31 dezembro 2007

MENSAGEM DE ANO NOVO





FELIZ ANO NOVO!!!
Porque razão desejamos "Feliz Ano Novo"?
Porque celebramos a passagem do ano?
Por esta altura do ano, é normal e geral "fazer uma limpeza",
esquecer o passado, pensar no ano novo que aí vem e desejar um futuro mais promissor.
Apesar de não termos alcançado todas as promessas feitas na passagem de ano do ano que está a chegar ao fim, o desejo de recomeçar volta sempre. O desejo da maioria de nós é o de "atirar o passado para trás das costas", "passar uma esponja no passado", estabelecer novos objectivos e trabalhar para um futuro próspero.
Em vez de decidir "Eu não vou fazer isto" ou "Eu não vou fazer aquilo", devemos dizer "Eu vou fazer isto" e "Eu vou fazer aquilo". Existe uma grande diferença e junta-se uma motivação maior, uma maior determinação e uma maior decisão.
Além do mais, estabelecer objectivos não se restringe ao dia do Ano Novo. Pode acontecer em qualquer altura do ano. Mas quando quer que aconteça, marca de facto um "Novo Ano" na vida de uma pessoa.
Recorda-se do ditado "Hoje é o primeiro dia
do resto da minha vida"
Sim! É verdade!
Mas também é verdade dizer: "FELIZ ANO NOVO!"

29 dezembro 2007

A FESTA DE NATAL É DE TODOS


Criançada feliz


A Câmara Municipal do Sabugal organizou este ano vários eventos para festejar o Natal, tendo transformado a cidade do Sabugal num arraial onde quase nada faltou, nem mesmo os camelos que costumam mais andar no deserto. Não sei se o burro marcou presença no cortejo da festa, mas teria sido uma boa ideia.
Desde o início do mês de Dezembro e até ao dia 6 de Janeiro (de 2008), na sala de exposições temporárias do Museu do Sabugal, decorre a exposição de presépios "Natal no Museu". Aproveitem, visitem a exposição e nem sequer têm que pagar para entrar.
O concerto de Natal teve lugar no Auditório Municipal do Sabugal e foi convidada a Filarmónica Recreativa Erense(Eradas-Covilhã), também com entrada livre.
As ruas não foram esquecidas e as iluminações transformaram-nas em locais mais visíveis e mais bonitos.
No passado dia 13 de Dezembro foi a vez das crianças terem os seus momentos de festa e diversão. Vieram de autocarro até à cidade, acompanhadas pelos seus professores, deixando as suas escolas básicas ainda mais vazias. Seguiu-se um cortejo pelas ruas do Sabugal onde participaram também os funcionários da Câmara. As roupas e outros adereços ajudaram a recriar os momentos históricos dos tempos em que Jesus nasceu. Os Reis Magos distribuiram prendas pelos meminos e meninas que depois foram lanchar e participar numa peça de teatro. Também participaram e foram muito animados os saltimbancos, os jograis, as encantadoras de serpentes, os cuspidores de fogo...e a festa foi até às tantas com porco no espeto e outras iguarias.
Todos gostaram da festa de Natal.
Dar alegria aos munícipes é também um dever das autarquias.
Viva a festa!
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Eu já sou adulto e os meus sonhos já não são os de menino. Mas continuo a acreditar na boa vontade e na sabedoria de quem governa o nosso concelho.
Gosto de ver o povo feliz e a saltar mas...não posso ignorar aquilo que li há dias. É que em Reunião de Câmara realizada em 16 de Novembro de 2007, foi aprovada uma deliberação, por maioria, conceder ou "atribuir uma comparticipação no valor de 25.000 euros para a realização do evento, consubstanciado no pagamento das facturas correspondentes". Este pedido foi feito à Câmara pela Comissão Organizadora da festa de Natal 2007.O Vereador Rui Nunes votou a favor e declarou "pelo facto de ter sido a Comissão eleita a decidir, logo os funcionários estariam de acordo". Quanto a abstenções, houve duas: a do vereador José Freire e a de Luís Sanches que juntou uma declaração de voto dizendo que "abstenho-me visto que estamos num período de restrição de verbas para muitos trabalhos de interesse no concelho, para obras e a Câmara Municipal do Sabugal propôe-se gastar 25.000 euros num jantar de Natal. No meu ponto de vista não é coerente."


"Avé-Maria..."

Continuei a ler a Acta da Reunião da Câmara realizada em 16 de Novembro de 2007 e li o que se segue:
"ACÇÃO SOCIAL E EDUCAÇÃO
Informação prestada pela reponsável do Sector, sobre a aquisição de "100 cabazes de Natal para as famílias carenciadas do Concelho".Deliberado, por unanimidade, autorizar a sua aquisição, bem como a respectiva despesa no montante de 2.304,75 euros."
Fico com a sensação de que há dinheiro mal gerido pela Câmara Municipal do Sabugal. Entendo a posição do vereador Luís Sanches e digo que há outras prioridades mais importantes do que ver camelos e serpentes num cortejo de Natal.Gasta-se dinheiro em coisas não tão necessárias e essenciais e se no concelho do Sabugal há dinheiro para festas, mas não há a mesma verba para cabazes de Natal(composto de produtos essenciais para alimentar a ceia de Natal de famílias pobres)a partilha está muito mal feita. A mensagem que o Menino nos vem anunciar é a de solidariedade, de igualdade, a de verdadeira família que dia a dia labuta por um mundo melhor. Os recursos económicos, mesmo quando são poucos, têm que ser bem administrados e consciosamente bem distribuidos. Quando se gastam 25000 euros numa festa de Natal ( não subscrevo a declaração de voto do vereador Luis Sanches quando diz que é para um jantar. Não, nesta eu não quero acreditar, mas fico com a dúvida se o "jantar" foi assim tão abastado) é porque há dinheiro para gastar.
Fico contente sempre que leio notícias de festa, de alegria das gentes do Sabugal. É de louvar as boas iniciativas. Mas não posso ignorar outras notícias que me revoltam e entristecem. Somos todos munícipes do mesmo concelho, logo, todos temos o direito a ser tratados de igual forma.
Viva o Sabugal.

27 dezembro 2007

PODIA TER ACONTECIDO EM MALCATA...

Presépio na igreja de Malcata(2006)


ERA UMA VEZ... UMA HISTÓRIA VERDADEIRA!..












O frio começava a apertar, caíam as primeiras neves, e na igreja a miudagem dava os últimos retoques na afinação das canções para o Dia de Natal. Por essa altura, chegava invariavelmente à aldeia uma tribo cigana, família larga de muita gente, avós, pais, netos de várias idades, carroças e burros e o inevitável acampamento num pinhal não longe da minha casa. Mesmo perante a
hostilidade geral, que se dizia que os ciganos roubavam, insistiam em passar aí os Natais, vá lá saber-se porquê!...
Nesse ano, os ciganitos traziam um carrito daqueles que se compunham de uma caixa de sardinha ou uma tábua em cima de dois eixos com rodas, e que era usado para os miúdos brincar aos automóveis, descendo ladeiras a velocidades estonteantes. Mas desta vez era um carro de luxo, com rodas pequeninas de aço, que deslizavam como uma pena e um guiador que agora se diria topo de gama. Contei lá em casa e logo me disseram que tinha sido certamente roubado. Ripostei que não: eles tinham-me dito que foi o avô que o fez!...
Havia um caminho bastante inclinado, ao lado da minha casa, onde se juntavam para brincar. A troco de uns bons pedaços de pão, eu era o único elemento estranho a poder utilizar o bólide, embora espaçadamente, que eles exerciam ostensivamente o seu poder soberano e punham-me no meu sítio. Andava, mas quando lhes desse na real gana!... Claro que toda a gente que passava reprovava a minha participação: um menino tão limpinho e filho da senhora professora metido com os ciganos!...E logo iam pressurosos, a avisar!...
Logo pela manhã, foi um alvoroço na minha casa, um altear de vozes que eu não percebia, correrias, um sobressalto. Como ninguém atendesse a minha curiosidade, levantei-me cedo da cama, para ver o que era. Deparei então com toda a gente da família e pessoal de fora, no curral, à volta de um enorme porco, que se contorcia com dores, levantando o focinho em assustadores espasmos. Discutia-se se se havia de chamar o ferrador, que tudo sabia de doenças dos animais, ou o veterinário. A maioria preferia o ferrador, mas o meu pai resolveu mandar alguém ao telefone público, havia um na terra, chamar o veterinário. Mas este tardava em chegar e as contorções dolorosas do bicho metiam cada vez mais dó. Nas circunstâncias, o meu Pai tomou a decisão de matar o animal, encarregando-se ele próprio da função, nos mesmos moldes da matança tradicional, uma faca enterrada no pescoço, direita ao coração. Chegado entretanto o veterinário e inteirado do estado das coisas, mandou abrir o bicho. Rapidamente se verificou que o porco tinha engolido o arganel (uma armação de arame que era espetada no nariz, com dois bicos afiados, para não fossar), e que este lhe ficara cravado na garganta, causando-lhe as dores que podemos imaginar. Descoberta a causa, discutiu-se se a carne do falecido estaria em condições de ir para a salgadeira ou não. O veterinário achou que ele nem teria chegado a ganhar febre, pelo que deixava a opção aos donos. O que fez a discussão retornar ao ponto de partida. A maioria era pelo aproveitamento, mas a minha mãe declarou jamais comer tal pitéu, pelo que, ponderados os prós e os contras, foi decidido enterrar o porco. No chão nevado da quintarola, foi feito um buraco e o animal enterrado.
Olhando por cima do muro baixo da propriedade, que confinava com a estrada, os miúdos ciganos assistiram à operação, tendo logo contado aos pais. Pelo que, passado algum tempo, apresentaram-se dois ciganos pedindo para desenterrarem o porco, pois o aproveitariam para lhe tirar o sebo ou até para comer, se estivesse em condições. Levaram um rotundo não do meu pai, pois se não servia para nós, não servia para ciganos, o que eles imediatamente desmentiram com veemência. Era Natal e até poderiam dar alguma carne aos filhos. Se ela estivesse boa, claro!…
Perante a negativa, foram embora, mas voltaram e continuaram a insistir. Os miúdos rodearam-me e prometiam que me deixavam andar o que quisesse, se levassem o porco. Perante a fortíssima abordagem conjunta, minha e dos ciganos, o meu pai disse-me: diz a eles que não quero saber de nada, mas se, quando chegar da vila, vir algum buraco, chamo logo a polícia. Contei aos ciganos e estes aos pais que me disseram de imediato: a gente tapa logo e até põe neve por cima!...
Homens e mulheres vestidos de preto lá desenterraram o porco, taparam o buraco, arrastaram a neve, transportaram-no em braços até ao muro, puseram-no na carroça e abalaram felizes rumo às tendas, acompanhados por uma chusma de ciganitos.
Passados dois ou três dias, era Natal. Chegado a casa, depois da missa, ainda pude ver a caravana que desaparecia na curva da estrada. E, ao entrar no portão, o carrito que, sem me dizerem nada, me deixaram como prenda de Natal, gratos por uma consoada porventura mais farta. Não estava embrulhado em papel nem tinha laços, mas seria, na sua singeleza, a melhor prenda do Menino Jesus.
Tinham ficado felizes com o porco; quiseram deixar-me feliz com o carrito. Não saberiam bem o que era o Natal, mas, no seu íntimo, estavam em consonância com a mensagem do Menino Jesus, cujos bracitos se abrem para com todos compartilhar e a todos abraçar, independentemente do seu estado, raça ou religião!...O significado do Natal!...

in "4R-Quarta República" e postado por Pinho Cardão
Nota: Li esta história e imediatamente fui levado à minha infância. É bom ler textos como este.

24 dezembro 2007

UMA CANÇÃO PARA ESTE NATAL


Em festa pelo Menino, o Deus Connosco, cuja Palavra é motivo de reflexão e ternura, desejo, a todos os que lerem esta mensagem, um Natal muito belo, especial, e na linha da continuidade da sua mensagem ao longo do Novo Ano.

23 dezembro 2007

A IMAGINAÇÃO DOS HOMENS





ÁRVORES DE NATAL, PAIS E MÃES NATAIS E PRESÉPIOS...IMAGINAÇÃO HUMANA



A árvore e enfeites de Natal
As primeiras referências à árvore de Natal datam do século XVI na Alemanha. Mas a origem mais antiga é anterior ao nascimento de Jesus Cristo, surgindo entre o segundo e o terceiro milénio, pelos povos indo-europeus. Nessa época era rendido um culto à árvore, sendo o carvalho, considerado a rainha das árvores. No Inverno, quando as suas folhas caíam, os povos antigos costumavam colocar diferentes enfeites para atrair o espírito da natureza, que se pensava que tinha fugido.

Assim, os enfeites que hoje em dia fazem parte da decoração das árvores de Natal, representam as primitivas pedras, maçãs, entre outros. Cada um destes enfeites tem um significado:
· as velas (antes de serem substituídas pelas coloridas luzes de natal) simbolizam a purificação;
· as pinhas como símbolo da imortalidade;
· os sinos como mostra do júbilo natalício;
· as maçãs e as bolas de cores (que no século XVIII foram desenvolvidas pelos sopradores de vidro da Boémia) simbolizam a abundância;
· a estrela que se coloca no cimo da árvore de Natal anuncia o nascimento de Jesus, a estrela de Belém.

A lenda do pai Natal
Pai Natal: homem bonacheirão e gorducho de faces rosadas e barba branca, vestido de fato vermelho, a conduzir um trenó, pelos céus, puxado a oito renas. Que segundo reza a história, desce pela chaminé e deixa presentes na árvore de Natal, no sapatinho e nas peúgas de todas as crianças bem comportadas,...! Esta foi a imagem criada pela Coca-Cola em 1931 e que persiste no espírito de todas as crianças.
Mas o pai Natal já existia anteriormente. Foram os holandeses que levaram para os Estados Unidos da América a lenda de Santa Claus (São Nicolau) no século XVII, na Alemanha a partir do século XIX, embora as suas raízes remontem ao século IV.
São Nicolau foi um bispo da Ásia Menor, que viveu no século IV, celebrizou-se pela sua bondade. A ele estão associados milagres e gestos de grande generosidade, sobretudo para com as crianças. Como resultado, foi considerado santo pela Igreja Católica e foram criadas inúmeras lendas folclóricas. A ele está associada a lenda de entregar sacos de ouro pela chaminé.
Por toda a Europa o dia de São Nicolau passou a ser festejado no dia 6 de Dezembro, mas a tradição de presentear as crianças neste dia, foi lentamente transferida para o dia 25 de Dezembro pela Inglaterra e posteriormente por alguns países como o caso de Portugal.
Hoje em dia esta imagem está associada a um consumismo desmedido, esquecendo a verdadeira intenção de São Nicolau: dar amor, carinho e generosidade.


A Missa do Galo
Conhecida também pela Missa da Meia noite, celebra o nascimento de Jesus Cristo. Este costume começou no século V, através dos romanos católicos. A denominação de Missa do Galo provém de uma lenda que diz que o galo foi o primeiro animal a presenciar o nascimento do menino Jesus, ficando encarregue de anunciá-lo ao mundo através do seu canto.

A origem do presépio:
Segundo a tradição católica o presépio surgiu no século XIII, pela mão de S. Francisco d’Assis que quis celebrar o Natal da forma mais realista: montou um presépio de palha, com uma imagem do menino Jesus rodeado de animais reais.
O sucesso desta representação na noite de Natal de 1223 foi tal que rapidamente se estendeu por toda a Itália e posteriormente pela Europa e América Latina.

20 dezembro 2007

PADRE CÉSAR CRUZ E O NATAL

A internet, quando bem utilizada, serve de veículo para levar as boas notícias aos quatro cantos do mundo. E com um simples clicar no botão temos acesso a pensamentos e exemplos de vida que nos ajudam a levar uma vida mais humana e mais cristã.
César Cruz é um mensageiro da Boa Nova de Jesus e presentemente tem a cargo a orientação espiritual(para além de outras comunidades) da comunidade de Malcata.E aproveitando bem a internet para a divulgação da Mensagem de Cristo ao mundo, publica no seu blog, mensagens, pensamentos e opiniões que têm contribuido para a minha felicidade e de muitos que por lá passam.Tomei a liberdade de "copiar" as palavras que o Pe.César publicou recentemente fazendo delas uma "mensagem" de Natal para todos os que visitam o Malcata.net.Aconselho uma visita ao blog "Pe.César Cruz" em www.pecesarcruz.blogspot.com.
Então, dou o espaço ao Pe.César:


Quando for Natal vamos viver em harmonia e em paz! Quando for Natal a humanidade pode enganar-se falando de tempos esquecidos e já quase não vividos… Enfim, quando for Natal podemos viver o que não vivemos durante o resto do ano! Será este o Natal que desejamos, ou será que o resto do ano é que anda às desavenças com aquilo que verdadeiramente queremos? Sempre que celebramos o Natal ou tentamos encetar a tarefa de lhe dedicar algumas palavras, tentamos escolher adjectivos e verbos para fazer sobressair a época festiva. Falamos de harmonia, paz, alegria... tantas palavras que soam tão bem nesta época natalícia. Pois é... tentamos criar em alguns dias do ano a ilusão de que todo o ano é assim vivido. Ficamos com o nosso íntimo pleno de satisfação por enfeitarmos uma árvore de Natal com arrebiques coloridos e transportamos para o nosso ser essa ilusão: adornamos os nossos sentimentos e o nosso ser nesta altura do ano. Podemos viver numa aversão total aos valores natalícios durante o ano mas nesta altura, sim, nesta altura parece bem! Há uma expressão de âmbito popular que diz que o Natal é sempre que o Homem quiser. Enfim, será mesmo assim? Quando era mais novo recordo-me de ter visto uma história emblemática em desenho animado. Dois bonecos simbolizavam dois povos em guerra. Estavam de costas voltadas e de armas na mão. Quando se aproximava o Natal estes dois bonecos animados voltaram-se e abraçaram-se. Durou pouco este acontecimento, pois, mal a época natalícia findou, voltaram a pegar nas suas armas e virar as costas. Esta pequena história faz-nos pensar. Temo que na nossa vida o Natal também seja assim vivido. Fala-se constantemente em mudanças e de progresso mas será legitimo julgar que o mundo pode ser mudado e nós ficarmos pávidos e serenos diante da nossa condição? Pois é... O Natal está próximo. Sentimentos e desejos para esta festa? Sim, há muitos... Mas gostaria de expressar um só neste ano: que cada dia seja vivido com a verdadeira alegria cristã do nascimento de Jesus Cristo. Que a paz e comunhão transmitidas por este tempo festivo se estendam por todo o ano. Um santo e feliz Natal para todos.
in www.pecesarcruz.blogspot.com

19 dezembro 2007

OS TRÊS NATAIS DE BELÉM


BELÉM, ANO 2007 d.c.

Belém,a cidade dos conflitos.
A terra onde Jesus nasceu é hoje um local dos mais conflituosos do Mundo. Nada se compara com a Belém dos Evangelhos e o imaginário que os Cristãos temos desta terra.

Hoje, José e Maria antes de entrar em Belém tinham que aguardar junto a um muro de cimento com uma altura de três andares e revestido com arame farpado. E se os documentos não estivessem em ordem ou se os alforges não servissem para esconder material "ilegal" do género "burro-bomba" e só depois dos soldados israelitas terem recebido ordens superiores para os deixar entrar...então podiam ir a Belém procurar uma hospedaria.



Este muro de betão, segundo o governo israelita,está a ser erguido para manter os terroristas afastados de Jerusalém. Belém fica a 9,5 quilómetros de Jerusalém.
Belém localiza-se na Cisjordânia, em território tomado por Israel durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967. É uma cidade palestiniana, com uma maioria de moradores muçulmanos(90%). Mas em 1900, mais de 90% eram cristãos. Hoje cada vez são menos e a "aldeia"mais venerada durante o Natal, é um dos lugares com mais conflitos.
No interior do muro , ao longo das fronteiras de Belém, ficam três campos de refugiados palestinianos.
Ao lado do muro, mas fora dele, dominando os pontos mais altos e as colinas circundantes, avistam-se colonatos judaicos em expansão.
No cume da colina principal de Belém, situa-se a Praça da Manjedoura, em frente à Igreja da Natividade.
Praça da Manjedoura
A Igreja da Natividade está quase escondida. A entrada foi ficando mais pequena ao longo dos tempos, talvez para impedir o acesso aos cavalos e camelos dos viajantesO visitante tem de se dobrar para entrar.


Nas zonas rurais de Belém, hoje como há 2007 anos, as grutas são utilizadas para guardar animais de criação, com manjedouras escavadas na rocha.Aqui,no centro deste lugar instável, circundada de colonatos judaicos, aprisionada dentro de um muro, rodeada de campos de refugiados, escondida e aconchegada debaixo do chão de uma antiga igreja, há uma estrela de prata. Foi aqui, segundo se crê, que Jesus nasceu.

Aqui, até os próprios cristãos não são imunes às lutas intestinas. Cada metro quadrado da Igreja da Natividade é literalmente disputada pelos ortodoxos gregos, os católicos romanos e pelos ortodoxos arménios. Os homens santos das três confissões brigam entre si para decidir quem deve limpar cada parede sagrada ou quem pode andar por cada espaço da nave da igreja.
Em Belém, nnem sequer há acordo sobre o dia de Natal. Em que data é celebrado o dia sagrado na Igreja da Natividade? Os ortodoxos gregos, guiados pelo calendário juliano, celebram a missa do Dia de Natal a 6 de Janeiro(13 dias depois do calendário gregoriano). A missa da Véspera de Natal em Belém, transmitida pelas televisões mundiais, no dia 24 de Dezembro, é celebrada na recente Igreja de Santa Catarina, administrada pelos católicos romanos. Os arménios celebram o Natal na sua ala da igreja no dia 18 de Janeiro.
Por isso, em Belém, celebra-se o Natal três vezes por ano!
Seja qual for a confissão professada por cada homem, há algo naquela gruta que os une em oração, em cânticos e em emoção.

Nota:Este texto foi baseado num artigo intitulado "Belém, Ano 2007"publicado pela revista
"National Geographic", Dezembro 2007, págs.28 a 53. Comprei e li e aconselho outros a fazer o mesmo. Depois da leitura do artigo ficamos melhor informados da Belém 2007 d.c.(www.nationalgeographic.pt)

18 dezembro 2007

O DINHEIRO DO QREN PARA O SABUGAL VAI SER GERIDO PELA COMURBEIRA

O Plano Estratégico da Comurbeiras tem uma lista de mais de 500 investimentos ambicionados para a região e já discutidos por cada um dos municípios envolvidos, no valor de 996milhões de euros.
Destes 500 projectos do Plano, vão ser seleccionados os que vão passar à versão final nos próximos meses.
A Comunidade Urbana das Beiras(Comurbeiras) da qual faz parte o Município do Sabugal, é constituida pelos nove municípios da NUT Beira Interior Norte. Esta NUT é uma subregião estatística portuguesa, parte da Região Centro e do Distrito da Guarda.





Belmonte: Nasceu aqui a Comurbeiras

PORTUGAL E AS NUT's


Uma grande parte das pessoas interroga-se sobre o que sejam as NUT.
As NUT (ou Nomenclaturas de Unidades Territoriais) designam as regiões ou sub-regiões em que se divide o território da União Europeia para efeitos estatísticos.

Em Portugal há 3 NUTs:
NUT I (Portugal Continental, Açores e Madeira),
NUTs II: 7 (Norte, Centro, Lisboa, Alentejo, Algarve, Açores e Madeira).
NUTs III: 28 (Minho-Lima, Cavado, Grande Porto, Alto-Trás-os-Montes, Douro, Ave, Tâmega, Entre Douro e Vouga, Baixo Vouga, Baixo Mondego, Dão-Lafões, Serra da Estrela, Beira Interior Norte, Cova da Beira, Beira Interior Sul, Pinha Interior Norte, Pinhal Interior Sul, Pinhal Litoral, Oeste, Médio Tejo, Alto Alentejo, Alentejo Central, Lezíria do Tejo, Grande Lisboa, Península de Setúbal, Alentejo Litoral, Baixo Alentejo e Algarve).
Nota importante:A negociação do valor e a assinatura do contrato financeiro para os seis anos de vigência do QREN deverá acontecer durante o primeiro semestre de 2008.

MENSAGEM DE NATAL DE D.MANUEL FELÍCIO(BISPO DA DIOCESE DA GUARDA)


O Diário XXI divulga a mensagem de natal de D.Manuel Felício:

Diário XXI:

Bispo quer ver Interior a agarrar fundos europeus



Numa mensagem de Natal

que vai além de aspectos religiosos,

D. Manuel Felício pede uma aposta no Quadro de Referência Estratégico Nacional e faz um alerta renovado sobre os efeitos nefastos da desertificação.

D. Manuel Felício, Bispo da Diocese da Guarda, considera urgente “que os políticos e outros responsáveis pela vida pública assumam a coragem de construir um futuro equilibrado, de tal maneira que sejamos um País e uma nação onde todos têm vez e voz”.
Numa mensagem de Natal que denota preocupação pelo desenvolvimento da região, D. Manuel Felício entende que “é necessário assumir a coragem de promover a discriminação positiva para as regiões mais pobres de meios promotores do desenvolvimento, como a nossa, e com essa finalidade saber aproveitar a oportunidade única constituída pelo aproveitamento do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), que vigora nos próximos seis anos”.
O Bispo da Guarda faz a analogia entre a história bíblica de Jesus, nascido num curral, por não haver lugar para ele numa cidade a viver a azáfama do recenseamento, e os dias de hoje, onde há “os bem incluídos no processo e nos programas do desenvolvimento, como também os que deles ficam excluídos”.

“LEGÍTIMAS QUEIXAS”
O Bispo da Guarda dirige uma palavra “especialmente aos responsáveis pela condução da nossa vida pública, pedindo-lhes que olhem preferencialmente para os que são parentes pobres do desenvolvimento” e recorda “as legítimas queixas feitas recentemente pelos autarcas do distrito da Guarda” ao Presidente da República, a lembrar-lhe “o drama da desertificação humana dos nossos ambientes”. “Compreendemos que o senhor Presidente da República tenha ficado sem palavras para responder, de imediato, com as medidas adequadas a esta situação preocupante. Mas já não compreendemos que a máquina da organização política, subordinada a interesses de crescimento económico fácil, não dê ouvidos a este apelo”, sublinha.



Desertificação: “Um drama de proporções alarmantes”
O problema da desertificação, segundo D. Manuel Felício, é “um drama de proporções alarmantes, que põe em risco a sobrevivência de muitas das nossas aldeias e obriga as populações locais a deixar as suas terras”. “Mas é também um drama que todo o País precisa de sentir como seu, pois sem o desenvolvimento das potencialidades que nos são próprias, todo o País fica mais pobre e a qualidade de vida de todos os portugueses irremediavelmente prejudicada”.

in Diário XXI, por Susana Margarido

16 dezembro 2007

PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO DO INTERIOR DE PORTUGAL


«O PSD, apresentará em 2008 um programa de desenvolvimento do interior de Portugal. Algo completamente novo e diferente das medidas paliativas que o Governo tem tomado. O Objectivo é "estagnar adesertificação" com políticas que promovam "objectivamente" o crescimento económico.
Nesse âmbito serão apresentadas medidas de incentivos fiscais "absolutamente radicais", será proposta uma reorientação dos recursos do Q.R.E.N. e a revisão da política de transportes ao nível das infra-estruturas rodoviárias, especialmente das ferroviárias. Trata-se de um novo Programa Polis para desenvolver o Interior.»

Isto prometeu Ribau Esteves, secretário Geral do PSD durante o Conselho Nacional do PSD que se reuniu ontem em Bragança.

Esta notícia foi publicada pelo Jornal de Notícias, hoje, domingo, 16 de Dezembro de 2007.
A desertificação está a começar a dar que pensar. O que me preocupa são as reorientações que todos querem dar ao QREN, ou seja, aos milhões de euros que a UE está a enviar para Portugal. Quando há dinheiro aparecem sempre pessoas interessadas em fazer uso dele. Infelizmente, para prejuizo dos portugueses, o dinheiro do QREN começou por ser a desculpa que muitos "Presidentes de Câmara" arranjaram para o atraso de muitas obras, para o adiamento de outras e para o esquecimento de muitas outras..."sabe, estamos dependentes da aprovação...os fundos do QREN estão atrasados...não sabemos quando e se o projecto vai ser contemplado pelo QREN...
O Interior de Portugal está a ficar um deserto. Isso sim, o Ministro Lino bem pode apregoar aos sete ventos e mesmo que se esconda nas muralhas do castelo do Sabugal, ninguém o vai contradizer.
Será que as obras da estrada de Malcata, empreitada começada neste Verão e da responsabilidade da Câmara do Sabugal, estão paradas por causa do QREN? Não me parece que o motivo seja esse. Muito menos acredito que seja por falta de dinheiro. Há muito que a verba está disponível para pagar a obra. Então, quais são as razões para que a obra termine? Eu não sei quais são, mas, sejam elas quais forem, já é tempo de alguém as apresentar à população de Malcata.
Em democracia, quem decide tem de estar preparado para ouvir "a voz do povo" disse o Presidente da República, Cavaco Silva.

10 dezembro 2007

TERRAS DO LINCE


Foi recentemente criada a marca "Terras do Lince" pela Câmara Municipal de Penamacor. O objectivo é a promoção dos produtos da região, como por exemplo, o azeite. Segundo palavras dos autarcas de Penemacor, o Sabugal também pode e deve utilizar esta marca como meio de divulgação e promoção dos produtos que o concelho produz.
A Câmara de Penamacor, tem sido uma defensora do "lince" e tem feito esforços para tirar partido do nome e do poder que a palavra tem no nosso país. Penamacor e Sabugal são dois concelhos que integram a Reserva Natural da Serra da Malcata. Tudo o que estas duas autarquias fizerem para o desenvolvimento e enriquecimento da região deve merecer o nosso apoio. O azeite, o mel, os queijos e outros produtos que por cá se produzem com qualidade, podem funcionar como fonte de receita para quem os produz. Há que aproveitar estes canais de promoção, pois, é mais uma forma de mostrar que a região tem valor.

08 dezembro 2007

EIS O HOMEM!

QUEM AINDA SE LEMBRA DESTE HOMEM?

Todos os que nasceram nos anos 60 e os anteriores a essa data conviveram com este homem que Deus enviou para Malcata. O Pe.Lourenço foi pároco de Malcata durante muitos anos. Os tempos eram outros e eu estou a vê-lo sentado nas "escaleras" mesmo ao lado da Torre do Relógio numa daquelas conversas filosóficas e teológicas com o Ti Varandas ou com o Rui Varandas e o Louro. As ideias eram contrárias e o Pe.Lourenço defendia-se com unhas e dentes e a luta de ideias filosóficas e teológicas era uma constante.
Naqueles tempos, um padre não entrava na taberna mas, andava por lá perto e era pela torrinha que muitas vezes passava o seu tempo livre. O seu fim e a sua partida para o outro mundo foi inesperado e invulgar. Foi encontrado inanimado no interior da sua casa paroquial, a casa que ainda hoje está ao lado da igreja paroquial, que nessa época servia de residência paroquial. Foi ele, que um dia, em pleno Verão, tempo de calor e roupas frescas, quando entrei na igreja para assistir à missa, olhou para mim e vendo que a minha camisa não tinha mangas( era de meia manga) me chamou a atenção, corei e levei raspanete porque "isso não é digno de entrar na igreja"...outros tempos...outros "mandamentos" que hoje sabemos não fazerem parte das "leis" que Deus aconselha ao homem. Mas, outros "mandamentos" para outros cristãos da minha idade e mais velhos este padre decretou e a alguns conseguiu convencer a segui-los, tendo alguns andado pelos corredores dos seminários sem nunca terem encontrado aquilo que outros desejavam e queriam. Mas, hoje são Homens e têm dignificado o seu bom nome.
Hoje, tudo é diferente e o cristianismo continua a transformar as vidas dos malcatenses e Deus enviou o Profeta César Cruz que tão sabiamente tem anunciado a Boa Nova.

MALCATA EM NOVEMBRO

Onde estão os Profetas? Sim, volto a perguntar onde estão os Profetas? O povo necessita de boas notícias. O povo espera a chegada do Profeta que lhes resolva os seus problemas, as suas angústias e lhes traga a receita do êxito. Onde estão os Profetas? As ruas da aldeia estão desertas, só os cães por ali andam. Para onde foram as gentes daqui? Quando o Profeta vier, quem o vai esperar e ouvir a sua mensagem? Talvez os profetas tenham também ido para as cidades à procura das gentes daqui. Em Novembro, as pedras da calçada, sentiam-se sós, não sentiam a sola dos sapatos e já há muito tempo que as cabras e vacas deixaram de falar com elas. Agora, os dia e as noites são mais aborrecidos e quando estive na aldeia, em Novembro, uma das pedras da Rua do Meio sussurrou-me ao ouvido um segredo: o Profeta está a chegar!

06 dezembro 2007

QUAL A MELHOR ÁGUA? A DO "FURO", A DA FONTE OU A DA BARRAGEM?


Albufeira da Barragem do Sabugal ( Junto ao ínício do túnel de transvase para a Barragem da Meimoa, em Malcata). Não será deste local que Malcata irá ser abastecida, mas esta água também faz parte da albufeira da barragem do Sabugal. Ao lado da torre é o início do túnel de transvase para a barragem da Meimoa.





Aqui, podemos ver a Estação de Tratamentos de Águas Residuais e Pluviais de Malcata. Lá ao fundo, naquela casinha branca, está o "furo" que abastece actualmente Malcata. A estação de tratamento veio mais tarde mas, digamos que os dois aqui tão perto é de começar a duvidar da qualidade da água que sai nas torneiras. A Etar está nos seus princípios e pouco "lodo" recebeu. Mas quando a água ali andar dias e dias a marinar será que uma hipotética fuga daqui até ao "furo", ali mesmo ao lado, trará consequências gravosas para as pessoas e animais? Há que defender a saúde dos consumidores e garantir água potável e com todas as qualidades dignas desse nome. E a Câmara do Sabugal pensou que a solução está aqui:



MALCATA VAI SER ABASTECIDA COM ÁGUA DA BARRAGEM DO SABUGAL










Subsistema do Sabugal


A água que neste momento abastece os habitantes de Malcata vai deixar de correr com tanta intensidade nas torneiras de casa. Para o próximo ano de 2008 está previsto pela empresa Águas do Zêzere e Côa e também pela Câmara Municipal do Sabugal, que o abastecimento de água a Malcata venha a ser feito a partir da água da barragem. Actualmente já há localidades que consomem água retirada da albufeira, como por exemplo,Santo Estevão e Sortelha, Casteleiro e a própria cidade do Sabugal.
A Câmara do Sabugal ficará responsável pela água que sairá dos depósitos até às casas, enquanto que as Águas do Zêzere e Côa se responsabilizarão pela captação, elevação e tatamento.

O Subsistema do Sabugal serve o município de Sabugal, Almeida, Belmonte, Figueira de Castelo Rodrigo e algumas freguesias dos municípios da Guarda e de Penamacor.
POPULAÇÃO SERVIDA:População residente – 53.703 habitantes
População flutuante – 24.290 habitantes
ÁGUA ABASTECIDA (2005): Caudal médio diário – 10.366 m3
diaCaudal médio anual – 3.783.414 m3/dia
INFRA-ESTRUTURAS:1 Captação de Água1 Estação de Tratamento de Água (ETA)
12 Estações Elevatórias
12 Reservatórios
382 km de Adutoras
INVESTIMENTO: Investimento total – 27 milhões de euros
Investimento realizado – 26,11 milhões de euros
Projecto co-financiado em 63% pelo Fundo de Coesão da União Europeia.






















































30 novembro 2007

RUI CHAMUSCO EM GRANDE DESTAQUE


Grupo Coral e de Cantares do Sabugal


Rui Chamusco, nosso conterrâneo e conhecido, por todos, como uma pessoa vocacionada para a música e todas as actividades de desenvolvimento do concelho do Sabugal(e não só), orientou no passado dia 10 de Novembro, o Grupo Coral e de Cantares do Sabugal. Mais uma vez, como é já costume, realizou-se o intercâmbio musical e cultural entre o grupo do Sabugal, cujo responsável é o Rui Chamusco, e a Tuna de Santo Estevão( Santa Comba Dão). Do programa fez parte uma visita da Tuna de Santo Estevão à cidade do Sabugal, seguiu-se um almoço e o convívio continuou no Salão da Junta de Freguesia do Sabugal, com os dois grupos a cantarem músicas tradicionais e populares.
Nota: A foto foi retirada do Jornal "Cinco Quinas".

29 novembro 2007

MÃOS habilidosas

Estas mãos e outras como estas, são mãos que "desenmaranham"quase tudo e este vídeo serve de "sovenir" para mais tarde as pessoas saberem como se faz.

A ESTRADA QUE CAVACO SILVA NÃO CONHECEU QUANDO VISITOU O DISTRITO DA GUARDA

(Clicar nas imagens para verificar a originalidade da segurança!)





As imagens falam por si. Este é o estado em que se encontra a estrada de Malcata. Está em obras, mas desde Agosto que o empreiteiro" levantou ferros" e até ontem, 28 Novembro, continua tudo como dantes, ou melhor, pior do que estava a estrada antes das obras se iniciarem.






As pessoas de Malcata estão indignadas com o que se está a passar. Em conversa que tive com o senhor Victor, Presidente da Junta de Freguesia, tem feito várias deligências, tanto junto do Presidente da Câmara do Sabugal, como até com o próprio empreiteiro. Da empresa foi-lhe prometido o reínicio das obras ainda durante o mês de Novembro...e o Presidente da Câmara informou-o que também tem feito pressão junto do empreiteiro para que as obras andassem e terminassem quanto antes. A verdade, é que as coisas não andam e está a deixar a Junta mal vista aos olhos dos malcatenses, pois, a vontade do Presidente da Junta é que as obras da estrada se façam bem e rápido.





É que a segurança desta estrada não é nenhuma. Continuam os paus a servir de "barreiras" de protecção e sinalização dos perigos. Ao circular na via deu para perceber que para além do cuidado a ter com os buracos e areia, tive que ter o cuidado de não derrubar os ditos paus com o espelho do meu carro.









O que tem valido aos condutores que por aqui circulam com os seus automóveis é a Associação dos Compartes de Malcata, pois, graças ao seu trabalho lá vão tapando alguns buracos e limpando a estrada do entulho que vai acumulando.

Há dias, o Presidente da República, Cavaco Silva, em mais uma digressão pelo Portugal profundo andou pelo distrito da Guarda e destapou algumas situações "escondidas" dos outros portugueses. Todos verificaram que o distrito tem sido esquecido e está a ficar como o Alentejo, sem ninguém, sem vacas, sem burros, sem cabras e sem ovelhas e sem homens, sem mulheres e pior que tudo, sem crianças. O futuro desta região está seriamente comprometido. Os presidentes das Câmaras conhecem o problema e sabem que não é de fácil resolução. E cada vez que um político "graúdo" visita o distrito tocam os sinos e todos gritam "como chegámos aqui?".
Pois, a verdade é dura e basta passar uns dias numa qualquer aldeia do concelho do Sabugal e depressa começamos a compreender que Portugal continua a ser Lisboa, Porto e algum litoral. Tudo o resto, não é mais que paisagem que muitos não conhecem e não são insentivados a conhecer. Vivemos num país com vergonha do seu território, das suas gentes e das suas genuinas formas de viver.O que o país não sabe é que destas aldeias do interior partiram muitos dos que hoje são Procuradores, Advogados, Professores, Médicos, Empresários e também muitos Missionários e Irmãs religiosas. Foi aqui que eles nasceram e viveram a sua infância e pelo que sei, não têm vergonha de aqui terem nascido, mas talvez sintam mágoa porque para serem o que hoje são, tiveram que deixar pai e mãe, família e amigos e ir para as Cidades deste país que cresceu e continua a crescer mais à beira mar.







































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25 novembro 2007

O DISTRITO DA GUARDA NAS PALAVRAS DO PRESIDENTE CAVACO SILVA

Despovoamento preocupa Presidente.
O Presidente da República admitiu, em Gouveia, onde terminou uma visita oficial de dois dias ao distrito da Guarda, estar preocupado com o problema de despovoamento que afecta a região e que atribui à falta de iniciativa empresarial. Cavaco Silva declarou ontem que o problema da “falta de gente” está “na escassez de iniciativa empresarial” registada nesta zona do interior do País. “Enquanto não surgirem empresas, enquanto não surgirem investimentos, será muito difícil reter os jovens e criar empregos”, afirmou o Chefe de Estado. Referiu que “há algumas indicações positivas”, como acontece com a Plataforma Logística de Iniciativa Empresarial da Guarda e iniciativas empresariais em Seia, “mas existe outra potencialidade não bem explorada, que é o turismo”. O Presidente da República considera o turismo “pode ser, de facto, uma fonte de criação de riqueza e de emprego”. Destacou o exemplo de Gouveia, onde “está a fazer-se uma aposta cultural que pode contribuir para a atracção de mais visitantes”, cidade onde inaugurou o primeiro museu da miniatura automóvel do País e visitou o museu dedicado ao pintor Abel Manta. Cavaco Silva disse ter esperança que a actual situação de despovoamento possa ser invertida com a criação de empregos na área do turismo, o aproveitamento dos produtos locais e com a aplicação dos incentivos fiscais para as empresas, anunciados recentemente pelo Governo. “Ouvi algumas palavras de desânimo de alguns autarcas”, admitiu Cavaco Silva, referindo que “pedem mais acção da parte do Estado” para promover o desenvolvimento dos respectivos municípios.”Já não é o problema das estradas, é mais incentivos à formação dos jovens, das crianças, ao aumento da taxa de natalidade e, repito, apoios para que as empresas se instalem no distrito da Guarda e olhem para a fronteira, não como um obstáculo, mas como uma oportunidade de penetração na Europa”, afirmou.O Chefe de Estado também voltou a referir a sua preocupação com o decréscimo da natalidade em Portugal. “Eu não acredito que tenha desaparecido dos portugueses o entusiasmo de trazer vidas novas ao mundo”, declarou. Nesta deslocação a Gouveia, Cavaco Silva inaugurou o museu da miniatura automóvel, projecto que envolveu o município de Gouveia, o Automóvel Club de Portugal, o Clube Escape Livre e o coleccionador Fernando Taborda.
in http://www.oprimeirodejaneiro.pt/ de 25/11/2007

VIDEO SOBRE A SERRA DA MALCATA

Foi em 2006 que um grupo decidiu andar nas pegadas do lince da Malcata.


Neste vídeo podemos ver a igreja paroquial,
a machoca ( ponto mais alto da Serra da Malcata),
caminhos e floresta e o grupo que bateu com o nariz
na porta do moinho porque se encontrava fechada.

13 novembro 2007

"ERES LO QUE LEES"...QUANTAS VEZES AS NOTÍCIAS NOS ENGANAM?


"Perdoai-lhes,Senhor,eles não sabem o que escrevem."
Lembram-se da notícia do cão que morreu à fome e sede durante uma exposição de arte no passado mês de Agosto, na Galeria Códice,em Manágua, capital da Nicarágua?Eu li a notícia no Jornal Expresso, vi também na Sic e na internet não faltaram informações e até petições on-line para impedir que o artista estivesse presente noutra exposição. Muitas pessoas,eu incluido, depois de ler esta notícia ficámos revoltados e toca a engrossar a dita petição.
Quem escreveu a primeira notícia foi o jornal "Nacion, baseado nas palavras da editora de um suplemento cultural na Nicarágua, La Prensa. Segundo a fonte, o animal teria morrido no primeiro dia de exposição.
E aí começou a novela...a notícia do cão que morreu durante uma exposição foi dada por vários jornais, por exemplo, pelo Expresso, pela Sic, pelo Diário Digital...e nos blogues então não se falou de outra coisa. Ainda cheguei a ler comentários de apoio ao artista, mas continuei a ficar indignado e a defender o pobre cão.
O meu espanto, foi quando encontrei a revista "24 EM CASA" nº72 de 9/11/2007, suplemento do 24 horas do dia 9/11/2007.Tinha sido enganado eu, como muitos bloggers, caímos como patinhos, pois, dizia a revista que afinal de contas o cão não morreu durante a exposição, foi sempre alimentado e teve sempre água para beber. O animal esteve três horas, por dia, preso a uma corda, colocado num canto da sala. Por muito que os visitantes pedissem para soltar o cão ou pelo menos lhe desse de comer, Habacuc ( o nosso artista ), recusou-se a fazê-lo.
E durante os três dias da exposição, as pessoas assistiram aquele quadro de "arte",imaginado pelo Guillermo Habacuc Vargas, "que fez questão de criar um 'acontecimento' e manteve uma cautela ambiguidade até ao fim." Ele nunca revelou se o cão estava morto ou não, se tinha sido alimentado ou não. O que o Habacuc disse foi "constatar a hipocrisia alheia: um animal torna-se o foco de atenção quando o coloco num local onde as pessoas esperam ver arte, mas não quando no meio da rua, morto de fome" e também disse "a exposição serviu para homenagear Natividad Canda, um nicaraguense morto por câes rottweiller.
Tudo isto foi esclarecido pelo comunicado da Galeria Códice(onde a exposição se realizou) informando que "o cão esteve nas instalações durante três dias(...).Esteve solto no pátio interior durante todo o tempo-exceptuando as três horas diárias em que durava a exibição-e foi alimentado regularmente com comida trazida pelo próprio Habacuc".
Afinal o cão não morreu porque no comunicado da galeria diz que " o cão fugiu ao fim do terceiro dia, escapulindo-se de manhã cedo entre as grades do portão principal da galeria, quando o vigilante que o alimentara fazia limpezas no exterior".

Aqui temos um exemplo em que uma "fonte"que jorra rios de tinta,de julgamentos, de críticas...e mesmo apesar deste desmentido, tanto do artista,como da galeria...em quem devemos acreditar? Agora eu posso duvidar da veracidade quanto à fuga do cão. Terá mesmo fugido por entre as grades do portão? Depois de tanta indignação daqueles que visitaram a exposição, depois de tantos se dirigirem ao artista para que alimentasse o animal...lhe desse água...aquilo não era arte...o homem pode ter decidido deixar ir o cão para o seu mundo, para a rua. Eu não sei onde está a verdade. Deus,sabe. Não é assim que se ganha nome de artista, não é assim que se informam as pessoas. É por isso que , muitas vezes, aquilo que nos parece uma verdade absoluta o deixa de ser, porque nunca foi uma verdade verdadeira.
Meus queridos, nem tudo o que se escreve, nm tudo o que se passa nos meios de comunicação social e nem tudo o que ouvimos (e dizemos, escrevemos(!!!),)é a verdade. Acreditamos ser a verdade até ao dia em que lermos, ouvirmos ou vermos a outra verdade.

08 novembro 2007

CARTA ABERTA AO SENHOR PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DO SABUGAL, DR.MANUEL RITO ALVES

QUANDO TERMINAM AS OBRAS DA ESTRADA DE MALCATA?
Senhor Presidente,
A população da aldeia de Malcata não entende a nova paragem das obras na estrada. Ela é a única estrada que os liga ao resto do concelho. Não há outra, não há alternativa.Quando as primeiras máquinas e trabalhadores iniciaram os trabalhos na estrada, todos suspiraram de alívio, pois, tinha chegado a altura de renovar a velhinha estrada. Coitada, estava mesmo a necessitar de obras e uns remendos já não remediavam,tal o péssimo estado em que a via se encontrava.As máquinas começaram a trabalhar e deu para perceber que iamos ficar com uma estrada diferente, mais larga, menos curvas e com melhor sinalização e mais segurança.Entretanto, veio o mês de Agosto e durante uns dias os trabalhadores desapareceram do local da obra, ficando algumas máquinas e uns paus a servir de lembrança e sinalização de obras...sem o mínimo de segurança, diga-se. Nessa altura, tive a oportunidade de expressar o meu desagrado pela falta de segurança na estrada.Passaram os festejos da aldeia, as capeias e a festa da Europa e as obras iam avançando, mais devagar que o caracol, mas vi lá os operários . Pensando bem, era Verão, fazia muito calor e claro, não havia assim tanta pressa em terminar a obra...a coisa ia-se fazendo e quem ali tivesse que transitar, mais não tinha que aguentar o tempo que fosse necessário.Era tempo de festas e as pessoas não ligavam à estrada.
O prazo da obra parece que anda pelos 5 a 8 meses...não tenho bem a certeza. O que sei, é que as obras estão outra vez paradas. Desde os finais de Agosto que " não anda lá ninguém " informação de fonte segura,e disse-me que "aquilo está tudo parado e não sabemos quando vão terminar", "será por falta de dinheiro?", "nós queriamos era a estrada pronta e estamos a ver que,assim,nunca mais" .
Senhor Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, para quando o fim das obras? Porque voltaram a parar? Será que o Pelouro das Obras Públicas da Câmara já lhe comunicou o ponto da situação dessas obras? A população da aldeia de Malcata merece ser informada do que se está a passar. Felizmente (infelizmente para outros) a chuva não tem caído. Quando vier a chuva é garantido que a estrada de malcata vai transformar-se num rio de água e lamas, transformar-se-á numa estrada perigosíssima para os condutores.E, senhor Presidente, sabe muito bem, que Malcata não tem outra saída. Olhe por aquela gente e lembre-se que as pessoas de Malcata nunca foram de organizar protestos, mas quem sabe, os tempos mudam, as mentalidades vão também mudando e o que o povo precisa mesmo é que as obras recomecem e que a estrada devolva a liberdade e segurança aos que a utilizam, particularmente aos malcatenhos .
Viva o Sabugal! Viva Malcata!

01 novembro 2007

NOVEMBRO


Por estes dias os cemitérios ficam engalanados com flores. Reunem-se os vivos aos mortos no mesmo lugar. Passam algumas horas a pensar uns nos outros, mas não se podem encontrar fisicamente. A morte separaram-nos e a alegria de viver dos vivos ficou destruida. A morte aparece como um desmancha prazeres que estraga qualquer sentimento de satisfação, destrói as nossas certezas. O pior de tudo, é que nem eu nem ninguém sabe como tratar a morte.


Hoje não se fala na morte em casa. As pessoas morrem cada vez mais no hospital e cada vez menos nas suas casas.Tentamos esquecer que a morte é dolorosa e as lágrimas são prova de amor.


Porquê?


"Acabei de lhe dar o lanche. Comeu bem, ficou bem! Mas quando agora entrei na enfermaria, já tinha morrido"- disse o Auxiliar de Acção Médica ao Enfermeiro.


Ainda esta semana, no serviço de internamento onde trabalho como auxiliar, morreram dois jovens de oitenta e tal anos. A morte vem e muitas vezes vem pela calada da noite e ninguém dá conta.


É ou não a morte o fim de tudo?


Se é o fim, assume o carácter de uma terrível mutilação; se não é, a minha morte adquire uma dimensão extraordinariamente nova.


Só tenho nas mãos uma coisa: a esperança.

30 outubro 2007

PARA QUANDO A APROVAÇÃO DO PLANO DE ORDENAMENTO DA ALBUFEIRA DA BARRAGEM DO SABUGAL?







APROVEM O PLANO DE ORDENAMENTO DA BARRAGEM DO SABUGAL.




É IMORTANTE PARA MALCATA
É IMPORTANTE PARA O DESENVOLVIMENTO DO CONCELHO DO SABUGAL





O concelho do Sabugal aguarda a aprovação do Plano de Ordenamento da Barragem do Sabugal. Há tempos já tinha falado neste importante assunto. O Sabugal, e em particular, a aldeia de Malcata, têm o futuro na albufeira da barragem. Neste momento a albufeira apenas tem servido de ponto de abastecimento de água a alguns milhares de pessoas e local escolhido para os amantes da pesca se entreterem. É preciso passar o Plano do papel para a prática e passar a ser um documento base para o desenvolvimento da região. Há que alertar as pessoas e dizer-lhes que é urgente colocar as ideias ao serviço das pessoas. Os políticos do concelho têm de se mexer e procurar por todos os meios resolver o impasse em que o plano se encontra. A iniciativa do blog "Capeia Arraiana" , pela escrita do senhor Ramiro Matos, deve ser exemplo para todos os sabugalenses. Não podemos deixar que o País veja e ignore o Sabugal e a falta que os investimentos na barragem trazem às populações.




SENHORES POLÍTICOS, CHEGA DE ESQUECIMENTO, É TEMPO DE LIMPAR O PÓ AOS DOCUMENTOS DO PLANO ORDENAMENTO DA ALBUFEIRA DA BARRAGEM DO SABUGAL. AS PESSOAS ESTÃO PRIMEIRO, entre a "REN " e as pessoas , entre a paisagem e o Plano da Reserva da Serra da Malcata, estão o interesse das pessoas daqui, sim, as que aqui vivem e lutam todos os dias contra a desertificação do nosso concelho, da nossa aldeia...dá pena ver a água ser sacada daqui e os "donos da mina" não usufruirem dos seus benefícios.
Dou a caneta ao senhor Dr.Ramiro Matos:
"A Albufeira do Sabugal no rio Côa constitui uma importante janela de oportunidade no desenvolvimento do Concelho, criando condições para a existência de um nicho de actividades turísticas ligadas à natureza.
Esta Albufeira foi objecto de um Plano de Ordenamento, que aguarda aprovação final desde meados de 2006.Porque este Plano define, de forma precisa o que se pode ou não fazer e onde se pode fazer, é importante desenvolver uma breve análise do seu conteúdo.Nos termos do proposto serão permitidas na Albufeira e na sua envolvente, actividades como: Pesca; Actividades balneares; Navegação recreativa com embarcações motorizadas equipadas com propulsão eléctrica, a remo, pedais e vela; Competições desportivas; 5 Pontões flutuantes para um máximo de 10 barcos cada; Campismo e Parques de Merendas; Instalação de tendas ou equipamentos móveis em locais públicos e a realização de eventos turístico-culturais ou turístico-desportivos.A Câmara Municipal poderá autorizar edificações em terrenos com, pelo menos, 10.000 m², para: Habitação permanente dos proprietários ou titulares dos direitos de exploração e dos trabalhadores permanentes; Turismo em espaço rural; Anexos agrícolas; 1 Hotel Rural.No espaço definido como Espaço de Recreio e Lazer da Albufeira do Sabugal poderão vir a ser instalados os seguintes empreendimentos turísticos, até a um máximo de 300 camas: Um estabelecimento hoteleiro; Um aldeamento turístico; Centro náutico; Zona de instalação de pontão flutuante ou embarcadouro; Zona de recreio balnear; Piscina flutuante; Parque de estacionamento; Parque de merendas; e Restaurante.Este Espaço ficará localizado entre o aglomerado urbano da Malcata e o plano de água.De entre as actividades e empreendimentos proibidos, merecem maior destaque: a navegação recreativa com embarcações propulsionadas a motor de combustão interna; a permanência do gado; a aquicultura; a extracção de inertes; actividades desportivas como motocross, karting e actividades similares; quaisquer operações de loteamento; a instalação de explorações pecuárias intensivas incluindo as avícolas.Por este breve apontamento se pode aferir da sua importância para Concelho e, nomeadamente para o Sabugal e Malcata.Torna-se urgente que, por um lado, se comece a estudar como tornar realidade o seu conteúdo, e, ao mesmo tempo, exigir da Administração Central a rápida aprovação e publicação do Plano de Ordenamento da Albufeira do Sabugal."«Sabugal Melhor» opinião de Ramiro Matosmailto:Matosramiro.matos@netcabo.pt

Artigo lido e copiado daqui:http://capeiaarraiana.wordpress.com/2007/10/25/a-albufeira-do-sabugal/

ESTRANHA FORMA DE "arte"


Foi assim que um artista decidiu expressar a sua arte: apanhou um cão vadio, amarrou-o com uma corda e "expôs" o animal na Bienal Costarricense de Artes Visuales/Bienarte 2007, onde esteve até morrer de fome e sede.
O que mais surpreende é que o autor desta "obra artistica" foi premiado pelo júri que sublinhou a sua "qualidade e excelente coerência"(!!??)..."Arte conceptual"justificaram eles.
Agora, o artista, vai querer repetir a exposição da sua obra( com outro cão, obviamente) na Bienal Centroamericana Honduras 2008.
Por todo o mundo está a correr uma Petição(www.peticiononline.com) para impedir que mais um animal seja sacrificado daquela forma.
A petição com o nº162.117 é assinada por mim, mas há muitas, muitas e precisamos de muitas mais. Vejam o filme e pensem na nossa sociedade e nos valores que fazem de nós uma sociedade onde alguns querem ser conhecidos à custa de qualquer coisa.
Boicot a la presencia de Guillermo Habacuc Vargas en la Bienal Centroamericana Honduras 2008 Petition

29 outubro 2007

O LINCE CONTINUA A SER IBÉRICO

Há linces em Castilla La Mancha, em Espanha. Não se tratam de exemplares soltos, isolados e sem possibilidades de sobreviver. Há pelo menos uma colónia com dezenas de exemplares e várias crias. E a prova são dois vídeos de dois exemplares distintos aos que o jornal El Pais teve acesso.
Clique aqui para ver os linces em liberdade:Linces en Castilla-La Mancha
As autoridades portuguesas deviam seguir os passos dos espanhóis.

AS LINHAS DE ALTA TENSÃO VÃO PÔR O LINCE COM OS PÊLOS EM PÉ


Ora aqui temos o lince a andar de pêlo sempre em pé. O nosso ministro do ambiente, Nunes Correia, já esqueceu o que falou em Agosto quando, juntamente com a ministra do ambiente de Espanha, assinou um acordo de cooperação entre os dois países para reintrodução do Lince Iberico, em Portugal. Além desse acordo, foi também dito por ele, que seria em Silves, na Herdade das Santinhas, construido o Centro de Recuperação em Cativeiro do Lince Ibérico, esquecendo-se que na Reserva Natural da Serra da Malcata já havia terrenos, investimentos e muito trabalho desenvolvido para acolher essa infraestrutura. Mas, o Sócrates, teimoso como nós sabemos, queria construir a barragem de Odelouca, custasse o que custasse. A rede Natura 2000 emperrava-lhe esse desejo e a promessa feita a Bruxelas, de investir na protecção do felino fez com que a obra fosse desbloqueada. Nessa altura, para o ministro do ambiente, as pessoas que habitam nos concelhos abrangidos pela Reserva Natural da Malcata, criada para preservar e defender o Lince Ibérico, pouca ou nenhuma importância tiveram na sua tomada de decisão. Será porque não protestaram,como reclamaram as pessoas de Silves quando souberam que iam viver sob uma linha de alta tensão? Agora, o ministro diz que "prefiro as pessoas ao lince", e que "os interesses das populações pesam mais nas minhas decisões" ? Só se forem as pessoas que estão à frente de grandes empreendimentos lá para Silves, AlLgarves...porque às pessoas da Beira Interior não lhes dá cavaco, muito menos importância. Pergunto porque razão não tem sido possível consruir uma estrada de ligação da aldeia de Malcata até à aldeia de Quadrazais?É uma obra de interesse para estas populações, mas por causa do Lince e da Reserva Natural, a aldeia de Malcata não tem saída digna para Quadrazais, apenas um caminho de terra. Qual foi a verdadeira causa que o levou a escolher a Herdade das Santinhas, para dizer a Bruxelas que vão lá construir o Centro de Reprodução do Lince Ibérico?

Ficamos à espera dessas obras e dos linces.
Os portugueses, muitas vezes, somos levados no marketing político e batemos palmas e sorrimos quando o Governo anuncia mais um Projecto, mais um Centro, mais um acordo. Com o passar do tempo, nada acontece...promessas de políticos cheias de areia que não nos deixam ver com clareza onde eles querem chegar.

24 outubro 2007

A ENTREVISTA DO PROCURADOR GERAL DA REPÚBLICA AO SEMANÁRIO SOL

A ENTREVISTA QUE TANTA POLÉMICA ESTÁ A GERAR TEM ASSUNTOS MAIS IMPORTANTES E MAIS SÉRIOS DO QUE A PREOCUPAÇÃO DAS ESCUTAS TELEFÓNICAS.




Eu, humilde e simples cidadão, li a entrevista e deixo aqui aquilo que me parece ter "sumo" e revela as qualidades éticas e humanas do procuador da nossa república, um beirão que cresceu no Sabugal e sabe reconhecer os valores que realmente nos podem tirar do fosso onde o nosso país se encontra.


A INTERPRETAÇÃO QUE EU FAÇO DA ENTREVISTA É ESTA:



"Fui para o Sabugal quando tinha quatro anos...somos quatro irmãos(eu sou o mais velho) e vamos sempre lá(aldeia de Porto de Ovelha) sempre no Natal e cinco dias no Verão. Este ano, a Associação Cultural de Porto de Ovelha, a Junta de Freguesia e a Câmara de Almeida fizeram-me uma homenagem(que só aceitei por entender que se destinava a premiar as pessoas trabalhadoras da terra). Portanto, as pessoas estimam-nos(como dizia o anterior presidente da junta, "não é por serem doutores, é por serem os únicos que cá vêm sempre").Mas, nas duas últimas gerações, a aldeia já originou cerca de 50 licenciados. Como costumo dizer, tem mais doutores que vacas!".



Comentário: É verdade que no Natal e no Verão muitos regressam às aldeias raianas e são dias de matar saudades de tudo e de todos. Também conheço exemplos de pessoas que sairam de Malcata para estudar e a realidade é mesmo assim: hoje há mais licenciados que vacas, não só em Porto de Ovelha, em Malcata está a acontecer o mesmo. Há uns anos atrás, havia uma junta de vacas por família. Agora, os poucos agricultores têm um tractorzinho em vez de vacas e os filhos, doutorados em Direito, em História, em Matemática...são de facto em maior número. Porque será? Porque será que os doutores dão cartas em todo o país? Conheço pessoas que nasceram em Malcata, lá fizeram a escola primária e para prosseguirem os estudos, para buscarem uma vida melhor, os pais enviaram-os( incluindo eu) para onde as escolas existiam. Hoje, muitos deles são merecedores de homenagens singelas como a que fizeram ao Dr.Pinto Monteiro. Como a ele, a homenagem é mais porque vão a Malcata todos os anos e é lá que continuam a ter as suas raizes e não esquecem as suas origens.



E como é isso possível?




"Era uma terra pobre e as pessoas tinham necessidade de evoluir. Além disso, era uma terra pequena, sem serviços públicos, nem muitas lojas...sempre houve a ambição demelhorar de vida. Mas não sou um exemplo típico:nunca fui rico nem pobre e, enquanto os da minha geração iam para os seminários, eu e os meus irmãos tivemos a possibilidade de ir para o liceu da Guarda".

Comentário:Ainda hoje Malcata é uma aldeia pobre e necessita de evoluir. Como é pequena, serviços públicos resta a Junta de Freguesia...que faz de tudo...é uma autêntica"Loja do Malcatenho", pois serve de posto de correio, posto de EDP, paga-se a água, as reformas...



"Só fui,e sou, sócio da Associação Cultural e Recreativa de Porto de Ovelha".



Os idosos preocupam o PGR:

(Associação de Solidariedade de Malcata)

"Mas sabe o que me preocupa verdadeiramente como PGR? É a violência sobre os idosos,porque esses não se queixam , e se o filho,o genro ou a nora lhes baterem, eles andam calados,pois não têm para onde ir".

Comentário: E andam os jornais a falar das escutas telefónicas, dos cargos "feudalizados" da procuradoria...nenhum deu relevo a esta "violência sobre os idosos" que o Dr.Fernando Pinto Monteiro referiu na sua entrevista. Felizmente que o concelho do Sabugal, através das Associações de Solidariedade Social(Centros de Dia e Lares) os idosos têm para onde ir e lá são muito bem tratados, vivendo a sua velhice rodeados de bons profissionais e boas instalações que as sua humildes casas nunca lhes proporcionariam.



RELÓGIOS ATRASAM 60 MINUTOS NO PRÓXIMO DOMINGO


No próximo domingo, dia 28 de Outubro, os portugueses às 02:00 vão ter de atrasar os seus relógios 60 minutos, segundo o Observatório Astronómico de Lisboa.
Com a entrada na hora de Inverno, os relógios vão ser atrasados de 60 minutos às 02:00 da madrugada de domingo, em Portugal .
«A hora muda a nível europeu por decreto de lei sendo alterada no mesmo instante em todos os países membros»,
recordou à agência Lusa Rui Agostinho, subdirector do Observatório Astronómico de Lisboa.
A mudança da hora prende-se com a necessidade de «não haver desfasamento solar» e «não com questões económicas».
A Comunidade Europeia faz estudos regulares para escutar os pareceres de todos os países, no sentido de verificar os indicadores mais e menos benéficos da mudança de hora.
«Chegou-se à conclusão que a mudança de hora era a opção mais favorável, para as actividades económicas e para o próprio bem-estar das pessoas», referiu.
Para se chegar a esta conclusão,«verificou-se o impacto da mudança de hora nas actividades do ser humano, no Comércio, na Indústria (da grande à pequena indústria), na Agricultura e sobretudo no modo como a luz influencia a produtividade e o tempo de lazer das pessoas», justificou o responsável.
Para Rui Agostinho, as decisões desenvolvem-se em torno da necessidade «de se aproveitar o melhor possível a luz nas actividades num modo geral», uma vez que "há muitas actividades, nomeadamente a Agricultura, que dependem muito da luz solar para trabalhar".
Deste modo, para o subdirector do Observatório Astronómico, a mudança de hora «é benéfica para Portugal», porque se pode «aproveitar melhor as horas de sol», apesar de Portugal não ser dos países mais afectados pela mudança de hora, devido à existência de grande simetria entre o número de horas do dia e da noite.
No entanto, para alguns portugueses a adaptação ao novo horário é uma dura realidade.
O facto de se chegar a casa com a sensação de que é muito tarde e de que já não há luz para aproveitar o resto do dia, tráz a sensação de que o dia é menos rentável.
«É como viver um jetlag, porque há uma descoordenação de hábitos», explicou à Lusa Marta Gonçalves, médica especialista do sono. «Vai ter efeitos diferentes se a pessoa é matutina ou vespertina», acrescentou.
Os portugueses vão despertar com maior claridade, sem ter de ligar as luzes, mas regressar a casa de noite, depois de um dia de trabalho ou de escola.
«Isto é um problema sobretudo para as crianças, que se levantam muito cedo e chegam a casa de noite», confirmou Teresa Paiva, neurologista e especialista em Medicina do Sono.
No entanto, para a especialista «bastam 48 horas» para o corpo, biologicamente, se adaptar à nova realidade.
in "Destak"

FEIRA DA CASTANHA, DO COGUMELO e do MÍSCARO NO SABUGAL

DIA 3 DE NOVEMBRO PODEM PARTICIPAR NESTA FEIRA. PARA AQUELES QUE GOSTAM DE COMER CASTANHAS E MÍSCAROS, TARTULHOS(OU COGUMELOS) TÊM UMA OPORTUNIDADE DE APRENDEREM UM POUCO SOBRE ESTES MANJARES QUE muitas vezes nos deliciam e outras vezes nos podem dar dor de barriga...quando não levam alguém deste para o outro mundo....por isso a importância destes encontros e a participação neles são tempo bem empregue. Infelizmente, eu não vou poder estar presente, mas tenho a certeza de que quem lá for não vai dar o tempo por mal empregue. Com os cogumelos todo o cuidado é pouco e nem todos são para a alimentação humana...

18 outubro 2007

CAMINHADA DA RUVINA A VALE DAS ÉGUAS A OLHAR O RIO CÔA

(Clicar na foto para ampliar)

Da Ruvina a Vale das Éguas
a olhar o Côa


«Em Outubro, depois da azáfama das vindimas, é tempo de retomar as caminhadas pelo mais lindas paisagens do Mundo… as do concelho do Sabugal. A sexta jornada liga no dia 21, domingo, a Ruvina a Vale das Éguas com o rio Côa a piscar o olho aos caminheiros.
Os antigos andavam muito a pé ou para distância mais longas montados nos jumentos ou nos carros de vacas. Recordo com nostalgia as idas com os meus tios aos mercados de Alfaiates pendurado nos carros das vacas para vender mais um bezerro ou um borrego. Pouco a pouco os caminhos de terra batida foram substituídos por alcatrão e os negociantes de gado passaram a andar de terra em terra nas camionetas.Mas… são aventuras que não se esquecem e quem as não teve (tem) no mês de Agosto.Descer em bicicleta de Ruivós (pelo caminho ou pela estrada da Ruvina) até Vale das Éguas para passar uma tarde no Côa ficará para sempre na nossa memória das coisas boas da vida. Do regresso sempre a subir é melhor não falar… Cansados de trazer a bicicleta à rédea a paragem era na Ruvina na vinha do Ti Lourenço onde os gatchos eram os primeiros a pintar e as maças tinham um sabor especial. Por vezes, lá estava o dono à nossa espera…Do alto do campo da bola da Ruvina avista-se uma das mais bonitas paisagens do Mundo com Vale das Éguas lá em baixo guardada pelo Cabeço da Senhora das Preces (merece sempre a visita), o rio Côa a serpentear escondido no meio dos freixos e a cidade da Guarda ao longe a decorar a serra da Estrela. Vale a pena caminhar e sentir este pedaço de terra naturalmente natural do nosso concelho.Mas importa escrever sobre a sexta caminhada mensal uma feliz iniciativa em boa hora promovida pela Câmara Municipal do Sabugal.No domingo, 21 de Outubro, o ponto de encontro é às oito e meia da manhã no largo da Igreja de Vale das Éguas de onde sairá o autocarro que levará os participantes até à sede da Associação Cultural e Recreativa da Ruvina onde será oferecido um pequeno-almoço para garantir as forças.A caminhada terá início às 9.30 horas e obrigará a duas travessias do rio Côa até chegar de novo à freguesia de Vale das Éguas onde será servido o almoço pelas 13 horas no novo orgulho das gentes daquela terra: a praia fluvial da Insua. Os mais corajosos ainda estão a tempo de dar um mergulho na «piscina biológica» de água corrente.Boa caminhada e aproveitem bem as vistas.»
jcl


in "Capeia Arraiana" sítio onde vou beber muitas vezes e recordar costumes e tradições das gentes do Sabugal.