22.7.26

A IMPORTÂNCIA DA BOA COMUNICAÇÃO

 

Trabalhadores abrem a mina em Malcata


 O nosso mundo está cada vez mais mecanizado, informatizado e palavras como digitalização, ficheiro, redes sociais, internet, memória, velocidade ou inteligência artificial, apesar de as ouvirmos todos os dias, muitos de nós resistimos e abanamos a cabeça mostrando que não embarcamos nas mudanças dos nossos hábitos e métodos tradicionais de comunicar, de informar ou contactar com as outras pessoas e instituições. E se o cidadão comum é avesso e resiste em mudar a sua forma de se relacionar e comunicar, há algumas entidades públicas que, mesmo sabendo e possuindo as ferramentas digitais, continuam a não querer utilizá-las e com elas valorizar e aprimorar o nível de informação e divulgação do seu trabalho, dos seus planos e limitam-se a divulgar só matéria que lhes interessa e que lhes mantenha toda a tranquilidade para tomar decisões. 
 Vejamos o caso da Junta de Freguesia de Malcata e tendo como exemplo, a forma de comunicar e informar a população, a prioridade da informação e o acompanhamento que os autarcas fazem quando divulgam alguma informação de relevo. 
 Há dias, a Freguesia de Malcata, publicou na sua página oficial Facebook, um Aviso com esta mensagem: 
 "Vem a Freguesia de Malcata informar, que devido a um acidente na realização de trabalhos florestais, foi danificada a rede de abastecimento de água à fonte da Praça do Rossio (Torrinha)...
ler aqui:  https://www.facebook.com/photo?fbid=1514872220672650&set=a.315565787269972

 Eu, como malcatenho e a viver fora da aldeia, fiquei preocupado e no que me foi possível fazer, prestei a pequena informação que me foi pedida via telemóvel. A junta de freguesia estava no local a fazer todos os possíveis para resolver a falta de água. Apressaram-se e bem, a alertar as pessoas para o que aconteceu e tudo estava a ser feito para as coisas voltarem ao normal. 
 
 Passados dois dias da divulgação do AVISO, quando consulto a página da Freguesia de Malcata para saber do estado da "reparação do cano" da água, sou surpreendido com uma publicação a anunciar a realização de um convívio, a realizar no próximo domingo, nos Fóios, aldeia vizinha de Malcata. Sobre o "acidente na realização de trabalhos florestais, que danificaram a rede de abastecimento de água à Fonte...", nada, nem uma palavra.
 
 A Junta de Freguesia esteve tão bem e atempadamente, a sua comunicação do inesperado corte de água que me sim, cumpriu e fez o que devia ser feito. 
 Surpresa, para mim, está a ser a ausência de acompanhamento,  actualização, ponto da situação sobre o primeiro e mais importante assunto que foi tornado público. Afinal como está agora o fornecimento de água à Fonte da Torrinha? A população pode consumir a água ou está ainda por reparar a avaria? O que foi necessário fazer junto à mina? Quem pensava encher alguns garrafões com a água da fonte, já o pode fazer? 
 Muitas perguntas, muitas dúvidas que pode estar a massacrar qualquer malcatenho residente na aldeia ou em viagem para a terra. 
 Mais uma vez, é necessário uma mudança de atitude em relação às políticas de comunicação utilizadas pelo actual executivo. E lembro ainda que o portal ou página da Freguesia de Malcata, deve fazer corar de vergonha com tamanha desactualização e funcionalidade. 
 E fazer melhor, está mesmo tão perto, é só querer fazer melhor! 


20.7.26

CONHECER O NOSSO PASSADO

   As imagens seguintes têm como objectivo principal o de não deixar esquecida a memória das marcas da vida que a nossa aldeia vai vivendo. Através da imagem podemos conhecer um pouco mais da história da nossa aldeia, dos monumentos, comércios, tabernas e cafés, casas e ruas, ribeiras e barrocas, igreja e capelas que compõem a história e a identidade dos malcatenhos. São memórias de um tempo que não volta, mas que deixou marcas, memórias, costumes, rituais e histórias.
 Hoje vivemos outro tempo e saber compreender e respeitar as diferenças é o mesmo que despertar para o interesse que devemos olhar para o passado e construir um futuro melhor.  




Entrada norte da aldeia


Fonte da Torrinha


 


Torre do Relógio


Mini - mercado A Fonte




Posto da Guarda-Fiscal

















A FONTE DA TORRINHA SECOU

A Fonte da Torrinha
Julho 2026
(Foto de Luciano Frade)

As bicas deixaram de deitar água. A Junta de Freguesia de Malcata, divulgou na sua página das redes sociais "Facebook", ontem de manhã, um aviso a informar a população do problema e estava a tomar as diligências necessárias à sua rápida reparação. A falta de água deveu-se a um acidente na realização de trabalhos florestais, que danificaram a rede de abastecimento de água à Fonte das Bicas (Torrinha).

Até às 24H deste Domingo, não estava disponível nenhuma informação complementar nas páginas da internet geridas pela Freguesia de Malcata.   

 

 A Fonte da Torrinha perdeu a sua principal função, mas mantém-se presente no mesmo lugar onde foi construída. Desde 1937, pelas suas bicas saiu água de graça, oferecida e nunca negada a ninguém que dela necessitasse.
 Com 89 anos de vida, foi acumulando algumas maleitas e algumas vezes sofreu abandono, falta de limpeza, mina por cuidar e claro, passou vergonhas imerecidas. E nos dias de mais calor, nestes últimos tempos, costuma aparecer por lá uma placa branca com umas letras a vermelho:
                             ÁGUA IMPRÓPRIA PARA CONSUMO
 
A mensagem faz doer e reflectir. Se a água é para consumo humano, então porque às vezes lá colocam esta mensagem?  Estão a enviar-nos um aviso, uma mensagem, para ter cuidado ao beber da água que as bicas oferecem, pode causar desarranjos ao nosso corpo. Também estão a querer dizer que periodicamente procedem à recolha de pequenas quantidades de água para ser analisadas num laboratório credenciado. Também vemos que, apesar da água ser clara e cristalina, fresca e agradável de beber, isso não significa que se encontra própria para consumo humano. É precisamente por estas razões, ainda não conhecidas, que nos avisam para ter cuidado e nos estão a dizer que a água não está cuidada, algo estranho entrou em contacto com a água e vão aparecendo alguns sintomas de má disposição, febre, vómitos, diarreias e que como é costume, chamam-lhe “uma virose”, com o tempo vai passar. Será mesmo e só um aviso de alerta ou poderá haver mais que não sabemos?  Dá a sensação que poderá existir mais qualquer coisa que não nos informa aquela placa: é um aviso para levar muito a sério. Disso não tenho qualquer dúvida. E se eu não respeitar aquilo que a placa me está a dizer, se for atacado pela tal “virose”, a responsabilidade é minha e só minha. Claro, tenho de aceitar que eu desrespeitei o aviso. Mas, eu vou aqui reflectir um pouco sobre o aviso: colocar o aviso é um trabalho rápido e fácil de executar. Qualquer pessoa com duas mãos, chave de fendas e parafusos consegue afixar a maldita placa. Mais complicado e mais demorado é verificar onde possa estar a origem do problema, que originou a contaminação da água, que fez com que a água jorrasse em menor quantidade e como recuperar a qualidade da água. Limpar uma mina é um trabalho difícil e não é para qualquer pessoa, por muita vontade que mostre e afirme que sabe fazer bem uma limpeza como deve ser. Sabemos que não é bem assim e que há trabalhos, que só gente com conhecimento e experiência, auxiliado por maquinaria e capacidade técnica podem ser levados a cabo.
 Costumamos dizer, em linguagem popular, que “cada macaco no seu galho”.
 Eu, sem conhecimento e sem capacidade técnica, mesmo que me sentisse com vontade de limpar a mina, escavar terra à procura de rupturas ou outras coisas estranhas que possam ter causado a falta de água na Fonte da Torrinha, ficava quieto e dedicava o tempo a buscar ajuda aos “macacos” que sabem como fazer para resolver a falta de água nas bicas da fonte.
 NOTA IMPORTANTE:
 Não entendas estas palavras como “deita abaixo”, mas apenas como uma reflexão minha sobre a importância da água, das fontes, da gestão da coisa pública e ao mesmo tempo recordar alguns factos já ocorridos e que quando acontece algo inesperado e causador de desconforto e preocupação, estas palavras sirvam de chamada de atenção e alerta, provoquem diálogos e interesse na melhoria da vida comunitária. Os tempos de agora são diferentes, a informação vai e chega rapidamente.
 Espero que já esteja encontrada a causa ou causas que originaram a falta de água. Só quem não faz nada não sofre acidentes ou causa acidentes que não imaginava ser possível acontecer e não era intenção acontecer naquele sítio, aquela hora e a fazer trabalhos florestais.
 Oxalá as diligências e os trabalhos efectuados tenham resolvido a situação.

Sempre a dar água


 

16.7.26

MEMÓRIAS DA FESTA

 

       
Andor com Nossa Senhora dos Caminhos

 Foi a 7 de Julho de 1968 que foi inaugurado em Malcata, o nicho dedicado a Nossa Senhora dos Caminhos. O local escolhido foi à saída da freguesia, uns metros antes da ponte que ali existia, num espaço a poucos metros da estrada e que ao lado passava um caminho  em direcção ao Ribeiro Grande.                                                

 Com a construção da Barragem do Sabugal, houve necessidade de deslocar o nicho para um local mais afastado e fora do nível das marcas definidas para um armazenamento pleno da albufeira. 
 No ano de 2004, por ideia da comissão dos mordomos da festa da Senhora dos Caminhos, foi mandado construir um novo nicho, bem diferente do primeiro. 
 Ambos os nichos foram bem idealizados e cada um deles anda na memória dos malcatenhos e dos viajantes que visitam a nossa aldeia. 
 A imagem em cima retrata a saída do andor com Nossa Senhora dos Caminhos, provavelmente numa das festas feitas em sua honra. 
 Se houver alguém que possa acrescentar alguma informação, é bom porque enriquece a nossa mente. 
 



 
                                                    

                      


 

MALCATA E O SEU PATRIMÓNIO

                    TORRE DO RELÓGIO

Foto de A.Rato
 
  
 Ainda muitas pessoas se lembram de ver construir esta torre. O construtor vivia no Sabugal e tinha arte e habilidade para trabalhar a pedra de granito. Toda a gente o conhecia pelo seu próprio nome, 
sr. Silva.
 Sabe-se que na data da sua construção, corria o ano de 1959, as casas que se veem na imagem, já lá estavam. 
 O sítio escolhido é a Praça do Rossio, bem distante da igreja paroquial. Pois estamos perante um caso pouco habitual, porque nas outras terras é muito normal encontrar os relógios nos campanários das igrejas ou em torre ali ao seu lado. Em Malcata rompeu-se esse hábito e a Torre do Relógio foi construída bem afastada do adro e da igreja, talvez porque para onde foi, fosse um lugar mais alto e assim todos iam ouvir o relógio a dar as horas. É que na altura da sua construção, tornou-se o edifício mais alto de toda a aldeia, o que contribuiu para que se ouvir mais longe o sino, uma vez que não existiam barreiras que dificultassem a propagação do som. 
 
 Este é um bom exemplo de obra feita e que trouxe muitos benefícios a toda a freguesia e a todas as pessoas. 
 Uma obra com a qual nos identificamos, nos habituámos a admirar e que nos seus 67 anos de presença na freguesia, ainda poucos se aventuraram a subir todos os degraus da escadaria para, chegados junto ao sino, ver como é diferente a nossa aldeia lá de cima.
 Algum de vós tem estórias para contar?

13.7.26

TOPONÍMIA DE MALCATA: Rua do Carvalhão


 As ruas são um dos símbolos que nos fazem recordar os tempos de infância e cada uma tem, para nós, a sua história e guarda alguma estória que é comum a todos. 
Rua do Carvalhão:

Uma das ruas mais estreitas
de Malcata até anos 70.
 A Rua do Carvalhão tem início na Praça do Rossio e desce até à Rua Vale da Fonte. Eu nasci numa casa que faz parte deste topónimo "Carvalhão". Este nome tem origem na presença de carvalhos na beira da rua. Durante anos os carvalhos eram o símbolo, a marca que identificava aquele lugar da nossa aldeia. Ainda hoje, apesar dos carvalhos já não ali estarem, são muitas as memórias que os malcatenhos guardam desta árvore que por ser tão alta e frondosa, traziam a sombra nas tardes quentes do Verão. Os carvalhos que falo estavam uns metros mais abaixo do Simão Varandas, que eu fotografei na rua do Carvalhão.

Carvalhão
 Nesta imagem, se observarmos com algum cuidado, ainda conseguimos ver a presença de alguns ramos desses carvalhos.  
As minhas filhas, a Inês e a Sara, ainda hoje se lembram destes tempos e das aventuras que os avós lhes proporcionavam nas férias do Verão, passadas na nossa aldeia. E não há avô ou avó que se recuse a aparelhar o burro para dar uma volta com as netas! O destino nunca importava, por isso, não nos recordamos para onde foram, sabemos e recordamos que andaram pelos caminhos e ruas da aldeia. 

Rua do Carvalhão com calçada de 
cubos de granito 
Hoje em dia, a Rua do Carvalhão está diferente, com boa calçada, alargou a cintura e deixou de ser motivo de algumas máquinas agrícolas serem desviadas pela Rua do Cabeço, como aconteceu com as malhadeiras do pão! 
 Mas há coisas e estórias que nunca vamos esquecer, ficam gravadas na nossa memória colectiva e pessoal. Uma verdade é que a Rua do Carvalhão, continua com pessoas e casas com vida. 


Carvalhão-barreirinha



Rua do Carvalhão no presente
  Nesta rua, que já foi mais curta, em tempos passados e logo no seu início, em frente aos tanques da fonte, existiu um forno de cozer pão. E nas minhas buscas da história da aldeia, encontrei nos registos paroquiais de Malcata, assentos de pessoas que moravam na Rua do Forno, no lugar de Malcata e freguesia de São Barnabé. 
  Voltarei a esta rua com mais coisas e loisas sobre ela.
 

11.7.26

MALCATA E AS EQUIPAS DA BOLA


  O Santo António já acabou!...O São João e o São Pedro também! E estamos a poucos dias das festas de Verão. Não há terra ou lugar que não tenha a sua festa, que não celebre o seu santo ou santa de devoção ou onde as pessoas não escolhem divindades e assim não se zangam uns com os outros. 
  Este ano a temporada das festas de Malcata vai durar uma semana, mais coisa menos coisa. Vai ser uma semana de resistência, de diversão e convívio e só os mais fortes vão aguentar estar em todas as actividades. 
  Quem não se recorda dos jogos de futebol nos dias próximos da festa? 
  Os tempos eram outros, existia nos anos 70 e 80 outra mística e muitos mais jovens que vinham passar as férias à aldeia e em conjunto com os que nela viviam todo o ano, facilmente se formava uma equipa de futebol, mesmo com jogadores suplentes. 
  Nessa altura, já a associação estava em actividade e era convidada para participar em jogos amigáveis com as freguesias vizinhas ou então para jogar uma partida entre solteiros e casados. 
  E sem desprimor para as actuais equipas da ACDM, as equipas de Malcata tinha um conjunto de jogadores muito refinados e até incluía algumas estrelas que jogavam nas equipas distritais da Guarda e do Sabugal. 
  O resultado destes jogos eram importantes e fosse qual fosse, no final dos jogos e depois de umas banhadas de água fria no ribeiro, todos os participantes se reuniam na aldeia para um lanche ajantarado. 
  Nesses tempos, os ídolos chamavam-se Eusébio, Fernando Gomes, Cubilhas, José Henriques, Tibi, Damas, Yazalde, Néné, António Simões, Torres, Carlos Manuel, Pavão, Silvino, Futre, Figo, Rui Costa, Jorge Costa...

10.7.26

MALCATA ESTÁ DIFERENTE


                            
  

  Os anos passam e deixam marcas exteriores e com grandes diferenças. 

 Deixo aqui algumas fotografias que mostram um pouco da história da nossa pequena aldeia e que ilustram as mudanças que ocorreram. 
 

 Carvalhão-Malcata


Posto da Guarda Fiscal de Malcata



              A Fonte - Minimercado

Acesso à Zona Balnear de Malcata




Construção do Edifício de Apoio
à Exploração Pecuária




Capela de São Domingos


  Quem entra em Malcata vindo pela ponte nova ou pela aldeia de Quadrazais, dá logo pelas diferenças. Tanto de um lado como do outro, tudo está diferente. 
ao lado da margem esquerda do Rio Côa e com a serra do lado direito. O rio já deixou de existir porque foi engolido pela albufeira e a serra esteve quase a ter o mesmo fim. Felizmente a indústria da celulose foi derrotada. Não temos rio, mas tenho a casa onde nasci e dela guardo muitas lembranças. 
  A aldeia e a paisagem deixam-me marcas e saudades, pessoas genuínas e fantásticas, paisagens lindas, lugares aprazíveis para descansar...assim vai a aldeia.

8.7.26

MALCATA : PONTO DA SITUAÇÃO

  



   Como está a nossa aldeia?
   A Junta de Freguesia tem nas mãos todo o poder e pode dar-se ao luxo de gerir a freguesia como bem entender e achar melhor. O povo, por duas vezes consecutivas, entregou nas mãos da Junta de Freguesia os destinos da comunidade. Portanto, no fim deste mandato, o terceiro e último presidido por João Vítor,
serão feitas as contas todas. 
 


    Estão a ser desenvolvidos dois projectos estruturais para a freguesia de Malcata:
   Alojamento Local "Malcata Naturalmente";
   Exploração Pecuária nos Baldios da Freguesia -"Cabras Serranas". 
   E as perguntas que faço são estas:
   Está a Junta de Freguesia a avançar em alguma direcção?
   Estão estes dois projectos, importantes para a freguesia, a mudar Malcata?
   Em que ponto da situação se encontram estes dois projectos?
   Tem importância conhecer o pensamento da nossa autarquia, que desde 2021 governa com maioria absoluta, sem qualquer oposição, totalmente livre na tomada de decisões, por isso mesmo, todos os malcatenhos esperam chegar a 2029 orgulhosos do trabalho realizado. O tempo não deixa de passar e quando dermos por ela, estamos mesmo a chegar à meta. E vai ser nesse momento necessário olhar para o caminho que foi percorrido e analisar se valeu ou não a pena. Oxalá as conclusões sejam boas e agradáveis de ler e principalmente de sentir que está melhor a vida dos malcatenhos que vivem na aldeia e se voltámos a ser uma terra onde se recebe bem, onde se cria e come o melhor cabrito, se come o melhor pão caseiro acompanhado com o melhor queijo de cabra. 
   Haja ambição e coragem em explorar o que deve ser explorado.

AL-Malcata Naturalmente

7.7.26

MALCATA FOI NOTÍCIA NO AMIGO DO SABUGAL

Localização do primeiro nicho de 
Nossa Senhora dos Caminhos, em Malcata

  


   Os nichos dedicados a Nossa Senhora dos Caminhos foram um plano da Mocidade Portuguesa Feminina, lançado em 1962, em Portugal. Este nichos existem por todo o país e marcam a história religiosa e a devoção do povo. E na nossa terra, também se alimentou a ideia que a Senhora dos Caminhos abençoava os peregrinos, os caminhantes, os motoristas e todos os que se deslocavam de um lado para o outro. Geralmente, o nicho situava-se à saída/entrada das povoações, junto a uma estrada ou um caminho, com passagem de muitas pessoas.
  Em Malcata, o projecto nasceu e foi conduzido pelas três professoras que lecionavam as crianças na Escola Primária: Dª. Maria do Carmo Corrais, Dª. Isabel Ramos Barroso e Dª.Dulce Borges Alexandrino. Estas professoras tiveram um papel preponderante, reuniram todas as pessoas, crianças e graúdos, organizaram-se e conseguiram angariar todo o dinheiro necessário para pagar a obra.
  
    O primeiro nicho construído na nossa freguesia era uma obra simples e ao mesmo tempo, rara de encontrar igual. E a sua primeira localização era à saída da aldeia e junto à estrada antiga, a uns 20 metros da ponte velha e foi inaugurado em 1968.

    A Senhora dos Caminhos é uma homenagem do povo de Malcata a Nossa Senhora, traduzindo-se, em simultâneo, num pedido de protecção e amparo para todos os que efectuam os mais diversos percursos pelo nosso país e pelo mundo inteiro.
   

   Na verdade, todos nós somos viajantes emprestados a este mundo, e a intercessão divina de Nossa Senhora constitui uma esperança iluminante dos caminhos que decidimos percorrer.
   Actualmente a organização da festa em honra de Nossa Senhora dos Caminhos deixou de se realizar. Aquela que durante muitos anos, constava como uma das festas da paróquia de Malcata, não tendo um culto muito antigo, pois as notícias da sua inauguração são de 1968, logo não é de crer que seja mais antiga que essa data. Consta na aldeia que a última Comissão de Mordomos da última Festa em Honra de Nossa Senhora dos Caminhos de Malcata, é a fiel guardiã dos dinheiros das festas.
Notícia da inauguração
do Nicho da Sra. dos Caminhos de Malcata
no Amigo do Sabugal

   
Nicho Nossa Senhora dos Caminhos
inaugurado a 07-07-1968