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26.7.26

SERVIÇO DE BAR E PETISCOS EM MALCATA

  

Bar e esplanada na Zona de Lazer de Malcata


  Não está em causa quem está a explorar o bar existente na Zona de Lazer da Freguesia de Malcata. O que está em causa é o direito que os cidadãos e os malcatenhos em particular, conhecer os passos que foram dados pela Junta de Freguesia em relação a um concurso tornado público.
  O caso da entrega da concessão da exploração do bar e restantes equipamentos existentes na Zona de Lazer, o facto de não se ter divulgado através de edital ou aviso, não significa que se cometeram atropelos à legalidade da assinatura do contrato. Contudo, a ausência de divulgação dessa informação, leva-me a ficar preocupado, porque verifico que a Junta de Freguesia apenas divulga e informa aquilo que lhe interessa e limita informação aos cidadãos, que têm direito a ela, mesmo quando a Junta de Freguesia pensa que é de pouca importância e interesse. 
  A confiança ganha-se e afirma-se com procedimentos claros, do início até ao fim: tornar público as condições e os valores da concessão, dos prazos e obrigações, incluindo o valor do aluguer.
  Lamentável é perguntar e não haver qualquer resposta. O que mais preocupante se torna é verificar como se fica a saber o resultado final de um simples "concurso de aluguer" de um bar de "praia" e da forma leviana de promover uma estrutura pública. 
  Através da leitura atenta de publicações nas redes sociais, soube que o bar da Zona de Lazer foi entregue ao mesmo empresário de restauração dos anos anteriores. Informação pública e oficial não existe. Eu sei que me vão apontar o dedo, que lá estou eu a meter-me onde não sou tido nem achado...bla, bla, bla. Sim, eu não moro na aldeia e isso deve ser conversa para quem aí mora, caso quiserem falar sobre o assunto. 
  Volto ao princípio e repito que não está em causa o casal que com afinco e trabalho "Xabregas e Sandra garantem por ali um serviço de bar e petiscos de excelência" . São os vencedores do concurso para explorar o bar da Zona de Lazer de Malcata em 2026.
   

Recorte de publicação nas redes sociais
dando a conhecer o concessionário do bar
da Zona de Lazer para 2026

22.7.26

A IMPORTÂNCIA DA BOA COMUNICAÇÃO

 

Trabalhadores abrem a mina em Malcata


 O nosso mundo está cada vez mais mecanizado, informatizado e palavras como digitalização, ficheiro, redes sociais, internet, memória, velocidade ou inteligência artificial, apesar de as ouvirmos todos os dias, muitos de nós resistimos e abanamos a cabeça mostrando que não embarcamos nas mudanças dos nossos hábitos e métodos tradicionais de comunicar, de informar ou contactar com as outras pessoas e instituições. E se o cidadão comum é avesso e resiste em mudar a sua forma de se relacionar e comunicar, há algumas entidades públicas que, mesmo sabendo e possuindo as ferramentas digitais, continuam a não querer utilizá-las e com elas valorizar e aprimorar o nível de informação e divulgação do seu trabalho, dos seus planos e limitam-se a divulgar só matéria que lhes interessa e que lhes mantenha toda a tranquilidade para tomar decisões. 
 Vejamos o caso da Junta de Freguesia de Malcata e tendo como exemplo, a forma de comunicar e informar a população, a prioridade da informação e o acompanhamento que os autarcas fazem quando divulgam alguma informação de relevo. 
 Há dias, a Freguesia de Malcata, publicou na sua página oficial Facebook, um Aviso com esta mensagem: 
 "Vem a Freguesia de Malcata informar, que devido a um acidente na realização de trabalhos florestais, foi danificada a rede de abastecimento de água à fonte da Praça do Rossio (Torrinha)...
ler aqui:  https://www.facebook.com/photo?fbid=1514872220672650&set=a.315565787269972

 Eu, como malcatenho e a viver fora da aldeia, fiquei preocupado e no que me foi possível fazer, prestei a pequena informação que me foi pedida via telemóvel. A junta de freguesia estava no local a fazer todos os possíveis para resolver a falta de água. Apressaram-se e bem, a alertar as pessoas para o que aconteceu e tudo estava a ser feito para as coisas voltarem ao normal. 
 
 Passados dois dias da divulgação do AVISO, quando consulto a página da Freguesia de Malcata para saber do estado da "reparação do cano" da água, sou surpreendido com uma publicação a anunciar a realização de um convívio, a realizar no próximo domingo, nos Fóios, aldeia vizinha de Malcata. Sobre o "acidente na realização de trabalhos florestais, que danificaram a rede de abastecimento de água à Fonte...", nada, nem uma palavra.
 
 A Junta de Freguesia esteve tão bem e atempadamente, a sua comunicação do inesperado corte de água que me sim, cumpriu e fez o que devia ser feito. 
 Surpresa, para mim, está a ser a ausência de acompanhamento,  actualização, ponto da situação sobre o primeiro e mais importante assunto que foi tornado público. Afinal como está agora o fornecimento de água à Fonte da Torrinha? A população pode consumir a água ou está ainda por reparar a avaria? O que foi necessário fazer junto à mina? Quem pensava encher alguns garrafões com a água da fonte, já o pode fazer? 
 Muitas perguntas, muitas dúvidas que pode estar a massacrar qualquer malcatenho residente na aldeia ou em viagem para a terra. 
 Mais uma vez, é necessário uma mudança de atitude em relação às políticas de comunicação utilizadas pelo actual executivo. E lembro ainda que o portal ou página da Freguesia de Malcata, deve fazer corar de vergonha com tamanha desactualização e funcionalidade. 
 E fazer melhor, está mesmo tão perto, é só querer fazer melhor! 


28.4.26

PARA QUE SERVE UMA ASSEMBLEIA DE FREGUESIA MUDA?

  



  No passado dia 24 de Abril realizou-se uma sessão da Assembleia de Freguesia de Malcata. Tratando-se de uma reunião ordinária, pública, ou seja, aberta aos cidadãos que desejassem estar presentes. 
  Nesta reunião a agenda de trabalhos continha pontos relevantes e de interesse público, como é a apresentação, discussão e a votação das contas de 2025,apreciar e votar o regimento para a concessão da exploração do bar e equipamentos existentes na Zona de Lazer, discutir e votar as taxas a cobrar e assuntos diversos.
  A lei do poder local tem regras que a Junta de Freguesia teima em não cumprir e respeitar. E isto é um problema que tem de ser corrigido. Desde Janeiro de 2025, todas as autarquias estão obrigadas a disponibilizar nas páginas da internet informação de importância relevante para a freguesia e para os cidadãos. E sempre que essa informação não for tornada pública, qualquer pessoa pode e deve solicitar essa mesma informação. A página da Freguesia na internet é hoje o sítio onde a consulta de informação está mais acessível. Claro que também podemos consultar informações na sede da Junta de Freguesia, nos editais e avisos afixados. O cidadão residente na freguesia tem essa possibilidade e com facilidade se pode deslocar à Junta de Freguesia e consultar os documentos. E os que vivem longe?
Onde podemos consultar a informação? A resposta está no website da Freguesia de Malcata, ou devia estar!
  A Freguesia de Malcata tem neste momento três sítios abertos para neles publicitar informação: website, facebook e instagram. 
  O que acontece é que o website está praticamente sem uso, desatualizado e sem informação, como acontece com as actas das reuniões da junta e da assembleia de freguesia. A Junta de Freguesia sabe que está obrigada a elaborar e a publicar a minuta da acta das reuniões. Isto é o mínimo que a lei exige a uma Junta de Freguesia!
  O regime jurídico das autarquias locais, da lei 75/203, no seu Artº56º diz que "a publicidade das reuniões faz-se com o direito dos cidadãos nelas estarem presentes e à obrigatoriedade de elaborar e divulgar posteriormente a respetiva acta. Só assim os cidadãos têm a possibilidade de tomar conhecimento das deliberações da Assembleia de Freguesia!
  Sendo o website da Freguesia de Malcata um meio oficial e institucional da Junta de Freguesia, onde até tem espaço dedicado à Assembleia de Freguesia e a Documentos, não se compreende a atitude do executivo em não cumprir as regras. 
  Quando a nossa freguesia se diz representante de todos os fregueses, tem de demonstrar que é mesmo assim. A Junta de Freguesia e a Assembleia de Freguesia está sob administração duma maioria absoluta, com ligações políticas ao PSD. Embora tenham sido eleitos democraticamente, isso não significa que se está a respeitar a representação de toda a freguesia, de todos os cidadãos que nela votaram ou residem. Com a composição da actual Assembleia de Freguesia, podem surgir algumas dúvidas quanto ao seu funcionamento, pois a assembleia é composta só por membros do mesmo partido político do órgão executivo. 
  Cinquenta e dois anos depois do 25 de Abril de 1974, Malcata vive uma realidade que se pode considerar "anormal" e alterada, onde não existe equilíbrio democrático, nomeadamente na Assembleia de Freguesia. Dito de outra forma, a representação actual na Assembleia de Freguesia, é uma representação desequilibrada e não está a representar os princípios da democracia e da coesão da freguesia. 
  E a divulgação de informação tem aqui um papel principal para garantir a proximidade do poder local a todos os cidadãos e a todos os malcatenhos, vivam na freguesia ou distantes. Cabe à Assembleia de Freguesia exigir que o seu trabalho seja conhecido por todos. 
  À medida que o tempo passa me convenço mais de que há um propósito claro de exercer os cargos públicos num silêncio total e consciente. E o que mais estranheza me causa, é o povo da nossa terra gostar de viver com tantos silêncios, porque não é capaz de mostrar o desacordo e descontentamento e prefere calar a ser incómodo porque não quer ser incomodado. Que povo triste!
  
  

18.10.25

MULTIUSOS DE MALCATA: ARMAZÉM E OUTROS FINS

 



   

   Foi uma das propostas da candidatura do PSD à Assembleia de Freguesia de Malcata, nestas últimas eleições autárquicas, cujo panfleto escrito, foi divulgado nas redes socias, na manhã do penúltimo dia de campanha eleitoral por um elemento da lista.

   A proposta apresentada reza assim:
   “Construção de edifício multiusos da Freguesia   Malcata (armazenamento de equipamento e outros fins); (Já em condições para lançamento do concurso de empreitada);
  
Este anúncio, ao integrar a lista de propostas da lista vencedora, veio confirmar a intenção da junta de freguesia em avançar para a construção de um edifício destinado a servir de armazém, para nele se guardar todo o tipo de equipamentos de apoio à actividade da junta de freguesia e outros fins!
  Se se confirmar o que ouvi em Julho falar na aldeia, essa obra vai ser erguida
ali para os lados do Vazão, onde a junta de freguesia adquiriu ou está em vias de adquirir, um terreno para nele erguer o dito pavilhão multiusos.
 Caso estas informações se confirmem, quer isto dizer que o pavilhão cedido pela empresa construtora da barragem do Sabugal, irá continuar a cair aos 
pedaços, perdendo-se uma boa oportunidade de ser reabilitado e valorizado, mesmo até poupar dinheiro à freguesia. 
 É ou não verdade que aquele pavilhão serviu de refeitório para os trabalhadores ali tomarem as suas refeições?
  A área que ocupa é suficiente para ali ser armazenado muito equipamento, 
mesmo tractores e outras ferramentas. O seu piso é em cimento. Não fosse tanto desleixo e abandono consciente, ele não tinha chegado ao triste e vergonhoso estado em que se encontra. Nem se dignaram cuidar do edifício quando estava funcional.
 Quando a proposta da construção do multiusos é feita em plena campanha eleitoral, da maneira que ela foi apresentada, é de tal modo preocupante, que não deve ser aplaudida e não  deve ser aberto o lançamento do concurso da empreitada, sem antes haver uma apresentação pública da obra aos fregueses.


  A ideia de construir um armazém para a freguesia é meritória, e todos os malcatenhos concordarão que é precisa pois a freguesia ainda não tem um espaço destinado a armazém para nele guardar e cuidar dos diversos espólios que 
possui, desde máquinas, ferramentas, materiais para eventos, peças antigas que lhes são oferecidas para as conservarem e mostrar, guardar telhas velhas, pedras invulgares…etc. Esta falta de um armazém já é uma necessidade antiga e não de agora. O que a junta de freguesia andou a fazer  anos de governo não tem explicação e se ainda não tem um armazém é porque não o quis construir. 
 Então porque insisto na apresentação pública do multiusos que querem construir? 
 Porque as pessoas estão interessadas em conhecer o projecto e dar a sua opinião sobre ele, querem  também dar uma palavra, uma opinião. 
Para além de conhecer mais pormenores da obra, também é importante saber como e onde vão buscar financiamento e em que condições. 
  
  A expectativa nos malcatenhos já está elevada e para isso, bastou o anúncio da obra durante a campanha eleitoral. Mas, o que é mais importante para os malcatenhos, é que a obra honre e valorize o património público.   Uma proposta ou promessa que pode não ser concretizada, como outras promessas que também não estão cumpridas, apesar de saltitarem de mandato para mandato. 
Ou seja, olhando para o histórico recente, quem é o malcatenho que verdadeiramente acredita que a obra vai ser realizada? E quem quer  primeiro  ouvir os esclarecimentos públicos, até apresentar alguma sugestão ?
 
 Eu confesso que já apontei o problema do pavilhão da Fontacal, mas nada foi feito e mesmo depois de insistir, não consegui que fosse olhado com outros olhos.
 Agora, quando soube da proposta que vou falei acima, volto a bater na mesma 
tecla mesmo que seja chover no molhado. E aqui estou outra vez a chamar a atençãdesta proposta da junta de freguesia. Mas se avançar com a obra, corre risco de ser acusada de má gestão, falta de transparência por não ter a coragem de apresentar devidamente e atempadamente esta obra ao povo para lhe dar a oportunidade de a conhecer melhor e até enriquecer.  Ou até  arrepiar caminho e tomar outra decisão: aproveitar o que existe e com menos recursos construir o edifício que a junta de freguesia considera uma necessidade: um armazém. Porque espaços públicos para outros fins, eu conheço três e dois têm palco e luzes, ar condicionado, mobiliário, cozinha de apoio e muito espaço exterior para os que têm o vício do tabaco, jogar à petanca ou à malha. 
  Um multiusos da freguesia? Significa o quê em concreto? Um armazém com paredes e telhado, uma espécie de balcão elevado ao fundo e espaço para colocar 200 cadeiras articuladas, mas pouco confortáveis?
 
 Um edifício rectangular, mais parecido com um caixote grande, sem espaços e serviços anexos para servir de instalações de apoio, sempre que ali se realizarem eventos de "outros fins” para além da guarda das máquinas e ferramentas, dos restos de areia ou telhas?
  É para construir um multiusos, igual ou parecido ao das outras freguesias que já se adiantaram à nossa?
  Chamo a vossa atenção para esta situação:

 - A existência do pavilhão pré-fabricado à Fontacal,  a construção de paredes no seu interior e o facto de nunca ter sido utilizado;

- A informação de que está planeada a compra de um novo terreno para uma construção com funções semelhantes,  faz pensar  num potencial desperdício de recursos;

- A falta de transparência sobre o novo projeto, que supostamente está pronto a ser lançado a concurso, mas não foi divulgado adequadamente à população;

 Que atitude mais democrática e mais responsável devem os malcatenhos exigir à junta de freguesia?
  Só o facto de se esquecerem dos bens que a freguesia já possui e agora estarem a planear um gasto
de dinheiro público, havendo projectos por acabar ( sala das memórias, cabras nos baldios), abandonando e nem sequer considerar como uma solução, lamento dizê-lo, mas isso pode levantar algumas interrogações sobre a gestão dos recursos económicos da freguesia. 
  Este alerta que faço, vem no sentido de contribuir responsavelmente e de forma pacificadora e desinteressada
na defesa dos interesses da freguesia, dos seus habitantes e de todos os malcatenhos. 
  É a forma que encontro para fazer oposição, apesar da vitória avassaladora e absoluta que o PSD alcançou nas últimas eleições autárquicas, para a Assembleia de Freguesia de Malcata. 
  Malcata primeiro. 
                                                           
José Nunes Martins





1.9.25

A IMPORTÂNCIA DA APRESENTAÇÃO DE CONTAS



   Ora, no meio deste meu orgulho de ser de Malcata, há uma realidade e ela é tão verdadeira que a comparo ao famoso “teste do algodão”: não dá para enganar!
   Estou a escrever estas palavras muitos dias depois da festa. Este ano não estive na aldeia pela semana da festa. O que vi e pude acompanhar via internet e telefonemas, foi uma festa valente e bastante animada. O arraial durou este ano uma semana!
   Na última noite da festa, foram subiram ao palco os novos mordomos. Agora que se encerrou a festa deste ano, é tempo de pensar na festa do Verão seguinte e sem muitas demoras.
   Os mordomos que organizaram a festa deste ano estão de parabéns, pois aquilo que transpareceu foi que conseguiram organizar uma festa e reavivaram a nossa terra durante a mais importante festa da aldeia. E desta vez, até S. Pedro esteve a torcer pelo êxito e o Judas nem às noites foi visto nas ruas. Só se ele veio disfarçado de militar e passou os dias fechado, na casa daquela pessoa amiga e bem parecida, que também deixou vazia a caixinha do dinheiro, recebido em honra do Barnabé, pois estão bem um para o outro e têm gostos e interesses comuns, a atração por moedas. Foi por estas coisas e talvez por causa de outras que ficou sem trabalho e teve de sair a acelerar pela A25. Tanto Judas como a rapariga, vivem sem consciência da dimensão dos prejuízos que causam ao mundo e às pessoas, gostam de gastar sem olhar a meios nem
a métodos ou promessas. Estou convencido, que lhe deram rédea larga e liberdade sem regras.
   É por estas e outras situações que, para organizar as festas de Malcata, é importante apresentar atempadamente, um programa e um orçamento, uma equipa de mordomos em que as tarefas de cada um desde o “presidente”, ao tesoureiro, secretário, fiscal…fiquem escritos e anunciados ao povo. E no fim da festa, apresentar as contas. Só assim se pode atribuir e controlar as festas e assim promover a freguesia com a elevação que ela precisa e as pessoas desejam.
   Eu sei e outros também sabem, que os mordomos, todos fazem o melhor que podem e sabem, embora isso possa não ser o suficiente para agradar a toda a gente. Também sei e outros também sabem que os mordomos são gente amiga, conhecida e todos fazemos um esforço para não dar muita importância a um ou outro desvio, contratempo, desentendimento, discordância e não se sinta muito incomodado com o destino dado aos euros gastos ou existentes em contas bancárias, seja como depósito e reserva para outras festas ou gasto em coisas desconhecidas e em benefício próprio.
   Por tudo isto, que paira na atmosfera e para terminar com a habitual ideia de que o dinheiro da festa é para ser gasto, que a festa raramente dá lucro, é preciso que todas as comissões de mordomos apresentem as suas contas. Não é o único passo e sabemos que se devem tomar outras decisões. Com isto que escrevo, apenas pretendo deixar aqui  um alerta alerta e uma maior atenção para tudo o que envolve as festas de Malcata e as pessoas que estão voluntariamente dispostas a organizá-las.
   A festa de 2025 foi um êxito e a animação foi muita. Foi esta a mensagem que recebi. E também me disseram que o povo gostou. 
   O meu desejo e esperança é que a seriedade e a transparência seja motivo para a realização das contas e que os mordomos as divulguem publicamente.

  
                                                               José Nunes Martins

8.7.25

MALCATA: AMANHÃ SERÁ OUTRO DIA

                                      PISCINA DE MALCATA

  Abandono e desleixo é a descrição do estado em que está a piscina flutuante. Foi um dos equipamentos mais procurados pelos visitantes da Zona de Lazer.
   Esta situação de abandono, já se arrasta desde 2019, tendo até sido tema de esclarecimentos por parte do presidente da autarquia,  numa assembleia de freguesia na qual eu também estive presente. E o assunto parece que foi falado, mais para ser ouvido por mim, do que discutido pela assembleia, porque nem sequer constava da Ordem de Trabalhos, nessa reunião a presidência da Junta justificou a não resposta a um pedido de esclarecimento da minha autoria, enviada por mail, nos primeiros meses do ano de 2020. 
   Estamos em 2025, com a época balnear já aberta e pelos vistos, a situação cada vez está pior. 
   Algum dia a gente da aldeia vai desfrutar da piscina e de banhos seguros?
   O que estão a pensar lá na Junta de Freguesia?
   A esperança da resolução de alguns problemas e pedrinhas na engrenagem foi prometida há quatro anos. Nada foi feito nesse sentido. Nem reivindicaram, nem reuniram as forças vivas da Freguesia para desbloquear a construção e valorização dos recursos hídricos! 
   Malcata, alguns residentes na aldeia, têm aquilo que merecem ! Custa ouvir, mas é a realidade do presente, o rumo para o precipício é mais do que uma fatalidade. 
                                      
Promessa eleitoral publicada no 
lustroso e arranjadinho livro/promessas VP2021-2025

                                                 
 José Nunes Martins

27.2.25

MALCATA: É TEMPO DE FAZER PROVA DE VIDA

    

Malcata-Praça do Rossio precisa de ser arrumada

   A Câmara Municipal do Sabugal, de 2021 a 2024, não apresentou qualquer proposta de reabilitação urbana para a Freguesia de Malcata. E, agora, a poucos meses de irmos para as eleições autárquicas, que até podem vir a mudar as caras do poder e a distribuição de lugares, vem propor uma Área de Reabilitação para a freguesia de Malcata.
   Isto tem mesmo cara de propaganda política. Desde a sua aprovação pela Câmara Municipal, às idas e vindas dos organismos do Estado, que pode levar meses de espera, leva-me a pensar que se trata de mais uma promessa impossível de ser cumprida por estes dois executivos, o municipal e o da Junta de Freguesia de Malcata. É que passar do papel ao real, não se faz da noite para o dia ou do mês de Janeiro para Fevereiro. As etapas que têm de ser levadas a cabo vão demorar algum tempo a concretizar-se. Duas já estão concluídas, foram em Janeiro, assunto de deliberação na Reunião da Câmara e amanhã, 28 de Fevereiro de 2025, vão a votação na sessão da Assembleia Municipal do Sabugal. E tendo em conta a formação da actual Assembleia Municipal, a aprovação da ARU está garantida.  Depois seguem-se as etapas seguintes, a começar pelo envio do documento para publicação em Diário da República; depois irá parar ao Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (prazo máximo de três anos), para a seguir se proceder à elaboração da
ORU ( Operação 
de Reabilitação Urbana); para depois ser aprovado noutra reunião de Câmara, que ainda o terá de publicar e colocar em discussão pública e depois, voltar a enviar outra vez, à Assembleia Municipal, onde será apreciado e votado; se for aprovado, tem de ser enviado para publicação, em Diário da República e depois ficar disponível, para consulta, na página oficial da Câmara Municipal.

   Já se perderam em alguma das etapas? Pudera! Tantas voltas e reviravoltas, a confusão e as dúvidas não ficam por aqui. Então, se durante quatro anos de governação autárquica (Câmara e Junta de Freguesia) não apresentaram o tão importante plano de reabilitação da freguesia de Malcata, querem agora fazer os malcatenhos acreditar em milagres? A poucos meses das eleições, que até vão decidir quem ocupará as cadeiras do poder local, que será durante quatro anos, com fortes possibilidades de ocorrerem mudanças políticas ligadas ao poder autárquico, é que se lembraram desta visão futurista para reabilitar a freguesia de Malcata? Até ao contar das votações a possibilidade de as coisas mudarem é real e pode mesmo acontecer!
   Sabemos todos que, na nossa santa terrinha, já não há quem precise de tempo para vindimar. Mas a sabedoria popular lembra que, até à lavagem dos cestos, ainda a vindima decorre!
   Só se a populaça anda completamente atarantada é que se cortam as pernas a uma oposição e a uma verdadeira alternativa política. Não é bom para a democracia, é mau para a freguesia deixar que continuem os mesmos de sempre, agarrados ao poder e aos lugares e ficarem a rir-se tanto ou mais que em 2021.
   Haja espaço e vontade de intervir.
   Quem avança?
                                                  José Nunes Martins

15.1.25

MALCATA : QUAL É O VALOR DO ORÇAMENTO PARA 2025?

    


   Na freguesia de Malcata,  nada do que se decide nas assembleias de freguesia é do conhecimento geral das pessoas. Em Dezembro de 2024, portanto, o ano passado,  foi convocada a última sessão da Assembleia de Freguesia, para apresentação e votação  do Orçamento e das Actividades para o próximo ano, o de 2025, que é bom lembrar, é ano de eleições autárquicas. Já passou quase um mês e nenhuma notícia oficial foi divulgada pela Junta de Freguesia ou Assembleia de Freguesia. 
   Porquê? Porque não se comunica nas suas páginas da  internet?
   Estão a faltar ao respeito dos eleitores e dos malcatenhos que não sendo eleitores, mostram-se interessados pelo que se vai passando na aldeia onde nasceram. Não estamos a exigir nenhum aumento de ordenado ou subsídios para alguma associação. O facto de não informar a comunidade, isto é,  o povo, como se costuma para aí dizer é, já em si, uma falta de respeito por quem nela vive e paga os seus impostos e também pelos que vivem longe.

                                              José Nunes Martins

11.10.24

MALCATA PRECISA DE MUDANÇAS

 


   Diz no n.º 2 do artigo 56.º da Lei n.º 75/2013, de 12 de setembro que:
“além das publicações obrigatórias em Diário da República, os atos dos órgãos colegiais autárquicos “são ainda publicados no sítio da Internet, no boletim da autarquia local e nos jornais regionais editados ou distribuídos na área da respetiva autarquia, nos 30 dias subsequentes à sua prática”.
   Ora as duas páginas que a Freguesia tem na internet, não têm qualquer acta publicada e 
o que tem feito é publicar os editais referentes às Assembleias de Freguesia, onde se informa da marcação das ditas reuniões e correspondente ordem de trabalhos.
   A Junta de Freguesia de Malcata nunca divulgou as actas das suas reuniões públicas, nem se digna publicar a ordem de trabalhos das reuniões do executivo (Presidente, Tesoureiro e Secretário); com as minutas das assembleias de freguesia acontece que, apesar de publicitarem os editais com a ordem de trabalhos, mais nada é dado a conhecer aos cidadãos da freguesia.
   Já por diversas ocasiões venho referir a necessidade de corrigir esta situação. Estão em causa alguns princípios de administração aberta, transparente e de informar o cidadão.
   Publicar os editais, os avisos e os eventos dos mais variados, é para o que tem servido a página oficial da internet, principalmente a do Facebook! Isto é a informação que eu encontro nas duas páginas na internet, que a junta de freguesia abriu e mantém.
   O que está a acontecer é a constatação que a Freguesia de Malcata nada faz, não tem agenda definida e anda ao sabor dos ventos e das decisões das outras entidades. Mais parece uma “caixa de repetição” das agendas do município e das associações.  Dá a sensação que quanto menos informação houver, melhor governa o executivo.
   Informar as pessoas é mais do que repetir o que outros já publicaram. É para informar, aproximar e incentivar o cidadão a interessar-se cada vez mais pela vida e actividade da freguesia, que a autarquia tem espaço na internet.
   Por tudo o que já disse, pelo direito à informação que os cidadãos de Malcata têm, renovo o apelo à Junta de Freguesia de Malcata para que tenha presente a curiosidade e o desejo de conhecer o que acontece na freguesia e se digne cumprir a lei.
  

22.9.24

AS PARCELAS DAS CONTAS DA FESTA

 

                                                    Contas apresentadas pelos mordomos


   
       A realidade é composta de acontecimentos, notícias, memórias, histórias, pessoas, animais e tudo aquilo que é ser malcatenho independentemente do lugar onde esteja.
      E como ser malcatenho? Como são os malcatenhos? São todas as pessoas que desejam conhecer e defender as raízes que lhes alimenta a vida e com convicção e alegria defendem as suas origens e identidade.
    
   Há acontecimentos e notícias que me chegam e não posso deixar de retransmitir para outros ficarem a conhecer.

     As contas das Festas de Malcata 2024 eu e muitos de vós já as lemos nas redes sociais. E aquilo que as pessoas disseram sobre uma coisa tão importante, como é o saldo positivo das contas, a comissão de mordomos deve estar satisfeita e contente pelos aplausos e elogios recebidos. Não há como esconder que valeu todo o suor e todas as horas devidas à cama e às famílias dos mordomos. A todos o povo deve um louvor. 
   A missão era gigante e tinha logo à partida alguns anticorpos e nuvens cinzentas que as festas do ano de 2023 repentinamente ensombraram o céu e os malcatenhos puros. Sabemos hoje que os mordomos deste ano e desta vez, elaboraram um plano e com esse plano asseguraram e provaram que é possível organizar uma festa, com muita diversão e farta de actividades, comida e bebida.
      Chegados a este ponto, com a apresentação dos nove mil euros de saldo, quase atingiam os dez mil euros, que é um registo digno de salientar e louvar e qualquer pergunta mais sobre as contas ou sobre a festa deste ano, vai ser vista como crítica e tentativa de desviar as atenções para pormenores sem interesse.
      Eu este ano não fui à festa e o
 que sei sobre a festa deste ano baseia-se nas publicações das redes sociais, nomeadamente a página oficial da festa e das publicações de muitos que estão de alguma forma ligados a Malcata. Como não vivo na aldeia, como malcatenho permite-me olhar para a festa com algum distanciamento e sem receio de vir a ser criticado. E no que toca à festa e às contas, estas não são assim tão claras e transparentes como se diz, é a apresentação normal e geral das contas. Há pormenores que são  importantes porque é a soma deles que depois resulta no saldo final. Também para se obter o total das receitas e das despesas, temos de ter presente as circunstâncias temporais e as relações-públicas e influências que certos elementos da comissão de mordomos têm na freguesia e na região e mesmo que o tentem afastar, é totalmente impossível. É o caso de um mordomo que, legitimamente foi escolhido e aceitou ser mordomo, com conhecimento do povo e dele próprio e que este ano também está a desempenhar um cargo político, público e importante na freguesia, com toda a legitimidade política e democrática que a lei lhe concede, desde 2017 até 2025. As pessoas não se podem dividir ao meio e as missões que aceitam levar a cabo têm sempre de ter consciência desta forma de estar em sociedade.  E quando a realidade se apresenta como o que acabo de dizer, há mais uma razão para a clareza dos procedimentos e dos resultados, incluindo as coisas menos importantes pelo simples facto de um mordomo ser também o presidente da junta da mesma freguesia onde se realiza a festa.

   É, portanto, importante prestar mais esclarecimentos, sim ainda mais, por parte da comissão de mordomos e caso tenha havido apoios da autarquia 
   Que apoios recebeu a Festa 2024 vindos da Junta de Freguesia de Malcata?
   Na parcela dos apoios / patrocínios, que foi tornado público, ficamos sem saber o que cada um dos 25 ofereceu; também a ausência de qualquer apoio por parte da autarquia, pode levantar dúvidas nas contas e nos resultados.
   Por isso, pela clarificação e transparência dos processos, da separação de funções públicas e políticas, da missão temporária de mordomo, há que informar bem para as contas mostrarem o seu brilho próprio, mesmo que até sejam pequenos pormenores, pequenas ajudas logísticas dadas pela autarquia.
   A falta de mais informação está também na parcela Palco/Bandas/Som: 13.045,30€; idem na parcela 
da Igreja: 760,00€. Houve vários intervenientes musicais e no som, já com o palco mesmo sendo um, não é revelado o seu custo de aluguer ou cedência.  Na despesa da Igreja ficamos sem conhecer a que se destinaram os 760 euros. Tudo para a Fábrica da Igreja não creio ter sido. Também nas flores e outros arranjos é muito para essas necessidades. 
   
  Como podemos verificar, o divulgar as contas como estão agora, é já de louvar e é um exemplo que outras comissões de festas deviam ter feito e não fizeram. Contudo, pelo que já disse antes, há esclarecimentos importantes que ainda devem ser feitos.


7.1.24

AS FALHAS DE INFORMAÇÃO AOS MALCATENHOS

    



   Mais uma vez a Junta de Freguesia de Malcata falha na disponibilização e divulgação de informação de importância relevante para os cidadãos da freguesia. Falta de transparência na difusão do Plano e Orçamento da Freguesia para o ano de 2024, falha de informação sobre as alterações na toponímia da freguesia e outros assuntos. 
   Ao não publicar as minutas das reuniões na sua página da internet, nem ao menos informar as decisões tomadas nas sessões da Assembleia de Freguesia, a autarquia não estará a desrespeitar a Lei? A não publicação desse tipo de informação, para lá da afixação do edital nos locais habituais, faz com que os cidadãos de Malcata não estejam devidamente informados, principalmente os cidadãos que vivem longe da freguesia mas que se interessam por estes assuntos. O povo tem direito a ser bem informado e tem o direito a aceder à informação de interesse para a freguesia, de acordo com as boas regras da transparência e dos princípios da democracia em que vivemos.
   O ano 2024 está no seu início. Hoje as comunicações são mais acessíveis e mais rapidamente a informação viaja por todo o mundo. A ausência de informação relevante na página oficial da Junta de Freguesia de Malcata, que nas palavras do executivo, é cada vez mais atractiva e de aproximação, contraria claramente esta posição e em nada dignifica a democracia. 
   Daqui, do meu espaço cibernético a que dei o nome de Malcata.net, deixo o meu pedido à Junta de Freguesia e aos malcatenhos para me enviar a informação que referi no início e gratuitamente, em sinal de serviço público, tratarei de difundir por todo o universo. Para que tal aconteça, basta que me enviem esses dados, documentos ou imagens, sem qualquer custo acrescido. 
   Bem-hajam!

4.7.22

ELES SABEM O QUE FAZEM, MAS O POVO NÃO!

 


   Uma junta de freguesia que trabalha com transparência em tudo o que faz, divulga e dá a conhecer o que anda a fazer.  Ora bem, o historial da nossa junta de freguesia é precisamente esconder o máximo de informação, mesmo quando se trata de assuntos do interesse dos malcatenhos.
   Quantas actas das reuniões da junta de freguesia estão publicadas na página oficial da freguesia de Malcata na internet?
   Alguma vez o executivo publicou informação sobre as obras que vai fazer?
   Já informou alguma vez o ponto da situação da obra da construção das instalações para as cabras sapadoras?
   A resposta é “não” a todas estas perguntas. Este estado de coisas é revelador da falta de transparência que reina na junta de freguesia. Por muito que se pergunte, ninguém dá qualquer explicação. Em Malcata, a democracia fica terminada no dia seguinte às eleições. Será que os malcatenhos não podem saber o que é discutido e decidido nas reuniões da junta?
   E o que se passa com a junta de freguesia, para nossa desilusão, também se passa com as reuniões da Assembleia de Freguesia.
   Mas alguém em Malcata ou noutro canto deste planeta se preocupa com merdices destas? Gostam de viver numa aldeia que é governada como se de uma república das bananas se tratasse. Na nossa terra, quem tem um olho, é rei e senhor dos seus súbditos.
   Continuem assim a “dormir na forma” e a bater palmadinhas, mas depois não se queixem ou me enviem mensagens a pedir socorro. Já me bastou o caso da antena dos telemóveis!

6.10.10

ABRE O OLHO, ZÉ!

 

  Os políticos passaram a gritar durante todo o dia "Viva a República". Houve comemorações por todo o lado e muitas Câmaras Municipais elaboraram programas para que o povo participasse nos festejos. A maioria dos portugueses ficaram em casa e duvido até que tenham estado a assistir às comemorações pela televisão. Nalguns sítios foram mais os figurantes do que gente a ver, Com a situação política, económica e social que estamos a viver, o povo desliga-se cada vez mais destas festas e destes circos.

   "Sacrifícios para "todos" foi o título da crónica escrita pelo escritor/jornalista sabugalense Manuel António Pina, publicada no Jornal de Notícias de ontem ( 5-10-2010 ). No dia de festa, alguns não se distrairam e ajudam-nos a compreender algumas das nossas incompreensões. Ora leiam esta crónica e ficarão a saber como se pode ganhar muito dinheiro.
   Manuel António Pina também lê outros jornais, para além do JN. E leu, pensou e escreveu para nós lermos e muitos mais ficarmos a saber:

   "O"i" fez as contas e concluiu que o esforço de mil milhões de euros - sem contar com as reduções de benefícios fiscais - exigido pelo aumento de impostos anunciado por Sócrates será equitativamente dividido: os consumidores suportarão 93% e os bancos... 7%.

Só que os bancos acham 7% muito. Faria de Oliveira, presidente da CGD, já avisou que "é evidente" que os bancos repercutirão nos clientes os custos da nova taxa sobre o sector financeiro (se esta alguma vez vier, claro, a consumar-se). E, como seria de esperar, lá sairão os 7% igualmente do bolso dos consumidores.

O comentário a mais ingénuo, ou mais bem humorado, ao "aviso" de Faria de Oliveira foi decerto o do presidente da SEFIN que apelou à banca (cuja ganância e falta de escrúpulos está, como se sabe, na origem da crise) para que se preocupe com o interesse nacional, não se furtando a ajudar o Estado que, antes, nela enterrou em ajudas milhões dos contribuintes (no caso português, os 4,5 mil milhões metidos no BPP e BPN chegariam agora para, sem aumento de impostos, baixar o défice de 7,3% para 4,6%).

Ora a ajuda dos bancos ao Estado funciona assim: financiam-se no BCE, que está impedido de emprestar directamente aos Estados, a taxas de 1% e, depois, emprestam esse mesmo dinheiro ao Estado (só até Julho foram 12,9 mil milhões de euros) a 3% e 6%. Com amigos destes a ajudar, para que precisa o interesse nacional de inimigos"?

   Pode ler aqui:

4.9.10

OS FAZEDORES DE PROJECTOS

     José Luis Pascual


Ainda continuando a falar de cabras e desenvolvimento sustentável, venho agora dar a conhecer parte  da entrevista que o Director Geral da AECT-Duero Douro, José Luis Pascual concedeu ao AmbienteOnline
( www.ambienteonline.pt) acerca do projecto  "Self Prevention" recentemente apresentado na cidade da Guarda.
   "Em quanto tempo poderemos ver resultados concretos da implementação deste modelo de auto-gestão?
   Já em 2011. E é preciso realçar que as 150 mil cabras não vão estar todas nos campos despovoados.Para a limpeza das matas vão ser colocadas no terreno o número de animais adequados, para que o projecto decorra  de forma sustentável. As restantes serão exploradas em sistema intensivo, garantindo a autonomia económica do mercado, de forma duradoura. Daí que os primeiros benefícios económicos sejam visíveis em 2011.
   A AECT-Duero-Douro estima que no projecto estarão envolvidos 5000 sócios locais. A multiplicidade de actores não poderá trazer problemas de planeamento?
    Muito pelo contrário, são estes sócios que darão dinamismo para que o Self-Prevention seja um modelo de auto-gestão eficaz. Poderão ser sócios tanto quem contribuir com capital como quem autorizar o uso de campos abandonados da sua propriedade para o pastoreio dos animais. A nossa fórmula é que cada acção adquirida corresponda a uma cabra, funcionando a empresa caprina que vai explorar as cabeças de gado como uma empresa em bolsa.
    Esta empresa vai englobar um serviço de exploração de biomassa. Já há planos concretos para o seu funcionamento?
    Ainda não temos estudado nada em concreto. Queremos que a empresa inclua essa exploração de biomassa, assim como queijarias e lojas, por exemplo. No entanto, ainda estamos numa fase de primeiros contactos com os sócios, pelo que ainda não sabemos qual a dimensão que terá esse serviço. Daí ser importante um grande participação de sócios".

    Depois da leitura desta entrevista já ficámos com mais algumas informações acerca do projecto. Muita coisa está ainda por revelar e até por pensar na forma de realizar, como é o caso da fábrica de biomassa. Ficamos a saber que para o ano, sem dizer o mês, algumas  cabras vão começar a ser colocadas nas áreas respectivas e que nos campos despovoados apenas irão as necessárias para que o projecto ande normalmente.
    O projecto foi anunciado com pompa e circunstância na cidade da Guarda. Estiveram altas individualidades presentes de ambos os governos ibéricos. A comunicação social foi convidada e fez o seu papel e escreveu e filmou o evento.
    Lembram-se do outro projecto, anunciado também aos quatro ventos, na cidade do Sabugal e que criou muitas expectativas no concelho? Reuniões da Câmara com os proprietários dos terrenos, reuniões na Junta de Freguesia, compras de terrenos a um preço baixíssimo, mais reuniões e mais pressão sobre os donos dos terrenos para que ajudem a Câmara a realizar o projecto "Ofélia Club". Agora vêm com o projecto "Self Prevention". É mais uma dessas "bombas psicológicas" ou é realmente um projecto que trará um desenvolvimento sustentável a esta região?