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05/09/2026

VIVER OU FAZER DE CONTA

  

Se posso evitar o mal
é estupidez aceitá-lo!

 Eu devia ser uma pessoa feliz e bem acompanhada, com tantas "amizades" nas redes sociais e a sua grande parte, são naturais de Malcata. Esperava que da parte desta gente viessem mais comentários sobre os assuntos públicos que aqui vou publicando. Será que escrever nas redes sociais é diferente de cortar na casaca ou de dar uma opinião? Reconheço que pode ser um risco fazer comentários escritos, porque todos ficam a saber quem escreveu e de que lado da margem do rio se encontra. E também sei que quem comentar, corre o risco de ser mal interpretado, incompreendido e esquecem que é somente a expressão do pensamento pessoal e exercer cidadania apresentando outros caminhos. Mas tendo em conta que a ofensa pessoal fica a uma distância tão curta e acessível, sobretudo quando estão envolvidas entidades públicas (Junta de Freguesia, Lar, Associações, Paróquia, Câmara Municipal, Mordomos...), não fico surpreendido com tão pouca gente a comentar. O que eu noto é que todos espreitam, uns até leem e outras pessoas carregam no polegar voltado para cima, em sinal de "gosto", ou na cara triste, olhos com lágrimas, mãos a bater palminhas...mas escrever com palavras a sua opinião, o seu ponto de vista, a sua própria solução para resolver determinado problema, alto e cala a música, ficar mudo e quieto é o melhor, continuar a discordar e continuar calado, em silêncio, porque se escreverem umas palavras, talvez sejam apedrejados por alguém que não gostou e pensa de maneira diferente. 
 Chegado aqui, vou acabar a escrita deixando esta pergunta para ser 
respondida por palavras escritas nos comentários abaixo:
 O que me têm a dizer sobre a Festa de Malcata 2026 em Agosto?
 Um abraço para todos.
 

28/06/2026

LEVAR A VIDA A SÉRIO

 

Rebanho nos Baldios de Malcata
Foto de Maria Nabais



“Vemos, ouvimos e lemos,
não podemos ignorar”.


 Basta olhar, ouvir as notícias que circulam à nossa volta. O que vemos, lemos e ouvimos muitas vezes são sinais de muita turbulência no mundo e que nos atormenta a vida. E como humanos, tudo o que está a acontecer no mundo faz-nos sentir cúmplices e ignoramos o sofrimento dos outros, as injustiças a que são sujeitos, às guerras que não podem fugir.
 Mas é assim o nosso mundo e isso também não podemos ignorar. Temos de olhar, ver e ouvir e depois tomar uma decisão e fazer alguma coisa para mudar a situação. O ficar só a ver e a ouvir é pactuar com o que não queremos e não gostamos que aconteça. Simplesmente não podemos pensar que sempre assim foi, desde que nos lembramos foi assim feito e não podemos fazer nada. Não, nós podemos fazer alguma coisa. Precisamos é de acordar para a realidade, para o nosso pequeno mundo onde vivemos o nosso dia-a-dia e tantas coisas boas e más acontecem, mas que nós nem nos damos conta. Muitas coisas que acontecem e que até nos parece bem, aplaudimos e até participamos porque achamos que temos direito a elas, às vezes, são situações de doutrinação, de propaganda política disfarçada de muitas formas e feitios. E nós, porque gostamos, deixamo-nos levar e como se estivéssemos
num mundo maravilhoso, vimos para casa alegres, bem-dispostos e não nos calamos de elogiar o trabalho dos outros, nem nos preocupamos dos verdadeiros propósitos do trabalho dos outros. Mas os outros, que não estão adormecidos, sabem bem o que precisam e o que cada um de nós vale. Eles querem controlar o nosso mundo e a vida de quem vive nele. Estando o mundo nas suas mãos, está nas mãos deles a vida de cada um de nós. E quando assim é, isso dá-lhes força e genica de prosseguir o seu caminho.
 Nós precisamos de levar a vida mais a sério. Fazer o que se pode fazer e o que se tem de fazer. Por pouco que fizermos, ganhamos ou perdemos, mas pelo menos
somos nós próprios e queremos viver a nossa vida e não a dos outros.
 “Ah, ao fim e ao cabo são todos iguais”. Não, não somos todos iguais. Só somos iguais porque nascemos e morremos. Todos já sabemos disso e mais tarde ou mais cedo, sabemos que isso vai acontecer. Mas até que a morte chegue, há que viver os anos que nos forem oferecidos.
 A vida tem de servir para alguma coisa, não acham?