| Água das Eiras |
Um ponto de encontro para naturais, descendentes e apaixonados pela aldeia de Malcata, terra que moldou as nossas vidas.
| Água das Eiras |
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| A Fonte da Torrinha Julho 2026 (Foto de Luciano Frade) |
A Fonte da Torrinha
perdeu a sua principal função, mas mantém-se presente no mesmo lugar onde foi
construída. Desde 1937, pelas suas bicas saiu água de graça, oferecida e nunca
negada a ninguém que dela necessitasse.
Com 89 anos de vida, foi acumulando
algumas maleitas e algumas vezes sofreu abandono, falta de limpeza, mina por
cuidar e claro, passou vergonhas imerecidas. E nos dias de mais calor, nestes
últimos tempos, costuma aparecer por lá uma placa branca com umas letras a
vermelho:
ÁGUA IMPRÓPRIA PARA CONSUMO
A mensagem faz
doer e reflectir. Se a água é para consumo humano, então porque às vezes lá
colocam esta mensagem? Estão a
enviar-nos um aviso, uma mensagem, para ter cuidado ao beber da água que as
bicas oferecem, pode causar desarranjos ao nosso corpo. Também estão a querer
dizer que periodicamente procedem à recolha de pequenas quantidades de água
para ser analisadas num laboratório credenciado. Também vemos que, apesar da água
ser clara e cristalina, fresca e agradável de beber, isso não significa que se
encontra própria para consumo humano. É precisamente por estas razões, ainda
não conhecidas, que nos avisam para ter cuidado e nos estão a dizer que a água não
está cuidada, algo estranho entrou em contacto com a água e vão aparecendo
alguns sintomas de má disposição, febre, vómitos, diarreias e que como é
costume, chamam-lhe “uma virose”, com o tempo vai passar. Será mesmo e só um
aviso de alerta ou poderá haver mais que não sabemos? Dá a sensação que poderá existir mais
qualquer coisa que não nos informa aquela placa: é um aviso para levar muito a sério. Disso não tenho qualquer dúvida. E se eu não respeitar aquilo que a placa me está a dizer, se for atacado pela tal “virose”, a responsabilidade é minha e só minha. Claro, tenho de aceitar que eu desrespeitei o aviso. Mas, eu vou aqui reflectir um pouco sobre o aviso: colocar o aviso é um trabalho rápido e fácil de executar. Qualquer pessoa com duas mãos, chave de fendas e parafusos consegue afixar a maldita placa. Mais complicado e mais demorado é verificar onde possa estar a origem do problema, que originou a contaminação da água, que fez com que a água jorrasse em menor quantidade e como recuperar a qualidade da água. Limpar uma mina é um trabalho difícil e não é para qualquer pessoa, por muita vontade que mostre e afirme que sabe fazer bem uma limpeza como deve ser. Sabemos que não é bem assim e que há trabalhos, que só gente com conhecimento e experiência, auxiliado por maquinaria e capacidade técnica podem ser levados a cabo.
Costumamos dizer, em linguagem popular,
que “cada macaco no seu galho”.
Eu, sem conhecimento e sem capacidade
técnica, mesmo que me sentisse com vontade de limpar a mina, escavar terra à
procura de rupturas ou outras coisas estranhas que possam ter causado a falta
de água na Fonte da Torrinha, ficava quieto e dedicava o tempo a buscar ajuda
aos “macacos” que sabem como fazer para resolver a falta de água nas bicas da
fonte.
NOTA IMPORTANTE:
Não entendas estas palavras como “deita abaixo”,
mas apenas como uma reflexão minha sobre a importância da água, das fontes, da
gestão da coisa pública e ao mesmo tempo recordar alguns factos já ocorridos e
que quando acontece algo inesperado e causador de desconforto e preocupação,
estas palavras sirvam de chamada de atenção e alerta, provoquem diálogos e
interesse na melhoria da vida comunitária. Os tempos de agora são diferentes, a
informação vai e chega rapidamente.
Espero que já esteja encontrada a causa
ou causas que originaram a falta de água. Só quem não faz nada não sofre
acidentes ou causa acidentes que não imaginava ser possível acontecer e não era
intenção acontecer naquele sítio, aquela hora e a fazer trabalhos florestais.
Oxalá as diligências e os trabalhos
efectuados tenham resolvido a situação.
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| Sempre a dar água |
Durante muitos anos, a água que chegava à aldeia não dependia de empresas concessionárias. Vinha directamente da nascente, conduzida por canalização construída pelos próprios habitantes da freguesia e mantida pela Junta de Freguesia.
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| Trabalho voluntário |
Água um recurso cada vez mais caro
A chuva, o vento forte estão a
fazer estragos por todo o país. Mais uma vez a natureza mostra o seu poder e coloca-nos
a todos em alerta constante.
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| Reservatório de água |
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| EDITAL a informação responsável que a junta de freguesia deve privilegiar |
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| 2ªcolheita-Tasca do Manel |
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| Andam tão atarefados na câmara que nem publicam o que devem! ++++++++++++ +++++++ +++ E agora Malcata? Continuem atentos. |
| Águas que vão dar à albufeira chorai... |
A análise à
qualidade da água que abastece a freguesia de Malcata foi feita no dia 2 de
Setembro. Posteriormente, a 7 de Setembro à noite, a freguesia de Malcata,
através de informação publicada nas páginas da Junta de Freguesia, é informada
da contaminação da água, limitando-se o executivo a publicitar cópia do aviso
que tinha recebido da entidade gestora da água, a APAL-SIM.
Eu mesmo, procurei reunir informação
credível para divulgar através das redes sociais e também do blog www.aldeiademalcata.blogspot.com,
enviando mails, apresentando
pedidos de esclarecimento, reclamando na própria APAL-SIM e na página A MINHA
RUA. E o que tenho para dizer sobre a contaminação da água da rede de
abastecimento público à aldeia de Malcata é… apenas e só as palavras de um
residente a informar que
“há água nas torneiras”!
A situação em Malcata é grave e séria
e as entidades não revelam publicamente os problemas que têm nas mãos. Tanto a
junta de freguesia e a maior parte dos residentes da nossa aldeia, desvalorizam
e ignoram os reais riscos que, desde meados de Julho estão as pessoas sujeitas
apenas por ingerir água da rede pública.
Estamos perante um problema de saúde
pública.
Também a junta de freguesia devia
estar preocupada com a outra água que se consome na freguesia e que provém de
minas públicas, de poços particulares, alguns abertos no quintal, sem qualquer análise
de laboratório credenciado.
Tudo isto é assunto sério e deve ser
tratado como tal. A junta de freguesia tem de pressionar ainda mais a empresa
responsável pelo controlo da qualidade da água às pessoas. É um líquido que é
pago e bem pago todos os meses.
A apatia das autoridades de saúde e o
desinteresse dos moradores, muitos já de idade avançada e sem voz forte e
esclarecida dos riscos a que estão expostos, estão a contribuir para uma
situação insustentável e perigosa.
Há que abrir as gargantas e agitar as
águas que circulam em Malcata. E na freguesia não devem faltar poços ilegais,
sem controlo de qualidade da água, fossas a receber as águas sujas das
habitações, esgotos da aldeia que se misturam com água da barragem e depois
bombeados para a Estação de Tratamento.
Se isto fosse um conto passado na
aldeia, não me sentiria tão preocupado. Não sendo um conto, estou preocupado e
muito.
Lembram-se daquilo
que aconteceu em relação ao abastecimento de água pública à nossa freguesia? Sem dúvida que a aldeia, em franca expansão e
desenvolvimento naqueles anos, tinha absoluta necessidade de água. Até então o
fornecimento era feito pela fonte da Torrinha, onde iam buscar a água de que precisavam
e quem tinha poço junto à casa, era aí que se abastecia, pois, a água
consideravam-na boa. Depois de alguma hesitação, quando apresentaram a
possibilidade de o abastecimento de água passar a vir da barragem, optou-se
pela captação através de furo próprio, ao Vazão. E resolveram o problema para
alguns anos.
Como já referi, não vou contar toda a história. Mas,
acredito, muita gente haverá que gostará de conhecer esta “história” e que
ainda não conhece. É que não foi pacífica esta decisão. O fornecimento de boa
água era o objecto que mais preocupava a junta de freguesia. E o poço foi
aberto, as condutas foram instaladas do poço até ao depósito da Rasa.
Cada vez que se aproxima o tempo de mais calor
do Verão, vem com ele as questões que todos os anos se dão entre os moradores
na aldeia, motivadas pela falta de água nas torneiras. A todos custa ver-se sem
gota vendo se por isso obrigados a recorrer outra vez à água da fonte.
Há muitos anos
se dão na nossa aldeia estes factos, sem que até hoje as diversas juntas de
freguesia encarassem a sério esta questão da falta de água.
Ora, neste último mandato, finalmente, a junta
de freguesia decidiu olhar para o problema e enfrentá-lo de frente. A Câmara
Municipal ajudou e muito ao decidir o ajuste directo da construção da nova
adutora de abastecimento de água pública à nossa aldeia, que se resume á
ligação desta nova adutora à rede de abastecimento do concelho, fazendo a sua
derivação e ligação ali junto ao entroncamento da EN233 e a EM que nos
transporta até Malcata.
A obra está terminada e aguarda
a ligação do contador para ser colocada em funcionamento.
Neste momento alguma coisa está a
falhar. Ou talvez esteja tudo bem, porque desde a noite de 7 de Setembro que nas
torneiras não sai gota e nada acontece!
Sigam por aqui:
https://apal-sim.pt/qualidade-da-agua-sabugal/
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| Sinalização de ocorrência em Malcata |
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| Análises de rotina em Malcata |
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| Esquema do circuito da água na rede (APAL-SIM) |
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| Em Malcata tudo é normal mesmo quando faz mal |
A situação foi agora dada a conhecer. Para além da
informação através de aviso, a APAL-SIM e as autarquias que acções estão a
desencadear? Os residentes na freguesia de Malcata já foram contactados por
alguma equipa da APAL-SIM ou da junta de freguesia/câmara do Sabugal? Já alguém
acompanhou a situação e prestou esclarecimentos às pessoas afectadas?
Pela informação conhecida, parece que
tudo se resume à publicação e afixação do aviso que a APAL-SIM enviou para a
junta de freguesia! A pergunta que aqui vos deixo para pensarmos é esta: a
empresa todos os meses tem enviado a factura com o valor em débito à empresa?
Se a resposta for positiva, não há desculpa para não terem já sido contactados!
É certo que a APAL-SIM está a resolver
a situação. E informar os seus clientes dos procedimentos que devem ter em
consideração? Estou a pensar na água que ainda está presente nos tubos das
casas, por exemplo! Abrir as torneiras para permitir a saída da água
contaminada não será uma boa medida a lembrar? Mesmo depois de reposto o abastecimento
da água na rede pública, penso que por motivos de segurança sanitária,
descarregar a água durante alguns minutos, ajudaria a limpar as águas que antes
estavam contaminadas.
E já agora, era bom que a APAL-SIM
pensasse em medidas a aplicar aos consumidores da freguesia, nomeadamente o
cancelamento da factura relativa ao consumo de dois ou três meses e as despesas
que possam ter pagado para cuidar da sua saúde. Seria uma forma de minimizar os
prejuízos e os dias que não podem consumir água da rede pública.
Por último, quando a restrição for
levantada, que os consumidores sejam o mais
rápido possível.
Depois disto tudo escrito saltou-me esta dúvida: desde Julho que algumas pessoas de Malcata se queixam de má disposição intestinal, diarreias, vómitos, etc., etc., e com a sensação que foi causado pela ingestão da água da rede pública da freguesia. Quem fez queixa á junta de freguesia ou à empresa APAL-SIM, às autoridades de saúde...? Foi oralmente ou escreveram e assinaram?
Como remate final, que medidas e
procedimentos estão a ser realizados na freguesia,
sob orientação da Unidade Local de Saúde do Sabugal, em colaboração com a junta
de freguesia e a APAL-SIM ?
A água é um dos recursos naturais mais valorizados e cujo valor é incalculável. As pessoas conseguem viver alguns dias sem energia eléctrica, ao contrário dos automóveis movidos a baterias carregadas à electricidade, que ficam parados depois de percorrer umas centenas de quilómetros. E isto explica-se porque as pessoas não estão ligadas a uma fonte de energia eléctrica, mas se não houver água durante uns tempos, o cenário é bem pior, é que não existem maneiras de nos mantermos vivos e saudáveis.
A água tem mais valor do que muitas outras coisas.
![]() Não está nada a sair, mas há vestígios da enxurrada de águas sujas. |
A obra parece estar
terminada. Mas a freguesia de Malcata ainda não sabe se já está em
funcionamento. Falta informação sobre o estado da obra, não se sabe quando é
que o abastecimento da nova ligação vai começar a funcionar.
O contrato de execução da obra foi
assinado em 20 de Maio de 2024. Os trabalhos começaram no dia 8 de Junho de
2024 e havia um prazo de execução de 240 dias, mais ou menos 8 meses. Depois de ultrapassado o diferendo com alguns
proprietários, que somente defenderam os seus direitos, o que está agora em
falta?
Qual é o estado actual da adutora de
Malcata?
Quando é que estão previstos os testes
da ligação ao sistema público?
Eu e muitos malcatenhos gostaríamos de
saber se existe já uma estimativa concreta para a ligação. Penso ser uma
questão de grande interesse e importância para toda a Freguesia de Malcata. E
não pensem que faço estas perguntas com a intenção de meter o nariz em tudo.
Sou um cidadão que nasceu em Malcata e interesso-me pelo bem-estar de todos os
residentes na nossa aldeia. Ah! Mais uma nota pessoal: não sou jornalista!
| Barroca da Fonte Velha |
APAL-SIM – Águas Públicas em Altitude
(Empresa que agora é responsável pelas Redes de Abastecimento de Água ao
Concelho do Sabugal)
Foram detetadas tentativas de fraude
por parte de indivíduos que se fazem passar por colaboradores dos APAL-SIM –
Água Públicas em Altitude serviços para
agendar falsas colheitas de água em residências.
APAL-SIM – Água Públicas em Altitude, INFORMAM QUE:
" não agendam visitas sem aviso prévio
pelos canais oficiais (telefone oficial, email institucional ou carta);
- Nenhum colaborador está autorizado a entrar nas residências sem identificação
visível e motivo justificado;
Avisam-se as pessoas para :
Ter cuidado com qualquer contacto suspeito e em caso de dúvida, não forneça
qualquer informação e contacte de imediato 271 232 740 ou email
geral@apal-sim.pt.
QUEM AVISA...AMIGO É !
Saber mais aqui:
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| Barragem do Sabugal (Foto do Jornal do Fundão) BARRAGEM DO SABUGALHÁ 25 ANOS INAUGURADA POR ANTÓNIO GUTERRES |
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| Notícia de 1ªPágina no jornal "AMIGO DO SABUGAL" |
A construção da barragem do Sabugal foi lançada num concurso internacional em 1995. Malcata, foi das freguesias do concelho do Sabugal, a mais sacrificada, tendo-lhe sido "retirados" muitos terrenos, havendo quem afirmasse que por causa da construção da barragem, a freguesia deixou ir os melhores "chãos" agrícolas, os melhores lameiros, moinhos de água, etc. .
Cortar a fita, no dia 1 de Março de 2000, foi o trabalho mais fácil e mais aplaudido por quem rodeava as entidades governativas. O primeiro enchimento só foi concluído em 2001. Começaram com as obras da construção do túnel de transvase e a água foi mantida bem longe da zona da obra. Só em 2007, sete anos após a sua inauguração, foi concluído o segundo enchimento.
Deixo aqui o vídeo da RTP sobre a inauguração:
https://arquivos.rtp.pt/conteudos/inauguracao-da-barragem-do-sabugal/
| Há que fazer alguma coisa para a água vir à tona |
A
forma de utilizarmos a água na nossa aldeia vai ter que mudar e deve ser uma
das prioridades da autarquia melhorar o abastecimento de água para consumo
humano à nossa freguesia, bem como a sua utilização na agricultura e nos
espaços verdes da freguesia.
Na nossa aldeia estamos acostumados à
abundância deste recurso natural, mesmo durante os meses de mais calor não tem
havido constrangimentos para ninguém.
Mas os tempos são outros e o clima
está a mudar. No que diz respeito à água para consumo humano, é do conhecimento
de todos que os bombeiros voluntários têm transportado a água num camião-cisterna
para encher o reservatório de água para a rede de abastecimento público
da nossa terra. Houve já necessidade de efectuar esse reforço duas vezes por
semana. As causas da escassez da água estão relacionadas com as altas
temperaturas e a falta de chuva que estão a secar as nascentes naturais.
Na nossa freguesia há falta de planos
para reaproveitar a água, para armazenar os milhões de litros que saem nas duas
bicas da fonte, deixando fugir a água ruas abaixo. Podem dizer que não tem
havido desperdício, que a água vai acabar por chegar à albufeira. Eu pergunto
aos malcatenhos porque deixamos a água correr para a barragem em vez de a
armazenarmos em reservatórios para futura utilização pela freguesia, pelos que
necessitam dela para as regas?
Já bastou a obra da barragem do
Sabugal que sem dó nem piedade nos deixaram sem rio Côa!
Não há nada que nos pague esse bem e
esse recurso, como era o rio e as terras que o acompanhavam. Lembrem-se que na
nossa região só existe água doce e investimentos para aproveitar a água do mar
está fora de questão. Ora isso dá-nos argumentos para olharmos para a água que até
é natural, de nascentes e também merecemos ajudas financeiras para manter
este recurso tão importante.
Estes dias li que o concelho do
Sabugal fazia parte dos municípios que mais desperdiçava água nas redes de
abastecimento público. Os números estão escritos num relatório da entidade que
regula a água em Portugal. Chama-se ERSAR e neste documento relatório da ERSAR ficamos a saber que o concelho do
Sabugal desperdiçava, em 2022, 70,2% da água. Trata-se de água que existe e que
não chega ao consumidor e por diversas razões: rupturas, avarias e desvios. Ora
se há dois anos mais de metade da água era desaproveitada, logo não rendia um
cêntimo, diz-nos que há muito trabalho a realizar.
Então como será o futuro da água em
Malcata?
Será que a APAL-SIM (Águas Públicas em
Altitude – Serviços Intermunicipalizados) vai resolver os problemas no concelho
do Sabugal?
Deixar de fazer alguma coisa não é
opção! Pagar e continuar a pagar a água que se utiliza na rega? É uma
possibilidade e sabemos que quem rega com a água dos tanques da Fonte da
Torrinha, paga-se uma taxa por cada vez que se esvazia o tanque grande. E está
certo que assim seja, pois eu não acredito que haja alguém que se recuse a
pagar. Com certeza que na nossa freguesia não vamos brincar aos transvases para
outras terras. Por curiosidade, li que os agricultores da Cova da Beira, que
regam com a água da barragem do Sabugal, vão este ano pagar mais caro a água
para rega! E em Fevereiro houve escaramuças e tubos cortados por
desentendimentos por causa da água.
Deixo aqui um alerta: olhem para as
vossas próximas facturas da água e vejam o volume de água consumido e leiam
também a segunda página. Digam o que viram e o que pensam.
Obrigado
| De 1937-2024 sem parar de deitar água |
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| Ler a factura da água segundo a Deco |
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| Trabalhos na nascente em Malcata |
Saiba mais sobre a nova entidade das águas e saneamento:
https://capeiaarraiana.pt/2024/02/19/sabugal-integra-sistema-intermunicipal-de-gestao-da-agua/
MALCATA: ESTÁ DIFÍCIL GOSTAR DISTO!
Pensava eu que a Câmara Municipal do Sabugal
já se preocupava mais com a sua população e a sua qualidade de vida. Mudou o
executivo, mudou o deliberativo e não mudaram os empreiteiros que nos vão
fazendo sofrer cada vez que executam obras públicas nas freguesias do concelho
do Sabugal. Eu até desculpava e compreendia que assim se continuasse a fazer as
coisas como até aqui. O problema é os acidentes inesperados, que podem surpreender
toda a gente, até os senhores empresários que dão trabalho a muitas pessoas e
assim, não precisam de abalar para fora do concelho do Sabugal a fim de ganhar
a vida.
Será que a Câmara Municipal não tem
nos seus quadros de pessoal as pessoas que fiscalizam as obras, mesmo que sejam
empreitadas pagas pela Câmara? Há ou não regras obrigatórias que devem ser
implementadas pelas empresas que executam as ditas obras públicas? Para que
escrevem os Cadernos de Encargos, os Planos de Segurança, Saúde e Higiene e até
a obrigação de afixar, em local visível, o Aviso referente à obra em causa com
a informação do dono da obra, valor que vai custar, prazo de execução, empresa
responsável dos trabalhos, etc.?
É para mim uma autêntica falta de
respeito aquilo que se está a passar na nossa freguesia. E as imagens que se
seguem, levam-me a perguntar por que razão a Câmara Municipal não se preocupa
com o bem-estar da nossa população e nem sequer pensa nas pessoas que nos
visitam. Então ocorreu um inesperado colapso de um colector de
saneamento na Rua Vale da Fonte e não se tomaram as medidas necessárias para
avisar as pessoas que era perigoso passar ou circular por essa rua? As obras de
restauro do colector estão a decorrer durante o horário normal de trabalho. O
colector está situado quase no eixo da via, com terra, lama e água a envolver a
área, andando as máquinas e trabalhadores atarefados em realizar bem os
trabalhos. Tudo isto parece normal e sabemos todos que uma obra traz sempre
transtornos a quem por elas tem de passar. O que já não é normal é a ausência
de sinalização das obras e dos constrangimentos que provocam. Pior e mais grave
é quando a rua tem dois sentidos e em nenhum deles existem avisos ou sinais de
obras. Na nossa aldeia ouvi estes dias alguns desabafos e houve até quem fosse
falar com os senhores da Câmara e lhes chamasse à atenção para o que estava a
ocorrer na tal rua do colector de saneamento.
Há quatro anos também ocorreu ali uma
inesperada obra, por sinal, por causa do tal colector e dos tubos que não
tiveram capacidade para aguentar tanta água, lixo e areia. Vi abrir uma vala e
andaram a mexer nos canos e a fazer obras à volta do colector, com reposição de
materiais ao seu redor e colocação da calçada. Desconheço o valor pago por
esses trabalhos de há quatro anos, mas sei que vão ser pagos 16.000 euros pelas
que agora estão a executar.
| Alerta enviado em 2020 |
| Imagem da documentação da CMS |