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16.7.26

MALCATA E O SEU PATRIMÓNIO

                    TORRE DO RELÓGIO

Foto de A.Rato
 
  
 Ainda muitas pessoas se lembram de ver construir esta torre. O construtor vivia no Sabugal e tinha arte e habilidade para trabalhar a pedra de granito. Toda a gente o conhecia pelo seu próprio nome, 
sr. Silva.
 Sabe-se que na data da sua construção, corria o ano de 1959, as casas que se veem na imagem, já lá estavam. 
 O sítio escolhido é a Praça do Rossio, bem distante da igreja paroquial. Pois estamos perante um caso pouco habitual, porque nas outras terras é muito normal encontrar os relógios nos campanários das igrejas ou em torre ali ao seu lado. Em Malcata rompeu-se esse hábito e a Torre do Relógio foi construída bem afastada do adro e da igreja, talvez porque para onde foi, fosse um lugar mais alto e assim todos iam ouvir o relógio a dar as horas. É que na altura da sua construção, tornou-se o edifício mais alto de toda a aldeia, o que contribuiu para que se ouvir mais longe o sino, uma vez que não existiam barreiras que dificultassem a propagação do som. 
 
 Este é um bom exemplo de obra feita e que trouxe muitos benefícios a toda a freguesia e a todas as pessoas. 
 Uma obra com a qual nos identificamos, nos habituámos a admirar e que nos seus 67 anos de presença na freguesia, ainda poucos se aventuraram a subir todos os degraus da escadaria para, chegados junto ao sino, ver como é diferente a nossa aldeia lá de cima.
 Algum de vós tem estórias para contar?

24.8.09

A TORRE DO RELÓGIO

A Torre do Relógio é o edifício mais alto da aldeia de Malcata. Situa-se na Praça do Rossio ( também chamada Torrinha ) e foi construída em 1959. Para quem nunca teve a possibilidade de efectuar uma visita ao interior da Torre, aqui ficam algumas imagens recolhidas num dia deste mês de Agosto.






Escadas de acesso



Último Lanço de escadas





Relógio





Sino






Quadro de azulejaria


Antes de haver relógios, as pessoas da aldeia ouviam atentamente as badaladas do sino e durante muitos anos para muitos foi o único relógio da sua vida, como foi o caso do meu avô João Pires, que nunca teve um relógio em 98 anos que viveu.

Para além destas fotos tenho outras com vista panorâmica da aldeia. Ficam para amanhã.