23 abril, 2019
NAVEGAR EM ÁGUAS CRISTALINAS RUMO A UM PORTO SEGURO
Todas têm as suas actividades e são estas instituições que vão perpetuando as tradições e as práticas culturais da nossa freguesia, sendo também responsáveis pela implementação de novas áreas de actuação no âmbito do aumento da participação cívica, do reconhecimento e valorização dos cidadãos e do território.
O apoio prestado pela Junta de Freguesia ao associativismo é do conhecimento de todos, mas talvez nem todos saibam como esse mesmo apoio é atribuído ou as verbas destinadas para esses fins. Já alguma vez leu esta frase “Freguesia de Malcata Apoia a Cultura e o Desporto”?
Ela costuma aparecer escrita numa lona durante actividades desportivas e também nos equipamentos de uma associação. Todos ficamos informados que a Junta de Freguesia disponibiliza ajuda para actividades desportivas e culturais. E essas ajudas são ou podem ser de apoios logísticos, por exemplo, cedência de instalações e equipamentos, que a junta de freguesia possui e disponibiliza, ou de apoio monetário, doando dinheiro aos responsáveis pela organização dos eventos que realizam. Outra forma de ajuda que muitas vezes também é notada em eventos públicos, é a presença e a participação dos membros do órgão executivo eleito e em funções.
Concordo com o princípio que a Junta de Freguesia deve apoiar o movimento associativo e todas as ajudas não são muitas e devem ser aplaudidos. Também sou de opinião que o desporto tem contribuído para a tomada de consciência da sua importância no desenvolvimento da freguesia, do elevar do ego e orgulho dos habitantes da aldeia. E tem sido graças ao desporto que Malcata se tem tornado mais conhecida, mais animada nos dias dos eventos.
Já estou em desacordo com os critérios de decisão e atribuição dos apoios que, tanto no passado, como agora no presente, continuam a ser dados sem a divulgação do tipo de ajuda e dos encargos financeiros e sem qualquer avaliação.
A Câmara Municipal do Sabugal, e bem, aprovou normas regulamentares que estabelece as regras em que o município apoia o movimento associativo do concelho, independentemente da área a que as associações se dedicam. É um documento que trouxe ao conhecimento de todas as associações os critérios a ter em conta para ser apoiadas. E nada pior do que a falta de regras claras, com direitos e obrigações, porque nada é gratuito e tudo tem o seu preço. Gerir bem e com transparência os recursos públicos colocando-os ao serviço da comunidade, é uma das mais eloquentes missões dos representantes políticos do povo.
Uma autarquia que diz estar aberta e disposta a apoiar tudo o que seja para o interesse da sua freguesia merece ser aplaudida e incentivada a efectivamente defender e apoiar, sem medos, todas as actividades que tenham ou procuram ser alavancas de desenvolvimento, de elevação da auto-estima das pessoas, da criação de novas oportunidades, da mudança de hábitos, mentalidades mais abertas e mais participação cívica e responsável.
Como se consegue isto? Como se terminam com muitas dúvidas e encolher de ombros?
Uma das respostas que eu quero aqui deixar é esta: elaboração, discussão e votação em Assembleia de Freguesia de um Regulamento de Apoio ao Associativismo na Freguesia de Malcata. Se a Junta de Freguesia considera as associações, legalmente constituídas, como seus parceiros importantes na prossecução dos interesses do povo, através das diversas actividades culturais, desportivas, lúdicas, de formação, também deve reconhecer a necessidade de as apoiar. Ora dada a importância que esses apoios têm para as associações, o cumprimento das regras da transparência e igualdade na gestão dos recursos públicos, é importante e necessário regulamentar a atribuição dos respectivos apoios, onde fiquem definidos e uniformizados os procedimentos para todas as entidades beneficiadas que solicitarem ou lhes for proposto apoio, considerando essas ajudas e parcerias de interesse público, de interesse para a nossa freguesia.
O caminho parece longo. Lembro a frase que um dia li que dizia:
“ UM BARCO SEM RUMO TRAÇADO NUNCA CHEGARÁ A UM PORTO SEGURO”.
José Nunes Martins
josnumar@gmail.com
20 maio, 2018
MALCATA: TEMOS VALOR
SOMOS TODOS POR MALCATA
Desde que entrei para lá, já estive muitas vezes ao lado deles, sentado à sua frente, eles em cima do palco e eu na cadeira da plateia, eles a fazer as coisas que sabem e gostam e eu também a escutar e a assimilar os seus conhecimentos e a aprender com os seus ensinamentos. Às vezes, em certas e importantes ocasiões, tive oportunidade de os fotografar para memórias futuras e também por gostar de fotografar a nossa vida.
Muitas vezes a distância que nos separa não parece existir nas nossas conversas, graças ao uso de ferramentas tecnológicas até parece que estamos no mesmo sítio. É apenas uma sensação, pois na realidade estamos separados por centenas de quilómetros, serras e até oceanos. É sempre bom quando conseguimos encontrar-nos sentados no primeiro andar, sentados na mesma mesa da associação, na esplanada do café ou até ao lado e na mesma mesa das reuniões da junta de freguesia da aldeia, para trabalhar, escutar, responder, decidir acções para o bem comum.
Durante este tempo e já são anos, tenho uma relação mais próxima com uma dessas pessoas, sei que outras nos seguem atentamente e disso nos têm dado conta, ao invés de quem vive neste jardim à beira-mar plantado. Levamos tantos minutos de conversa, via telemóvel e troca de e-mail’s, que já lhe perdi a contagem do tempo. Desta troca de palavras fiquei a saber muito sobre ele e ele sobre mim e sabemos os dois o que cada um de nós deseja para os próximos tempos. O tema das nossas conversas tem um assunto comum a todos nós: Malcata.
Há alguns assuntos que ao conversar um com o outro, ajudamo-nos um ao outro, num clima de abertura mental, tranquila e que nos dá energias para continuar a trabalhar. Às vezes os resultados do nosso trabalho não alcançam os resultados ambicionados, mas graças à nossa forma de estar e sentir e à nossa crença e ajuda mútua, conseguimos levantar a cabeça e retomar o caminho. Nesta relação de trabalho associativo, mesmo sabendo que algumas vezes não estamos de acordo, em que os outros elementos também não, sabendo todos que não somos deuses divinos e portanto como acontece em qualquer relacionamento de trabalho, seja trabalho profissional, vida conjugal ou assuntos do associativismo, por vezes, também discordamos uns dos outros e às vezes até ficamos sentidos e magoados. E por vezes ficamos com aquela espinha atravessada na garganta e não somos capazes de logo ali expressar a nossa opinião.
Associação viva é uma entidade activa, dinâmica, com agenda escrita e actividades marcadas para cada ano, recorrendo, sempre que for necessário,
aos apoios externos e internos. É com esta flexibilidade de acção que as entidades públicas e associativas melhor se conseguem encaixar na comunidade onde trabalham e na sociedade em geral, não esquecendo que também por causa do associativismo e da acção das associações, as nossas famílias, muitas vezes, acabam por vir de arrasto e ao sabor das actividades associativas.
Alegra-me e deixa-me feliz quando estou próximo de pessoas que até me são algo familiares, nasceram na mesma aldeia ou muito perto, em quem confio e deposito confiança. São elas que muitas vezes me animam e encorajam a enfrentar as tempestades e as ameaças de gente que não quer mudar e não gosta daquelas que têm opiniões, ideias e gostos diferentes. Mesmo que essa ideia ou opinião possa ser melhor, boa e viável na sua aplicação.
A mim o que me faz continuar a trabalhar no associativismo é reconhecer e ter a minha convicção que o presidente é pessoa de bem, sabe trabalhar as matérias, sabe que é importante ser pró-activo, ser bom estratega, sabe como trabalhar bem os assuntos e como dá-los a conhecer aos decisores e sabe que o seu know how, a sua experiência profissional beneficia e credibiliza muitos dos projectos em curso.
Já é tempo de as entidades e instituições do nosso concelho e da nossa terra se interessarem, desinteressadamente, pela vida de toda a comunidade, pela vida do povo. Valorizar e saber reconhecer o trabalho técnico de pessoas como esta a que me refiro, pessoa com inteligência, técnicas adquiridas, aplicadas na prática e com resultados económicos elevados, graças ao trabalho da concepção, administração e acompanhamento e liderança.
Tomaram muitas terras ter na sua comunidade pessoas assim. Em Malcata a comunidade tem essa pessoa e todas as instituições, caso considerem que é importante o trabalho e actividades das instituições que dirigem, que há entre nós pessoas com saber e vontade de trabalhar, a vida das instituições associativas, empresariais ou junta de freguesia, ao aceitar a colaboração, o trabalho ficaria mais produtivo, menos cansativo, mais eficaz e mais aliciante. Mais: as energias e sinergias à disposição, aumentariam a potência para colocar em marcha projectos importantes e necessários para alcançar uma melhor qualidade de vida de todos os malcatenhos.
Está para breve um evento a realizar na nossa aldeia. A reunião com a Junta de Freguesia, que foi solicitada pela AMCF, teve como resultado o apoio e concordância da autarquia ao concurso floral a realizar em breve na nossa aldeia. Foi um avanço e um reconhecer da importância e do aumento de entusiamo e maiores ganhos para a freguesia, quando de ambos os lados existe abertura, compreensão e colaboração nas actividades e nas relações institucionais. O trabalho, a persistência, a partilha de ideias e projectos, partiu da iniciativa do presidente da AMCF, a quem acompanhei nessa reunião e disso vos deixo aqui o meu testemunho.
Todos queremos o mesmo.
Reconhecer que o importante é todos estarmos mais perto e unidos naquilo que é importante para Malcata, para a autarquia, para as associações, onde se inclui a paróquia, é um passo grande e não pode ser de outra forma porque todos trabalhamos para o bem da comunidade malcatenha.
Termino com o meu agradecimento pessoal aos membros da direção da AMCF, destacando três pessoas importantes para mim: Rui Chamusco, José Escada e José Lucas.
12 março, 2018
NEM SÓ DE PÃO VIVE O HOMEM
A cultura e a dinâmica do povo de Malcata podemos medi-lo pelo número de entidades e associações que desenvolvem um plano de actividades estruturado e planificado. Na nossa aldeia as associações são os parceiros privilegiados da junta de freguesia, no desenvolvimento e na promoção do bem-estar da população, designadamente através da realização de actividades desportivas, culturais e muitas outras dirigidas à nossa comunidade.
Reconhecer o papel activo, a sua importância e a variedade das áreas abrangidas, numa aldeia como a nossa, cabe à junta de freguesia dinamizar e incentivar, apoiar e promover os eventos que as associações planeiam realizar. O trabalho de uma junta de freguesia inclui a existência de boas relações entre a autarquia e as associações, valorizando e apoiando as iniciativas na perspectiva de desenvolvimento integrado e sustentável da freguesia.
Uma das competências das juntas de freguesia, de acordo com a lei, é apoiar o associativismo nas suas diversas vertentes e acções. E o que uma autarquia deve fazer é criar instrumentos que estimulem essas associações e apoiem as suas actividades e nunca fazendo o trabalho delas ou ficando dependente delas, respeitando sempre a autonomia de cada associação.
Até agora como tem funcionado o apoio da Junta de Freguesia a estas associações e às actividades realizadas na freguesia?
Quais são os critérios em que a Junta de Freguesia se tem baseado nas decisões que tem tomado no que respeita aos apoios já concedidos?
Desconhecendo eu a existência de um Regulamento de Apoio ao Associativismo por parte da Junta de Freguesia, sinto-me com alguma razão em perguntar se estão ou não a cumprir os princípios gerais de igualdade, de imparcialidade e transparência, no que diz respeito às decisões positivas e negativas aos pedidos recebidos. Quem tem o poder de decisão é só a Junta ou a Assembleia de Freguesia, em determinadas situações, terá uma palavra a dar? A verdade é que todos sabemos que a Junta de Freguesia tem apoiado umas associações e a outras simplesmente não dá resposta, o pedido parece ir directamente para o caixote do lixo.
É fundamental a existência de um regulamento com regras que possam regular a atribuição dos apoios em dinheiro ou outros tipos de apoio concedidos pela junta de freguesia. A existência desse documento permitiria garantir os princípios de equidade e o controlo na atribuição dos apoios, também permitiria o acesso a todas as instituições e clarificavam-se os direitos e deveres e os critérios de avaliação dos pedidos. Já é mais do que tempo da Junta de Freguesia de Malcata apresentar esse regulamento, da mesma forma que o já fez a Câmara Municipal do Sabugal.
Lembro que todos os apoios devem obedecer a critérios objetivos de igualdade, justiça, equidade e imparcialidade, critérios esses que deverão estar definidos em regulamento.
josnumar@gmail.com
18 abril, 2017
O QUE MOVE O PODER EM MALCATA?
Tratou-se de uma atitude reprovável que, a mim malcatenho que sou, tenha recebido a informação que durante este tempo todo a junta não tenha tido tempo para fazer uma visita a este evento cultural. Os artistas que amavelmente responderam à iniciativa da dita associação, nomeadamente os três pintores naturais de Malcata a saber: José Rato, Zita Martins e Ondília Nabais, bem como os dois artesãos, que a convite da associação, aproveitaram para expor os seus trabalhos, Porfírio Nabais e Isabel Martins e ainda os outros pintores que quiseram participar, lamento dizer isto, mas para mim foi desprezar a cultura e mais uma vez a junta de freguesia não soube destrinçar as funções institucionais e respeito pelos cidadãos que os elegeram.
É incompreensível que o poder local não perceba que quanto maior envolvimento houver dos cidadãos, seja através das actividades da junta ou das associações locais, mais união e maior desenvolvimento ocorrerá na nossa aldeia.
E sabendo todos os malcatenhos que as associações, nomeadamente a AMCF, se apresentou com a missão de ser uma associação dinâmica e que se tem esforçado por divulgar o nosso território, as nossas potencialidades e os nossos valores culturais, por vezes através de eventos novos para a nossa aldeia, queira também ter alguma receptividade e apoio por aqueles que têm o dever de apoiar tudo o que seja iniciativa de desenvolvimento.
Para terminar, só quero deixar aqui escrito que, para além de ser associado da AMCF, sou também malcatenho e sou e serei sempre um malcatenho livre.
José Nunes Martins
(João do Carvalhão)
josnumar@gmail.com
22 dezembro, 2015
CARTA ABERTA AOS MALCATENHOS
Malcata tem-se destacado e tem vindo a afirmar-se como umas das aldeias mais dinâmicas no que respeita a eventos desportivos e culturais, graças à existência de um movimento associativo com ideias determinadas, mas que às vezes lhes falta estratégias bem definidas, uma direcção precisa, apesar da enorme satisfação e entusiasmo pelo trabalho realizado.
A Associação Malcata Com Futuro, que iniciou a sua caminhada em Julho deste ano, tem definido com clareza a ideia de uma aldeia com futuro. O desenvolvimento da Malcata de que falo, está definida na missão e nos valores defendidos pela AMCF e que oportunamente apresentou aos malcatenhos, na IªAudição Pública, tendo como suporte uma séria reflexão previamente elaborada, quanto ao papel de Malcata e dos seus habitantes quanto aos caminhos a desbravar no sentido de posicionar Malcata na senda do desenvolvimento.
Há muito trabalho por fazer e a fazer, pois na nossa terra o empreendedorismo assusta muitas pessoas. Mas Malcata possui um elevado potencial de investimento e de crescimento.
Um dos objectivos da AMCF é o apoio aos empreendedores que desejam criar e investir e que escolham Malcata para o fazer. O aparecimento de negócios em Malcata contribuirá para o desenvolvimento económico da nossa aldeia, cria valor e emprego e a AMCF quer ajudar essas empresas a crescer e a ter êxito.
A AMCF quer e trabalha para o desenvolvimento da nossa terra e convoca todos os parceiros locais, públicos e privados, a partilhar a mesma visão, a trabalhar e a funcionar todos juntos como facilitadores e influenciadores, utilizando todos os meios disponíveis e em rede, sempre numa base de confiança e com a convicção de que todos podemos sair vencedores.
A AMCF sempre desejou funcionar como um agente agregador de vontades, continua a trabalhar na facilitação da criação de estruturas de apoio e está a trabalhar em projectos que irão contribuir para o desenvolvimento da nossa terra.
A AMCF pretende e luta pela construção de uma aldeia VIVA, onde todas as instituições vivam ligados aos cidadãos.
Queremos posicionar Malcata no topo das aldeias portuguesas focada numa visão de desenvolvimento sustentado e assente numa economia cívica e com responsabilidade social.
Boas Festas.
José Nunes Martins
1ºSecretário da AMCF
13 fevereiro, 2011
15 abril, 2009
MALCATA NA AECT-DOURO/DUERO
Victor Fernandes na AECT
Na mesma ocasião foram também eleitos os membros dos conselhos sectoriais. E para o Conselho Sectorial de Turismo, Cultura, Património, Desporto, Ócio e Tempos Livres ficou a cargo de Miranda do Douro, ao qual também pertence Malcata, representada pelo seu Presidente, Victor Fernandes.
Os principais objectivos da AECT-Douro/Duero são:
- Criar emprego para aumentar a população;
- Dar oportunidades para que os jovens se fixem na zona da raia portuguesa e espanhola;
- Criação de uma rede de transportes públicos para todos os cidadãos;
- Desenvolvimento de uma política de educação, formação e emprego;
- Cooperação no sector da saúde;
- Criação de medidas para o emprego rural;
- Uso da investigação, inovação e desenvolvimento;
- Criação de um plano de turismo;
- Modernização da administração local.
AECT??
A fim de eliminar os obstáculos à cooperação territorial, os agrupamentos europeus de cooperação territorial (AECT) servem de instrumento para a referida cooperação a nível comunitário. Na verdade, permitem a agrupamentos de cooperação pôr em prática projectos de cooperação territorial co-financiados pela Comunidade.