilmente aqui constatamos o marasmo que se vive em Malcata. 
 As mudanças que tem havido na freguesia é de fazer parar o turista, porque só não lê quem for invisual. Mesmo assim, há ruas que continuam sem nome, outras cujos nomes são à vontade da junta e de mais ninguém. O mesmo se passa com as novas placas de sinalização e informação do nosso património ou lugares importantes de interesse. Qualquer tamanho e qualquer designação está bem e respeita a paisagem da freguesia, sempre é melhor do que o que estava! Será mesmo assim?
 Andarão demasiado ocupados com as cabras sapadoras? 
 Vão no terceiro mandato e pouco ou quase nada se vê de diferente. Cingem-se ao básico: abrem as portas nos dias de atendimento aos seus fregueses, vão publicando umas fotos de circunstância e assobiam para o lado. E como ninguém ouve, vão continuando a escapar e a não ligar patavina às páginas na internet ou a um simples boletim informativo a dar conta da coisa pública, dos projectos das cabras e dos baldios. 
 É a autarquia que temos, porque os malcatenhos são um povo pacato, sereno, vivem ao sabor do tempo. E sendo assim, qualquer coisa serve!
 O que vos digo, meus estimados malcatenhos, a residir em Malcata, é que têm nem mais nem menos do que aquilo que merecem.
 Deixo aqui alguns exemplos:




 

Site da Junta em 23-03-2026





Vitrine da JFM ao Rossio, 
informação sem interesse e desactualizada.



A DANÇA DAS PLACAS:





 




2019


Novas placas em 2025(Dez)


Assim vamos andando...para onde?


20/03/2026

CHEGOU A PRIMAVERA

  

     




    

     A Primavera começou hoje e prolonga-se até ao dia 21 de Junho.
     Esta é a época do ano em que os dias e as noites têm a mesma duração. Entrámos na "hora de Verão", é por isso que adiantaremos o relógio uma hora e assim aproveitamos mais
a luz solar. 
    A Primavera é a Estação das flores, do canto dos pássaros, da natureza despontar e perfumar o ar que respiramos. E este ano a Primavera chegou mais cedo do que o habitual, vem para nos ensinar a importância da renovação e do crescimento. Depois de muitos meses de chuva e vento, a natureza desperta e desde as árvores aos jardins, como se  da tela de um pintor, sobressaem as cores vibrantes das flores e dos verdejantes prados
    É a nossa oportunidade de viver uma Primavera diferente e cheia de boas recordações de outras Primaveras já vividas. 
    Aproveitar as energias positivas e a renovação da natureza para também nós mesmos nos renovarmos mentalmente e espiritualmente, é um bom objectivo. 




 







19/03/2026

MÃOS SOLIDÁRIAS TRABALHAM UNIDAS

 


 É sempre bom falar das coisas que acontecem.
 Eu tive conhecimento do que estava a passar o senhor Carlos Clemente e a sua mulher Graciete.
 Quando soube da situação que estavam os dois a passar, não me alheei do problema e solidarizei-me com eles. Tanto quanto sei, Carlos Clemente trabalhou muitos anos para o bem da comunidade de Malcata.
 A Olinda e o Manel são gente de trabalho e de poucas posses materiais, mas talvez a maior pobreza não seja a material. Há quem esteja à espera de vaga e tempo para trabalhar, mesmo que se trate de biscates, as pessoas recorrem ao rapaz para executar pequenos trabalhos. E como é que se ajudam estas pessoas? Fazemos alguma coisa por eles ou simplesmente ignoramos a sua situação? Eu entendo que todos devemos auxiliar na medida das possibilidades de cada um de nós. mas este tipo de situações necessitam de apoios contínuos e com regularidade, sem esperar resposta, mas simplesmente passar às acções concretas e aos apoios que podem ser dados, como entregar refeições de comida quente e em boas condições de consumo, cuidar quando é preciso e acompanhar essas mesmas pessoas.
 Foi este trabalho que o Lar de Malcata fez e que a Segurança Social
pagou à Associação de Solidariedade Social de Malcata. Acção de solidariedade diária e durante todos os dias do ano, foi o que Carlos Clemente decidiu incluir nos apoios ao domicílio prestados pelo lar. Não lhes era lavavam a roupa e não limpavam as casas, apesar de o tentarem fazer, sem concordância dos interessados não lhes era prestado esse apoio e essas migalhas a mais que a Segurança Social andou a pagar ao Lar entraram na tesouraria da instituição e nunca dela saíram, foram sempre para a conta do lar.
 As eleições para os corpos sociais trouxe mudanças e entraram em funções novos elementos. Carlos Clemente, com orgulho e coração alegre, entregou aos novos gestores uma instituição com obra edificada e administrativamente livre de dívidas e em boas condições financeiras para continuar o seu caminho.

 O tempo passou e tudo estava a correr bem. Passaram quase dois anos e surpreendentemente, Carlos Clemente viu-se num processo de incumprimento e de recebimento indevido de verbas pagas pela Segurança Social, ocorrido durante a sua presidência e os mesmos procedimentos continuaram a ser levados a cabo pela nova presidência, sob os comandos de Vítor Fernandes, prática essa interrompida pela entrada em cena de uma inspecão da Segurança Social, em resposta a uma denúncia que alertou para irregularidades administrativas.
 



 Na verdade, foi por causa dessa denúncia, que a nova administração foi surpreendida e pasme-se, só mais tarde foi informado o ex-presidente da associação destes acontecimentos.

 Tendo eu já escrito sobre este assunto, sabendo eu que mais de uma centena de pessoas leram/tomaram conhecimento desta situação, apenas duas pessoas se pronunciaram respondendo em forma de comentário.
 Ou seja, a mensagem que retiro é que, na nossa freguesia, pensa-se de forma estranha: “não me incomodem, estou tão bem no meu canto, não me chateiem!” Ou então pensam que o melhor é que “a mão esquerda não saiba o que anda a fazer a direita”!

 Será que as gentes de Malcata são tão insensíveis e não sentem um pingo de vergonha ou falta de amor ao próximo?

 Por ser uma pessoa afectuosa e solidária e por ter em conta o amor ao próximo, no cumprimento da missão de caridade e de solidariedade,
Carlos Clemente nunca rejeitou ou desprezou as pessoas da nossa freguesia. A sua missão era ser solidário com quem necessitava de apoio e preocupou-se em passar a acções concretas de auxílio através do apoio domiciliário que o lar disponibiliza a todos.
 E chegados aqui, só lamento que as coisas não sejam tratadas como devem ser, sem prejuízo para nenhuma das partes.

 Assim vamos andando…

 

17/03/2026

MALCATA SEM LEI NEM ROQUE

Travessa Braz Carvalhão.
 Com uma casa e sem saída?



 
Beco de Braz Carvalhão




A Rua da Fonte não termina nesta casa!


Que nome tem esta via pública?







  A Junta de Freguesia de Malcata fez recentemente a substituição das placas toponímicas (nomes das ruas). Retirou as placas de pedra de granito e afixou placas novas, rectangulares e fundo vermelho com letras a branco, obedecendo ao modelo aprovado pela Câmara Municipal do Sabugal

  Visitei a aldeia no início de Março e constatei que houve moradores que recusaram a afixação da placa na sua própria casa. Houve até quem a tivesse retirado pouco tempo depois dela ter sido afixada, pois não haviam sido contactados previamente pela Junta de Freguesia para ser afixada uma placa com o nome da via pública, também lhes foi dito que teriam depois de ser os moradores a tratar das alterações de nome em todos os serviços públicos e outros serviços de interesse. 
  Por falta de conhecimento e pela falha consciente da Junta de Freguesia de Malcata, foi transmitido, de forma errada e contrária ao que está estipulado pelo Regulamento aprovado pelo Município do Sabugal, diversa informação incorrecta, designadamente a referente ao local de afixação das placas e das obrigações que os proprietários dos imóveis, muros, paredes, devem ter em conta:
 



Local de afixação das placas toponímicas
  
  O Artº22º diz que é da competência da Câmara Municipal do Sabugal fazer a alteração e registar toda a informação toponímica existente e fazer essa mesma comunicação às diversas entidades/serviços: Tribunal, Conservatórias, Finanças, GNR, Correios... e a Câmara tem o dever de actualizar os mapas das ruas: 

Mudança de moradas-alterações


  Outras mexidas foram realizadas, como a colocação de placas com nomes novos, sem prévio aviso à população. Para além de nomes novos, a designação atribuída de Travessa ou Beco, não respeitou o Regulamento em vigor; outro erro tem a ver com a obrigatoriedade de se afixar uma placa no início da rua e outra no fim da mesma, nunca dois ou três "números de polícia" antes do último número, como aconteceu com a Rua da Fonte. E ainda na Rua da Fonte, não foi afixada a placa de início da Rua da Estrada, talvez por deficiência de informação em relação à aplicação do Regulamento e tanto os proprietários, como a própria Junta de Freguesia, não tiveram em conta o cumprimento do que dita o Regulamento. 
  No fundo, uma intervenção que devia proporcionar uma clarificação e organização da toponímica da nossa freguesia, resultou num alfobre de novas placas e novas vias públicas. Mas como se estas incoerências não fossem suficientes, esqueceram a atribuição de nomes a vias públicas que não têm nome atribuído, como é a estrada com início na Rua da Escola Primária e fim no entroncamento com a Estrada Municipal, junto à Sra. dos Caminhos. 
  As ruas são pertença da comunidade, são para uso público e fazem parte do património da freguesia e do Município. 
  Quando se mexe neste património há procedimentos que devem ser feitos e regras a respeitar. Porque, mudar uma placa toponímica é trabalho fácil de ser executado e em pouco tempo se vê a nova placa. 
  Aquilo que foi feito na nossa freguesia, não lembra ao diabo e espanto-me a apatia e desinteresse dos moradores em não se mostrarem indignados e desrespeitados pela autarquia pelo mau serviço público, entidade que deve ter o dever e obrigação de conhecer as leis e aplicar o que nelas se diz. Quando uma junta de freguesia não dá o exemplo da disciplina e respeito dos regulamentos municipais está a aligeirar a gestão do património, cria situações de desconforto e desordem. E aqui chegados, também a Câmara do Sabugal, que tem a competência para fiscalizar o cumprimento dos Regulamentos, pura e simplesmente nada fiscaliza e nada se importa com o ordenamento do território do concelho
  Tudo isto que relatei está à vista de todos. E aquilo que eu pergunto, e que aliás, não sou só eu, é o que é que a Junta de Freguesia andou a fazer? Cada vez que visito a aldeia dá-me pena olhar para o que vejo. Sinceramente, não esperava tão pouco cuidado e empenho desta Junta de Freguesia.   



14/03/2026

MALCATA ERA ASSIM . E HOJE?

 


 Somos uma aldeia cada vez mais adormecida e desajeitada.

  Tudo vai desaparecendo e até as memórias e histórias se esquecem. Será que ainda há tempo para remediar alguma coisa?
  Temos de concordar que em Malcata alguns locais e algumas pessoas já não se podem recuperar. Sim, ainda há outros locais e pessoas que residem na aldeia e felizmente, foram recuperando lugares, monumentos e cuidando das pessoas.
  Ainda acredito que há muito para recuperar e preservar. Mas não podemos demorar, há que aproveitar enquanto é tempo. Deixem-se de coisas e comecemos todos a interessar-nos mais com toda a freguesia. É doloroso ver as casas a cair, com telhados vergados e esburacados, janelas com vidros partidos, portas semiabertas e fechadas com teias de aranha, paredes barrigudas que nos alertam para algo de terrível pode acontecer numa noite de chuva e vento.
  As pessoas e as casas têm o seu prazo de validade e é sabido que um dia as casas cairão de vez e as pessoas morrerão antes ou depois das casas. Com fim anunciado, mesmo sem saber o dia e a hora certa, resta-nos cuidar das casas e das pessoas. São heranças que necessitam da nossa estima, do nosso cuidado.
 Como era a nossa aldeia até há um anos?
 E como está agora?














11/03/2026

A PESCADINHA DE RABO NA BOCA

 


  A participação activa dos cidadãos na vida da freguesia é uma das coisas que qualquer Junta de Freguesia diz que se farta de anunciar para que isso aconteça.
  Só que para que isso possa mesmo acontecer, a Junta de Freguesia deve disponibilizar informação e incentivar as pessoas a participar mais na resolução dos problemas da freguesia. E nada melhor que informar do que se está a passar, talvez assim consigam levar os moradores às reuniões para ouvires os esclarecimentos e as respostas da Junta de Freguesia. Mas o grande problema na nossa aldeia, é que não se faz nada para mudar, não se faz nada para dar a volta a esta falta de interesse das pessoas. Mas por que razão as coisas são assim? Por que razão as pessoas não aparecem nas reuniões da Junta de Freguesia? Porque a própria Junta de Freguesia é defensora de quanto menos informação houver, menos interesse as pessoas têm em participar nas reuniões. E quanto menos informação for dada, as pessoas mais alienadas e esquecidas vão ficando e nem sequer se esforçam por procurar informação, começam até a ter medo de falar dos assuntos que não conhecem e logo, não têm opinião. E com vergonha de se envergonharem em público, acham que o melhor é ficar quieto e calado. Nada pior do que esta atitude e este tipo de comportamento, é como estar a comer a “pescadinha de rabo na boca”. Quanto menos a Junta falar, informar, mais calados andam na
freguesia e antes ignorante que envergonhado ou acusado de apontar o dedo.
  Para que serve então a Junta de Freguesia?
  Para que servem as duas páginas da Freguesia na internet?
  Para que servem as vitrines à Torrinha, ao Camões e na Junta de Freguesia?
  Quem perde são os malcatenhos, a freguesia e os cidadãos que nos visitam.



CARLOS CLEMENTE: UM HOMEM DE CAUSAS

 



  A ASSM – Associação de Solidariedade Social bem conhecida em Malcata e arredores. Tem a seu cargo a gestão da ERPI (Edifício Residência Permanente Para Idosos), mais vulgarmente chamado Lar de Idosos.
  A gestão da ASSM, ao longo dos anos, foi exercida por várias equipas de pessoas e até Agosto de 2020, sob a presidência de Carlos Clemente. Decorrente das eleições realizadas entrou em funções uma nova administração, presidida por Vítor Fernandes. E aqui veio ao de cima a faceta desta pessoa, ex-presidente da Junta de Freguesia, esgotados que foram os seus três consecutivos mandatos, saltou para a presidência da ACDM (Associação Cultural e Desportiva de Malcata) e presentemente continua como Presidente dos Corpos Sociais da ASSM, onde já vai no seu segundo mandato.
  E, entretanto, em 2017 pela sua mão e do partido Social Democrata, conseguiu arranjar o lugar de Presidente de Junta para o filho, que se encontra no seu último mandato consecutivo.
  Ou seja, a freguesia de Malcata e respectivas instituições, desde 2005 que é governada pela mesma família. Portanto, estão a ser os “governos” desta família e as medidas tomadas que levaram a freguesia, a ACDM e a ASSM para o patamar onde se encontram actualmente.
 
  A solidariedade só faz sentido quando se pratica, quando passa a ser um acto concreto, expresso através de acções e decisões.
  A ASSM é uma associação de solidariedade social, que respeita a pessoa como ela é e que diariamente coloca em prática, com espírito de doação e serviço voluntário, de respeito ao próximo e de gratidão.
  O Lar de Malcata é a obra mais visível que a Associação de Solidariedade Social construiu na freguesia. Desde 1991, de uma forma singular e com reconhecimento de todo o povo, pelo Lar, destaco a pessoa que pela sua iniciativa e a sua capacidade de organizar, planear e entusiasmar o nascimento da ASSM, que o Lar de idosos materializa, instituição de acolhimento de idosos com reconhecimento em todo o Distrito da Guarda, concelho do Sabugal, como um modelo a seguir, com a prestação de serviços com qualidade e carinho, destacando o apoio ao domicílio, sendo ainda hoje a entidade que mais pessoas oferece trabalho (emprego), um pilar importante na vida das famílias e da economia da aldeia. Estou a falar-vos do senhor Carlos Clemente, primeiro presidente da ASSM e grande mentor desta obra.
  Já expressei o meu sincero agradecimento várias vezes, tendo a última vez feito uma intervenção pública na Assembleia Geral da ASSM, realizada no passado dia 7 de Março de 2026. É uma pessoa que conhece e lutou pela vida saudável e merecidos cuidados de saúde, de alimentação, de bem-estar e conforto dos nossos idosos, tantas vezes sós e sem mais apoio de rectaguarda familiar. Sei que encontraram muitas dificuldades e o caminho nem sempre foi fácil, mas conseguiram. Foi deixado um legado patrimonial de valor incalculável, pago à custa de muito trabalho, de constante inquietação e procura de ajuda e entreajuda. Entregou uma gerência com independência financeira, facilitando a continuação da aposta na inovação, novos equipamentos e serviços. Tudo pronto a caminhar rumo a bom destino.
  Termino esta singela homenagem a uma pessoa ainda viva e que diariamente cuida da sua princesa Graciete, mulher que ama e que está numa fase mais frágil da sua vida. Talvez algumas dores ficassem mais aliviadas se lhes dissermos que a amamos e a reconhecemos tanto como ao marido.
  Ao povo e a quem de associa a mim, o meu mais sincero bem-haja.
  Em especial, ao Carlos Clemente pela sua coragem e determinação em lutar pela justiça e pelas causas em que acredita. 

10/03/2026

A IMPORTÂNCIA DO LAR EM MALCATA


 




  A ASSM tem como objectivo não só a manutenção do Lar de apoio aos idosos, mas também a prática da solidariedade social. O serviço prestado à terceira idade, seja na Estrutura Residencial Para Idosos ou no Apoio Domiciliário. Nos primeiros anos a ASSM teve a funcionar em simultâneo o Centro de Dia, serviço que permitia que os idosos com capacidade de mobilização independente, fossem passar o dia nas instalações do lar e ali usufruíam das refeições e conviviam comos demais, regressando a suas casas no final do dia.



  Actualmente o Lar tem dois polos de acolhimento que no total albergam 70 utentes.
  É de louvar um projecto desta envergadura! Tudo começou em 1991 e em 2026, a ASSM continua a sua missão. Ocupemos, pois, todos os lugares que o lar disponibiliza e não esqueçamos de dar oportunidade aos das nossas famílias, pois são também ou mais até, necessitados e não têm outras hipóteses melhores que o lar da associação da freguesia. Mesmo que haja pessoas de fora em fila de espera, é meu entender que se tenha a coragem e ousadia de optar primeiro pela entrada dos nossos familiares que se tornaram associados, que sempre pagaram as suas quotas e sempre viveram na esperança de na sua “vez” beneficiarem dos bons serviços do lar da terra.



                
  



Antes de mais, espero que fique bem explícito, eu não sou contra a entrada de pessoas que não residam na nossa aldeia. Simplesmente acho que os idosos da terra, devem ter alguma vantagem, já que o lar é da freguesia, mesmo sendo apoiado pelo Estado, também é apoiado pelas pessoas da terra.
  A ASSM é uma associação de bem fazer, de solidariedade e que defende os interesses da comunidade e não os interesses pessoais de alguns. Esta obra foi construída com a ajuda de muitas pessoas e entidades e é impossível administrar uma associação sem cometer erros, por isso críticas é sempre bom que as haja, mas que ajudem a melhorar. É por isso que eu faço chamadas de atenção, apelos ou críticas, mas nunca escondido no anonimato.
  E vós que pensais?