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| A Fonte da Torrinha Julho 2026 (Foto de Luciano Frade) |
As bicas deixaram de deitar água. A Junta de Freguesia de Malcata, divulgou na sua página das redes sociais "Facebook", ontem de manhã, um aviso a informar a população do problema e estava a tomar as diligências necessárias à sua rápida reparação. A falta de água deveu-se a um acidente na realização de trabalhos florestais, que danificaram a rede de abastecimento de água à Fonte das Bicas (Torrinha).
Até às 24H deste Domingo, não estava disponível nenhuma informação complementar nas páginas da internet geridas pela Freguesia de Malcata.
A Fonte da Torrinha
perdeu a sua principal função, mas mantém-se presente no mesmo lugar onde foi
construída. Desde 1937, pelas suas bicas saiu água de graça, oferecida e nunca
negada a ninguém que dela necessitasse.
Com 89 anos de vida, foi acumulando
algumas maleitas e algumas vezes sofreu abandono, falta de limpeza, mina por
cuidar e claro, passou vergonhas imerecidas. E nos dias de mais calor, nestes
últimos tempos, costuma aparecer por lá uma placa branca com umas letras a
vermelho:
ÁGUA IMPRÓPRIA PARA CONSUMO
A mensagem faz
doer e reflectir. Se a água é para consumo humano, então porque às vezes lá
colocam esta mensagem? Estão a
enviar-nos um aviso, uma mensagem, para ter cuidado ao beber da água que as
bicas oferecem, pode causar desarranjos ao nosso corpo. Também estão a querer
dizer que periodicamente procedem à recolha de pequenas quantidades de água
para ser analisadas num laboratório credenciado. Também vemos que, apesar da água
ser clara e cristalina, fresca e agradável de beber, isso não significa que se
encontra própria para consumo humano. É precisamente por estas razões, ainda
não conhecidas, que nos avisam para ter cuidado e nos estão a dizer que a água não
está cuidada, algo estranho entrou em contacto com a água e vão aparecendo
alguns sintomas de má disposição, febre, vómitos, diarreias e que como é
costume, chamam-lhe “uma virose”, com o tempo vai passar. Será mesmo e só um
aviso de alerta ou poderá haver mais que não sabemos? Dá a sensação que poderá existir mais
qualquer coisa que não nos informa aquela placa: é um aviso para levar muito a sério. Disso não tenho qualquer dúvida. E se eu não respeitar aquilo que a placa me está a dizer, se for atacado pela tal “virose”, a responsabilidade é minha e só minha. Claro, tenho de aceitar que eu desrespeitei o aviso. Mas, eu vou aqui reflectir um pouco sobre o aviso: colocar o aviso é um trabalho rápido e fácil de executar. Qualquer pessoa com duas mãos, chave de fendas e parafusos consegue afixar a maldita placa. Mais complicado e mais demorado é verificar onde possa estar a origem do problema, que originou a contaminação da água, que fez com que a água jorrasse em menor quantidade e como recuperar a qualidade da água. Limpar uma mina é um trabalho difícil e não é para qualquer pessoa, por muita vontade que mostre e afirme que sabe fazer bem uma limpeza como deve ser. Sabemos que não é bem assim e que há trabalhos, que só gente com conhecimento e experiência, auxiliado por maquinaria e capacidade técnica podem ser levados a cabo.
Costumamos dizer, em linguagem popular,
que “cada macaco no seu galho”.
Eu, sem conhecimento e sem capacidade
técnica, mesmo que me sentisse com vontade de limpar a mina, escavar terra à
procura de rupturas ou outras coisas estranhas que possam ter causado a falta
de água na Fonte da Torrinha, ficava quieto e dedicava o tempo a buscar ajuda
aos “macacos” que sabem como fazer para resolver a falta de água nas bicas da
fonte.
NOTA IMPORTANTE:
Não entendas estas palavras como “deita abaixo”,
mas apenas como uma reflexão minha sobre a importância da água, das fontes, da
gestão da coisa pública e ao mesmo tempo recordar alguns factos já ocorridos e
que quando acontece algo inesperado e causador de desconforto e preocupação,
estas palavras sirvam de chamada de atenção e alerta, provoquem diálogos e
interesse na melhoria da vida comunitária. Os tempos de agora são diferentes, a
informação vai e chega rapidamente.
Espero que já esteja encontrada a causa
ou causas que originaram a falta de água. Só quem não faz nada não sofre
acidentes ou causa acidentes que não imaginava ser possível acontecer e não era
intenção acontecer naquele sítio, aquela hora e a fazer trabalhos florestais.
Oxalá as diligências e os trabalhos
efectuados tenham resolvido a situação.
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| Sempre a dar água |


















