
A ideia foi
apresentada à entidade parceira. Com ela pretendia-se que naquele dia fosse uma
excelente oportunidade de negócio para quem os tem. A nossa aldeia necessita de
vida, de visitantes, de iniciativas que
tragam e acrescentem valor. Quando se planeia um projecto para a nossa aldeia, que
vai envolver cerca de 80 pessoas, jovens estudantes universitários e seus
professores, que vêm pela primeira vez conhecer o espaço e tudo aquilo que pode
ser incluído no “trabalho universitário” e que contribua para uma nota de
excelência, nós, os que nos dizemos malcatenhos, só temos de recebê-los bem,
como se cada um desses jovens fosse à casa de cada um de nós. Mostrar alegria,
convidá-lo para a mesa, conversar um pouco enquanto se vai comendo.
Sendo os malcatenhos bons anfitriões, sei que logisticamente falando, ía ser
uma trabalheira para todos serem bem recebidos nas casas. Por isso, pensámos
noutra ideia mais leve e mais vantajosa, principalmente para o comércio local
da nossa aldeia. E a ideia do José foi-me revelada e com ela concordei, vindo
até a enriquecê-la com umas achegas. O plano estava definido e apenas estava a
faltar a aprovação por parte da outra entidade, com quem estava acordado, previamente
e atempadamente, o seu apoio incondicional ao evento.
Então qual era a ideia que tanto gostei
de ouvir? Ora bem, fizemos uma análise ao que temos na aldeia e a conclusão foi
que não há restaurante para dar de comer a tanta gente. Ora sabendo nós que
existe um espaço com condições para a refeição, outras vezes já utilizado para
almoços, jantares e outros convívios, o salão da freguesia ( e sede da ACDM)
era uma boa escolha. Quanto à refeição propriamente dita, acordávamos com os
comerciantes locais a forma de eles serem os fornecedores da comida, bebidas,
sobremesas, cafés…num dia, trabalhando em rede, ganhávamos todos alguma coisa,
principalmente os proprietários dos cafés e mini-mercado. Que bom, pensei eu
para mim, isto é a “economia circular” a funcionar! Vamos então ao trabalho e
dar corda aos sapatos para que tudo esteja pronto na data que for. Até o mês de
Fevereiro já tínhamos apontado como o ideal para alunos e professores, ficou
apenas o dia por confirmar pela universidade e os parceiros de Malcata encarregar-se-iam
do transporte e toda a logística necessária (comes e bebes…).
Que vos parece esta nossa ideia? Tem ou
não pernas para andar? Tem ou não vantagens?
José Nunes Martins
(josnumar@gmail.com)