MÚSICA

11.4.21

RONDA PELA FREGUESIA DE MALCATA

 

  

Nora na Fonte Velha


   Tudo o que nasce morre, diz o ditado.
   Nós às vezes esquecemos que as aldeias também envelhecem. Estou a referir-me ao seu património, ao seu mobiliário urbano, ao seu edificado...casas que já foram habitadas, nelas se criaram os filhos e hoje essas habitações são um monte de pedras ou para lá caminham. Paredes com “barrigas” que podem romper a qualquer momento, janelas sem vidros, carvalhos e sabugueiros nascem entre as paredes, enfim, um dó de alma olhar para aquilo.
   Vesti a roupagem de um turista e dei uma volta pela nossa aldeia. Cheguei à Fonte Velha, ali reparo na nora, uma relíquia de antigamente, arrepio-me ao ver tanta ferrugem e tanta degradação. Olho para as paredes e a tinta onde ela já vai. Disse para mim mesmo: “Valha-me Santa Engrácia! Então não seria possível arranjar a nora e pintar as paredes?” Aqui deixo o pedido, como malcatenho, a quem de direito, que devolva a beleza e a dignidade que aquela fonte merece.
   Mas as coisas não acabaram, há mais para contar. Na Rua da Moita há muitas casas desabitadas e abandonadas à sua sorte. Não tenho palavras para descrever o estado de abandono que vi naquela rua. A Junta de Freguesia devia continuar a seguir o mesmo critério que já aplicou noutras casas abandonadas ou em ruínas existentes noutras ruas. Quando um proprietário não quer saber da casa para nada, quem olha pela segurança do transeunte ou mesmo os residentes que por necessidade, têm que passar naquela rua? Não basta chamar a Autoridade da Protecção Civil Municipal, estender uma fita vermelha e branca e lavar as mãos se ocorrer um acidente!
   Hoje vou ficar por aqui. As duas situações são gritantes e merecem ser
motivo de maior atenção por parte da Junta de Freguesia, pois penso que dinheiro e soluções existem. E há que resolvê-las para não acontecer uma desgraça a alguém que passe no local errado e à hora errada!!!!  
   
                                        Josnumar
                                       (José Nunes Martins)
  

9.4.21

ALCUNHAS EM MALCATA

                                                                                              Foto in JN


                                   LISTA DE ALCUNHAS USADAS EM MALCATA

                                   

   Quando não estamos na presença de determinada pessoa, facilmente identificamos a quem nos estamos a referir usando a alcunha ou apelido. E na nossa aldeia as alcunhas são diariamente utilizadas para identificar determinada pessoa, mesmo sem dizer o seu nome próprio. A utilização das alcunhas ajuda a conhecer a forma de pensar da nossa comunidade assim como ela realmente é:
os seus valores, a sua maneira de viver, as ocupações que tem, os costumes e as tradições. É também um meio que facilita a identificação e a comunicação.
   Algumas alcunhas por vezes são a forma mais rápida de identificar uma família, porque na aldeia essas pessoas conhecem-se pelos apelidos mais do que pelo nome de baptismo.
   Na nossa freguesia desconheço a existência, até ao momento, de algum trabalho de recolha das alcunhas. Seria importante fazer uma recolha das alcunhas usadas na nossa aldeia. Um apelido ou alcunha constitui uma marca, um sinal com que instantaneamente se pode identificar determinada pessoa de um determinado lugar, comunidade ou família. Quem ri dos outros e com os outros pouco liga quando o chamam pela sua alcunha. E também há quem fique melindrado se tal acontecer à sua frente. Por isto acontecer, sei que também na nossa aldeia há pessoas que detestam ser conhecidas por uma alcunha. Dado o número elevado de alcunhas conhecidas na nossa aldeia e como contactar a todos é uma tarefa muito difícil, diria mesmo impossível de alcançar, pensei na alternativa possível para avançar com a elaboração desta lista de alcunhas. E a minha ideia foi a de publicar as alcunhas que conheço, estando aberto à vossa colaboração para aumentar a recolha, a melhor forma de o fazer seria escrever as alcunhas, mas com o cuidado de não referir a pessoa ou família em concreto. Será uma maneira de evitar ofensas e mal-entendidos.  Esta lista das alcunhas deve ser entendida como parte importante da identidade do nosso povo, dos nossos costumes e nunca se deve confundir com qualquer intenção de ofensa. As alcunhas são registos importantes nas memórias da nossa terra e não ser motivo de chacota ou ataque ofensivo.
   Portanto, eu vou iniciar esta Lista de Alcunhas e se mais alguém se lembrar de mais algumas, por favor envie, tendo sempre o cuidado de não referir pessoas ou famílias em concreto.
LISTA DE ALCUNHAS EM MALCATA:
A- Albardeiro, Alfaiate
B- Bica,Bico,Borrachão,Barroco
C-Caldudo,Coxo,Cuco,Cagão,Canino
D-
E- Estrelado,
F- Fachó, Farrusco, Forneira, Faifai
G- Galo, Gaio, Galinho, Gravanço
H-
I-
J-
L-
M- Moleiro, Moedas
N- Nita
O-
P-Padre, Poleiro, Peneira
R- Rainho, Raninha
S- Sapateiro
T- Torto, Triste



8.4.21

MALCATA: É PRECISO ABRIR A JANELA


                    MALCATA: É PRECISO ABRIR A JANELA

   A página oficial da Junta de Freguesia de Malcata, ver aqui:
https://www.freguesiamalcata.pt/ tem estado desaparecida.  
   Graças a Deus hoje voltou a estar visível e assim como desapareceu voltou a aparecer, igualzinha a ela própria: muito pobre!
       Ontem o município do Sabugal apresentou a sua nova imagem digital
https://www.cm-sabugal.pt/municipio-do-sabugal-apresenta-nova-identidade/

e pensei que talvez, quem sabe, a página de Malcata também tenha sido renovada. Mas não, não aconteceu nada, por motivos que desconheço, andou desaparecida das autoestradas digitais.
   Para que serve uma página ( site ) assim? Informação incompleta e desactualizada, pois a última notícia no separador NOTÍCIAS, é de Setembro de 2019! Pasmem-se, onde estamos nós hoje!
   A acreditar no site, em Malcata não pode visitar a Fonte de Mergulho, não existe nenhuma associação e não aconteceu nada de relevante.
   Já não me refiro à publicação de documentos do executivo e da assembleia de freguesia, nunca o fizeram. Será que aguardam a aquisição do sistema de gravação sonoras das reuniões para mais tarde serem transcritas para texto e posterior publicação no site?
   E a mesma miséria acontece com a página oficial no Facebook.
   Aqui: https://www.facebook.com/freguesiademalcata
 Quem quiser ficar a conhecer as actividades da Câmara Municipal, ainda encontra o que fazem e o que dizem que vão fazer. O resto, seja na freguesia ou no interesse da freguesia, mesmo acontecendo não querem que apareça, apesar de existir e de o presidente do executivo participar.
   Para que serve uma ferramenta que não querem aprender a utilizar? E se o que interessa é propagandear as actividades do município e não os da Junta de Freguesia, afinal para que serve uma Junta de Freguesia assim? Qual o valor acrescentado pelas páginas que a freguesia tem neste momento?
   E porque razão isso tem acontecido?
   Se é para isto que têm a página na internet, mais vale poupar os malcatenhos a esse trabalho e deixar de fazer uma má promoção da freguesia.

5.4.21

MALCATA JUNTA É MAIS FORTE

                                              

"Temos todos de pensar
uns nos outros". 
                   Rui Nabeiro

 



   Hoje, o primeiro dia a seguir á Páscoa, em muitas localidades é guardado para estar com a família e divertir-se, passear, comer ou receber a cruz.

    Mas estes dois últimos anos, por causa da pandemia do Covid 19, não se realizaram os rituais religiosos habituais.
    Cá para o norte, dada a falta de padres e seminaristas, são homens e mulheres, enquanto leigos, que fazem a Visita Pascal. É uma tradição já muito antiga. As famílias abrem as portas de suas casas ao compasso para assim receber a bênção. A cruz entra e todos os que estão em casa a beijam. Abençoam a casa ungindo-a com água benta. As pessoas sentavam-se à mesa que costumava ter amêndoas, doces da Páscoa, licores e vinho para oferecer aos membros do compasso.
   Na época da Páscoa, havia o costume de fazer limpeza à casa, caiá-la e deixar tudo arrumado.
      
   Mas, afinal o que nos está a acontecer?
   Porque aconteceu?
   Para onde nos estão a levar?
  
   Como povo, como comunidade e como cidadãos responsáveis, temos que continuar a proteger-nos a nós mesmos, porque esta é a forma de proteger também os outros. Estamos fartos das máscaras na cara, estamos cansados de não andar livremente. Temos que tomar consciência da importância do nosso comportamento e da responsabilidade das acções que levamos a cabo no nosso dia a dia e no espaço da nossa freguesia. Lembro que juntos somos mais fortes e pensar no próximo é pensar no outro e o outro pensar em nós.
  
   Hoje, 5 de abril, segunda-feira de Páscoa, começou a segunda fase do plano de desconfinamento, com a reabertura das escolas do 2.º e 3.º ciclos, esplanadas, feiras, mercados e lojas até 200 m2 com porta para a rua, mas é proibido sair do concelho de residência.

   Com certeza que as esplanadas em Malcata também abriram.
   Como foi o regresso?                    

              Josnumar   
        (José Nunes Martins



2.4.21

MALCATA: MEMÓRIAS E RAÍZES

  

 

 

                 MALCATA:  MEMÓRIAS E RAÍZES DA IDENTIDADE

  




   A Sexta Feira Santa era a noite mais triste do ano em Malcata. Ao princípio da noite todos iam ao enterro de Jesus Cristo. Lá dentro da igreja o ambiente ficava muito pesado, altares tapados de um tecido roxo,
sacrário aberto e vazio, um enorme caixão de madeira, em cima do altar era o foco central. Lá dentro jazia o corpo de Cristo, aquele que estava o ano todo no altar-mor da nossa igreja, nesta noite de Sexta-feira Santa, retiravam-no da cruz e era depositado dentro do caixão que seria transportado em procissão pelas ruas da aldeia. A procissão saía da igreja e entrava na Rua da Ladeirinha, seguia pela Rua da Moita, descia pela Rua da Tapadinha e ao chegar à Rua da Fonte, voltavam em direcção à Torrinha, Rua de Baixo e entravam na igreja. Tudo nestas cerimónias eram muito tristes, as mulheres vestiam-se de roupas escuras, pretas mesmo, cobriam a cabeça com lenços e até os cânticos eram de morrer.
   Penso que a procissão parava duas ou três vezes para marcar alguns passos desta cerimónia. Numas escadas ao início da Rua da Moita, paravam o enterro e acontecia aquele doloroso encontro entre uma Mãe que vê o Filho a caminho do túmulo. Tudo era difícil e o povo sentia piedosamente aquela trágica e incompreensível morte, os homens que transportavam o caixão, tinham que descansar várias vezes com a ajuda de umas galhas de pau, dado o peso que levavam aos ombros.
   Neste dia não há missa, não se tocam os sinos. As pessoas foram avisadas pelas matracas tocadas três vezes à volta do povo.
   As pessoas saíam da igreja num silêncio assustador e sem grandes conversas recolhiam às suas casas. Ele morreu e há que respeitar!
   Em Malcata, uma aldeia muito religiosa e tradicional, obedecia piamente às orientações do senhor prior.

30.3.21

MALCATA: A PÁSCOA DAS MATRACAS E MARTÍRIOS

 

  




   Quando tenho saudades de um sítio é porque em algum momento da minha vida lá estive e vivi experiências boas e marcantes. Esta é uma das minhas crenças em acreditar que se deve voltar aos lugares onde já me senti bem.
   Malcata é para mim um desses lugares e portanto, sei que logo que possa, irei voltar. Para já e enquanto a pandemia nos condicionar as viagens e nos aprisionar em casa, resta-me apenas recordar alguns desses momentos bem vividos por terra beirã. Já que o confinamento não me deixa regressar à aldeia, faz todo o sentido partilhar aqui algumas memórias vividas noutras épocas pascais. Sabem que isto do Covid 19 está difícil de estar resolvido e nada como dar a volta por cima e aproveitar bem o tempo. Parar e reflectir sobre o Mundo, a Vida, a Morte, o Sabugal, a nossa terra, pode bem ajudar a passar o nosso tempo.
   Sei que muitos de nós estamos mortinhos para andar em total liberdade. A Páscoa este ano está a ser complicado para muitas pessoas. Entrámos na Semana Santa e tudo está parado, diferente, não se vão realizar procissões e este ano não vou com outro malcatenho percorrer as ruas da aldeia a tocar campainha.
   Mas mesmo assim, caminhamos para o domingo da Ressurreição. E o que importa é como que cada um de nós vamos viver a Páscoa. Como vamos viver hoje, este ano, a festa sem festa? A tradição já não está a ser como era e de ano para ano há sempre mudanças, mas a fé mantém-se.
   Vamos imaginar que este ano Cristo foi a Malcata celebrar a Páscoa. Que esperam que Ele diga e que Ele faça de diferente? Irá juntar-se ao coro das vozes femininas e cantar os martírios ou a encomendar as almas?
                                      
   

27.3.21

MALCATA: AI SE AS PEDRAS FALASSEM

 


   Nos últimos 16 anos, Malcata tem assistido impávida e serena a sucessivas promessas, algumas megalómanas, que não têm fim à vista.
   Os malcatenhos dizem que sabem tudo e tudo se vai passando como se nada lhes diga respeito, quem se mete nas aflições e imbróglios políticos é que se têm que se desenrascar. Continuamos com os cotovelos apoiados no parapeito da janela, vemos e ouvimos o que se vai passando, enquanto os cães ladram e a caravana vai andando.
   Há uns tempos fiquei a saber que, António, um dos primeiros presidentes da Junta de Freguesia de Malcata, meteu as mãos na massa e de forma apaixonada, combativa, mostrando grande vontade, conseguiu mobilizar todo o povo na defesa dos interesses da freguesia e sem medo de vozes do contra, mesmo da Câmara Municipal, conseguiu que a aldeia passasse a ter uma fonte e com duas bicas a jorrar água.
   Olhando para a nossa freguesia, seja em que ponto for, deparo-me com situações já esquecidas, outras mal explicadas e outras ainda que explicadas, parecem ter interesses um pouco estranhos e duvidosos, mas como satisfazem as carências de quem necessita de ter determinadas coisas e serviços, acabam por aceitar a ajuda e entram no jogo. Aqui nesta terra, quem tem um olho de esperteza, torna-se facilmente num rei que só olha para o que pode ganhar e aposta forte na falta de memória e discernimento do cidadão comum.
   Estamos muito próximos das eleições autárquicas. Um povo sem medo, sem vergonha de qualquer espécie, deve exigir aos partidos políticos, que escolham aqueles cidadãos que acrescentem e não diminuam a freguesia.
   Recuar 20 anos é lembrar promessas, projectos ambiciosos e porta bandeira dos políticos e que nunca saíram dos gabinetes. Já nos basta! Mas vou lembrar alguns:
a barragem e a construção do açude, o Ofélia Club, em que, ao contrário do que nos disseram, não foi a distância em metros da água, a que devia ficar o “hospital” , porque o pedido da alteração da distância foi aprovado e a obra não se fez; os terrenos estão hoje na posse da Câmara Municipal e nunca mais se falou do assunto; o Núcleo Identitário de Malcata, há uma dezena de anos que o povo espera poder visitar e recordar tempos passados, objectos e memórias que se estão a perder;  as indefinições quanto ao antigo quartel, o abafado e silenciado Centro Interpretativo do Lince, tanto segredo estão a fazer e que não compreendo; e o alargamento daquela rua principal, quando acontece? E as cabras lá para a serra? A Exploração Caprina está a mexer, pelo menos no número de ajustes directos e em euros. Algum cidadão comum de Malcata, tirando os membros da junta, viu o projecto e os pormenores da obra? Já disseram como vai ser gerido e por quem?
    E se não bastasse, dou-vos a saber que, ainda este mês, no passado dia 17 de Março, a Freguesia de Malcata foi tema de uma Aula Aberta na Universidade da Beira Interior, na cidade da Covilhã. O silêncio incompreensível, da participação da nossa freguesia, com participação directa do senhor presidente da Junta, e a participação directa de uma associação com sede na freguesia, que naquele dia celebraram o lançamento de uma publicação de enorme qualidade e valor, fruto de um protocolo de colaboração com a Universidade da Beira Interior, a associação e a Freguesia de Malcata, representada  na pessoa do senhor presidente do executivo, cooperação que tem elevado o bom e o melhor das potencialidades da nossa terra, não merecesse sequer uma simples divulgação, informação à comunidade, dando conta dos frutos dessa magnífica cooperação, que a acreditar nas palavras do senhor presidente de junta, são para continuar e reforçar. A verdade é que nem uma letra encontro nas páginas oficiais da internet e redes sociais.
   A população de Malcata tem direito à informação e divulgação de todos os acontecimentos, projectos, obras, documentos...e os políticos têm que perceber que não podem continuar a governar assim. Como cidadão e malcatenho, estou cansado.

                                                                  José Nunes Martins

  

28.2.21

CARTA COM RESPOSTA

                      

    A CARTA 
   

   Bem Vindo ao blog Malcata.net ( www.aldeiademalcata.blogspot.com ) nascido em 2006 por minha vontade. 

   Não é nenhum jornal “on-line”, mas sim um blog que, desde sempre, pretende um olhar atento sobre a terra onde nasci e vivi a minha infância e sempre que posso, regresso a esse cantinho.
   Não estranhem encontrar chamadas de atenção para situações que, por diversos motivos, não são divulgadas e não têm lugar nos meios de comunicação tradicionais, acabando por cair no esquecimento dos malcatenhos que, como eu, vivemos alguns tempos distantes da nossa terra onde nascemos mas que não escolhemos.
   As palavras e as imagens são permanentes neste espaço e são dois elementos muito importantes para comunicar com os leitores. São para mim ferramentas com que gosto de trabalhar para promover uma comunicação aberta, intencional na procura de debate e troca de ideias, de pontos de vista diferentes dos meus, com plena liberdade e respeito.
   Eu sei que nem todos aprenderam a lidar com os computadores e a nova geração de ferramentas digitais. Não é que eu seja especialista em matéria digital, contudo sei que ao abrir e manter um blog, sou de opinião que se trata de um espaço aberto e nele muitos podemos expressar as nossas ideias, os nossos anseios, pontos de vista e debater todos os temas que nos despertem interesse.
   Com a utilização da internet e de algumas ferramentas digitais, podemos aceder ao Mundo Global, mesmo a partir da mesa da cozinha cá da nossa casa, seja em que canto do mundo nos encontremos.
   O Malcata.net é um espaço que procura contribuir para o desenvolvimento de massa crítica, levar a uma maior e mais transparente participação cívica e é um palco que aceita e permite dar voz aos malcatenhos que não a têm no mundo e no quotidiano do seu dia a dia e muito menos no mundo da internet .
   Por tudo o que já referi e por uma veia que nos une à mesma terra, manter e participar neste blog é para mim uma questão de cidadania participativa e uma das ferramentas mais bem conseguidas para criar relações entre pessoas, entre cidadãos e instituições, aproximar e ajudar, informar e divulgar, dar a conhecer e aceitar o conhecimento alheio e no fim, podemos ser nós mesmos, mas todos malcatenhos. Cumprimentos a todos.

                                         José Nunes Martins

A MODA DO BALOIÇO





       Os baloiços voltaram a ser moda. Em poucos minutos de pesquisa encontrei 44 baloiços panorâmicos que estão instalados em sítios altos e também em lugares que são verdadeiros refúgios.


 Estou certo de que vai ser uma das imagens mais   marcantes e divulgadas deste sítio, com uma paisagem   linda e onde o horizonte não tem fim.  Subir até ao Alto   da Machoca, o ponto mais elevado da Serra da Malcata,   já não vai poder resistir à tentação de se sentar e   baloiçar sobre um extenso manto verde e azul e com   sorte de um dia de céu limpo, mantenha-se bem   agarrado às cordas e baloiçar, baloiçar e imagine que   tem asas.   É realmente uma vista panorâmica de   encher  o olho e a alma. A mais de mil metros de   altitude, vai conquistar mais ainda os amantes de   caminhadas e os apaixonados por fotografia. As   imagens  já se começam a ver nas redes sociais com o   registo das reações dos que viveram esta experiência, ir   baloiçar tão alto, encher os pulmões de ar puro!
                                                                                    José Martins
Lista de baloiços:
Baloiço de Trovim, Serra da Boneca, Seminário Maior de Coimbra, Mezio, Rapa, São Lourenço, Nazaré, Foz de Mação, Pateira Carregal do Sal, Cais da Cambeia, da Afurada, da Boavista, da Foz Cabril, Paradela, Pedreira, Alenquer, Antas do Mondego, Colherinhas, Piscinas Nª.Srª.Piedade, São Pedro do Sul, Manhouce, Moldes, São Gens, Sobral de Monte Agraço, Vila Nova de Cerveira, Burgo, do Ladário, Oural, do Pilar, do Pisco, do Rio, Talegre, Nª.Srª.da Luz, Penedros da Cabeça, baloiço Terra e Mar, da Travancinha, do Picoto, de São Silvestre,
baloiço de Aldeia Velha, baloiço do Alto da Machoca...
                                                    


22.2.21

MALCATA: INFORMAR SOBRE OBRA FEITA

 

Propostas do PPD/PSD em Malcata
para 2017-2021


   É normal e natural que a Junta de Freguesia apresente e divulgue as suas actividades. Eu até diria que essa é uma das suas obrigações, ou seja, informar onde se investiu ou gastou o dinheiro do orçamento. E no tempo e as circunstâncias que vivemos, deve apresentar e divulgar o que também não fizeram e porque não fizeram o que prometeram fazer. Claro que há promessas que não dependem só da Junta de Freguesia, mas aquelas realizações que são da sua estrita responsabilidade o cidadão tem o direito a ser informado.
   Prometer a realização de obras não basta. Anunciar na Assembleia de Freguesia que está a decorrer um concurso para uma obra, o tempo passa, abrem novo concurso e não dizem mais nada, a obra não começa e não dão qualquer explicação, não me convencem que todos sabem as razões. Prometer a conclusão da Sala da Memória Colectiva, anunciar e prometer requalificar e alargar a Rua de Baixo, prometer alojamento local com a requalificação do antigo quartel e as casas da Junta e tudo está por fazer, lembra o ditado popular que diz que “promessas leva-as o vento”.
  Também prometer cooperação com as associações e aceitar projectos de cooperação para depois os guardar em gavetas, é tudo menos vontade genuína e transparência que desejam essa boa cooperação com as associações.
   Depois de ler as propostas desta Junta de Freguesia, que em 2017 afirmava apostar no futuro de Malcata, serei o único malcatenho que verifica que o prometido não está a ser cumprido? Daquilo que prometeram fazer, não fizeram. Se divulgam o que fizeram sem ter qualquer relação com aquilo que prometeram, têm no mínimo a obrigação de informar. É importante divulgar, mas mais importante é informar. Ou estão à espera dos dois meses anteriores às eleições para começar a fazer e a terminar o que já teve início há tanto tempo que a gente até pensa que é novidade?
   E depois destes anos, acusar as associações ou as pessoas de bloquear a acção da autarquia, não me parece ser sério e verdadeiro.

   Hoje, passados quase quatro anos, posso questionar se a prestação da equipa que constitui a Junta de Freguesia, correspondeu e corresponde aos anseios dos que a elegeram?
                                                                                          José Nunes Martins