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10/10/2025

SABUGAL: NÃO SOMOS DAÍ NEM SOMOS DE CÁ

 



Sobre o artigo do Sr. António Luís Serra, figura muito conhecida por muitos sabugalenses:

"Sr. António Serra, o “SER de CÁ” não é um programa de governo
António Luís Serra, conhecido militante do PSD, brindou-nos com um artigo onde defende, com notável entusiasmo, a continuidade do atual Presidente da Câmara. Fá-lo, segundo diz, por este ser um bom gestor, conhecer as pessoas e o concelho, e — argumento central da sua prosa — por não ser um forasteiro, mas sim “um de cá”.
Ora, convém começar por esclarecer que o simples facto de alguém “ser de cá” não confere automaticamente um selo de competência, nem substitui a avaliação objetiva da sua obra ou da sua capacidade de liderança. A gestão autárquica mede-se por resultados, por visão estratégica, por políticas que melhorem a vida das pessoas — não por laços de vizinhança ou afinidades locais.
O artigo é revelador de uma certa forma de fazer política que já vai sendo velha: a que confunde lealdade partidária com mérito, e proximidade pessoal com competência. Em momento algum apresenta dados concretos, projetos estruturantes, ou resultados verificáveis que sustentem a sua apologia. O único argumento que sobra é o da origem — como se o lugar de nascimento bastasse para legitimar a governação.
Mas talvez o entusiasmo do autor se explique melhor se recordarmos o seu próprio percurso politico. O Sr. António sempre beneficiou da generosidade do PSD em matéria de nomeações e lugares. Foi membro do Conselho de Administração da ULS da Guarda, nomeado pelo PSD, e desempenhou funções na Assembleia Municipal, igualmente por via da lista PSD.
Durante o mandato que agora terminou, abandonou em divergência com o atual Presidente da Assembleia Municipal — divergência essa que muitos compreenderam, pois as críticas à forma como essa presidência tem conduzido os trabalhos são conhecidas. No entanto, antes de se retirar, o Sr. António deixou bem visível a sua ideia particular de democracia: por ele, a liberdade de expressão de quem pensa diferente seria facilmente silenciada.
E é este mesmo senhor que agora vem a público defender o seu “líder”, denunciando o seu dever de retribuir o muito que recebeu. Um gesto de lealdade pessoal? Sem dúvida. Mas também um exemplo claro do velho “toma lá, dá cá” que tem marcado demasiado o poder local: apoia-se quem nomeia, louva-se quem promove, protege-se quem mantém o círculo fechado.
O concelho não precisa de quem diga “é de cá, portanto é bom”. Precisa de quem pergunte “o que fez?”, “o que propõe?”, “que resultados concretos apresenta?”. A política local exige transparência, competência e serviço público — não fidelidades partidárias nem gratidões pessoais.
A democracia não se esgota nos agradecimentos entre camaradas; vive da exigência dos cidadãos, do debate livre e do escrutínio. E, nesse campo, o Sr. António teria feito melhor em apresentar argumentos, em vez de currículos de amizade".
Sabugal 10 de outubro de 2025
José Escada Copiado daqui: https://www.facebook.com/profile.php?id=100008481252859&locale=pt_PT
Epístola do Dr. Serra aos seguidores do Sr. VP
Só tenho a dizer-vos, caros conterrâneos malcatenhos, que o poeta António Aleixo disse mais verdades que o senhor Dr. Serra, António e Luís... tenham isto em conta no domingo próximo. José Nunes Martins

21/04/2024

É URGENTE ACABAR COM AS PODAS DRÁSTICAS EM MALCATA

 

Cuidar das pessoas é tratar bem os seres vivos
                                        

   Já alguém reparou o estado em que deixaram as três árvores junto à entrada do cemitério?
   Para mim é gritante a falta de respeito pelas árvores e até diria que estamos perante um crime ambiental. Não há um único ramo digno desse nome e não há sombra que refresque nos dias de calor. É uma tristeza e um mau exemplo para uma freguesia que se quer afirmar Malcata, Naturalmente!
   Qualquer pessoa sabe que as árvores são seres com vida, dão sombra, abrigo e ajudam a purificar o ar. Tratar das árvores é cuidar delas. Não se cortam ramos das árvores de forma tão drástica. Onde está a copa e porque insistem nestas podas assassinas? Há erros que acontecem e compreendemos que todos erramos. Mas no que diz respeito a estes erros de podar árvores nos espaços públicos da nossa aldeia, repetem-se e ninguém se manifesta. Esta prática e esta tão “carinhosa” forma de cuidar do património comum, tem de acabar! Será que pensam que lhes estão a dar força e saúde ao tratá-las assim? Estes procedimentos só podem ser mandados executar por gente fraca, egoísta, sem coração e irresponsável. Podem até pensar que as árvores não deviam estar naquele local, ou que não embelezavam a entrada do cemitério, que tinham interferência no bom funcionamento dos portões de ferro. São três árvores públicas e fazem parte do património público, logo posso chamar-lhe um crime contra o património da freguesia e um crime ambiental. Acabaram por destruir um bem que tinha a função de colorir aquele local onde estão muitas saudades escondidas. Já aconteceu a mesma tragédia com o chorão verde do jardim da ponte. Lá continuam os cotos secos e com os cabos eléctricos a abraçá-los. Será por uma questão de ódio às árvores e os malcatenhos não temos direito a usufruir das árvores no espaço público?
   Deitar árvores abaixo é o que se tem feito. É um trabalho fácil e rápido e está à vista de todos e passando aquela ideia de se estar a fazer obra que se veja!
   Malditos homens das motoserras!
   Foi assim que encontrei as três árvores:






09/11/2022

FALTA DE INTERESSE OU DE INFORMAÇÃO?

 


   A nossa freguesia deveria ser o orgulho de nós todos, a terra mais querida entre todas as outras aldeias que fazem também parte do nosso concelho. E isto independentemente de nela estarmos a viver sempre, ou dela termos saído em busca de melhores condições de vida.
   E gosto do bairrismo sadio, onde os da Moita rivalizam com os do Camões e estes com os do Carvalhão ou os do Cabeço. É bonito quando esse bairrismo ajuda a lembrar as nossas raízes, os nossos costumes e nestes últimos tempos, com alguma tristeza da minha parte, constato um certo desconforto e alheamento ao que se passa na aldeia. Os desafios e os apelos parecem não merecerem atenção, aparentemente, cada “bairro” vive e participa só no que diz respeito ao seu quintal e não querem misturas com outros. E sim, estou a falar da nossa aldeia e das pessoas que vivem nela. O que é feito do coração dos malcatenhos? Onde moram as preocupações em defender a nossa aldeia, as nossas gentes?     A pouca participação nos eventos será só por desinteresse? E se melhorássemos a informação? Que a informação tem sido escassa, até posso concordar que sim que há pouca informação e quando a há é tardia ou já não chega a tempo. Se isso ajudar a renascer o nosso sadio bairrismo, vamos tratar dessa falha de comunicação. Por exemplo, amanhã, 10 de Novembro, é Dia do Concelho no Sabugal. O que é isso de celebrar o Dia Do Concelho, em dia de semana, não ser feriado e dizerem que é festa no Sabugal?
   Que vai amanhã fazer-me ir, logo de manhã, lá pelas 10 horas, ao Sabugal e assistir às cerimónias comemorativas do concelho? Sabem, no Dia Do Concelho de 2022, que é celebrado sempre, no dia 10 de Novembro de cada ano, por isso, é mesmo amanhã, um conterrâneo da nossa aldeia vai ser agraciado com a Medalha de Mérito Cívico do Município do Sabugal. É inegável que amanhã a nossa aldeia esteja contente e era tão bom sentir essa alegria e essa união entre todos os malcatenhos, despidos de preconceitos e de orgulho e juntos aplaudirmos o nosso irmão Rui.
                                        José Nunes Martins

30/06/2021

MALCATA: O QUE É PRECISO PARA SER MALCATENHO?

    




                                    


   Já gostei mais de ir à minha aldeia. As últimas vezes tenho vindo de lá com vontade de não voltar tão cedo. Era costume nas vésperas da ida andar entusiasmado e ansioso por chegar o dia da viagem. E depois de lá estar, não me apetecia pensar no dia do regresso à cidade. Agora, basta uns dias na terra e na casa onde nasci para ter vontade de meter tudo na carrinha vermelha e não voltar.

   É estranho este sentimento e tenho andado a reflectir nas causas que estão a influenciar este afastamento e distanciamento. É verdade que não gosto de muitas situações com que me deparo quando estou na aldeia. Entristeço-me quando caminho por algumas ruas e reparo no número de casas vazias, com telhados podres e telhas partidas, outras têm janelas de madeira sem vidros, portas de madeira entre-abertas e com um monte de pedras que não deixam sequer entrar na loja. O perigo maior vem dos beirais dos telhados mais antigos, onde as telhas e lascas podem deslocar-se e colocar em perigo a segurança de animais e pessoas que ali passam. E que tristeza me dá olhar para as borradas cinzentas para segurar as pedras de xisto ou substituir telha antiga por chapas vermelhas, que protegem a casa da chuva, mas de belo nada têm. Talvez por isso lhes chamam
“subtelha sandwich”, tipo comida rápida, chamada de “comida de plástico”, muitos gostam e outros dispensam, preferindo produto original, da região, feita de bom barro e não de chapa pintada.
   São estas coisas que me entristecem. E outras coisas parecidas a estas, que por serem antigas, quando é para mexer nelas, escolhem o modo mais fácil e mais rápido. É deles e os donos é que sabem, são eles que escolhem e decidem como querem fazer a reparação, a substituição do telhado, da porta ou segurar as paredes barrigudas. E se é para fazer, então quanto mais depressa e mais económico melhor.    E eu, nascido na aldeia e com mentalidade de cidade, digo a minha opinião, escrevo, publico fotografias, pergunto, critico e sugiro alternativas.
   Uns aplaudem, outros mandam bocas quando passo na rua e juntam-se aos que se acham donos de tudo e da aldeia. Mesmo que eu tenha liberdade de pensar e escrever, dizem que me devo calar, deixar andar, não me incomodar com o que os outros fazem, deixá-los andar já que não é da minha conta e responsabilidade.
   É por estas afirmações que já me começo a sentir estrangeiro na aldeia onde nasci e vivi, que também foi onde viveram os meus pais. Quando me dizem que eu “já não és de cá, és do Porto, vai mas é para a tua terra”, ou “só prejudicas a terra, não gostas disto”, “olha, tudo o que dizes a mim entra a 100 e sai a 1000”, ou esta assim “quando tu nasceste, eu já comia feijão! A ti já eu te conheço!”
   Serei o único a ser assim tratado ou existem por aí mais pessoas assim?
   É que se eu for o único, o indesejado e inimigo da aldeia, considerado assim por escrever o que penso, sinto e falo à cerca das ruas, das casas, da água, da luz, das calçadas, das fontes, das rampas, das praias e das piscinas, das multas e das obras, das festas e do passado, do presente e do futuro...se me demonstrarem que eu sou o único a pensar assim, só me resta uma escolha, mesmo que difícil. Primeiro que tudo quero que me digam claramente se vivem no paraíso e eu sou aquele “diabo” que gosta de inventar e fomentar divisões, mal-entendidos e guerras. Quando uma pessoa é hostilizada e marcada como inimiga e má pessoa e no seu íntimo ela se sentir bem consigo mesma e com Deus, o que fazer então?

                                                                     
José Nunes Martins