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11/03/2026

CARLOS CLEMENTE: UM HOMEM DE CAUSAS

 



  A ASSM – Associação de Solidariedade Social bem conhecida em Malcata e arredores. Tem a seu cargo a gestão da ERPI (Edifício Residência Permanente Para Idosos), mais vulgarmente chamado Lar de Idosos.
  A gestão da ASSM, ao longo dos anos, foi exercida por várias equipas de pessoas e até Agosto de 2020, sob a presidência de Carlos Clemente. Decorrente das eleições realizadas entrou em funções uma nova administração, presidida por Vítor Fernandes. E aqui veio ao de cima a faceta desta pessoa, ex-presidente da Junta de Freguesia, esgotados que foram os seus três consecutivos mandatos, saltou para a presidência da ACDM (Associação Cultural e Desportiva de Malcata) e presentemente continua como Presidente dos Corpos Sociais da ASSM, onde já vai no seu segundo mandato.
  E, entretanto, em 2017 pela sua mão e do partido Social Democrata, conseguiu arranjar o lugar de Presidente de Junta para o filho, que se encontra no seu último mandato consecutivo.
  Ou seja, a freguesia de Malcata e respectivas instituições, desde 2005 que é governada pela mesma família. Portanto, estão a ser os “governos” desta família e as medidas tomadas que levaram a freguesia, a ACDM e a ASSM para o patamar onde se encontram actualmente.
 
  A solidariedade só faz sentido quando se pratica, quando passa a ser um acto concreto, expresso através de acções e decisões.
  A ASSM é uma associação de solidariedade social, que respeita a pessoa como ela é e que diariamente coloca em prática, com espírito de doação e serviço voluntário, de respeito ao próximo e de gratidão.
  O Lar de Malcata é a obra mais visível que a Associação de Solidariedade Social construiu na freguesia. Desde 1991, de uma forma singular e com reconhecimento de todo o povo, pelo Lar, destaco a pessoa que pela sua iniciativa e a sua capacidade de organizar, planear e entusiasmar o nascimento da ASSM, que o Lar de idosos materializa, instituição de acolhimento de idosos com reconhecimento em todo o Distrito da Guarda, concelho do Sabugal, como um modelo a seguir, com a prestação de serviços com qualidade e carinho, destacando o apoio ao domicílio, sendo ainda hoje a entidade que mais pessoas oferece trabalho (emprego), um pilar importante na vida das famílias e da economia da aldeia. Estou a falar-vos do senhor Carlos Clemente, primeiro presidente da ASSM e grande mentor desta obra.
  Já expressei o meu sincero agradecimento várias vezes, tendo a última vez feito uma intervenção pública na Assembleia Geral da ASSM, realizada no passado dia 7 de Março de 2026. É uma pessoa que conhece e lutou pela vida saudável e merecidos cuidados de saúde, de alimentação, de bem-estar e conforto dos nossos idosos, tantas vezes sós e sem mais apoio de rectaguarda familiar. Sei que encontraram muitas dificuldades e o caminho nem sempre foi fácil, mas conseguiram. Foi deixado um legado patrimonial de valor incalculável, pago à custa de muito trabalho, de constante inquietação e procura de ajuda e entreajuda. Entregou uma gerência com independência financeira, facilitando a continuação da aposta na inovação, novos equipamentos e serviços. Tudo pronto a caminhar rumo a bom destino.
  Termino esta singela homenagem a uma pessoa ainda viva e que diariamente cuida da sua princesa Graciete, mulher que ama e que está numa fase mais frágil da sua vida. Talvez algumas dores ficassem mais aliviadas se lhes dissermos que a amamos e a reconhecemos tanto como ao marido.
  Ao povo e a quem de associa a mim, o meu mais sincero bem-haja.
  Em especial, ao Carlos Clemente pela sua coragem e determinação em lutar pela justiça e pelas causas em que acredita. 

11/06/2017

PONTOS DE VISTA

 



Será que tenho que odiar aquelas pessoas ou instituições com as quais não estou de acordo? E as pessoas e instituições a mim?
   Parece que as minhas palavras escritas têm incomodado algumas pessoas. Ultimamente, quando ando por Malcata parece que a minha presença se torna suspeita e sinto que algumas pessoas já não olham para mim como olhavam há uns tempos atrás. Chegou-se ao ponto de se bloquear ou simplesmente não interagir nas redes sociais. E muito só porque penso ou estou em desacordo com algumas pessoas.
   Nos meus escritos e nos meus pensamentos apenas exprimo a minha ideia acerca de como gostaria que fosse a aldeia onde nasci e a ela me sinto ligado afectivamente. Felizmente para mim, quando apareceu um grupo de malcatenhos que concordavam comigo em muitas ideias e noutras não tanto, mas que havia espaço para todos, lançámo-nos ao trabalho. O povo é constituído por pessoas e cada cabeça sua sentença. Claro que é uma utopia conseguir que todo o povo acredite no mesmo e que concorde em tudo o que se diga, em tudo o que aconteça ou se planeia construir. Portanto, como sei que não acreditamos e nem concordamos todos no mesmo, lá vou trabalhando naquilo que acredito ser benéfico para a nossa aldeia e aos poucos entender a sensibilidade do povo, esforçando-me sempre por criar uma certa empatia com toda a gente.
   Acredito no valor dos malcatenhos, também não ignoro que tenho uma missão a desenvolver como malcatenho. É do conhecimento de alguns que há coisas com as quais não estamos de acordo e que às vezes, ao defender o meu ponto de vista e o dos que pensam como eu,  possa até magoar alguém com palavras mais azedas, todos nós desejamos  o melhor para o povo da aldeia e sabemos que existem muitos assuntos em que pensamos da mesma forma. Eu falo por mim e tenho estado disponível para encontrar a melhor solução ou soluções para resolver alguns dos problemas da nossa comunidade.
   Se reflectirem um pouco sobre as coisas em que discordo de algumas decisões na nossa aldeia, na verdade contam-se pelos dedos e não se trata de combater e contrariar só porque sim, só porque sou do contra. Não, longe disso! Quando discordo, é porque não estou convencido que é a melhor opção para a comunidade aquilo que outros defendem e nunca por ódio ou teimosia. 

21/08/2015

FALAR DA FESTA

 

 O mês de Agosto é sinónimo de férias e de festa, sobretudo para quem vive fora da nossa aldeia. A chegada dos emigrantes e de outros malcatenhos que não vivem em Malcata foi-se notando à medida que os dias da festa se aproximavam. Todas estas pessoas trouxeram mais animação ao povo.
   A festa deste ano decorreu conforme a programação do programa previamente pensado e organizado.
   Para aqueles que não estiveram presentes, aqui vos deixo uma pequena reportagem acerca da festa deste ano.
   E a pergunta que fiz a cerca de 30 pessoas, publico a resposta dos que responderam:
   Malcata.net : Qual a sua opinião acerca da festa "Malcata 2015"?
   
Emanuel Filipe: "Penso que correu bem. Foi equivalente à de anos anteriores";

 
 Ana Maria Martins:Este ano não fui a Portugal, mas muito agradecida na mesma;
 
 Chica Chiquita:A meu ver, na festa de Malcata correu tudo bem. Concordei com a decisão assumida pelos mordomos em fazer a festa separada da igreja, visto a atitude interesseira do padre. Agora que a festa passou, também gostava que o padre mudasse e que aceitasse fazer a festa como era feita antes, pois seria melhor, claro!
 

Tatiana Gomes:
A festa foi muito fixe!
   

Victorino Lourenço:Sobre a festa julgo que houve menos gente do que nos outros anos e talvez um pouco pobre na cativação dos jovens.
   

Sara Fernandes: Da festa não posso dizer nada, uma vez que este ano não estive presente.
  

Bruno Fernandes:Infelizmente, este ano não desfrutei da festa.
  Maurício Martins: Festa fraca!
  

Tiago Ramos: Este ano, não estive na festa de Malcata, devido à escola. 

Alberto Le Toss
:A festa para mim correu bem. Notei que faltava pessoas no domingo!
  

Bárbara Corceiro:Sinceramente vi grandes melhorias em relação a 2014. Bandas de sexta-feira e sábado foram muito boas. No entanto, a de domingo pareceu-me bastante mais fraca. Em relação à discoteca, adorei o DJ de sexta, o melhor de todos. O bar, sempre com stock, rápido no atendimento e simpáticos. As pizzas foram uma boa ideia!
   

Raquel Jorge: Este ano a festa foi bastante diferente, uma vez que mudar as tradições nunca resulta muito bem, sendo assim, acho que este ano a festa foi mais fraca do que o habitual, mas havendo alguma inovação não foi a suficiente. Não julgo os mordomos, uma vez que estes apenas jogaram pelo seguro e fizeram tudo para que a festa corresse pelo melhor.
   
   Lionel Dos Santos:Eu gostei muito da festa deste ano. Gostei das pizzas à noite. Foi uma excelente ideia. Não gostei da banda de sábado à noite!
   E aqui está a opinião de alguns malcatenhos acerca da festa de Malcata deste ano. Agradeço, em nome da página Malcata.net, a disponibilidade  das pessoas que aceitarem responder a uma simples pergunta que lhes coloquei. Podem continuar a enviar as vossas respostas, mesmo que sejam opiniões diferentes ou iguais a estas.
 
   Agradeço a colaboração das pessoas que aceitaram livremente responder à pergunta que lhes coloquei, via mail. Quem quiser pode também responder ou comentar o mesmo assunto. 

22/07/2009

UM PAÍS EM FORMA ASSIM

Mais uma crónica escrita por António Pina, escritor, jornalista e que os sabugalenses recentemente homenagearam.Vale a pena ler os seus pensamentos:

Há quem esteja convencido de que Portugal não existe, que o que existe de há uns tempos para cá é uma coisa, como O'Neill diria, em forma de assim mais eólicas, centrais solares, Plano Tecnológico, Novas Oportunidades e uma falta de pudor maior que o défice público. O Governo do mesmo partido que ainda há pouco fazia prova de vida socialista anunciando para a próxima legislatura, se Deus quiser, o casamento homossexual contra o qual uns meses antes votara, proíbe agora os homossexuais de… darem sangue. A crer no Governo, estaria "cientificamente provado" que os homossexuais homens têm comportamentos de risco, coisa que os heterossexuais e as lésbicas - também deve estar cientificamente provado - não têm. Bem podem o bom senso, a Coordenação Nacional para a Infecção VIH/sida e a Amnistia Internacional, falar de disparate e de discriminação e os números provar que 57,6% dos novos casos de SIDA em Portugal são de heterossexuais e só 16,8% de homossexuais. Além de nas energias renováveis, o país, ou lá o que é, faz questão de estar à frente do seu tempo e do Mundo também nas discriminações renováveis.

in Jornal de Notícias,22/07/2009