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05/09/2026

VIVER OU FAZER DE CONTA

  

Se posso evitar o mal
é estupidez aceitá-lo!

 Eu devia ser uma pessoa feliz e bem acompanhada, com tantas "amizades" nas redes sociais e a sua grande parte, são naturais de Malcata. Esperava que da parte desta gente viessem mais comentários sobre os assuntos públicos que aqui vou publicando. Será que escrever nas redes sociais é diferente de cortar na casaca ou de dar uma opinião? Reconheço que pode ser um risco fazer comentários escritos, porque todos ficam a saber quem escreveu e de que lado da margem do rio se encontra. E também sei que quem comentar, corre o risco de ser mal interpretado, incompreendido e esquecem que é somente a expressão do pensamento pessoal e exercer cidadania apresentando outros caminhos. Mas tendo em conta que a ofensa pessoal fica a uma distância tão curta e acessível, sobretudo quando estão envolvidas entidades públicas (Junta de Freguesia, Lar, Associações, Paróquia, Câmara Municipal, Mordomos...), não fico surpreendido com tão pouca gente a comentar. O que eu noto é que todos espreitam, uns até leem e outras pessoas carregam no polegar voltado para cima, em sinal de "gosto", ou na cara triste, olhos com lágrimas, mãos a bater palminhas...mas escrever com palavras a sua opinião, o seu ponto de vista, a sua própria solução para resolver determinado problema, alto e cala a música, ficar mudo e quieto é o melhor, continuar a discordar e continuar calado, em silêncio, porque se escreverem umas palavras, talvez sejam apedrejados por alguém que não gostou e pensa de maneira diferente. 
 Chegado aqui, vou acabar a escrita deixando esta pergunta para ser 
respondida por palavras escritas nos comentários abaixo:
 O que me têm a dizer sobre a Festa de Malcata 2026 em Agosto?
 Um abraço para todos.
 

07/02/2025

TER CARA DE PORCO OU DE CABRITO

      
   


O que acontece na nossa freguesia é tão pouco divulgado que parece nunca ter acontecido. Esta situação deve dar que pensar e reflectir a todos nós, os malcatenhos e quem se interessa pela aldeia.

   Nada disto me surpreende porque de um modo geral o povo sempre foi assim, as coisas são do tamanho que se querem que sejam. E o que as pessoas querem é festa, convívio, farra, música, mesmo debitada por dj’s e minis nas mãos, para empurrar a bifana de porco no espeto, da entremeada saída do grelhador. Sem estes condimentos, ninguém sai de casa, muito menos para se juntar ao monte dos que nunca perdem uma oportunidade assim.
   Na verdade, quem tem visão e quem faz contas ao retorno e ao ganho feito num só dia, está sempre presente e nunca se esquecem de colocar a banca em lugar visível, com o cofre e uns trocos que for preciso fazer. Com entremeadas, fêveras, bifanas e pinga, lá vão caindo umas moedas e notas nos bolsos de uns quantos e nos mesmos que assim mantêm bar cheio.
   Houvesse na freguesia, a visão de uma freguesia toda ela vocacionada para bem servir, surpreender e promover…e deixar de satisfazer o umbigo de alguns e seria um retorno muito maior, com presença de mais gente local, das terras vizinhas e mais distantes, onde a fartura se aliava à qualidade, à única e tão boa carne de cabra e cabrito, criados com o que a natureza oferece, esquecendo de vez os porcos no espeto, exigindo que pagassem o verdadeiro preço. Mas nada disso! Se assim fosse, lá se ia o negócio de quem agora ganha, por estar ali tão próximo e nem precisar de mostrar e provar que tem tanta qualidade como apregoa. Para o bem de alguns e mal de muitos o melhor é continuar na mesma e não ter visões que comprometam e que faça criar mais gente com vontade de comer do mesmo queijo. Por isso, não me surpreende que tudo continue a ser feito no mesmo sítio, com a mesma visão e dimensão e nunca esquecer o que está para chegar lá para os finais deste ano, mais surpresas com certeza irão acontecer. 

                                         
José Nunes Martins