Apesar de a Câmara Municipal considerar a piscina e a praia de Malcata uma das Zonas Balneares do concelho do Sabugal em 2017, ainda não obedece aos requisitos que a lei impõe para assim ser classificada. A falta de análises periódicas à qualidade da água são uma das causas!
O rio Côa é o
afluente mais importante da margem esquerda do rio Douro (em Portugal). Nasce
na serra das Mesas, freguesia dos Fóios e corre até encontrar-se com o rio
Douro. Quem nunca visitou a nascente do Côa nos Fóios ainda acredita que é aí a
origem da água armazenada na albufeira da Barragem do Sabugal. Dos Fóis até a
Malcata outras nascentes vão aumentando o caudal do rio. A água é considerada
por todos como sendo limpa, sem poluição industrial e de boa qualidade.
Segundo a página oficial do município sabugalense, existem sete
Zonas Balneares em funcionamento este ano: Alfaiates, Badamalos, Malcata,
Quadrazais, Rapoula do Côa, Sabugal e Vale das Éguas.
Malcata, aproveitando o facto de a água
da barragem em bordejar a aldeia (enquanto o nível de água é aceitável) e de um
terreno espraiado por uma pequena mancha florestal de carvalhos e pinheiros,
também vai construindo o seu próprio espaço de lazer. Um espaço de lazer com
utilização muito limitada no ano, porquanto o nível de água desce acentuadamente
por via dos transvases, do abastecimento de aeronaves de combate a incêndios, e
pela seca. A situação seria muito diferente se o desejado PAREDÃO existisse!
Com o calor e tempo de férias as zonas
balneares são locais bastante procurados e frequentados, tanto pelas crianças e
jovens, como adultos e mais idosos.
Malcata, aproveitando a proximidade da água da barragem e de um
terreno espraiado por uma pequena mancha florestal de carvalhos e pinheiros,
também vai construindo o seu próprio espaço de lazer. Aqui o visitante encontra
uma piscina flutuante, insufláveis, canoas, uma área com areia e chapéus para
fazer sombras, um parque infantil, área de merendas com mesas e assadores, um
bar com uma esplanada voltada para uma paisagem magnífica e tranquilizadora e
ainda instalações sanitárias e de chuveiros.
As obras vêm sendo feitas pela Junta de Freguesia, tendo a piscina
sido o primeiro equipamento a ser instalado. Seguiu-se a preparação do terreno
e o seu ajardinamento, a montagem das instalações sanitárias, a aquisição e
colocação de um parque infantil e de um bar que a Câmara Municipal pagou no
valor de 10.445.02 euros.
Eu mesmo já visitei o Parque de Lazer-Praia Fluvial, ou Zona de
Lazer da Rebiacé ou ainda Zona Balnear de Malcata. Afinal, qual o
nome da coisa?
Que é um espaço apetecível para repousar, ler ou conviver na
companhia de pessoas amigas e uns petiscos, lá isso é e para as crianças, poder
molhar os pés, andar no escorrega ou no baloiço, enquanto ali andarem, não há
nada mais que os retire dali.
Um destes dias tomava um café na esplanada do bar, à minha frente
dois meninos de sorrisos até às orelhas, balançavam e era ver a cara babada dos
pais a assistir. Na água, outros garotos e adultos não paravam de mergulhar nas
águas da barragem.
A água é mesmo limpa e fiável para tomar banho? Pensei eu.
A Zona Balnear de Malcata (digam lá que não é um nome pomposo!)
cumpre ou não os requisitos legais para que as entidades oficiais a possam
identificar como zona de banhos?
Uns dias depois, verifico que realmente a Zona Balnear de Malcata,
apesar de ser uma das identificadas pela Câmara Municipal do Sabugal, não
cumpre a lei em 2017, ou seja, é desconhecida a qualidade da água desta zona.
Claro que as pessoas estão-se borrifando para a realização ou a falta de
análises laboratoriais às águas da piscina e arredores. E se acontecer uma
ocorrência menos agradável? Ora bem, a época balnear no nosso concelho está a
decorrer até ao dia 31 de Agosto; a água da "menina dos olhos"
não está analisada e nem classificada como tendo condições para tal
função; se a Câmara Municipal e a Junta de Freguesia consideram esta zona de
lazer como Zona Balnear Classificada, têm que trabalhar nesse sentido e a sua
legalização é um dos passos a seguir, daí a importância das análises às águas.
Até por uma questão de segurança e saúde pública há requisitos que não podem e
não devem ser esquecidos. Há necessidade de um histórico de análises periódicas
e com resultados positivos, para que se alcance a classificação pretendida.
Esses passos e esses objectivos alcançados contribuem para a garantia de um
serviço com qualidade, bem-estar para todos os utilizadores e uma quase certeza
de não haver problemas com a Junta de Freguesia, porque mostra que sabe fazer
bem as coisas.
Lembro, para terminar, a intervenção da vereadora Felismina Rito,
que na reunião da Câmara Municipal, realizada no recente dia 7 de Julho, deixou
a sua preocupação bem expressa quando deixou esta pergunta:
"Considero que quem tem equipamentos disponíveis, sobretudo
para crianças, como é o caso de Malcata, também deveria ter alguma
avaliação. Porque não é feita?".
O senhor presidente da Câmara respondeu que iria pedir
esclarecimentos aos serviços!
Deixo aqui a mesma pergunta ao senhor presidente da Junta de
Freguesia de Malcata: Porque não está classificada a Zona Balnear de
Malcata?
José Martins
Imagens da Zona Balnear de Malcata:









