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24.7.26

PENSAR NO FUTURO DA FREGUESIA DE MALCATA

Água das Eiras

 

Depois da tempestade...

 Estes são apenas dois casos que estão por resolver na freguesia de Malcata. As pessoas devem questionar as entidades responsáveis pela ineficácia na resolução destas situações. Ambas já se arrastam há demasiado tempo e a freguesia merece mais e melhor serviço público. 
 Apesar de haver muita água, as pessoas são desaconselhadas a tomar banho nas águas da albufeira, precisamente na Zona de Lazer; também a água da Fonte da Torrinha não tem sido devidamente tratada e apesar dos anúncios de intervenções na rede de abastecimento, não se sabe o estado actual da qualidade da água. 
 Será que em Malcata se pensa no futuro?


20.7.26

A FONTE DA TORRINHA SECOU

A Fonte da Torrinha
Julho 2026
(Foto de Luciano Frade)

As bicas deixaram de deitar água. A Junta de Freguesia de Malcata, divulgou na sua página das redes sociais "Facebook", ontem de manhã, um aviso a informar a população do problema e estava a tomar as diligências necessárias à sua rápida reparação. A falta de água deveu-se a um acidente na realização de trabalhos florestais, que danificaram a rede de abastecimento de água à Fonte das Bicas (Torrinha).

Até às 24H deste Domingo, não estava disponível nenhuma informação complementar nas páginas da internet geridas pela Freguesia de Malcata.   

 

 A Fonte da Torrinha perdeu a sua principal função, mas mantém-se presente no mesmo lugar onde foi construída. Desde 1937, pelas suas bicas saiu água de graça, oferecida e nunca negada a ninguém que dela necessitasse.
 Com 89 anos de vida, foi acumulando algumas maleitas e algumas vezes sofreu abandono, falta de limpeza, mina por cuidar e claro, passou vergonhas imerecidas. E nos dias de mais calor, nestes últimos tempos, costuma aparecer por lá uma placa branca com umas letras a vermelho:
                             ÁGUA IMPRÓPRIA PARA CONSUMO
 
A mensagem faz doer e reflectir. Se a água é para consumo humano, então porque às vezes lá colocam esta mensagem?  Estão a enviar-nos um aviso, uma mensagem, para ter cuidado ao beber da água que as bicas oferecem, pode causar desarranjos ao nosso corpo. Também estão a querer dizer que periodicamente procedem à recolha de pequenas quantidades de água para ser analisadas num laboratório credenciado. Também vemos que, apesar da água ser clara e cristalina, fresca e agradável de beber, isso não significa que se encontra própria para consumo humano. É precisamente por estas razões, ainda não conhecidas, que nos avisam para ter cuidado e nos estão a dizer que a água não está cuidada, algo estranho entrou em contacto com a água e vão aparecendo alguns sintomas de má disposição, febre, vómitos, diarreias e que como é costume, chamam-lhe “uma virose”, com o tempo vai passar. Será mesmo e só um aviso de alerta ou poderá haver mais que não sabemos?  Dá a sensação que poderá existir mais qualquer coisa que não nos informa aquela placa: é um aviso para levar muito a sério. Disso não tenho qualquer dúvida. E se eu não respeitar aquilo que a placa me está a dizer, se for atacado pela tal “virose”, a responsabilidade é minha e só minha. Claro, tenho de aceitar que eu desrespeitei o aviso. Mas, eu vou aqui reflectir um pouco sobre o aviso: colocar o aviso é um trabalho rápido e fácil de executar. Qualquer pessoa com duas mãos, chave de fendas e parafusos consegue afixar a maldita placa. Mais complicado e mais demorado é verificar onde possa estar a origem do problema, que originou a contaminação da água, que fez com que a água jorrasse em menor quantidade e como recuperar a qualidade da água. Limpar uma mina é um trabalho difícil e não é para qualquer pessoa, por muita vontade que mostre e afirme que sabe fazer bem uma limpeza como deve ser. Sabemos que não é bem assim e que há trabalhos, que só gente com conhecimento e experiência, auxiliado por maquinaria e capacidade técnica podem ser levados a cabo.
 Costumamos dizer, em linguagem popular, que “cada macaco no seu galho”.
 Eu, sem conhecimento e sem capacidade técnica, mesmo que me sentisse com vontade de limpar a mina, escavar terra à procura de rupturas ou outras coisas estranhas que possam ter causado a falta de água na Fonte da Torrinha, ficava quieto e dedicava o tempo a buscar ajuda aos “macacos” que sabem como fazer para resolver a falta de água nas bicas da fonte.
 NOTA IMPORTANTE:
 Não entendas estas palavras como “deita abaixo”, mas apenas como uma reflexão minha sobre a importância da água, das fontes, da gestão da coisa pública e ao mesmo tempo recordar alguns factos já ocorridos e que quando acontece algo inesperado e causador de desconforto e preocupação, estas palavras sirvam de chamada de atenção e alerta, provoquem diálogos e interesse na melhoria da vida comunitária. Os tempos de agora são diferentes, a informação vai e chega rapidamente.
 Espero que já esteja encontrada a causa ou causas que originaram a falta de água. Só quem não faz nada não sofre acidentes ou causa acidentes que não imaginava ser possível acontecer e não era intenção acontecer naquele sítio, aquela hora e a fazer trabalhos florestais.
 Oxalá as diligências e os trabalhos efectuados tenham resolvido a situação.

Sempre a dar água


 

8.2.26

UM POUCO DE HISTÓRIA SOBRE ÁGUA


  

 

Vala para a água

  Durante muitos anos, a água que chegava à aldeia não dependia de empresas concessionárias. Vinha directamente da nascente, conduzida por canalização construída pelos próprios habitantes da freguesia e mantida pela Junta de Freguesia.
  A população de Malcata, herdou e habituou-se a ir à fonte das bicas, encher os cântaros de barro com água para beber e no tanque pequeno, enchia os caldeiros, para os animais. Quando faltava água nas bicas, tiravam o ar à fonte para a água voltar a jorrar. Isto acontecia no Verão. 
  Foram os habitantes da aldeia que, a pedido do senhor António Nita, presidente da Junta de Freguesia, nos anos 30 (1935, 1936 e 1937), se juntaram e abriram a vala, carregaram tubos às costas e durante semanas fizeram a obra, construindo um sistema simples e prático, inteiramente comunitário e que nos legaram ao longo de várias gerações e que ainda hoje funciona.
  A aldeia manteve-se independente da rede municipal de abastecimento de água até aparecer a empresa municipal, Serviços de Águas e Saneamento Sabugal. Mesmo assim, quando a barragem do Sabugal foi construída a nossa freguesia, representada pela Junta de Freguesia à época dos acontecimentos, recusou integrar a rede pública que abastece o concelho e optou por proceder à abertura de um furo próprio, com canalização directa desde o local do poço até 
ao reservatório da freguesia. A obra foi realizada e ao contrário do que alguns contavam, todos os consumidores foram obrigados a instalar contadores para registar
 mensalmente o consumo da água gasta em suas casas. Também a vigilância e controlo da água passou
responsabilidade da Câmara Municipal do Sabugal. 
Trabalho voluntário

 A gente da nossa aldeia, ainda que lentamente, aceitou e resignou-se passando também a pagar factura da água, do saneamento e do lixo sólido urbano.
  A fonte das bicas resistiu a todas estas alterações na rede de abastecimento público de água para consumo humano. Ainda continua a jorrar a água vinda da nascente e através das tubagens que apenas foram substituídas uma vez , ouve-se dizer aos mais idosos…
  Na nossa aldeia, a água continua a jorrar na Fonte das Bicas e a descer pelas barrocas que o povo abriu. Cada gota transporta consigo a memória de uma comunidade que sempre lutou de forma silenciosa mas firme, de gente que resistiu com todas as suas forças que atravessou gerações e ainda hoje nos deixam orgulhosos. Foram eles os construtores e os que souberam manter e cuidar da água que bebiam e regava os campos. Saibamos nós ser capazes de continuar a defender a água que se bebe na aldeia, que é nossa e não do município, é da mina construída pelos nossos antepassados e que nós agora não estamos a saber manter e preservar com a mesma vontade que eles tiveram.
  Enquanto houver água na mina, enquanto a população continuar a afirmar que a água da fonte da Torrinha é para ser bebida, porque é nossa, é do povo e não se nega água a ninguém, a nossa autarquia só tem de se empenhar na defesa, manutenção e preservação desta água. Esta é a água e a fonte identitária da aldeia, desde 1937. Um testemunho e um símbolo da autonomia e que ainda
ninguém conseguiu destruir. 


MALCATA: AUMENTO DA FACTURA DA ÁGUA

  

Água um recurso cada vez mais caro



  A chuva, o vento forte estão a fazer estragos por todo o país. Mais uma vez a natureza mostra o seu poder e coloca-nos a todos em alerta constante.

  As pessoas afectadas pelas tempestades estão a ficar cansadas e com receio do futuro imediato, pois sentem-se impotentes e sem capacidade de proteger
as suas vidas e os seus bens materiais.
  Nestas duas semanas os portugueses estão a sentir os efeitos devastadores causados por uma série de tempestades, depressões e descargas da água armazenada nas albufeiras das barragens.
  Isto não é uma guerra, mas os seus efeitos também são arrasadores. Nestas alturas a união da comunidade é extremamente importante. Uma aldeia dividida não é fácil de dominar, mas um povo unido, ganha força e coragem para enfrentar todo o tipo de contrariedades.

  Na última reunião da Câmara Municipal do Sabugal, realizada em 4 de Fevereiro de 2026, a água da rede de abastecimento público foi tema de discussão. A Câmara Municipal apresentou as tarifas para este ano de 2026. Os números que apresentou confirmam que a factura da água vai aumentar. A oposição votou contra as tarifas apresentadas e contra as justificações dadas pelo senhor presidente da Câmara Municipal. Este, justificou-se com as recomendações/obrigações impostas pela APAL-SIM, a entidade que é responsável pela rede de abastecimento público de água ao concelho do Sabugal.
  A empresa APAL-SIM é uma empresa intermunicipal, que integra os municípios da Guarda, Manteigas, Celorico e Sabugal. É esta empresa a responsável pela rede de água para consumo humano nestes quatro concelhos.
  Qual a razão para aumentar a factura da água?
  Quanto tempo têm os equipamentos da rede de abastecimento?
  Em Malcata, quantos anos andaram os consumidores a pagar a água que vinha do furo do Vazão? Portanto, a rede de abastecimento era exclusivamente para a freguesia,  limitando-se às ligações do reservatório até às casas das pessoas. Contudo, andámos a suportar toda a restante rede do concelho e que se abastecia da água da barragem. Recordo também que durante anos e anos, os consumidores pagaram as suas facturas de água aos Serviços Municipais da Câmara do Sabugal. Quem não pagasse, cortavam-lhe o abastecimento ou tinham de pagar com juros. Já ninguém fala da dívida que a Câmara juntou ao decidir não pagar a factura enviada pela empresa que explorava a rede de abastecimento no nosso concelho ( Águas do Zêzere e Côa…), mas a dívida foi aumentando e os consumidores nunca deixaram de pagar a água à Câmara do Sabugal. Para que serviu esse dinheiro recebido dos consumidores se não foi para pagar à empresa? Onde está esse dinheiro? Eu sei que a Câmara assinou um acordo para pagar a dívida…em 15 anos! Mas isso não explica onde foi ou onde está o dinheiro recebido. Ficamos a saber apenas que a Câmara do Sabugal não se livrou de pagar o que ficou a dever. O que isto prova é somente o incumprimento assumido pelo município em relação ao fornecimento em Alta da água para o concelho. E neste acordo de pagamento da dívida há um pormenor que é de grande interesse para a freguesia de Malcata. Consta no documento que a Câmara do Sabugal acordou com a empresa a resolução do problema da Estação Elevatória de Malcata, ou seja, ficou combinado que a ETA de Malcata iria ser deslocada para um local mais afastado da água da albufeira, evitando que todos os Invernos fique submersa de água. Para quem não está a entender do que estou a falar, refiro-me à estrutura que existe no antigo Campinho e que bombeia a água do saneamento (e outras) do Campinho para a vão ETAR do Vazão.
Esta estação elevatória do Campinho devia ter sido construída uns bons metros mais acima do local onde está, afastada do limite de pleno enchimento da albufeira. A situação já se arrasta há duas décadas e nunca foi corrigida. Ora as obras desta deslocação, segundo a Câmara Municipal, ficaram na responsabilidade da Águas do Zêzere e Côa e ser descontadas ao valor da dívida que o Sabugal está a pagar durante 15 anos!
  Voltando ao aumento da água, informo que na reunião da Câmara Municipal do dia 4 de Fevereiro, apenas o PSD votou favoravelmente as tarifas apresentadas. O PS, o Chega e também a CDU, já vieram a público dizer porque não aprovam estes aumentos. Há dias ao escutar a reunião da Câmara de Manteigas, que também pertence à APAL-SIM, fiquei a saber que as Câmaras municipais mantiveram os preços de água mais baixos porque assumiam do seu bolso o excedente dos custos. Foi uma opção dos políticos, só que nunca o assumiram publicamente, talvez com medo de serem castigados nas eleições, aguentaram artificialmente um preço que não era o verdadeiro. Agora, vamos todos de pagar porque o dinheiro que pediram para as obras, tem de ser pago e aqui é que a porca torce o rabo, paga-se com dinheiro, doa por onde doer!  E as desculpas desta vez são por causa das grandes obras que têm de ser feitas…alguém vai ter de as pagar…porque se deixaram de artifícios para esconder o que andam a fazer.
  Dito isto, o que vamos ter a partir de agora,  a política da água tem de ser transparente, verdadeira e sem esconder aos consumidores o que andam a fazer.
O que agora se exige à Câmara do Sabugal é que não esconda o que enda a fazer, se a despesa é para o consumidor pagar, que o diga claramente, explique as verdadeiras razões e não ande a discursar uma coisa e a executar outra. Pelo menos o Presidente da Câmara de Manteigas assumiu que foi um erro dos anteriores executivos e agora há que assumir as responsabilidades, custe o que custar, não vão poder continuar a omitir informação.
  A água pode ficar mais barata? Pode, basta que se administre bem a APAL-SIM.
  Lembro que a rede de abastecimento e saneamento em Malcata já está velha, cansada e com muitos remendos.
  Nota: na factura da água estão também as tarifas de saneamento e lixo.
  Dizem que a subida é inevitável.
   É bom recordar que se “pode enganar todas as pessoas por algum tempo e algumas pessoas durante todo o tempo. Mas não se pode enganar todo o Mundo por todo o tempo”

18.1.26

QUALIDADE DA ÁGUA EM MALCATA

    ´

      ÁGUA DA FREGUESIA NÃO É TOTOLOTO!
              Pode estar em risco
                  a saúde pública.
                
 


Reservatório de água


 As pessoas que residem permanentemente na nossa aldeia, devem mostrar maior interesse e preocupação pelo que vai acontecendo na freguesia, por exemplo, sobre a água da rede pública que abastece a aldeia.

 A água nem sempre se encontra nas melhores condições de ser consumida pelas pessoas e animais. O ano passado ficou marcado pelo corte da água da rede. A presença de coliformes e outras bactérias associadas, puseram em risco a saúde dos consumidores. A empresa que faz a gestão da rede de abastecimento viu-se forçada a difundir um aviso a proibir o consumo de água da rede, nem mesmo fervida, devia ser utilizada para confeccionar alimentos! As queixas foram aparecendo e algumas pessoas manifestaram publicamente os problemas por que estavam a passar ou passaram e nunca os associaram à água da rede pública. Foram precisos vários dias e duas análises para ser reposta a água nos canos da rede pública. Felizmente que a Junta de Freguesia se preocupou com a situação e tudo fez para resolver favoravelmente a situação. Foram dias difíceis e de grande preocupação para todos. Agora que a água já corre na rede há quatro meses, alguém já quis saber sobre a qualidade da água que agora está a consumir? A APAL-SIM, empresa responsável pelas redes de água pública no concelho do Sabugal, tem no seu calendário anual, a obrigatoriedade de efectuar recolhas de amostra da água e enviar para análises trimestralmente e deve publicar os resultados obtidos e caso necessário, agir em conformidade. Ora como o quarto trimestre já passou, já os consumidores deviam ter acesso aos resultados das análises que fizeram. Visitei o site da APAL-SIM e a Zona de Abastecimento de Água na nossa freguesia não consta o último trimestre de 2025, o trimestre posterior ao período da contaminação. E já se
deviam conhecer as análises que incluem os últimos três meses do ano passado! A ausência de informação deve deixar as pessoas da nossa freguesia em alerta, pois é importante conhecer as análises á água da rede.
 Já agora, quem sabe a proveniência da água que abastece actualmente a nossa aldeia? Eu lembro que, em Setembro de 2025, foi afirmado e confirmado por escrito, que a nova adutora (conduta) de abastecimento de água até ao reservatório da Rasa, estaria para muito breve, estava somente à espera da chegada e respectiva montagem do contador da entrada de água no reservatório! De Setembro de 2025 ao dia de hoje, passaram mais de 90 dias.
Qual é o Local de Abastecimento da água da rede pública que se consome na freguesia de Malcata?
 É dever, do poder local e da APAL-SIM, prestar esclarecimentos aos cidadãos.
 Nota: ainda não está disponível o resultado das análises da água da rede pública, da Zona de abastecimento de Malcata, relativa ao quarto trimestre de 2025. E é preocupante verificar que o quarto trimestre do ano de 2025 se seguir o caminho dos anteriores boletins de análises de 2024, só estarão visíveis e para consulta no Site da APAL-SIM em Março de 2026... digamos que é tarde demais para a divulgação dos resultados dos meses de Outubro, Novembro e Dezembro!
 

17.9.25

HÁ ÁGUA POTÁVEL EM MALCATA

 

EDITAL a informação responsável que a junta de freguesia deve privilegiar





OS PONTOS DE RECOLHA DE AMOSTRAS DE ÁGUA
PARA  contra ANÁLISE LABORATORIAL:
                                                                           1ªcolheita-Bregas Bar


2ªcolheita-Tasca do Manel


A Câmara Municipal, até ao fim do dia de 16-09-2025
não tinha divulgado qualquer documento em relação
à água em Malcata:

Andam tão atarefados na câmara 
que nem publicam o que devem!

++++++++++++
+++++++
+++

E agora Malcata?
Continuem atentos.









15.9.25

UM CONTO QUE VOS CONTO PARA PENSAR

 

Águas que vão dar à albufeira chorai...

   A análise à qualidade da água que abastece a freguesia de Malcata foi feita no dia 2 de Setembro. Posteriormente, a 7 de Setembro à noite, a freguesia de Malcata, através de informação publicada nas páginas da Junta de Freguesia, é informada da contaminação da água, limitando-se o executivo a publicitar cópia do aviso que tinha recebido da entidade gestora da água, a APAL-SIM.
   Eu mesmo, procurei reunir informação credível para divulgar através das redes sociais e também do blog www.aldeiademalcata.blogspot.com, enviando mails, apresentando
pedidos de esclarecimento, reclamando na própria APAL-SIM e na página A MINHA RUA. E o que tenho para dizer sobre a contaminação da água da rede de abastecimento público à aldeia de Malcata é… apenas e só as palavras de um residente a informar que
“há água nas torneiras”!

  
   A situação em Malcata é grave e séria e as entidades não revelam publicamente os problemas que têm nas mãos. Tanto a junta de freguesia e a maior parte dos residentes da nossa aldeia, desvalorizam e ignoram os reais riscos que, desde meados de Julho estão as pessoas sujeitas apenas por ingerir água da rede pública.
   Estamos perante um problema de saúde pública.
   Também a junta de freguesia devia estar preocupada com a outra água que se consome na freguesia e que provém de minas públicas, de poços particulares, alguns abertos no quintal, sem qualquer análise de laboratório credenciado.
   Tudo isto é assunto sério e deve ser tratado como tal. A junta de freguesia tem de pressionar ainda mais a empresa responsável pelo controlo da qualidade da água às pessoas. É um líquido que é pago e bem pago todos os meses.
   A apatia das autoridades de saúde e o desinteresse dos moradores, muitos já de idade avançada e sem voz forte e esclarecida dos riscos a que estão expostos, estão a contribuir para uma situação insustentável e perigosa.
   Há que abrir as gargantas e agitar as águas que circulam em Malcata. E na freguesia não devem faltar poços ilegais, sem controlo de qualidade da água, fossas a receber as águas sujas das habitações, esgotos da aldeia que se misturam com água da barragem e depois bombeados para a Estação de Tratamento.
   Se isto fosse um conto passado na aldeia, não me sentiria tão preocupado. Não sendo um conto, estou preocupado e muito.

                                        José Nunes Martins

MALCATA: MAS QUE GRANDE SECA!

 


   Lembram-se daquilo que aconteceu em relação ao abastecimento de água pública à nossa freguesia?  Sem dúvida que a aldeia, em franca expansão e desenvolvimento naqueles anos, tinha absoluta necessidade de água. Até então o fornecimento era feito pela fonte da Torrinha, onde iam buscar a água de que precisavam e quem tinha poço junto à casa, era aí que se abastecia, pois, a água consideravam-na boa. Depois de alguma hesitação, quando apresentaram a possibilidade de o abastecimento de água passar a vir da barragem, optou-se pela captação através de furo próprio, ao Vazão. E resolveram o problema para alguns anos.

   Como já referi, não vou contar toda a história. Mas, acredito, muita gente haverá que gostará de conhecer esta “história” e que ainda não conhece. É que não foi pacífica esta decisão. O fornecimento de boa água era o objecto que mais preocupava a junta de freguesia. E o poço foi aberto, as condutas foram instaladas do poço até ao depósito da Rasa.
    Cada vez que se aproxima o tempo de mais calor do Verão, vem com ele as questões que todos os anos se dão entre os moradores na aldeia, motivadas pela falta de água nas torneiras. A todos custa ver-se sem gota vendo se por isso obrigados a recorrer outra vez à água da fonte.

   Há muitos anos se dão na nossa aldeia estes factos, sem que até hoje as diversas juntas de freguesia encarassem a sério esta questão da falta de água.

    Ora, neste último mandato, finalmente, a junta de freguesia decidiu olhar para o problema e enfrentá-lo de frente. A Câmara Municipal ajudou e muito ao decidir o ajuste directo da construção da nova adutora de abastecimento de água pública à nossa aldeia, que se resume á ligação desta nova adutora à rede de abastecimento do concelho, fazendo a sua derivação e ligação ali junto ao entroncamento da EN233 e a EM que nos transporta até Malcata.

      A obra está terminada e aguarda a ligação do contador para ser colocada em funcionamento.
     Neste momento alguma coisa está a falhar. Ou talvez esteja tudo bem, porque desde a noite de 7 de Setembro que nas torneiras não sai gota e nada acontece! 
     Sigam por aqui:

      https://apal-sim.pt/qualidade-da-agua-sabugal/



13.9.25

QUANTOS DIAS ESTÃO SEM ÁGUA EM MALCATA?

   

    Será que a população da freguesia continua sem água nas torneiras?
    A água da rede pública foi considerada imprópria para consumo nas análises realizadas no passado dia 2 de Setembro. A APAL-SIM, entidade que gere os serviços municipais de abastecimento de água ao concelho do Sabugal, que se saiba, limitou-se a difundir um aviso à população. Quantos dias andou a aldeia a beber água contaminada? Há ou não pessoas que foram apanhadas pelas bactérias de e. coli e coliformes encontrados na água e daí andarem com problemas de saúde? Depois do aviso à população feito no dia 7 de Setembro, informaram-me que a junta de freguesia meteu os pés ao caminho e procurou encontrar alternativas de abastecimento de água potável para a freguesia. Nem a realização de novas análises e nem a sugestão de menorizar o problema da falta de água, através do recurso a cisterna, conseguiram colocar no terreno. Há um pedido às entidades responsáveis pela distribuição da água para que sejam céleres nas contra-análises e na divulgação dos resultados à população.    Eu próprio, no meu papel de cidadão, já enviei pedidos de esclarecimentos à APAL-SIM e à Câmara Municipal do Sabugal, mas até este momento também não obtive qualquer informação. Por agora, o que eu sei, tem sido através das redes sociais e das respostas às minhas perguntas feitas à junta de freguesia de Malcata e que tem merecido respostas. Esta é uma história que ainda não está terminada.

   
Sinalização de ocorrência em Malcata


A situação exige respostas urgentes de todas as entidades e autoridades. Até hoje, estamos sem saber onde foram realizadas as colheitas, em que ponto da rede e se foi encontrado alguma anomalia estrutural na rede pública, designadamente rupturas ou infiltrações de águas sujas. Também não se divulgam as acções que até agora foram levadas a cabo pelas diversas entidades públicas, incluindo as sanitárias. E para além da informação, que é importante, como tem sido garantido o abastecimento de água potável ao lar da freguesia, instituição especialmente prioritária pelos idosos que cuida. 
   Já passámos o tempo de a freguesia ser abastecida pela água das fontes. Foram úteis durante muitos anos, mas como sabemos, esse bem comum que é a água, hoje está contaminada. Durante muitos anos, a fonte das bicas à Torrinha matou a sede a Malcata. Agora, que a nova conduta está terminada,
chegamos a uma triste realidade de ficar sem gota de água potável porque falta o contador da água. 
   
   
Análises de rotina em Malcata



Esquema do circuito da água na rede
(APAL-SIM)



10.9.25

MALCATA SEM ÁGUA POTÁVEL NAS TORNEIRAS

  

Em Malcata tudo é normal
mesmo quando faz mal

   A situação foi agora dada a conhecer. Para além da informação através de aviso, a APAL-SIM e as autarquias que acções estão a desencadear? Os residentes na freguesia de Malcata já foram contactados por alguma equipa da APAL-SIM ou da junta de freguesia/câmara do Sabugal? Já alguém acompanhou a situação e prestou esclarecimentos às pessoas afectadas?
   Pela informação conhecida, parece que tudo se resume à publicação e afixação do aviso que a APAL-SIM enviou para a junta de freguesia! A pergunta que aqui vos deixo para pensarmos é esta: a empresa todos os meses tem enviado a factura com o valor em débito à empresa? Se a resposta for positiva, não há desculpa para não terem já sido contactados!
   É certo que a APAL-SIM está a resolver a situação. E informar os seus clientes dos procedimentos que devem ter em consideração? Estou a pensar na água que ainda está presente nos tubos das casas, por exemplo! Abrir as torneiras para permitir a saída da água contaminada não será uma boa medida a lembrar? Mesmo depois de reposto o abastecimento da água na rede pública, penso que por motivos de segurança sanitária, descarregar a água durante alguns minutos, ajudaria a limpar as águas que antes estavam contaminadas.
   E já agora, era bom que a APAL-SIM pensasse em medidas a aplicar aos consumidores da freguesia, nomeadamente o cancelamento da factura relativa ao consumo de dois ou três meses e as despesas que possam ter pagado para cuidar da sua saúde. Seria uma forma de minimizar os prejuízos e os dias que não podem consumir água da rede pública.
   Por último, quando a restrição for levantada, que os consumidores sejam o mais
rápido possível.
    Depois disto tudo escrito saltou-me esta dúvida: desde Julho que algumas pessoas de Malcata se queixam de má disposição intestinal, diarreias, vómitos, etc., etc., e com a sensação que foi causado pela ingestão da água da rede pública da freguesia. Quem fez queixa á junta de freguesia ou à empresa APAL-SIM, às autoridades de saúde...? Foi oralmente ou escreveram e assinaram?
   Como remate final, que medidas e procedimentos estão a ser realizados na freguesia,
sob orientação da Unidade Local de Saúde do Sabugal, em colaboração com a junta de freguesia e a APAL-SIM ?
   A água é um dos recursos naturais mais valorizados e cujo valor é incalculável. As pessoas conseguem viver alguns dias sem energia eléctrica, ao contrário dos automóveis movidos a baterias carregadas à electricidade, que ficam parados depois de percorrer umas centenas de quilómetros. E isto explica-se porque as pessoas não estão ligadas a uma fonte de energia eléctrica, mas se não houver água durante uns tempos, o cenário é bem pior, é que não existem maneiras de nos mantermos vivos e saudáveis. 
   A água tem mais valor do que muitas outras coisas.




                                     


Não está nada a sair, mas há vestígios
da enxurrada de águas sujas. 



                                                                Trancas à porta, quanto menos se souber 
                                                                       mais descansado se dorme!


                                      

17.7.25

QUANDO LIGAM A NOVA ADUTORA DE MALCATA?

   A obra parece estar terminada. Mas a freguesia de Malcata ainda não sabe se já está em funcionamento. Falta informação sobre o estado da obra, não se sabe quando é que o abastecimento da nova ligação vai começar a funcionar.
   O contrato de execução da obra foi assinado em 20 de Maio de 2024. Os trabalhos começaram no dia 8 de Junho de 2024 e havia um prazo de execução de 240 dias, mais ou menos 8 meses.  Depois de ultrapassado o diferendo com alguns proprietários, que somente defenderam os seus direitos, o que está agora em falta?
   Qual é o estado actual da adutora de Malcata?
   Quando é que estão previstos os testes da ligação ao sistema público?
   Eu e muitos malcatenhos gostaríamos de saber se existe já uma estimativa concreta para a ligação. Penso ser uma questão de grande interesse e importância para toda a Freguesia de Malcata. E não pensem que faço estas perguntas com a intenção de meter o nariz em tudo. Sou um cidadão que nasceu em Malcata e interesso-me pelo bem-estar de todos os residentes na nossa aldeia. Ah! Mais uma nota pessoal: não sou jornalista!






 












14.7.25

MALCATA: LIMPAR AS LINHAS DE ÁGUA E SUSPENDER A TAXA A PAGAR

Barroca da Fonte Velha

      Assunto: Limpezas e Gratuidade da Água para rega das hortas e pequena agricultura.
   Gostaria de aqui deixar duas sugestões à Junta de Freguesia de Malcata, que tem a ver com as taxas de água com que as pessoas regam as suas hortas.  Dado que as linhas de água locais, nomeadamente, a água proveniente da mina que abastece a Fonte das 2 Bicas (Fonte da Torrinha) e a Fonte Velha, são importantes para apoiar as pessoas que ainda cultivam as suas hortas e mais algumas culturas de sobrevivência, que a cada ano que passa, vai diminuindo:
   1- LIMPEZA DAS DUAS LINHAS DE ÁGUA para melhorar a qualidade da água e aumentar o número de pessoas interessadas.
   2- ÁGUA GRATUITA PARA REGAR, tendo em conta o pequeno número de pessoas que ainda utilizam a água para regas, a sua idade, peço à Junta de Freguesia que considere, numa próxima Assembleia de Freguesia, a apresentação para discussão e votação da isenção do pagamento da taxa
cobrada para esse fim. Pode até ser apenas uma suspensão provisória. Para a Junta de Freguesia representaria um apoio e um incentivo para ajudar as pessoas a continuar a tratar das hortas à moda antiga; a nível financeiro, não será muito significativo, dado o pequeno valor em causa, s

   
 

                                                       Água corre barroca abaixo..

 
    Estas duas medidas de apoio bem explicadas às pessoas, teriam um impacto bastante positivo Reporia a normalidade das taxas sobre a água pública e melhoraria as condições e a qualidade de vida e claro, estremos todos a preservar os recursos naturais.

                                                       José Nunes Martins

24.6.25

AVISO IMPORTANTE AOS RESIDENTES NO CONCELHO DO SABUGAL


    AVISO + AVISO + AVISO + AVISO + AVISO + AVISO + AVISO + AVISO + AVISO +AVISO

    

APAL-SIM – Águas Públicas em Altitude
(Empresa que agora é responsável pelas Redes de Abastecimento de Água ao Concelho do Sabugal)


   Foram detetadas tentativas de fraude por parte de indivíduos que se fazem passar por colaboradores dos APAL-SIM – Água Públicas em Altitude  serviços para agendar falsas colheitas de água em residências.


 APAL-SIM – Água Públicas em Altitude, INFORMAM QUE:
 " não agendam visitas sem aviso prévio pelos canais oficiais (telefone oficial, email institucional ou carta);
- Nenhum colaborador está autorizado a entrar nas residências sem identificação visível e motivo justificado;
   Avisam-se as pessoas para :
Ter cuidado com qualquer contacto suspeito e em caso de dúvida, não forneça qualquer informação e contacte de imediato 271 232 740 ou email geral@apal-sim.pt.

   QUEM AVISA...AMIGO É !

Saber mais aqui:


https://apal-sim.pt/


3.3.25

MALCATA: 25 ANOS DE SUBAPROVEITAMENTO DAS SUAS POTENCIALIDADES.





Barragem do Sabugal
(Foto do Jornal do Fundão)


BARRAGEM DO SABUGAL


HÁ 25 ANOS INAUGURADA POR ANTÓNIO GUTERRES
E PARECE TER SIDO HÁ TRÊS DIAS!


      A cerimónia decorreu no dia um de Março de 2000, com a presença do primeiro-ministro de Portugal, António Guterres, o secretário de Estado da Agricultura, Capoulas Santos, António Morgado, presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rasteiro, presidente da Junta de Freguesia do Sabugal, muitas outras entidades e individualidades terão estado presentes...
   O contrato da construção da barragem foi assinado no ano de 1997, no dia 16 de Abril, no Salão Nobre da Câmara Municipal do Sabugal, que era presidida por José Freire. 

    

Notícia de 1ªPágina no jornal
"AMIGO DO SABUGAL"



      
   A Barragem do Sabugal armazena está ligada à Barragem do Meimão/Meimoa e é através do túnel de transvase, construído entre as duas albufeiras, que a água do Rio Côa e muitos dos seus afluentes, pequenas ribeiras e nascentes, chega à depois aos campos agrícolas da Cova da Beira. 

   A construção da barragem do Sabugal foi lançada num concurso internacional em 1995. Malcata, foi das freguesias do concelho do Sabugal, a mais sacrificada, tendo-lhe sido "retirados" muitos terrenos, havendo quem afirmasse que por causa da construção da barragem, a freguesia deixou ir os melhores "chãos" agrícolas, os melhores lameiros, moinhos de água, etc. . 
   Cortar a fita, no dia 1 de Março de 2000, foi o trabalho mais fácil e mais aplaudido por quem rodeava as entidades governativas. O primeiro enchimento só foi concluído em 2001. Começaram com as obras da construção do túnel de transvase e a água foi mantida bem longe da zona da obra. Só em 2007, sete anos após a sua inauguração, foi concluído o segundo enchimento. 
   Deixo aqui o vídeo da RTP sobre a inauguração:

   https://arquivos.rtp.pt/conteudos/inauguracao-da-barragem-do-sabugal/



 

10.3.24

O FUTURO DA ÁGUA EM MALCATA

Há que fazer alguma coisa para a água vir à tona
                         

   A forma de utilizarmos a água na nossa aldeia vai ter que mudar e deve ser uma das prioridades da autarquia melhorar o abastecimento de água para consumo humano à nossa freguesia, bem como a sua utilização na agricultura e nos espaços verdes da freguesia.
   Na nossa aldeia estamos acostumados à abundância deste recurso natural, mesmo durante os meses de mais calor não tem havido constrangimentos para ninguém.
   Mas os tempos são outros e o clima está a mudar. No que diz respeito à água para consumo humano, é do conhecimento de todos que os bombeiros voluntários têm transportado a água num camião-cisterna para encher o reservatório de água para a rede de abastecimento público
da nossa terra. Houve já necessidade de efectuar esse reforço duas vezes por semana. As causas da escassez da água estão relacionadas com as altas temperaturas e a falta de chuva que estão a secar as nascentes naturais.
   Na nossa freguesia há falta de planos para reaproveitar a água, para armazenar os milhões de litros que saem nas duas bicas da fonte, deixando fugir a água ruas abaixo. Podem dizer que não tem havido desperdício, que a água vai acabar por chegar à albufeira. Eu pergunto aos malcatenhos porque deixamos a água correr para a barragem em vez de a armazenarmos em reservatórios para futura utilização pela freguesia, pelos que necessitam dela para as regas?
   Já bastou a obra da barragem do Sabugal que sem dó nem piedade nos deixaram sem rio Côa!
   Não há nada que nos pague esse bem e esse recurso, como era o rio e as terras que o acompanhavam. Lembrem-se que na nossa região só existe água doce e investimentos para aproveitar a água do mar está fora de questão. Ora isso dá-nos argumentos para olharmos para a água que até é natural, de nascentes e também merecemos ajudas financeiras para manter
este recurso tão importante.
   Estes dias li que o concelho do Sabugal fazia parte dos municípios que mais desperdiçava água nas redes de abastecimento público. Os números estão escritos num relatório da entidade que regula a água em Portugal. Chama-se ERSAR e neste documento relatório da ERSAR ficamos a saber que o concelho do Sabugal desperdiçava, em 2022, 70,2% da água. Trata-se de água que existe e que não chega ao consumidor e por diversas razões: rupturas, avarias e desvios. Ora se há dois anos mais de metade da água era desaproveitada, logo não rendia um cêntimo, diz-nos que há muito trabalho a realizar.
   Então como será o futuro da água em Malcata?
   Será que a APAL-SIM (Águas Públicas em Altitude – Serviços Intermunicipalizados) vai resolver os problemas no concelho do Sabugal?
   Deixar de fazer alguma coisa não é opção! Pagar e continuar a pagar a água que se utiliza na rega? É uma possibilidade e sabemos que quem rega com a água dos tanques da Fonte da Torrinha, paga-se uma taxa por cada vez que se esvazia o tanque grande. E está certo que assim seja, pois eu não acredito que haja alguém que se recuse a pagar. Com certeza que na nossa freguesia não vamos brincar aos transvases para outras terras. Por curiosidade, li que os agricultores da Cova da Beira, que regam com a água da barragem do Sabugal, vão este ano pagar mais caro a água para rega! E em Fevereiro houve escaramuças e tubos cortados por desentendimentos por causa da água.
    Deixo aqui um alerta: olhem para as vossas próximas facturas da água e vejam o volume de água consumido e leiam também a segunda página. Digam o que viram e o que pensam.
   Obrigado


    

De 1937-2024 sem parar de deitar água





Ler a factura da água segundo a Deco
      

   

Trabalhos na nascente em Malcata 


                                        
                   Foto CMGuarda -Assinatura da constituição da Apal-Sim

    Saiba mais sobre a nova entidade das águas e saneamento:

   https://capeiaarraiana.pt/2024/02/19/sabugal-integra-sistema-intermunicipal-de-gestao-da-agua/


13.2.24

REABILITAÇÃO DE COLECTOR DE SANEAMENTO EM MALCATA

 

                        MALCATA: ESTÁ DIFÍCIL GOSTAR DISTO!

      

      Pensava eu que a Câmara Municipal do Sabugal já se preocupava mais com a sua população e a sua qualidade de vida. Mudou o executivo, mudou o deliberativo e não mudaram os empreiteiros que nos vão fazendo sofrer cada vez que executam obras públicas nas freguesias do concelho do Sabugal. Eu até desculpava e compreendia que assim se continuasse a fazer as coisas como até aqui. O problema é os acidentes inesperados, que podem surpreender toda a gente, até os senhores empresários que dão trabalho a muitas pessoas e assim, não precisam de abalar para fora do concelho do Sabugal a fim de ganhar a vida.
   Será que a Câmara Municipal não tem nos seus quadros de pessoal as pessoas que fiscalizam as obras, mesmo que sejam empreitadas pagas pela Câmara? Há ou não regras obrigatórias que devem ser implementadas pelas empresas que executam as ditas obras públicas? Para que escrevem os Cadernos de Encargos, os Planos de Segurança, Saúde e Higiene e até a obrigação de afixar, em local visível, o Aviso referente à obra em causa com a informação do dono da obra, valor que vai custar, prazo de execução, empresa responsável dos trabalhos, etc.?
   É para mim uma autêntica falta de respeito aquilo que se está a passar na nossa freguesia. E as imagens que se seguem, levam-me a perguntar por que razão a Câmara Municipal não se preocupa com o bem-estar da nossa população e nem sequer pensa nas pessoas que nos visitam. Então ocorreu um inesperado colapso de um colector de saneamento na Rua Vale da Fonte e não se tomaram as medidas necessárias para avisar as pessoas que era perigoso passar ou circular por essa rua? As obras de restauro do colector estão a decorrer durante o horário normal de trabalho. O colector está situado quase no eixo da via, com terra, lama e água a envolver a área, andando as máquinas e trabalhadores atarefados em realizar bem os trabalhos. Tudo isto parece normal e sabemos todos que uma obra traz sempre transtornos a quem por elas tem de passar. O que já não é normal é a ausência de sinalização das obras e dos constrangimentos que provocam. Pior e mais grave é quando a rua tem dois sentidos e em nenhum deles existem avisos ou sinais de obras. Na nossa aldeia ouvi estes dias alguns desabafos e houve até quem fosse falar com os senhores da Câmara e lhes chamasse à atenção para o que estava a ocorrer na tal rua do colector de saneamento.
   Há quatro anos também ocorreu ali uma inesperada obra, por sinal, por causa do tal colector e dos tubos que não tiveram capacidade para aguentar tanta água, lixo e areia. Vi abrir uma vala e andaram a mexer nos canos e a fazer obras à volta do colector, com reposição de materiais ao seu redor e colocação da calçada. Desconheço o valor pago por esses trabalhos de há quatro anos, mas sei que vão ser pagos 16.000 euros pelas que agora estão a executar.

Alerta enviado em 2020


   Infelizmente pelo que me vou apercebendo, a falta de informação e avisos grassa por quase todas as obras e ninguém se preocupa nem protesta com os responsáveis.
   É obrigação do cidadão lutar contra este estado de coisas, pois um dia poderemos acordar dentro de um grande buraco porque não sabíamos que a fita vermelha e branca ou uns ferros foram lá postos para avisar.
    Seguem as imagens da obra:  

        



Imagem da documentação da CMS






Qual foi a principal causa do colapso inesperado do colector de saneamento na nossa freguesia?