30 novembro 2009

REGISTOS DO ARCO DA VELHA

Se hoje os serviços do Estado não funcionam lá muito bem, aqui têm um exemplo de como o mal já vem de há muito. Leiam devagar e fixem as datas dos documentos.
     ( Para ver melhor, clicar sobre as imagens)


Como resolvi isto? Perguntei à minha mãe e a resposta que recebi deixou-me ainda mais abananado: foi a 11 de Outubro de 1960.
E esta, hein!!!

28 novembro 2009

OS FARRUSCOS DE MALCATA

22 novembro 2009

MALCATA NA MESA DAS JUNTAS


Mesa das Juntas(Foto Cinco Quinas)


   A Mesa das Juntas para os próximos quatro anos já  foi eleita. Esta associação de freguesias foi criada durante o mandato de Joaquim Portas como presidente da Câmara do Sabugal, após discordância e abandono de uma Assembleia Municipal por não concordarem com o orçamento aí apresentado. Desde então, sempre que se realizam eleições autárquicas, são convocados todos os presidentes das 40 juntas de freguesia para uma reunião no Salão Nobre da Câmara do Sabugal. E entre os presentes, colegialmente são eleitos os 5 membros que representarão as freguesias nos actos que a Mesa das Juntas levar a efeito.
   Este ano, os 29 membros presentes na reunião ( recordo que o concelho tem 40 freguesias ) escolheram o nosso presidente, senhor Victor Fernandes, para membro da Mesa. 
  

20 novembro 2009

MALCATA SERÁ O NOME DO PRÓXIMO LINCE A CHEGAR A PORTUGAL?

Azahar já cá está e agora acompanhado pelos amigos Erica, Daman, Ébano, Espiga, Enebro,Erra,Fado, Fresco, Fresa...já só falta que baptizem o próximo com o nome "Malcata". Porque não?


19 novembro 2009

HÁ COGUMELOS QUE MATAM


   OS COGUMELOS SILVESTRES MATAM
   Continuando a escrever sobre cogumelos, hoje o Jornal de Notícias publica a opinião do Dr.Linhares Furtado e podemos ficar a saber que segundo ele que "os cogumelos venenosos podem provocar uma hepatite aguda, que dá origem a uma insuficiência hepática de tal modo grave que, por vezes, é impossível salvar os doentes. Ou há a oportunidade de transplantar imediatamente as vítimas - o que não é assim tão fácil, porque não há dadores de fígado ao dobrar da esquina e as compatibilidades dificultam ainda mais os transplantes - ou elas morrem. Apesar de tudo, ainda há muitos doentes que escapam com vida apenas com tratamentos médicos.
   É por isso que eu só como cogumelos de cultivo e nunca silvestres. Não arrisco, porque sei que os cogumelos venenosos não só danificam o fígado, como, por vezes, danificam de forma tragicamente irreverssível, todos os orgãos que estão à volta. As pessoas têm de ser mais responsáveis, mais ponderadas e não devem dar tiros no escuro".

   Ora aqui temos um bom conselho. Se o senhor António Pires, de 80 anos e a sua mulher Maria tivessem tido mais cuidado com os cogumelos silvestres que foram apanhar e os cozinharam para comer no sábado ao jantar, talvez eles e família evitassem o sofrimento e a morte.
   "Os meus pais sempre comeram cogumelos, desta vez alguma coisa correu mal"
   "O tacho ainda estava em cima da mesa" 
   Foi assim que o filho deste casal comentou o trágico desfecho dos seus pais. E a minha mãe, que todos os anos ia apanhar cogumelos e com tanto cuidado e carinho os arranjava para quando eu fosse à aldeia os trazer para a minha casa. De facto são saborosos, são algo de especial...mas acho que agora vou seguir o conselho do doutor Linhares Furtado.

OS MÍSCAROS DOS DEUSES


A tradição de comer cogumelos silvestres já vem de muito longe. Por toda a Beira Interior e claro na aldeia de Malcata as pessoas da aldeia rebuscam todos os pinhais e campos em busca destes "camarões" do campo.
Realizou-se há bem pouco tempo nos Fóios uma Jornada Micológica. Os participantes para além de apanharem os cogumelos, com a ajuda do engenheiro Gravito, aprenderam a melhor forma de os apanhar e deixar aqueles que são tóxicos para a saúde humana.
Aos cogumelos silvestres muitos chamam também "míscaros", sendo o miscaro amarelo um dos mais apanhados e consumidos.
Em Espanha este cogumelo conhecido pelo nome de Tricholoma Equestre, passou a ser proibida a sua apanha e a sua comercialização. Em Portugal, segundo as palavras do Engº.Gravito, está quase pronta a legislação que vai também proibir o seu consumo por humanos. As razões desta medida são as de que é um cogumelo, quando consumido ao longo de muitos anos e muitas vezes, pode ser venenoso, pois, os efeitos maléficos podem até só manifestarem-se ao fim de uma vintena de anos...e acredita-se que às vezes não se associam as mortes humanas ao consumo deste cogumelo por causa desta particularidade ser tão espalhada no tempo.

Tricholoma Eqestre ( Míscaro amarelo )
Esta informação não deve ser ignorada e como medida cautelar, desaconselha-se o seu consumo. Mas caso tenha consumido cogumelos e se sinta mal, não deve hesitar e contactar o Centro de Informação Anti-venenos:
 Clicar em cima da imagem para ler melhor


CIV ( Centro Informação Anti-Venenos )
   É que quem consome cogumelos tem de ter em conta que existem algumas espécies que só se consomem uma vez na vida...porque depois da primeira vez já não está vivo para repetir a dose.
   Infelizmente, em Portugal as mortes causadas pelo consumo de cogumelos venenosos é uma realidade. Leia esta notícia vinda na comunicação social:

   Os cogumelos são, apesar de tudo, um alimento natural, um excelente produto de culinária e quem desejar saber algumas receitas aqui deixo um sítio seguro e interessante:


Chefe Valdir Lubave

Ainda a propósito da Jornada Micológica dos Fóios, aqui publico algumas fotografias do evento que contou com a participação de cerca de 70 pessoas, estando também esta gente de Malcata:


















José Manuel Campos satisfeito com a iniciativa
   Foi um sábado diferente!

14 novembro 2009

BOM EXEMPLO A SEGUIR


      Casa na Rua do Meio, nº2 que foi restaurada e agora tem uma apresentação bem melhor.

10 novembro 2009

MALCATA: AINDA HÁ SONHOS?


Este pequeno filme mostra uma aldeia, as suas ruas,a serra que lhe deu o nome, das pessoas que ainda lá vivem durante todo o ano. Também revela a "outra" aldeia durante o mês de Agosto, com muita gente que aqui vem passar as suas férias. O Tempo não pára de avançar e os anos transformam as pessoas e as coisas e o passado vai-se esquecendo porque o presente ocupa-nos o dia a noite. Começo a ficar preocupado com a aldeia onde nasci. A vida mudou e muito. As ruas estão calcetadas e limpas. Na minha infância não havia rua que não tivesse vestígios da passagem das juntas de vacas, dos rebanhos de cabras e ovelhas e das galinhas em plena liberdade pela rua. Ainda me recordo daquela tarde de Verão em que uma patrulha da Guarda Republicana multou a Ti Ana por causa das galinhas que andavam na rua. Agora, galinhas com essa liberdade, só conheço as da Ascenção e coitadas, ficam encerradas no galinheiro sempre que levo os meus cães quando vou visitar o meu pai.
O Mundo continua redondo e Malcata continua a ser aquela aldeia perdida e esquecida pelos empreendedores deste país. Ah, se os sonhadores, soubessem o valor que tem Malcata, saberiam onde realizar os seus sonhos e ganhar uma vida de felicidade. Venham, visitem a aldeia, subam até ao cimo da Serra da Malcata e sonhem de olhos abertos ao mesmo tempo que observam o reflexo do sol nas águas tranquilas que a nascente do Côa vai levando até à albufeira da barragem. Se os olhos gostam...se os ouvidos gostam...se o nariz gosta...é porque vale a pena ocupar assim o pensamento.

08 novembro 2009

OLHOS DE LINCE


Câmara Municipal do Sabugal
( Clique em cima da foto para ver melhor )
   Foi numa das minhas idas à cidade que observei esta situação. Observem a fotografia e digam lá se aquele candeeiro está ou não a mais. A iluminação do espaço é necessária, mas no meu entender o recinto ganhava se este candeeiro fosse dali retirado e optassem por outro ponto de suporte para iluminar este bonito local. Os mastros para as bandeiras estão bem colocados na esquina esquerda. O candeeiro está mais para a direita. Procurei posicionar-me para conseguir uma foto da exposição, mas sem o dito poste do candeeiro, mas não consegui e foi aí que me apercebi de que este poste está ali mal colocado. Não acham?

03 novembro 2009

PASSEAR DE NOITE POR MALCATA

Malcata - O encontro de uma noite de luar… Caminhada nocturna

Realizou-se no dia em que as bruxas saem à rua, 31 de Outubro (também conhecido por Halloween), uma caminhada nocturna na freguesia de Malcata, organizada pela Associação Cultural e Desportiva desta localidade.


Eram mais ou menos 20 horas do dia 31 de Outubro. A sós, aos pares ou em grupo foram chegando à sede da Associação Cultural e Desportiva de Malcata (ACDM) – organizadora deste evento – pessoas interessadas em participar nesta actividade. Com um grande grupo de 75 participantes iniciou-se a caminhada, atravessando a aldeia e seguindo rumo por um trajecto anteriormente delineado. Era uma lua (como diria Francisco de Assis) em fase de Lua Cheia, decidiu brindar-nos com a sua presença ao longo de todo o percurso, dando um ar lunático à paisagem, inolvidável para quem teve a sorte de caminhar, ao longo de mais ou menos três horas, por caminhos diversos. Uns almofadados, outros pedregosos; uns subiam, outros desciam. Na lomba da Serra tivemos a oportunidade de avistar, de vários pontos, os numerosos aglomerados populacionais que se estendiam por todo o horizonte da Beira Alta e Beira Baixa, quais pirilampos mágicos que nos piscavam o olho e nos obrigavam a ter vistas largas.
A meio da caminhada, a paragem enunciada: uma carrinha de caixa aberta, devidamente ornamentada com tochas ardentes, expunha um fausto menu (bebidas quentes, sumos variados, bolos, etc.).
Bem retemperados, retomou-se a marcha pela lomba da Serra até ao Homem de Pedra, ponto e marca para a descida e o regresso para a sede da ACDM, onde nos esperava um excelente caldo verde e outros acepipes.
Parabéns à nova direcção da Associação que tão bem soube organizar este evento. Estendo certos que na próxima caminhada muita mais gente haverá, pois as surpresas que a noite nos oferece não se podem desperdiçar (houve quem “visse” de tudo um pouco: linces, corsos, javalis, coelhos aos montes, bandos de perdizes, texugos, saca-rabos, nharros e todo mais uma panóplia de coisas raras). Basta fechar os olhos para ver.
   

Por: Ruich
 Copiado daqui:
http://www.cincoquinas.com/index.php?progoption=news&do=shownew&topic=3&newid=2207

   Felizmente houve luar nessa noite. Por motivos profissionais, este ano não pude participar neste passeio, mas se o primeiro correu bem, fico a aguardar a realização de outros. Quem sabe se da próxima vez eu tenho a oportunidade de também olhar e ver o lince.

02 novembro 2009

O LINCE IBÉRICO E MALCATA



 Panorâmica vista da Machoca


A Reserva Natural da Serra da Malcata deverá chegar ao fim de 2009 com perto de 500 hectares de terreno adaptado para a população de coelho bravo crescer e vir a alimentar o lince ibérico, disse o responsável pela área.
No terreno, já é visível "um crescimento dos núcleos existentes", mas ainda é cedo para dizer quando haverá coelho de forma sustentável para o lince regressar,referiu Armando Carvalho, em declarações à agência Lusa.
"A natureza leva o seu tempo", referiu o responsável, precisando que foram precisos três anos de trabalho nos quase 500 hectares de ambiente florestal recortado aqui e ali para os matos secos darem lugar a espécies herbáceas que os coelhos possam comer.
A Serra da Malcata era um dos habitats do lince ibérico, como o demonstra a marca Terras do Lince, que serve de chapéu a diversos produtos e actividades da Câmara Municipal de Penamacor, concelho que guarda"muita simpatia"pela espécie em risco de extinção, realça Armando de Carvalho.
O Centro Nacional de Reprodução de Silves recebe esta semana os primeiros linces ibéricos, ao abrigo de um protocolo com Espanha.
O objectivo é que a espécie se reproduza e seja reintroduzida em habitats naturais.
Enquanto em Silves todos os olhos se viram para os linces, na Malcata a atenção ainda está centrada no seu principal alimento: o coelho bravo. Cuida-se de pontos de água e instalam-se moroiços(estruturas de abrigo e reprodução) para que nada falte aos coelhos bravos e suas crias.
A Reserva Natural da Serra da Malcata tem 6000 hectares, 500dos quais estão sob gestão do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade(ICNB). "Até final do ano estimamos que um décimo da área tenha sido intervencionada, num trabalho com duas frentes: criar condições para o coelho bravo crescer e minimizar o risco de incêndios florestais", explicou Armando Carvalho.
"Esta já será muito significativo para podermos obter alguns resultados", algo que só a monitorização do coelho bravo o dirá. "Se não tiverem predadores, muito provavelmente vamos ter um incremento e depois logo veremos quais os passos a dar", sublinha o responsável.
"A natureza tem as suas próprias regras e nós aprendemos fazendo. Temos ainda algum tempo para avaliar os resultados do nosso trabalho", realça o também director do Departamento de Gestão de Áreas Classificadas do Centro e Alto Alentejo do ICNB.
Armando Carvalho aprecia o interesse da população e dos municípios no regresso do Lince. "estas batalhas não se ganham só no número de hectares intervencionados, mas também na capacidade de captar outras entidades e os residentes. A espécie tornou-se simpática e isso motiva outra maneira de estar", reconhece.
Fonte:Lusa

01 novembro 2009

TODOS SOMOS MORTAIS



NOVEMBRO
Estes dois dias a morte anda vestida de flores. Os mortos e os vivos reunidos, por alguns momentos, no mesmo lugar. Procuram-se, pensam uns nos outros, mas não podem abraçarem-se. A angústia da morte arruína a alegria de viver. A morte estraga todos os sentimentos de prazer, de convívio, a morte destrói todas as certezas e obstrui o órgão que me faz aspirar o gozo da existência. Ninguém sabe como tratar a morte. Não se fala dela, esquecemo-la. Depois do funeral, a vida segue em frente. Não devemos desviar das nossas mentes os nossos pensamentos sobre a morte. Isso seria utilizarmos a técnica da avestruz. Melhor é nós nos interrogarmos e fazermos esta pergunta:
- A morte é ou não o fim de tudo?
   Se a morte é o fim, assume o carácter de uma mutilação terrível. Se não é o fim, a morte, a minha morte adquire uma dimensão extraordinariamente nova. Uma serena confrontação com a morte, esse momento crítico da minha vida que eu deverei afrontar sozinho, coloca-me diante do tudo ou nada, do sentido ou do sem sentido. O segredo da vida e da morte coincide com o mistério de Deus. Da mesma forma que o meu “eu” pessoal, único, irrepetível, não encontra nenhuma explicação satisfatória na física, na química ou na biologia, eu não encontro uma resposta sobre Deus, com o método das ciências naturais. Tenho entre as mãos só uma coisa: a esperança. A esperança que, até ao último alento, me dá a alegria de viver.