20 outubro, 2009
RECINTO DESPORTIVO DO SOITO É INACEITÁVEL
OASRN ( Secção Regional do Norte da Ordem dos Arquitectos )declara Inaceitável concurso em Sabugal.
A Secção Regional do Norte da Ordem dos Arquitectos, OASRN,
DECLARA
o ‘Concurso Público para Trabalhos de Concepção para a elaboração do estudo Global de Concepção do Recinto Desportivo do Soito, incluindo Estudo Prévio de Pavilhão Desportivo’, promovido pela Câmara Municipal do Sabugal, publicado no Diário da República n.º 197, de 12 de Outubro de 2009,
como INACEITÁVEL.
Nos Termos de Referência do referido Concurso, foi estabelecido o prazo de 12 (doze) dias de calendário, para a entrega dos trabalhos de concepção. Assim sendo, todas as peças, escritas e desenhadas respeitantes aos trabalhos a desenvolver teriam que ser apresentadas em doze dias, a contar do envio do anúncio para publicação em Diário da República.
A prática profissional da Arquitectura não se coaduna com um prazo impraticável e irrealista, quando em causa se encontra a elaboração de um ‘Plano Geral de Intervenção’ para uma área de 8.826,00 m2, que inclui um Pavilhão Desportivo, Piscinas Exteriores de Utilização Pública, Zona de Recreio Infantil e Espaços Exteriores; a elaboração do ‘Estudo Prévio’ para o Pavilhão Desportivo e, ainda, a definição da “Metodologia de controlo da qualidade utilizada na elaboração do projecto”.
A exigência e o rigor expectáveis e exigíveis aos concorrentes que não dispensam a análise do lugar e o estudo do programa a que a solução deve dar resposta e das respectivas condicionantes legais, para o desenvolvimento dos projectos e por fim a materialização da solução não são compatíveis com o prazo estabelecido.
A OASRN considera, ainda, que é, igualmente, irregular a exigência de requisitos mínimos de capacidade técnica aos concorrentes, uma vez que esta imposição não é conciliável com a modalidade de Concurso de Concepção adoptada – Concurso Público.
Efectivamente, quando a natureza dos trabalhos de concepção exige a avaliação prévia da capacidade técnica dos candidatos, o Código dos Contratos Públicos (CCP) prevê a adopção da modalidade de Concurso Limitado por Prévia Qualificação, estabelecendo, no entanto, que os requisitos mínimos da capacidade técnica a exigir devam ser fixados de forma não discriminatória (Artigo 220.º do CCP).
Não obstante a referida irregularidade, da modalidade do concurso de concepção adoptada, estando os membros da Ordem dos Arquitectos habilitados ao pleno exercício da profissão e considerando o objecto do concurso, não entende a OASRN, para o caso em concreto, a necessidade da Entidade Adjudicante estabelecer tais requisitos mínimos de capacidade técnica, que entende como discriminatórios.
Assim, tendo em conta o acima exposto, não atentou a Entidade Adjudicante do ‘Concurso Público para Trabalhos de Concepção para a elaboração do estudo Global de Concepção do Recinto Desportivo do Soito, incluindo Estudo Prévio de Pavilhão Desportivo’ ao disposto no artigo 230.º do CCP, que estabelece as condicionantes na fixação dos prazos de apresentação dos documentos que materializam os trabalhos de concepção, nem ao disposto nos artigos 220.º, 231.º ponto 2, e 234.º ponto 1, do CCP.
Não estando salvaguardados os Princípios da própria actividade profissional da Arquitectura, nem tão pouco os Princípios da efectiva Concorrência e da Defesa do Interesse Público, a OASRN, ao declarar este concurso como inaceitável, considera que os Membros da Ordem dos Arquitectos não devem, em qualquer circunstância, apresentar-se como concorrentes ao referido concurso. Leia aqui:
20 maio, 2009
A "GRIPE ESPANHOLA" EM PORTUGAL
«Quando a Guerra terminou surgiu uma epidemia em Portugal chamada gripe pneumónica ou “gripe espanhola”. Esta gripe matou mais de 50.000 portugueses, num curto espaço de tempo.
A nível mundial consta que este surto epidémico tenha feito perder a vida a entre 20 e 40 milhões de pessoas.
Esta gripe estava, intimamente relacionada com a Guerra, a pobreza e a falta de higiene, então existentes no nosso país.
Em Lisboa, os hospitais não conseguiam dar resposta às necessidades dos doentes. Certos edifícios tiveram que ser transformados em hospitais. Foi o que aconteceu com o Convento das Bernardas, onde foram instaladas 300 camas.
No Soito a gripe pneumónica provocou, também, várias vítimas. Um dia houve um funeral com cinco pessoas, todas vítimas dessa terrível doença.
O próprio pároco da freguesia do Soito, Padre António, faleceu vítima da gripe pneumónica, nesta época».
Hoje o mundo luta contra a "gripe mexicana". O nome desta gripe deve-se a ela ter tido início no México. Tal como nos anos da Gripe Espenhola, também esta gripe está intimamente relacionada com a pobreza, a falta de higiene das populações que habitam junto das grandes explorações criação de porcos, destacando-se uma das maiores multinacionais do ramo.
Será que a História se vai repetir em Portugal? É urgente e importante que as autoridades sanitárias nacionais visitem as várias explorações de porcos instaladas no nosso país e verificarem as condições em que estas trabalham. Prevenção e informação podem ajudar a diminuir o aparecimento de pandemias como a da gripe suína.
25 abril, 2009
BAÚ DA MEMÓRIA-O SOITO DE ANTIGAMENTE


Eugénio Duarte é um testemunho vivo e real da cultura raiana. A inteligência não se mede pelo título dos diplomas ou canudos, mas pela atitude e pela iniciativa que cada pessoa desenvolve ao longo da sua vida.
E para ver as fotografias do lançamento do livro, veja aqui:
27 agosto, 2008
A PRESIDENTE SEM MEDO

Maria Benedito Rito Dias, presidente da Associação dos Bombeiros Voluntários do Soito pede justificaçãoes ao INEM.
Perguntas
& Respostas
Denominada ambulância de Suporte
Imediato de Vida será um meio
operacional do INEM que visa melhorar
os cuidados prestados em ambiente préhospitalar
à população, missão do INEM
de acordo com a sua lei orgânica
enquanto coordenador do Sistema
Integrado de Emergência Médica. Estas
ambulâncias significam um upgrade
relativamente aos cuidados prestados
pelas ambulâncias de socorro.
SIV?
As Ambulâncias SIV vão ser criadas em
diversas localidades de Portugal
Continental, num processo faseado, a
iniciar em 2007 e que se estenderá até
ao início de 2009. Os locais exactos
foram definidos na sequência de um
processo em que intervieram o
Ministério da Saúde, o INEM, as
Administrações Regionais de Saúde
(ARS) e autarcas de vários concelhos.
Fonte: INEM
27 maio, 2008
CENTRO DE NEGÓCIOS DO SOITO
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Estão abertas as candidaturas a empreendedores que queiram usufruir de um espaço próprio no Centro de Negócios Transfronteiriço do Soito.
Com a criação do CNT, pretende-se dotar o concelho de uma infra-estrutura onde os empreendedores e empresas usufruam de espaços próprios e ainda de um conjunto de incentivos e meios que visam potenciar a capacidade de empregabilidade, crescimento e desenvolvimento local.
Os interessados deverão visualizar o REGULAMENTO para tomar conhecimento das normas e condições estabelecidas. Deverão posteriormente imprimir e preencher o FORMULÁRIO DE CANDIDATURA e entregá-lo na Autarquia do Sabugal. Poderão igualmente submetê-lo via CTT para a Seguinte Morada:
Câmara Municipal de Sabugal
Praça da República
6324-007 Sabugal
Para mais informações:
Telf.: 271 751 040
Fax: 271 753 408
E-mail: geral@cm-sabugal.ptEste endereço de email está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email
CLIQUE AQUI para visualizar ou fazer o download do FORMULÁRIO DE CANDIDATURA.
CLIQUE AQUI para visualizar ou fazer o download REGULAMENTO DE ADMISSÃO E FUNCIONAMENTO.
CLIQUE AQUI para visualizar ou fazer o download da PLANTA DO 1º ANDAR.
CLIQUE AQUI para visualizar ou fazer o download da PLANTA DO RÉS-DO-CHÃO.
20 maio, 2008
A REVOLTA DAS PESSOAS DO SOITO IMPEDE O FECHO DA ESTAÇÃO DOS CTT

DECISÕES INCOMPREENSÍVEIS E FASCISTAS!!!
"Na manhã de 19 de Maio, o povo soitense reuniu-se junto à Estação de Correios do Soito, em manifestação contra o fecho daquela dependência. A população reivindica que o horário se mantenha, dado que foi alterado.
Em sinal de protesto contra aquilo que julgam «mau» para o Soito, a população desta vila, concentrou-se junto às instalações da Estação dos Correios, perto da hora de fecho da manhã, para impedir que o novo horário imposto entrasse em vigor.
Em declarações ao Cinco Quinas uma residente do Soito presente na manifestação disse que foram informados desta decisão «à última hora», ou seja, na sexta-feira, altura em que afixaram um papel a informar quanto ao novo horário. «Nós estamos aqui a impedir, para a estação não fechar», referiu, argumentando: «Queremos a estação aberta porque é necessária.»
Roberto Lavrador, tesoureiro da Junta de Freguesia do Soito, referiu ao nosso jornal que «Os correios de Portugal decidiram fechar a estação do Soito da parte da tarde sem pedir autorização à junta de freguesia do Soito. Não nos enviaram nenhum comunicado a explicar as razões do fecho. Simplesmente decidiram colocar este papel na sexta-feira e ficou o facto consumado, e não é assim, as coisas não se processam assim», explicando: «Seria para entrar hoje em vigor. Foi feito à revelia de toda a gente com o desprezo total à população do Soito, sem dizerem nada a ninguém, nem comunicaram à junta de Freguesia, nem ao posto da GNR. Foi tudo feito à moda antiga, à moda fascista.»
Os populares mantiveram-se unidos na manifestação, não deixando sair o funcionário dos CTT «enquanto isto não for resolvido», disse o tesoureiro, reivindicando: «O funcionário tem de cumprir o horário que estava, nós não aceitamos este horário.»
«Já foi enviado um ofício na quarta-feira passada, dia 14, a pedir explicações sobre este assunto, até à data não responderam. De qualquer forma aguardamos uma resposta», explicou Roberto Vaz Lavrador.
José Matias, presidente da Junta de Freguesia junto às instalações dos CTT dirigiu-se aos presentes apelando «para que o povo se mantivesse durante a tarde junto à estação de correios», referindo que «eles mentiram-nos, porque querem fechar isto duas horas da parte da tarde, e não nos disseram nada, que era fechado por eles quererem. Estou a negociar com a Directora dos Correios de Portugal, Maria Portugal, para não fecharem.»
Neste momento, e após uma conversa telefónica com a administração há a indicação de que, para já, e durante a semana que agora começou vai haver negociações para solucionar o problema, mantendo-se a funcionar no horário normal".
in "Jornal Cinco Quinas"
Se esta ordem dos CTT fosse numa estação da cidade de Lisboa, Porto ou numa cidade como por exemplo, Paris, as pessoas protestariam e os jornais e televisões massacrariam os portugueses com directos do local e até eram capaz de mostrar o cão, o periquito, as explicações por parte de algum Gestor dos correios. Só que este facto aconteceu na Vila do Soito, no concelho do Sabugal, distrito da Guarda e em pleno século XXI. Nós, os que lá vivem, aqueles que lá nasceram mas tiveram que sair de lá e "fazerem-se" à vida, sabemos onde fica a Vila do Soito e a necessidade e importância que algumas instituições têm para nós. Os correios, infelizmente continuam a ser os únicos, é um serviço necessário para as populações que vivem no interior do país. As tecnologias de informação não vieram solucionar os problemas e as necessidades desta gente. Quem lhes fecha uma estação "porque Lisboa assim escreveu" não tem o juizo todo, não conhece o verdadeiro país em que vive. São decisões tomadas com os cotovelos apoiados numa secretária onde tem um computador, telemóveis, pen-drives e trabalha em ambiente bem climatizado. Esses senhores nunca desceram ao Soito, a Malcata ou a uma destas aldeias do Sabugal. Saiam da área de conforto em que tomam estas decisões e venham ver a m..e..r..d..a que fazem.Se não acreditam, reflictam nisto até sexta-feira, data que a população do Soito aceitou para ver a situação resolvida: A Câmara do Sabugal está a terminar a construção do Centro de Negócios do Soito. Trata-se de um centro preparado para receber 32 pequenas empresas, nas quais todos depositam muitas esperanças e começam a ver o futuro das suas vidas mais alegre, mais airoso. São novas oportunidades de negócio, de trabalho e de aumento de serviços para os CTT. Será que quem decidiu fechar a estação dos correios do Soito desconhecia estes investimentos e o potencial que pode trazer aos próprios correios? A Câmara do Sabugal está a investir dinheiro e nós sabemos que os recursos desta autarquia são escassos e tudo tem que ser bem investido. Será que algum empresário ou novo empreendedor que surja, vai investir no Soito sabendo que os serviços de correio só funcionam durante a manhã? Onde é que já se viu abusos destes?
Razão têm os habitantes da Vila do Soito. Força amigos, mostrem que têm sangue raiano, abram as gargantas e gritem bem alto por respeito, justiça e não esmoreçam nem tenham medo de incomodar o sono do lince da Malcata, até porque se ele vos ouve aparecerá à porta dos correios também a protestar pelo abandono e desprezo da sua espécie.
01 fevereiro, 2008
O QREN QUE TANTO DEMORA A CHEGAR AO SABUGAL

Li no Capeia Arraiana a carta que o ex-presidente da Junta de freguesia do Soito, Rui Meirinho, escreveu e a quem pediu para divulgar. O senhor Rui Meirinho através da dua carta vem revelar aquilo que deve ir na cabeça dos outros 39 presidentes de Junta de Freguesia do Concelho do Sabugal. Refiro-me ao agora tão falado QREN. Diz o ex-autarca:
« A presidência da Câmara Municipal do Sabugal propôs às 40 Juntas de Freguesia do Concelho, reter 50% da Verba de Capital do ano de 2006, que serviria para criar um fundo, de modo a que quando abrisse o IV Quadro Comunitário (QREN), que na altura se previa ser em Outubro(de 2006)candidatar-se-iam projectos de grande vulto, comuns a grupos de freguesias, que iriam tornar-se o «motor» de desenvolvimento sustentado do nosso concelho.
A maioria dos presidentes de Junta aderiu a esta proposta. Em vez de recebermos da C.M.S. a totalidade da Verba Capital a que teríamos direito, durante o ano de 2006...(receberam menos 40%) na perpspectiva de se vir a fazer obras estruturais cujo projecto fosse abrangido pelo QREN.
Estamos em Janeiro de 2008 e nem ainda hoje se sabe a que tipo de projectos as juntas de freguesia e os municípios se poderão candidatar.»
É assim que se desenvolve o nosso país...as freguesias ficaram com os sonhos, mas ficaram sem o dinheiro. Ele já é tão pouco e quando um Estado demora tanto tempo a dar o efectivo andamento ao QREN já os autarcas estão cansados de esperar. Acredito que o presidente do Soito não seja único a sentir a falta de inércia do poder instalado em Lisboa. Por essas aldeias do nosso concelho há obras atrasadas ou que não começaram porque, dizia-se, vem aí o QREN. Onde está?
Não conheço o senhor Rui Meirinho. Pelo que li acredito na sua entrega e dedicação e o esforço que fez, enquanto presidente de Junta, para desenvolver a terra que o viu nascer. No Soito há um tempo antes do Sr.Rui Meirinho e um tempo depois. Essa é que é essa!