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17/10/2025

PIRPES - NEM SABEM O BEM QUE VOS pode dar !

 

O PIRPES - Programa de Incentivos à Recuperação do Património Edificado do Sabugal, é uma iniciativa relevante e importante da Câmara Municipal do Sabugal, que pode interessar às pessoas da nossa aldeia e a todos os malcatenhos, que se estende a todo o concelho do Sabugal.
 
 O PIRPES é um programa da câmara municipal e oferece apoios financeiros e benefícios fiscais para ajudar a recuperação de casas e outras construções no nosso concelho. O objectivo é melhorar as condições de habitação e reabilitar as casas em vez de construírem outras novas.
 Portanto, todos os que estiverem interessados em fazer obras de conservação, obras de alteração ou de reconstrução nos edifícios
(casas ou frações) que tenham sido construídas há pelo menos 30 anos, estejam localizadas no concelho do Sabugal, destinadas a habitação, a estabelecimentos comerciais e de serviços. Um dos objectivos é garantir mais condições de segurança, de conforto, de mais funcionalidade. Importante também que o proprietário mantenha as características das casas tendo em conta a sua localização e o seu enquadramento na área onde está inserida, respeitando sempre as outras habitações à sua volta.
 Que incentivos oferece este programa?
 
 Este programa não se aplica às obras já executadas à data da apresentação da candidatura.
 O apoio está dividido em quatro tipos:
 Programa A: Obras de Conservação e Reabilitação de
             Fachadas, e/ou Coberturas/Telhados.
            
 Programa B: Obras de Conservação e Reabilitação de
            Fachadas e/ou Coberturas/Telhados acompanhados de
            intervenção interior.
 Programa C: Obras de Reabilitação geral do edifício englobando
            intervenção exterior e interior de que resulte a
            modificação da estrutura da estabilidade, da forma
            das fachadas e da forma dos telhados ou coberturas,
            sem aumento da área de construção, da área de
            implantação, da altura da fachada ou do volume da
            edificação existente.
  Programa D: Obras de Reabilitação geral do edifício tipifi-
             cados no Tipo C que, cumulativamente prevejam
             obras de ampliação, fundamentada na necessidade de
             melhorar as condições de habitabilidade e de
             funcionalidade. Estas obras de ampliação recebem
             apoios desde que não excedam 30% da área de cons-
             trução existente e licenciada, ficando o excesso
             excluído do financiamento.
 

  As pessoas interessadas em candidatar-se ao PIRPES
 (Programa de Incentivos à Recuperação do Património
  Edificado do Sabugal), devem ler o documento e aconselhar-se com pessoas tecnicamente qualificadas, com competências na matéria e/ou nos serviços da Câmara Municipal do Sabugal.
  O regulamento entrou em vigor no dia 22 de Setembro de 2025 e pode ser consultado aqui:

            file:///C:/Users/Utilizador/OneDrive/Desktop/Regulamento-do-PIRPES.pdf

 
 O regulamento foi colocado em consulta pública, por um prazo de 15 dias, para os cidadãos enviar sugestões e publicado em Diário da República, edição de 22 de Setembro de 2025, 2ª Série.


Ler aqui: Regulamento PIRPES (https://cm-sabugal.pt/wp-content/uploads/2025/02/DOC_257022.pdf)

                                     Voltarei ao assunto!
                                                                                     
José Nunes Martins

23/02/2025

MALCATA : O QUE É ISTO DE "ARU" ?

 

Área Reabilitação Urbana de Malcata
Limites



   A Câmara Municipal do Sabugal, em ano de eleições autárquicas, prepara-se para exibir três cenouras às pessoas das freguesias de Bendada, Fóios e de Malcata. A estratégia, que até já foi aprovada em reunião do executivo do concelho, é levar as cenouras à Assembleia Municipal, com data marcada para o próximo dia 28 de Fevereiro, portanto estamos muito próximos desse dia. Que se saiba, na freguesia de Malcata ninguém sabe o que se trata, discussão pública nem a própria Assembleia de Freguesia de Malcata sabe de que estou aqui a falar. E se o desconhecimento também incluir o presidente da Junta de Freguesia, aí então está o caldo todo entornado.

   Tive acesso à leitura do documento e aqui estou a partilhar convosco e a minha primeira análise e as minhas primeiras dúvidas sobre a oportunidade e a urgência da estratégia escolhida pelo município, que sabendo da realização das eleições autárquicas, lá para o final de Setembro ou Outubro, vai andar este tempo todo a falar dos planos que foram já aprovados e que vão trazer muitos benefícios às pessoas.


Rua do Canto-Rua da Fonte

                                  


   Quero aqui deixar claro que, eu não sou contra as Áreas de Reabilitação Urbana de Malcata, dos Fóios ou da Bendada. Sou a favor da reabilitação urbana, social e económica da minha aldeia e das outras todas.  
 

Rua de Baixo
Adro da igreja

   

  -Então, mas o que se passa com a freguesia de Malcata? Perguntam vocês e com toda a razão.
   Vou ser claro e rápido, depois noutro dia volto ao assunto com mais tempo.       Ora bem, o que se está a passar na Câmara do Sabugal é que os senhores do executivo, isto é, presidente Vítor Proença, vice-presidente, vereadores do município, aprovaram a Área de Reabilitação Urbana da Freguesia de Malcata, também a dos Fóios e Bendada. O documento vai ser apresentado e votado na próxima Assembleia Municipal, reunião que se vai realizar no próximo dia 28 de Fevereiro de 2025. 

Edital Assembleia Municipal
para 28-02-2025



Piscina 

   Algum dos habitantes da nossa aldeia sabe o que diz essa coisa do ARU? Nesse documento está escrito que os “peritos” percorreram a freguesia de Malcata e tomaram conhecimento da realidade e da necessidade de intervir na reabilitação urbana e baseados nesses estudos, riscaram a área e os limites até onde ela chega, pois, todo o edificado e espaços públicos, irão ficar abrangidos pelos benefícios e obrigações aprovados na tal ARU e respeitando as leis do Estado. Ter uma área definida é legal, é bom. Só que ter uma área urbana, sem a participação da Junta de Freguesia, da Assembleia de Freguesia e sem se discutir em público, é perigoso e pode trazer chatices futuras, incompreensões e recusas em aplicar as medidas que a ARU define como necessárias.
   
                                                                 

Estação Elevatória de Malcata

   No documento que li, em lado nenhum estão definidas as intervenções públicas, nos espaços comuns, nos terrenos de particulares, de concreto a ser feitas, quem as executa e quem as paga. Apenas referências gerais, que fazem parte de qualquer ARU neste país. E aquilo que parece tão simples de fazer, pegar no mapa da freguesia e riscar a vermelho as linhas que não se podem pular, podem transformar-se num pesadelo para algumas pessoas da nossa freguesia, que como donos e proprietários legítimos, podem vir a ser expropriados, ser forçados a vender ou a deixar espaço para servidões e até à obrigação de ser obrigados a fazer obras onde não estavam a pensar fazer. E estas coisas, menos boas, a boazinha câmara municipal, nem se pronuncia nesta ARU. Porque será? Será que, em ano de eleições, há que mostrar que vão fazer o que nunca fizeram? É muito fácil elaborar esta ARU, assim como está, sem mencionar que infraestruturas, equipamentos públicos, espaços verdes e espaços urbanos vão mesmo ser reabilitados. 
                                             

Praça do Rossio

   Quanto dinheiro público vão investir na freguesia? Nós, os particulares e proprietários, sabemos que há benefícios e apoios. E eu sei, que cabe a cada proprietário fazer requerimento à Câmara do que pretende reabilitar. E quem não sabe, aqueles que só acreditam quando lhes dizem o que devem fazer? E se algum proprietário não quiser fazer as obras que a Câmara achar necessárias, ou que não as terminem dentro do prazo, o que vai acontecer? Expropriam e declaram utilidade pública? Depois das obras feitas, quanto tempo têm os proprietários para pagar?
   E vou terminar com mais estas perguntas:
   A Junta de Freguesia levou este documento "ARU" à votação da Assembleia de Freguesia? E o que ficou decidido? 
   Bem, chega de questões e quem arranjar tempo e paciência para ler, pode pesquisar na internet estas palavras: DL nº 307/2009 ....  


https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/decreto-lei/307-2009-483155
                                                                

                                        José Nunes Martins