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16/04/2026

SABIAM QUE HÁ CABRAS SAPADORAS NOS BALDIOS DE MALCATA?

 

Cabras serranas na Serra da Malcata

 Quando foi apresentado ao povo, em Julho de 2019, durante um workshop, integrado na AgroRaia de 2019, que nesse ano estava a decorrer na nossa freguesia, foi assumido pelo presidente da Freguesia de Malcata, João Vítor, que a Exploração Pecuária era um projecto com grande factor de dinamização da nossa freguesia e até do concelho do Sabugal. Finalmente aquilo que tanto desejava a Junta de Freguesia e a sua população estava aprovado e ia mesmo avançar. E nessa enorme satisfação e entusiasmo, até se prometeu que, num prazo de dois anos, o rebanho estaria em pleno estado de exploração.
 Uma notícia desta importância merecia aplausos, palmadinhas nas costas e reconhecimento público, com votos de que as coisas acontecessem como estava nos planos. Aquele dia e na companhia de pessoas importantes e ilustres do município, do ICNF e da Junta de Freguesia de Malcata, ficou nos anais da história da política da nossa freguesia e do município do Sabugal. A freguesia de Malcata tinha acabado de dar um valente pontapé no marasmo do subdesenvolvimento e finalmente a aposta no desenvolvimento económico e do comércio local ia começar a sua maratona em direcção ao primeiro lugar. Não havia e não se conhecia um projecto de tão importante envergadura e com planos bem traçados rumo ao êxito e que iria ser a alavanca económica que a nossa aldeia precisava para voltar a ser a terra do melhor queijo, melhor cabrito assado e melhor carne de cabra de qualidade única.
 Passados que são 7 anos, qual é o ponto da situação?
 O projecto das “Cabras Serranas” ou “Cabras Sapadores”
está a ajudar a desenvolver economicamente a freguesia de Malcata? O que já foi feito e que resultados já foram alcançados? 
 Eu e os outros malcatenhos estamos desejosos em saber notícias do rebanho, dos pastores, das dificuldades e dos êxitos já alcançados. Sabemos que em Dezembro de 2025 chegaram as cabras serranas aos baldios. Também sabemos que encontraram dois pastores, que diariamente as cabras saem e entram no "bardo" e que são mais de uma centena de cabeças de gado. Não sabemos, por exemplo, o número de cabras prenhas ou que já são "mães", muito menos o número de cabrititos que já nasceram entretanto, ou quantos dos que nasceram já morreram. Há um mundo real nos baldios da nossa aldeia e merece ser conhecido das pessoas, independentemente do sítio onde vivem ou trabalham. Porque os malcatenhos também se interessam pelo futuro da sua terra. E todos, todos devemos estar conscientes e conhecedores do estado das cabras serranas. Somos ou não somos todos malcatenhos? Sim somos. 
 Aguardemos então por boas notícias.

19/12/2025

MALCATA: ALDEIA DO PÃO, DO QUEIJO E DOCES

   Estes são três dos produtos gastronómicos que durante muitos anos
identificavam a riqueza gastronómica da aldeia de Malcata:
  

1. O Pão de Forno a Lenha

   O pão caseiro cozido no forno a lenha, não era um pão qualquer e só se tinha "pão quente" no dia em que se fazia a fornada. Era com uma fornada que a família se alimentava de pão durante uma a duas semanas. Ou seja, na aldeia o forno comunitário, era acendido de 15 em 15 dias e havia que precaver as necessidades de cada casa para que nesse período de intervalo, houvesse sempre pão em casa. E a verdade é que o pão durava o tempo todo sem se estragar. O segredo de tantos dias a comer pão encontrava-se na técnica de preparação, desde o grão que era colhido pelo lavrador, enviava para moer, guardava a farinha, amassava com água natural, bons fermentos, boa lenha, algumas cruzes em cada pão e rezas, resultavam numa fornada que enchia o tabuleiro que a mulher punha em cima da cabeça e ia até casa, onde o guardava na arca de madeira. Parece fácil fazer pão artesanal, mas requer conhecimentos e experiência e muito tempo para aprender a cozer um pão bom e saboroso. 

  

2.O queijo de cabra
Com o leite, ordenhado manualmente, a dona da casa ou uma das suas filhas, tratavam de o guardar numa vasilha e depois de lhe juntar um pouco de cardo natural, esperavam umas horas até o leite coalhar. 
Quando a coalhada alcançava o seu ponto, com a ajuda da francela e do acincho, a queijeira retirava o leite coalhado da panela e deitava-o dentro do acincho que antes tinha posto em cima da francela. Com as mãos ia calcando a coalhada e esse gesto de pressão, fazia com que o
soro líquido saísse pelos furos do acincho de lata, escorrendo pela francela até cair dentro do recipiente colocado no seu devido sítio. 
O processo de fazer o queijo era todo feito manualmente e sem pressas. O queijo é uma delícia quando ainda está fresco, mas para algumas pessoas, depois de curado e bem seco, o queijo de cabra duro, rijo como uma pedra e com um cheiro intenso, é qualquer coisa de sublime e simplesmente uma experiência única.  


3.Os doces ou esquecidos

Estes doces, também chamados "esquecidos", são bolos tradicionais na nossa aldeia. Sempre que há uma festa na comunidade ou para momentos especiais, este é um doce que está sempre na mesa. São uma delícia e 
toda a gente aprecia esta singela forma de juntar água, farinha, ovos e açúcar, tudo batido com amor e carinho para mais tarde saborear. 
O seu nome "esquecidos" vem da forma como se coziam no forno a lenha.
Depois de cozido o pão, para se aproveitar o calor do forno a lenha,
as mulheres espalhavam a massa, com a ajuda de uma colher, numa chapa lisa e salpicada com farinha e colocavam-nas dentro do forno ainda quente, deixando-os "esquecidos" a cozer lentamente.  

  Voltarei com este assunto.
  Boas Festas

17/10/2024

MALCATA : CABRAS NOS BALDIOS PARA QUANDO?

       



   Unidades de Participação sobre o rebanho
        é também assegurar o futuro

   Tratando-se de um projecto de interesse para a freguesia de Malcata e para o território do concelho do
 Sabugal, sendo um investimento público e apoiado pelos fundos europeus, é natural que surjam pessoas que pela sua experiência profissional e conhecimentos técnicos desejem contribuir com algumas das suas ideias e sugestões tendo em vista a concretização desta obra.
     A ideia das Unidades de Participação ( que pode receber outra designação) que o senhor Engº. José Escada Alves da Costa, pessoa com grande experiência de criação e gestão de projectos inovadores, principalmente na área das energias e biomassa florestal, ainda com ligações familiares à nossa freguesia, publicada em Agosto de 2019, pelo Jornal Cinco Quinas, ainda continua válida e devia ser 
merecedora de um debate público, alargado a toda a freguesia e a entidades interessadas neste projecto que tanto pode alavancar o tão desejado desenvolvimento sustentável da freguesia de Malcata. Quem desejar saber mais em pormenor sobre o assunto é só clicar na imagem que a seguir reproduzo:

   

             Jornal Cinco Quinas - Agosto 2019