26 junho 2009

QUEREM PARTIR O CRISTAL DO PORTO

VEM AÍ UM TORNADO DE CRISTAIS



O palácio virtual

Há pessoas que sonham, sonham e o sonho resulta num pesadelo daqueles bem pesados. Poucos estão informados e alguns meios de comunicação social ( RTP ) foram acusados de não darem o destaque à notícia. E aqueles que difundiram o projecto nada mais fizeram do que vender o peixe ao mesmo preço que lhes foi vendido.




Lago da tranquilidade














Avenida das Tílias








Palácio






































O lago















Águas calmas do lago





NÃO DEIXEM QUE ESTE LAGO
SE TRANSFORME NO CHARCO
DA AVENIDA DOS ALIADOS









DIAS COM ÁRVORES ESCREVEU:
http://dias-com-arvores.blogspot.com/2009/06/antes-o-charco-que-tal-espelho.html






Quem estraga a alegria, esse bem tão escasso, merece denúncia pública vigorosa. Desde que a gestão do Palácio de Cristal foi retirada à Porto Lazer e entregue ao Pelouro do Ambiente da Câmara, as melhorias têm sido evidentes. Não se repetiram as podas desastrosas na Avenida das Tílias, muitos novos arbustos e árvores têm sido plantados (magnólias, extremosas, tílias, camélias, criptomérias, freixos, cedros), e é visível que os novos responsáveis têm ideias sobre jardinagem que vão além da substituição das flores sazonais e do corte periódico da relva. Ainda não é Ponte de Lima, mas estamos no bom caminho. O recém-estreado Jardim das Cidades Geminadas é a melhor prova da criatividade e empenho desta nova gestão dos jardins dos Palácio.



A CÂMARA MUNICIPAL DO PORTO PRETENDE ISTO:
http://www.cm-porto.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=cmp.stories/11982


Onde estamos? Para onde vamos? Vamos calar?










































































































































































































































































































17 junho 2009

CANDIDATOS À UCC DO SABUGAL

Li que o concelho do Sabugal está doente, muito doente. Há três pessoas que se dizem sabedoras do remédio para curar a doença. Os sabugalenses aguardam que cada um destes sábios mostre a sua receita milagrosa. Oxalá não demore muito a divulgação da receita com que cada um dos três pretende curar o Sabugal. Vou aguardar.














































11 junho 2009

MEDO DE MUDAR


Ninguém quer mudar
Gostamos de dizer que o País está mal e a política pior. Acusamos, há décadas, os nossos governos de serem incapazes. Na tribuna de qualquer café ou no sofá de nossa casa, culpamos os nossos representantes de favorecerem os seus proveitos pessoais e espezinharem o interesse público. Quase todos juramos que é preciso inverter o rumo colectivo e renovar o lote de dirigentes que temos.
Mas não é verdade.
Nestas eleições apareceram novos partidos com gente boa e sem vícios: (até agora) o MEP obteve 52 815 votos; o MMS, 21 633; o PH, 16 973. Em contrapartida, 164 879 cidadãos dirigiram-se às urnas para votarem em branco, inconsequentemente.
Os portugueses têm um prazer enorme em alardear a vontade de mudança desde que esta nunca se concretize.
Carlos Abreu Amorim, Jurista
http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=A653FA58-EB42-44D6-9C6C-B886667C6C09&channelid=00000093-0000-0000-0000-000000000093

HISTÓRIAS DE VILAR MAIOR (QUASE REAIS)



"Festa mesmo festa era a do Senhor dos Aflitos. Até poderia Deus não existir, mas o Senhor dos Aflitos existia da mesma forma que existia tudo o resto, pois, até sabíamos onde morava. Para as crianças eram os foguetes - e as canas, e o linhol e as bombas que não rebentavam; era a curta boleia na camioneta da música; era o desfile com a música pelas ruas; eram as amendoeiras, ladeando as ruas, que vendiam santinhas de comer e amêndoas doces; eram as cornetas e os balões; era o estrear de roupae as guloseimas feitas de arroz doce e pudim; era a incerteza daquele instante mágico da subida do balão; era o tocador de concertina que tinha como palco um carro de bois; era a luz eléctrica que o barulhento motor produzia. Por três dias a aldeia transformava-se em cidade, três dias no ano eram sonho real. Acabada a festa caía uma tristeza infinda que vagarosamente se ia diluindo até renascer de novo a esperança e a ansiedade crescente da nova festa. Tudo o que de bom havia tinha de se guardar para a festa: a melhor roupa, o melhor galo, o melhor borrego ... e os melhores melões para sobremesa, sempre de forma inconfundível, casca de carvalho. Só a lembrança faz crescer água na boca: Rugosa a casca, grande no tamanho, de cor verde por fora e laranja fogo por dentro, de cheiro intenso ... e de sabor divinal.
Dias antes da festa, o pai que nunca dava ordens directas, sentenciou à hora da ceia: - Os melões da horta, nesta altura, é preciso guardá-los, senão ainda os leva o diabo, no tempo em que o diabo as mais das vezes tinha figura de gente.
Quando o pai dizia “é preciso” não carecia de dizer quem tinha de o fazer e o Carlos soube que era quem ficaria de guardião pela noite, que de dia ninguém se atreveria. Claro que sem carava nem pensar e disse ao pai:
- O João vai comigo.
- Pois que vá. Levai uma facha de palha e umas mantas.
Sexta feira depois de uma ceia, comida à pressa ( e lá diz o ditado que quem se deita com fraca ceia toda a noite rabeia) um pega na palha, outro nas mantas e lá foram. Conversa para aqui, conversa para ali, deitados costas firmes no chão, olhos cravados em miríades de estrelas até deu para interrogações cosmológicas sobre se o número de estrelas era finito ou infinito cada um teimando para um dos termos, por necessidade dialéctica de prolongamento da conversa. Deitados ao lado do meloal, uma leve brisa trouxe-lhes o cheiro dos melões maduros que os trouxe à doce imaginação de se sentirem a saboreá-los. Às tantas, solta o João, de alcunha o mandongas por nunca se cansar de parecendo que havia de comer este mundo e o outro:
- Ah... bem que podíamos provar um melãozito ...
- Pois! Provas o melãozito e depois quem prova porrada sou eu! Sabes que o pai os tem contados.
Mas a tentação dançava lá dentro e quanto mais esforço para a afastar mais firmemente se impunha e ganhava terreno. E tal como Eva e Adão, resistir à tentação ficou completamente fora das suas forças.
- Mas… sabes… podíamos provar ali um dos do sr Raul. E levantam-se, passam à horta do lado e começam a apalpar um, e outro, e outro e todos pareciam verdes. Um deles puxa da navalha e abre um. Não presta. Abrem outro, não presta. E mais um e outro, outro ainda na ânsia de encontrarem um que lhes soubesse ... como quando são bons sabem.
Terminada a empreitada louca, sentiram-se como Adão e Eva depois de comerem o fruto proibido. Não iriam ser expulsos dum paraíso em que não viviam mas não se iam livrar do purgatório e de expiar duramente a falta cometida. Muito cedo, antes que o sol rompesse, puseram mantas às costas, cozidos de medo, a caminho de casa, e, ao avistarem o sr Raul que mal dormira a pensar nos melões, escondem-se atrás de um muro junto à ponte até o deixarem passar. Caminham apressadamente para casa e, à socapa, meteram-se na cama aguardando o já previsível desenrolar dos acontecimentos. E foi como se lhes caísse um raio quando ouviram a voz do sr Raul, do fundo das escadas:
- Ó sr João! ó sr João!
Ouviram a voz do pai a acudir. Tolhidos de medo nem foram capazes de seguir a conversa e apenas perceberam, a rematar a conversa, o pai dizer:
- Esteja o senhor descansado que não vai passar a festa sem melões!
Da porrada, (o pai batia poucas vezes ... mas quando batia...) nem queiram saber. Porém o difícil, foi no sábado da festa. E agora não dizia “é preciso”, mas, em voz firme e austera:
- Pegam no cesto maior, vão à horta, colhem os nossos melões e vão levá-los a casa do sr Raul.
No almoço do domingo de festa, à sobremesa, comeu-se o habitual arroz-doce. O pai disse às visitas que, infelizmente, este ano, os melões foram uma desgraça: uns não nasceram e os que nasceram deu-lhes o mal e não vingou nem um para a amostra. "
Júlio Marques
Aconselho vivamente uma visita a este sítio da internet, pois há sempre algo importante para ler, pensar e reviver:

09 junho 2009

OS VOTOS NAS EUROPEIAS





Concelho do Sabugal – Total de Inscritos: 16763. Votantes: 4923 (29.37%).
Em Branco: 209 (4,25%). Nulos: 133 (2,7%).
Malcata - Total de Inscritos :483
Votantes: 105 ( 21,3%)

Onde estiveram os outros 378 votantes?




02 junho 2009

GENÉRICOS GRATUITOS SEMPRE QUE O MÉDICO RECEITAR

Decisões do Governo:
«3. Decreto-Lei que procede à décima primeira alteração ao Decreto-Lei n.º 118/92, de 25 de Junho, que estabelece o regime de comparticipação do Estado no preço dos medicamentos
Este Decreto-Lei vem apoiar as famílias, em especial os idosos, nas despesas com os medicamentos, estabelecendo um novo apoio do Estado aos idosos com menores posses, seguindo critérios de justiça social.
Assim, os pensionistas que tiverem rendimentos de pensões inferiores ao salário mínimo nacional têm duplicada a comparticipação específica, que acresce ao regime geral, nos medicamentos genéricos, de 15 para 30%.
Deste modo, a comparticipação do Estado passa a ser de 100% nos escalões A e B, que incluem os medicamentos mais usados, como sejam por exemplo os medicamentos para doenças crónicas, hipertensão ou insuficiência cardíaca.
Desta forma, o Estado apoia os idosos com menores posses, ao mesmo tempo que incentiva o consumo de genéricos.»


Os medicamentos genéricos vão ser gratuitos para os pensionistas que recebem menos do que o ordenado mínimo.Pode até tratar-se de caça aos votos, mas a medida é mais que justa do ponto de vista social, razão pela qual deve ser louvada.Não sei como vão controlar os rendimentos, pois um reformado pode ter uma pensão inferior a 450,00 euros e no entanto terem outros rendimentos como prediais e de capitais. Faz me lembrar as bolsas de estudo que são ou eram
atribuidas a estudantes, cujos pais geriam empresas ( como um dos patrões que eu tive ) e tinham apartamentos onde eles residiam e andavam em bons carros e as empresas apresentavam sempre prejuizos. Enfim, o esquema do chic espertismo português vai ser novamente posto à prova porque todos vão querer curar o mal sem pagar.

A notícia já tinha sido divulgada em Abril, mas agora é dada como uma nova notícia e pronto, andam os governantes felizes e contentes nas arruadas das campanhas eleitorais. O povo necessita de sacos, canetas e uns porta chaves e não há como correr o país de lés a lés como se de um circo se tratasse.
E a partir de agora quando os nossos pais ou avós tiverem que ir ao doutor, vão ter que convencer o senhor doutor ( alguns ) que os medicamentos genéricos é que lhes vão curar a maleita, porque para além de ouvirem falar que são tão bons como os medicamentos "originais" também são gratuitos, logo, os euros da reforma já podem comprar um bife, umas batatas e um tinto para ajudar a empurrar e a esquecer as mazelas de uma vida de trabalho.
Há coisas boas no nosso país.Não acham?

01 junho 2009

O LINCE IBÉRICO COMPENSADO

O Centro Nacional de Reprodução do Lince Ibérico foi inaugurado recentemente e foi construido lá para os lados de Silves graças às medidas compensatórias pelos impactos causados pela construção da barragem de Odelouca. Malcata perdeu a oportunidade de ser compensada pelos impactos que a construção da barragem do Sabugal causou na região.Quem não compreende estas decisões políticas é o lince. Se, como dizem, a chave do sucesso está no coelho, a serra da Malcata só não tem mais coelhos porque quem manda os leva para o Algarve. Há muito que a serra da Malcata não é vítima de incêndios e o coelho tem agora um habitat propício para se reproduzir em grande escala. O Jornal Reconquista foi visitar o Centro Nacional de Reprodução do Lince Ibérico e gravou este vídeo: