22 dezembro 2013

O CALOR DO NATAL TRADICIONAL


   As festas de Natal lembram as prendas do Menino Jesus, as filhós com e sem abóbora mas não podem faltar na mesa. A Missa do Galo e a Fogueira no adro da igreja é outra das tradições que ainda continuam vivas.
   "Noutros tempos competia aos mancebos que já tinham ido à inspecção militar arranjar os madeiros para a fogueira e garantir que a mesma ardia até ao nascer do sol. Habitualmente, os madeiros ( grandes troncos e raízes de castanheiro ) eram colocados no adro da igreja com antecedência, sendo a lenha de atear arranjada ao fim da tarde da noite da Consoada. Uma vez que a lenha escasseava, quando a hora de fazer a fogueira se aproximava, os donos das casas tratavam de acautelar os paus que tinham nos currais, deixando apenas à vista o molho de lenha, palha ou carqueja que queriam dar. Caso o dono da casa não deixasse contributo, podia haver retaliações gravosas. Casos se contam em que foram arrancados portões de madeira, roubadas e queimadas cancelas, charruas e arados, assim como abatidas cerejeiras e nogueiras, árvores estimadas. A rapaziada também não admitia que alguém se assomasse à janela e ou viesse à porta. Quando tal acontecia, retaliava à barrocada ( pedrada )." escreve José Rei, no seu livro Malcata e a Serra, defendendo que "esta forma estranha de louvar o Menino Jesus integrava uma espécie de ritual de passagem dos mancebos para o estado adulto. Mostravam eles a sua força e determinação substituindo vacas dos carros. Eles próprios puxavam o carro das vacas". revela-nos José Rei.
   
 Fazendo a fogueira de Natal

  " Carrada atrás carrada, o monte de lenha ia crescendo em cone. Essencial para uma boa combustão, era a incorporação de palha centeia e carqueja seca. Quando o monte de lenha parecesse superior ao do ano anterior, os rapazes iam cear. Alguns ceavam em casa, outros iam petiscar e bebericar para as tabernas, onde normalmente já estava activo um acordeonista, contratado para animar a festa depois da Missa do Galo. Por norma, quando chegava a hora de atear a fogueira, havia lugar a uma ronda à volta da aldeia, para anunciar que o evento ia ter lugar. A passagem da ronda sinalizava que o evento estava próximo.
   Ainda que o atear da fogueira fosse da competência dos rapazes, anos havia em que alguns atrevidos o faziam, provocando deste modo alguma confusão antes da Missa do Galo. Tudo acabava, contudo, em concórdia, tanto mais que a noite era de paz e de alegria".


Arder até ao nascer do sol
   A Missa do Galo era sempre uma celebração alegre e festiva. Continuando a ler a descrição escrita pelo José Rei, ficamos a saber que no fim da Missa do Galo "era a altura de festejar o Natal. Por isso toda a gente fazia tributo ao Deus Menino e  cantavam :
                                             Eu hei-de dar ao Menino
                                             Uma fitinha pro chapéu

                                             E Ele também me há-de dar
                                             Um lugarzinho no Céu.


   
Saída da Missa do Galo
   E a festa de Natal continuava com a malta jovem a cantar e a beber à volta da grande fogueira. A igreja era fria e as pessoas rodeavam a fogueira para se aquecerem. E a rapaziada continuava  a festejar porque a noite era de festa e "as casas estavam fartas . Uns levavam chouriças e morcelas, outros massas de cabrito ( pernas ), queijo mole (fresco), febras de porco. Ao som do acordeão, os rapazes, só os rapazes, porque as raparigas não estavam autorizadas pelos pais a participar, dançavam e cantavam. Também não faltava o vinho e as bebidas destiladas.Quando o sono e o cansaço apertavam , a festa esmorecia e, num último esforço, os mais resistentes, que os outros dormiam ao lado da fogueira, ainda faziam a habitual ronda pelas ruas da aldeia. Ao som do acordeão, lá iam cantando roucamente as cantigas de Natal" escreveu José Rei no seu livro " Malcata e a Serra".

Nota: Há por aí algum rapazote que tenha vivido estas tradições e que deseje partilhar connosco a sua história?

20 dezembro 2013

SENTIR O NATAL EM MALCATA

Presépio na Igreja Matriz


SENTIR O NATAL EM MALCATA  

Não há iluminações e música nas ruas da aldeia, nem existem decorações de montras a concurso. A animação vai ter lugar no dia 24 de Dezembro com a ida à Missa do Galo e o acender da Fogueira no adro da igreja. Também não está programada a chegada do Pai Natal, as poucas crianças esperam pelo Menino Jesus, que durante a noite vem visitar as casas de todas as pessoas e lhes deixa uma prendinha no sapato ou nas botas deixadas na cozinha.
    Quando eu era garoto, Malcata acordava muitas vezes envolta num manto de neve. Fazia muito frio e só se estava bem à volta do lume ou do calor da braseira.
   Na noite de consoada, horas antes da Missa do Galo, havia que fazer as filhós, uma das iguarias típicas na altura de Natal. Só as famílias mais pobres não as faziam, mas a solidariedade dos vizinhos ajudavam e também acabavam por aparecer à mesa.
   Vêm-me à lembrança o presépio que a minha irmã e eu construíamos em nossa casa. Graças às figuras de barro trazidas de Coimbra, nos dois ou três dias anteriores ao Natal a minha mãe e nós dois íamos arrancar musgos e pequenos ramos verdes de era das pedras e muros velhos, que transportávamos delicadamente numa cesta até casa. O Presépio ocupava um dos cantos da sala de jantar e eu adorava ver a evolução da sua construção. E depois de acabado, ficava ali a olhar para as casas, o pastor vestido com a capa amarela, acompanhado do seu cão pastor e as ovelhinhas brancas a pastar na erva. No monte mais alto, nascia um rio e ao longo do seu sinuoso leito ficava o moinho, o moleiro e o burro carregado com as talegas de farinha, não faltava a ponte e mulheres a lavar a roupa. Eram bonecos que tinham vida própria e que a banda de música ajudava a sentir-me ainda mais alegre nesta época do ano. Mas o mais importante do nosso presépio era o Menino Jesus. A cabana construída com palha, o berço coberto de espigas de centeio onde estava deitado o Menino Jesus, ao lado Nossa Senhor e São José, uma vaquina cinzenta e um burrinho preto ali próximo do berço completavam este religioso quadro. Atrás do presépio e com uma altura de metro e meio, coberto de luzinhas coloridas a piscar, enfeitado com bolas grandes e pequenas de várias cores, disfarçadas com as fitas douradas, prateadas, vermelhas ou azuis, o pinho era o que faltava para que o presépio ficasse lindo, bonito, alegre, festivo e se sentisse mais o espírito de Natal.
   

18 dezembro 2013

M a l c a t a . n e t: OS LABURDOS

M a l c a t a . n e t: OS LABURDOS

OS LABURDOS




 

Dia festivo, de grande comesaina e promissor

Manuel Leal Freire - © Capeia Arraiana
Quadro bárbaro, a matança do porco, é, no quadro familiar, um significativo acontecimento. É que o porco, chegado ao chambaril, garante tempero anual para o caldo, peguilho para almoços, jantares e merenda e ainda meia dúzia de refeições de arromba.
Leia mais aqui:

http://capeiaarraiana.pt/2013/12/18/dia-festivo-de-grande-comesaina-e-promissor/

05 dezembro 2013

EM DEFESA DO PATRIMÓNIO

   O Cruzeiro que não fala



A Barragem do Sabugal concluiu-se no ano 2000 e desde esse ano que se criou uma albufeira que funciona como reservatório de água que será transferida para a Barragem da Meimoa sempre que for necessário para regar os campos da Cova da Beira. A Albufeira do Sabugal localiza-se num troço do rio Côa, na sua maioria alagou os melhores terrenos cultiváveis pertencentes a pessoas da aldeia de Malcata. Esta albufeira está parcialmente inserida na Reserva Natural da Serra da Malcata e dispõe de uma enorme capacidade de armazenamento.
   O património é um elemento de ligação do passado com o presente. O património é o testemunho que os nossos antepassados nos legaram e nós como fieis depositários desse bem, temos a obrigação de defender e valorizar aquilo que nos confiaram. Esse património deve condicionar o ordenamento do território e todas as construções que queiram edificar.
  Aqueles que  pensaram em unir a cidade do Sabugal a Malcata,  ao longo da albufeira da barragem a ideia foi e continua a ser válida e é uma boa ideia. O caminho não é um caminho como os outros caminhos existentes. O Percurso ( Caminho ) pode ser uma forma de rentabilizar o património existente e até valorizá-lo, bem como criar um caminho com estruturas e equipamentos para apoiar as pessoas que por lá queiram e desejem caminhar. Os amantes da natureza, os turistas e as gentes que vivem nesta região com certeza que irão desfrutar deste novo caminho.
   São 27 quilómetros entre a entrada da cidade do Sabugal e a aldeia de Malcata. O objectivo é “potenciar e permitir o usufruto da envolvente da Albufeira do Sabugal. O percurso ficará perfeitamente integrado na paisagem e será absorvido pelo seu contexto natural”, lê-se no Boletim Municipal da Câmara do Sabugal, em Abril de 2012.
   Parece que alguém se está a esquecer de integrar na paisagem algumas das obras que estão a executar neste projecto. Refiro-me concretamente à estrutura que está a ser construída na aldeia de Malcata, junto à Capela de São Domingos. Nada do que se escreveu está a ser cumprido e está à vista de todos que desrespeitaram o património que já lá existia desde 1960. Pergunto a quem souber responder qual é a sensação e a atenção dos visitantes que chegados à Capela de São Domingos, lhes transmite e qual o fio condutor entre aquela “estação” de cimento pintado de branco e o CRUZEIRO em pedra de granito?
   Não bastaram as confusões e os erros descobertos só após o início das obras, provocando atrasos na execução e talvez aumento de custos, para agora sermos novamente confrontados com o incumprimento de alguns dos objectivos desta importante obra. E agora que fazer?
  Apresento alguma informação sobre este percurso que acompanha a água da albufeira:
  
    Anúncio do concurso para o Percurso de Interpretação ao Longo da Margem Esquerda da Albufeira do Sabugal foi publicado no D.R. n.º: 253 Série II de 2010-12-31, link:
http://www.directobras.pt/lercp.php?id=25603

“A obra fora consignada em Maio de 2011 à empresa Albino Teixeira Lda, e os trabalhos iniciaram-se a 21 de Janeiro de 2012, logo que foi aprovado o respectivo plano de segurança pela Câmara Municipal do Sabugal. A suspensão aconteceu por decisão camarária tomada da reunião do executivo do passado dia 14 de Fevereiro de 212, numa altura em que os trabalhos já estavam em pleno andamento, nomeadamente ao nível da remoção de terras. Só após o avanço desses trabalhos se verificou que os mesmos não poderiam continuar porque parte do percurso a executar estava afinal projectado para terrenos submersos ou em terrenos particulares.” Noticiava o Capeiaarraiana (http://www2.uab.pt/news/recortes/upload/28_03_2012_Capeia_Arraiana_wordpress.pdf)













04 dezembro 2013

SABER FAZER

   Um dos meus passeios pela nossa aldeia foi até à Capela de São Domingos. Estava curioso por ver as obras que têm andado a executar naquele emblemático lugar, um espaço de devoção e de lazer. Falaram-me que havia para lá umas pedras grandes e altas e lá fui eu caminho acima. Eis o cenário que observei e captei com a minha máquina fotográfica:
   Tanto espaço para a obra ficar afastada do cruzeiro...e está a dois passos de distância!

   Aqui era a entrada para o recinto. As vigas de cimento estão orientadas para o povoado e não para a capela de São Domingos, aquela casinha branca que vemos lá ao fundo.





                       O cruzeiro está a dois passos destas placas de cimento pintadas de branco

E o património existente não é respeitado? O cruzeiro está a dois passos desta nova obra. Como podemos ler este monumento está ali desde 1960 e apesar do seu pequeno tamanho trata-se de um símbolo importante para o povo de Malcata. A inexistência de informação respeitante a esta obra é total. Depois desta visita, pedi ajuda a algumas pessoas que encontrei e pouco me disseram. Um senhor falou que se tratava de alguma coisa que tinha a ver com "as pessoas que por aqui vêm a pé" e que "lá para o campo da bola estão a fazer outro "!



FILME DA OBRA E DO ESPAÇO ENVOLVENTE


E AGORA POVO?

27 novembro 2013

CASTANHAS






  Na aldeia o tempo passa lentamente e quem comanda a vida das pessoas é o dia, a noite, a chuva, a neve, o vento, o sol e a lua. Aqui os minutos e os segundos pouco importam e quase não têm sentido.
   Pelo Outono de outros tempos, apareciam as primeiras castanhas e com elas apareciam os magustos um pouco por todo o lado. Também na escola primária o magusto não era esquecido. As professoras pediam às crianças para irem aos pinhais próximos apanhar caruma e trazê-la até à escola para depois fazerem o magusto.
   Os castanheiros sempre existiram em Malcata e quase todas as famílias tinham castanha de boa qualidade. A doença da tinta varreu a maior parte destas árvores e as pessoas começaram a desinteressar-se     pela renovação da espécie   mantendo apenas os castamheiros que já existiam.   A castanha era apanhada manualmente para umas cestas de verga e despejadas nas sacas para depois serem levadas para casa do lavrador. Comiam-se assadas, cozidas e também eram incluídas no caldudo. Os assadores eram feitos de caldeiros velhos a que se furavam dos lados e no fundo e depois eram despejadas as castanhas no interior e eram pendurados nas cadeias em ferro e ali permaneciam a apanhar o calor do lume até as castanhas ficarem assadas.

  Para secar as castanhas, deitavam-se nos caniços e ali permaneciam duas a três semanas a apanhar calor e fumo. O caniço era uma espécie de estrado feito de varas ou ripas em madeira, separadas ligeiramente entre si, de forma a entrar o calor e sem deixar as castanhas cair.                                                                                                                                                             
Depois de secarem, eram recolhidas para dentro de um cesto de verga e os homens calçavam um par de tamancos próprios para  pisarem a castanha e retirarem as duas camadas de casca. Esses tamancos, uma espécie de sapatos com o peito do pé em couro e a base em madeira,  cravada de pregos em ferro que com o peso da pessoa e os pregos, de tanto pisarem as  castanhas, acabavam por lhes retirar a casca e deixá-las piladas. Era com as castanhas piladas que se fazia o caldudo, que é uma sopa forte e um prato bastante cozinhado durante o Inverno.
Com a emigração ocorrida na segunda metade do séc. XX e consequente alteração dos hábitos alimentares, o consumo de castanha quase que desapareceu. Esta tendência está, contudo, a inverter-se e o caldudo parece sobreviver. Trata-se afinal de um prato rústico, muito nutritivo e de sabor incomparável, seja ele consumido quente ou frio. 

RECEITA DE CALDUDO:
 1. Cozer bem, em panela de ferro, as castanhas secas previamente 
 2. Esmagar, a garfo, as castanhas.
 3. Juntar açúcar e/leite a gosto.

Bom proveito.









24 novembro 2013

COGUMELOS SILVESTRES

Cartaz das jornadas 2013

Pelo quarto ano consecutivo vão realizar-se as jornadas micológicas em Malcata. É a oportunidade para dar a conhecer mais algumas espécies de cogumelos que nesta época do ano se encontram nas terras malcatanhas. Mais uma vez a ACDM, Associação Cultural e Desportiva de Malcata,  que volta a contar com o apoio da Junta de Freguesia, vai organizar  este encontro das pessoas com a natureza.
 É importante criar este ciclo de eventos e que anualmente se continuem a organizar. Estes encontros devem contribuir para favorecer a população de Malcata. A nossa aldeia está rodeada por um património natural riquíssimo. E essa riqueza não se encontra só na variedade e qualidade dos cogumelos ou tartulhos, como popularmente lhe chamamos nós.
   Com as jornadas micológicas e outros eventos que periodicamente se realizam em Malcata, é
uma oportunidade que as pessoas da aldeia devem saber aproveitar para melhorar  a sua vida comum e de cada habitante. É importante abrir estas actividades a todas as pessoas. Quem nos visita nestas ocasiões, por vezes percorrem centenas de quilómetros porque ouviram, leram ou lhes falaram que valia a pena conhecer esta nossa região. É por isso importante abrir as portas e deixar que as pessoas entrem na nossa terra e conheçam o nosso património, as nossas tradições, as nossas gentes.
   
   Por esta altura do ano as jornadas  micológicas começam a ser uma praga, pois todas as terras da nossa região organizam a sua. É um sinal de dinamismo das associações que existem nas nossas aldeias. Faz-me lembrar o mês de Agosto e a quantidade de festas e capeias  que são tantas que uma pessoa fica  sem saber a qual deve ir. Nisto das jornadas penso que há necessidade de lhes acrescentar algo mais, procurar encontrar e oferecer mais qualquer coisa que todos as outras jornadas oferecem. As que conheço foram bem organizadas e parece haver a preocupação de convidar uma pessoa especialista em micologia. E este ano a organização já  deu mostras que esse é o futuro destas jornadas ao convidar uma pessoa que vive dos cogumelos que cria, o senhor Fernando Castro, da Cogus Box, que certamente vai ser um motivo de interesse para os participantes. É desta forma diferenciadora que se transforma numa mais valia e uma segurança para os participantes. A presença do especialista é bom, diria mesmo que é o cerificado de qualidade da jornada e a presença de alguém que viu nos cogumelos uma forma de melhorar a sua vida é outra ajuda no enriquecimento desta actividade.Manter e subir outro  patamar se queremos manter estas jornadas vivas e participadas é crucial e para isso há que criar outros factores de diferenciação em relação aos outros organizadores e dessa forma as jornadas micológicas em Malcata continuarem a realizar-se e transformarem-se  numa oportunidade de benefício para as pessoas da aldeia. A ACDM e a Junta de Freguesia de Malcata têm que pensar de que forma é possível valorizar ainda mais este evento. 
      Muito está a ser feito e muito mais há a fazer. As associações da nossa terra durante o ano organizam diversas  actividades e agora até já as divulgam na internet, alargando dessa forma o número de pessoas informadas e que até podem decidir participar. Eu vejo desta maneira:se cada um de nós sentir carinho e gosto por aquilo que é nosso, as coisas ficam mais valorizadas . Tratar com carinho, divulgar, desenvolver , criar entusiasmo e com certeza que mais pessoas virão de fora para participar nestes e ventos e ao mesmo tempo ficam a conhecer Malcata. E para além das riquezas naturais, o nosso património pode ajudar no chamamento de mais pessoas, pode até ser um factor de desenvolvimento da nossa terra.

 


PROGRAMA:


A Jornada começará com a reunião das pessoas na sede da ACDM, na Rua da Escola Primária
9.30h- Início e apresentação: serão prestados alguns esclarecimentos. O trabalho de campo (procura e recolha dos cogumelos) será orientado pelo engenheiro Gravito Henriques, personalidade idónea e competente na matéria, e será feito em locais a indicar por pessoas conhecedoras do terreno.
12h30- Almoço, na sede da Associação. As pessoas devem levar o seu farnel que poderão partilhar.

Depois do almoço haverá uma exposição e demonstração sobre o cultivo de cogumelos em caixas e sacos pelo sr. Fernando Castro, da Cogus Box. Seguir-se-à a identificação dos cogumelos recolhidos, a cargo do sr. engenheiro Gravito Henriques.
17.00- haverá um lanche ajantarado, onde poderemos saborear o arroz de cogumelos e o caldudo (de castanhas), ao sabor da tradição.
COMO PARICIPAR:
Para participar neste evento deve inscrever-se através do email:
 ruichamusco@sapo.pt do número 966509086 ou ainda através do facebook da ACDM, e ainda do email:vitormalcata@hotmail.com presidente dessa Junta de Freguesia de Malcata, ou do site da Freguesia. 
O valor da inscrição é de 2€ para os não sócios e será grátis para os sócios.
Os participantes devem levar calçado apropriado e uma cesta.
Esta Jornada Micológica é uma organização da Associação Cultural e Desportiva de Malcata, com a colaboração da Junta de Freguesia de Malcata e da Direcção Regional da Agricultura e Pescas do Centro.


ALGUNS CONSELHOS




Como colher







   
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14 novembro 2013

CORRER POR DESPORTO

   

Atletas da ACDM no 24ºCorta Mato de São Martinho
(Foto do CDCP)

No passado domingo, dia 10 de Novembro, a ACDM ( Associação Cultural e Desportiva de Malcata ) participou no 24ºCorta Mato de São Martinho, que se realizou na cidade da Guarda e cuja organização esteve a cargo do Centro Desportivo Cultura e Solidariedade Social do Pinheiro.
   A nossa associacção fez-se representar por 14 atletas, a terceira organização com mais presenças e com resultados que deixaram os dirigentes e atletas satisfeitos.
   A atleta Joana Marques, com 1.54, ganhou a Corrida da Família ( F ) e Taísa Dias ficou no 2ºlugar com 2.17. Já na mesma prova dos masculinos, o nosso Manuel Alavedra alcançou o 3º lugar, com 1.59 e Dinis Nabais com um tempo de 2.03, terminou em 4ºlugar.
   Os bons resultados foram alcançados pela nossa atleta Inês Sequeira, que com um tempo de 1.51, ganhou o 1º lugar na corrida dos 500Metros femininos, Benjamins B.
   As outras atletas que participaram nos 1.500Metros(F) obtiveram também boas classificações e pelos tempos obtidos podemos dizer que "juntas são mais fortes". Vejam estes resultados:
6ª-Maria Helena Alavedra, com 6.32
7ª Inês Varandas .............. com 6.35
8ª Alexandra Nabais.......... com 6.36
9ª Jacinta Oliveira................com 6.50
10ª Joana Ascenção............com 7.10

   Por gentileza do CDCP(Centro Desportivo Cultura e Solidariedade Social do Pinheiro, Guarda, vejam estas fotografias sobre o 24ºCorta Mato de São Martinho ):

































José Manuel Anciães Domingues
 (Técnico da ACDM-atletismo)

  E falta ainda referir que na corrida dos 2000 metros para iniciados femininos, a atleta Vanessa Janela alcançou a 3ªposição, enquanto que nos 2000 metros infantis, o atleta Jorge Janela GANHOU o 1º lugar.
   Na prova dos 3000 metros para iniciados, Tiago Nabais, com 14.28 ficou em 13º lugar.
   Para terminar, resta referir que na corrida dos 4000 metros femininos a Cristina Alavedra ficou em 11º lugar.
 Na classificação colectiva geral o Centro Atletismo de Seia ficou em primeiro lugar, tendo obtido 86,0 pontos. E a ACDM ficou em 6º com 35,0 pontos.
  Segue-se uma série de fotografias que retratam um pouco a participação dos atletas da ACDM nesta prova de atletismo. As fotos foram gentilmente cedidas pelo Centro Desportivo Cultura e Solidariedade Social do Pinheiro, a quem agradeço.