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10/03/2026

A IMPORTÂNCIA DO LAR EM MALCATA


 




  A ASSM tem como objectivo não só a manutenção do Lar de apoio aos idosos, mas também a prática da solidariedade social. O serviço prestado à terceira idade, seja na Estrutura Residencial Para Idosos ou no Apoio Domiciliário. Nos primeiros anos a ASSM teve a funcionar em simultâneo o Centro de Dia, serviço que permitia que os idosos com capacidade de mobilização independente, fossem passar o dia nas instalações do lar e ali usufruíam das refeições e conviviam comos demais, regressando a suas casas no final do dia.



  Actualmente o Lar tem dois polos de acolhimento que no total albergam 70 utentes.
  É de louvar um projecto desta envergadura! Tudo começou em 1991 e em 2026, a ASSM continua a sua missão. Ocupemos, pois, todos os lugares que o lar disponibiliza e não esqueçamos de dar oportunidade aos das nossas famílias, pois são também ou mais até, necessitados e não têm outras hipóteses melhores que o lar da associação da freguesia. Mesmo que haja pessoas de fora em fila de espera, é meu entender que se tenha a coragem e ousadia de optar primeiro pela entrada dos nossos familiares que se tornaram associados, que sempre pagaram as suas quotas e sempre viveram na esperança de na sua “vez” beneficiarem dos bons serviços do lar da terra.



                
  



Antes de mais, espero que fique bem explícito, eu não sou contra a entrada de pessoas que não residam na nossa aldeia. Simplesmente acho que os idosos da terra, devem ter alguma vantagem, já que o lar é da freguesia, mesmo sendo apoiado pelo Estado, também é apoiado pelas pessoas da terra.
  A ASSM é uma associação de bem fazer, de solidariedade e que defende os interesses da comunidade e não os interesses pessoais de alguns. Esta obra foi construída com a ajuda de muitas pessoas e entidades e é impossível administrar uma associação sem cometer erros, por isso críticas é sempre bom que as haja, mas que ajudem a melhorar. É por isso que eu faço chamadas de atenção, apelos ou críticas, mas nunca escondido no anonimato.
  E vós que pensais?




09/03/2026

ASSEMBLEIA GERAL DO LAR de Malcata

 



  Realizou-se, no sábado, sete de Março, uma reunião da Assembleia Geral da Associação de Solidariedade Social de Malcata (instituição que gere o Lar de idosos), com a seguinte ordem de trabalhos:
 - Leitura, discussão e aprovação da acta anterior.
 - Análise e votação do relatório de contas da gerência do ano de 2025.

 - Análise e votação do parecer do Conselho Fiscal.
 - Outros assuntos de interesse da Associação.
  Como se previa, o número de sócios presentes foram poucos.
  A acta anterior foi aprovada, bem como o relatório de contas do ano de 2025. A boa notícia é que os resultados alcançados foram melhores e mais positivos do que se previam, terminando o ano de 2025 com contas positivas e um “Cash FloW” de 118 602,81€.
  Foi lido e aprovado por unanimidade o Parecer do Conselho Fiscal sobre as contas do exercício de 2025.
  Chegados ao último ponto, um associado pronunciou-se sobre a necessidade de melhorar o apoio aos utentes relativamente à distribuição de água e pequenos passeios aos que desejassem, pois no seu entender o Lar deve prestar esse apoio mais vezes do que vem a fazer. Em resposta, o senhor Presidente Vítor Fernandes, esclareceu que estão estipuladas duas passagens dos auxiliares do Lar, uma de manhã e outra de tarde, para precisamente servir água aos utentes que desejarem. Houve um sócio que, a este propósito, sugeriu a instalação de uma campainha nas salas de convívio para facilitar a presença dos auxiliares sempre que fosse necessário, pois a ausência física das salas pode ser motivada por estarem a executar outras tarefas importantes e como é evidente, não estão disponíveis ou até podem nem ouvir a chamada que algum utente ou visita esteja a fazer.
  Seguiu-se a intervenção de mais um sócio que levantou o assunto do Voluntariado, pois foi anunciado pelo senhor presidente da ASSM, que o Voluntariado seria novamente reatado. Esclarecido os casos de algumas pessoas que se voluntariaram para ajudar no lar, ficou mais uma sugestão da elaboração de um Regulamento do Voluntariado, de forma que seja por todos conhecido e todos saber o que é possível fazer como voluntário.
  O senhor Presidente da Mesa da Assembleia perguntou se havia mais alguém que quisesse intervir. Eu, levantei o braço e pedi a palavra. Foi-me concedida a oportunidade de apresentar o assunto que me levou a estar presente nesta reunião da Assembleia Geral da Associação de Solidariedade Social de Malcata, instituição que gere a ERPI, ou seja o Lar.
  Dada a importância do assunto, refere-se ao processo de esclarecimento sobre o recebimento indevido de dinheiro, enviado pela Segurança Social para o Lar e de onde nunca saiu e nem sequer foi detectado pela actual presidência, pelo menos durante uns seis meses, vou necessitar de escrever outro texto para não ser maçador. É importante dar a conhecer aos associados e ao povo em geral o que se está a passar.
  Aguardem então por mais informações.

TRABALHOS FEITOS EM CIMA DO JOELHO

 

 


 






 Todos sabíamos o estado lastimoso em que se encontravam as placas toponímicas e as placas de sinalização/orientação do património e equipamento público existente na nossa freguesia.
 Estive três dias na aldeia e não posso deixar de aqui aflorar este assunto que já aqui abordei mais vezes, mas foi como se tivesse deitado milho aos pombos, infelizmente nada ligaram.
 O que gostaria de referir agora aos responsáveis da Junta de Freguesia de Malcata sobre as novas placas de sinalética, localização, orientação, indicação dos monumentos e equipamentos públicos que existem na freguesia, são estas observações e considerações:
 - Admitindo que havia placas em mau estado de conservação;
 - Admitindo que havia falta de informação de algum lugar, monumento, equipamento e que baralhava as pessoas;
 - Admitindo ainda que as novas placas serviriam para melhorar
a toponímia das novas ruas, das novas travessas e becos, ficando mais claro para o visitante, para o carteiro, para o motorista de entrega de encomendas saber onde entregar o “serviço” ao cliente.
 Independentemente de eu admitir o que escrevi, há questões que não posso deixar de fazer sobre este assunto das placas.


                         PLACAS TOPONÍMICAS:



 





- Porque colocaram nomes novos a Ruas, Travessas e Becos sem primeiro fazer uma consulta pública ao povo?
- Será que as placas vermelhas foram colocadas respeitando as regras aprovadas no Regulamento de Toponímia do Concelho do Sabugal?
- Porque foram afixadas placas antes do fim da rua ou nem sequer foi afixada no início?
- Porque não informam os moradores que a responsabilidade de efectuar as mudanças das moradas é da responsabilidade da Câmara Municipal?
                   


                  PLACAS SINALÉTICA/ORIENTAÇÃO


  




- Porque escolheram umas medidas tão desenquadradas da paisagem urbana, com medidas desmedidas?

- Porque só a Reserva Natural da Malcata tem cor castanha?
- Porque CALVÁRIO se confunde com um sítio, um lugar, para os lados de QUADRAZAIS?
 São muitas questões que espero merecerem uma resposta. O que me leva a escrever é ver que a autarquia tem responsabilidades nestas duas intervenções que foram levadas a cabo com a sua autorização e aprovação. Está na hora de pedir aos responsáveis que justifiquem publicamente estes dois tristes casos das placas que devem servir e não ser motivo de chacota ou de razão para quem nos visita observar a leviandade e desinteresse, a falta de olhar para a própria freguesia sempre a desejar melhorar e respeitar o meio rural.
 





06/03/2026

O TALEFE DA RASA EM MALCATA

    

Talefe da Rasa (Malcata)

 Talefe, pinoco, é um marco geodésico para indicar uma localização cartográfica exacta e que em conjunto com outros forma parte de uma rede cartográfica.
 É um pequeno monumento em cimento e no seu topo tem gravado a latitude, longitude e altitude do local onde se encontra.
  Este é o talefe da Rasa, na freguesia de Malcata e marca o ponto mais elevado em Malcata.
 Hoje fui até ao talefe, infelizmente não consegui aproximar-me e subir até ao topo. O terreno onde se situa o talefe está vedado e o portão fechado. Contentei-me com a observação de longe e as imagens.

02/03/2026

PRAÇA DO ROSSIO EM MALCATA

Malcata - Praça do Rossio

 


 Por esta praça passaram e passam alguns dos eventos mais importantes da nossa freguesia. É o lugar central, o melhor largo para diversas actividades, encontros, festas, feiras, bailes ao ar livre e festas populares.
  Adorava ver esta praça sem automóveis estacionados, ou então num estacionamento ordenado. Já o piso merecia ser mais macio, mais limpo e adornado com flores de todas as cores, em vez de caixotes metálicos para o lixo e um Rossio ocupado. Que grande benefício traria à nossa gente a transformação deste espaço mais bem arranjado!



Torre do relógio na Praça do Rossio

01/03/2026

PRECISAMOS DE NOS OUVIR

 


 Em Malcata, há necessidade de uma mudança de paradigma, como precisamos de “pão para a boca”.  Se quisermos ultrapassar as dificuldades do presente, tem de se ultrapassar as barreiras que existem à frente do caminho. Precisamos de coragem e ousadia, de criar e acreditar que o desenvolvimento da comunidade é possível e deve envolver e comprometer toda a povoação e cada pessoa em particular. Neste momento, o rebanho é uma das soluções para Malcata sair da imobilidade e do anonimato. Há que fazer entender que este projecto das cabras sapadores tem capacidade para criar postos de trabalho para além dos pastores. As cabras devem servir de motivo de união e de desejo em fortalecer a economia local e regional, garantir trabalho a um pequeno grupo de pessoas de Malcata. Há uma urgente necessidade de martelar as nossas cabeças e as nossas consciências de que somos um povo unido e que estamos todos no mesmo barco. Há muito que se esperava o rebanho, o queijo, o cabrito e o leite. Agora é tempo de desassossego e de passar à acção. É tempo de questionar, pensar e comprometer-se com o que garanta o futuro da comunidade, apostando numa organização que assente no respeito e na transparência, que retribua e ofereça as oportunidades de trabalho e rendimentos justos. Combater a opacidade e abrir o projecto das cabras a todos os malcatenhos deve ser um compromisso cívico em nome do bem de todos.
 Precisamos de coragem, ousadia e de acreditar que Malcata se pode desenvolver e tornar-se numa terra amada.

26/02/2026

A PRESENÇA NA INTERNET DA FREGUESIA DE MALCATA

 


 A página da Freguesia de Malcata é mesmo uma pobreza!
 A escassez de informação e de conteúdos é tanta que mais valia
acabar com ela.
 Assim como tem estado, está a dar uma péssima imagem da nossa freguesia. Esta página tem de ser a primeira porta de entrada dos cidadãos que desejam conhecer e visitar a aldeia.
 A situação em que se encontra é a imagem da pobreza e da inactividade do executivo desta Junta de Freguesia que desde 2017 governa a freguesia. É até motivo de desconfiança dado que a sua existência não está voltada para facilitar o acesso a informações e leitura de documentos, mas sim porque a lei exige que todas as Freguesias tenham a sua página online. Parece ser mais importante pagar as despesas da sua manutenção a uma empresa de informática e esquecer a verdadeira finalidade da página.
 

 A mensagem do senhor Presidente da Junta é clara, mas irrealista:
 "Um novo meio de comunicação e de informação para a população e para todos aqueles que nos visitam.
 Nesta página encontram informação da freguesia, designadamente sobre sua História, eventos e notícias da atualidade, bem como assuntos de interesse dos cidadãos e toda a informação institucional".

 Haverá alguém que me explique a serventia da página da freguesia?

24/02/2026

GUARDAR CABRAS EM MALCATA

 




 Entre Quadrazais e Meimão e a 10 Km da cidade do Sabugal, existe há centenas de anos um lugar de nome Malcata. Escapou ao apagão da última reforma administrativa que se fez em Portugal e mantém a Junta de Freguesia. Com uma população bastante envelhecida, vivem pouco mais de duzentas pessoas, a Junta de Freguesia é o que resta da presença do Estado.

 Há uns anos perdemos a escola primária e a creche, numa daquelas facadas vindas de Lisboa, sem dó nem piedade. Não justificava estarem de portas abertas porque crianças não havia em número satisfatório para pagar os honorários dos professores. O mesmo aconteceu ao Posto Fiscal, que durante muitos anos esteve sempre ao serviço do Estado.
 O afastamento das pessoas que procuraram assim encontrar melhores condições de vida noutras terras, noutros países, é uma das causas de tanto encerramento e de tento sofrimento. Foram ficando os mais idosos, que foram e vão resistindo dia a dia, até que embarquem na última viagem, com bilhete 
só de ida.



 Infelizmente esta é a realidade na nossa aldeia e também nas outras da nossa região raiana. E o pior disto tudo é sentir que estamos abandonados, atirados à nossa sorte, remetidos à vida humilde e sem grande sentido. Muitos são os que não fazem ideia de que a nossa aldeia existe, o que ouvem é falar do famoso lince ibérico, que desapareceu, fez o que muitas pessoas também fizeram, saltou a cerca e afastou-se para outras terras à procura de sustento, de coelho de boa qualidade e que não lhe complicasse a saúde. Ficaram na floresta outros animais e aves e uns sobrevivem, outros vão andando como a natureza lhes permite andar. Acabam por se afeiçoar aos humanos e desistem das caçadas nocturnas na aldeia. É que até as pitas
são cada vez menos e só encontram capoeiras vazias, não vale a pena arriscar a vida!
 É uma lástima geral, logo agora que todas as ruas e becos estão calçadas, não haver quem as pise durante a maior parte do ano.
 Não acham que é tempo de mudar alguma coisa? Continuar a fazer o mesmo, não dizer quase nada sobre as cabras, os pastores, os cabritos, sim os cabritos já pulam lá para a serra e não largam as tetas da mãe, lá vão indo algumas pessoas caminho arriba e regressam com imagens de tudo para mostrar que estiveram por lá, mas nada falam, nada explicam a quem já nem tem forças para ir à festa da carqueja. Afinal, o que andam a fazer nos baldios e o que andam os compartes a engendrar para o futuro? Alguém que fale.  



22/02/2026

ACEITAR OS DADOS DO CORAÇÃO

    

                                    

  O homem foi criado com inteligência, vontade e liberdade.
  Deus criou toda a natureza para estar ao serviço do Homem, que
 deve viver e respeitar, eleger, agir para desejar a felicidade.
  O pecado deforma a pessoa.
  O demónio personifica o mal e é ele pega o incêndio de ódio nos corações, dando origem às invejas, às guerras e todas as outras desordens morais.
 No mundo há muitas pessoas e organizações que trabalham para o demónio, algumas apresentam-se como ofertas envenenadas.
 Ter fome é uma coisa normal e temos necessidade de comer.
 Vivemos numa era da manipulação das pessoas, com falsas promessas de emprego, falsas propostas políticas e de ídolos tik tok que lhes chamam "influencers", que nascem todos os dias e nos matraqueiam sem parar, pedem-nos amizades interesseiras que só duram até ao que lhes interessa e convém fazer, dispensada antes até que a outra pessoa descubra que de amizade não tem nada. 
 A grande tentação, ou uma das grandes tentações dos nossos tempos é aquela que o povo mais facilmente se deixa ir: um emprego, algum dinheiro, uma casa para viver, mesmo sem olhar à forma de fazer., porque o que interessa é que a pessoas se sinta protegida por essa pessoa.
 
 Há pessoas que facilmente confundem os dois campos, porque têm a sua consciência mal formada. Estou a lembrar-me de uma pessoa que depois de não ter ganho uma questão em tribunal, que envolve uma determinada quantia de dinheiro, em dívida à Segurança Social. O que essa pessoa nunca aceitou é que o réu, durante o tempo que pertenceu aos corpos sociais da instituição que ele mesmo e um grupo de amigos criou, o povo sempre o apoiou e a assembleia geral aprovou o seu desempenho, deixando obra feita e cofre cheio. Agora que tudo estava resolvido, esta pessoa parece querer mais e não perdoa a negligência praticada, mas  esquece-se que também a praticou durante algum tempo, mas disso nada fala. Se havia dinheiro para pagar e sanar de vez o problema, então porque insistir novamente em sentar o outro no “mocho” do tribunal?
 Há momentos na nossa vida em que necessitamos de sair da confusão em que vivemos e ir para um lugar mais isolado, em busca do essencial.   Precisamos de parar o que andamos a fazer, entender quem somos, onde estamos, o que fazemos e com que objectivos vivemos.
 O homem cristão não fecha o seu coração aos problemas. E a primeira etapa para superar o problema, é admiti-lo. Façamos todos nós um esforço para perdoar aqueles que nos magoaram e não guardar mais ressentimentos. Por que precisamos nós de guardar rancor? É apenas porque gostamos de estar nos comandos? Talvez seja altura de abandonar a nossa necessidade de dominar e controlar os outros. Perdoar alguém não é fácil, mas quando pedimos ajuda a Deus conseguimos perdoar. O passado já lá vai, é para ir esquecendo o mal e não continuarmos no presente a viver dominados por feridas do passado.

 

18/02/2026

QUARENTA DIAS ATÉ À PÁSCOA

 

Ninguém está irremediavelmente perdido!

“Reconhecer os nossos pecados para nos convertermos é já um presságio e um testemunho da ressurreição: significa, efetivamente, não nos determos nas cinzas, mas levantarmo-nos e reconstruirmos.”

Papa Leão, na homilia da Missa de Quarta-feira de Cinzas de hoje.