Hoje o dia começa
mais vagarosamente e vai-se despertando para a realidade. É natural que muitos
se sintam cansados, mas com a curiosidade de espreitar o mundo. A janela
abre-se no telemóvel ou no computador e instantaneamente estamos a saber as
últimas novidades dos nossos familiares, amigos e comunidades. É normal e
natural as pessoas desejarem espreitar o dia de ontem, as cruzes e as campainhas
a entrar nas casas, onde as mesas brilham e fazem sorrir os rostos das pessoas.
É a nova maneira de partilhar as bênçãos da vida! Os desejos de Boa Páscoa,
Feliz Páscoa ou simplesmente, Aleluia, Cristo ressuscitou!
Hoje é um desfilar de fotografias da
festa de ontem; mesas com cabrito assado ou vitela, arroz de polvo com filetes
do mesmo, os doces, o pão-de-ló, pudim e as amêndoas, etc., etc. Tudo pronto a comer e
saborear.
Cada pessoa e cada família vive a festa
da Páscoa em liberdade e cada pessoa é responsável pela sua vida. Eu estou aqui
a pensar nesta ideia de Jesus Cristo estar sempre associado a boa comida e
festanças. Já repararam que todas as festas da Igreja estão relacionadas com
alegria, boas comidas e ramboias? No Natal e na Páscoa é o que todos já
experimentámos: boa mesa, bom vinho e muita alegria. As tradições estão acima
de tudo e de todos. Mesmo que não passe de um formalismo, um hábito de
enfartamento, coisas de marketing religioso, disfarçado de grande sentido
cristão. Se o material falha, se os apoios financeiros não aparecerem, não há
fé que mova as pessoas a sair de casa. Importa é dar espectáculo, mostrar a
fartura, o amor à tradição das coisas e esquecer o interior de cada pessoa, a
sua regeneração interior.
O mundo é assim.
Continuação de boas festas.

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