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18/01/2026

QUALIDADE DA ÁGUA EM MALCATA

    ´

      ÁGUA DA FREGUESIA NÃO É TOTOLOTO!
              Pode estar em risco
                  a saúde pública.
                
 


Reservatório de água


 As pessoas que residem permanentemente na nossa aldeia, devem mostrar maior interesse e preocupação pelo que vai acontecendo na freguesia, por exemplo, sobre a água da rede pública que abastece a aldeia.

 A água nem sempre se encontra nas melhores condições de ser consumida pelas pessoas e animais. O ano passado ficou marcado pelo corte da água da rede. A presença de coliformes e outras bactérias associadas, puseram em risco a saúde dos consumidores. A empresa que faz a gestão da rede de abastecimento viu-se forçada a difundir um aviso a proibir o consumo de água da rede, nem mesmo fervida, devia ser utilizada para confeccionar alimentos! As queixas foram aparecendo e algumas pessoas manifestaram publicamente os problemas por que estavam a passar ou passaram e nunca os associaram à água da rede pública. Foram precisos vários dias e duas análises para ser reposta a água nos canos da rede pública. Felizmente que a Junta de Freguesia se preocupou com a situação e tudo fez para resolver favoravelmente a situação. Foram dias difíceis e de grande preocupação para todos. Agora que a água já corre na rede há quatro meses, alguém já quis saber sobre a qualidade da água que agora está a consumir? A APAL-SIM, empresa responsável pelas redes de água pública no concelho do Sabugal, tem no seu calendário anual, a obrigatoriedade de efectuar recolhas de amostra da água e enviar para análises trimestralmente e deve publicar os resultados obtidos e caso necessário, agir em conformidade. Ora como o quarto trimestre já passou, já os consumidores deviam ter acesso aos resultados das análises que fizeram. Visitei o site da APAL-SIM e a Zona de Abastecimento de Água na nossa freguesia não consta o último trimestre de 2025, o trimestre posterior ao período da contaminação. E já se
deviam conhecer as análises que incluem os últimos três meses do ano passado! A ausência de informação deve deixar as pessoas da nossa freguesia em alerta, pois é importante conhecer as análises á água da rede.
 Já agora, quem sabe a proveniência da água que abastece actualmente a nossa aldeia? Eu lembro que, em Setembro de 2025, foi afirmado e confirmado por escrito, que a nova adutora (conduta) de abastecimento de água até ao reservatório da Rasa, estaria para muito breve, estava somente à espera da chegada e respectiva montagem do contador da entrada de água no reservatório! De Setembro de 2025 ao dia de hoje, passaram mais de 90 dias.
Qual é o Local de Abastecimento da água da rede pública que se consome na freguesia de Malcata?
 É dever, do poder local e da APAL-SIM, prestar esclarecimentos aos cidadãos.
 Nota: ainda não está disponível o resultado das análises da água da rede pública, da Zona de abastecimento de Malcata, relativa ao quarto trimestre de 2025. E é preocupante verificar que o quarto trimestre do ano de 2025 se seguir o caminho dos anteriores boletins de análises de 2024, só estarão visíveis e para consulta no Site da APAL-SIM em Março de 2026... digamos que é tarde demais para a divulgação dos resultados dos meses de Outubro, Novembro e Dezembro!
 

17/09/2025

HÁ ÁGUA POTÁVEL EM MALCATA

 

EDITAL a informação responsável que a junta de freguesia deve privilegiar





OS PONTOS DE RECOLHA DE AMOSTRAS DE ÁGUA
PARA  contra ANÁLISE LABORATORIAL:
                                                                           1ªcolheita-Bregas Bar


2ªcolheita-Tasca do Manel


A Câmara Municipal, até ao fim do dia de 16-09-2025
não tinha divulgado qualquer documento em relação
à água em Malcata:

Andam tão atarefados na câmara 
que nem publicam o que devem!

++++++++++++
+++++++
+++

E agora Malcata?
Continuem atentos.









15/09/2025

UM CONTO QUE VOS CONTO PARA PENSAR

 

Águas que vão dar à albufeira chorai...

   A análise à qualidade da água que abastece a freguesia de Malcata foi feita no dia 2 de Setembro. Posteriormente, a 7 de Setembro à noite, a freguesia de Malcata, através de informação publicada nas páginas da Junta de Freguesia, é informada da contaminação da água, limitando-se o executivo a publicitar cópia do aviso que tinha recebido da entidade gestora da água, a APAL-SIM.
   Eu mesmo, procurei reunir informação credível para divulgar através das redes sociais e também do blog www.aldeiademalcata.blogspot.com, enviando mails, apresentando
pedidos de esclarecimento, reclamando na própria APAL-SIM e na página A MINHA RUA. E o que tenho para dizer sobre a contaminação da água da rede de abastecimento público à aldeia de Malcata é… apenas e só as palavras de um residente a informar que
“há água nas torneiras”!

  
   A situação em Malcata é grave e séria e as entidades não revelam publicamente os problemas que têm nas mãos. Tanto a junta de freguesia e a maior parte dos residentes da nossa aldeia, desvalorizam e ignoram os reais riscos que, desde meados de Julho estão as pessoas sujeitas apenas por ingerir água da rede pública.
   Estamos perante um problema de saúde pública.
   Também a junta de freguesia devia estar preocupada com a outra água que se consome na freguesia e que provém de minas públicas, de poços particulares, alguns abertos no quintal, sem qualquer análise de laboratório credenciado.
   Tudo isto é assunto sério e deve ser tratado como tal. A junta de freguesia tem de pressionar ainda mais a empresa responsável pelo controlo da qualidade da água às pessoas. É um líquido que é pago e bem pago todos os meses.
   A apatia das autoridades de saúde e o desinteresse dos moradores, muitos já de idade avançada e sem voz forte e esclarecida dos riscos a que estão expostos, estão a contribuir para uma situação insustentável e perigosa.
   Há que abrir as gargantas e agitar as águas que circulam em Malcata. E na freguesia não devem faltar poços ilegais, sem controlo de qualidade da água, fossas a receber as águas sujas das habitações, esgotos da aldeia que se misturam com água da barragem e depois bombeados para a Estação de Tratamento.
   Se isto fosse um conto passado na aldeia, não me sentiria tão preocupado. Não sendo um conto, estou preocupado e muito.

                                        José Nunes Martins

MALCATA: MAS QUE GRANDE SECA!

 


   Lembram-se daquilo que aconteceu em relação ao abastecimento de água pública à nossa freguesia?  Sem dúvida que a aldeia, em franca expansão e desenvolvimento naqueles anos, tinha absoluta necessidade de água. Até então o fornecimento era feito pela fonte da Torrinha, onde iam buscar a água de que precisavam e quem tinha poço junto à casa, era aí que se abastecia, pois, a água consideravam-na boa. Depois de alguma hesitação, quando apresentaram a possibilidade de o abastecimento de água passar a vir da barragem, optou-se pela captação através de furo próprio, ao Vazão. E resolveram o problema para alguns anos.

   Como já referi, não vou contar toda a história. Mas, acredito, muita gente haverá que gostará de conhecer esta “história” e que ainda não conhece. É que não foi pacífica esta decisão. O fornecimento de boa água era o objecto que mais preocupava a junta de freguesia. E o poço foi aberto, as condutas foram instaladas do poço até ao depósito da Rasa.
    Cada vez que se aproxima o tempo de mais calor do Verão, vem com ele as questões que todos os anos se dão entre os moradores na aldeia, motivadas pela falta de água nas torneiras. A todos custa ver-se sem gota vendo se por isso obrigados a recorrer outra vez à água da fonte.

   Há muitos anos se dão na nossa aldeia estes factos, sem que até hoje as diversas juntas de freguesia encarassem a sério esta questão da falta de água.

    Ora, neste último mandato, finalmente, a junta de freguesia decidiu olhar para o problema e enfrentá-lo de frente. A Câmara Municipal ajudou e muito ao decidir o ajuste directo da construção da nova adutora de abastecimento de água pública à nossa aldeia, que se resume á ligação desta nova adutora à rede de abastecimento do concelho, fazendo a sua derivação e ligação ali junto ao entroncamento da EN233 e a EM que nos transporta até Malcata.

      A obra está terminada e aguarda a ligação do contador para ser colocada em funcionamento.
     Neste momento alguma coisa está a falhar. Ou talvez esteja tudo bem, porque desde a noite de 7 de Setembro que nas torneiras não sai gota e nada acontece! 
     Sigam por aqui:

      https://apal-sim.pt/qualidade-da-agua-sabugal/



13/09/2025

QUANTOS DIAS ESTÃO SEM ÁGUA EM MALCATA?

   

    Será que a população da freguesia continua sem água nas torneiras?
    A água da rede pública foi considerada imprópria para consumo nas análises realizadas no passado dia 2 de Setembro. A APAL-SIM, entidade que gere os serviços municipais de abastecimento de água ao concelho do Sabugal, que se saiba, limitou-se a difundir um aviso à população. Quantos dias andou a aldeia a beber água contaminada? Há ou não pessoas que foram apanhadas pelas bactérias de e. coli e coliformes encontrados na água e daí andarem com problemas de saúde? Depois do aviso à população feito no dia 7 de Setembro, informaram-me que a junta de freguesia meteu os pés ao caminho e procurou encontrar alternativas de abastecimento de água potável para a freguesia. Nem a realização de novas análises e nem a sugestão de menorizar o problema da falta de água, através do recurso a cisterna, conseguiram colocar no terreno. Há um pedido às entidades responsáveis pela distribuição da água para que sejam céleres nas contra-análises e na divulgação dos resultados à população.    Eu próprio, no meu papel de cidadão, já enviei pedidos de esclarecimentos à APAL-SIM e à Câmara Municipal do Sabugal, mas até este momento também não obtive qualquer informação. Por agora, o que eu sei, tem sido através das redes sociais e das respostas às minhas perguntas feitas à junta de freguesia de Malcata e que tem merecido respostas. Esta é uma história que ainda não está terminada.

   
Sinalização de ocorrência em Malcata


A situação exige respostas urgentes de todas as entidades e autoridades. Até hoje, estamos sem saber onde foram realizadas as colheitas, em que ponto da rede e se foi encontrado alguma anomalia estrutural na rede pública, designadamente rupturas ou infiltrações de águas sujas. Também não se divulgam as acções que até agora foram levadas a cabo pelas diversas entidades públicas, incluindo as sanitárias. E para além da informação, que é importante, como tem sido garantido o abastecimento de água potável ao lar da freguesia, instituição especialmente prioritária pelos idosos que cuida. 
   Já passámos o tempo de a freguesia ser abastecida pela água das fontes. Foram úteis durante muitos anos, mas como sabemos, esse bem comum que é a água, hoje está contaminada. Durante muitos anos, a fonte das bicas à Torrinha matou a sede a Malcata. Agora, que a nova conduta está terminada,
chegamos a uma triste realidade de ficar sem gota de água potável porque falta o contador da água. 
   
   
Análises de rotina em Malcata



Esquema do circuito da água na rede
(APAL-SIM)



10/09/2025

MALCATA SEM ÁGUA POTÁVEL NAS TORNEIRAS

  

Em Malcata tudo é normal
mesmo quando faz mal

   A situação foi agora dada a conhecer. Para além da informação através de aviso, a APAL-SIM e as autarquias que acções estão a desencadear? Os residentes na freguesia de Malcata já foram contactados por alguma equipa da APAL-SIM ou da junta de freguesia/câmara do Sabugal? Já alguém acompanhou a situação e prestou esclarecimentos às pessoas afectadas?
   Pela informação conhecida, parece que tudo se resume à publicação e afixação do aviso que a APAL-SIM enviou para a junta de freguesia! A pergunta que aqui vos deixo para pensarmos é esta: a empresa todos os meses tem enviado a factura com o valor em débito à empresa? Se a resposta for positiva, não há desculpa para não terem já sido contactados!
   É certo que a APAL-SIM está a resolver a situação. E informar os seus clientes dos procedimentos que devem ter em consideração? Estou a pensar na água que ainda está presente nos tubos das casas, por exemplo! Abrir as torneiras para permitir a saída da água contaminada não será uma boa medida a lembrar? Mesmo depois de reposto o abastecimento da água na rede pública, penso que por motivos de segurança sanitária, descarregar a água durante alguns minutos, ajudaria a limpar as águas que antes estavam contaminadas.
   E já agora, era bom que a APAL-SIM pensasse em medidas a aplicar aos consumidores da freguesia, nomeadamente o cancelamento da factura relativa ao consumo de dois ou três meses e as despesas que possam ter pagado para cuidar da sua saúde. Seria uma forma de minimizar os prejuízos e os dias que não podem consumir água da rede pública.
   Por último, quando a restrição for levantada, que os consumidores sejam o mais
rápido possível.
    Depois disto tudo escrito saltou-me esta dúvida: desde Julho que algumas pessoas de Malcata se queixam de má disposição intestinal, diarreias, vómitos, etc., etc., e com a sensação que foi causado pela ingestão da água da rede pública da freguesia. Quem fez queixa á junta de freguesia ou à empresa APAL-SIM, às autoridades de saúde...? Foi oralmente ou escreveram e assinaram?
   Como remate final, que medidas e procedimentos estão a ser realizados na freguesia,
sob orientação da Unidade Local de Saúde do Sabugal, em colaboração com a junta de freguesia e a APAL-SIM ?
   A água é um dos recursos naturais mais valorizados e cujo valor é incalculável. As pessoas conseguem viver alguns dias sem energia eléctrica, ao contrário dos automóveis movidos a baterias carregadas à electricidade, que ficam parados depois de percorrer umas centenas de quilómetros. E isto explica-se porque as pessoas não estão ligadas a uma fonte de energia eléctrica, mas se não houver água durante uns tempos, o cenário é bem pior, é que não existem maneiras de nos mantermos vivos e saudáveis. 
   A água tem mais valor do que muitas outras coisas.




                                     


Não está nada a sair, mas há vestígios
da enxurrada de águas sujas. 



                                                                Trancas à porta, quanto menos se souber 
                                                                       mais descansado se dorme!


                                      

17/07/2025

QUANDO LIGAM A NOVA ADUTORA DE MALCATA?

   A obra parece estar terminada. Mas a freguesia de Malcata ainda não sabe se já está em funcionamento. Falta informação sobre o estado da obra, não se sabe quando é que o abastecimento da nova ligação vai começar a funcionar.
   O contrato de execução da obra foi assinado em 20 de Maio de 2024. Os trabalhos começaram no dia 8 de Junho de 2024 e havia um prazo de execução de 240 dias, mais ou menos 8 meses.  Depois de ultrapassado o diferendo com alguns proprietários, que somente defenderam os seus direitos, o que está agora em falta?
   Qual é o estado actual da adutora de Malcata?
   Quando é que estão previstos os testes da ligação ao sistema público?
   Eu e muitos malcatenhos gostaríamos de saber se existe já uma estimativa concreta para a ligação. Penso ser uma questão de grande interesse e importância para toda a Freguesia de Malcata. E não pensem que faço estas perguntas com a intenção de meter o nariz em tudo. Sou um cidadão que nasceu em Malcata e interesso-me pelo bem-estar de todos os residentes na nossa aldeia. Ah! Mais uma nota pessoal: não sou jornalista!






 












14/07/2025

MALCATA: LIMPAR AS LINHAS DE ÁGUA E SUSPENDER A TAXA A PAGAR

Barroca da Fonte Velha

      Assunto: Limpezas e Gratuidade da Água para rega das hortas e pequena agricultura.
   Gostaria de aqui deixar duas sugestões à Junta de Freguesia de Malcata, que tem a ver com as taxas de água com que as pessoas regam as suas hortas.  Dado que as linhas de água locais, nomeadamente, a água proveniente da mina que abastece a Fonte das 2 Bicas (Fonte da Torrinha) e a Fonte Velha, são importantes para apoiar as pessoas que ainda cultivam as suas hortas e mais algumas culturas de sobrevivência, que a cada ano que passa, vai diminuindo:
   1- LIMPEZA DAS DUAS LINHAS DE ÁGUA para melhorar a qualidade da água e aumentar o número de pessoas interessadas.
   2- ÁGUA GRATUITA PARA REGAR, tendo em conta o pequeno número de pessoas que ainda utilizam a água para regas, a sua idade, peço à Junta de Freguesia que considere, numa próxima Assembleia de Freguesia, a apresentação para discussão e votação da isenção do pagamento da taxa
cobrada para esse fim. Pode até ser apenas uma suspensão provisória. Para a Junta de Freguesia representaria um apoio e um incentivo para ajudar as pessoas a continuar a tratar das hortas à moda antiga; a nível financeiro, não será muito significativo, dado o pequeno valor em causa, s

   
 

                                                       Água corre barroca abaixo..

 
    Estas duas medidas de apoio bem explicadas às pessoas, teriam um impacto bastante positivo Reporia a normalidade das taxas sobre a água pública e melhoraria as condições e a qualidade de vida e claro, estremos todos a preservar os recursos naturais.

                                                       José Nunes Martins

24/06/2025

AVISO IMPORTANTE AOS RESIDENTES NO CONCELHO DO SABUGAL


    AVISO + AVISO + AVISO + AVISO + AVISO + AVISO + AVISO + AVISO + AVISO +AVISO

    

APAL-SIM – Águas Públicas em Altitude
(Empresa que agora é responsável pelas Redes de Abastecimento de Água ao Concelho do Sabugal)


   Foram detetadas tentativas de fraude por parte de indivíduos que se fazem passar por colaboradores dos APAL-SIM – Água Públicas em Altitude  serviços para agendar falsas colheitas de água em residências.


 APAL-SIM – Água Públicas em Altitude, INFORMAM QUE:
 " não agendam visitas sem aviso prévio pelos canais oficiais (telefone oficial, email institucional ou carta);
- Nenhum colaborador está autorizado a entrar nas residências sem identificação visível e motivo justificado;
   Avisam-se as pessoas para :
Ter cuidado com qualquer contacto suspeito e em caso de dúvida, não forneça qualquer informação e contacte de imediato 271 232 740 ou email geral@apal-sim.pt.

   QUEM AVISA...AMIGO É !

Saber mais aqui:


https://apal-sim.pt/


03/03/2025

MALCATA: 25 ANOS DE SUBAPROVEITAMENTO DAS SUAS POTENCIALIDADES.





Barragem do Sabugal
(Foto do Jornal do Fundão)


BARRAGEM DO SABUGAL


HÁ 25 ANOS INAUGURADA POR ANTÓNIO GUTERRES
E PARECE TER SIDO HÁ TRÊS DIAS!


      A cerimónia decorreu no dia um de Março de 2000, com a presença do primeiro-ministro de Portugal, António Guterres, o secretário de Estado da Agricultura, Capoulas Santos, António Morgado, presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rasteiro, presidente da Junta de Freguesia do Sabugal, muitas outras entidades e individualidades terão estado presentes...
   O contrato da construção da barragem foi assinado no ano de 1997, no dia 16 de Abril, no Salão Nobre da Câmara Municipal do Sabugal, que era presidida por José Freire. 

    

Notícia de 1ªPágina no jornal
"AMIGO DO SABUGAL"



      
   A Barragem do Sabugal armazena está ligada à Barragem do Meimão/Meimoa e é através do túnel de transvase, construído entre as duas albufeiras, que a água do Rio Côa e muitos dos seus afluentes, pequenas ribeiras e nascentes, chega à depois aos campos agrícolas da Cova da Beira. 

   A construção da barragem do Sabugal foi lançada num concurso internacional em 1995. Malcata, foi das freguesias do concelho do Sabugal, a mais sacrificada, tendo-lhe sido "retirados" muitos terrenos, havendo quem afirmasse que por causa da construção da barragem, a freguesia deixou ir os melhores "chãos" agrícolas, os melhores lameiros, moinhos de água, etc. . 
   Cortar a fita, no dia 1 de Março de 2000, foi o trabalho mais fácil e mais aplaudido por quem rodeava as entidades governativas. O primeiro enchimento só foi concluído em 2001. Começaram com as obras da construção do túnel de transvase e a água foi mantida bem longe da zona da obra. Só em 2007, sete anos após a sua inauguração, foi concluído o segundo enchimento. 
   Deixo aqui o vídeo da RTP sobre a inauguração:

   https://arquivos.rtp.pt/conteudos/inauguracao-da-barragem-do-sabugal/



 

10/03/2024

O FUTURO DA ÁGUA EM MALCATA

Há que fazer alguma coisa para a água vir à tona
                         

   A forma de utilizarmos a água na nossa aldeia vai ter que mudar e deve ser uma das prioridades da autarquia melhorar o abastecimento de água para consumo humano à nossa freguesia, bem como a sua utilização na agricultura e nos espaços verdes da freguesia.
   Na nossa aldeia estamos acostumados à abundância deste recurso natural, mesmo durante os meses de mais calor não tem havido constrangimentos para ninguém.
   Mas os tempos são outros e o clima está a mudar. No que diz respeito à água para consumo humano, é do conhecimento de todos que os bombeiros voluntários têm transportado a água num camião-cisterna para encher o reservatório de água para a rede de abastecimento público
da nossa terra. Houve já necessidade de efectuar esse reforço duas vezes por semana. As causas da escassez da água estão relacionadas com as altas temperaturas e a falta de chuva que estão a secar as nascentes naturais.
   Na nossa freguesia há falta de planos para reaproveitar a água, para armazenar os milhões de litros que saem nas duas bicas da fonte, deixando fugir a água ruas abaixo. Podem dizer que não tem havido desperdício, que a água vai acabar por chegar à albufeira. Eu pergunto aos malcatenhos porque deixamos a água correr para a barragem em vez de a armazenarmos em reservatórios para futura utilização pela freguesia, pelos que necessitam dela para as regas?
   Já bastou a obra da barragem do Sabugal que sem dó nem piedade nos deixaram sem rio Côa!
   Não há nada que nos pague esse bem e esse recurso, como era o rio e as terras que o acompanhavam. Lembrem-se que na nossa região só existe água doce e investimentos para aproveitar a água do mar está fora de questão. Ora isso dá-nos argumentos para olharmos para a água que até é natural, de nascentes e também merecemos ajudas financeiras para manter
este recurso tão importante.
   Estes dias li que o concelho do Sabugal fazia parte dos municípios que mais desperdiçava água nas redes de abastecimento público. Os números estão escritos num relatório da entidade que regula a água em Portugal. Chama-se ERSAR e neste documento relatório da ERSAR ficamos a saber que o concelho do Sabugal desperdiçava, em 2022, 70,2% da água. Trata-se de água que existe e que não chega ao consumidor e por diversas razões: rupturas, avarias e desvios. Ora se há dois anos mais de metade da água era desaproveitada, logo não rendia um cêntimo, diz-nos que há muito trabalho a realizar.
   Então como será o futuro da água em Malcata?
   Será que a APAL-SIM (Águas Públicas em Altitude – Serviços Intermunicipalizados) vai resolver os problemas no concelho do Sabugal?
   Deixar de fazer alguma coisa não é opção! Pagar e continuar a pagar a água que se utiliza na rega? É uma possibilidade e sabemos que quem rega com a água dos tanques da Fonte da Torrinha, paga-se uma taxa por cada vez que se esvazia o tanque grande. E está certo que assim seja, pois eu não acredito que haja alguém que se recuse a pagar. Com certeza que na nossa freguesia não vamos brincar aos transvases para outras terras. Por curiosidade, li que os agricultores da Cova da Beira, que regam com a água da barragem do Sabugal, vão este ano pagar mais caro a água para rega! E em Fevereiro houve escaramuças e tubos cortados por desentendimentos por causa da água.
    Deixo aqui um alerta: olhem para as vossas próximas facturas da água e vejam o volume de água consumido e leiam também a segunda página. Digam o que viram e o que pensam.
   Obrigado


    

De 1937-2024 sem parar de deitar água





Ler a factura da água segundo a Deco
      

   

Trabalhos na nascente em Malcata 


                                        
                   Foto CMGuarda -Assinatura da constituição da Apal-Sim

    Saiba mais sobre a nova entidade das águas e saneamento:

   https://capeiaarraiana.pt/2024/02/19/sabugal-integra-sistema-intermunicipal-de-gestao-da-agua/


13/02/2024

REABILITAÇÃO DE COLECTOR DE SANEAMENTO EM MALCATA

 

                        MALCATA: ESTÁ DIFÍCIL GOSTAR DISTO!

      

      Pensava eu que a Câmara Municipal do Sabugal já se preocupava mais com a sua população e a sua qualidade de vida. Mudou o executivo, mudou o deliberativo e não mudaram os empreiteiros que nos vão fazendo sofrer cada vez que executam obras públicas nas freguesias do concelho do Sabugal. Eu até desculpava e compreendia que assim se continuasse a fazer as coisas como até aqui. O problema é os acidentes inesperados, que podem surpreender toda a gente, até os senhores empresários que dão trabalho a muitas pessoas e assim, não precisam de abalar para fora do concelho do Sabugal a fim de ganhar a vida.
   Será que a Câmara Municipal não tem nos seus quadros de pessoal as pessoas que fiscalizam as obras, mesmo que sejam empreitadas pagas pela Câmara? Há ou não regras obrigatórias que devem ser implementadas pelas empresas que executam as ditas obras públicas? Para que escrevem os Cadernos de Encargos, os Planos de Segurança, Saúde e Higiene e até a obrigação de afixar, em local visível, o Aviso referente à obra em causa com a informação do dono da obra, valor que vai custar, prazo de execução, empresa responsável dos trabalhos, etc.?
   É para mim uma autêntica falta de respeito aquilo que se está a passar na nossa freguesia. E as imagens que se seguem, levam-me a perguntar por que razão a Câmara Municipal não se preocupa com o bem-estar da nossa população e nem sequer pensa nas pessoas que nos visitam. Então ocorreu um inesperado colapso de um colector de saneamento na Rua Vale da Fonte e não se tomaram as medidas necessárias para avisar as pessoas que era perigoso passar ou circular por essa rua? As obras de restauro do colector estão a decorrer durante o horário normal de trabalho. O colector está situado quase no eixo da via, com terra, lama e água a envolver a área, andando as máquinas e trabalhadores atarefados em realizar bem os trabalhos. Tudo isto parece normal e sabemos todos que uma obra traz sempre transtornos a quem por elas tem de passar. O que já não é normal é a ausência de sinalização das obras e dos constrangimentos que provocam. Pior e mais grave é quando a rua tem dois sentidos e em nenhum deles existem avisos ou sinais de obras. Na nossa aldeia ouvi estes dias alguns desabafos e houve até quem fosse falar com os senhores da Câmara e lhes chamasse à atenção para o que estava a ocorrer na tal rua do colector de saneamento.
   Há quatro anos também ocorreu ali uma inesperada obra, por sinal, por causa do tal colector e dos tubos que não tiveram capacidade para aguentar tanta água, lixo e areia. Vi abrir uma vala e andaram a mexer nos canos e a fazer obras à volta do colector, com reposição de materiais ao seu redor e colocação da calçada. Desconheço o valor pago por esses trabalhos de há quatro anos, mas sei que vão ser pagos 16.000 euros pelas que agora estão a executar.

Alerta enviado em 2020


   Infelizmente pelo que me vou apercebendo, a falta de informação e avisos grassa por quase todas as obras e ninguém se preocupa nem protesta com os responsáveis.
   É obrigação do cidadão lutar contra este estado de coisas, pois um dia poderemos acordar dentro de um grande buraco porque não sabíamos que a fita vermelha e branca ou uns ferros foram lá postos para avisar.
    Seguem as imagens da obra:  

        



Imagem da documentação da CMS






Qual foi a principal causa do colapso inesperado do colector de saneamento na nossa freguesia?








   


02/02/2024

MALCATA, QUE TE ESTÁ A ACONTECER?

 




                            M 1937 - Fonte das duas bicas ( Torrinha) na aldeia de Malcata há 87 anos


                                                                                  ++++++++++


      Na praça principal da freguesia existe a melhor fonte de água da aldeia. É paragem obrigatória para quem visita a terra e para os que nela vivem. Durante muitos anos foi considerada a fonte dos namoros, dos encontros ao fim do dia para encher os cântaros e as bilhas de barro. O seu aspecto foi sofrendo pequenos remendos e poucos benefícios teve desde 1937 aos nossos dias de hoje. Todos os melhoramentos que ali foram feitos não trouxeram mais fama à fonte. Sim foi importante terem substituído os antigos canos por outros novos. E sim, têm sido importantes as pequenas obras na manutenção da fonte e dos tanques, assim lá se vai mantendo a coisa a funcionar. Sejamos francos e sinceros quando falarmos da fonte da Torrinha, nome que mais é conhecida dos malcatenhos. É que quando olho para esta fonte fico um pouco nostálgico e triste. O seu aspecto actual contrasta bem com o que via há uns anos, quando ali toda a gente ia encher os cântaros de água para consumir em casa. A água nessa altura saía bem mais viva, as duas bicas tinham a sua graça mesmo com toda a simplicidade dos canos. Toda a gente bebia daquela água com toda a confiança e certeza que ficava saciada e bem alimentada, sem receio algum de “passar pelas passas do Algarve” ou soltar o desabafo “que mal fiz eu a Deus, se só bebi água da fonte”! Apesar desses indesejados sintomas de mal-estar e desarranjo intestinal se vem verificando nos meses de mais calor, muitas são as pessoas que continuam a consumir da água desta fonte. E muita gente continua a dizer que aquela água mata a sede a quantos dela beberem, seja Inverno ou Verão, mas eu já não acredito nessa verdade porque o mal-estar é muito difícil de aguentar.

   Tenho pena que nestes últimos anos se repitam perturbações  e outros sintomas graves por que sentem as pessoas logo após dois ou três dias de permanência na aldeia, sendo os meses de Verão as épocas de maior número dos casos deste tipo de ocorrências. E embora não haja provas concretas da origem do mal-estar das pessoas, muitos apontam sem duvidar, que se sentiram pessimamente depois de ingerir a água da fonte das duas bicas na Praça da Torrinha.
   Todos ou quase todos nos lembramos da ocupação do solo no lugar das Eiras, onde até há poucas décadas, eram solos exclusivamente agrícolas, sem qualquer casa de habitação. E também não me lembro da existência de avisos a informar que a água se encontrava imprópria para consumo humano!
   Hoje a nascente que fornece a água à fonte das bicas está envolta de muitas habitações e a ocupação do solo está alterada. A povoação cresceu à volta da mina das Eiras e nunca ninguém se preocupou com o futuro e da qualidade das águas subterrâneas, mesmo sabendo toda a gente e as autarquias da necessidade de se cuidar da água.
   Já lá vão 87 anos e a fonte lá continua, graças à influência e determinação das pessoas como o senhor António Nita, pessoa importante e que depois de viver fora da terra a ela regressou e presidiu à Junta de Freguesia, com coragem e persistência conseguiu obter os  gratuita, sem taxas escondidas. Infelizmente ele e outros como ele já partiram e eu interrogo-me: Malcata, que te está a acontecer?
   Sei que esta gente de antigamente eram notáveis e influentes. O que não entendo é porque os que estão no presente não conseguem suster e manter o legado que nos deixaram e, aos poucos a freguesia vai sendo privada de tudo o que resta de útil às pessoas que nela vivem.
   Enfim, oxalá que o futuro comece a ser menos ingrato para os mais novos e despertem a tempo de lembrar aos autarcas as promessas feitas quando precisaram de ser eleitos.

    Seguem-se umas imagens da Fonte das Bicas/Torrinha ao longo do tempo:

    

  


Sempre se fez assim e nunca se perguntam da razão deste procedimento, 
nem há vontade de experimentar outras soluções para obter resultados diferentes!



Um legado com 87 anos que merecia ser mais cuidado.





02/11/2023

BEBER ÁGUA DA BARRAGEM SEM MEDO

 

Albufeira da barragem do Sabugal

   Na freguesia de Malcata houve uma época em que se vivia numa luta por causa da água destinada às regas. A população para ter água potável em suas casas, tinha de ir encher os cântaros de barro às fontes da aldeia. Uma dessas fontes era abastecida da água que nascia na mina, que foi aberta no sítio das Eiras e custou grandes sacrifícios à população, principalmente aos homens que lá tiveram de trabalhar.

   Uns bons anos depois, o Município do Sabugal construiu a Rede de Abastecimento Público de Água ao domicílio e o saneamento básico. Com a entrada em funcionamento dessa rede de abastecimento, todos os habitantes passaram a ter água própria para consumo humano nas suas casas. Para que isso fosse possível a Junta de Freguesia em exercício nessa altura chegou a um acordo com a Câmara Municipal para que a aldeia passasse a ser abastecida com água proveniente do furo a construir no sítio do Vazão e bombeada para o depósito existente na Rasa. A Junta de Freguesia apresentou as suas razões e o povo aprovou, ou pelo menos consentiu que a nossa água não viria da albufeira da barragem, pois na aldeia havia boas e fartas nascentes, com água em abundância e muito melhor que a da barragem.
   Durante muitos anos Malcata foi uma terra onde não faltava a água. O aumento da população na aldeia, o aumento das épocas de calor, a água passou a faltar nas torneiras lá de casa. Os bombeiros eram chamados para abastecer de água o depósito da aldeia, chegando a fazê-lo duas vezes por semana.  A rede de abastecimento de água de Malcata nem sempre funcionava de igual forma para todas as zonas da freguesia. Algumas pessoas, que vivem em lugares mais altos, passaram anos sem uma gota de água nas torneiras e não tinham ligação ao saneamento básico. A Câmara Municipal justificou esta situação irregular porque os proprietários tinham assinado um documento. Para que o sistema funcionasse na perfeição também foi necessário construir uma ETAR ( Estação de Tratamento para as Águas Residuais) tendo sido escolhido o lugar do Vazão.
   Desde que a Rede de Abastecimento de Água Pública foi aberta,  já passaram passaram alguns anos. Desde que isso aconteceu, já se registaram algumas faltas de água e uma das maiores operações de melhorias no abastecimento foi realizada em 2021, com a entrada em funcionamento de dois grupos de bombas que estão a garantir uma pressão mais precisa e que veio melhorar a circulação da água e finalmente todos têm água em casa.
   Há dois dias, com data de 31 de Outubro, li um aviso do Município, dirigido aos cidadãos residentes em Malcata, alertando-os para redobrar os cuidados na utilização da água fornecida pela Câmara Municipal. E nos meus ouvidos soaram alguns alarmes e que pensei úteis num futuro próximo. É mais que sabido que a nossa aldeia tem direito a um serviço de abastecimento público de água própria e segura para consumo humano.
   A pergunta que tenho para fazer é esta;
   Porque Malcata ainda é abastecida com recurso a um furo e a um depósito em vez de ser fornecida água de qualidade com origem na albufeira da Barragem do Sabugal?
   A freguesia esteve tantos anos à espera da rede de abastecimento e quando chegou em 2008, eu acreditei que seria um benefício para todos poder ter tanta água, que depois de tantos incómodos e sacrifícios passados, que a aldeia teve de passar, o mínimo era passar a receber água com qualidade,  tratada devidamente,  respeitando todos os parâmetros que a lei exige e poder beber com confiança, era mesmo a cereja no topo do bolo da festa. Infelizmente esse meu pensamento estava enganado e a notícia que divulguei aqui  
 https://aldeiademalcata.blogspot.com/2007/12/qual-melhor-gua.html
vinha a confirmar isso mesmo.

   Hoje ainda estou à espera de colocar a deliciosa cereja no bolo e celebrar com os malcatenhos a ligação da Rede de Abastecimento Público de Água de Malcata à Rede Pública de Abastecimento de Água ao concelho do Sabugal e a outros concelhos vizinhos. Seria a melhor cura para todos. Quem se atreve a responder à pergunta que fiz?
                                                                             
                                                      José Nunes Martins
  

  

 










 



31/08/2022

SE É BOM É PARA SE VER E CONHECER

    

   
Promessas levadas pelos ventos. Pergunto mas ninguém me diz...

 

   O mês que muitos de nós gostamos está a acabar. Termina a época dedicada às festas populares e as aldeias vão voltar ao seu ritmo normal de vida.
   A festa do mês de Agosto, no segundo domingo, é a festa grande, é a festa que a maioria dos malcatenhos gostam de marcar presença. Lembro-me da alvorada logo de manhã cedo e que me fazia saltar da cama. Chegada a banda da música, as crianças corriam até ao cimo da estrada e acompanhavam os músicos pelas ruas da aldeia e de vez enquando, desapareciam a correr tapadas abaixo e acima à procura das canas dos foguetes. Voltavam a juntar-se ao desfile da banda exibindo com cara de vencedores a molhada de canas. Terminada a volta às casas dos mordomos e à aldeia, a banda mantinha-se em descanso até à hora da procissão com os santos nos andores e seguido de missa cantada por alguns elementos da “música” e acompanhadas as vozes com alguns instrumentos musicais tocados pelos músicos.
   Pois a festa já foi e consequentemente acabou também a enchente de gente nos locais mais emblemáticos da nossa terra. Este ano, ainda por causa da pandemia que nos atacou a todos, houve festa, um pouco mais contida e menos dias de folia, graças aos mordomos e aos muitos voluntários malcatenhos, tudo correu bem. Foi importante o apoio oferecido pela Junta de Freguesia durante a preparação do recinto da festa e dos eventos realizados na Praça do Rossio, que vieram engrandecer e dignificar os festejos: apresentação do livro “A Borboleta Que Não Tinha Nome”, da autoria de uma nossa conterrânea, enfermeira Manuela Vidal, tendo aceitado o convite feito pela Junta de Freguesia para este evento; também a realização da Feira de produtos artesanais animou durante duas noites o arraial.
  Lamentavelmente alguns dos locais de interesse na freguesia, partes importantes do património público, mantiveram-se encerrados ao público todo o Verão. Existem só que não são utilizados nem os damos a conhecer a quem nos visita e gostava de usufruir. Por exemplo, a Torre do Relógio, o Forno Comunitário, o Moinho, a albufeira da barragem é mais do que a Zona de Lazer e uma estrutura que flutuava na água, que deixou de atrair os banhistas que se habituaram a vê-la em pleno serviço de apoio aquele magnífico recanto de lazer. Para desgraça dos malcatenhos, as belezas naturais são desaproveitadas e por falta de ambição da nossa comunidade e falta de visão, a longo prazo, dos responsáveis do poder local, estamos como estamos porque assim aceitam que deve Malcata estar. Um céu muito negro e carregado de incertezas costuma ser revelador de maus dias...afastamento e reorientação de rumo apoiado na experiência e no conhecimento, se Malcata quer chegar a um porto seguro.
   A festa do mês de Agosto, no segundo domingo, é a festa grande, é a festa que a maioria dos malcatenhos gostam de marcar presença. Lembro-me da alvorada logo de manhã cedo e que me fazia saltar da cama. Chegada a banda da música, as crianças corriam até ao cimo da estrada e acompanhavam os músicos pelas ruas da aldeia e de vez enquando, desapareciam a correr tapadas abaixo e acima à procura das canas dos foguetes. Voltavam a juntar-se ao desfile da banda exibindo com cara de vencedores a molhada de canas. Terminada a volta às casas dos mordomos e à aldeia, a banda mantinha-se em descanso até à hora da procissão com os santos nos andores e seguido de missa cantada por alguns elementos da “música” e acompanhadas as vozes com alguns instrumentos musicais tocados pelos músicos.
   Pois a festa já foi e consequentemente acabou também a enchente de gente nos locais mais emblemáticos da nossa terra. Este ano, ainda por causa da pandemia que nos atacou a todos, houve festa, um pouco mais contida e menos dias de folia, graças aos mordomos e aos muitos voluntários malcatenhos, tudo correu bem. Foi importante o apoio oferecido pela Junta de Freguesia durante a preparação do recinto da festa e dos eventos realizados na Praça do Rossio, que vieram engrandecer e dignificar os festejos: apresentação do livro “A Borboleta Que Não Tinha Nome”, da autoria de uma nossa conterrânea, enfermeira Manuela Vidal, tendo aceitado o convite feito pela Junta de Freguesia para este evento; também a realização da Feira de produtos artesanais animou durante duas noites o arraial.
  Lamentavelmente alguns dos locais de interesse na freguesia, partes importantes do património público, mantiveram-se encerrados ao público todo o Verão. Existem só que não são utilizados nem os damos a conhecer a quem nos visita e gostava de usufruir. Por exemplo, a Torre do Relógio, o Forno Comunitário, o Moinho, a albufeira da barragem é mais do que a Zona de Lazer e uma estrutura que flutuava na água, que deixou de atrair os banhistas que se habituaram a vê-la em pleno serviço de apoio aquele magnífico recanto de lazer. Para desgraça dos malcatenhos, as belezas naturais são desaproveitadas e por falta de ambição da nossa comunidade e falta de visão, a longo prazo, dos responsáveis do poder local, estamos como estamos porque assim aceitam que deve Malcata estar. Um céu muito negro e carregado de incertezas costuma ser revelador de maus dias...afastamento e reorientação de rumo apoiado na experiência e no conhecimento, se Malcata quer chegar a um porto seguro.

                                                                 José Nunes Martins