ZONA DE LAZER DE
MALCATA COM BAR ABERTO
"Amanhã estamos de volta..." foi assim anunciado a abertura do Bar e Esplanada
na Zona de Lazer de Malcata, cuja entidade proprietária é a Junta de Freguesia de Malcata.
O insólito é que a notícia foi publicada nas redes sociais e não há qualquer documento divulgado pela autarquia da abertura do respectivo concurso de concessão daquela estrutura pública.
Entre esplanada, sombras e
sombreros, quantos euros os frequentadores da Zona de Lazer deixam na economia
da freguesia?
Esta é a pergunta que ainda não foi
respondida, porque também ninguém a fez!
Eu não percebo estas coisas de
concessões e explorações! E eu que já pensava que as coisas tinham começado a seguir
o seu rumo normal e ao que sei, piorou e quem estivesse à espera de inovar,
fazer diferente e também do agrado de toda a gente, a oportunidade não apareceu
sabe-se lá porquê!
O que é que a autarquia, proprietária
do espaço, o que pretende fazer com ele?
Continuar a fazer o mesmo que tem
feito e ficar satisfeito por ter bar/esplanada a funcionar durante três meses
na Zona de Lazer e quem lucra são sempre os mesmos?
Não, não acredito que a autarquia
queira gerir o bar/esplanada! Já lhe basta o alojamento local, o rebanho e os
sapadores.
E então como vamos de estratégias para
dinamizar a freguesia, para promover os negócios locais, o artesanato, o
património imaterial, o museu e a Reserva Natural da Serra da Malcata?
Há a convicção na nossa freguesia,
que a Zona de Lazer, é a mais bonita e das que tem paisagens de encher o olho.
Esquecem-se que nas freguesias vizinhas há espaços fluviais, que receberam o
reconhecimento de espaços de qualidade
“ouro”e orgulham-se da bandeira que assinala essa mais-valia. Alguma coisa de diferente Quadrazais e Meimão têm andado a fazer nestes anos e designadamente nas vertentes da estratégia do turismo, do desenvolvimento sustentável, ano após ano sempre melhor e maior ousadia e audácia.
O potencial turístico que existe em
Malcata é enorme e até agora não está a desenvolver a freguesia por igual,
porque as soluções que se têm encontrado são mais do mesmo e pouco inovadoras e
completamente voltadas para aquele espaço.
Lamento e entristece-me esta forma de
estar, este modo de tomar decisões públicas, pois numa aldeia como a nossa, com
tantos desafios e esperanças, as pessoas vivem e sobrevivem como podem e
conformados com o que acontece à vista de todos.
José Nunes Martins