Em Malcata, há necessidade de uma mudança de paradigma, como
precisamos de “pão para a boca”. Se
quisermos ultrapassar as dificuldades do presente, tem de se ultrapassar as
barreiras que existem à frente do caminho. Precisamos de coragem e ousadia, de
criar e acreditar que o desenvolvimento da comunidade é possível e deve
envolver e comprometer toda a povoação e cada pessoa em particular. Neste
momento, o rebanho é uma das soluções para Malcata sair da imobilidade e do
anonimato. Há que fazer entender que este projecto das cabras sapadores tem
capacidade para criar postos de trabalho para além dos pastores. As cabras
devem servir de motivo de união e de desejo em fortalecer a economia local e
regional, garantir trabalho a um pequeno grupo de pessoas de Malcata. Há uma
urgente necessidade de martelar as nossas cabeças e as nossas consciências de
que somos um povo unido e que estamos todos no mesmo barco. Há muito que se
esperava o rebanho, o queijo, o cabrito e o leite. Agora é tempo de desassossego
e de passar à acção. É tempo de questionar, pensar e comprometer-se com o que
garanta o futuro da comunidade, apostando numa organização que assente no
respeito e na transparência, que retribua e ofereça as oportunidades de
trabalho e rendimentos justos. Combater a opacidade e abrir o projecto das
cabras a todos os malcatenhos deve ser um compromisso cívico em nome do bem de
todos.
Precisamos de coragem, ousadia e de
acreditar que Malcata se pode desenvolver e tornar-se numa terra amada.
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