Mais do que um blog, um legado e um cantinho dedicado à preservação da memória coletiva de Malcata, das tradições e costumes e ofícios antigos. Um ponto de encontro para naturais, descendentes e apaixonados pela aldeia que moldou as nossas vidas.
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12/05/2026
UM MUNDO ORDENADO
O nosso lar é tudo o que conhecemos e amamos.
Um lar não é um sítio, não tem paredes e não tem telhado.
Um lar conhecido e amado não tem cimento, não tem pregos.
O nosso lar querido não é a casa onde moramos, não é o
lugar onde trabalhamos ou a terra onde vivemos.
Tudo isto são parte do cenário onde a nossa vida se vai
dando a conhecer e onde o nosso amor vai crescendo.
E as coisas que temos, os lugares onde vivemos e traba-
lhamos, os acontecimentos da nossa vida...não passam de
molduras vazias. É muito fácil apanhar as conchas e mais
difícil é encontrar as pérolas verdadeiras.
Quando a nossa vida termina na Terra, a única coisa que
importa é o amor que soubemos amar.
22/02/2026
ACEITAR OS DADOS DO CORAÇÃO
O homem foi criado com inteligência, vontade e liberdade.
Deus criou toda a natureza para estar ao serviço do Homem, que
deve viver e respeitar, eleger, agir para desejar a felicidade.
O pecado deforma a pessoa.
O demónio personifica o mal e é ele pega o incêndio de ódio nos corações, dando origem às invejas, às guerras e todas as outras desordens morais.
No mundo há muitas pessoas e organizações que trabalham para o demónio, algumas apresentam-se como ofertas envenenadas.
Ter fome é uma coisa normal e temos necessidade de comer.
Vivemos numa era da manipulação das pessoas, com falsas promessas de emprego, falsas propostas políticas e de ídolos tik tok que lhes chamam "influencers", que nascem todos os dias e nos matraqueiam sem parar, pedem-nos amizades interesseiras que só duram até ao que lhes interessa e convém fazer, dispensada antes até que a outra pessoa descubra que de amizade não tem nada.
A grande tentação, ou uma das grandes tentações dos nossos tempos é aquela que o povo mais facilmente se deixa ir: um emprego, algum dinheiro, uma casa para viver, mesmo sem olhar à forma de fazer., porque o que interessa é que a pessoas se sinta protegida por essa pessoa.
Há pessoas que facilmente confundem os dois campos, porque têm a sua consciência mal formada. Estou a lembrar-me de uma pessoa que depois de não ter ganho uma questão em tribunal, que envolve uma determinada quantia de dinheiro, em dívida à Segurança Social. O que essa pessoa nunca aceitou é que o réu, durante o tempo que pertenceu aos corpos sociais da instituição que ele mesmo e um grupo de amigos criou, o povo sempre o apoiou e a assembleia geral aprovou o seu desempenho, deixando obra feita e cofre cheio. Agora que tudo estava resolvido, esta pessoa parece querer mais e não perdoa a negligência praticada, mas esquece-se que também a praticou durante algum tempo, mas disso nada fala. Se havia dinheiro para pagar e sanar de vez o problema, então porque insistir novamente em sentar o outro no “mocho” do tribunal?
Há momentos na nossa vida em que necessitamos de sair da confusão em que vivemos e ir para um lugar mais isolado, em busca do essencial. Precisamos de parar o que andamos a fazer, entender quem somos, onde estamos, o que fazemos e com que objectivos vivemos.
O homem cristão não fecha o seu coração aos problemas. E a primeira etapa para superar o problema, é admiti-lo. Façamos todos nós um esforço para perdoar aqueles que nos magoaram e não guardar mais ressentimentos. Por que precisamos nós de guardar rancor? É apenas porque gostamos de estar nos comandos? Talvez seja altura de abandonar a nossa necessidade de dominar e controlar os outros. Perdoar alguém não é fácil, mas quando pedimos ajuda a Deus conseguimos perdoar. O passado já lá vai, é para ir esquecendo o mal e não continuarmos no presente a viver dominados por feridas do passado.
16/02/2025
MALCATA: SALVAR A FREGUESIA E A ALDEIA
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| Campanha de salvamento precisa-se! |
Actualmente,
as pessoas vivem desinteressadas da vida pública da nossa freguesia. Fecham-se nas
suas casas, ainda vão até aos cafés depois do almoço e pouco depois voltam para
a sua vida. E só se voltam a encontrar em dias de convívio na associação ou nos
dias da festa de Agosto. Eu acho que eles não querem é complicações na vida e então
vivem como os caracóis, nada de deixar portas e janelas escancaradas. Ou seja,
nem pensar em assumir cargos de responsabilidade ou funções a favor do povo.
Preferem ficar a ver outros a fazer o trabalho, mesmo que pouco concretizem,
pagam o que há a pagar e os outros governem e organizem como acharem melhor!
A verdade é que, de 2021 a 2025, veio piorar
e nada ajudou a melhorar a vida real das pessoas. E não é por causa da epidemia
do covid ou a gripe das aves, nem por causa da doença da língua azul. Estão a
ser anos de maior afastamento e maior desinteresse no que respeita aos cargos
públicos. A indiferença e o deixar andar, quem está é que sabe o que fazer,
como o faz e quando termina o que começou.
O que mais me espanta é que
actualmente temos mais ferramentas para trabalhar bem melhor, com mais
precisão, mais transparente. Muitas das pessoas que vivem na aldeia,
diariamente espreitam as redes sociais e pesquisam, leem ou partilham o que
lhes apetece. E depois, lá clicam no “gosto”, nos bonequinhos a rir ou a
chorar, mostram o entusiasmo e lá vai um par de mãos a bater palmas…os
telemóveis são mais práticos que os televisores, podemos emitir em directo o
que acharmos por bem, ou por mal, dar a conhecer aos outros. Nos anos 60 e 70,
a vida vivia-se a velocidades mais lentas, as cartas e os postais enchiam-nos a
alma e matavam-se todas as saudades, sabiam-se as notícias e também os cochichos.
Agora, que há mais dinheiro, melhores comunicações, mais informação, mais
conhecimento, porque participamos menos na vida social da aldeia?
Porque vivemos na mesma aldeia e na rua quando nos cruzamos uns com os outros,
há quem não fale, quem olhe e logo baixe o olhar em sinal de desprezo, sendo
mesmo incapaz de sorrir ou de simplesmente dizer bom dia, boa tarde ou boa
noite?
Às vezes eu entro nas redes sociais e
ignorando a realidade e o que se passa na aldeia, fico com vontade de escrever
e proclamar aos ventos que tudo vai ser melhor, que as pessoas vão voltar a
sorrir e a cumprimentarem-se quando se encontram ou se cruzam num qualquer
lugar da aldeia ou do nosso país. Que as coisas que não se terminaram, vão
fazer-se e todos nos orgulharemos do trabalho e dos resultados.
Mas, de repente aparece o diabinho
vermelho com a sua lança e tudo muda, porque rompe a minha bolha de ilusão,
fere as minhas asas no preciso momento de levantar voo.
O meu sonho termina ali, não vale a
pena continuar a sonhar com o regresso das cegonhas ao ninho. Começo a
compreender o significado das mudanças e que as cegonhas não vão regressar
porque ninguém se dispôs a reconstruir o ninho.
Resta-me ter esperança, fazer com amor
o que à distância se pode fazer e acreditar no poder da internet, como se fosse
uma cola forte, com os diversos componentes, unidos num único objectivo, que é
colar de vez a vida comunitária da nossa porcelana fina chamada Malcata, cumprindo
o mandamento do Amor que todos temos por um pedaço de terra, aquele onde nos plantaram
e não fomos nós que escolhemos, mas é onde nascemos, nós os malcatenhos.
José Nunes Martins
29/03/2024
NINGUÉM SE SALVA SOZINHO
Viver a vida a pensar nos outros
O entardecer volta
a cobrir a minha vida e recordo-me das trevas e do silêncio ensurdecedor, um
vazio dentro de mim que não me deixava olhar sequer para o céu e isso ninguém
viu porque estavam todos fechados nas suas casas porque a tempestade
era demasiado forte, inesperada e furibunda. Desorientei-me, as lágrimas não me
deixavam ver o caminho e à porta do cemitério eramos cinco à espera de uma
pessoa que não aguentou mais tempo confinado ao seu quarto, sem visitas, só
entrava quem cuidava do seu corpo, porque a alma já a tinha oferecido aos que o
amavam.
Sempre respeitei a sua autonomia e a
sua liberdade. Não lhe impus aquilo que eu pensava que seria o mais adequado
para ele. Mas os decretos do Governo definiram que quem tivesse atendimento
hospitalar e lá passasse a noite, regressava e tinha que ficar isolado dos
outros utentes do lar. Nesse mês de Março de 2020, as missas eram proibidas e
os funerais obedeciam a regras nunca antes decretadas. Os senhores da política
até decretaram o número máximo de pessoas que podiam acompanhar os cortejos
fúnebres e entrar nos cemitérios. Tudo porque não se podia fazer ajuntamentos
de muitas pessoas. Como as missas estavam proibidas, os velórios deixaram de se
realizar. As empresas funerárias encarregavam-se de todos os procedimentos
necessários, cumprindo as determinações da Direcção Geral de Saúde.
Tinham o trabalho de ir aos hospitais e transportavam as urnas bem seladas
directamente para o cemitério, onde os familiares mais chegados (máximo de 10)
aguardavam a chegada, mantendo entre eles a distância que as autoridades
aconselhavam. Sem grandes cerimónias, o Pe. Eduardo depois das orações e de
umas breves palavras de aconchego, foi apressado para outro cemitério.
Vivíamos todos em estado de emergência.
Todos corriam o risco de ser apanhados de surpresa pelo vírus. A vida e a
sociedade não estava preparada para tanto, ninguém estava habituado a sentir
medo do presente e dos dias a seguir.
Cada um penso que cumpriu o seu dever,
mesmo aqueles que lhes foi imposto. E assim ajudámos o nosso país a levantar a
cabeça. O mundo que quase parou, voltou ao seu habitual.
Hoje, 29 de Março de 2024, estamos
novamente a reflectir na morte de Jesus Cristo.
Estamos todos no mesmo barco e a nossa
fragilidade mostra-nos a falta das palavras do Mestre da embarcação “Não
tenhais medo”. Somos chamados a remar juntos e confiar no nosso mestre para chegar
a porto seguro.
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| José Augusto Martins |
20/09/2023
AOS QUE PARTIRAM E AOS QUE PARTEM DE MALCATA BUSCANDO A SORTE NOUTRAS PARAGENS
GENTE QUE AMA A SUA TERRA
Vou dirigir-me
aos malcatenhos emigrantes. A sua presença na aldeia durante a semana da festa
verificamos que os emigrantes continuam a marcar presença e então no domingo da
festa fazem questão de passar o dia na aldeia. Quem não vem à festa, segue o
desenrolar da festa através da internet. Quem vem, já não é como nos primeiros
anos, vêm de carro, de avião ou apanham lugar nas carrinhas de transporte de
passageiros, conduzidas por conhecidos e que também são da mesma terra.
São os emigrantes que fazem
transbordar a aldeia. Muita animação, boa disposição, enchem os cafés, a Zona
de Lazer e há filas nos minimercados. No dia de mercado, vão todos para o
Sabugal e os feirantes vendem tudo o que têm. O mês de Agosto é o melhor mês
para quem tem um negócio. As comissões de festas anseiam pela chegada dos
emigrantes e de bom tempo.
Na nossa aldeia cada família teve ou
tem gente emigrante. Os mais idosos já gozam a sua reforma francesa, bem mais
recheada que os que não foram para longe trabalhar. Há dias no café os três
homens falavam sobre a importância que os emigrantes tiveram e têm no
desenvolvimento do nosso país, em particular da nossa freguesia. Longe vão as
partidas à pressa, pela calada da noite e um meio retrato no bolso. Iam a “salto”
e quando chegassem a França, procuravam a pessoa que tinha na sua posse o outro
meio retrato e juntando as duas partes a pessoa via que tudo estava certo.
Tinha valido a pena tantos sacrifícios para chegar ao destino. Há casos de
pessoas que não tiveram a mesma sorte, foram apanhadas pelas autoridades e se
não foram presos, eram recambiados para o buraco onde nasceram. Muitos
emigrantes fugiam da guerra que Portugal estava a levar a cabo na África. Ou
quem se casava, não conseguia enriquecer mesmo que trabalhassem de sol a sol.
Tinham que sair da terra e procurar nas grandes cidades do país, indo a maioria
para o estrangeiro em busca de uma vida melhor, onde pudessem ganhar dinheiro e
mandá-lo para os bancos em Portugal. Os emigrantes dos anos 50, 60 e 70, tinham
poucos estudos ou mesmo nenhuns. Uma das maiores dificuldades foi o não
entender a língua francesa, depois também nem sonhavam como era a casa onde iam
morar e com que companhia a partilhavam. Mas a razão que os levou a chegar à
França, foi tão forte que aguentaram tudo. E foi focados nessa “vida melhor”
para a família, aumentavam as possibilidades de oferecer educação aos filhos,
construir uma casa e viver a vida sem depender das saias dos pais, que tantos
decidiram emigrar.
É para estes malcatenhos que vai a
minha homenagem, o meu sincero abraço e mesmo que hoje tudo seja diferente para
melhor, venham mais vezes à aldeia, fiquem por aqui mais uns dias porque quem
vive na aldeia, gosta da vossa presença e do vosso
interesse pelas tradições e costumes da terra.
Termino com um pedido feito em nome
dos bons conterrâneos: rezem a Oração de São Francisco, também conhecida pela
Oração da Paz…que lembra:
Senhor, fazei de mim um
instrumento da Vossa Paz.
Onde houver ódio, que eu
leve o amor.
Onde houver discórdia, que
eu leve a união.
Onde houver dúvidas, que eu
leve a fé.
Onde houver erro, que eu leve a verdade.
Onde houver desespero, que
eu leve a esperança.
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, fazei que eu procure mais:
consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe.
É perdoando que se é perdoado.
E é morrendo que se vive para a vida
eterna. Amén!
Porque uma aldeia e um povo é muito mais que uma festa!
José Nunes Martins
30/06/2021
MALCATA: O QUE É PRECISO PARA SER MALCATENHO?
Já gostei mais de ir à minha aldeia. As últimas vezes tenho vindo de lá com vontade de não voltar tão cedo. Era costume nas vésperas da ida andar entusiasmado e ansioso por chegar o dia da viagem. E depois de lá estar, não me apetecia pensar no dia do regresso à cidade. Agora, basta uns dias na terra e na casa onde nasci para ter vontade de meter tudo na carrinha vermelha e não voltar.
É estranho este sentimento e tenho andado a reflectir nas causas que estão a influenciar este afastamento e distanciamento. É verdade que não gosto de muitas situações com que me deparo quando estou na aldeia. Entristeço-me quando caminho por algumas ruas e reparo no número de casas vazias, com telhados podres e telhas partidas, outras têm janelas de madeira sem vidros, portas de madeira entre-abertas e com um monte de pedras que não deixam sequer entrar na loja. O perigo maior vem dos beirais dos telhados mais antigos, onde as telhas e lascas podem deslocar-se e colocar em perigo a segurança de animais e pessoas que ali passam. E que tristeza me dá olhar para as borradas cinzentas para segurar as pedras de xisto ou substituir telha antiga por chapas vermelhas, que protegem a casa da chuva, mas de belo nada têm. Talvez por isso lhes chamam“subtelha sandwich”, tipo comida rápida, chamada de “comida de plástico”, muitos gostam e outros dispensam, preferindo produto original, da região, feita de bom barro e não de chapa pintada.
São estas coisas que me entristecem. E outras coisas parecidas a estas, que por serem antigas, quando é para mexer nelas, escolhem o modo mais fácil e mais rápido. É deles e os donos é que sabem, são eles que escolhem e decidem como querem fazer a reparação, a substituição do telhado, da porta ou segurar as paredes barrigudas. E se é para fazer, então quanto mais depressa e mais económico melhor. E eu, nascido na aldeia e com mentalidade de cidade, digo a minha opinião, escrevo, publico fotografias, pergunto, critico e sugiro alternativas.
Uns aplaudem, outros mandam bocas quando passo na rua e juntam-se aos que se acham donos de tudo e da aldeia. Mesmo que eu tenha liberdade de pensar e escrever, dizem que me devo calar, deixar andar, não me incomodar com o que os outros fazem, deixá-los andar já que não é da minha conta e responsabilidade.
É por estas afirmações que já me começo a sentir estrangeiro na aldeia onde nasci e vivi, que também foi onde viveram os meus pais. Quando me dizem que eu “já não és de cá, és do Porto, vai mas é para a tua terra”, ou “só prejudicas a terra, não gostas disto”, “olha, tudo o que dizes a mim entra a 100 e sai a 1000”, ou esta assim “quando tu nasceste, eu já comia feijão! A ti já eu te conheço!”
Serei o único a ser assim tratado ou existem por aí mais pessoas assim?
É que se eu for o único, o indesejado e inimigo da aldeia, considerado assim por escrever o que penso, sinto e falo à cerca das ruas, das casas, da água, da luz, das calçadas, das fontes, das rampas, das praias e das piscinas, das multas e das obras, das festas e do passado, do presente e do futuro...se me demonstrarem que eu sou o único a pensar assim, só me resta uma escolha, mesmo que difícil. Primeiro que tudo quero que me digam claramente se vivem no paraíso e eu sou aquele “diabo” que gosta de inventar e fomentar divisões, mal-entendidos e guerras. Quando uma pessoa é hostilizada e marcada como inimiga e má pessoa e no seu íntimo ela se sentir bem consigo mesma e com Deus, o que fazer então?
José Nunes Martins
11/08/2020
MALCATA: SOLIDARIEDADE E GENEROSIDADE ACIMA DE TUDO
Para gerir uma IPSS, como é o exemplo da
Associação de Solidariedade Social de Malcata, instituição que gere o Lar (
Estrutura Residencial Para Pessoas Idosas), o Centro de Dia e o Serviço de
Apoio ao Domicílio, onde perto de 50 trabalhadores ganham o seu sustento, 365
dias por ano a cuidar de cerca de 80 idosos, requer uma grande capacidade de
gestão, empatia e equilíbrio em muitas situações de stress, estabilidade
emocional e bom senso.
A ASSM é uma instituição de
solidariedade social, acolhe e cuida de pessoas seniores e quem está à frente
tem que saber gerir conflitos e ser generoso e de uma serenidade que ajude a
retomar um ambiente tranquilo e leve.
Sou sócio da ASSM e como muitos
outros, tenho as minhas quotas em dia. Nestes últimos anos tive uma aproximação
e uma relação mais assídua com o lar da freguesia. Esta proximidade deu para
entender que muito e bom serviço é realizado pelos que lá trabalham, de cima
até abaixo, têm sido as pessoas que lá trabalham a honrar a instituição e os
serviços que presta à sociedade.
Voltando novamente às qualidades e
capacidades de gestão, tenho a dizer que, na minha opinião, o senhor Vítor
Fernandes geriu durante três mandatos seguidos, os destinos da nossa freguesia,
como presidente de junta. Impõe-se uma análise aos actos de gestão sob o seu
comando. Vou lembrar alguns exemplos: ZIF (Zona de Intervenção Florestal) não
funcionava e ainda não funciona, apesar de algumas reuniões e contratos
assinados; os Compartes (baldios) geridos pela Junta de Freguesia porque não
foi capaz de criar condições para uma gestão autónoma e independente; a ACDM,
da qual é membro dos órgãos sociais ( e outros elementos da sua lista para o
lar), está transformada mais num clube de gastronomia e jogos com cartas; as eólicas
geraram uma excelente receita (extraordinária porque nunca pensou ser possível)
para a freguesia, dividiu em vez de unir e entretanto o dinheiro já pouco
resta; a antena de radiocomunicações, a instalar de surpresa em Malcata, não
conseguiu instalar; anunciou uma Praia Fluvial, passou por Parque da Rebiacé,
depois para Zona Balnear e hoje chamam-lhe Zona de Lazer, muito condicionada
pelas autoridades fiscalizadoras, tendo recebido uma contraordenação no ano de
2019 e só dada a conhecer, oficialmente,
na Assembleia de Freguesia realizada em Junho de 2020. Estes exemplos de gestão
levaram-me a pensar no futuro da ASSM.
Quanto a equilíbrio e sensatez tenho a
dizer que, ao fim de três mandatos consecutivos, legitimamente ganhos pelo
voto, apesar de vivermos em democracia, com mais participação cívica, nunca foi
capaz de aceitar ideias diferentes, inovadoras e de interesse para a freguesia.
Será que uma pessoa que, perante a
divulgação de algumas evidências construtivas de anomalias da sua
responsabilidade, ameaça de morte e tenta passar à agressão física, só não o
fazendo por ter sido agarrado, tem perfil e capacidade exigida para assumir a
Presidência de um lar de 3ª idade? Será isto estabilidade emocional? Equilíbrio?
José Nunes Martins
Sócio ASSM
11/01/2018
SÓ TEMOS UMA VIDA PARA VIVER
A SEGUNDA OPORTUNIDADE
Há uma voz que me diz que todos erramos e que me lembra que a melhor maneira de prever o comportamento de algumas pessoas no futuro, é ter presente o comportamento no passado e no presente.
No início de cada ano novo nasce em nós aquele desejo de voltar a tentar outra vez e não atirar a toalha ao chão à primeira dificuldade, pois o receio de voltar a sofrer ainda está vivo.
Ter dúvidas é legítimo, mas faz sentido, porque quando alguma coisa corre mal podemos perguntar se faz sentido uma segunda oportunidade.
Comecemos por pensar nesse desejo de dar e de ter uma segunda oportunidade às nossas relações. Quem não tem sentimentos? Não é porque a pessoa de quem nós gostamos errou ou em alguma ocasião traiu a nossa confiança que vamos logo deixar de gostar dela. Os problemas têm solução e se os deixarmos arrastar acabamos na ruptura e no afastamento. Ao afastarmo-nos, por vezes, ajuda a esquecer os problemas e a raiva diminui.
E damos connosco a questionar a nossa responsabilidade e a assumir alguma culpa e não só atirar a culpa toda para as costas do outro lado.
A reconciliação é o próximo passo. A divisão e a separação ajuda-nos a compreender os dois lados e ambos devemos fazer uma análise construtiva enquanto dura a separação.
E começar de novo, começar do zero como se não tivesse acontecido nada, como se não tivesse havido nenhum problema, é muito difícil, mas não impossível. Mas tudo o que originou a separação, o afastamento, precisa de atenção de ambos os lados para que a
reconciliação possa realmente acontecer. Ter vontade em resolver os problemas e mais forte que manter os problemas por resolver. E é legítimo que queiramos evitar as discussões e queiramos aproveitar esta nova oportunidade, este novo tempo, mas o que acontece quando não damos importância às nossas mágoas? Elas surgem com toda a força e tomam conta do nosso corpo. Por isso é difícil dar uma segunda oportunidade porque perdemos a confiança e ainda não esquecemos essa situação. É importante e urgente falar o que há a falar, resolver o que não foi resolvido e acreditar que daqui para a frente é bem melhor que o que aconteceu no passado.
Vale a pena pensar neste assunto.
14/02/2016
A FONTE DOS AMORES EM MALCATA
Noutros tempos, na aldeia de Malcata não se celebrava dia dos namorados. E era preciso ir até à Torrinha para garantir momentos românticos e de galanteio. Ali se situa a Fonte da Torrinha e era o local usado pelas raparigas e rapazes como oportunidade de namorar.
As raparigas faziam fila para levar a água da fonte e enquanto o faziam, os rapazes apareciam ali pelo largo da Torrinha e à volta dos tanques, para vê-las passar com os cântaros de barro à cabeça e poderem dar dois dedos de conversa. E muitos namoricos ali começaram, às vezes até se esqueciam das horas e quando chegavam a casa ouviam o que não queriam ouvir.
Outros tempos com outras histórias e outras memórias…
23/12/2014
BOAS FESTAS
Quando entro nas instalações do Lar de Malcata, salta à vista a limpeza cuidada e a dedicação dos seus funcionários para com os idosos. São cerca de 50 idosos que estão a cargo da instituição, estando 37 no Lar, 3 no Centro de Dia e 10 em suas casas, onde recebem apoio domiciliário, ou seja, levam-lhes as duas principais refeições do dia, almoço e jantar, lavagem da roupa pessoal e da casa, limpeza da casa. Estes utentes contam também com toda a ajuda, sempre que solicitada, para acompanhar nas consultas médicas, compras de medicamentos na farmácia…
A instituição sempre procurou e procura o bem-estar e a melhoria de qualidade de vida dos idosos. Para tal, zela para que não lhes falte o essencial, ou seja, o carinho, o amor, a alimentação, a limpeza e a saúde.
Quero expressar o meu maior apreço a todos os funcionários e colaboradores da Associação de Solidariedade Social de Malcata, que ao longo destes anos têm proporcionado uma vida mais confortável, mais segura e com mais dignidade aos nossos queridos idosos. Graças ao trabalho de todos, os idosos, que são merecedores dos vossos carinhos e afectos, vão vivendo os seus dias e as suas noites à espera de um gesto de gratidão pelos sacrifícios que passaram nas suas vidas, para que outros beneficiassem duma vida melhor do que a que eles viveram. Todos e cada um de nós lhes devemos aquilo que somos e aquilo que temos e por isso merecem todo o nosso carinho, apoio e solidariedade, enquanto viverem entre nós usufruindo duma qualidade de vida que os faz sentir felizes e aos seus familiares e amigos orgulhosos.
A todos vós, que ajudam a engrandecer o nome e a alma da ASSM e a todos malcatenhos, Boas Festas e um Feliz Ano Novo.
23/12/2010
É NATAL
FELIZ NATAL!
Que as marcas e as boas recordações vos ajudem a enfrentar e a aceitar com coragem, disponibilidade e entusiasmo os grandes desafios do Novo Ano.
BOAS FESTAS!
20/10/2010
SABER SER GRANDE SENDO PEQUENA
"Entrai filhos, vá sentai-vos aí e comei alguma coisa. Estai à vossa vontade".
Era assim que a Ti Irene nos recebia em sua casa. A sua alegria e a sua simpatia, mesmo de baixa estatura, fazem dela uma rainha.
Amanhã quando chegar à sua casa, não vou ver e ouvir a Ti Irene. Hoje de tarde passou a morar noutra casa, bem ao lado da minha mãe e por lá vai continuar a dizer o que muitas vezes me disse a mim.
15/08/2010
SOLIDARIEDADE E AMOR
22/01/2010
MÃE
O Teu Rosto Mãe
25/01/2008
BENDADA: É URGENTE SOLUCIONAR OS PROBLEMAS DE COMUNICAÇÃO

Termo de identidade e residência foi a medida de coação que o Tribunal do Sabugal aplicou hoje ao Presidente da Junta de Freguesia da Bendada, aldeia do concelho do Sabugal.
O que aconteceu ainda são repercuções dos desentendimentos por causa de uma antena de telemóveis(ou duas!) que há uns anos se instalou num monte da aldeia. A freguesia passou a receber uma renda anual. Mas desde esses tempos de discussão para a escolha do local da instalação da antena a população da aldeia anda dividida. Os anos passaram mas as feridas deixaram chagas por sarar e na passada quinta-feira, no largo da aldeia, cerca das 20:00, o presidente da Junta de Freguesia da Bendada envolveu-se numa discussão com um indivíduo, também da Bendada,mas com antecedentes criminais na sua vida. Este acabou por ser atingido por um tiro de pistola, alegadamente disparado pelo presidente da Junta de Freguesia.
Os habitantes da aldeia da Bendada, atribuem estes distúrbios e conflitos às divergências que se arrastam desde a instalação da antena dos telemóveis e das posições assumidas pelo padre Manuel Janela, pároco da aldeia e que tem sido muito contestado por um dos grupos de bendalenses. Houve pessoas que já recorreram ao Bispo da Diocese da Guarda para sanar o conflito, tendo sugerido a substituição do pároco por outro, mas até hoje a Diocese nada decidiu a esse respeito.
E eu imagino o ambiente que reina na aldeia. O meio é pequeno, todos se conhecem uns aos outros e as relações de convivência humana e espiritual não têm sido sadias. Este acontecimento deve ser tomado em conta e não é mais do que um " grito" por parte dos bendalenses para que os ajudemos a dar uma solução ao problema que têm para resolver. E é um problema de relações humanas, de diálogo, de os dois lados unirem esforços para encontrar a solução verdadeira:
"Amar o outro, como eu me amo a mim mesmo!"



