Mais do que um blog, um legado e um cantinho dedicado à preservação da memória coletiva de Malcata, das tradições e costumes e ofícios antigos. Um ponto de encontro para naturais, descendentes e apaixonados pela aldeia que moldou as nossas vidas.
Pesquisar:
15/08/2010
MALCATA: A FESTA DA ASSOCIAÇÃO ALEGROU A ALDEIA
Carlos Coelho, nosso bem conhecido tocador de concertina, também presenteou os presentes neste convívio, com umas canções populares ao som do seu acordeão. Apesar de a idade já não ajudar, a generosidade e a alegria do Carlos Coelho continua a alegrar todos os que o ouvem. Este é um homem que viveu da música de baile e que tantas alegrias espalhou por toda esta região, mas que vive com os dois pés bem assentes na terra e o seu valor e as suas qualidades humanas o tornam numa das pessoas mais estimadas e queridas em Malcata e por toda a raia.
É maravilhoso conhecer homens como o Carlos Coelho. Durante toda a sua vida de artista, de tocador, soube sempre partilhar o seu talento para a felicidade de quem convive com ele, ou simplesmente, o viu e ouviu com a sua concertina.
15/05/2010
MALCATA: ASSOCIAÇÃO DE SOLIDARIEDADE SOCIAL FESTEJA 15 ANOS DE VIDA
01/10/2009
DIA INTERNACIONAL DO IDOSO
“Talvez.”
Passou-se algum tempo e, para surpresa de todos, o cavalo voltou e trouxe com ele dois outros cavalos selvagens. Os vizinhos festejaram a sorte que teve, pois agora tinha três animais, que seriam muito úteis para tratar as suas terras. No entanto, o camponês não se deixou influenciar e disse-lhes apenas:
“Talvez.”
Pouco tempo depois, o filho do camponês tentou montar um dos cavalos selvagens, e foi atirado ao chão, partindo uma perna. Toda a aldeia lamentou a sua falta de sorte, mas o camponês respondeu:
“Talvez.”
Na semana seguinte, vieram até à aldeia os oficiais responsáveis pela convocação militar para recrutar jovens camponeses para servir na guerra. O filho do camponês foi rejeitado, pois estava com a perna partida. Mais uma vez os seus vizinhos comentaram como ele era um homem de sorte. O camponês simplesmente lhes respondeu:
“Talvez.”
Esta antiga história nos traz uma lição de grande sabedoria. O significado dos acontecimentos das nossas vidas depende da maneira como os vemos. Existem pessoas que estão sempre a lamentarem-se pelas coisas que acontecem. Eles percebem apenas o lado negativo das coisas. São pessimistas.
Outras pessoas, ao contrário, buscam nos acontecimentos, mesmo aqueles aparentemente negativos, oportunidades de crescimento e realização pessoal.
Por exemplo, uma pessoa que se envolve num acidente de carro, pode ficar a lamentar-se pelo prejuízo financeiro que teve, pelo aborrecimento, pela perda de tempo, etc. estes são os pessimistas. Os optimistas aproveitam a oportunidade para agradecer a Deus por não se terem magoado e por terem aprendido mais uma lição de vida. Aproveitam para reflectir sobre o ocorrido e evitar que aconteça novamente.
Na história contada, ganhar dois novos cavalos, na realidade daquela pequena aldeia, parecia ser algo bom, no entanto foi o motivo para o acidente com o filho do camponês, que era algo ruim. Ter um filho com a perna partida é um facto ruim, no entanto no contexto do recrutamento para ser levado à guerra, a perna quebrada foi uma benção.
Devemos, portanto, evitar deixar-nos influenciar demasiadamente, tanto com os acontecimentos positivos, quanto com os negativos. Já houve casos até de pessoas que ganharam uma fortuna na lotaria, e tiveram as suas vidas viradas do avesso, trazendo desunião, transtornos e infelicidade para as suas famílias.
A sabedoria da vida parece estar na nossa capacidade de criar um contexto positivo para todos os acontecimentos, procurando torná-los sempre positivos. Fazer do limão uma limonada. E ao mesmo tempo, evitar deslumbrar-nos demasiadamente com factos que aparentemente são conquistas extraordinárias.
Talvez um equilíbrio no nosso estado de espírito seja o mais aconselhável. Devemos buscar a nossa realização pessoal em nós mesmos, e não nas coisas materiais ou mesmo responsabilizando outras pessoas pela nossa felicidade.
Neste Dia Internacional do Idoso, lembro-me daqueles que vivem sós, nas suas próprias casas, acompanhados diariamente, pelos colaboradores da Associação de Solidariedade Social de Malcata.
Ainda bem que esta Associação existe e trabalha em prol da humanização e solidariedade das pessoas.
25/08/2009
Á SOMBRA DO CASTANHEIRO DE MALCATA HÁ SOLIDARIEDADE
ASSOCIAÇÃO SOLIDARIEDADE SOCIAL DE MALCATA
O Serviço de Apoio Domiciliário prestado pela A.S.S.Malcata ( Lar de Malcata ) tem ajudado e muito a população mais idosa e carenciada da aldeia de Malcata. Idosos que por vezes não têm familiares junto de si, que se recusam a deixar as suas casas mas a quem muitas vezes já lhes falta as forças até para preparar uma refeição quente e nutritiva. É por estas pessoas que a A.S.S.Malcata luta diariamente para que os serviços sejam cada vez melhores e que consigam responder a todas as necessidades dos seus utentes.
O jardim anima os utentes
Utentes do Lar e amigos em convívio
- Cuidados de Higiene e Conforto Pessoal;
- Alimentação ao Domicílio;
- Limpeza e Arrumação do Domicílio;
- Diligências ao Exterior;
- Serviços de Primeiros Socorros;
- Tratamento de Roupa.
A todos os que trabalham nesta associação, em particular, aqueles que diariamente apoiam o meu pai, o meu sincero e singelo agradecimento e continuem a distribuir gratuitamente essas palavras e gestos tão banais e simples, mas com uma mensagem de Esperança, como um "bom dia" ou "bom almoço" e um "até amanhã". Vós sabeis a importância destas palavras simples e quotidianas para quem vive só. É assim que se valoriza uma instituição exemplarmente gerida pela Dra.Susana e restantes membros da direcção. Façam os outros felizes e contribuam para a felicidade da vossa vida pessoal.
19/09/2007
A ESCOLA QUE O NOSSO PAÍS TEM HOJE
«EM BANDA LARGA
A ministra da Educação chamou-lhe "revolução silenciosa". "Está a fazer-se uma revolução silenciosa nas escolas portuguesas", disse ela na Escola Secundária de Francisco Holanda, em Guimarães, onde lhe calhou fazer a distribuição de computadores do início do ano lectivo. Tudo o que é ministro, secretário de Estado e assessor cancelou nesse dia a agenda, deixou os conspícuos afazeres governamentais e andou a distribuir computadores pelas escolas do país no meio de dezenas de câmaras de TV, máquinas fotográficas e jornalistas de esferográficas em punho. Foi a mais barulhenta "revolução silenciosa" que há memória no início de um ano lectivo.Silenciosos, foram, porém, os números, dias depois, divulgados pela OCDE: Portugal é dos países (o 23º em 34) que menos investem em educação, pouco mais de 5000€/ano por aluno, para uma média de 6115€ entre os países da OCDE(os EUA e a Suiça por exemplo, gastam mais de 10.000). Portugal figura no topo apenas no "ranking" do...menor número de alunos que terminam o Secundário (só 26% portugueses acabam o 12º ano, contra 68% nos países da OCDE). Mas as revoluções, sobretudo as silenciosas, não se fazem de um dia para o outro. Continuaremos na cauda da Europa, mas há-de ser em banda larga.»
Obrigado a Manuel António Pina, homem que no seu dia a dia vai' esse sim, fazendo uma revolução silenciosa e que muitas vezes com as suas palavras escritas revoluciona as nossas mentes. Oxalá, com estas crónicas escritas,no Jornal de Notícias,ajudem a revolucionar as mentes dos nossos governantes.

