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21/01/2026

MALCATA : LUGAR ÀS TRADIÇÕES DA MATANÇA

 


No dia 25 de Janeiro, próximo domingo, a ACDM (Associação Cultural e Desportiva de Malcata), vai realizar um Almoço Convívio centrado na Matança do Porco. A poucos dias do evento, com toda a certeza, já alguns associados estão a tratar do que há a tratar, e bem, porque preparar um almoço para muitas pessoas é sempre trabalhoso, ou seja, precisa-se de tempo e muita loiça para bem servir. E quando a associação convida, há que receber bem.
 O convite é claro, convida-se para participar um almoço de convívio, com comida e boa disposição. Não se exige ou pede colaboração para ajudar a queimar o marrano com palha ou lavar a pele do bicho com água aquecida. Essa tarefa já está atribuída a um grupo e eles e elas tratam de todas as coisas, aos convidados basta reservar o lugar à mesa e sentar para comer.
 Ora assim sim, é um almoço convívio, festivaleiro e a matança é mesmo o que menos interessa…o que não deixa de ser engraçado e preocupante diria eu! É claro que para os participantes o que importa é haver o que comer, mesmo que seja a pagar, é pelo convívio que ali vão. Bem, mas por onde estou eu a caminhar a escrita? Valha-me Deus, os almoços das matanças, mais chamados “jantares” davam cá uma trabalheira à minha mãe, vou-vos contar, a pobre mulher acabava tão cansada, mas contente por tudo ter corrido bem e já tinha sustento para o ano.
 A nossa vida às vezes dá voltas e reviravoltas e por muitas coisas que aconteçam, regressamos aos momentos onde fomos felizes. E a época das matanças, ainda agora, chamam muita gente quando se anunciam.
 Mas quem liga à matança do porco? Quem se dispõe a percorrer quilómetros de estrada para comer carne de porco? Quem no seu juízo perfeito valoriza a matança tradicional, a que agora envergonha e em vez de preservar o que defendem é esconder, suavizar o que antigamente era como pão para a boca, era a regra da boa sustentabilidade familiar? Todas estas perguntas não existiriam se as pessoas fossem convidadas a participar numa matança tradicional, daquelas cenas da nossa aldeia que se matavam porcos todos os dias, durante uma a duas semanas não se fazia outra coisa, matança hoje na casa da Ti Irene, amanhã era o Ti Manel, depois a da Benvinda, a da Ti Rosa, do Ti Quim Triste…ia-se ajudar para ser ajudado. E depois do trabalho, então sim, era hora do jantar e do convívio.
 Hoje organizam-se almoços de convívio, não se diz que primeiro há trabalho para se fazer, carne a aprontar e que vai ser para comer fresca, logo assada na brasa só com umas areias de sal grosso e em cima do naco do pão, meter na boca, mastigar e beber para ajudar a ir… cheiro a carne por todo o lado, pele queimada, unhas negras e rabo esfolado, mas o bicho bem lavadinho e limpo pelo troço da couve, levado por quatro homens que antes de o pendurarem no chambaril, deve ser pesado e bem pesado com a balança “romana” essa barra de ferro com umas marcas e um peso, sem grandes instruções de uso, mas certeira para revelar as arrobas do marrano.  
 E isto é só uma pequena parte do trabalho que dava uma matança tradicional! Portanto, um almoço convívio como o de 25 de Janeiro, não tem nada a ver com a tradição da matança do porco! As tradições e os usos dão muito trabalho, mesmo quando se trata de demonstração, recriação! No almoço convívio não se ensina quase nada sobre a matança, está tudo morto e pronto à mesa, é só comer. Já me imagino um garoto a perguntar ao avô o que era a matança dos tempos quando andava na escola e ele simplesmente lhe responde que era a vida, era preciso matar o porco se queriam comer carne e agora, se o neto quiser saber mais, que abra a janela do computador e espreite com atenção, lá ensinam tudo, até dizem como faziam a matança!!!!
 Pois é meus caros, a pressa da nossa sociedade é inimiga da tradição. Por isso mesmo e porque não se preserva a tradição da matança, não sou eu que me meto à estrada para participar num almoço convívio, mais uma das actividades habituais organizadas por uma associação cultural…mas na verdade a cultura não é da mesma casta que eu conheci. Estamos a caminhar para o esquecimento da tradição genuína e que representava a essência do nosso povo, identificava os costumes e os usos e esses valores de convívio e entreajuda só se encontram e sentem cada vez que há celebrações nesse sentido e com esse propósito de continuar a mostrar as nossas raízes, as nossas identidades e o nosso amor aos nossos antepassados, à nossa terra.
 Eu tanto gostava de estar a escrever sobre o trabalho árduo mas essencial, do programa das actividades culturais da associação e o seu objectivo de promover e preservar a cultura dos malcatenhos, tenho que me contentar pela divulgação habitual de mais um almoço convívio em Malcata. Bom almoço para todos! Deixo aqui o cartaz:





 


 

 

OS SEGREDOS DA SUSTENTABILIDADE DAS FAMÍLIAS DE MALCATA

  

          Foi durante séculos um dos pilares
   da sustentabilidade económica de muitas famílias.

O marrano era também porco

 

 
A matança do porco era uma tradição que se fazia em muitas aldeias do nosso país. Por várias razões e mais alguma que eu não sei, esta tradição, pelo menos em Malcata, está a desaparecer. Agora já se contam pelos dedos de uma mão as famílias que ainda criam porcos para a matança. As facas para matar o porco ainda existem à venda. Mas a tecnologia também já chegou ao povoado, até o chamuscar do animal deixou de ser com palha e agora usam um maçarico a gás que tosta mais depressa os pelos e para o lavarem, ainda não vi usar aquelas máquinas de lavar automóveis, mas se calhar estou enganado e já se lavam os porcos como se lavam os automóveis, sem sabão mas como muita água e a sair com pressão para limpar de vez sem esfregar com carqueja ou pedras.

 Eu em criança nunca gostei de ver ou ouvir o porco a morrer. Outros garotos faziam a festa logo pela manhã, brincavam e entretinham-se a segurar o porco pelo rabo…não fosse ele fugir.
 O período das matanças eram dias e dias a comer e a fazer o mesmo. Os homens e as mulheres já faziam aquilo de olhos fechados.
 Hoje a lei já permite a realização da matança. Claro que há regras a respeitar e as autoridades andam vigilantes, as associações de defesa dos direitos dos animais também espreitam estas épocas para se dar a conhecer.
 Em Malcata, há é a necessidade de defender melhor esta tradição, mesmo que com as alterações a que a lei faz referência, hoje é possível reviver o espírito da tradicional matança do porco.
 E embora a matança já não signifique o arrecadar da carne para o ano inteiro, as pessoas continuam a gostar da carne de porco, das morcelas, chouriças e presuntos. Outras iguarias são também apreciadas, como os rojões, o cozido português, o vinho, um entrecosto grelhado e claro a festa. 
 PS: enviem as suas histórias sobre o tema.

18/01/2026

QUALIDADE DA ÁGUA EM MALCATA

    ´

      ÁGUA DA FREGUESIA NÃO É TOTOLOTO!
              Pode estar em risco
                  a saúde pública.
                
 


Reservatório de água


 As pessoas que residem permanentemente na nossa aldeia, devem mostrar maior interesse e preocupação pelo que vai acontecendo na freguesia, por exemplo, sobre a água da rede pública que abastece a aldeia.

 A água nem sempre se encontra nas melhores condições de ser consumida pelas pessoas e animais. O ano passado ficou marcado pelo corte da água da rede. A presença de coliformes e outras bactérias associadas, puseram em risco a saúde dos consumidores. A empresa que faz a gestão da rede de abastecimento viu-se forçada a difundir um aviso a proibir o consumo de água da rede, nem mesmo fervida, devia ser utilizada para confeccionar alimentos! As queixas foram aparecendo e algumas pessoas manifestaram publicamente os problemas por que estavam a passar ou passaram e nunca os associaram à água da rede pública. Foram precisos vários dias e duas análises para ser reposta a água nos canos da rede pública. Felizmente que a Junta de Freguesia se preocupou com a situação e tudo fez para resolver favoravelmente a situação. Foram dias difíceis e de grande preocupação para todos. Agora que a água já corre na rede há quatro meses, alguém já quis saber sobre a qualidade da água que agora está a consumir? A APAL-SIM, empresa responsável pelas redes de água pública no concelho do Sabugal, tem no seu calendário anual, a obrigatoriedade de efectuar recolhas de amostra da água e enviar para análises trimestralmente e deve publicar os resultados obtidos e caso necessário, agir em conformidade. Ora como o quarto trimestre já passou, já os consumidores deviam ter acesso aos resultados das análises que fizeram. Visitei o site da APAL-SIM e a Zona de Abastecimento de Água na nossa freguesia não consta o último trimestre de 2025, o trimestre posterior ao período da contaminação. E já se
deviam conhecer as análises que incluem os últimos três meses do ano passado! A ausência de informação deve deixar as pessoas da nossa freguesia em alerta, pois é importante conhecer as análises á água da rede.
 Já agora, quem sabe a proveniência da água que abastece actualmente a nossa aldeia? Eu lembro que, em Setembro de 2025, foi afirmado e confirmado por escrito, que a nova adutora (conduta) de abastecimento de água até ao reservatório da Rasa, estaria para muito breve, estava somente à espera da chegada e respectiva montagem do contador da entrada de água no reservatório! De Setembro de 2025 ao dia de hoje, passaram mais de 90 dias.
Qual é o Local de Abastecimento da água da rede pública que se consome na freguesia de Malcata?
 É dever, do poder local e da APAL-SIM, prestar esclarecimentos aos cidadãos.
 Nota: ainda não está disponível o resultado das análises da água da rede pública, da Zona de abastecimento de Malcata, relativa ao quarto trimestre de 2025. E é preocupante verificar que o quarto trimestre do ano de 2025 se seguir o caminho dos anteriores boletins de análises de 2024, só estarão visíveis e para consulta no Site da APAL-SIM em Março de 2026... digamos que é tarde demais para a divulgação dos resultados dos meses de Outubro, Novembro e Dezembro!
 

10/01/2026

ASSEMBLEIA GERAL DA ACDM - Malcata

   


 No próximo dia 24 de Janeiro vai realizar-se a Assembleia Geral da Associação Cultural e Desportiva de Malcata. A convocatória já foi publicada nas redes sociais. É a oportunidade dos sócios interessados em cumprir o seu dever cívico de associado, como os Estatutos determinam. Não era e não é fácil a muitos sócios deslocarem-se às Assembleias, mas deixo aqui o apelo aos que se encontram nas proximidades do concelho do Sabugal ou os que vivem na nossa terra, para pensarem na sua participação, pois é importante para o futuro da Associação que assim aconteça. O lugar da assembleia é no sítio do costume, não precisam de ir no comboio ou transporte público, chegam lá mesmo a pé e rápido.

 A participação dos sócios nas assembleias é importante e é sempre um contributo positivo para continuação da associação de portas abertas. É nestas ocasiões das assembleias que se reforçam os conhecimentos e os debates dos assuntos em discussão e muitos outros que apareçam. Tudo e todos juntos contribuem para o debate, o esclarecimento e ajudam na resolução dos problemas e dos programas futuros.
  Nesta assembleia de Janeiro vão estar na ordem de trabalhos pontos importantes para a associação. A apresentação das contas do ano que passou e a sua aprovação; segue-se a apresentação, votação do Plano de Actividades para 2026 e termina com aqueles assuntos que os sócios acharem por bem discutir.
 Eu, pecador confesso e assumido, sei que não tenho sido bom exemplo como sócio e estou em falta no que diz respeito ao pagamento das quotas anuais. Tenho as minhas justificações e não vou estar em pessoa na reunião agora anunciada para Janeiro. A verdade é que nunca me foi solicitado que procedesse ao meu pagamento. Também é verdade que nunca me perguntaram se havia ou existe alguma razão para não regularizar a situação. Sou sócio não pagante e não participante nas assembleias e nas actividades que a associação vem fazendo desde 2016, sim já vai para dez anos. Muitas coisas mudaram e muita água já passou por baixo da ponte. Também ultimamente nada muda porque nada se faz para mudar ou acrescentar, pois as actividades anuais que são aprovadas repetem-se todos os anos e não espelham as tradições, os costumes e os saberes malcatenhos, valores que nos legaram os nossos antepassados. Quando decidirem caminhar juntos por outros caminhos e para alcançar outros objectivos que promovam a freguesia, a sua cultura e desporto, podem convidar e irei.
 Bom ano para todos. 

09/01/2026

O MAIOR REBANHO DE CABRAS NA SERRA DA MALCATA

 

   


Rebanho na Malcata
 (Foto JFM)

  Será que em Malcata já se falou sobre a necessidade de haver cabras nos montes?
  Há poucos dias, nos finais do ano passado, surgiu a notícia que as cabras estavam de regresso à serra da nossa aldeia. E o anúncio veio acompanhado de algumas fotografias do novo rebanho. Ora as cabras para os malcatenhos não é novidade, pois noutros tempos as cabras eram um dos sustentos para as famílias. Por isso, pelo menos duas ou três cabeças era o habitual ver nas lojas. A notícia é importante por causa do número de animais que chegaram ao mesmo tempo, são muitas cabeças e realmente pelas imagens o rebanho ultrapassa a centena de exemplares. As tão faladas cabras sapadoras finalmente instalaram-se no novo curral/bardo que a Junta de Freguesia mandou construir nos terrenos dos baldios da aldeia.
  É provavelmente o único rebanho na nossa freguesia. Já dá para perceber que vão dar muito trabalho aos pastores e outras pessoas da nossa terra. A grandeza do rebanho, para além do número de cabras, está plasmada no enorme potencial que ainda está por explorar. E gerir bem é meio caminho para alcançar os objectivos pretendidos com o projecto em causa. Estão feitos os primeiros passos para que se faça renascer a pastorícia.  E isto faz-me recuar aos meus tempos de escola primária, que era normal encontrar o pastor com o seu rebanho pelas ruas da aldeia a caminho dos montes. Via cabras nas ruas, nos lameiros, nas bermas dos caminhos a devorar silvas e ramalhos e se havia petisco que elas apreciavam, era roubar de vez em quando umas folhas de couve ou nabo do chão do vizinho.
  Quando apareceram as empresas de celulose a fazer plantações lá para os Alísios, a Machoca, os Forninhos, Espigal, Chãos da Serra, parece que trouxeram maus ventos, foi uma debandada de pessoas, animais, desapareceu a agricultura e as pastagens nas clareiras dos pinhais, tudo ficou plantado com espécies novas e da mesma família das resinosas, mas cresciam muito mais em direcção aos céus. Foram plantados milhares de pinheiros, bem alinhados e com bons caminhos para as máquinas das limpezas. O que ninguém vislumbrou foi o que se seguiu anos depois. Os pinhos cresceram, foram bem mantidos e por lá se desenvolveram e desenvolvem. O pior foi o restante da floresta, dos bichos e dos humanos. Nos pinhais não cresceu e não cresce quase mais nada, o que havia foi sendo engolido, o solo está cheio de caruma, pinhas e pequenos arbustos, os coelhos deram à sola e os gatos bravios e linces, os lobos e as raposas não se ficaram a rir, abalaram também porque não tinham o que comer. Os humanos foram empurrados para fora da serra porque era mais importante preservar o habitat natural do lince ibérico. Qualquer tentativa de cultivo ou intrusão na floresta natural da serra, era castigada com repreensões e desagrados. O mato foi crescendo ao lado dos pinhos e das giestas. Os carvoeiros foram embora e partiram para a França, lá eram mais bem pagos e reconhecido o seu trabalho. Tudo foi caindo e morrendo, esquecido e o povo voltou as costas à floresta.

  Agora, quando olho para as imagens deste rebanho, já me estou a ver a comer queijo com pão. E estou a sonhar com aquele queijo fresco, de dois dias de cura, feito em casa, com a coalhada dentro do acincho e o soro a escorrer pelo bico da francela até cair no alguidar. Esse é que é o verdadeiro queijo fresco, feito de leite e algum cardo, sem farinha, mas com algumas pedrinhas de sal grosso. Quem não tem essas imagens na cabeça e a boca a salivar, nunca passou pela boa experiência do que é comer queijo fresco. E é disto que fico à espera de um dia voltar a experimentar. Eu ficarei satisfeito e quem estivar comigo, sentirá que vale a pena consumir produto bom, genuíno e além da excelente qualidade e sabor, alegra a comunidade, aconchega o estomago e faz aumentar a autoestima de todos.
  As cabras, os que as tratam e cuidam, são por isso importantes em todo esta fileira da pastorícia.
  Acredito que o rebanho das cabras serranas pode alterar a vida das pessoas que residem na nossa aldeia. É um projecto que a nossa gente tem de acarinhar, valorizar e estar disposto a colaborar no crescimento desta empreitada. Que ele seja uma das alavancas do desenvolvimento sustentável e da criação de uma rede económica baseada na ideia da economia circular.
  Deus ajuda sempre, nós é que temos de fazer a nossa parte.
  Vamos lá apoiar as cabras e os pastores.
 

05/01/2026

MALCATA: MAIS DE 100 CABRAS JÁ LIMPAM OS BALDIOS DA FREGUESIA DE MALCATA

 






Rebanho nos baldios de Malcata
(Foto JFM)






Rebanho nos baldios de Malcata
(Fotos de João Aires)








Rebanho nos baldios de Malcata
(Foto de João Aires)

Foi com satisfação e alegria que olhei para estas fotografias da Junta de Freguesia de Malcata e também das outras imagens que um conterrâneo sabugalense se dignou publicar nas redes sociais. Obrigado, João Aires pelas fotografias que me ajudam a conhecer um pouco mais sobre o rebanho das cabras. Vou deixar aqui as palavras que descrevem as imagens de João Aires:
"fui dar uma volta pela serra, na esperança de ver por lá o lince e a certa altura fiquei animado, quando ao longe vi estes vultos, disse pra mim: queres ver que na vez de veres um vez um rebanho deles...mas depois puxei a imagem para mais perto e vi que estava enganado, afinal eram cabras mas gostei de ver que ainda as há por lá".
 É verdade, há cabras na serra e linces nem vestígios da sua passagem.
 E o rebanho realmente é grande, talvez umas 100 cabeças, que ainda não conhecem os caminhos e veredas e nem sequer tiveram tempo de escolher o seu "canto" no abrigo que a Freguesia de Malcata lhes oferece. É sem dúvida um acontecimento a celebrar e agora é olhar em frente porque o céu é o limite. 



01/01/2026

JUNTOS SOMOS MAIS FORTES


 

 

 O começo de um ano é sempre propício para escrever desejos, sonhar com metas e objectivos que queremos alcançar. Ainda podemos olhar para trás, recordar o que vivemos e o que fizemos ou interrogarmo-nos sobre o que ficou por fazer.
 AO longo de 2025, a nossa freguesia como se afirmou no concelho a que pertencemos? Houve festas, tradições e eventos na aldeia? Houve reuniões, assembleias, discussões e discursos? E de tudo o que houve de importante e que mereceu a nossa presença, o nosso reconhecimento, que impacto realmente teve tudo isso na vida das pessoas, da nossa comunidade malcatenha? O que sobressai e que se voltou a confirmar?

  Seria injusto entrar no novo ano sem ter um tempo para olhar para trás, para o ano velho que terminou ontem. Até porque no ano de 2025, também aconteceram muitas coisas positivas. Começa a ganhar vida a ideia da transparência, da informação e da valorização dos projectos comuns da nossa freguesia. Há sinais concretos de trabalho realizado e do muito que ainda há para fazer. Mas ainda faltam debates e partilhas de propostas que mostrem mais clareza, mais proximidade das pessoas. E em 2026, um dos desafios a alcançar é não deixar que as boas intenções se fiquem pelos caminhos e veredas e se percam com o deslumbramento pessoal.
 A nossa freguesia para ter vida própria e catalisadora não pode continuar numa lógica do “logo se verá”, quando chegar a altura de informar, todos saberão como estão as coisas, ou ainda, continuar a planear e a mandar fazer e depois da obra feita anunciar que foi a freguesia que fez, porque isso não é verdade…
 Entrar em 2026 é muito mais que passar pela porta de entrada da casa e fechar a mesma porta para esquecer o passado que acabámos de viver.
 Entrar no novo ano é muito mais do que virar a última página do diário 2025. Celebrar o novo ano 2026 é o primeiro grande passo. E ao mesmo tempo que celebramos, comecemos a cuidar do novo ano desde a primeira hora.
 No primeiro dia do mês de Janeiro, do ano de dois mil e vinte e seis, desejo aos leitores que 2026 seja um ano cheio de coisas boas, mas também cheio de boas escolhas, de bons projectos novos, confirmação do fim dos já prometidos e que as relações humanas, sociais, políticas e religiosas nos aproximem como comunidade.

                      José Nunes Martins

25/12/2025

NOITE DE NATAL INESQUECÍVEL

 


 Nos meus silêncios continuo a ouvir a sua voz, as suas mãos que tantas vezes me ajudaram a levantar do chão, lavaram a cara e me acariciaram o coração. Nos seus últimos dias, eu vi-a a perder as forças que sempre mostrou ter durante a vida. Mulher com fé e com doçura no olhar e na forma como via o mundo, carinhosa com todos e sempre confiante em cada manhã. Nunca deixou de ser a pessoa que era e nunca escondeu de onde veio. Lembro-me das pequenas coisas que me faziam sentir um filho amado, falava com simplicidade com todos, fazia o bem ao próximo e nunca esperava nada em troca. Amava sem precisar de olhar para a cor da pele ou raça, queria só fazer o bem e aquecer o coração das pessoas.
 Lembro-me da fé que professava, a bondade e a doçura, o interesse em trabalhar, respeitava a lei do descanso e ia muitas vezes à igreja para rezar.
 Que eu saiba honrar os seus ensinamentos e ser bondoso como ela foi. É a forma que melhor me dá certezas de o seu espírito me estar a acompanhar.
                        João

22/12/2025

O JOÃO MOSTROU COMO SER AGRADECIDO

Alegria no Lar



 


 Há uns dias, aqui nas redes sociais, li que logo pela manhã, ia andar pelas ruas da nossa aldeia um senhor à procura de qualquer coisa, queria conhecer a aldeia e as gentes que nela vivem. Esse senhor andaria acompanhado por câmaras de televisão que gravariam tudo e todos os que andavam na rua. Na página oficial da autarquia, a mensagem era mais um convite à população para nesse dia 19, com chuva e frio, se juntassem porque “precisamos de mostrar ao João que ainda existe vida nas aldeias do Interior do País e na nossa em especial”.

 A mensagem/convite foi para as redes sociais no dia 13 e imediatamente começaram a partilhar, acabando por cair na minha página pessoal.
 Ui! O que se vai passar na terra? Deixa-me cá ver…
 Li e reli a publicação.
 Depois da primeira parte da mensagem, continuei a ler que na freguesia havia que mostrar “gente bem-disposta, alegre e com a garganta afinada, para desafiar o João a cantar uns cânticos natalícios. Contamos com todos”.
 
Portanto, a freguesia tinha que mostrar ao ilustre visitante uma aldeia de sonho, imaginária e onde se vive de cara alegre, há gosto e
 interesse pela música coral, seja de índole religiosa ou popular.
 E lá aconteceu o que tinha pensado a equipa de apoio da Casa Feliz: o João feliz e sempre bem-disposto a mostrar o forno do Rossio e depois as deliciosas filhós feitas na Corela, ali ao lado do Carvalhão.
 Não estive a ver o programa em tempo real. Só mais tarde me sentei e graças à tecnologia da NOS revi a reportagem. O João é mesmo um homem querido por todos, então aqueles afectos e carinhos que mostra com os idosos no lar, é mesmo ternura e amor ao próximo. Pessoa muito alegre, muito extrovertida e todos sentem que aquele artista é uma pessoa com alma, com coração aberto e é Natal, verdadeiramente Natal.
 Ele, o João mostrou aos malcatenhos o que é ser/ estar bem-disposto, alegre, com sorriso nos lábios e ainda canta e encanta os Traquinas da Concertina que também animaram a festa.



 

19/12/2025

ASSEMBLEIA DOS COMPARTES DE MALCATA

 


  

 Os baldios de Malcata, contam com uma Assembleia de Compartes.
 Graças ao acordo, aprovado em reunião de assembleia de compartes,
as competências relativas ao Conselho Directivo dos Baldios, ficou sob a responsabilidade da Junta de Freguesia de Malcata.
 As Assembleias de Compartes são convocadas, através de Edital, pelo Presidente de Mesa da Assembleia de Compartes. Até aqui tudo bem e normalidade total. 
 É preciso deixar claro que, não é pelo facto da Junta de Freguesia, através do seu executivo, ser responsável pela administração dos baldios, não se tornou proprietária de todos os baldios e não deve apoderar-se dos rendimentos que os baldios têm, nem fazer alterações, investimentos ou distribuição de sobrantes da floresta, sem que previamente obtenha autorização da Assembleia de Compartes. Não compete à Junta de Freguesia e nem à Assembleia de Freguesia tomar decisões de execução nos baldios, sem antes haver uma deliberação por parte dos compartes reunidos em assembleia. 
 Está marcada para este mês de Dezembro a Assembleia de Compartes. Tenho pena de não poder estar presente nessa assembleia porque tinha algumas perguntas para esclarecer e também sugestões a apresentar. 
 Como comparte, gostava de saber como se encontra o Caderno de Recenseamento dos Compartes da Freguesia de Malcata, actualizado de preferência;
 Outra informação, que interessa a todos é: saber qual vai ser a previsão de receitas para o ano de 2026?
 No orçamento e no plano de actividades 2026, que vão apresentar à assembleia para deliberar e votar, gostava de fazer uma sugestão:
 - Distribuição de sobrantes (lenha) aos compartes:
  a lenha resultante da limpeza e desbastes executados pela Equipa de Sapadores Florestais, se procedesse a uma distribuição gratuita aos compartes mais idosos e mais necessitados de apoio. Com um limite a uma inscrição por casa, havendo necessidade de inscrição prévia, destinado a compartes com mais de 65 anos. A inscrição a fazer no Conselho Directivo (que é a Junta). E a acção, seria a entrega de lenha na casa dos compartes inscritos, começando pelos mais idosos. 
 

 Distribuir lenha aos mais idosos e carenciados, para além de ser um apoio social, é uma ajuda na própria retirada dos ramos e sobrantes das limpezas das florestas, dos baldios nomeadamente. 
 Trata-se de uma daquelas acções que se enquadram nas próprias funções e objectivos sobre o papel dos baldios e é também um gesto de solidariedade que fortalece a união dos cidadãos, no caso, a comunidade dos compartes. 
 
 Termino com o desejo de Boas Festas.

 
 
 
 
 

MALCATA: ALDEIA DO PÃO, DO QUEIJO E DOCES

   Estes são três dos produtos gastronómicos que durante muitos anos
identificavam a riqueza gastronómica da aldeia de Malcata:
  

1. O Pão de Forno a Lenha

   O pão caseiro cozido no forno a lenha, não era um pão qualquer e só se tinha "pão quente" no dia em que se fazia a fornada. Era com uma fornada que a família se alimentava de pão durante uma a duas semanas. Ou seja, na aldeia o forno comunitário, era acendido de 15 em 15 dias e havia que precaver as necessidades de cada casa para que nesse período de intervalo, houvesse sempre pão em casa. E a verdade é que o pão durava o tempo todo sem se estragar. O segredo de tantos dias a comer pão encontrava-se na técnica de preparação, desde o grão que era colhido pelo lavrador, enviava para moer, guardava a farinha, amassava com água natural, bons fermentos, boa lenha, algumas cruzes em cada pão e rezas, resultavam numa fornada que enchia o tabuleiro que a mulher punha em cima da cabeça e ia até casa, onde o guardava na arca de madeira. Parece fácil fazer pão artesanal, mas requer conhecimentos e experiência e muito tempo para aprender a cozer um pão bom e saboroso. 

  

2.O queijo de cabra
Com o leite, ordenhado manualmente, a dona da casa ou uma das suas filhas, tratavam de o guardar numa vasilha e depois de lhe juntar um pouco de cardo natural, esperavam umas horas até o leite coalhar. 
Quando a coalhada alcançava o seu ponto, com a ajuda da francela e do acincho, a queijeira retirava o leite coalhado da panela e deitava-o dentro do acincho que antes tinha posto em cima da francela. Com as mãos ia calcando a coalhada e esse gesto de pressão, fazia com que o
soro líquido saísse pelos furos do acincho de lata, escorrendo pela francela até cair dentro do recipiente colocado no seu devido sítio. 
O processo de fazer o queijo era todo feito manualmente e sem pressas. O queijo é uma delícia quando ainda está fresco, mas para algumas pessoas, depois de curado e bem seco, o queijo de cabra duro, rijo como uma pedra e com um cheiro intenso, é qualquer coisa de sublime e simplesmente uma experiência única.  


3.Os doces ou esquecidos

Estes doces, também chamados "esquecidos", são bolos tradicionais na nossa aldeia. Sempre que há uma festa na comunidade ou para momentos especiais, este é um doce que está sempre na mesa. São uma delícia e 
toda a gente aprecia esta singela forma de juntar água, farinha, ovos e açúcar, tudo batido com amor e carinho para mais tarde saborear. 
O seu nome "esquecidos" vem da forma como se coziam no forno a lenha.
Depois de cozido o pão, para se aproveitar o calor do forno a lenha,
as mulheres espalhavam a massa, com a ajuda de uma colher, numa chapa lisa e salpicada com farinha e colocavam-nas dentro do forno ainda quente, deixando-os "esquecidos" a cozer lentamente.  

  Voltarei com este assunto.
  Boas Festas

17/12/2025

O NATAL NÃO ESTÁ CANCELADO

 


 A Comissão de Mordomos das Festas de Malcata 2026 cancelou o Jantar de Natal previsto para o próximo dia 20 de Dezembro.

 Em publicação divulgada na página Festas Malcata, os mordomos justificaram esta decisão com a baixa adesão nas inscrições.
 Nessa mesma publicação, a comissão de festas acrescenta que “contamos com o apoio e compreensão em futuras iniciativas”.
 Terminam agradecendo a todos os que demonstraram interesse e se inscreveram.


 O mês de Dezembro é um tempo cheio de eventos, seja jantar ou almoço de Natal das empresas, das instituições/associações. E tanta quantidade de realizações festivas ou de angariação de fundos, por vezes torna difícil que as pessoas participem em todos. E ainda, quando é para pagar, sabendo as pessoas que existem outras realizações gratuitas, mesmo quando se trata de jantar de angariação de dinheiro para a festa, optam pelo mais barato!
 O cancelamento do Jantar de Natal que a comissão de mordomos das Festas de  Malcata não é um fracasso dos mordomos, mas consequência das circunstâncias e das dificuldades das pessoas em marcar presença em todos os eventos.

Jantar de Natal cancelado

 Não vai realizar-se o jantar, mas houve iniciativa e trabalho que deve ser reconhecido. Há que seguir em frente e tomar outras iniciativas com o mesmo objectivo. Mostraram ter vontade de fazer alguma coisa pela própria freguesia e não devemos criticar negativamente os mordomos pelas insuficientes inscrições. E cancelamentos estão a acontecer noutras aldeias, vilas e cidades, portanto, a culpa não é da comissão de mordomos, pois não são eles que controlam a vida das famílias e das pessoas. A festa é o grande dia e será no mês de Agosto. Poupem as vossas cabeças e vontades e o que realmente interessa é aprender a melhorar o planeamento das iniciativas futuras. Sugiro que os mordomos se unam, se reúnam eles mesmos para conviver e conhecerem-se uns aos outros e porque não à volta duma mesa com boa comida e deliciosos doces de Natal?
 Olhem, gostei e apreciei a informação que deram sobre o cancelamento, da maneira simpática como agradeceram aos que se tinham inscrito e a porta que deixaram entreaberta para os próximos meses.
 O meu desejo é que todos sintam que, apesar do percalço, a Mordomia da Festa está unida e com vontade de trabalhar.
 Boas Festas.
 



15/12/2025

QUEM VAI EMBARCAR RUMO AO FUTURO?

  

  




  A nossa aldeia é em quase tudo, igual a outras aldeias vizinhas.
    Cada ano que passa, vive menos gente, aumenta o número de pessoas a precisar de descansar, por ser de idade avançada e só souberam trabalhar durante a vida. 
  Os casamentos diminuíram e também baixou o número de nascimentos.       O 
crescimento não avança como noutras eras da história, não há condições para criar muitos filhos e hoje em dia, vivem o presente com preocupação. 

   Nesta terra, a vida é levada com muita calma, sem grandes preocupações e as notícias só aquelas que as televisões e redes sociais divulgam a toda a hora. Mas às vezes, lá aparece uma notícia local, que diz  respeito à nossa terra, à nossa freguesia e ao  mundo calmo e tranquilo, dos que nasceram aos pés da serra. 
  
 Quando isso acontece é porque alguma coisa e pouco habitual, aconteceu ou está para acontecer.  Até compreendo o entusiasmo e os sentimentos de alegria  das pessoas e aumentam as esperanças e os desejos em participar e estar presente,  ajudar a difundir essa boa notícia. Até a própria autarquia (junta)tem necessidade de anunciar a notícia, em forma de apelo à participação, à união das pessoas e assim, garantir que a Freguesia consegue mostrar ao mundo a vida bela que se tem na aldeia esquecida.
  Pergunto a todos se a vida normal na aldeia, é a que estão a querer mostrar numa manhã de Dezembro?
   Sempre que um paisano anda pelas ruas poucos se aproximam e apenas observam os seus passos. Ouve-se um bom dia ou boa tarde e pouco mais do que essas palavras. Portas e janelas mantêm-se encerradas e fazem com que o paisano se sinta estranho, um estrangeiro que  não compreende esta gente da serra e do interior profundo. 
 É bom e compreendo até certos limites o interesse manifestado pela Junta de Freguesia, em preparar bem o evento do próximo dia 28 de Dezembro. Recusar esta oportunidade que a Câmara Municipal oferece, era bem pior que correr contra o tempo e fazer tudo o que estiver ao alcance para Malcata fazer boa figura. Há certamente um compromisso com o Município e agora é necessário chamar as pessoas a colaborar com a Junta e  um canal de televisão, para fazer acontecer um momento especial e marcante para todos. Empenho vai haver e de coração aberto, haverá gente disponível para o que for preciso, nem que seja para aplaudir ou pegar na pá do pão e esperar que o calor do forno coza bem. Fico feliz se as pessoas colaborarem e desfrutarem do momento que ajudaram a criar.
 Bem diferente, é aceitar que a união, a colaboração, a ajuda e participação se pode mostrar como um valor identitário da nossa aldeia, pois mesmo mostrando as  tradições, que mais não são as memórias da vivência dos nossos antepassados, cujo êxito e longevidade se devem às suas vivências de verdadeira união,  amor ao genuíno e à força  comum. Promover os valores, tão fundamentais da vida comunitária, como a união, a alegria, as cantigas, as tradições, só quando há a presença da televisão, é querer fazer esquecer que há mais vida e mais dias do ano que também é preciso  mostrar por palavras e obras como são os beirões.
 O dia 28 vai ser um dia especial, marcante para a freguesia, para os que nela vivem todos os dias do ano e para as crianças. Também é satisfação para os malcatenhos que longe seguem o pulsar da vida da nossa terra. Valha a existência da internet e de diversas ferramentas de comunicação, é graças a elas, que todos sabem que vai acontecer a magia natalícia na aldeia.  Quem conhece o dia a dia na freguesia, sabe bem que é diferente e quase  não acontece nada, porque se acontece alguma coisa boa ou má, dali não sai e ninguém se dispõe a divulgar. Não  interessa ser divulgada ao mundo. Eu o que não compreendo é a mudança das pessoas em relação aos mensageiros dos nossos dias. Quem foi assinante e leitor do semanário "AMIGO DA VERDADE", que trazia um suplemento dedicado ao concelho do Sabugal, lembrar-se-á do desejo de receber esse jornal em casa e não descansava para ler as novidades das aldeias e da nossa Malcata. Tudo era importante publicar para se dar a conhecer ao mundo. Aquele suplemento dedicado às aldeias do Sabugal, comparo-o aos actuais blogues ou publicações nas redes sociais, com maior lentidão mas sabiam bem à alma e matavam muitas 
saudades dos que viviam longe a trabalhar ou a cumprir o serviço militar. 
 Há que aprender a caminhar com os pés no chão e ao mesmo tempo subir ao cimo da torre do relógio ou ir ao alto da Machoca e 
observar o que a vista alcança, entender as mudanças no mundo.

    Vai ser uma manhã excelente e aplaudo a decisão demonstrada pela  Junta . Ficamos a saber que sempre que há uma oportunidade e interesse, o mundo sabe o que se passa na aldeia. Saibamos todos retirar bons conselhos e lições para o futuro da freguesia.
   Construir uma comunidade unida, forte, aberta à inovação, com visão e ambição de alcançar êxitos que a todos beneficie, é o que nos pode impulsionar a nossa canoa e se não queremos ir à toa, temos de decidir para onde vamos. São os malcatenhos que, como comunidade, não querem continuar no cais porque são eles que têm de tomar a decisão para onde querem ir. 

                              José Nunes Martins

FESTAS NATALÍCIAS EM MALCATA

Praça do Rossio

 
Igreja Matriz

Rua da Estrada


Senhora dos Caminhos

      Fotos retiradas das redes sociais este mês de Dezembro.


09/12/2025

JANTAR DE NATAL DA COMISSÃO DE FESTAS


                                            👫👫👭🎁🎁🎁🎁👫🤼👯🎁🎁🎁
 

  A Comissão de Festas em honra de São Barnabé, da freguesia de Malcata, vai organizar um jantar de Natal, com entradas variadas, bacalhau à Gomes de Sá ou arroz de frango com enchidos no forno, bebidas, sobremesas, café e boa música, na Associação Cultural e Desportiva de Malcata.

  O jantar tem data marcada para o dia 20 de Dezembro. As reservas para o jantar devem ser feitas até ao dia 12 de Dezembro, junto de um membro da Comissão ou através destes números:
966 920 234 – Eva Corceiro
915 344 859 – Rita Varandas
  O jantar está a ser preparado com dedicação, carinho e orgulho de pertencer a Malcata e os mordomos estão a preparar tudo para receber bem os que desejarem participar no Jantar de Natal da Comissão de Festas.
  O jantar é para angariação de fundos para a festa que há-de
ser no 2º Domingo de Agosto do próximo ano.
  Os valores por cada pessoa são estes:
  Adulto: 20 Festas (€)
  Dos 7 aos 12 anos: 10 Festas (€)
  As crianças até aos 6 anos é gratuito
  Colaborem com a Comissão de Festas Malcata 2026 e reforcem os espírito de Natal, a amizade e a união são a força da nossa aldeia.
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03/12/2025

NA ALDEIA DE MALCATA OS MORADORES EXIGEM RETIRADA DO POSTE DO MEIO DA RUA

    ALERTA : HOJE, 4 DEZEMBRO, FUI CONTACTADO                                   PELA  E-REDES (Edp)
                       PARA LHES DAR MAIS INFORMAÇÕES 
                       SOBRE O PROCESSO DO "POSTE". 
                                                  

Foto 1 - 2ºDomingo de Agosto 2025


Malcata, 22 de Julho de 2025
Fotos 2, 3, 4, 5 e 6



Foto 2

Foto 3


Foto 4


Foto 5


Foto 6


Foto 7


ANTES DAS OBRAS ERA ASSIM:





Garantir o fornecimento de electricidade à freguesia com qualidade e em condições de total
segurança, salvaguardando sempre os interesses dos residentes na freguesia, é a missão da
E-Redes, da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia. Eu presumo que durante estes meses que passaram desde Julho até hoje, os senhores da autarquia já por ali tenham passado a pé ou
com o seu automóvel, tractor ou carrinho de mão. O que se vê ali não é bom e um dia, pode causar 
algum embaraço a alguém. Há falta de segurança para todos e também para os animais. 
A mim o que me preocupa são as pessoas, principalmente as mais distraídas e que, mesmo sem o querer e desejar, não se apercebam do perigo e o acidente inesperado, improvável de acontecer, acontece mesmo e depois não vale a pena lamentar ou dizer que o poste não teve culpa. 
Vamos acreditar que, as entidades envolvidas nesta obra, façam o que devem fazer nestes casos. 
Fico à espera de boas decisões, entretanto enviei esta reclamação:



Foto 10 - Reclamação de cidadão

                                                       
Para os moradores na freguesia de Malcata, a situação retratada pelas imagens já não é novidade para ninguém. Tenho vindo a alertar para a situação e os perigos que a falta de segurança pode causar. Quando estive na aldeia em Julho deste ano, fui ver como estavam a decorrer as obras da demolição da casa de habitação que foi decidido derrubar. Foi nessa visita que captei as imagens que aqui reproduzi. Achei uma situação normal o facto de ainda ali se encontrar o poste de iluminação pública, pois a seu tempo, as entidades responsáveis e com a competência da sua retirada o iriam fazer. Ora não foi assim que aconteceu. Estamos em Dezembro e aquele perigo continua na mesma. 
Para que não aconteça nenhum acidente, no passado dia 2 de Dezembro, enviei uma reclamação para a E-Redes, empresa com responsabilidades na notícias problema.
Vamos ver o que acontece.
Como já disse, mandem notícias das boas.













02/12/2025

MALCATA TEM UM POSTE NO MEIO DA RUA

  
No meio da rua há um poste à espera de ser derrubado!


  Parece uma piada, mas não é. Na aldeia de Malcata, há um poste de iluminação pública no meio da rua! O que parecia ser um sonho de ter uma rua mais larga, um adro mais aberto e desafogado depois das obras de demolição da casa que ali havia, o poste permanece hirto e preso ao chão e tem estado a ver passar as procissões e o circo. Os moradores de Malcata continuam a aguardar uma solução e que é a retirada do poste que passou a ser um perigo para a circulação dos veículos motorizados, principal- mente, se os condutores não conhecerem as ruas da aldeia. Como cidadão e como malcatenho, é minha obrigação cívica, estar atento ao que se vai passando na terra onde nasci há 65 anos. E assim tenho feito e, continuarei a fazer. Uma vez que não resido na freguesia, é através da internet que me tenho manifestado e partilhado o que me vai na alma, conforme as notícias que vou conhecendo e que são públicas. Também sei que estas situações são muito comuns e que se costumam arrastar pelo tempo.
   
   Atualmente há formas de saber o estado em que se encontram os pedidos dos clientes, neste caso, contactando a EDP (E-REDES): https://www.e-redes.pt/pt-pt.

 E se isso não tiver evolução, há também a apresentação duma reclamação e até, se for caso disso, entrar em contacto com a ERSE: https://www.erse.pt/inicio/     que é a Entidade Reguladora dos Serviços de Energia).

                

    

29/11/2025

AS COSTUREIRAS E OS ALFAIATES

   

Costurar para mais durar


  Hoje há muita oferta e muita variedade de peças de roupa para as pessoas. E a industrialização do ramo têxtil democratizou o uso do chamado "pronto-a-vestir". Mas apesar destas mudanças, a profissão de alfaiate e modista continua a ser uma arte nobre e que resiste a todos os avanços das máquinas. 
  Quem ainda se lembra dos Cursos de Bordados e Costura que eram ministrados nas aldeias deste país?
  Nessa época a roupa tinha que ser mandada fazer. As pessoas iam a casa do alfaiate ou da costureira com os metros de tecido necessários para uma blusa, uma camisa, uma camisola, uma saia, um par de calças, um casaco ou um fato completo, um vestido de comunhão ou um vestido de noiva. Tiravam medidas, regressavam para fazer as provas e os ajustes necessários e por fim, vestiam a peça de roupa já à medida do seu corpo, gosto e conforto. Um espaço pequeno, normalmente com uma janela, uma mesa comprida, um espelho, giz, fita de costureira, moldes de papel, linhas e alfinetes e a máquina de costura. As marcas mais conhecidas eram a SINGER e a OLIVA.  
  Quem ainda usa estas máquinas de costura? Por Malcata havia muitas e praticamente em todas as casas havia sempre uma Singer ou uma Oliva que as mulheres tanto queriam ter. 

  Vou então deixar as primeiras imagens com histórias relacionadas com máquinas de costura:
  



                                                                     Estas eram as máquinas de costura                                                                  mais vendidas nas aldeias de Portugal

MALCATA: CARTA ABERTA À JUNTA E AOS MALCATENHOS

 

  Aos membros da Junta de Freguesia de Malcata,
  aos malcatenhos em geral,
  

 Venho através desta carta aberta, em meu nome, cidadão natural da freguesia de Malcata, mas residente na região norte do país, apresentar a minha insatisfação relativamente às falhas e, muitas vezes, inexistente informação nas páginas digitais da nossa freguesia, a cargo da Junta de Freguesia, que lembro, são canais oficiais na internet.
 É incompreensível que, depois de duas renovações do website da Junta de Freguesia e das páginas das redes sociais Facebook e Instagram e ainda a subscrição das Newsletter da freguesia, não estejam a cumprir o seu papel de uma verdadeira ponte entre a Junta de Freguesia e os cidadãos naturais de Malcata. A falta de informação institucional actualizada e acessível a todos, independentemente do ponto geográfico em que residem os cidadãos, não é apenas inconveniente, preocupante; é uma falha e uma atitude de desrespeito pela lei, pelos direitos dos cidadãos ao acesso a informação, no fundo, é um obstáculo à clareza do trabalho da autarquia.
 A ausência crónica de informação importante, como o acesso a documentos e notícias essenciais, como as actas das reuniões da Junta, das Assembleias de Freguesia, dos Avisos e Editais, deixa qualquer malcatenho indeciso, baralhado e impedido de poder vir a participar mais activamente na vida política, social e comunitária, porque ao não ser informado a tempo, é como se não se desejasse que o cidadão comum participe na vida cívica da freguesia.
 E a solução destas falhas de informação até são fáceis de executar, não exige gastos avultados, apenas o compromisso e o cumprimento das propostas apresentadas pelo senhor presidente, na mensagem de apresentação da actual página oficial da freguesia. E para começar a funcionar melhor a informação, basta começar por nomear e responsabilizar um membro da Junta de Freguesia pela manutenção, verificação e actualização diária do conteúdo da página oficial, dando as garantias possíveis de que a informação está correcta.
 Hoje numa era da digitalização, a Junta de Freguesia deve dar o exemplo de abertura, de bem-receber e informar, de transparência e de desejar que a freguesia se mostre ao mundo como lugar de união, de proximidade e felicidade.
 A resposta a esta minha carta também pode ser pública. Aguardo então que implementem medidas no sentido de melhorar as relações com todos os cidadãos, em especial com os malcatenhos. Isto sim, é importante.
 Saúdo todos os membros da Junta de Freguesia e subscrevo-me, com
os melhores cumprimentos, sempre em defesa dos interesses comuns dos malcatenhos, de todos os malcatenhos,
                                           José Nunes Martins

  

27/11/2025

SE BEM ME LEMBRO...HÁ 56 ANOS JÁ ISTO ACONTECIA!

 



Surpreendidas? Não, é o costume...não interessa.

   Lê-se no Jornal que:
  "Aristides da Fonseca Prata, deslocou-se a Lisboa para tratar de vários problemas do concelho, junto dos respectivos departamentos do Estado.
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PLANO DE ELECTRIFICAÇÃO
  Os atrasos na Electrificação das aldeias são motivo de descontentamento. Ficou marcada uma nova reunião de trabalho para o próximo ano.

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  APROVEITAMENTO HIDRÁULICO DO RIO CÔA
  O sr. Aristides lembrou a necessidade de estudar a construção de duas represas no Rio Côa, para fins agrícolas e de turismo.

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  ABASTECIMENTO DE ÁGUA
  Foi tratado o assunto sobre o abastecimento de água a Quadrazais, Rendo e Casteleiro.

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  VARIANTE DA ESTRADA NACIONAL NA TRAVESSIA DA SEDE DO CONCELHO
  Na Junta Autónoma de Estradas o sr. Aristides expos mais uma vez o
magno problema do prosseguimento da variante da Estrada Nacional, tendo sido solicitado que, a verificar-se a impossibilidade de satisfação imediata da grande aspiração da Vila do Sabugal, fosse marcado definitivamente o seu trajecto a fim de possibilitar a urbanização da zona contígua - das mais adequadas para a expansão da sede do concelho.
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VIAÇÃO RURAL
  Numa reunião com o sr. Governador Civil, foi passado em revista a situação das estradas rurais do concelho.
  Foi também falado o problema das ligações entre as freguesias que são do maior interesse para o desenvolvimento económico das povoações e para o fomento dos transportes colectivos e criação de novas carreiras. Contam-se entre estas as ligações entre Baraçal e Vila de Touro, Ozendo-Soito, Penalobo-Bendada, Vilar-Maior-Estrada Nacional de Vilar Formoso".
     Lido no Amigo do Sabugal, 30 de Novembro de 1969 . Estas notícias foram dadas pelo Governador Civil da Guarda, à época dos factos. Câmara Municipal ficou calada.


  Todas estas informações que aqui vos trouxe, foram publicadas no Jornal A Guarda, que depois foram também aproveitadas para serem divulgadas no semanário “AMIGO DA VERDADE” (Suplemento amigo do Sabugal)!
  Este é um exemplo do péssimo serviço de informações da Câmara Municipal desta época, pois reporta-se ao ano de 1969, 30 de Novembro. Vão passados 56 anos…e pouco se alterou.
  No passado e no presente, as pessoas gostam de saber como vai a actividade da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia, como estão os autarcas a zelar pelos seus interesses e por isso, se interessam por informação para satisfazer esse desejo de ficar ao corrente do que se passa à sua volta.
  A Freguesia de Malcata tem escolhido uma política oposta à transparência e à informação, não partilha a informação obrigatória e opta pelo silêncio e que eu condeno. Como é possível a Junta de Freguesia não publicar aqueles documentos a que está, por lei, obrigada a cumprir? Porque não usa as suas páginas da internet para exercer uma política verdadeiramente próxima e aberta a todos? Eu sei que a Junta de Freguesia tem obrigação de prestar contas, de informar e solicitar à Assembleia de Freguesia a análise de várias matérias e decisões que deseja levar a cabo. E os fregueses que moram na freguesia? Então e os malcatenhos que vivem longe e continuam com diversos interesses em território da aldeia?
  A Junta de Freguesia de Malcata só tem a beneficiar e a ganhar com a disponibilidade de informação de interesse para os malcatenhos e para a sua comunidade. E se precisarem de ajuda ou mais espaços na internet, ofereço este meu “sítio” para publicar o que for importante publicar, sem pagar por isso. Basta que enviem a informação e como desejam ser divulgada.
  A Junta de Freguesia só faz bem em comunicar com os malcatenhos e hoje é tão fácil e tão rápido!


Ano de 1969, 30 de Novembro, 
as notícias sacadas a ferros!

José Nunes Martins