Por esta altura e com o clima que tem estado, só de imaginar-me a remexer as folhas amarelecidas dos castanheiros e os montinhos de terra debaixo da caruma dos pinhos, vem a saudade dos dias de Outono na aldeia. Os sinais desta Estação do Outono estão à nossa frente e as imagens valem tanto como as palavras.
O ambiente de Outono vem sempre pintado de tons amarelos e castanhos, uma combinação perfeita de tons e tonalidades e merece ser visto e vivido.
Quem não tem nas suas vidas memórias daqueles serões na cozinha lá de casa, em volta do lume, onde havia um assador com castanhas e um par de folhas de couve a tapar? E aquela carne que ia grelhando e desaparecendo entre uma fatia de pão cozido no forno do Rossio? Claro que havia que deixar aquele espaço para as castanhas assadas e umas copitas de jeropiga caseira. O Outono era assim...sabia tão bem!
31 outubro, 2022
SINAIS E MEMÓRIAS
12 novembro, 2020
MALCATA: TERRA DA BOA CASTANHA
Esta é a altura do ano onde o cheiro a castanhas anda no ar pelas ruas das cidades, vilas e aldeias. Estamos no Outono, altura das castanhas e jeropiga. Adoro castanha assada e não sou fã quando são simplesmente cozidas. Existem diversas receitas em que a castanha pode fazer parte dos ingredientes. Elas são tantas que decidi reunir algumas. Não as conheço e algumas delas foram escolhidas pela sua apresentação fotográfica e o interesse visual.
Castcôa-Associação de Produtores de Castanha do Côa.
27 novembro, 2013
CASTANHAS
Na aldeia o tempo passa lentamente e quem comanda a vida das pessoas é o dia, a noite, a chuva, a neve, o vento, o sol e a lua. Aqui os minutos e os segundos pouco importam e quase não têm sentido.

Os castanheiros sempre existiram em Malcata e quase todas as famílias tinham castanha de boa qualidade. A doença da tinta varreu a maior parte destas árvores e as pessoas começaram a desinteressar-se pela renovação da espécie mantendo apenas os castamheiros que já existiam. A castanha era apanhada manualmente para umas cestas de verga e despejadas nas sacas para depois serem levadas para casa do lavrador. Comiam-se assadas, cozidas e também eram incluídas no caldudo. Os assadores eram feitos de caldeiros velhos a que se furavam dos lados e no fundo e depois eram despejadas as castanhas no interior e eram pendurados nas cadeias em ferro e ali permaneciam a apanhar o calor do lume até as castanhas ficarem assadas.
Bom proveito.
28 novembro, 2009
24 outubro, 2007
FEIRA DA CASTANHA, DO COGUMELO e do MÍSCARO NO SABUGAL
08 outubro, 2007
A FAMOSA CASTANHA DE MALCATA



Com o Outono chegam as castanhas.
"O fruto dos frutos,
o único que ao mesmo tempo alimenta e simboliza,
cai dumas árvores altas, imensas, centenárias(...)
só em Novembro as agita a inquietação funda, dolorosa,
que as faz lançar ao chão
lágrimas que são ouriços.
Abrindo-as, essas lágrimas eriçadas de espinhos
deixam ver numa carne fofa
a maravilha singular de que falo".
Autor:Miguel Torga
05 junho, 2007
ANTES QUE SEJA TARDE
Auto-Estrada para salvar lince
O Governo espanhol decidiu cancelar a construção de uma auto-estrada de 300Km, entre Toledo e Córdova, para proteger muitas espécies de animais em perigo, em especial o lince ibérico.O Ministério do Ambiente emitiu um parecer desfavorável à obra por considerar que ameaçava a vida dos linces ibéricos (felinos em vias de extinção), águias imperiais e abutres negros da Serra Morena e dos Montes de Toledo.O lince ibérico, que habita na Península Ibérica ( em Portugal a Reserva Natural da Serra da Malcata era um dos seus habitat) é uma das espécies de animais mais ameaçadas do mundo e pode tornar-se o primeiro felino a desaparecer desde a Pré-História, segundo o Fundo Mundial para a Natureza (WWF).Actualmente existem 200 a 300 exemplares da espécie em liberdade, sobretudo no Parque Nacional de Doñana, perto de Sevilha. No início do século XX, a população de linces ibéricos rondava os cem mil felinos.
É UMA ESPÉCIE DE ÁRVORE A ABATER?
Albufeira da Barragem da Meimoa, mesmo ao lado da Reserva Natural da Serra da Malcata, é já um exemplo desta nova floresta do século XXI.
Em Portugal, o Governo e as autarquias parecem agora virados para a plantação de uma nova espécie de árvore. Elas estão a crescer um pouco por todas as serras de Portugal. São árvores de grande porte, com um tronco a rondar os 60 metros de altura, normalmente com três enormes ramos giratórios que impelidos pelo vento fazem tanto ruído que não há ave, coelho, lebre ou javali que aguente descansar á sua sombra. Alguns, como o lince, nem aparecem e nem dão sinais de vida. Coitados, têm que procurar uma árvore mais pequena, com mais sombra, nem que seja mais velha e mais baixa mas que não provoque dor de ouvidos ou dor de cabeça. Vamos estar atentos ao desenvolvimento desta nova floresta nacional.É que o que apregoam os senhores engenheiros e os proprietários destas árvores, dizendo que os frutos que produzem são ecológicos, logo, amigos do ambiente, podem no futuro não serem árvores tão amigas do ambiente. Lembram-se, quando apareceu há uns anos atrás outra grande árvore, o eucalipto,depois deu no que deu...acautelem-se meus amigos, é que a madeira destas árvores não serve para aquecer no inverno, muito menos pode ser aproveitada para fazer algum móvel que lhes faça falta lá em casa. Os entendidos neste tipo de árvores, dizem que um souto delas pode iluminar uma cidade, uma aldeia...prontos os vendedores de azeite para as almotelias que se lixem e deixem de andar com as candeias acesas, é que em pleno século XXI há energia mais limpas e mais amigas do ambiente (e do homem?).

Isto sim, mesmo velhinhos,ainda são uns senhores castanheiros . Para além de castanhas, no Verão, servem de sombreiropara os idosos que residem no Lar de Malcata.
Curiosidade: Clique nas fotografias e veja a imponência destas árvores.