01 abril, 2025
CHEGA QUER GANHAR EM MALCATA
27 fevereiro, 2025
MALCATA: É TEMPO DE FAZER PROVA DE VIDA
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Malcata-Praça do Rossio precisa de ser arrumada |
A Câmara Municipal do Sabugal, de 2021 a
2024, não apresentou qualquer proposta de reabilitação urbana para a Freguesia
de Malcata. E, agora, a poucos meses de irmos para as eleições autárquicas, que
até podem vir a mudar as caras do poder e a distribuição de lugares, vem propor
uma Área de Reabilitação para a freguesia de Malcata.
Isto tem mesmo cara de propaganda
política. Desde a sua aprovação pela Câmara Municipal, às idas e vindas dos
organismos do Estado, que pode levar meses de espera, leva-me a pensar que se trata
de mais uma promessa impossível de ser cumprida por estes dois executivos, o
municipal e o da Junta de Freguesia de Malcata. É que passar do papel ao real,
não se faz da noite para o dia ou do mês de Janeiro para Fevereiro. As etapas
que têm de ser levadas a cabo vão demorar algum tempo a concretizar-se. Duas já
estão concluídas, foram em Janeiro, assunto de deliberação na Reunião da Câmara
e amanhã, 28 de Fevereiro de 2025, vão a votação na sessão da Assembleia Municipal
do Sabugal. E tendo em conta a formação da actual Assembleia Municipal, a
aprovação da ARU está garantida. Depois
seguem-se as etapas seguintes, a começar pelo envio do documento para
publicação em Diário da República; depois irá parar ao Instituto de Habitação e
Reabilitação Urbana (prazo máximo de três anos), para a seguir se proceder à elaboração
da
ORU ( Operação de Reabilitação Urbana); para depois ser aprovado noutra reunião de Câmara, que ainda o terá de publicar e colocar em discussão pública e depois, voltar a enviar outra vez, à Assembleia Municipal, onde será apreciado e votado; se for aprovado, tem de ser enviado para publicação, em Diário da República e depois ficar disponível, para consulta, na página oficial da Câmara Municipal.
Sabemos todos que, na nossa santa terrinha, já não há quem precise de tempo para vindimar. Mas a sabedoria popular lembra que, até à lavagem dos cestos, ainda a vindima decorre!
Só se a populaça anda completamente atarantada é que se cortam as pernas a uma oposição e a uma verdadeira alternativa política. Não é bom para a democracia, é mau para a freguesia deixar que continuem os mesmos de sempre, agarrados ao poder e aos lugares e ficarem a rir-se tanto ou mais que em 2021.
Haja espaço e vontade de intervir.
Quem avança?
José Nunes Martins
25 fevereiro, 2025
ARU DE MALCATA: PORQUÊ SÓ AGORA, EM ANO DE ELEIÇÕES?
ARU da freguesia de Malcata
A Câmara Municipal do Sabugal, está a tratar da reabilitação urbana de três freguesias: Bendada, Fóios e Malcata. E, conforme a imagem mostra, já está definida a área de intervenção na nossa freguesia.
Mas o que vem a ser isto de Área de Reabilitação Urbana da Freguesia de Malcata?
As áreas de reabilitação urbana são definidas e delimitadas tendo em consideração as insuficiências e fenómenos de degradação ou obsolescência do edificado, do espaço público, das infraestruturas urbanas, dos equipamentos e dos espaços verdes, bem como fenómenos de declínio da atividade económica e de “erosão” social, que, no seu conjunto, justifiquem uma intervenção integrada de reabilitação e revitalização de espaços urbanos.
Estes aspetos foram identificados no âmbito do trabalho de campo que possibilitou o reconhecimento detalhado do território.
Estas são as justificações gerais para as Câmaras Municipais criarem as tais ARU’s (Áreas de Reabilitação Urbana ). O que se lê no documento da ARU de Malcata é que os lugares e infraestruturas foram identificados e o território detalhadamente reconhecido, ficamos a saber que há espaços e infraestruturas públicas dentro da ARU de Malcata, cuja responsabilidade cabe à Câmara Municipal e à Junta de Freguesia de Malcata, portanto, mesmo sem ser criada esta área tão especial e específica, em nada vai alterar o estado de responsabilidade, ou seja, não era preciso aprovar a ARU porque já é responsabilidade do poder local, Câmara e/ou Junta de Freguesia de Malcata, zelar por esse património. Já no que se refere aos espaços verdes ou dos espaços urbanos, eles são tão poucos, que não tenho muito a dizer. Agora, falando das redes de saneamento e de abastecimento de água, todos já sabemos o estado destas infraestruturas, que começaram já a ceder e a trazer problemas. E para resolver esses problemas não precisaram de criar a tal ARU! Há uns tempos, a Rede de Abastecimento de Água na freguesia de Malcata, foi alvo de um investimento avultado, quando foram feitos uns metros de rede e a entrada em funcionamento de bombas eléctricas para aumentar a pressão da água na rede. Os quase 40 mil euros investidos (gastos) nessa intervenção, prometiam o fim dos problemas que havia no abastecimento público de água e que as pessoas há muito reclamavam. Desconheço os ganhos obtidos com essa obra, porque mantiveram em funcionamento o mesmo furo de água, o mesmo sistema de bombar a água do Vazão até à Rasa, onde está o velhinho depósito.
A área que querem ver aprovada, conforme a imagem mostra, existem realmente construções muito antigas, degradadas, vazias e que reclamam uma intervenção. O que a imagem não nos mostra e esconde são os planos que a Câmara Municipal e a Junta de Freguesia querem que sejam feitos nessa área de reabilitação.
A mim e aos outros cidadãos com propriedades, dentro desta ARU, interessa-nos zelar por aquilo que é nosso, pelo legado que recebemos dos nossos pais. E claro, temos interesse na obtenção do maior rendimento possível dos terrenos ou casas. E cabe à Câmara e à Junta gerir o território respeitando e fazendo respeitar as leis. O que o poder local não pode fazer é gerir as coisas como se fossem suas, autorizam a uns e proíbem a outros, obrigam a uns a derrubar e a outros fecham os olhos e não se incomodam com o caos e desrespeito público. Já deu para ver que a nossa aldeia está um caos urbanístico e alguns terrenos que, antes eram agrícolas, hoje não há ruas, há bêcos sem saída, com calçadas públicas que apenas são utilizadas pelo proprietário da habitação, que construiu afastado da rua principal. Tudo foi autorizado e agora não há como corrigir o mal, a autarquia de Malcata fez obras públicas em áreas que de “públicas” nada tinham.
Mas voltando ao programa de reabilitação Urbana para a freguesia de Malcata, quem ler o documento até ao fim, fico sem conhecer os edifícios que vão ser reabilitados, as ruas e os espaços verdes que vão sofrer melhorias. A Câmara e a Junta de Freguesia têm que ser mais claros e dizer ao que vêm. Não compete aos habitantes de Malcata a começar obras e se pensarem bem, pensem no que pode acontecer nos próximos meses deste ano. Basta ter em conta que o tempo do mandato desta Junta de Freguesia está a chegar ao seu fim. E se em três anos e meio não se sabe o que investiu, gastou ou guardou no cofre, também não se sabe o que falta aplicar. Em matéria de obras, este último ano, o que foi feito? Que melhoramentos extraordinários fizeram, para além de de vez enquando limpar as ruas?
Não acham que é tarde para virem agora com esta ideia do programa de reabilitação urbana? Vai ser um documento feito à pressa, sem estudos sérios, sem a participação dos habitantes, proprietários ou não, mesmo difícil de elaborar um bom plano. Nesta ARU que querem aprovar estão incluídos espaços verdes, espaços e edifícios públicos, privados e infraestruturas. A Praça do Rossio, a sede da Junta de Freguesia, a requalificação da rua de Baixo, a reabilitação da Zona de Lazer, são alguns dos cancros a precisar de cura. Mas nada disto está escrito, nenhum destes locais se diz que vão ser reabilitados.
José Nunes Martins
08 janeiro, 2025
MALCATA: VAMOS CANTAR E DANÇAR?
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Foto copiada das redes sociais |
Lembram-se do que dissemos
na noite de 31 de Dezembro?
“Boas Festas e Próspero Ano Novo”,
também alguns dizemos
“Olha, para o ano, corra pelo mesmo
cano”!!!
E nada contra este costume. Todos os
anos repetimos estas mesmas frases. Esta de desejar ao outro que “corra pelo
mesmo cano”, é o mesmo que desejar que as coisas continuam a correr como têm
corrido, ou seja, é a continuação do que não se acabou no ano velho e ao menos,
manter a canalização limpa e desimpedida, é um dos 12 desejos.
Em Malcata, terra onde nada acontece como nas outras terras, somos sempre originais na forma de levar as coisas avante. Tudo é um mistério, ninguém fala, as coisas anunciam-se e depois esquecem-se de manter a comunidade informada.
O que não vão conseguir esconder, são
as obras dos anos passados, tantas vezes prometidas e não cumpridas. Como não foram feitas na primeira vez que as anunciaram, voltaram à lista das
obras importantes e pensam que o povo nem dá conta. Mas, como a máquina que mede o tempo, está sempre em movimento e não podem interromper o avanço dos anos, em Malcata, há obras por fazer, que já vêm do tempo de santa Engrácia, mais parecem projectos para finalizar na semana dos nove dias!
Este ano, que agora está a começar, vai ser uma pressinha e de muito trabalho, é que daqui a uns meses vamos para eleições autárquicas. Quem agora está na cadeira de sonho, sabe, por experiência vivida, que tem de apresentar obra feita. Eles sabem que há muita falta de memória, há ainda desconhecimento e algum analfabetismo nas pessoas mais idosas. A estes dois factores há ainda um pensamento e estilo de vida conservador, muito marcado pelas crenças religiosas. A gente é humilde, pouco ambiciosa e nada aventureira, preferem cair várias vezes na conversa e nas promessas que lhes solucionem os seus problemas, os pessoais e não os da comunidade, que zangarem-se a sério, até porque têm medo de represálias! Há que estar bem atentos aos movimentos, às conversas ou chegada de paisanos estranhos à freguesia. É assim que as coisas começam...lembro que, em anos de eleições, as obras surgem em quantidade tal que assusta. Lembram-se do que aconteceu em Malcata nos anos 2008, 2009...eu avivo a memória: ofélia club, sala das memórias, praia fluvial, antena telemóveis...etc...mais recentemente, o "rebanho das cabras" nos baldios que já levou uns milhares de euros e cabras nem sinal!
Lembro aos habitantes da minha
aldeia que, em tempo de eleições, muitas coisas se acabam, outras se começam e ainda aparecem os partidos que estão no poder, com projectos de interesse municipal, de interesse para as freguesias, agitando a bandeira e dizem que, só eles sabem fazer melhor…depois, ainda fazer mais e melhor! Tudo não passa de promessas e ilusionismo que o público gosta, mas não percebe porque acredita.
Por isso, o conselho que aqui deixo é
que, estejam vigilantes, tanto de dia, como de noite, porque, nunca sabemos quando um profeta falso bate à porta, interpela na rua ou no adro, depois da missa, um hábito que se repete muitas vezes, para todo o mundo ver que até vai à igreja e só sai no fim da missa.
Alerta e cuidado até ao
dia das eleições. Não se deixem levar pelo conto, porque quando alguém conta um conto, acrescenta-lhe sempre um ponto. Exijam papeis, documentos, peçam autorização para consultar, mostrem interesse em ser informados.
Fiquem atentos e tornem-se bons observadores do que
vai acontecendo um pouco por todo o lado, particularmente, na nossa aldeia. Talvez desta vez, lhe queiram vender uma "nova aldeia" para tratar das pessoas com doenças que emperram a memória e alguns vão simplesmente dar um passeio e depois esquecem o caminho para regressar. Olhem que já pagaram a um gabinete de "planeamento" para analisar o assunto...que promete mais uma vez, ser interesse de todos.
Com presépios e camiões lá se leva o povo à sede do concelho. E a estrela em cima do palco sabem quem desta vez? O artista fez a festa, deitou fogo de artifício e o povo é que paga a festa onde ele foi um dos artistas principais e bem acompanhado das bailarinas!
O povo gosta é de festas e bolos! O novo ano, começou alegre e aos saltos.
E assim se vive por terras do Sabugal, onde tudo é normal, menos eu.
José Nunes Martins
13 novembro, 2024
AS ELEIÇÕES NO LAR DE MALCATA
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Momentos de ternura Foto: Assm |
O Lar de Malcata, é uma instituição da freguesia, mas sobretudo dos seus associados, já que o lar pertence a uma associação chamada Associação de Solidariedade Social de Malcata. Isto quer dizer que, por princípio, está ao serviço da freguesia, do povo da nossa terra, mas sobretudo está ao serviço dos que lá estão e que em primeira análise sejam seus associados, que pagam as quotas, que ajudam à sustentabilidade do lar e das actividades que fazem. Isto é assim em toda a parte onde haja uma associação.
Ora recordam-se
que em Agosto deste ano foi convocada uma assembleia geral e um dos pontos da
ordem de trabalhos era a eleição dos corpos sociais da ASS (lar). Já passaram
quase três meses e desde que essas eleições foram anunciadas ninguém foi capaz
de informar os associados do que nessa assembleia foi decidido! O dia 17 de Agosto já passou e quem vive fora da freguesia, continua às escuras, sem saber os resultados da eleição para os próximos anos.
Todos sabemos que o lar continua em
funcionamento, não por informação escrita oficial, mas pelas muitas fotografias
que são publicadas quase diariamente nas redes sociais. É uma prova de vida da instituição, coisa que há uns anos atrás me apontavam como "pôr tudo na internet" e até me pediam para apagar as imagens por mim recolhidas precisamente com a finalidade de aproximar a instituição das pessoas...isso são histórias passadas. Mas apesar de tanta fotografia, nenhuma informa os associados sobre o que se passou na tal assembleia de Agosto.
Publico de seguida a convocatória para as eleições:
05 outubro, 2024
HÁ FANTASMAS NO LAR DE MALCATA ?
A ASSM convocou uma Assembleia Geral Ordinária para ser
realizada no dia 17 de Agosto deste ano. A Ordem de Trabalhos era composta por
vários pontos. Entre outros pontos importantes, constavam eleições para os
corpos sociais do lar e aprovação pela assembleia.
Estamos em Outubro, o mês de Agosto já
está enterrado e Setembro também. Depois deste tempo que passou, quem está à
frente dos destinos da instituição? Houve eleições ou não?
Não há nada publicado nas páginas
oficiais da ASSM a informar todos aqueles que se interessam
pelo que acontece na nossa aldeia e nas instituições. É que sobre a Assembleia Geral e
designadamente, sobre as eleições da direcção do lar, o silêncio sepulcral está
a deixar-me preocupado! Alguém que diga alguma coisa porque tanto silêncio é tudo menos transparência e respeito. Eu não quero que me interpretem
mal, a ASSM é uma instituição da freguesia, pública, solidária. Dado o
silêncio, penso que serão perguntas normais o querer saber por onde está a ir.
Alerto que o facto da página oficial do Lar de Malcata nas redes sociais na internet, nomeadamente, no Facebook, tem servido para informar e divulgar as actividades lúdicas da instituição, bem recheado de imagens que passam a estar disponíveis a quem quiser. Eu não sou o portador da câmara fotográfica, aquele que anda a meter tudo na internet, mas dá vontade de rir ao ver todos sorridentes. Ainda bem que agora é só "gosto" e "aplausos"! Mas não deixaram de ser fotografia...mas o facebook também deve servir para esclarecimentos aos sócios, prestar informação aos familiares dos utentes sobre o que se apresenta e decide nas Assembleias Gerais.
12 março, 2024
MALCATA: CHEGA GANHOU AO PSD(AD)
ELEIÇÕES PARA A ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
PS ganha - Chega salta para segundo e AD desce para terceiro!
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Resultados das eleições 2024 para a AR na freguesia de Malcata |
Resultados comparativos das eleições para a AR em 2024 e 2022 na freguesia de Malcata
As eleições para a nova composição da Assembleia da República já passaram, embora haja ainda resultados por oficializar. Eu lá me dirigi à minha secção de voto do costume para exercer um dos direitos que há 50 anos (ou quase) se decretou neste jardim à beira-mar.
Entrei quando me foi dado autorização para o fazer. Foi tudo muito sequencial e dois a três minutos depois já estava de saída da sala. E logo entrou outro eleitor, ficando mais dois a aguardar a sua vez à porta da sala da escola, estabelecimento de ensino onde havia 49 secções como a 44, que foi onde votei.
Por aqui as coisas funcionam seguindo as regras da Comissão Nacional de Eleições e os eleitores só entram quando são autorizados a fazê-lo, saindo logo após realizados todos os passos para votar. Na sala não há pessoas a mais, somente as que ditam as leis eleitorais e também não existem balcões de atendimento aos fregueses, pois nas escolas esses assuntos resolvem-se nas secretarias e nas eleições,
pedem-se informações a quem ocupa o "balcão" devidamente identificado, bem afastado das sessões de voto, cumprindo a sua função de ajudar os que precisam. Como vêm não tem nada a ver com os métodos e as regras que presenciei na nossa freguesia, onde estive no papel de delegado para fiscalizar e garantir o cumprimento da lei eleitoral, lei essa muito desconhecida por muitos eleitores e como isso se repetiu várias vezes e nunca os elementos da mesa se pronunciavam, quando eu intervinha o ambiente ficava azedo e sarcástico por estar a alterar os costumes de muitos eleitores. A sorte deles foi não ter ido mais além e chamar as autoridades que têm poder de impor a ordem e a legalidade. Mas, adiante que isso já são águas passadas e em Malcata já não há moinhos e os burros estão em vias de extinção. No domingo passado, dia das eleições, não sei se choveu ou se fez sol durante o dia em Malcata. Das eleições, sei apenas o que vi na internet e na televisão sobre as eleições no Continente e nas Ilhas, porque o Ultramar já passou à história. Como é costume aí de Malcata é raro chegarem notícias frescas e importantes, ao contrário de reportagens sobre convívios e almoços, dando a sensação que por essas bandas só importa dar notícias cor de rosa ou de apreciadores de boa comida e bebida.
Já olharam e leram os resultados destas eleições, com principal atenção aos números que se verificaram na nossa freguesia? Mais uma vez, o Partido Socialista venceu as eleições em Malcata! A surpresa das surpresas foi a subida do Chega que ultrapassou o PSD(AD) e ainda os que votaram ADN.
Como é que calcaram tanto os laranjas, os que foram heróis quando ganharam as eleições autárquicas?
Porque é que nas legislativas ganha o PS e o PSD perde? Será que só o PSD sabe governar uma junta de freguesia? Que é caso de estudo, lá disso não tenho dúvidas.
Há outra "temática" política que ando a tentar compreender. É relativa à constituição da mesa de voto. A este propósito a Comissão Nacional de Eleições, na sua página da internet, esclarece que:
-"As mesas de voto são compostas por cidadãos indicados por todos os partidos ou coligações que concorrem às eleições".
- "A CNE intervém sempre que tenha conhecimento de situações em que não esteja garantida a pluralidade na composição das mesas de voto".
Nestas eleições para a Assembleia da República foi ou não devidamente composta a mesa de voto na nossa freguesia? A dita mesa foi assim constituída:

É bom lembrar que até o Salazar defendeu e viveu numa República! Também nesse tempo já havia eleitores, com uma particularidade que fazia toda a diferença, que era a de os eleitores serem chefes de família e tinham de saber ler e escrever! E as mulheres também tinham deveres, mas não podiam votar.
Fica este pequeno registo e voltarei ao assunto mais daqui a uns dias.
15 outubro, 2021
FREGUESIA DE MALCATA: OPOSIÇÃO PRECISA-SE!
A vitória do PSD/PP na
freguesia de Malcata era mais que esperada porque era a única força política
que se tinha apresentado para a Assembleia de Freguesia. Toda a freguesia sabia
quem ia ganhar, quando assim acontece, não há como mudar o sentido do voto.
Talvez por ser conhecido antecipadamente o vencedor, a campanha eleitoral não
passou de casa em casa, também não foi necessário tocar a reunir o maior número
de eleitores,
não fossem as candidaturas à Câmara Municipal e Assembleia Municipal entrarem
pelas ruas da nossa aldeia em caravana automóvel e teria sido um vazio
eleitoral.
Mais uma vez a história repete-se e a
nossa freguesia devia ser um caso de estudo político, pois nem é preciso fazer
campanha, apresentar um programa de trabalho para quatro anos, basta uma folha
com o nome e fotografia dos candidatos. Bem, é a democracia que se respira na
nossa terra. O vencedor nada fez para vencer, mas perante a ausência de
alternativas, o povo limitou-se a votar no único candidato e que já em 2017
tinha sido atirado à água, cheia de crocodilos, que o fizeram nadar até 2021,
pois não tinha como voltar atrás. Agora ganhou-lhe o gosto e o hábito de marcar
presença nos dias em que a porta da sede da junta abre para atendimento geral,
pode levantar o troféu durante mais quatro épocas, sem adversários que o possam
incomodar.
Foi dado um mal sinal nestas eleições
autárquicas. Algo vai mal na nossa freguesia para que não tenha aparecido mais
candidaturas à Junta de Freguesia. Que estamos a perder muitas pessoas é uma
realidade e contra a morte ninguém vence. Se juntarmos a esta triste realidade,
a juventude desinteressada pela política, os eleitores que só se lembram que o
são, quando um candidato os mobiliza, os que votam porque “sempre assim foi”, “é
o costume” ou contaram com ajuda, a situação é mesmo trágica.
Desta vez, a oposição não apareceu. Eu
pessoalmente, não sei as razões, se foi por demasiadas dificuldades na formação
da lista, se essa dificuldade foi porque os malcatenhos estão satisfeitos com o
trabalho feito de 2017 a 2021 e sentem-se embalados e convencidos que não há
alternativas, pois não sei se tiveram medo das batalhas que teriam que vencer.
A Assembleia de Freguesia foi
empossada no dia 11 de Outubro. Para além do Edital que informava sobre este
acto, não há qualquer informação visível no site da junta de freguesia. Situação
a que já nos habituou durante quatro anos e parece ter continuidade, vamos
continuar sem conhecer as decisões da Assembleia de Freguesia e da Junta de
Freguesia. É que nem a força da lei os consegue obrigar a manter a página na
internet actualizada e com informação útil e disponível ao cidadão.
Quem se vai atrever a contrariar o “chefe”?
Quem se ateve a pedir fiscalização do
trabalho e das decisões?
Lembram-se como foi imposto o cabeça
de lista em 2017?
É necessário alimentar a mente para
não perdermos a memória. A democracia que vivem os residentes em Malcata está a
transformar a nossa sociedade local e estamos a regressar ao tempo das famílias
dominadoras, gente que exerce a sua influência e domínio com o pensamento único
e certo.
A oposição tem agora pela frente
quatro anos de trabalho para reaparecer.
E pode começar por saber a resposta a
estas perguntas:
Qual é a constituição da Assembleia de
Freguesia?
Qual é a composição da Mesa da
Assembleia de Freguesia?
José Nunes Martins
(Josnumar)
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Propostas para 4 anos |
12 outubro, 2021
MALCATA: NÃO, NÃO FICOU TUDO IGUAL COMO ESTAVA!
Começo por falar sobre as últimas eleições, aquelas em que fui delegado pela primeira vez. Foram muitos os que votaram e muitos nem sequer documento de identificação apresentaram. Para esses é normal e costume não apresentar o bilhete de identidade, ou cartão de cidadão, muito menos a carta de condução. Como é uma aldeia, toda a gente se conhece e nem é preciso nada destes documentos. E como a Lei diz que se pode votar sem qualquer documento de identificação, basta que as pessoas presentes na mesa da assembleia a reconheçam como eleitor, sem confirmar nome e número de cidadão, de carta de condução ou outro...mesmo que se confunda algum nome, tudo é normal e está-se a cumprir a lei. O problema e a confusão surgem, mas sob protecção legal, logo nada atrapalha.
A realidade que vivi é gritante e reveladora de um total desrespeito e aceitação da excepção como regra e nunca o contrário.
Pela primeira vez participei numas eleições no papel de delegado de uma candidatura. Foi uma experiência que me enriqueceu e me fez compreender muitas situações vividas nos meios rurais. Só vos digo que foi cansativo e passei o dia a tomar notas. Descobri, ao fim de tantas eleições, que para votar basta entrar e tudo se resolve, mesmo aos que perante o pedido de identificação, respondem não ser preciso, aqueles que agarram nos boletins de voto e vão perguntar aos autarcas como fazer a cruzinha, outros que ficam zangados porque são avisados para sair depois de votar, mesmo que se trate de assuntos que têm a ver com saúde, perguntar por fulano e cicrano, etc.
Vi muita cara conhecida por trás da máscara e sei que muitos não conheci e nem eles a mim. Outros sabiam que desta vez não podiam falar, estava lá eu para fiscalizar e as regras eram para cumprir.
Foi uma experiência à qual voltarei a falar sobre ela. Até porque vi alguns boletins com bonecos, mensagens, recados para a assembleia de freguesia, até daqueles símbolos das Caldas havia e até com a cruz no partido que nem sequer candidatura havia, mas o eleitor acrescentou com a lapiseira e fez o quadradinho para a cruzinha no seu partido.
Dos 388 inscritos no caderno eleitoral, votaram 187, ou seja, menos 50 pessoas que nas eleições autárquicas de 2017. Dos 187 eleitores que votaram nestas últimas eleições autárquicas ficaram assim distribuídos: 28 votos em branco e 17 votos nulos. Há a registar que a maior parte dos votos nulos continham “recados” que revelaram o descontentamento dos que assim votaram.
Com estes números e sem grandes e
profundas análises aos resultados, podemos concluir que metade dos malcatenhos
optaram por ficar lá por casa ou lá pelas terras onde habitam e passaram a
desinteressar-se pelo acto eleitoral, pois só podia haver um vencedor no que
toca à Assembleia de Freguesia. E claro. Em vez de irem votar e lutar pela
defesa dos seus interesses e os dos seus filhos e primos, tios, madrinhas e
padrinhos, deixaram-se ficar quietos.
Também é graças a estes eleitores de
ocasião que Malcata vai continuar nos próximos quatro anos, em direcção a
nenhures e rumo ao definhamento.
Para os 142 malcatenhos está tudo bem
e para os restantes também está, porque nem se atreveram a apresentar uma lista
alternativa. Assim sendo, os próximos quatro anos vão ser sossegados, sem
membros da oposição na assembleia de freguesia para querer saber, reclamar das
ruas sujas e com buracos, das faltas de água na fonte da Torrinha ou da piscina
que não pode ser utilizada...etc., etc.
Concluindo...porque carga de água é
que, agindo estas pessoas da mesma forma do costume, esperam obter resultados
diferentes do costume?
(Josnumar)
José Nunes Martins
30 setembro, 2021
MALCATA: O MARASMO VAI CONTINUAR!
As eleições autárquicas
já são um acontecimento passado e agora é tempo de pensar, reflectir e tentar
encontrar explicações para as opções que havia e as razões de assim ter
acontecido.
Vamos continuar sem oposição e vamos continuar
a assistir à tomada de decisões, mesmo aquelas que são de publicação
obrigatória, mas que não chegam ao conhecimento de toda a população de Malcata.
E nos próximos quatro anos, sem a oposição presente nas assembleias de
freguesia, parece não existir ninguém com vontade de fazer o que quer que fosse
para que estas situações fossem mudadas. Depois, vêm queixar-se e lamentar-se
quando as medidas tomadas ou a forma de as implementar, só servem os interesses
dos detentores do poder local.
O pior disto e até incompreensível, os
resultados destas eleições não foram fruto do trabalho político e das obras
feitas ao longo dos quatro anos de mandato. As outras forças políticas parece
que estiveram ausentes nestes quatro anos e nem se empenharam na procura de
alternativas e desistiram pelo caminho.
Podem dizer o que entenderem. A
verdade é que se continuarmos assim, jamais Malcata conseguirá sair do marasmo
em que se encontra.
28 setembro, 2021
AS ELEIÇÕES NA FREGUESIA DE MALCATA: FAZER O QUE AINDA NÃO FOI FEITO
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Autárquicas 2021- A.F.Malcata |
Pela primeira vez exerci a função de
delegado à Assembleia de Voto. Aceitei a designação e agradeço ao CDS/PP, a
confiança que depositou na minha pessoa para desempenhar as funções que a lei
eleitoral concede aos diversos intervenientes tarefas diferenciadas, todas elas
importantes e dignas para contribuírem para o normal funcionamento do acto
eleitoral, sempre no cumprimento da lei. A todos os cidadãos que participaram
neste acto eleitoral e a todos os membros da Assembleia o meu louvor e
agradecimento por termos conseguido os objectivos, ou seja, a assembleia abriu
à hora e ence
rrou à hora, portanto, a nossa missão foi realizada.
Agora é tempo de reflectir sobre os
procedimentos e sobre todos os factos ocorridos durante todo o tempo de
funcionamento da assembleia de voto e outros serviços de apoio, acerca do
comportamento dos eleitores, dos comportamentos dos elementos presentes nas
instalações da Junta de Freguesia.
No meu entender, como cidadão, como eleitor e como malcatenho, é urgente e
importante que nos debrucemos seriamente sobre este assunto da instalação e do
funcionamento da Assembleia de Voto no concelho do Sabugal e em particular na
nossa freguesia de Malcata e também da necessidade de elevar estes actos do
exercício da democracia e dos valores que todos devemos defender e assegurar a
todos os cidadãos.
Voltarei a este importante assunto e contem
com o meu apoio para melhorar todos os actos eleitorais na nossa freguesia,
como sabem, são momentos únicos e demonstrativos da liberdade de pensamento e
decisão de cada cidadão.
.
14 setembro, 2021
CAMPANHA ELEITORAL NO CONCELHO DO SABUGAL
O concelho do Sabugal mais parece um território sem regras, com destaque para gente politiqueira que ignora os valores que a democracia exige. Essa gente está tão obcecada e tão agarrada ao poder, que engavetou a ética, os princípios e a moralidade. O que deviam ter feito em quatro anos e não fizeram, é motivo para pressionar tudo e todos nos últimos meses do seu mandato. Prometeram trabalhar durante os quatro anos, ou seja, mais ou menos 48 meses. Falharam o compromisso e há cerca de seis meses que não deixam descansar os empreiteiros e os seus chefes de departamentos.
Hoje, o senhor vice-presidente da Câmara Municipal do Sabugal, no papel de candidato a Presidente da Câmara, começa a sua campanha eleitoral e no programa podemos ler que às 19H30 estará em Águas Belas. Vejam só a pontaria do nosso “caçador de votos”:
Ajuste de obra |
Como podemos ler, esta obra é mais uma “Repavimentação da
Estrada à Quinta dos Clérigos” pelo valor de 109.500,00 euros. Recordo-vos que,
por “despacho exarado em 19-08-2021, assinado pelo senhor Vice-Presidente da
Câmara, Vítor Proença, agora candidato a presidente do município, o ajuste
directo foi assinado no passado dia 9 de Setembro e publicado na plataforma www.base.gov.pt em 10
Nada tenho contra a obra, pelo
contrário, os protestos e chamadas de atenção valeram a pena e as pessoas têm
razões de estar contentes.
O meu protesto e estas palavras de
desacordo, tem a ver com o uso e abuso dos Ajustes Directos que o município está a realizar, muitos do conhecimento do vice-presidente Vitor Proença, que se está a aproveitar claramente das vantagens que o seu posto lhe dá, não se interessando pela violação dos princípios da igualdade e imparcialidade.
Será que os cidadãos não sabem o que se está a passar?
E assim andamos cá pelo Sabugal!
José Martins
24 agosto, 2021
PARA GANHAR BASTA NÃO DESISTIR
É difícil entender o
estado de acomodação da gente das nossas aldeias. A maioria das pessoas que
residem habitualmente nas aldeias do nosso concelho, facilmente se esquecem da
herança daqueles que lhes precederam. E aqui não me refiro aquelas heranças dos
prédios (terrenos e casas), mas às riquezas culturais, aquelas heranças que não
se cultivam nos campos e guardam nas arcas de madeira.
Estou cá com uma vontade de tocar os
sinos e chamar o povo, os bons e os menos bons, os falsos e falsas, as beatas e
os ateus.
O que se passa no nosso concelho é
desconhecido pela maioria das gentes. Uns por desinteresse e alheamento, outros
porque têm a convicção que o assunto relacionado com a administração da “coisa
pública” está entregue aos autarcas e são eles que sabem como resolver.
Estamos a um mês das eleições autárquicas e ontem saiu nas redes sociais uma informação que me deixou preocupado e parece que
o que aí vem, é até assustador. Estou a referir-me à notícia que li e divulgava que em 15 das 30 freguesias do concelho do Sabugal, nestas eleições
autárquicas de 2021, só se apresentou uma única lista. Dessas 15 freguesias, 10
são listas do PSD, 1 freguesia a única lista é do PS e 4 freguesias
apresentaram-se só independentes. Tendo em conta que este grupo de 15 constituem 50% das pessoas que vão governar as juntas de freguesia e também a ser membros da Assembleia Municipal, qualquer leigo em questões políticas tira a mesma conclusão ou pelo manos há uma forte tendência para acontecer.
Portanto, o cenário que temos no nosso
concelho é este e não é nada bom. Algum de vós ficou chocado com esta situação?
Isto assim como está, prova que as pessoas que vivem nestas freguesias raianas
não se apercebem em que terra vivem. Quando se escolhe um rei fraco, os
súbditos deixam-se fraquejar. E a verdade é que nas
democracias, para o bem e para o menos bem, a responsabilidade das escolhas dos
líderes políticos está no voto das pessoas, do povo.
Como vai responder o povo ?
José Nunes Martins
15 agosto, 2021
ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS 2021 EM MALCATA
LISTA À ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE MALCATA
As eleições autárquicas vão realizar-se no dia 26 de Setembro de 2021. No que à Assembleia de Freguesia de Malcata diz respeito, há apenas uma candidatura ao próximo acto eleitoral, protagonizada pelo PSD.
Eis a lista de candidatos à Assembleia de Freguesia de Malcata:
1-
João Vítor Nunes Fernandes
2-
Carlos Alberto Martins Vaz
3-
Palmira Martins Gonçalves Corceiro
4-Carlos Alberto
Antunes Nabais
5-
Carla Sofia Fernandes
6-
Jorge Manuel Antunes Gonçalves
7-
Bruna Rafaela Fernandes Almeida
8-
José
Augusto Santos
9-
Maria Conceição Lourenço Fernandes
10- Joaquim Augusto Varandas
11- Licínio
António Afonsinho Varandas
12- Sara Corceiro
Duarte
13- Porfírio Nabais
da Cruz
05 agosto, 2021
ALGUÉM SABE ALGUMA COISA?
Não foi hoje, nem no ano passado ou nem sequer em 2013, que mantenho este blog sobre a terra onde um dia nasci. Aqui tenho expressado o que é para mim a freguesia de Malcata. Sei que são muitos os malcatenhos e pessoas amigas, outras nem tanto, que me visitam periodicamente e eu reconheço não ser o único malcatenho a gostar desta terra beirã. Há com certeza muita gente que gosta da aldeia tanto quanto eu, ou até mais, pelo menos assim pensam! Contudo, sendo malcatenho por direito e não por “geminação”, tenho esse privilégio e até o dever de olhar para esta terra à minha maneira, que tanto pode ser igual como ser bastante diferente da de outras pessoas. Chegados aqui, a Agosto de 2021, tenho o direito, como malcatenho, de perguntar aos malcatenhos se, já sabem alguma coisa acerca das próximas eleições para a Assembleia de Freguesia de Malcata?
José Nunes Martins
04 maio, 2021
A DEMOCRACIA TEM COR?
Desde 1976 que as
dinâmicas de transformação social, económica e cultural da nossa freguesia
estão a ocorrer no mesmo sentido político. O percurso feito até hoje é que nos
levou ao ponto onde nós estamos. Nestes 45 anos de democracia a inexistência de
verdadeiros debates de ideias
são para mim motivo de preocupação e inquietude, revelando o domínio do
pensamento único e comum a toda a comunidade. Esta realidade merece uma
reflexão longa, aprofundada e séria. Esta não é a democracia da liberdade, da
pluralidade, mesmo que ela pareça existir, é palpável a sua ausência.
A insatisfação sentida por alguns dos
cidadãos da nossa freguesia e aquela sensação de que faz falta mudar algumas
coisas para restabelecer uma democracia participativa, plural, respeitadora das
ideias de cada pessoa ou grupo.
O que acontece é o mesmo em todas as
eleições autárquicas. Independentemente das pessoas, dos projectos e das
ideias, independentemente das promessas feitas e dos resultados alcançados, é
muito mais importante e decisivo a cor do símbolo partidário. Malcata é uma
freguesia que vive resignada e num comodismo tal, que não é difícil adivinhar o
seu futuro. Preocupa-me a falta de ideias e de confronto dessas mesmas sem que
acabe em acusações e desavenças. Talvez por isso as alternativas tenham muitas
dificuldades em serem aceites. Esta forma de entender a democracia é diferente
da democracia da liberdade de pensamento e acção. Quando um povo, ou a sua
maioria, se acomoda e desiste de apresentar alternativas, aceita aquilo que determinado
grupo político apresenta, sem sequer colocar a mais pequena dúvida, sem
qualquer sentido crítico, é um povo aprisionado por livre vontade. Mesmo que se
sinta uma ligeira e legítima sensação e insatisfação e sentimento que alguma
coisa devia mudar e tentar restabelecer a confiança das pessoas na democracia
mais participativa e abrangente, os medos e as inseguranças deitam por terra
esses desejos.
Na nossa freguesia repetem-se as promessas
e não as acabam, insistem nos mesmos erros e o que nasceu torto não se
endireita e para espanto de alguns a escolha recai no mesmo na esperança de que
agora vai mudar.
A nossa freguesia já se acostumou a
viver assim e cresce a apatia e o desinteresse pelas políticas governativas.
Olharmos para o passado com um
pensamento crítico e focar o andar no caminho a seguir é o que deve ser feito.
Conhecer e compreender o passado, o que foi e não foi feito, deve fazer-nos
reflectir no que realmente desejamos e queremos ser, fazer e ter na nossa
freguesia.
A democracia vive da pluralidade e da liberdade,
do debate e do confronto de ideias. Respeitar as ideias de todos e escolher as
melhores em qualidade é o que nos espera daqui a uns meses. O passado é
importante e está muito para além dos acontecimentos que já passaram. Os
resultados e o valor acrescentado à nossa aldeia, beneficiando as pessoas é o
que realmente importa. Reconhecer erros e comunicá-los em vez de os esconder, reivindicar
e apresentar verdadeiras alternativas é a atitude que se necessita. Fazer melhor,
fazer mais e melhor é um bom princípio, mas tem que se juntar o compromisso e a
transparência devida.
por Josnumar
José Nunes Martins
27 março, 2021
MALCATA: AI SE AS PEDRAS FALASSEM
Nos últimos 16 anos, Malcata tem assistido
impávida e serena a sucessivas promessas, algumas megalómanas, que não têm fim
à vista.
Os malcatenhos dizem que sabem tudo e
tudo se vai passando como se nada lhes diga respeito, quem se mete nas aflições
e imbróglios políticos é que se têm que se desenrascar. Continuamos com os
cotovelos apoiados no parapeito da janela, vemos e ouvimos o que se vai
passando, enquanto os cães ladram e a caravana vai andando.
Há uns tempos fiquei a saber que,
António, um dos primeiros presidentes da Junta de Freguesia de Malcata, meteu
as mãos na massa e de forma apaixonada, combativa, mostrando grande vontade,
conseguiu mobilizar todo o povo na defesa dos interesses da freguesia e sem medo
de vozes do contra, mesmo da Câmara Municipal, conseguiu que a aldeia passasse
a ter uma fonte e com duas bicas a jorrar água.
Olhando para a nossa freguesia, seja
em que ponto for, deparo-me com situações já esquecidas, outras mal explicadas
e outras ainda que explicadas, parecem ter interesses um pouco estranhos e
duvidosos, mas como satisfazem as carências de quem necessita de ter
determinadas coisas e serviços, acabam por aceitar a ajuda e entram no jogo. Aqui
nesta terra, quem tem um olho de esperteza, torna-se facilmente num rei que só
olha para o que pode ganhar e aposta forte na falta de memória e discernimento do
cidadão comum.
Estamos muito próximos das eleições
autárquicas. Um povo sem medo, sem vergonha de qualquer espécie, deve exigir
aos partidos políticos, que escolham aqueles cidadãos que acrescentem e não diminuam
a freguesia.
Recuar 20 anos é lembrar promessas,
projectos ambiciosos e porta bandeira dos políticos e que nunca saíram dos
gabinetes. Já nos basta! Mas vou lembrar alguns:
a barragem e a construção do açude, o Ofélia Club, em que, ao contrário do que
nos disseram, não foi a distância em metros da água, a que devia ficar o “hospital”
, porque o pedido da alteração da distância foi aprovado e a obra não se fez;
os terrenos estão hoje na posse da Câmara Municipal e nunca mais se falou do
assunto; o Núcleo Identitário de Malcata, há uma dezena de anos que o povo
espera poder visitar e recordar tempos passados, objectos e memórias que se
estão a perder; as indefinições quanto
ao antigo quartel, o abafado e silenciado Centro Interpretativo do Lince, tanto
segredo estão a fazer e que não compreendo; e o alargamento daquela rua
principal, quando acontece? E as cabras lá para a serra? A Exploração Caprina
está a mexer, pelo menos no número de ajustes directos e em euros. Algum
cidadão comum de Malcata, tirando os membros da junta, viu o projecto e os
pormenores da obra? Já disseram como vai ser gerido e por quem?
E se não bastasse, dou-vos a saber que, ainda
este mês, no passado dia 17 de Março, a Freguesia de Malcata foi tema de uma
Aula Aberta na Universidade da Beira Interior, na cidade da Covilhã. O silêncio
incompreensível, da participação da nossa freguesia, com participação directa
do senhor presidente da Junta, e a participação directa de uma associação com
sede na freguesia, que naquele dia celebraram o lançamento de uma publicação de
enorme qualidade e valor, fruto de um protocolo de colaboração com a
Universidade da Beira Interior, a associação e a Freguesia de Malcata, representada
na pessoa do senhor presidente do
executivo, cooperação que tem elevado o bom e o melhor das potencialidades da
nossa terra, não merecesse sequer uma simples divulgação, informação à
comunidade, dando conta dos frutos dessa magnífica cooperação, que a acreditar
nas palavras do senhor presidente de junta, são para continuar e reforçar. A
verdade é que nem uma letra encontro nas páginas oficiais da internet e redes
sociais.
A população de Malcata tem direito à
informação e divulgação de todos os acontecimentos, projectos, obras,
documentos...e os políticos têm que perceber que não podem continuar a governar
assim. Como cidadão e malcatenho, estou cansado.
José Nunes Martins
29 janeiro, 2021
MISSÃO QUASE IMPOSSÍVEL
Vivemos tempos difíceis e cheios de incertezas. Por causa dos confinamentos as pessoas estão muito mais tempo nas suas casas. Como passar as horas sem aborrecimentos e sestas no sofá? Há muitas formas de “matar” o tempo. Mesmo confinados nas nossas casas, freguesias, concelhos e mesmo sem poder ir a França rever a família, as redes digitais aí estão ao alcance de muitos.
As redes digitais são ferramentas fantásticas e contribuem para aproximar pessoas, entidades, instituições, abertura de comunidades virtuais mas com pessoas reais. A internet é hoje um meio óptimo para uma pessoa exercer cidadania activa, participativa, sendo uma forma de “poder”, de união e reforço do bem comum, do interesse pela nossa terra e do que as pessoas estão a passar.
Desde 2006, mantenho a página “Malcata.net” (www.aldeiademalcata.blogspot.com).
Nela vou colocando à vista de todos as
situações que delas vou sabendo, histórias, opiniões, que de outra forma nunca
seriam do conhecimento geral, fazendo de conta que tudo vai bem. O poder político local está limitado a um
grupo restrito de gente, que muda de roupagem conforme o maior número de
vantagens que podem ser alcançadas, garantida que está a vitória. As cores nada
importam porque os programas políticos e as formas de os executar são iguais, o
importante é ganhar de qualquer maneira e feitio. Por isso e por outras motivações
o que interessa é que passe o tempo, manter as aparências de que houve mudanças
de figuras, mas mantendo interesse em que os cidadãos continuem a confundir os eleitos
com os não eleitos porque a lei os impediu de o ser. E agir, disfarçadamente
mas com o horizonte sempre em mente, aparecendo nos lugares públicos para ver o
andar das coisas, ajuda a manter aquela ideia de nunca deixar de mandar,
mandando mais do que aqueles que foram eleitos. E ajudar a empurrar os
problemas com a barriga, o tempo vai passando, a aparência deixa de ser porque os rodeios começarão a ser
mais intensos, as aparições começarão a ser mais frequentes, distribuindo
sorrisos gratuitos como forma de mensagem de vitória.
Agora que já escolhemos o Presidente da República, será que vão começar a surgir listas para concorrer às autárquicas?
José Nunes Martins
06 agosto, 2020
LAR DE MALCATA PREPARA AS ELEIÇÕES
UM DIA UM HOMEM SONHOU...
Eu sei que não gozo da simpatia de algumas pessoas da nossa aldeia e de outras, que apenas têm familiares a viver na aldeia, visitando a terra de vez em quando, tal como eu. Não gosto de mandar, ao contrário de certas pessoas, que têm um fascínio pelo poder e pelos privilégios que esse status lhes confere, prolongam essa forma de estar, mesmo após o fim desses ciclos que, legitimamente, desempenharam. Continuam a sentir-se com legitimidade para mandar, sabendo que já não a têm. Inconscientemente ou por medos, os súbditos acatam e cumprem as ordens como se fosse normal continuar a mandar.
Eu não sou assim e é por eu não ser assim tão submisso, que algumas dessas pessoas, quando puxo o assunto, ficam caladas e não me dirigem a palavra porque não perdoam o meu atrevimento, porque sou contra estes comportamentos e sou um inimigo a abater, assim haja oportunidade de o fazer.É muito fácil marcar pontos na campanha eleitoral para o lar. Constou-me por aí em Malcata que um dos líderes da lista “surpresa” andou (e anda) de porta em porta e de rua em rua, a convidar os sócios a votar na sua pessoa... porque o senhor Carlos Clemente vai sair e o fulano vai entrar para o seu lugar. Ou seja, anuncia-se como o candidato que irá substituir o presidente actual. A verdade é que a mentira tem perna curta e é muito fácil apanhar uma pessoa a enganar e a manipular. E quem se deixa manipular acaba por ser enganado, sem se dar conta que foi numa cantilena falsa. O povo e os sócios do Lar sabem que há uma lista liderada pelo actual presidente da ASSM, senhor Carlos Clemente. Essa conversa de dizer às pessoas que sai um para entrar outro é mentira. Porque para um entrar, outro terá que sair e todos sabem que cabe aos sócios decidir no dia 16 de Agosto quem irá ser presidente da ASSM.
Que podem os sócios esperar de campanhas de um nível tão baixo?
A fome de poder é tanta que não dispensa vestir a pele de cordeiro manso, afável, atencioso para com todos e, ao mesmo tempo, sorrateiramente, vai de pés juntos às pernas do adversário com quem está a disputar o mesmo lugar.
Mas enfim, pouco ou quase nada do que possa acontecer até ao dia 16 de Agosto, será surpresa para mim. É caso para perguntar aos sócios da ASSM(Lar)
onde encontramos a seriedade, a solidariedade, a generosidade de gente trabalhadora, dedicada ao amor ao próximo, sem pedir nada em troca e sem usar o poder da manipulação?
A obra é visível e real, não se trata de promessas ou desenhos. Os utentes recebem os apoios necessários e possíveis e nunca lhes ouvi falar de guerrilhas ou de que foram entregues aos cuidados de outra instituição. Não tenho conhecimento da existência de sócios a exigir uma devolução, porque simplesmente, as IPSS’S da espécie da ASSM são construções edificadas sobre alicerces fortes, sólidos e se durante os 29 anos conseguiu aprender a andar, crescer e ainda continuar com ambição de melhorar, esqueçam algumas pedras e areias soltas que resultaram no aparecimento de pequenas fissuras, nunca com a capacidade de colocar a estrutura em eminente estado de ruína ou degradação.
Quando o homem sonha e trabalha, a obra nasce e o mundo pula e avança.
E o que é um sonho? O que é a realidade? O que é hoje a realidade ASSM, começou em 1991 com um sonho.
Pelo sonho é que vamos...
José Nunes Martins
Sócio ASSM
21 julho, 2020
ELEIÇÕES PARA O LAR DE MALCATA
Realiza-se no dia 16 de Agosto a eleição dos novos órgãos de gestão da ASSM para o próximo quadriénio, acto ao qual concorrem, para já duas listas. O actual presidente da instituição, Carlos Clemente, recandidata-se ao cargo de presidente.
Carlos Clemente disse-me que quer continuar com uma boa administração e uma gestão responsável, manter a confiança e boas relações com os trabalhadores, os familiares e os utentes do lar e trabalhar para consolidar a ASSM como uma instituição de referência.
Quanto à outra lista, tenho a informação, não confirmada oficialmente, que Vítor Fernandes será o líder e diz-se que quer ganhar a presidência, nada mais sei sobre o que pretende fazer.
José Nunes MartinsSócio AMSS