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02/12/2025

MALCATA TEM UM POSTE NO MEIO DA RUA

  
No meio da rua há um poste à espera de ser derrubado!


  Parece uma piada, mas não é. Na aldeia de Malcata, há um poste de iluminação pública no meio da rua! O que parecia ser um sonho de ter uma rua mais larga, um adro mais aberto e desafogado depois das obras de demolição da casa que ali havia, o poste permanece hirto e preso ao chão e tem estado a ver passar as procissões e o circo. Os moradores de Malcata continuam a aguardar uma solução e que é a retirada do poste que passou a ser um perigo para a circulação dos veículos motorizados, principal- mente, se os condutores não conhecerem as ruas da aldeia. Como cidadão e como malcatenho, é minha obrigação cívica, estar atento ao que se vai passando na terra onde nasci há 65 anos. E assim tenho feito e, continuarei a fazer. Uma vez que não resido na freguesia, é através da internet que me tenho manifestado e partilhado o que me vai na alma, conforme as notícias que vou conhecendo e que são públicas. Também sei que estas situações são muito comuns e que se costumam arrastar pelo tempo.
   
   Atualmente há formas de saber o estado em que se encontram os pedidos dos clientes, neste caso, contactando a EDP (E-REDES): https://www.e-redes.pt/pt-pt.

 E se isso não tiver evolução, há também a apresentação duma reclamação e até, se for caso disso, entrar em contacto com a ERSE: https://www.erse.pt/inicio/     que é a Entidade Reguladora dos Serviços de Energia).

                

    

23/11/2025

SERÁ QUE ME CONTARAM BEM?

As obras e o poste que passou a incomodar. 
   

  A obra de requalificação do adro da igreja paroquial de Malcata, no cruzamento da Rua da Ladeirinha e da Rua de Baixo, com ligação ao adro da igreja, na freguesia de Malcata, parou por causa de um poste de iluminação pública. Foi demolida uma casa e a questão que eu aqui deixo é se ainda continuam à espera da entidade competente para remover o poste?
   Dizem que em Portugal, para se remover um poste de iluminação pública, há necessidade de preencher uma série de requerimentos: uma equipa para desligar os fios eléctricos, para que se possa agendar a deslocação ao local e depois outro requerimento para se poder deslocar o poste de cimento para outro sítio, que precisa de novo buraco, sem esquecer de tapar o buraco antigo e depois novamente a equipa que se responsabilize pela ligação dos cabos e deixar a electricidade passar sem problema.
  Será que o poste ainda está lá? Até é natural que já tenha sido feito o pedido para remover o poste de iluminação. As obras, que se fizeram neste último Verão, foram feitas com a colaboração da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia. Sendo esta obra uma melhoria para a igreja paroquial e para a freguesia, não deixa de ser uma situação de algum perigo que aquele poste no meio da rua pode vir a causar. A demolição da casa de habitação que ali existia, permitiu o alargamento daquele espaço e fez com que o poste de iluminação pública pareça deslocado. O que aqui podemos estar a assistir, é que pode não ser só a deslocação do poste para outro buraco mais afastado.
  Esta operação, que até parece fácil de se realizar, pode muito bem tornar-se mais difícil, pois se houver necessidade de alterar a rede eléctrica existente (que me parece haver alteração), obrigará a outros estudos técnicos e a demorar mais tempo a resolver a situação. A pergunta, que também quero aqui deixar é esta: A EDP foi avisada do início dos trabalhos?
  A mudança do poste deve ter sido coordenada com quem estava a fazer as obras de demolição. Se assim fizeram, então já a situação devia estar resolvida. Que fazer quando mesmo no uso de cidadania a preocupação e resposta, ou falta dela, de quem tem a obrigação é de indiferença? A retirada do poste do local onde agora se encontra (caso lá continue) representa uma melhoria para a população e um total respeito pelo mobilidade, principalmente para quem usa automóvel e que se vê obrigado a circular pela rua com todos os riscos que isso representa.
  Por isso, se o poste ainda lá continua, que fazer? 

                                              
Em Agosto, lá estava o poste a incomodar

  PS: Agradeço informação mais actualizada. Obrigado. 

22/07/2025

MALCATA: UMA COMUNIDADE QUE SE REENCONTRA

    Uma nova luz ao património religioso e às vivências comunitárias está a nascer na freguesia de Malcata. Este projecto vai mudar todo o espaço do adro! 

                                                         Contraste:  O passado e o presente 

   

   Uma igreja bem preservada, com um pequeno auditório ao ar livre, com bancos em pedra dispostos em semicírculo, com elementos paisagísticos bem escolhidos…na parede lateral da casa contígua, uma obra de arte em homenagem aos carvoeiros de Malcata, que tanto pode ser um mural, com figuras humanas desenhadas e a carregar os sacos de carvão, em plena serra…podemos imaginar e visualizar o futuro adro transformado num espaço de encontro e de cultura.


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                       Sonhar ainda é gratuito. E a realidade, é a realização progressiva de um sonho.
                                                

                                                           José Nunes Martins





14/05/2025

MALCATA: A PROCISSÃO VAI NO ADRO

                                                               Igreja Paroquial e adro em Malcata
 

   A requalificação do adro penso que é pacífica para a maioria das pessoas de qualquer aldeia. E no caso do nosso adro da igreja paroquial, vai ficar mais amplo, mais desafogado e mais aberto e coloca a nossa igreja mais em harmonia com o espaço envolvente.  Para que isso seja assim, os familiares que eram os donos legítimos da casa que vai ser demolida, por muitas saudades e nostalgias possam ainda sentir, merecem um agradecimento e consideração de todos.
   Quando foi apresentada a ideia da requalificação do adro, todos os que participavam na reunião concordaram e apoiaram a iniciativa. A intenção e as ideias para as obras que ali irão decorrer, devem ser coordenadas por pessoas credíveis e com experiência na área de planeamento e arquitectura. Um dos elementos que vai fazer parte das obras é uma escultura alusiva aos carvoeiros de Malcata. Esse elemento tanto pode ser uma estátua, como até um painel exposto e integrado num suporte, por exemplo, na parede da casa que vai ali
continuar a existir e que tem entrada pela Rua da Ladeirinha. Assim se pode transformar o adro valorizando o património da freguesia. Como sabem, o adro noutros tempos era o palco das festas, da arrematação de bens para as pagar, era lugar de encontro e conversas. Hoje é um espaço vazio, confinado e sem grandes vistas para o horizonte. Tal como no passado, acreditamos que depois das obras,
voltaremos a ter ali um espaço de encontro, de conversas, de manifestações culturais.
   O adro para além do seu símbolo religioso que representa, ao ter melhores acessibilidades das pessoas à igreja, à Casa Mortuária e sanitários, vai também servir de homenagem aos carvoeiros, uma das actividades que tanta dinâmica e importância trouxeram à freguesia.
    O primeiro passo já foi feito com a compra da casa que vai ser demolida. O local já mereceu a visita de uma arquitecta credenciada e bem-conceituada neste género de obras. Depois de reunir com a AMCF e a Fábrica da Igreja, estando presentes todos os membros, incluindo o sr. Padre Eduardo, mesmo debaixo da chuva, fomos visitar o lugar e recolheu informações e imagens, que mais tarde a ajudarão na elaboração do projecto. Falta só dizer o nome da arquitecta que, achamos ser uma boa escolha: Andreia Garcia Rodrigues.

22/12/2013

O CALOR DO NATAL TRADICIONAL


   As festas de Natal lembram as prendas do Menino Jesus, as filhós com e sem abóbora mas não podem faltar na mesa. A Missa do Galo e a Fogueira no adro da igreja é outra das tradições que ainda continuam vivas.
   "Noutros tempos competia aos mancebos que já tinham ido à inspecção militar arranjar os madeiros para a fogueira e garantir que a mesma ardia até ao nascer do sol. Habitualmente, os madeiros ( grandes troncos e raízes de castanheiro ) eram colocados no adro da igreja com antecedência, sendo a lenha de atear arranjada ao fim da tarde da noite da Consoada. Uma vez que a lenha escasseava, quando a hora de fazer a fogueira se aproximava, os donos das casas tratavam de acautelar os paus que tinham nos currais, deixando apenas à vista o molho de lenha, palha ou carqueja que queriam dar. Caso o dono da casa não deixasse contributo, podia haver retaliações gravosas. Casos se contam em que foram arrancados portões de madeira, roubadas e queimadas cancelas, charruas e arados, assim como abatidas cerejeiras e nogueiras, árvores estimadas. A rapaziada também não admitia que alguém se assomasse à janela e ou viesse à porta. Quando tal acontecia, retaliava à barrocada ( pedrada )." escreve José Rei, no seu livro Malcata e a Serra, defendendo que "esta forma estranha de louvar o Menino Jesus integrava uma espécie de ritual de passagem dos mancebos para o estado adulto. Mostravam eles a sua força e determinação substituindo vacas dos carros. Eles próprios puxavam o carro das vacas". revela-nos José Rei.
   
 Fazendo a fogueira de Natal

  " Carrada atrás carrada, o monte de lenha ia crescendo em cone. Essencial para uma boa combustão, era a incorporação de palha centeia e carqueja seca. Quando o monte de lenha parecesse superior ao do ano anterior, os rapazes iam cear. Alguns ceavam em casa, outros iam petiscar e bebericar para as tabernas, onde normalmente já estava activo um acordeonista, contratado para animar a festa depois da Missa do Galo. Por norma, quando chegava a hora de atear a fogueira, havia lugar a uma ronda à volta da aldeia, para anunciar que o evento ia ter lugar. A passagem da ronda sinalizava que o evento estava próximo.
   Ainda que o atear da fogueira fosse da competência dos rapazes, anos havia em que alguns atrevidos o faziam, provocando deste modo alguma confusão antes da Missa do Galo. Tudo acabava, contudo, em concórdia, tanto mais que a noite era de paz e de alegria".


Arder até ao nascer do sol
   A Missa do Galo era sempre uma celebração alegre e festiva. Continuando a ler a descrição escrita pelo José Rei, ficamos a saber que no fim da Missa do Galo "era a altura de festejar o Natal. Por isso toda a gente fazia tributo ao Deus Menino e  cantavam :
                                             Eu hei-de dar ao Menino
                                             Uma fitinha pro chapéu

                                             E Ele também me há-de dar
                                             Um lugarzinho no Céu.


   
Saída da Missa do Galo
   E a festa de Natal continuava com a malta jovem a cantar e a beber à volta da grande fogueira. A igreja era fria e as pessoas rodeavam a fogueira para se aquecerem. E a rapaziada continuava  a festejar porque a noite era de festa e "as casas estavam fartas . Uns levavam chouriças e morcelas, outros massas de cabrito ( pernas ), queijo mole (fresco), febras de porco. Ao som do acordeão, os rapazes, só os rapazes, porque as raparigas não estavam autorizadas pelos pais a participar, dançavam e cantavam. Também não faltava o vinho e as bebidas destiladas.Quando o sono e o cansaço apertavam , a festa esmorecia e, num último esforço, os mais resistentes, que os outros dormiam ao lado da fogueira, ainda faziam a habitual ronda pelas ruas da aldeia. Ao som do acordeão, lá iam cantando roucamente as cantigas de Natal" escreveu José Rei no seu livro " Malcata e a Serra".

Nota: Há por aí algum rapazote que tenha vivido estas tradições e que deseje partilhar connosco a sua história?