Pesquisar:

19/06/2026

SABUGAL: ESTRATÉGIA OU FESTA?

 

Abertura das Festas da Cidade 

 Começaram as Festas da Cidade do Sabugal 2026 e que se vão prolongar até ao próximo domingo.
 Para muitas pessoas as festas medem-se pelos nomes dos artistas que se convidam, muitas vezes associados ou agenciados por empresas ligadas ao negócio de eventos por todo o país e principalmente, contratos de ajuste directo com as autarquias locais. Há ainda que incluir os artistas e bandas locais, que as entidades organizadoras da festa se preocupam em contratar, algumas vezes, através de ajustes combinados e nem sempre com divulgação pública dos valores envolvidos, acabando por essas despesas não constarem na soma dos custos reais da festa e talvez assim dar a sensação de controlo dos custos. E para não serem acusados de não “surfar” a onda e a moda, pagam aos DJs umas centenas de euros para nas horas finais da noite estoirarem os crânios da malta resistente e que aguenta até ao nascer do sol.

 Este ano, estarão 40 expositores no recinto das Festas da Cidade e nas palavras do presidente da Câmara Municipal, Vítor Proença, diz que
“representa um investimento de 200.000 euros por parte do município”.
 A verdade é que ultrapassa em muito este valor, pois numa consulta que realizei aos contratos publicados no Portal Base, somei 386 000 euros, a que se deve acrescentar o IVA.
 E como já é costume, o dinheiro que se gasta nas Festas da Cidade, causa sempre controvérsia, pois nunca há números exactos. O município, organizador das Festas da Cidade, tem escondido do conhecimento público algumas contratações de artistas locais e que participam nas festas como bandas de apoio aos grandes da música.
 A este investimento somam-se outros que tem a ver com as horas, os recursos humanos e materiais que são suportados pelo Município. Estas realidades não devem ser esquecidas e deviam entrar também na contabilidade da festa que o Município quis açambarcar.
 As Festas da Cidade têm de ser feitas, nelas tem de se gastar dinheiro, mas há que ter um controlo dos gastos. É que o dinheiro faz falta !
 Quando uma Câmara Municipal aposta na realização e promoção das Festas da Cidade, que é só a cidade capital do concelho, tem de ter sempre presente o que essa decisão pode causar na tesouraria municipal.
 Num território com 12000 habitantes, 500.000 euros para uma festa de quatro dias, se não houver retorno económico, se os ganhos não superarem as despesas, estamos perante um buracão financeiro. São quatro noites de folia e umas horas durante a tarde, porque nas outras horas dos festejos, as pessoas, na sua grande maioria, estão a trabalhar.
 No fundo e sem rodeios, o que ganha o município com 4 dias de festa?
 Alegria, boa disposição, convívio, noites de ressacas seguidas, dias de trabalho de baixa produtividade, vendem-se milhões de litros de álcool, pratos de comida e reutilizam-se os copos antecipadamente pagos a um euro cada um…tudo decorre num recinto vedado e só os comerciantes presentes no espaço ganham com a festa. Ou seja, a festa é o que é e quem quer estar na festa tem de pagar as vezes que for preciso. Mesmo quem não ponha lá os pés é obrigado a contribuir, porque é com os impostos e taxas municipais que se pagam as despesas da festa. E a pergunta que devemos todos fazer ao senhor Vítor Proença, é esta:
 A Festa da Cidade do Sabugal 2026 paga-se a ela própria?
 Vou deixar alguns números:
 Pórtico e palco.................... 49.900,00 euros
 Diogo Piçarra e Vizinhos........... 46.000,00 euros
 Emanuel e Maxi..................... 17.400,00 euros
 Ana Bacalhau....................... 13.150,00 euros
 Espaço Infantil.................... 14.900,00 euros
 Tenda.............................. 74.485,00 euros
 Montar e desmontar equipamentos.... 25.700,00 euros
 Brindes,cartazes, flyers........... 22.470,00 euros
                       TOTAL :      264.005,00 euros + IVA
Nota 1:
Estes valores estão disponíveis no Portal Base. Há mais       ainda que não estão nesta amostra.

Nota 2:
OUTROS INVESTIMENTOS COM VALORES DESCONHECIDOS e que não
       estão disponíveis no Portal Base até ao dia de 18-06-2026,
       mas que estão contratados para a festa:

 - Brasa Doirada
- Dj Denix
- Prós & Contras
- Game Over
- Dj Piratas
- Armando Almeida
- Banda Índice
- Djs Squid
- Virgílio Faleiro
 Os números são só números!


A TRADIÇÃO...É TRADIÇÃO PARA FICAR!

 

Santos Populares em Malcata

 Uma festa popular é um momento de celebração, de convívio e de alegrias, que tem um impacto positivo nas pessoas que participam.
 São momentos de alegrar o coração e que fazem bem à mente!
 
 A música, o baile, as palmas e as tradições ajudam a promover boa disposição e quando a festa acontece num meio pequeno, tudo nos faz sentir parte integrante e acabamos por nos sentir parte da comunidade local. E o bom que a festa tem é que devemos aproveitar o momento, esquecer as pressas e cuidar dos excessos.

 Em Malcata, os arraiais dedicados ao São João, têm registos muito antigos e essa tradição tem-se continuado ao longo dos tempos, mas ao que parece, pode estar em vias de desaparecer. O problema não é deste ano, mas já se vem arrastando há uns tempos. Os voluntários “mordomos” têm-se repetido quase sempre todos os anos, a idade é sempre um dado a considerar e a saúde é a prioridade maior.
 O fulgor das pessoas continua em alta, não com a rivalidade e o despique de outros tempos entre os da Moita e os da Torrinha, mas é importante preservar esta festa tão típica na nossa terra.  Sou defensor desta festa popular e lanço daqui o apelo aos malcatenhos para não desistirem dos festejos do São João ou do São Pedro.
                                        Deus quer,
                                        o Homem sonha
                                        e a festa faz-se!

18/06/2026

ACESSO AOS SERVIÇOS BANCÁRIOS

 


      O Governo quer implementar a instalação de Caixas Multibanco nas freguesias mais isoladas e com dificuldades no acesso aos serviços bancários. O objectivo passa por proceder à colocação de máquinas Multibanco nas freguesias onde não existem. Os locais mais indicados parece ser nos edifícios das Juntas de Freguesia.
 O assunto está ainda a ser estudado e fala-se que ainda este ano, vai arrancar um projecto piloto em 20 freguesias. A Associação Nacional de Freguesias está disponível a ser parceiro, bem como o Ministério da Economia e o Banco de Portugal.
  Para além das normais caixas de multibanco, as Juntas de Freguesia que não adiram às caixas Multibanco, poderão disponibilizar dinheiro vivo aos habitantes da aldeia.
 O que se pretende com estas medidas é oferecer o acesso aos serviços bancários nas mais de 1000 freguesias que ainda não dispõem de qualquer caixa automática.
  A possibilidade de pessoas mais idosas, que não têm tanta familiaridade com os telemóveis e aplicações, a possibilidade de aceder a um Multibanco, é hoje, algo mesmo importante e essencial para se tratar de vários assuntos da sua vida, do seu dia a dia, da sua relação com o próprio Estado e serviços públicos.
 
 Qual é a intenção da Junta de Freguesia em relação à instalação, ou não, da Caixa Multibanco?
 Esta é uma situação que tem de ser tratada e claro, alguma coisa tem de se fazer para alterar e facilitar o acesso das pessoas a estes serviços.



12/06/2026

MUDAR SIM, ESTRAGAR NÃO !

 


  Camões é uma das figuras da literatura portuguesa e foi na poesia que ele se notabilizou. Um pouco por todo o país foram erigidos, ao longo dos anos, inúmeros monumentos alusivos a Luís de Camões, escolhido como símbolo de portugalidade, que todos os anos os portugueses comemoram a 10 de Junho.
 Por isso, não é de admirar, que se encontrem muitos monumentos erigidos em seu nome, marcando a paisagem de muitos espaços públicos de cidades e vilas de Portugal e também em vários países.
 No dia 13 de Junho de 1912 foi inaugurada a primeira estátua de Camões em Paris. Está suportado por um pedestal com cerca de 5 metros de altura, pode ser admirado no Jardim Camões, na Casa de Portugal.
 A cidade de Lisboa tem uma estátua desde 1867; na cidade do Porto foi inaugurada em 1980. Na cidade de Coimbra, Viseu, Leira, Peniche, tem monumento dedicado ao poeta. No Canadá, onde vivem milhares de portugueses, desde 2013, que se encontra no centro da maior cidade do país. Também no Brasil, Moçambique, Macau, Goa…são monumentos que se encontram nas terras de acolhimento dos portugueses espalhados pelo mundo.
 Isto é realmente sinal da universalidade desta figura da cultura portuguesa e com a qual os portugueses se identificam.
 O Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, que é celebrado anualmente a 10 de Junho, data da morte do poeta, é uma homenagem à nossa cultura e aos portugueses emigrantes pelo mundo. Por isso, surgiram ao longo dos anos, inúmeros monumentos dedicados a Camões, que perpetuam a ligação dos nossos emigrantes ao seu país. Foi por isso e a pensar no legado e no agradecimento, que a família Corceiro, emigrante na Argentina há muitos anos, surpreendeu a população de Malcata, uma pequena aldeia da beira, com a oferta do busto de Camões. Inaugurado em 12 de Setembro de 1969, o busto está colocado sobre um pedestal em pedra de granito e numa placa lemos:
 “A Luís de Camões imortal poeta cantor da raça
mandado erigir por José Manuel Corceiro e esposa
Domingas F. Nozeti, argentina, em memória de seus pais,
Manuel José Corceiro e Rosalina Gonçalves,
filhos desta terra e homenagem aos naturais
e emigrantes de Malcata”.



 No Verão de 2015, na aldeia de Malcata, aconteceu uma pequena homenagem com a participação da família Corceiro residente  Argentina, que numa noite de festa, prestou tributo a esta família de gente emigrante e que ainda hoje, tem
familiares vivos na nossa aldeia.

 E ao longo dos anos, o mundo vai mudando. A vontade dos homens em mudar para acompanhar o mundo e preservar o monumento nem sempre teve decisões acertadas. Algumas dessas mudanças deixaram os malcatenhos preocupados, irrequietos e apreensivos quanto ao futuro da estátua de Camões e sobre o seu papel na freguesia.
 
 Oxalá os problemas se fiquem por aqui e de uma vez por todas se assuma o compromisso sério de preservar, manter e cuidar deste monumento tão peculiar e tão raro ser visto em terras pequenas. Os malcatenhos têm o dever de cuidar bem do legado que lhes foi oferecido. É importante transmitir às futuras gerações a importância e o simbolismo do busto de Camões na nossa aldeia. No conjunto dos elementos patrimoniais da freguesia, este monumento é, sem qualquer sombra de dúvidas, uma marca identitária da nossa terra, que nos une e nos glorifica como comunidade. Não é só e apenas um busto em cima de um bloco de granito, é o compromisso que a freguesia aceitou cuidar e respeitar e que continua a representar a nossa memória histórica. A escolha de não esquecermos este legado está nas mentes de cada malcatenho e também na Junta de Freguesia, entidade que oficialmente representa toda a aldeia. Continuar a transmitir estes valores às novas gerações, defendendo sempre o pensamento de Camões e da família Corceiro, como caminho da união dos malcatenhos, há que continuar a ser cada um de nós, portugueses e malcatenhos, a ser o elo que é preciso para manter a união entre todos.
 Algumas imagens históricas:




04/06/2026

PONTOS DE INTERESSE EM MALCATA


 

 Em Malcata existem paisagem natural, água e História que está por contar. Não basta tudo isto para os malcatenhos nos sentirmos felizes e convencidos que somos os melhores.
 Uma coisa é verdade: há floresta, há água e isso vai acompanhar-nos sempre, mesmo que não se faça nada.
 O contacto com a natureza e com a água é feita por caminhos de terra, que nos levam a caminhar sós ou em grupo, em ambiente seguro e descontraído.
 Mas isto que vos falei é o que há em todos os lugares rurais do nosso país. Então como nos podemos diferenciar das outras terras?   Através das nossas gentes, sim as pessoas são a pedra de toque e abraçar quem nos vem visitar, levar essa gente a conhecer os lugares, o património, os sabores e a cultura do nosso povo.
 Então o que temos para oferecer aos que nos visitam?
 Que está a ser preparado para quem nos visitar nos próximos dias, meses?
 É certo que vai haver festas populares e que muitos vão repetir a ida à Zona de Lazer. Este lugar tem sido um dos nossos cartões de visita e isso tem sido bom. É um lugar tranquilo, óptimo para descansar e conviver com os amigos e família. Lá mais para a frente, na semana das festas, estamos a contar com animação e a feira de artesanato. São eventos que ajudam a chamar gente, animam os negócios locais e enchem as ruas de vida e crianças. Motivos suficientes para a aldeia transbordar de alegria. Mas, insuficiente para atrair visitantes de outras paragens, com mais poder de compra e interesses bem mais refinados.
 Sendo a natureza, a água e o território importante para alavancar o desenvolvimento económico e social da nossa terra, estamos ainda muito aquém do que precisamos para atrair visitantes. Onde estamos a apostar para aumentar o interesse dos turistas? Vamos continuar a cuidar apenas da Zona de Lazer? Que outros pontos de interesse e de visita obrigatória, queremos nós malcatenhos, dar a conhecer aos que nos visitam? Para mim Malcata é falar de cabrito assado, queijo e pão, mel de rosmaninho ou de urze, flor de carqueja e de lince da Malcata, é mostrar a torre e o forno, organizar visitas ao moinho e sentar o turista na Praça do Rossio a comer pão com chouriço, um doce e uma fatia de
pão-leve cozido em forma de barro. E eu pergunto: onde existem estas coisas deliciosas? Porque não se vendem?
 A falta destas iguarias à mão de todos, à vista de quem passa nas ruas, deixa-me a pensar nas razões de não haver sítio onde provar, comprar para si e para oferecer aos amigos.
 Porque não se criam oportunidades de negócio? Quem está a pensar e a preparar o futuro?   
 Que investimento está a ser feito, apoiado e acarinhado para fazer dinheiro, para criar empregos, para objectivamente desenvolver a freguesia?
 Que tipo de apoios estão a ser oferecidos aos que todos os dias trabalham e vivem na nossa aldeia?
 
A tranquilidade e a segurança, a paz e o sossego, a natureza e a água que a albufeira armazena, não chega. Isto há por muitos outros territórios e não é preciso viajar até à Serra de Sintra, as aldeias vizinhas têm o mesmo que Malcata.

 Então como atrair para Malcata quem gosta da natureza, água e tranquilidade durante as férias ou num fim-de-semana prolongado?
 Uma coisa eu tenho a certeza, Malcata não é só a área de lazer e dar a conhecer o que de melhor tem Malcata. Há muito mais!

02/06/2026

FIGURAS ILUSTRES DE MALCATA

 

 Em tempos, numa conversa amena e à sombra, um amigo confessou-me que gostaria de ver atribuído, a uma rua da nossa aldeia, o nome do senhor Varandas, por ele ter nascido na freguesia.
 Eu considerei a ideia interessante e respondi que achava bem, já que o Ti Varandas foi uma pessoa destacada na nossa terra e na região do Sabugal. Também fiz lembrar ao meu amigo que essa sugestão devia ser transmitida à Junta de Freguesia, pois é quem tem as competências para atribuição de nomes às ruas da aldeia. A Freguesia de Malcata, que recentemente andou a trocar as placas antigas, por outras mais modernas, podia ter aproveitado para promover uma consulta aos malcatenhos, pois tenho a certeza, de que iriam mostrar interesse em participar na discussão desta ideia, acrescentariam, com toda a certeza e justiça, outros nomes, também de pessoas honradas e dignas de figurar numa placa toponímica, bem como nas alterações que depois se vieram a concretizar.
 Parece que escolheram mexer nas placas sem consultar os moradores, que com toda a legitimidade, podiam ter ou não concordado com as mudanças de nomes e os inconvenientes que daí podem vir, nomeadamente a actualização dos dados de morada em diversas instituições públicas. Se fosse só a mudança da placa toponímica, sem qualquer alteração do texto, as coisas até mereciam aplausos. O que aconteceu é que foi incompreensível e a freguesia perdeu uma oportunidade para corrigir erros antigos, como por exemplo, afixar novas placas a vias sem nome atribuído, reconhecer as figuras mais ilustres da freguesia, do concelho ou do país, deixando uma toponímia mais organizada e actualizada.
 Eu e esse amigo conhecemos pessoalmente o Ti Manuel Varandas, foi uma pessoa notável na freguesia e mesmo que seja desconhecida para as gerações mais novas, posso dizer-lhes que era o marido da Ti Deolinda, o casal que teve sempre em funcionamento o comércio que havia na Praça do Rossio, é o pai do Rui Varandas e da Zita Martins, foi presidente de Junta de Freguesia, muito capacitado e autodidacta na digna função de "enfermeiro" de cuidados primários de saúde, oferecendo gratuitamente o trabalho, instrumentos cirúrgicos usados para administrar injecções e outros remédios receitados pelos médicos aos homens e mulheres, jovens e crianças que moravam na nossa terra. Muito mais há para conhecer sobre este senhor Varandas. Por isso, seja pelo nome de uma rua ou por outra forma, nunca é tarde para homenagear e destacar esta pessoa nascida em Malcata.
 
 

 

 

31/05/2026

HÁ OPORTUNIDADES PARA OS MALCATENHOS

 


O ESTADO ESTÁ A DAR INCENTIVOS 
ATÉ 30.000 EUROS

para novos produtores de 
criação de animais em Regime Extenssivo.
(Bovinos, ovinos e caprinos)



 As ajudas têm a duração de 5 anos e não são reembolsáveis. São vistas como se tratasse de um prémio a quem decidir instalar um rebanho de cabras/ovelhas e gado bovino. Os pagamentos são pagos assim:
 - 8.400,00 euros/ano: - nos primeiros 3 anos;
 - 2.400,00 euros/ano: - nos 2 anos restantes;
 O dinheiro para apoio à compra de animais das espécies bovina, ovina e caprina e que serão criados em regime extensivo, tem um limite máximo que está regulamentado.
 Há também dinheiro para apoiar os agricultores que queiram converter alguns terrenos, que hoje estão com mato e outras árvores, em novas pastagens para o gado. 
 Prevenir e combater os incêndios florestais/rurais, preservar a biodiversidade, a promoção de novas formas de as pessoas encontrarem maior sustento, principalmente quem vive em zonas rurais, é razão da atribuição deste apoios. 
 Está provado que a criação de animais em regime extensivo fertiliza as terras, previne a erosão dos terrenos, mantém as terras com mais e melhor capacidade de produção, ajuda a manter e a controlar em quantidades aceitáveis a biomassa florestal, ajudando também na resiliência aos incêndios.
 
 Era importante organizarem-se sessões de esclarecimento na nossa freguesia. As pessoas ficavam a conhecer os apoios que existem, os projectos que podem abraçar e até entusiasmarem-se na criação de alguma espécie de associação ou cooperativa para mais facilmente ganhar vontade de começar algo novo e desafiante. As oportunidades existem, os apoios também. Na nossa aldeia terrenos são mais que muitos e as pessoas conhecem a qualidade da carne, do leite, dos queijos que noutros tempos eram produzidos na nossa terra. 
 Tudo aquilo que possa fazer-se para dar a conhecer, tirar dúvidas, identificar oportunidades, desenvolver e incentivar novos negócios, pode e deve ser acarinhado, apoiado e compete aos que vivem nos meios rurais exigir a realização de eventos que sejam transformadores e mobilizadores da nossa freguesia. 
 

 Deixo-vos estas imagens que talvez vos ajude a meditar nas potencialidade que as nossas terra têm:







 


30/05/2026

COISAS DA VIDA

 



 
 Quem já não ouviu estas duas ideias? São frases que todos utilizamos para responder quando acontece algum imprevisto, alguma coisa importante e que nos apanhou de surpresa, não estávamos nada a contar que tal viesse acontecer. 
 É também comum dizer-se que "a vida é assim", e ninguém escapa, o que muitos não sabem e não imaginam é que às vezes, as coisas acontecem numa questão de segundos, sim numa velocidade ciclónica. 
 A natureza e o homem são muito parecidos. Surpresas acontecem e a Vida é uma verdadeira surpresa. Se for uma surpresa boa, agradável e nos trouxer alegrias e sorrisos, somos uns sortudos. E quando a vida nos surpreende com aquelas surpresas de dor, acidente, fenómenos atmosféricos ou maldade humana, ficamos de queixo caído, tristes e desacreditados da nossa fé, murmuramos e abanamos a cabeça dizendo que não era ainda o momento, ainda havia coisas importantes nas mãos e que havíamos prometido entregar a essa pessoa amiga ou ela a nós. E de repente o filme da Vida chegou ao FIM. 
 É difícil e custa compreender estas situações inesperadas que nos acontecem durante a vida. São momentos tristes, difíceis e nos primeiros instantes a seguir aos acontecimentos inesperados, ficamos sem palavras e sem poder de reacção, o tempo afinal é finito. 
 O que aconteceu, mesmo inesperado, é passado. Esquecer ou esconder a dor e o sofrimento de alguns acontecimentos, inesperados ou com alguma probabilidade de acontecerem, faz mesmo parte da nossa vida terrena e nem sempre nos queremos convencer que tudo o que nasce, morrerá um dia. E para morrer, só acontece a quem está vivo. Chegados aqui, só nos resta tomar a decisão certa: acreditar que somos humanos mortais e que enquanto somos seres vivos, vamos ter muitas surpresas e algumas são capazes de nos atirar ao chão. Há que acreditar que somos fortes o suficiente para nos levantarmos ou aceitar o auxílio de quem nos queira ajudar a levantar e mais importante que tudo é ser profundamente cristão e que Deus nos ama e nunca nos deixa caídos no chão, está sempre a mostrar que a esperança é mesmo a última morrer.
 

28/05/2026

LIMPEZA DE TERRENOS RURAIS PROLONGADA

 

 Para todo o país, face às condições climatéricas, foi alargado o prazo de limpeza para os terrenos rurais, que acabava a 31 de Maio, terminando agora a 30 de Junho.

Veículo todo-o-terreno ao serviço
dos sapadores florestais de Malcata


 O prolongamento do tempo para limpezas foi anunciado hoje pelo Ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes.
 Na freguesia de Malcata, a operação de limpeza dos terrenos rurais tem sido feita durante o ano todo e a maior fatia de trabalho está atribuída à Assembleia de Compartes da Freguesia de Malcata, que dispõe de uma equipa de Sapadores Florestais devidamente equipada e formada para efectuar a tarefa.
  Segundo as informações que consegui reunir, a limpeza de terrenos rurais pelas equipas de Sapadores Florestais pode custar entre 350 e 1500 euros por cada hectare, ou seja, à volta de 0.25
  a 0,35por cada metro quadrado., dependendo da quantidade de vegetação e das condições do próprio terreno a limpar. Se o serviço for contratado à hora, um sapador a manobrar uma motorroçadora, fica normalmente pelos 13 a 15 euros/hora.
 Há quem esteja a cobrar mais 50% do que no ano passado. Ainda bem que foi alargado o prazo para os proprietários cumprirem a lei. O Verão vai ser quente e seco, dizem os políticos. E os proprietários o que têm a dizer da factura que é necessário pagar pelo trabalho dos sapadores florestais?
 E quanto a apoios para os proprietários efectuarem ou mandar realizar a limpeza?
 A Ministra do Ambiente e Energia disse em Março que o Governo ia ajudar com vales para ajudar a pagar as limpezas e disse que “As pessoas só têm de demonstrar que são responsáveis por aquele hectare e têm X para limpar”. Trata-se de um apoio pago directamente aos proprietários, só devem é comprovar os dados e responsabilizarem-se pela área a limpar.
 Um dia de trabalho normal de uma equipa de sapadores florestais, constituída por 5 pessoas, é capaz de limpar um hectare por dia. Na nossa área florestal da freguesia, a tarefa não deve estar a ser fácil, pois se o trabalho se cingisse a cortar mato e apanhá-lo…mas todos sabemos que há muito trabalho por fazer.
 Como estão a aguentar os nossos homens das roçadoras e das motosserras?
 Podem prestar mais informação segura e actualizada?
 

 

TUDO SE ADQUIRE E O ZÉ QUE PAGUE!

 


1- APRESENTAÇÃO DE ESPETÁCULO MUSICAL           5.500,00 €
 - SEMANA LÚDICO PEDAGÓGICA  1 de junho de 2026
2- AQUISIÇÃO DE SERVIÇOS DE ANIMAÇÃO(INSUFLÁVEIS) PARAA SEMANA LÚDICO PEDAGÓGICA 9 de junho de 2026:  6.385,00 €

 São dois exemplos que nos deviam fazer pensar um pouco. Em duas actividades lúdicas, mesmo que sejam justificadas pelo Município do Sabugal como importantes, não estaremos perante um despesismo um pouco exagerado? O Município do Sabugal simplesmente não possui gente e meios para estas duas actividades serem realizadas com a prata da casa?