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01/09/2026

ANTENAS: NEM TUDO O QUE SE DIZ É !

 

Antena de telemóveis camuflada

 Camuflar as antenas de telecomunicações disfarçando-as como se fossem árvores há muito que é uma solução engenhosa de instalar uma estrutura de cerca de 50 metros de altura e que se confunde com uma árvore.   E numa aldeia como a nossa, não seria difícil de “plantar” uma antena de telemóveis, beneficiando a vista e a paisagem.
 Por estes dias, aqui por Matosinhos, deparei-me com uma árvore algo estranha, pois apenas tem ramos lá bem no alto, verdinhos e que à primeira fiquei um bocado a olhar para esta árvore estranhíssima, alta e com ramos verdes, mas ao mesmo tempo não me pareceu que ficasse ali na perfeição. É que salta muito à vista e aquilo tinha de esconder mais qualquer coisa. Aproximei-me um pouco mais e percebi que se tratava de uma antena de telecomunicações. Fiz uma rápida pesquisa no Google e logo encontrei várias antenas da família. Bastou uma pesquisa e agora já tenho um matagal no telemóvel.
 O objectivo principal é reduzir o impacto visual das antenas metálicas e disfarçadas de árvores, misturam-se com a paisagem local.
 As antenas são instaladas em estruturas muito altas e mais do que o que há à sua volta para garantir uma boa recepção. 
 Tudo isto para perguntar ao pessoal que vive em Malcata se já viram aí pela aldeia alguma árvore desta espécie. Procurem lá para a Rasa, ali para junto do reservatório da água...será que a empresa já foi capaz de ali plantar a dita antena? Ou ficou tudo como antes, que deixaram o galinheiro no jardim da Junta de Freguesia?!
                 Comecem a escolher:

Antena 1


Antena 2




Antena 3



                   

Antena 4



Antena 5





30/08/2026

DEPOIS DA FESTA O QUE FICA?

 





 Todas as terras têm a sua festa em honra de um santo e Malcata lá se vai mantendo com a sua em Agosto. Depois da festa acabar há que continuar a falar sobre a festa. Há dias no facebook li um pequeno texto que me fez reflectir sobre as festas. Foi escrito pelo padre Humberto Coelho, pároco em terras nortenhas e que a seguir podem ler. Vale bem ler até ao fim e responder à questão colocada. 
 
"Por vezes investem-se muitos milhares de euros em dois ou três dias, mas pouco fica para a conservação das nossas igrejas, capelas e património. E, em algumas comunidades, quase nada se reserva para ajudar quem mais precisa.
 Também os cartazes das festas deveriam fazer-nos pensar. Se a festa é em honra de um santo, seria importante não trocar o essencial pelo acessório. 
 Uma festa cristã não devia terminar quando se desmonta o palco, se apagam as luzes e se arrumam os arcos.
 Deveria deixar alguma coisa:
 uma comunidade mais unida, 
 uma fé mais viva,
 um património mais cuidado,
 alguns recursos para o futuro,
 uma família ajudada, 
 um idoso acompanhado, 
 um jovem mais envolvido.
 E deveria deixar, acima de tudo,
mais viva a memória e a mensagem daquele santo
que durante dias dizemos querer honrar.
 Porque podemos ter ruas cheias, grandes espectáculos e milhares de pessoas e, ainda assim, perder o verdadeiro sentido da festa.
 Talvez a pergunta que devêssemos fazer no final não seja apenas:
 "A festa correu bem?"
 Mas antes:
 Quando o palco se desmontou...o que ficou na nossa comunidade? 
 Porque uma verdadeira festa cristã não deixa apenas fotografias e recordações. Deixa frutos."
 Autor do texto: Padre Humberto Coelho

                            MEMÓRIAS DA FESTA

   







27/08/2026

NÃO BASTA ANUNCIAR A FEIRA DE ARTESANATO

Quando não se respeita a lei...até
a tenda é esvaziada.  
 
 Quem sou eu para duvidar do que foi anunciado em Julho pela Junta de Freguesia na sua página do facebook? O convite era dirigido aos cidadãos para os convidar a participar na Feira de Artesanato e Sabores, que este ano seria a XI, integrada no programa das Festas de Malcata de 2026. Mas como malcatenho e em jeito de quem se interessa de saber o que se vai realizando na terra, tenho o costume de visitar a aldeia, recorrendo às redes sociais e às notícias que vou lendo nos jornais. Partindo do princípio que a feira abriu no dia 5 e 6 de Agosto, portanto esteve aberta ao público duas tardes/noites seguidas, com certeza que recebeu muitas visitas e os artesãos presentes terão feito negócio. Até ao dia de hoje, 27 de Agosto, a única notícia que tenho sobre esta XI Feira de Artesanato de 2026 em Malcata, são duas imagens dos artistas convidados pela organização (Junta de Freguesia) para animar o recinto. Outra suposição é que sendo a semana que antecedia a Festa, posso concluir que o número de pessoas que a terá visitado corresponde a toda a população presente na aldeia nesses dias. Como não há informação sobre o evento durante os dias 5 e 6 de Agosto e uma vez que já se passaram vinte dias, espanta-me não encontrar qualquer registo que informe como decorreu a feira de artesanato.
 Na X edição desta feira, a do ano de 2025 que se realizou no dia 7 e 8 de Agosto, a Junta de Freguesia e bem, partilhou na sua página da internet, nas redes sociais (ver aqui:

https://www.facebook.com/freguesiademalcata/posts/e-ontem-foi-assim-com-o-nosso-amigo-armando-almeida-a-cantar-e-encantaramanh%C3%A3-h%C3%A1/1206635001496375/


 Que razões justificam tanto silêncio e segredo em relação à feira deste ano? Houve ou não expositores presentes nesta feira?
 Tendo em conta o que se não sabe e que nada foi escrito sobre o evento, sendo uma actividade pública, organizada pela Junta de Freguesia, a bem da transparência, é de esperar que o executivo da Junta divulgue publicamente, incluindo nas suas webpáginas, o que realmente aconteceu ou não e já agora, expor as contas públicas desta XI Feira de Artesanato e Sabores. Quando é que o poder local, nomeadamente a entidade representativa do Estado português na freguesia, abandona a política do secretismo? Peço compreensão por falar agora deste assunto. A justificação é que estive estes dias à espera de notícias oficiais e também de pessoas que provavelmente estiveram presentes na feira. Nem a Comissão de mordomos divulgou imagens, para além dos artistas que animaram a festa, num mar com tantas fotografias e vídeos, é incompreensível que tenha sido puro esquecimento. Mas quem sou eu para duvidar? Sou malcatenho defensor da transparência em tudo na vida.
 

25/08/2026

A FESTA EM HONRA DE SÃO BARNABÉ-MALCATA 2026

 

 
São Barnabé orago de Malcata

A Festa em Honra de São Barnabé já terminou há uns, é tempo de balanço e reflexão. Houve alegria, convívio, música, jogos populares, bailes e festas de sunset e zumba para todos. E a tudo isto juntou-se a fé e a tradição da nossa gente que apareceu em grande número. E claro, também houve algumas situações imprevistas, menos compreendidas e que devem fazer pensar para que se possa melhorar nas festas do futuro. Os mordomos assumiram o seu papel e cumpriram. A parte religiosa esteve a cargo da comissão fabriqueira e também fez bem o seu trabalho. Todos procuraram não perder de vista aquilo que está verdadeiramente no centro da festa: honrar o São Barnabé, exteriorizar a fé e a tradição, respeitando-se uns aos outros e a aldeia. Por isso e por causa disso, deve fazer-se o balanço da festa, pois é dos resultados da festa que se pode melhorar para o futuro. Eu não estive na festa e não é correcto eu fazer o balanço, não é fácil falar do que se passou não tendo estado presente. Porque é merecido, um reconhecimento público a todos os que trabalharam durante a festa, pelo seu esforço e dedicação para que tudo corresse bem como correu. Muitos parabéns. Espero que a festa tenha proporcionado dias de fé, tradição, convívio, música e que haja vontade de falar sobre a festa.  A internet está cheia de fotografias sobre a festa não religiosa, realçando todos os eventos que animaram as pessoas, por serem tantas e se cada imagem vale por mil palavras, estão apenas em falta algumas imagens da parte religiosa: igreja, missa, procissão…ah! E do “Ramo” também não há nenhuma imagem e já agora, partilhem imagens e notícias sobre a Feira de Artesanato que também fazia parte do cartaz da festa.

Imagem de São Barnabé na igreja paroquial
de Malcata

24/08/2026

MARGARIDA LAMELAS E A MÚSICA NA SUA VIDA

 Os avós maternos são naturais de Malcata e Margarida tem-lhes proporcionado momentos únicos, harmoniosos e eles continuam a ser os seus primeiros fãs, são quem mais aplaude e incentiva a jovem artista.

No dia 19 de Agosto Ana Margarida Lamelas, neta de Cândida e Joaquim, residentes na Rua da Ladeirinha, na freguesia de Malcata e Olena Sokolovska,a sua professora mais querida, participou no concerto da Orquestra Académica Filarmónica Portuguesa, que integrou o Summer Camp, evento realizado na cidade da Guarda, tendo interpretado um repertório ambicioso: 9 sinfonia de Beethoven e Concerto de Sibelius em D-menor, op.47 interpretado pelo famoso violinista Sergei Khachatryan. Contou também com a participação de dois alunos de nome Mateus Hilário e João Chuva que asseguraram os sons de percussão. As imagens são propriedade do Conservatório de Música da Guarda.




 Foi na 3ª Edição do Guarda Music Festival e a 6ª Edição do 

Estrela Music Summer Camp, com muita música boa e jovens talentos. 


23/08/2026

E SE UM DIA NÃO HOUVER MORDOMOS ?

 

Procissão em dia de festa

 Em Agosto a nossa aldeia continua a encher-se de gente para a festa. Vêm de fora, das grandes áreas metropolitanas de Lisboa, Porto, Coimbra, ilhas e claro, do estrangeiro com a França em primeiro lugar. Agora, os emigrantes descobriram que de avião viajam mais depressa, com mais conforto e podem sempre chegar à terra a conduzir um carro de último modelo e não importa que a matrícula seja portuguesa, pois estas mordomias só estão ao alcance dos que têm mais poder económico.
 A festa terminou no dia 9 de Agosto e cumpriu-se a tradição dos outros anos.
 Houve festa na igreja e no Rossio, com Missa Solene e Procissão, com jogos tradicionais, diversão para as crianças, garraiada, sunset e zumba, música no Lar, muita música e discoteca, bar aberto e frangos assados, enfim, houve tudo como nos anos anteriores.
 Não vou falar da falta da alvorada de foguetes com que antigamente se anunciava a chegada à terra da Banda da Música. É proibido o lançamento de foguetes porque causam incêndios…decretaram os políticos de Lisboa.
 
 Este ano de 2026, a festa em honra de São Barnabé, a confiar pelas notícias, imagens e vídeos divulgados, correu muito bem. O que ainda não vi foram imagens ou notícias da parte religiosa da festa, pois o programa incluía Missa Solene e procissão…porque afinal, foi uma festa em honra de São Barnabé. Mesmo que tenha sido sem pompa e circunstância, a parte religiosa da festa continua ligada ao dia da festa e a gente ainda liga a religião à festa do povo.
  Que a festa agora está mais “out” da igreja e tradição religiosa já é visível e já não tem tanta devoção aos Santos, é mais voltada para a diversão e barriga, apesar do dia continuar a durar as mesmas 24 horas. Com tanto para onde ir 
e tantas coisas para fazer, entrar na igreja ou parar por uns minutos para rezar, confortar a  mente e ouvir o espírito, é muitas vezes desconsiderado e empurrado para segundo plano.

 Os mordomos são quem mantém viva a festa de Malcata. E nestes últimos anos os mordomos são os principais responsáveis por organizar o programa da festa
pagã. Já a festa religiosa e tudo o que tenha que ver com as cerimónias religiosas, dentro ou fora da igreja, parece lavar as mãos e passar toda a responsabilidade para a paróquia.
 A festa todos os anos tem uma característica comum e que é haver mordomos dispostos a organizar o evento.
 E se um dia não houver mordomos em Malcata?

22/08/2026

CONTRA FACTOS NÃO HÁ ARGUMENTOS

Mais perto do povo não há!

 


 Há factos que dão razão, mas não me consola, porque alguns
factos que não me dão, que eu não conheço. Tenho dificuldade em encontrar informação certa e segura...e fico com dúvidas e perguntas. O que escrevo é baseado nas consultas a documentos escritos e das quais parto do princípio que essas informações são fidedignas.
O que pretendo é esclarecer e compreender as razões do
termos chegado até aqui.






 A Zona de Lazer da freguesia localiza-se à entrada da povoação, logo após o passar a ponte sobre a albufeira da barragem, basta voltar à direita e percorrer uns 100 metros. No povo diz-se que vão para a “praia fluvial”, pois foi essa a ideia que lhes foi apresentada quando tudo começou. Todos sabem onde fica a praia fluvial e o que lá foi construído para as pessoas se divertirem e passarem maravilhosos momentos. 
 No Verão com o calor a tentação de entrar na água é grande. Olhar para aquele lençol de água tranquila e azul é quase impossível resistir a um banho.

 Quem vai à Zona de Lazer de Malcata encontra bons espaços para estacionar o automóvel, autocaravana ou mota, há até quem chegue com atrelado onde transporta as bicicletas, barco de borracha e com alguma sorte, arranja uma boa sombra dos carvalhos que ali existem. Os habitantes da aldeia chegam de toalha ao ombro e mala térmica na mão. Vêm para ali estar umas horas, com tempo para beber uma mini ou um café, sentados na mesa da esplanada e deixar o tempo passar sem dar por isso.
 Sentado na esplanada o visitante pode desfrutar de belos cenários naturais e com certeza que viverá momentos de puro prazer natural e de encontros com outras pessoas que aqui chegam também para descansar.
 Desde que abriu este espaço que a Junta de Freguesia tem mantido o local com as condições possíveis para funcionar como ponto de visita e de procura de gente vinda de outras terras que procuram lugares diferentes e aprazíveis.  A cada ano que passa as estruturas vão aumentando e área de sombra vai alargando. Mantêm-se inalteradas as estruturas de apoio sanitário, o parque das crianças e o bar. Desde que o bar foi instalado, a Junta de Freguesia lá tem conseguido mantê-lo em funcionamento, através da concessão de exploração. Durante cerca de três meses o bar tem mantido a esplanada aberta e dado que o seu concessionário tem sido sempre o mesmo, aquele bar já começa a fazer parte da imagem identitária daquele sítio público e há quem venha à Zona de Lazer por causa dos bons petiscos servidos naquele bar. Atrevo-me até a dizer que nos dias de hoje, dadas as condicionantes impostas pelas autoridades ambientais e hídricas, o bar está a ser o melhor chamariz e ponto de encontro da maior parte dos visitantes que de outras terras e depois, em segundo lugar, a zona de lazer.
 Esta situação devia levar a uma reflexão por parte da Junta de Freguesia e devia alertar os residentes na aldeia. O primeiro objectivo da autarquia deve centrar-se na valorização e desenvolvimento do território que a compõe. E a Zona de Lazer, sendo parte integrante do território comum, tem de estar sempre ao serviço da comunidade e as entidades responsáveis pela sua administração
devem esforçar-se por criar todas as condições para que a Zona de Lazer esteja sempre pronta e com as condições adequadas para que se possa desfrutar do espaço e ao mesmo tempo ter retorno económico e social para toda a freguesia.
 A Zona de Lazer, não há a mínima dúvida, tem área e estruturas que valorizam e enriquecem, que são necessárias e são exigidas por toda a gente.
 A Zona de Lazer é procurado e frequentado durante todo o ano, de forma mais intensa nos meses de calor. Nestes últimos anos, desde que foi retirada a piscina flutuante das águas da barragem, o cenário nunca mais foi o mesmo e a afluência e entusiasmo dos visitantes esmoreceu e muito. Para quem mora na freguesia a ausência da piscina é normal, pouco ou quase nada os incomoda, há sombras, mesas, bar aberto e quem quiser ir à água vai. Estão na melhor “praia” do Sabugal!
 Que o sítio é agradável, com sombras, com boas condições para convívios e/ou
leituras de livros e revistas, uns jogos de bola ou cartas, bons e saborosos petiscos e bebidas frescas…tudo é agradável e dá prazer.
 
 Então o que está a fazer falta
 na Zona de Lazer de Malcata? 
Malcata 2019

  


14/08/2026

MALCATA FESTEJOU SÃO BARNABÉ

  


 A Festa de Malcata em honra de São Barnabé em 2026 chegou ao fim no domingo passado, após uma semana de múltiplas actividades de todo o género e para todos os públicos.

 Segundo o que tenho observado nas redes sociais, nomeadamente aqui:

 https://www.facebook.com/festasmalcata( página oficial da mordomia),acorreram a Malcata muitas pessoas e participaram nos vários eventos do programa festivo. E este ano os mordomos podem finalmente descansar mais umas horas, depois da quinzena bem cheia de trabalho.

 

 A Festa terminou no Domingo à noite e desde então, agora que passou a festa, os mordomos têm publicado imagens e vídeos sobre a mesma. Até agora, sexta-feira de manhã, estou a gostar de ver através das imagens e tudo indica que a festa foi boa, participada e deixou as pessoas felizes.

 Fico ainda a aguardar mais algumas publicações e opiniões daqueles que participaram na festa.

 Para memória futura das festas de Malcata, em jeito de balanço, muito gostaria que as pessoas de Malcata ou que visitaram a aldeia durante as festas, partilhassem alguma ideia, experiência, louvor, aplauso ou o que acharam da festa deste ano, do seu programa, dos mordomos e da sua organização, falassem um pouco daquilo que lhes vai na alma.

 Eu durante a festa fui seguindo à distância e pacientemente aguardei por notícias. Apresento aqui os meus elogios aos mordomos o plano das publicações. Agora é mesmo chegado o momento certo para partilhar informação, experiências, desabafos, agradecimentos, desafios para futuro.

 Vou aguardar então mais uns dias para depois de conhecer as imagens e as vossas opiniões, fazer o meu comentário. Os tempos de agora são de análise e reflexão.

 

28/07/2026

UMA FREGUESIA QUE SE RECUSA A MUDAR

 

Aviso da ocorrência

 Há tantos silêncios na nossa aldeia que mais parece as pessoas estarem proibidas de abrir a boca, de partilhar informação.
 Numa freguesia em que pouco ou nada se explica e onde ninguém exige explicações, é um mau sinal para a confiança, a dignidade das instituições públicas.
 É no mínimo estranho os silêncios daqueles que deviam informar os cidadãos sempre que haja informação relevante. Há informação que se justifica e outra que até pode ser encostada para segundo plano. Manter tanto secretismo sobre umas obras de reparação de rede de abastecimento, demorar uma semana a dar novas informações públicas nas páginas das Redes Sociais e nem uma palavra no “site” oficial da Freguesia, é de lamentar que assim esteja a acontecer na nossa aldeia. Obviamente que o cidadão quer saber como está a situação, quando vai poder encher o cântaro ou garrafão nas bicas da fonte. Mas para a Junta de Freguesia a prioridade foi anunciar o próximo convívio de cartas. O evento é um acontecimento importante, para as pessoas participarem, precisam de ser convidadas, informadas boca a boca e nas redes sociais. Perfeitamente de acordo com a divulgação da realização do encontro entre Malcata e Fóios. E informar o povo sobre o ponto da situação da falta de água? Ou divulgar, publicamente, o b e as cláusulas do concurso da concessão da exploração do bar existente na Zona de Lazer da freguesia?
 Como já disse, tanto secretismo não tem razão de existir. Estamos em democracia e este comportamento mina a confiança do cidadão.
 Em Malcata, o senhor presidente e seus ajudantes fazem aquilo que querem, quando querem e quem estiver mal, que se ponha bem, que se amanhe. Pois é este o problema, esta Junta de Freguesia acha que manda como quer e sempre que algum cidadão questionar a actuação da Junta de Freguesia, exaltam-se todos e a tampa salta! 
 Em Malcata ainda vigora a democracia. Contudo, vão ser os malcatenhos que vão pagar caro algumas das tomadas de decisão da Junta de Freguesia. Já me referi a dois temas, não seria preocupante se ficássemos por aqui. Infelizmente, para mal de todos nós malcatenhos, a transparência é mesmo uma imundice com sucessivos casos que abalam a confiança na entidade que representa o Estado na nossa freguesia. E os autarcas parece que não vivem no mesmo país onde eu e os malcatenhos vivemos. Mesmo que o presidente da Junta de Freguesia tenha sido eleito três vezes consecutivas, duas com maioria “absolutíssima”, sem oposição nas Assembleias de Freguesia, sem um escrutínio como deve ser, o cidadão tem de chamar os autarcas e pedir explicações públicas, que podem ser feitas através de avisos, editais ou outras formas, como por exemplo, divulgar na internet.
 Enquanto em Malcata não se começar a pensar no bem-comum, na transparência, na confiança, a freguesia não vai mudar para melhor.  

27/07/2026

MEMÓRIAS FELIZES DE MALCATA

 

Cenas rurais

 Acredito que alguns malcatenhos poderão ter memórias menos felizes da sua vida, de anos difíceis em que o jantar (almoço) era uma sardinha e uma fatia de pão, em que se ia descalço para a escola, em que se escrevia numa lousa de pedra de cor negra e que se apagava com a ajuda de uma esponja e no final do dia ainda restava a lide doméstica ou a ajuda a amanhar as terras e a guardar rebanhos, ou apenas uma junta de vacas que iam para os lameiros. Como é possível não gostar de uma terra onde era permitido deixar a chave na porta quando se saía de casa, onde existia o espírito de entreajuda, onde sentíamos o cheio da terra lavrada ou molhada num dia de verão, os pássaros a cantar durante grande parte do dia e das corujas durante a noite, dos grilos ao entardecer e das andorinhas a serpentear os céus.
 Ainda há quem viva assim e por isso, muitos sonham com o regresso ao paraíso.

 

26/07/2026

SERVIÇO DE BAR E PETISCOS EM MALCATA

  

Bar e esplanada na Zona de Lazer de Malcata


  Não está em causa quem está a explorar o bar existente na Zona de Lazer da Freguesia de Malcata. O que está em causa é o direito que os cidadãos e os malcatenhos em particular, conhecer os passos que foram dados pela Junta de Freguesia em relação a um concurso tornado público.
  O caso da entrega da concessão da exploração do bar e restantes equipamentos existentes na Zona de Lazer, o facto de não se ter divulgado através de edital ou aviso, não significa que se cometeram atropelos à legalidade da assinatura do contrato. Contudo, a ausência de divulgação dessa informação, leva-me a ficar preocupado, porque verifico que a Junta de Freguesia apenas divulga e informa aquilo que lhe interessa e limita informação aos cidadãos, que têm direito a ela, mesmo quando a Junta de Freguesia pensa que é de pouca importância e interesse. 
  A confiança ganha-se e afirma-se com procedimentos claros, do início até ao fim: tornar público as condições e os valores da concessão, dos prazos e obrigações, incluindo o valor do aluguer.
  Lamentável é perguntar e não haver qualquer resposta. O que mais preocupante se torna é verificar como se fica a saber o resultado final de um simples "concurso de aluguer" de um bar de "praia" e da forma leviana de promover uma estrutura pública. 
  Através da leitura atenta de publicações nas redes sociais, soube que o bar da Zona de Lazer foi entregue ao mesmo empresário de restauração dos anos anteriores. Informação pública e oficial não existe. Eu sei que me vão apontar o dedo, que lá estou eu a meter-me onde não sou tido nem achado...bla, bla, bla. Sim, eu não moro na aldeia e isso deve ser conversa para quem aí mora, caso quiserem falar sobre o assunto. 
  Volto ao princípio e repito que não está em causa o casal que com afinco e trabalho "Xabregas e Sandra garantem por ali um serviço de bar e petiscos de excelência" . São os vencedores do concurso para explorar o bar da Zona de Lazer de Malcata em 2026.
   

Recorte de publicação nas redes sociais
dando a conhecer o concessionário do bar
da Zona de Lazer para 2026

24/07/2026

PENSAR NO FUTURO DA FREGUESIA DE MALCATA

Água das Eiras

 

Depois da tempestade...

 Estes são apenas dois casos que estão por resolver na freguesia de Malcata. As pessoas devem questionar as entidades responsáveis pela ineficácia na resolução destas situações. Ambas já se arrastam há demasiado tempo e a freguesia merece mais e melhor serviço público. 
 Apesar de haver muita água, as pessoas são desaconselhadas a tomar banho nas águas da albufeira, precisamente na Zona de Lazer; também a água da Fonte da Torrinha não tem sido devidamente tratada e apesar dos anúncios de intervenções na rede de abastecimento, não se sabe o estado actual da qualidade da água. 
 Será que em Malcata se pensa no futuro?


22/07/2026

A IMPORTÂNCIA DA BOA COMUNICAÇÃO

 

Trabalhadores abrem a mina em Malcata


 O nosso mundo está cada vez mais mecanizado, informatizado e palavras como digitalização, ficheiro, redes sociais, internet, memória, velocidade ou inteligência artificial, apesar de as ouvirmos todos os dias, muitos de nós resistimos e abanamos a cabeça mostrando que não embarcamos nas mudanças dos nossos hábitos e métodos tradicionais de comunicar, de informar ou contactar com as outras pessoas e instituições. E se o cidadão comum é avesso e resiste em mudar a sua forma de se relacionar e comunicar, há algumas entidades públicas que, mesmo sabendo e possuindo as ferramentas digitais, continuam a não querer utilizá-las e com elas valorizar e aprimorar o nível de informação e divulgação do seu trabalho, dos seus planos e limitam-se a divulgar só matéria que lhes interessa e que lhes mantenha toda a tranquilidade para tomar decisões. 
 Vejamos o caso da Junta de Freguesia de Malcata e tendo como exemplo, a forma de comunicar e informar a população, a prioridade da informação e o acompanhamento que os autarcas fazem quando divulgam alguma informação de relevo. 
 Há dias, a Freguesia de Malcata, publicou na sua página oficial Facebook, um Aviso com esta mensagem: 
 "Vem a Freguesia de Malcata informar, que devido a um acidente na realização de trabalhos florestais, foi danificada a rede de abastecimento de água à fonte da Praça do Rossio (Torrinha)...
ler aqui:  https://www.facebook.com/photo?fbid=1514872220672650&set=a.315565787269972

 Eu, como malcatenho e a viver fora da aldeia, fiquei preocupado e no que me foi possível fazer, prestei a pequena informação que me foi pedida via telemóvel. A junta de freguesia estava no local a fazer todos os possíveis para resolver a falta de água. Apressaram-se e bem, a alertar as pessoas para o que aconteceu e tudo estava a ser feito para as coisas voltarem ao normal. 
 
 Passados dois dias da divulgação do AVISO, quando consulto a página da Freguesia de Malcata para saber do estado da "reparação do cano" da água, sou surpreendido com uma publicação a anunciar a realização de um convívio, a realizar no próximo domingo, nos Fóios, aldeia vizinha de Malcata. Sobre o "acidente na realização de trabalhos florestais, que danificaram a rede de abastecimento de água à Fonte...", nada, nem uma palavra.
 
 A Junta de Freguesia esteve tão bem e atempadamente, a sua comunicação do inesperado corte de água que me sim, cumpriu e fez o que devia ser feito. 
 Surpresa, para mim, está a ser a ausência de acompanhamento,  actualização, ponto da situação sobre o primeiro e mais importante assunto que foi tornado público. Afinal como está agora o fornecimento de água à Fonte da Torrinha? A população pode consumir a água ou está ainda por reparar a avaria? O que foi necessário fazer junto à mina? Quem pensava encher alguns garrafões com a água da fonte, já o pode fazer? 
 Muitas perguntas, muitas dúvidas que pode estar a massacrar qualquer malcatenho residente na aldeia ou em viagem para a terra. 
 Mais uma vez, é necessário uma mudança de atitude em relação às políticas de comunicação utilizadas pelo actual executivo. E lembro ainda que o portal ou página da Freguesia de Malcata, deve fazer corar de vergonha com tamanha desactualização e funcionalidade. 
 E fazer melhor, está mesmo tão perto, é só querer fazer melhor! 


20/07/2026

CONHECER O NOSSO PASSADO

   As imagens seguintes têm como objectivo principal o de não deixar esquecida a memória das marcas da vida que a nossa aldeia vai vivendo. Através da imagem podemos conhecer um pouco mais da história da nossa aldeia, dos monumentos, comércios, tabernas e cafés, casas e ruas, ribeiras e barrocas, igreja e capelas que compõem a história e a identidade dos malcatenhos. São memórias de um tempo que não volta, mas que deixou marcas, memórias, costumes, rituais e histórias.
 Hoje vivemos outro tempo e saber compreender e respeitar as diferenças é o mesmo que despertar para o interesse que devemos olhar para o passado e construir um futuro melhor.  




Entrada norte da aldeia


Fonte da Torrinha


 


Torre do Relógio


Mini - mercado A Fonte




Posto da Guarda-Fiscal

















16/07/2026

MEMÓRIAS DA FESTA

 

       
Andor com Nossa Senhora dos Caminhos

 Foi a 7 de Julho de 1968 que foi inaugurado em Malcata, o nicho dedicado a Nossa Senhora dos Caminhos. O local escolhido foi à saída da freguesia, uns metros antes da ponte que ali existia, num espaço a poucos metros da estrada e que ao lado passava um caminho  em direcção ao Ribeiro Grande.                                                

 Com a construção da Barragem do Sabugal, houve necessidade de deslocar o nicho para um local mais afastado e fora do nível das marcas definidas para um armazenamento pleno da albufeira. 
 No ano de 2004, por ideia da comissão dos mordomos da festa da Senhora dos Caminhos, foi mandado construir um novo nicho, bem diferente do primeiro. 
 Ambos os nichos foram bem idealizados e cada um deles anda na memória dos malcatenhos e dos viajantes que visitam a nossa aldeia. 
 A imagem em cima retrata a saída do andor com Nossa Senhora dos Caminhos, provavelmente numa das festas feitas em sua honra. 
 Se houver alguém que possa acrescentar alguma informação, é bom porque enriquece a nossa mente. 
 



 
                                                    

                      


 

MALCATA E O SEU PATRIMÓNIO

                    TORRE DO RELÓGIO

Foto de A.Rato
 
  
 Ainda muitas pessoas se lembram de ver construir esta torre. O construtor vivia no Sabugal e tinha arte e habilidade para trabalhar a pedra de granito. Toda a gente o conhecia pelo seu próprio nome, 
sr. Silva.
 Sabe-se que na data da sua construção, corria o ano de 1959, as casas que se veem na imagem, já lá estavam. 
 O sítio escolhido é a Praça do Rossio, bem distante da igreja paroquial. Pois estamos perante um caso pouco habitual, porque nas outras terras é muito normal encontrar os relógios nos campanários das igrejas ou em torre ali ao seu lado. Em Malcata rompeu-se esse hábito e a Torre do Relógio foi construída bem afastada do adro e da igreja, talvez porque para onde foi, fosse um lugar mais alto e assim todos iam ouvir o relógio a dar as horas. É que na altura da sua construção, tornou-se o edifício mais alto de toda a aldeia, o que contribuiu para que se ouvir mais longe o sino, uma vez que não existiam barreiras que dificultassem a propagação do som. 
 
 Este é um bom exemplo de obra feita e que trouxe muitos benefícios a toda a freguesia e a todas as pessoas. 
 Uma obra com a qual nos identificamos, nos habituámos a admirar e que nos seus 67 anos de presença na freguesia, ainda poucos se aventuraram a subir todos os degraus da escadaria para, chegados junto ao sino, ver como é diferente a nossa aldeia lá de cima.
 Algum de vós tem estórias para contar?

10/07/2026

MALCATA ESTÁ DIFERENTE


                            
  

  Os anos passam e deixam marcas exteriores e com grandes diferenças. 

 Deixo aqui algumas fotografias que mostram um pouco da história da nossa pequena aldeia e que ilustram as mudanças que ocorreram. 
 

 Carvalhão-Malcata


Posto da Guarda Fiscal de Malcata



              A Fonte - Minimercado

Acesso à Zona Balnear de Malcata




Construção do Edifício de Apoio
à Exploração Pecuária




Capela de São Domingos


  Quem entra em Malcata vindo pela ponte nova ou pela aldeia de Quadrazais, dá logo pelas diferenças. Tanto de um lado como do outro, tudo está diferente. 
ao lado da margem esquerda do Rio Côa e com a serra do lado direito. O rio já deixou de existir porque foi engolido pela albufeira e a serra esteve quase a ter o mesmo fim. Felizmente a indústria da celulose foi derrotada. Não temos rio, mas tenho a casa onde nasci e dela guardo muitas lembranças. 
  A aldeia e a paisagem deixam-me marcas e saudades, pessoas genuínas e fantásticas, paisagens lindas, lugares aprazíveis para descansar...assim vai a aldeia.

08/07/2026

MALCATA : PONTO DA SITUAÇÃO

  



   Como está a nossa aldeia?
   A Junta de Freguesia tem nas mãos todo o poder e pode dar-se ao luxo de gerir a freguesia como bem entender e achar melhor. O povo, por duas vezes consecutivas, entregou nas mãos da Junta de Freguesia os destinos da comunidade. Portanto, no fim deste mandato, o terceiro e último presidido por João Vítor,
serão feitas as contas todas. 
 


    Estão a ser desenvolvidos dois projectos estruturais para a freguesia de Malcata:
   Alojamento Local "Malcata Naturalmente";
   Exploração Pecuária nos Baldios da Freguesia -"Cabras Serranas". 
   E as perguntas que faço são estas:
   Está a Junta de Freguesia a avançar em alguma direcção?
   Estão estes dois projectos, importantes para a freguesia, a mudar Malcata?
   Em que ponto da situação se encontram estes dois projectos?
   Tem importância conhecer o pensamento da nossa autarquia, que desde 2021 governa com maioria absoluta, sem qualquer oposição, totalmente livre na tomada de decisões, por isso mesmo, todos os malcatenhos esperam chegar a 2029 orgulhosos do trabalho realizado. O tempo não deixa de passar e quando dermos por ela, estamos mesmo a chegar à meta. E vai ser nesse momento necessário olhar para o caminho que foi percorrido e analisar se valeu ou não a pena. Oxalá as conclusões sejam boas e agradáveis de ler e principalmente de sentir que está melhor a vida dos malcatenhos que vivem na aldeia e se voltámos a ser uma terra onde se recebe bem, onde se cria e come o melhor cabrito, se come o melhor pão caseiro acompanhado com o melhor queijo de cabra. 
   Haja ambição e coragem em explorar o que deve ser explorado.

AL-Malcata Naturalmente

07/07/2026

MALCATA FOI NOTÍCIA NO AMIGO DO SABUGAL

Localização do primeiro nicho de 
Nossa Senhora dos Caminhos, em Malcata

  


   Os nichos dedicados a Nossa Senhora dos Caminhos foram um plano da Mocidade Portuguesa Feminina, lançado em 1962, em Portugal. Este nichos existem por todo o país e marcam a história religiosa e a devoção do povo. E na nossa terra, também se alimentou a ideia que a Senhora dos Caminhos abençoava os peregrinos, os caminhantes, os motoristas e todos os que se deslocavam de um lado para o outro. Geralmente, o nicho situava-se à saída/entrada das povoações, junto a uma estrada ou um caminho, com passagem de muitas pessoas.
  Em Malcata, o projecto nasceu e foi conduzido pelas três professoras que lecionavam as crianças na Escola Primária: Dª. Maria do Carmo Corrais, Dª. Isabel Ramos Barroso e Dª.Dulce Borges Alexandrino. Estas professoras tiveram um papel preponderante, reuniram todas as pessoas, crianças e graúdos, organizaram-se e conseguiram angariar todo o dinheiro necessário para pagar a obra.
  
    O primeiro nicho construído na nossa freguesia era uma obra simples e ao mesmo tempo, rara de encontrar igual. E a sua primeira localização era à saída da aldeia e junto à estrada antiga, a uns 20 metros da ponte velha e foi inaugurado em 1968.

    A Senhora dos Caminhos é uma homenagem do povo de Malcata a Nossa Senhora, traduzindo-se, em simultâneo, num pedido de protecção e amparo para todos os que efectuam os mais diversos percursos pelo nosso país e pelo mundo inteiro.
   

   Na verdade, todos nós somos viajantes emprestados a este mundo, e a intercessão divina de Nossa Senhora constitui uma esperança iluminante dos caminhos que decidimos percorrer.
   Actualmente a organização da festa em honra de Nossa Senhora dos Caminhos deixou de se realizar. Aquela que durante muitos anos, constava como uma das festas da paróquia de Malcata, não tendo um culto muito antigo, pois as notícias da sua inauguração são de 1968, logo não é de crer que seja mais antiga que essa data. Consta na aldeia que a última Comissão de Mordomos da última Festa em Honra de Nossa Senhora dos Caminhos de Malcata, é a fiel guardiã dos dinheiros das festas.
Notícia da inauguração
do Nicho da Sra. dos Caminhos de Malcata
no Amigo do Sabugal

   
Nicho Nossa Senhora dos Caminhos
inaugurado a 07-07-1968








                             







02/07/2026

FESTA EM HONRA DE SÃO BARNABÉ 2026

 

      MALCATA

  Está oficialmente apresentado o cartaz da Festa em Honra de São Barnabé 2026, na freguesia de Malcata. 
  Com um programa pensado pela Comissão de Mordomos e com o qual pretendem reunir amigos, famílias e todos aqueles que fazem questão de visitar a nossa aldeia na primeira quinzena de Agosto. A aldeia volta a celebrar aquilo que une uma comunidade, dando continuidade a um evento que consegue reunir apoios e vontade. 
  Vai ser uma semana para o encontro de pessoas conhecidas e que não se veem há anos e que se irão encontrar nas diversas actividades da festa. 
  Nesta coisa da festa, tal como acontece em muitas outras coisas, cada cabeça sua sentença. E independentemente de eu e vós gostarmos do cartaz deste ano e do programa, observo que se continua a dizer que é uma festa, em Honra de São Barnabé. Isso não significa que o programa do cartaz tenha tido a colaboração e a aprovação da paróquia ou que a Comissão Fabriqueira tenha interferido na programação dos festejos. A festa dita religiosa, cinge-se a duas referências que vão ter lugar no último dia dos festejos, o dia maior e mais importante da religiosidade popular e estou a falar da Missa Solene e da procissão à volta do povo. 
  Muitos dos adultos lembram com certeza as festas e as imagens veneradas em cada uma delas. A minha memória leva-me aos tempos de se realizarem as festas de Malcata em honra de duas santidades representadas na igreja matriz de São Barnabé: Nossa Senhora do Rosário e Sagrado Coração de Jesus, realizadas alternadamente e quase sempre no mês de Agosto. Nesses anos sessenta, as festas começavam e terminavam com grandes solenidades religiosas e todos os eventos de convívio e diversão vinham depois, não se misturavam e respeitados os horários, tudo decorria na santa paz e harmonia. 
  O trabalho de preparação era distribuído por todo o ano da festa e os mordomos combinavam o dia e a hora de sair com um peditório, onde recolhiam dinheiro, várias coisas que as pessoas queriam oferecer, que voluntariamente se dispunham a doar para o êxito da festa. Também os mordomos preparavam todo o material necessário para as cerimónias religiosas, desde o cuidar dos andores, das imagens dos Santos, das roupas usadas nos altares, círios e outros artefactos que se iam utilizar nas cerimónias. A coordenação e planeamento dos actos religiosos ficavam sob responsabilidade do padre e da Comissão Fabriqueira da Paróquia, que se reunia sempre com a Comissão de Mordomos para acertar toda a programação. Nesses anos, as celebrações religiosas eram vividas com uma entrega que hoje já não têm e não se sentem com tanto fanatismo e rigidez dos rituais. Mesmo as procissões, a Missa Solene, o tocar dos sinos do campanário, eram rituais vividos e sentidos com muita cerimónia e fé no divino. 
  Nos meus tempos de criança toda a gente gostava e tinha um enorme orgulho em participar nas cerimónias da igreja. Todos os anos acontecia a mesma cena na altura da missa de Domingo e metade do povo assistia à missa da festa a partir do adro da igreja. Lá dentro não cabia mais ninguém, mesmo as coxias laterais e o coro, as escadas do campanário e a sacristia, as pessoas ficavam a abarrotar e entaladas como as sardinhas em lata. O importante era estar presente e ser visto pelos outros e outras, todos os sítios serviam para cumprir e não faltar à Missa da festa. 
  Hoje, passados que são mais de cinquenta anos, a igreja continua a ter as mesmas medidas e capacidade de acolhimento, talvez até com menos lugares disponíveis, por causa do espaço ocupado pelos bancos de madeira que antigamente não havia e não havia nem para os padres.
  Actualmente há muitas pessoas que não apreciam e não participam nas cerimónias religiosas e a fé é revelada de forma bem diferente da que professavam os nossos antepassados, familiares, amigos e por que não dizer, os padres. A ignorância e o analfabetismo agravava ainda mais a miséria e a pobreza de espírito e muitos que exerciam cargos de poder e influência na aldeia, beneficiavam com a vida e a organização comunitária, vivendo mais para aumentar benefícios e prazeres particulares e familiares. 
  As festas era o que de melhor havia para entreter o povo, com a festa espantavam os maus espíritos, os maus-olhados e era a melhor receita para espantar a pasmaceira e a "moinice" dos dias de calor.
  Concluo, dizendo que nem tudo o que se fazia e faz é bom e nem tudo agrada a todos. Muito do que disse é baseado nas minhas memórias que procuro descrever o melhor que sou capaz. Hoje, sou um cristão que vive mais distante das práticas tradicionais e religiosas da nossa aldeia, significando apenas e só a convicção pessoal de me sentir cristão livre, não sou fanático mas crente.
  Como bom cristão, não vou cometer o erro de condenar ou desvalorizar o programa das festas deste ano. As tradições e as festas nunca são iguais e o tempo vai-se encarregar de as fazer esquecer e nem vale a pena desejar voltar atrás e condenar quem trabalhou para alegrar o povo. Não, esse erro não vou cometer, mas também não devo condenar os que ainda pensam assim. Vou focar-me no presente e nesta imagem que me assaltou a mente: a felicidade dos cães quando abanam o rabo ao ver o dono, mesmo que só tenham decorrido uns minutos de ausência física. O que lá vai, lá vai!
  Venham à festa de São Barnabé 2026.