| Água das Eiras |
Um ponto de encontro para naturais, descendentes e apaixonados pela aldeia de Malcata, terra que moldou as nossas vidas.
| Água das Eiras |
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| Trabalhadores abrem a mina em Malcata |
O nosso mundo está cada vez mais mecanizado, informatizado e palavras como digitalização, ficheiro, redes sociais, internet, memória, velocidade ou inteligência artificial, apesar de as ouvirmos todos os dias, muitos de nós resistimos e abanamos a cabeça mostrando que não embarcamos nas mudanças dos nossos hábitos e métodos tradicionais de comunicar, de informar ou contactar com as outras pessoas e instituições. E se o cidadão comum é avesso e resiste em mudar a sua forma de se relacionar e comunicar, há algumas entidades públicas que, mesmo sabendo e possuindo as ferramentas digitais, continuam a não querer utilizá-las e com elas valorizar e aprimorar o nível de informação e divulgação do seu trabalho, dos seus planos e limitam-se a divulgar só matéria que lhes interessa e que lhes mantenha toda a tranquilidade para tomar decisões.
Vejamos o caso da Junta de Freguesia de Malcata e tendo como exemplo, a forma de comunicar e informar a população, a prioridade da informação e o acompanhamento que os autarcas fazem quando divulgam alguma informação de relevo.
Há dias, a Freguesia de Malcata, publicou na sua página oficial Facebook, um Aviso com esta mensagem:
"Vem a Freguesia de Malcata informar, que devido a um
acidente na realização de trabalhos florestais, foi danificada a rede de
abastecimento de água à fonte da Praça do Rossio (Torrinha)...
ler aqui:
As imagens seguintes têm como objectivo principal o de não deixar esquecida a memória das marcas da vida que a nossa aldeia vai vivendo. Através da imagem podemos conhecer um pouco mais da história da nossa aldeia, dos monumentos, comércios, tabernas e cafés, casas e ruas, ribeiras e barrocas, igreja e capelas que compõem a história e a identidade dos malcatenhos. São memórias de um tempo que não volta, mas que deixou marcas, memórias, costumes, rituais e histórias.
Hoje vivemos outro tempo e saber compreender e respeitar as diferenças é o mesmo que despertar para o interesse que devemos olhar para o passado e construir um futuro melhor.
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| Entrada norte da aldeia |
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| Fonte da Torrinha |
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| Torre do Relógio |
| Mini - mercado A Fonte |
| Posto da Guarda-Fiscal |
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| A Fonte da Torrinha Julho 2026 (Foto de Luciano Frade) |
A Fonte da Torrinha
perdeu a sua principal função, mas mantém-se presente no mesmo lugar onde foi
construída. Desde 1937, pelas suas bicas saiu água de graça, oferecida e nunca
negada a ninguém que dela necessitasse.
Com 89 anos de vida, foi acumulando
algumas maleitas e algumas vezes sofreu abandono, falta de limpeza, mina por
cuidar e claro, passou vergonhas imerecidas. E nos dias de mais calor, nestes
últimos tempos, costuma aparecer por lá uma placa branca com umas letras a
vermelho:
ÁGUA IMPRÓPRIA PARA CONSUMO
A mensagem faz
doer e reflectir. Se a água é para consumo humano, então porque às vezes lá
colocam esta mensagem? Estão a
enviar-nos um aviso, uma mensagem, para ter cuidado ao beber da água que as
bicas oferecem, pode causar desarranjos ao nosso corpo. Também estão a querer
dizer que periodicamente procedem à recolha de pequenas quantidades de água
para ser analisadas num laboratório credenciado. Também vemos que, apesar da água
ser clara e cristalina, fresca e agradável de beber, isso não significa que se
encontra própria para consumo humano. É precisamente por estas razões, ainda
não conhecidas, que nos avisam para ter cuidado e nos estão a dizer que a água não
está cuidada, algo estranho entrou em contacto com a água e vão aparecendo
alguns sintomas de má disposição, febre, vómitos, diarreias e que como é
costume, chamam-lhe “uma virose”, com o tempo vai passar. Será mesmo e só um
aviso de alerta ou poderá haver mais que não sabemos? Dá a sensação que poderá existir mais
qualquer coisa que não nos informa aquela placa: é um aviso para levar muito a sério. Disso não tenho qualquer dúvida. E se eu não respeitar aquilo que a placa me está a dizer, se for atacado pela tal “virose”, a responsabilidade é minha e só minha. Claro, tenho de aceitar que eu desrespeitei o aviso. Mas, eu vou aqui reflectir um pouco sobre o aviso: colocar o aviso é um trabalho rápido e fácil de executar. Qualquer pessoa com duas mãos, chave de fendas e parafusos consegue afixar a maldita placa. Mais complicado e mais demorado é verificar onde possa estar a origem do problema, que originou a contaminação da água, que fez com que a água jorrasse em menor quantidade e como recuperar a qualidade da água. Limpar uma mina é um trabalho difícil e não é para qualquer pessoa, por muita vontade que mostre e afirme que sabe fazer bem uma limpeza como deve ser. Sabemos que não é bem assim e que há trabalhos, que só gente com conhecimento e experiência, auxiliado por maquinaria e capacidade técnica podem ser levados a cabo.
Costumamos dizer, em linguagem popular,
que “cada macaco no seu galho”.
Eu, sem conhecimento e sem capacidade
técnica, mesmo que me sentisse com vontade de limpar a mina, escavar terra à
procura de rupturas ou outras coisas estranhas que possam ter causado a falta
de água na Fonte da Torrinha, ficava quieto e dedicava o tempo a buscar ajuda
aos “macacos” que sabem como fazer para resolver a falta de água nas bicas da
fonte.
NOTA IMPORTANTE:
Não entendas estas palavras como “deita abaixo”,
mas apenas como uma reflexão minha sobre a importância da água, das fontes, da
gestão da coisa pública e ao mesmo tempo recordar alguns factos já ocorridos e
que quando acontece algo inesperado e causador de desconforto e preocupação,
estas palavras sirvam de chamada de atenção e alerta, provoquem diálogos e
interesse na melhoria da vida comunitária. Os tempos de agora são diferentes, a
informação vai e chega rapidamente.
Espero que já esteja encontrada a causa
ou causas que originaram a falta de água. Só quem não faz nada não sofre
acidentes ou causa acidentes que não imaginava ser possível acontecer e não era
intenção acontecer naquele sítio, aquela hora e a fazer trabalhos florestais.
Oxalá as diligências e os trabalhos
efectuados tenham resolvido a situação.
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| Sempre a dar água |
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| Foto de A.Rato |
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Uma das ruas mais estreitas de Malcata até anos 70. |
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| Carvalhão |
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Rua do Carvalhão com calçada de cubos de granito |
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| Carvalhão-barreirinha |
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| Rua do Carvalhão no presente |
Os anos passam e deixam marcas exteriores e com grandes diferenças.
Deixo aqui algumas fotografias que mostram um pouco da história da nossa pequena aldeia e que ilustram as mudanças que ocorreram.
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| Carvalhão-Malcata |
| Posto da Guarda Fiscal de Malcata A Fonte - Minimercado
Construção do Edifício de Apoio à Exploração Pecuária Capela de São Domingos |