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28.7.26

UMA FREGUESIA QUE SE RECUSA A MUDAR

 

Aviso da ocorrência

 Há tantos silêncios na nossa aldeia que mais parece as pessoas estarem proibidas de abrir a boca, de partilhar informação.
 Numa freguesia em que pouco ou nada se explica e onde ninguém exige explicações, é um mau sinal para a confiança, a dignidade das instituições públicas.
 É no mínimo estranho os silêncios daqueles que deviam informar os cidadãos sempre que haja informação relevante. Há informação que se justifica e outra que até pode ser encostada para segundo plano. Manter tanto secretismo sobre umas obras de reparação de rede de abastecimento, demorar uma semana a dar novas informações públicas nas páginas das Redes Sociais e nem uma palavra no “site” oficial da Freguesia, é de lamentar que assim esteja a acontecer na nossa aldeia. Obviamente que o cidadão quer saber como está a situação, quando vai poder encher o cântaro ou garrafão nas bicas da fonte. Mas para a Junta de Freguesia a prioridade foi anunciar o próximo convívio de cartas. O evento é um acontecimento importante, para as pessoas participarem, precisam de ser convidadas, informadas boca a boca e nas redes sociais. Perfeitamente de acordo com a divulgação da realização do encontro entre Malcata e Fóios. E informar o povo sobre o ponto da situação da falta de água? Ou divulgar, publicamente, o b e as cláusulas do concurso da concessão da exploração do bar existente na Zona de Lazer da freguesia?
 Como já disse, tanto secretismo não tem razão de existir. Estamos em democracia e este comportamento mina a confiança do cidadão.
 Em Malcata, o senhor presidente e seus ajudantes fazem aquilo que querem, quando querem e quem estiver mal, que se ponha bem, que se amanhe. Pois é este o problema, esta Junta de Freguesia acha que manda como quer e sempre que algum cidadão questionar a actuação da Junta de Freguesia, exaltam-se todos e a tampa salta! 
 Em Malcata ainda vigora a democracia. Contudo, vão ser os malcatenhos que vão pagar caro algumas das tomadas de decisão da Junta de Freguesia. Já me referi a dois temas, não seria preocupante se ficássemos por aqui. Infelizmente, para mal de todos nós malcatenhos, a transparência é mesmo uma imundice com sucessivos casos que abalam a confiança na entidade que representa o Estado na nossa freguesia. E os autarcas parece que não vivem no mesmo país onde eu e os malcatenhos vivemos. Mesmo que o presidente da Junta de Freguesia tenha sido eleito três vezes consecutivas, duas com maioria “absolutíssima”, sem oposição nas Assembleias de Freguesia, sem um escrutínio como deve ser, o cidadão tem de chamar os autarcas e pedir explicações públicas, que podem ser feitas através de avisos, editais ou outras formas, como por exemplo, divulgar na internet.
 Enquanto em Malcata não se começar a pensar no bem-comum, na transparência, na confiança, a freguesia não vai mudar para melhor.  

27.7.26

MEMÓRIAS FELIZES DE MALCATA

 

Cenas rurais

 Acredito que alguns malcatenhos poderão ter memórias menos felizes da sua vida, de anos difíceis em que o jantar (almoço) era uma sardinha e uma fatia de pão, em que se ia descalço para a escola, em que se escrevia numa lousa de pedra de cor negra e que se apagava com a ajuda de uma esponja e no final do dia ainda restava a lide doméstica ou a ajuda a amanhar as terras e a guardar rebanhos, ou apenas uma junta de vacas que iam para os lameiros. Como é possível não gostar de uma terra onde era permitido deixar a chave na porta quando se saía de casa, onde existia o espírito de entreajuda, onde sentíamos o cheio da terra lavrada ou molhada num dia de verão, os pássaros a cantar durante grande parte do dia e das corujas durante a noite, dos grilos ao entardecer e das andorinhas a serpentear os céus.
 Ainda há quem viva assim e por isso, muitos sonham com o regresso ao paraíso.

 

26.7.26

SERVIÇO DE BAR E PETISCOS EM MALCATA

  

Bar e esplanada na Zona de Lazer de Malcata


  Não está em causa quem está a explorar o bar existente na Zona de Lazer da Freguesia de Malcata. O que está em causa é o direito que os cidadãos e os malcatenhos em particular, conhecer os passos que foram dados pela Junta de Freguesia em relação a um concurso tornado público.
  O caso da entrega da concessão da exploração do bar e restantes equipamentos existentes na Zona de Lazer, o facto de não se ter divulgado através de edital ou aviso, não significa que se cometeram atropelos à legalidade da assinatura do contrato. Contudo, a ausência de divulgação dessa informação, leva-me a ficar preocupado, porque verifico que a Junta de Freguesia apenas divulga e informa aquilo que lhe interessa e limita informação aos cidadãos, que têm direito a ela, mesmo quando a Junta de Freguesia pensa que é de pouca importância e interesse. 
  A confiança ganha-se e afirma-se com procedimentos claros, do início até ao fim: tornar público as condições e os valores da concessão, dos prazos e obrigações, incluindo o valor do aluguer.
  Lamentável é perguntar e não haver qualquer resposta. O que mais preocupante se torna é verificar como se fica a saber o resultado final de um simples "concurso de aluguer" de um bar de "praia" e da forma leviana de promover uma estrutura pública. 
  Através da leitura atenta de publicações nas redes sociais, soube que o bar da Zona de Lazer foi entregue ao mesmo empresário de restauração dos anos anteriores. Informação pública e oficial não existe. Eu sei que me vão apontar o dedo, que lá estou eu a meter-me onde não sou tido nem achado...bla, bla, bla. Sim, eu não moro na aldeia e isso deve ser conversa para quem aí mora, caso quiserem falar sobre o assunto. 
  Volto ao princípio e repito que não está em causa o casal que com afinco e trabalho "Xabregas e Sandra garantem por ali um serviço de bar e petiscos de excelência" . São os vencedores do concurso para explorar o bar da Zona de Lazer de Malcata em 2026.
   

Recorte de publicação nas redes sociais
dando a conhecer o concessionário do bar
da Zona de Lazer para 2026

24.7.26

PENSAR NO FUTURO DA FREGUESIA DE MALCATA

Água das Eiras

 

Depois da tempestade...

 Estes são apenas dois casos que estão por resolver na freguesia de Malcata. As pessoas devem questionar as entidades responsáveis pela ineficácia na resolução destas situações. Ambas já se arrastam há demasiado tempo e a freguesia merece mais e melhor serviço público. 
 Apesar de haver muita água, as pessoas são desaconselhadas a tomar banho nas águas da albufeira, precisamente na Zona de Lazer; também a água da Fonte da Torrinha não tem sido devidamente tratada e apesar dos anúncios de intervenções na rede de abastecimento, não se sabe o estado actual da qualidade da água. 
 Será que em Malcata se pensa no futuro?


22.7.26

A IMPORTÂNCIA DA BOA COMUNICAÇÃO

 

Trabalhadores abrem a mina em Malcata


 O nosso mundo está cada vez mais mecanizado, informatizado e palavras como digitalização, ficheiro, redes sociais, internet, memória, velocidade ou inteligência artificial, apesar de as ouvirmos todos os dias, muitos de nós resistimos e abanamos a cabeça mostrando que não embarcamos nas mudanças dos nossos hábitos e métodos tradicionais de comunicar, de informar ou contactar com as outras pessoas e instituições. E se o cidadão comum é avesso e resiste em mudar a sua forma de se relacionar e comunicar, há algumas entidades públicas que, mesmo sabendo e possuindo as ferramentas digitais, continuam a não querer utilizá-las e com elas valorizar e aprimorar o nível de informação e divulgação do seu trabalho, dos seus planos e limitam-se a divulgar só matéria que lhes interessa e que lhes mantenha toda a tranquilidade para tomar decisões. 
 Vejamos o caso da Junta de Freguesia de Malcata e tendo como exemplo, a forma de comunicar e informar a população, a prioridade da informação e o acompanhamento que os autarcas fazem quando divulgam alguma informação de relevo. 
 Há dias, a Freguesia de Malcata, publicou na sua página oficial Facebook, um Aviso com esta mensagem: 
 "Vem a Freguesia de Malcata informar, que devido a um acidente na realização de trabalhos florestais, foi danificada a rede de abastecimento de água à fonte da Praça do Rossio (Torrinha)...
ler aqui:  https://www.facebook.com/photo?fbid=1514872220672650&set=a.315565787269972

 Eu, como malcatenho e a viver fora da aldeia, fiquei preocupado e no que me foi possível fazer, prestei a pequena informação que me foi pedida via telemóvel. A junta de freguesia estava no local a fazer todos os possíveis para resolver a falta de água. Apressaram-se e bem, a alertar as pessoas para o que aconteceu e tudo estava a ser feito para as coisas voltarem ao normal. 
 
 Passados dois dias da divulgação do AVISO, quando consulto a página da Freguesia de Malcata para saber do estado da "reparação do cano" da água, sou surpreendido com uma publicação a anunciar a realização de um convívio, a realizar no próximo domingo, nos Fóios, aldeia vizinha de Malcata. Sobre o "acidente na realização de trabalhos florestais, que danificaram a rede de abastecimento de água à Fonte...", nada, nem uma palavra.
 
 A Junta de Freguesia esteve tão bem e atempadamente, a sua comunicação do inesperado corte de água que me sim, cumpriu e fez o que devia ser feito. 
 Surpresa, para mim, está a ser a ausência de acompanhamento,  actualização, ponto da situação sobre o primeiro e mais importante assunto que foi tornado público. Afinal como está agora o fornecimento de água à Fonte da Torrinha? A população pode consumir a água ou está ainda por reparar a avaria? O que foi necessário fazer junto à mina? Quem pensava encher alguns garrafões com a água da fonte, já o pode fazer? 
 Muitas perguntas, muitas dúvidas que pode estar a massacrar qualquer malcatenho residente na aldeia ou em viagem para a terra. 
 Mais uma vez, é necessário uma mudança de atitude em relação às políticas de comunicação utilizadas pelo actual executivo. E lembro ainda que o portal ou página da Freguesia de Malcata, deve fazer corar de vergonha com tamanha desactualização e funcionalidade. 
 E fazer melhor, está mesmo tão perto, é só querer fazer melhor! 


20.7.26

CONHECER O NOSSO PASSADO

   As imagens seguintes têm como objectivo principal o de não deixar esquecida a memória das marcas da vida que a nossa aldeia vai vivendo. Através da imagem podemos conhecer um pouco mais da história da nossa aldeia, dos monumentos, comércios, tabernas e cafés, casas e ruas, ribeiras e barrocas, igreja e capelas que compõem a história e a identidade dos malcatenhos. São memórias de um tempo que não volta, mas que deixou marcas, memórias, costumes, rituais e histórias.
 Hoje vivemos outro tempo e saber compreender e respeitar as diferenças é o mesmo que despertar para o interesse que devemos olhar para o passado e construir um futuro melhor.  




Entrada norte da aldeia


Fonte da Torrinha


 


Torre do Relógio


Mini - mercado A Fonte




Posto da Guarda-Fiscal

















16.7.26

MEMÓRIAS DA FESTA

 

       
Andor com Nossa Senhora dos Caminhos

 Foi a 7 de Julho de 1968 que foi inaugurado em Malcata, o nicho dedicado a Nossa Senhora dos Caminhos. O local escolhido foi à saída da freguesia, uns metros antes da ponte que ali existia, num espaço a poucos metros da estrada e que ao lado passava um caminho  em direcção ao Ribeiro Grande.                                                

 Com a construção da Barragem do Sabugal, houve necessidade de deslocar o nicho para um local mais afastado e fora do nível das marcas definidas para um armazenamento pleno da albufeira. 
 No ano de 2004, por ideia da comissão dos mordomos da festa da Senhora dos Caminhos, foi mandado construir um novo nicho, bem diferente do primeiro. 
 Ambos os nichos foram bem idealizados e cada um deles anda na memória dos malcatenhos e dos viajantes que visitam a nossa aldeia. 
 A imagem em cima retrata a saída do andor com Nossa Senhora dos Caminhos, provavelmente numa das festas feitas em sua honra. 
 Se houver alguém que possa acrescentar alguma informação, é bom porque enriquece a nossa mente. 
 



 
                                                    

                      


 

MALCATA E O SEU PATRIMÓNIO

                    TORRE DO RELÓGIO

Foto de A.Rato
 
  
 Ainda muitas pessoas se lembram de ver construir esta torre. O construtor vivia no Sabugal e tinha arte e habilidade para trabalhar a pedra de granito. Toda a gente o conhecia pelo seu próprio nome, 
sr. Silva.
 Sabe-se que na data da sua construção, corria o ano de 1959, as casas que se veem na imagem, já lá estavam. 
 O sítio escolhido é a Praça do Rossio, bem distante da igreja paroquial. Pois estamos perante um caso pouco habitual, porque nas outras terras é muito normal encontrar os relógios nos campanários das igrejas ou em torre ali ao seu lado. Em Malcata rompeu-se esse hábito e a Torre do Relógio foi construída bem afastada do adro e da igreja, talvez porque para onde foi, fosse um lugar mais alto e assim todos iam ouvir o relógio a dar as horas. É que na altura da sua construção, tornou-se o edifício mais alto de toda a aldeia, o que contribuiu para que se ouvir mais longe o sino, uma vez que não existiam barreiras que dificultassem a propagação do som. 
 
 Este é um bom exemplo de obra feita e que trouxe muitos benefícios a toda a freguesia e a todas as pessoas. 
 Uma obra com a qual nos identificamos, nos habituámos a admirar e que nos seus 67 anos de presença na freguesia, ainda poucos se aventuraram a subir todos os degraus da escadaria para, chegados junto ao sino, ver como é diferente a nossa aldeia lá de cima.
 Algum de vós tem estórias para contar?

10.7.26

MALCATA ESTÁ DIFERENTE


                            
  

  Os anos passam e deixam marcas exteriores e com grandes diferenças. 

 Deixo aqui algumas fotografias que mostram um pouco da história da nossa pequena aldeia e que ilustram as mudanças que ocorreram. 
 

 Carvalhão-Malcata


Posto da Guarda Fiscal de Malcata



              A Fonte - Minimercado

Acesso à Zona Balnear de Malcata




Construção do Edifício de Apoio
à Exploração Pecuária




Capela de São Domingos


  Quem entra em Malcata vindo pela ponte nova ou pela aldeia de Quadrazais, dá logo pelas diferenças. Tanto de um lado como do outro, tudo está diferente. 
ao lado da margem esquerda do Rio Côa e com a serra do lado direito. O rio já deixou de existir porque foi engolido pela albufeira e a serra esteve quase a ter o mesmo fim. Felizmente a indústria da celulose foi derrotada. Não temos rio, mas tenho a casa onde nasci e dela guardo muitas lembranças. 
  A aldeia e a paisagem deixam-me marcas e saudades, pessoas genuínas e fantásticas, paisagens lindas, lugares aprazíveis para descansar...assim vai a aldeia.

8.7.26

MALCATA : PONTO DA SITUAÇÃO

  



   Como está a nossa aldeia?
   A Junta de Freguesia tem nas mãos todo o poder e pode dar-se ao luxo de gerir a freguesia como bem entender e achar melhor. O povo, por duas vezes consecutivas, entregou nas mãos da Junta de Freguesia os destinos da comunidade. Portanto, no fim deste mandato, o terceiro e último presidido por João Vítor,
serão feitas as contas todas. 
 


    Estão a ser desenvolvidos dois projectos estruturais para a freguesia de Malcata:
   Alojamento Local "Malcata Naturalmente";
   Exploração Pecuária nos Baldios da Freguesia -"Cabras Serranas". 
   E as perguntas que faço são estas:
   Está a Junta de Freguesia a avançar em alguma direcção?
   Estão estes dois projectos, importantes para a freguesia, a mudar Malcata?
   Em que ponto da situação se encontram estes dois projectos?
   Tem importância conhecer o pensamento da nossa autarquia, que desde 2021 governa com maioria absoluta, sem qualquer oposição, totalmente livre na tomada de decisões, por isso mesmo, todos os malcatenhos esperam chegar a 2029 orgulhosos do trabalho realizado. O tempo não deixa de passar e quando dermos por ela, estamos mesmo a chegar à meta. E vai ser nesse momento necessário olhar para o caminho que foi percorrido e analisar se valeu ou não a pena. Oxalá as conclusões sejam boas e agradáveis de ler e principalmente de sentir que está melhor a vida dos malcatenhos que vivem na aldeia e se voltámos a ser uma terra onde se recebe bem, onde se cria e come o melhor cabrito, se come o melhor pão caseiro acompanhado com o melhor queijo de cabra. 
   Haja ambição e coragem em explorar o que deve ser explorado.

AL-Malcata Naturalmente

7.7.26

MALCATA FOI NOTÍCIA NO AMIGO DO SABUGAL

Localização do primeiro nicho de 
Nossa Senhora dos Caminhos, em Malcata

  


   Os nichos dedicados a Nossa Senhora dos Caminhos foram um plano da Mocidade Portuguesa Feminina, lançado em 1962, em Portugal. Este nichos existem por todo o país e marcam a história religiosa e a devoção do povo. E na nossa terra, também se alimentou a ideia que a Senhora dos Caminhos abençoava os peregrinos, os caminhantes, os motoristas e todos os que se deslocavam de um lado para o outro. Geralmente, o nicho situava-se à saída/entrada das povoações, junto a uma estrada ou um caminho, com passagem de muitas pessoas.
  Em Malcata, o projecto nasceu e foi conduzido pelas três professoras que lecionavam as crianças na Escola Primária: Dª. Maria do Carmo Corrais, Dª. Isabel Ramos Barroso e Dª.Dulce Borges Alexandrino. Estas professoras tiveram um papel preponderante, reuniram todas as pessoas, crianças e graúdos, organizaram-se e conseguiram angariar todo o dinheiro necessário para pagar a obra.
  
    O primeiro nicho construído na nossa freguesia era uma obra simples e ao mesmo tempo, rara de encontrar igual. E a sua primeira localização era à saída da aldeia e junto à estrada antiga, a uns 20 metros da ponte velha e foi inaugurado em 1968.

    A Senhora dos Caminhos é uma homenagem do povo de Malcata a Nossa Senhora, traduzindo-se, em simultâneo, num pedido de protecção e amparo para todos os que efectuam os mais diversos percursos pelo nosso país e pelo mundo inteiro.
   

   Na verdade, todos nós somos viajantes emprestados a este mundo, e a intercessão divina de Nossa Senhora constitui uma esperança iluminante dos caminhos que decidimos percorrer.
   Actualmente a organização da festa em honra de Nossa Senhora dos Caminhos deixou de se realizar. Aquela que durante muitos anos, constava como uma das festas da paróquia de Malcata, não tendo um culto muito antigo, pois as notícias da sua inauguração são de 1968, logo não é de crer que seja mais antiga que essa data. Consta na aldeia que a última Comissão de Mordomos da última Festa em Honra de Nossa Senhora dos Caminhos de Malcata, é a fiel guardiã dos dinheiros das festas.
Notícia da inauguração
do Nicho da Sra. dos Caminhos de Malcata
no Amigo do Sabugal

   
Nicho Nossa Senhora dos Caminhos
inaugurado a 07-07-1968








                             







2.7.26

FESTA EM HONRA DE SÃO BARNABÉ 2026

 

      MALCATA

  Está oficialmente apresentado o cartaz da Festa em Honra de São Barnabé 2026, na freguesia de Malcata. 
  Com um programa pensado pela Comissão de Mordomos e com o qual pretendem reunir amigos, famílias e todos aqueles que fazem questão de visitar a nossa aldeia na primeira quinzena de Agosto. A aldeia volta a celebrar aquilo que une uma comunidade, dando continuidade a um evento que consegue reunir apoios e vontade. 
  Vai ser uma semana para o encontro de pessoas conhecidas e que não se veem há anos e que se irão encontrar nas diversas actividades da festa. 
  Nesta coisa da festa, tal como acontece em muitas outras coisas, cada cabeça sua sentença. E independentemente de eu e vós gostarmos do cartaz deste ano e do programa, observo que se continua a dizer que é uma festa, em Honra de São Barnabé. Isso não significa que o programa do cartaz tenha tido a colaboração e a aprovação da paróquia ou que a Comissão Fabriqueira tenha interferido na programação dos festejos. A festa dita religiosa, cinge-se a duas referências que vão ter lugar no último dia dos festejos, o dia maior e mais importante da religiosidade popular e estou a falar da Missa Solene e da procissão à volta do povo. 
  Muitos dos adultos lembram com certeza as festas e as imagens veneradas em cada uma delas. A minha memória leva-me aos tempos de se realizarem as festas de Malcata em honra de duas santidades representadas na igreja matriz de São Barnabé: Nossa Senhora do Rosário e Sagrado Coração de Jesus, realizadas alternadamente e quase sempre no mês de Agosto. Nesses anos sessenta, as festas começavam e terminavam com grandes solenidades religiosas e todos os eventos de convívio e diversão vinham depois, não se misturavam e respeitados os horários, tudo decorria na santa paz e harmonia. 
  O trabalho de preparação era distribuído por todo o ano da festa e os mordomos combinavam o dia e a hora de sair com um peditório, onde recolhiam dinheiro, várias coisas que as pessoas queriam oferecer, que voluntariamente se dispunham a doar para o êxito da festa. Também os mordomos preparavam todo o material necessário para as cerimónias religiosas, desde o cuidar dos andores, das imagens dos Santos, das roupas usadas nos altares, círios e outros artefactos que se iam utilizar nas cerimónias. A coordenação e planeamento dos actos religiosos ficavam sob responsabilidade do padre e da Comissão Fabriqueira da Paróquia, que se reunia sempre com a Comissão de Mordomos para acertar toda a programação. Nesses anos, as celebrações religiosas eram vividas com uma entrega que hoje já não têm e não se sentem com tanto fanatismo e rigidez dos rituais. Mesmo as procissões, a Missa Solene, o tocar dos sinos do campanário, eram rituais vividos e sentidos com muita cerimónia e fé no divino. 
  Nos meus tempos de criança toda a gente gostava e tinha um enorme orgulho em participar nas cerimónias da igreja. Todos os anos acontecia a mesma cena na altura da missa de Domingo e metade do povo assistia à missa da festa a partir do adro da igreja. Lá dentro não cabia mais ninguém, mesmo as coxias laterais e o coro, as escadas do campanário e a sacristia, as pessoas ficavam a abarrotar e entaladas como as sardinhas em lata. O importante era estar presente e ser visto pelos outros e outras, todos os sítios serviam para cumprir e não faltar à Missa da festa. 
  Hoje, passados que são mais de cinquenta anos, a igreja continua a ter as mesmas medidas e capacidade de acolhimento, talvez até com menos lugares disponíveis, por causa do espaço ocupado pelos bancos de madeira que antigamente não havia e não havia nem para os padres.
  Actualmente há muitas pessoas que não apreciam e não participam nas cerimónias religiosas e a fé é revelada de forma bem diferente da que professavam os nossos antepassados, familiares, amigos e por que não dizer, os padres. A ignorância e o analfabetismo agravava ainda mais a miséria e a pobreza de espírito e muitos que exerciam cargos de poder e influência na aldeia, beneficiavam com a vida e a organização comunitária, vivendo mais para aumentar benefícios e prazeres particulares e familiares. 
  As festas era o que de melhor havia para entreter o povo, com a festa espantavam os maus espíritos, os maus-olhados e era a melhor receita para espantar a pasmaceira e a "moinice" dos dias de calor.
  Concluo, dizendo que nem tudo o que se fazia e faz é bom e nem tudo agrada a todos. Muito do que disse é baseado nas minhas memórias que procuro descrever o melhor que sou capaz. Hoje, sou um cristão que vive mais distante das práticas tradicionais e religiosas da nossa aldeia, significando apenas e só a convicção pessoal de me sentir cristão livre, não sou fanático mas crente.
  Como bom cristão, não vou cometer o erro de condenar ou desvalorizar o programa das festas deste ano. As tradições e as festas nunca são iguais e o tempo vai-se encarregar de as fazer esquecer e nem vale a pena desejar voltar atrás e condenar quem trabalhou para alegrar o povo. Não, esse erro não vou cometer, mas também não devo condenar os que ainda pensam assim. Vou focar-me no presente e nesta imagem que me assaltou a mente: a felicidade dos cães quando abanam o rabo ao ver o dono, mesmo que só tenham decorrido uns minutos de ausência física. O que lá vai, lá vai!
  Venham à festa de São Barnabé 2026.  
  
 
   
  
  
  
  

19.6.26

A TRADIÇÃO...É TRADIÇÃO PARA FICAR!

 

Santos Populares em Malcata

 Uma festa popular é um momento de celebração, de convívio e de alegrias, que tem um impacto positivo nas pessoas que participam.
 São momentos de alegrar o coração e que fazem bem à mente!
 
 A música, o baile, as palmas e as tradições ajudam a promover boa disposição e quando a festa acontece num meio pequeno, tudo nos faz sentir parte integrante e acabamos por nos sentir parte da comunidade local. E o bom que a festa tem é que devemos aproveitar o momento, esquecer as pressas e cuidar dos excessos.

 Em Malcata, os arraiais dedicados ao São João, têm registos muito antigos e essa tradição tem-se continuado ao longo dos tempos, mas ao que parece, pode estar em vias de desaparecer. O problema não é deste ano, mas já se vem arrastando há uns tempos. Os voluntários “mordomos” têm-se repetido quase sempre todos os anos, a idade é sempre um dado a considerar e a saúde é a prioridade maior.
 O fulgor das pessoas continua em alta, não com a rivalidade e o despique de outros tempos entre os da Moita e os da Torrinha, mas é importante preservar esta festa tão típica na nossa terra.  Sou defensor desta festa popular e lanço daqui o apelo aos malcatenhos para não desistirem dos festejos do São João ou do São Pedro.
                                        Deus quer,
                                        o Homem sonha
                                        e a festa faz-se!

12.6.26

MUDAR SIM, ESTRAGAR NÃO !

 


  Camões é uma das figuras da literatura portuguesa e foi na poesia que ele se notabilizou. Um pouco por todo o país foram erigidos, ao longo dos anos, inúmeros monumentos alusivos a Luís de Camões, escolhido como símbolo de portugalidade, que todos os anos os portugueses comemoram a 10 de Junho.
 Por isso, não é de admirar, que se encontrem muitos monumentos erigidos em seu nome, marcando a paisagem de muitos espaços públicos de cidades e vilas de Portugal e também em vários países.
 No dia 13 de Junho de 1912 foi inaugurada a primeira estátua de Camões em Paris. Está suportado por um pedestal com cerca de 5 metros de altura, pode ser admirado no Jardim Camões, na Casa de Portugal.
 A cidade de Lisboa tem uma estátua desde 1867; na cidade do Porto foi inaugurada em 1980. Na cidade de Coimbra, Viseu, Leira, Peniche, tem monumento dedicado ao poeta. No Canadá, onde vivem milhares de portugueses, desde 2013, que se encontra no centro da maior cidade do país. Também no Brasil, Moçambique, Macau, Goa…são monumentos que se encontram nas terras de acolhimento dos portugueses espalhados pelo mundo.
 Isto é realmente sinal da universalidade desta figura da cultura portuguesa e com a qual os portugueses se identificam.
 O Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, que é celebrado anualmente a 10 de Junho, data da morte do poeta, é uma homenagem à nossa cultura e aos portugueses emigrantes pelo mundo. Por isso, surgiram ao longo dos anos, inúmeros monumentos dedicados a Camões, que perpetuam a ligação dos nossos emigrantes ao seu país. Foi por isso e a pensar no legado e no agradecimento, que a família Corceiro, emigrante na Argentina há muitos anos, surpreendeu a população de Malcata, uma pequena aldeia da beira, com a oferta do busto de Camões. Inaugurado em 12 de Setembro de 1969, o busto está colocado sobre um pedestal em pedra de granito e numa placa lemos:
 “A Luís de Camões imortal poeta cantor da raça
mandado erigir por José Manuel Corceiro e esposa
Domingas F. Nozeti, argentina, em memória de seus pais,
Manuel José Corceiro e Rosalina Gonçalves,
filhos desta terra e homenagem aos naturais
e emigrantes de Malcata”.



 No Verão de 2015, na aldeia de Malcata, aconteceu uma pequena homenagem com a participação da família Corceiro residente  Argentina, que numa noite de festa, prestou tributo a esta família de gente emigrante e que ainda hoje, tem
familiares vivos na nossa aldeia.

 E ao longo dos anos, o mundo vai mudando. A vontade dos homens em mudar para acompanhar o mundo e preservar o monumento nem sempre teve decisões acertadas. Algumas dessas mudanças deixaram os malcatenhos preocupados, irrequietos e apreensivos quanto ao futuro da estátua de Camões e sobre o seu papel na freguesia.
 
 Oxalá os problemas se fiquem por aqui e de uma vez por todas se assuma o compromisso sério de preservar, manter e cuidar deste monumento tão peculiar e tão raro ser visto em terras pequenas. Os malcatenhos têm o dever de cuidar bem do legado que lhes foi oferecido. É importante transmitir às futuras gerações a importância e o simbolismo do busto de Camões na nossa aldeia. No conjunto dos elementos patrimoniais da freguesia, este monumento é, sem qualquer sombra de dúvidas, uma marca identitária da nossa terra, que nos une e nos glorifica como comunidade. Não é só e apenas um busto em cima de um bloco de granito, é o compromisso que a freguesia aceitou cuidar e respeitar e que continua a representar a nossa memória histórica. A escolha de não esquecermos este legado está nas mentes de cada malcatenho e também na Junta de Freguesia, entidade que oficialmente representa toda a aldeia. Continuar a transmitir estes valores às novas gerações, defendendo sempre o pensamento de Camões e da família Corceiro, como caminho da união dos malcatenhos, há que continuar a ser cada um de nós, portugueses e malcatenhos, a ser o elo que é preciso para manter a união entre todos.
 Algumas imagens históricas:




2.6.26

FIGURAS ILUSTRES DE MALCATA

 

 Em tempos, numa conversa amena e à sombra, um amigo confessou-me que gostaria de ver atribuído, a uma rua da nossa aldeia, o nome do senhor Varandas, por ele ter nascido na freguesia.
 Eu considerei a ideia interessante e respondi que achava bem, já que o Ti Varandas foi uma pessoa destacada na nossa terra e na região do Sabugal. Também fiz lembrar ao meu amigo que essa sugestão devia ser transmitida à Junta de Freguesia, pois é quem tem as competências para atribuição de nomes às ruas da aldeia. A Freguesia de Malcata, que recentemente andou a trocar as placas antigas, por outras mais modernas, podia ter aproveitado para promover uma consulta aos malcatenhos, pois tenho a certeza, de que iriam mostrar interesse em participar na discussão desta ideia, acrescentariam, com toda a certeza e justiça, outros nomes, também de pessoas honradas e dignas de figurar numa placa toponímica, bem como nas alterações que depois se vieram a concretizar.
 Parece que escolheram mexer nas placas sem consultar os moradores, que com toda a legitimidade, podiam ter ou não concordado com as mudanças de nomes e os inconvenientes que daí podem vir, nomeadamente a actualização dos dados de morada em diversas instituições públicas. Se fosse só a mudança da placa toponímica, sem qualquer alteração do texto, as coisas até mereciam aplausos. O que aconteceu é que foi incompreensível e a freguesia perdeu uma oportunidade para corrigir erros antigos, como por exemplo, afixar novas placas a vias sem nome atribuído, reconhecer as figuras mais ilustres da freguesia, do concelho ou do país, deixando uma toponímia mais organizada e actualizada.
 Eu e esse amigo conhecemos pessoalmente o Ti Manuel Varandas, foi uma pessoa notável na freguesia e mesmo que seja desconhecida para as gerações mais novas, posso dizer-lhes que era o marido da Ti Deolinda, o casal que teve sempre em funcionamento o comércio que havia na Praça do Rossio, é o pai do Rui Varandas e da Zita Martins, foi presidente de Junta de Freguesia, muito capacitado e autodidacta na digna função de "enfermeiro" de cuidados primários de saúde, oferecendo gratuitamente o trabalho, instrumentos cirúrgicos usados para administrar injecções e outros remédios receitados pelos médicos aos homens e mulheres, jovens e crianças que moravam na nossa terra. Muito mais há para conhecer sobre este senhor Varandas. Por isso, seja pelo nome de uma rua ou por outra forma, nunca é tarde para homenagear e destacar esta pessoa nascida em Malcata.
 
 

 

 

21.4.26

GOVERNAR MUDO E CALADO NÃO É BOM

 



 O Secretário de Estado das Florestas, Rui Ladeira, anda pelo país a visitar vários projectos florestais. Li na imprensa que esteve de visita à Serra da Malcata, nomeadamente na freguesia do Meimão, tendo feito uma visita aos trabalhos que estão a decorrer na AIGP-Terras do Lince-Malcata. 





  O governante andou acompanhado por diversas entidades, estando representados os municípios de Penamacor e Sabugal e pelas imagens divulgadas, também por autarcas. 


  Estas imagens foram recolhidas na página da Entidade Gestora da AIGP-Terras do Lince-Malcata. Infelizmente, não deu para partilhar directamente das redes sociais, mas estão acessíveis a qualquer um.
  Esta coisa de governar calado não vos incomoda um poucochinho?
  Os homens do Governo andam pelos arredores e falam de e da Malcata, sonham, olham para o horizonte e imaginam o futuro...e alguns autarcas locais nada falam, nada dizem e nada contam ao seu povo! 
  Não há mesmo matéria de interesse, sobre o que aconteceu durante a visita do Secretário de Estado das Florestas a terras da Malcata? 

16.4.26

SABIAM QUE HÁ CABRAS SAPADORAS NOS BALDIOS DE MALCATA?

 

Cabras serranas na Serra da Malcata

 Quando foi apresentado ao povo, em Julho de 2019, durante um workshop, integrado na AgroRaia de 2019, que nesse ano estava a decorrer na nossa freguesia, foi assumido pelo presidente da Freguesia de Malcata, João Vítor, que a Exploração Pecuária era um projecto com grande factor de dinamização da nossa freguesia e até do concelho do Sabugal. Finalmente aquilo que tanto desejava a Junta de Freguesia e a sua população estava aprovado e ia mesmo avançar. E nessa enorme satisfação e entusiasmo, até se prometeu que, num prazo de dois anos, o rebanho estaria em pleno estado de exploração.
 Uma notícia desta importância merecia aplausos, palmadinhas nas costas e reconhecimento público, com votos de que as coisas acontecessem como estava nos planos. Aquele dia e na companhia de pessoas importantes e ilustres do município, do ICNF e da Junta de Freguesia de Malcata, ficou nos anais da história da política da nossa freguesia e do município do Sabugal. A freguesia de Malcata tinha acabado de dar um valente pontapé no marasmo do subdesenvolvimento e finalmente a aposta no desenvolvimento económico e do comércio local ia começar a sua maratona em direcção ao primeiro lugar. Não havia e não se conhecia um projecto de tão importante envergadura e com planos bem traçados rumo ao êxito e que iria ser a alavanca económica que a nossa aldeia precisava para voltar a ser a terra do melhor queijo, melhor cabrito assado e melhor carne de cabra de qualidade única.
 Passados que são 7 anos, qual é o ponto da situação?
 O projecto das “Cabras Serranas” ou “Cabras Sapadores”
está a ajudar a desenvolver economicamente a freguesia de Malcata? O que já foi feito e que resultados já foram alcançados? 
 Eu e os outros malcatenhos estamos desejosos em saber notícias do rebanho, dos pastores, das dificuldades e dos êxitos já alcançados. Sabemos que em Dezembro de 2025 chegaram as cabras serranas aos baldios. Também sabemos que encontraram dois pastores, que diariamente as cabras saem e entram no "bardo" e que são mais de uma centena de cabeças de gado. Não sabemos, por exemplo, o número de cabras prenhas ou que já são "mães", muito menos o número de cabrititos que já nasceram entretanto, ou quantos dos que nasceram já morreram. Há um mundo real nos baldios da nossa aldeia e merece ser conhecido das pessoas, independentemente do sítio onde vivem ou trabalham. Porque os malcatenhos também se interessam pelo futuro da sua terra. E todos, todos devemos estar conscientes e conhecedores do estado das cabras serranas. Somos ou não somos todos malcatenhos? Sim somos. 
 Aguardemos então por boas notícias.

23.3.26

ALDEIA DE MALCATA SEM GRAÇA





 

Uma freguesia parada no tempo.

 Proponho que a Junta de Freguesia de Malcata use a tecnologia que tem à disposição para que os malcatenhos, estejam onde estiverem, possam acompanhar as actividades da autarquia.
 E o site da freguesia tem a missão de facilitar a vida aos cidadãos que se interessam pela nossa terra, ou que tenham situações para resolver.

 O que estou a sugerir não exige grande investimento de dinheiro, é apenas o uso de algum tempo a favor da comunidade.
 
 O que tem andado a fazer a Junta de Freguesia?
 Quem consultar a página oficial da autarquia fica de boca aberta e pasmado com tanta obra realizada!  Continuamos na mesma como estávamos em 2025, ou seja, não há qualquer registo de nota e não tem havido na freguesia obras ou melhorias, a não ser as que são da responsabilidade da Câmara Municipal. O que vi nos dias de início deste mês são pequenos remendos, como a troca de placas toponímicas e de sinalização. A freguesia está cada vez mais atrasada face a outras aldeias próximas. Basta sair da nossa terra e visitar facilmente aqui constatamos o marasmo que se vive em Malcata. 
 As mudanças que tem havido na freguesia é de fazer parar o turista, porque só não lê quem for invisual. Mesmo assim, há ruas que continuam sem nome, outras cujos nomes são à vontade da junta e de mais ninguém. O mesmo se passa com as novas placas de sinalização e informação do nosso património ou lugares importantes de interesse. Qualquer tamanho e qualquer designação está bem e respeita a paisagem da freguesia, sempre é melhor do que o que estava! Será mesmo assim?
 Andarão demasiado ocupados com as cabras sapadoras? 
 Vão no terceiro mandato e pouco ou quase nada se vê de diferente. Cingem-se ao básico: abrem as portas nos dias de atendimento aos seus fregueses, vão publicando umas fotos de circunstância e assobiam para o lado. E como ninguém ouve, vão continuando a escapar e a não ligar patavina às páginas na internet ou a um simples boletim informativo a dar conta da coisa pública, dos projectos das cabras e dos baldios. 
 É a autarquia que temos, porque os malcatenhos são um povo pacato, sereno, vivem ao sabor do tempo. E sendo assim, qualquer coisa serve!
 O que vos digo, meus estimados malcatenhos, a residir em Malcata, é que têm nem mais nem menos do que aquilo que merecem.
 Deixo aqui alguns exemplos:




 

Site da Junta em 23-03-2026





Vitrine da JFM ao Rossio, 
informação sem interesse e desactualizada.



A DANÇA DAS PLACAS:





 




2019


Novas placas em 2025(Dez)


Assim vamos andando...para onde?