Um ponto de encontro para naturais, descendentes e apaixonados pela aldeia de Malcata, terra que moldou as nossas vidas.
11.7.26
MALCATA E AS EQUIPAS DA BOLA
O Santo António já acabou!...O São João e o São Pedro também! E estamos a poucos dias das festas de Verão. Não há terra ou lugar que não tenha a sua festa, que não celebre o seu santo ou santa de devoção ou onde as pessoas não escolhem divindades e assim não se zangam uns com os outros.
Este ano a temporada das festas de Malcata vai durar uma semana, mais coisa menos coisa. Vai ser uma semana de resistência, de diversão e convívio e só os mais fortes vão aguentar estar em todas as actividades.
Quem não se recorda dos jogos de futebol nos dias próximos da festa?
Os tempos eram outros, existia nos anos 70 e 80 outra mística e muitos mais jovens que vinham passar as férias à aldeia e em conjunto com os que nela viviam todo o ano, facilmente se formava uma equipa de futebol, mesmo com jogadores suplentes.
Nessa altura, já a associação estava em actividade e era convidada para participar em jogos amigáveis com as freguesias vizinhas ou então para jogar uma partida entre solteiros e casados.
E sem desprimor para as actuais equipas da ACDM, as equipas de Malcata tinha um conjunto de jogadores muito refinados e até incluía algumas estrelas que jogavam nas equipas distritais da Guarda e do Sabugal.
O resultado destes jogos eram importantes e fosse qual fosse, no final dos jogos e depois de umas banhadas de água fria no ribeiro, todos os participantes se reuniam na aldeia para um lanche ajantarado.
Nesses tempos, os ídolos chamavam-se Eusébio, Fernando Gomes, Cubilhas, José Henriques, Tibi, Damas, Yazalde, Néné, António Simões, Torres, Carlos Manuel, Pavão, Silvino, Futre, Figo, Rui Costa, Jorge Costa...
13.10.24
SÓCIOS SEMPRE DE FACA E GARFO
Está marcado para o
dia de hoje, na ACDM da freguesia, um Almoço Convívio tendo como prato
principal “Rancho”. Esta associação já habituou os associados a este género de
actividades. Os almoços e jantares são boas oportunidades para reunir a
comunidade num ambiente social e descontraído.
São oportunidades que permitem que as
pessoas se conheçam melhor, partilhem histórias e experiências e ao mesmo tempo
fortalecem os laços de pertença à comunidade, à aldeia. Outra razão para
escolher estes eventos é porque são fáceis de organizar e para comer e beber,
conviver e divertir, nada melhor que comida e bebida.
Tudo na vida deve ser consumido com
moderação. Até nas cozinhas o sal, ingrediente quase indispensável para bem
cozinhar, tem de ser utilizado com cautela e não abusar do seu uso é bem
necessário.
E quando uma associação cultural e
desportiva se reúne para planear as suas actividades anuais, tem de ter em
conta todos os associados e propor, debater e aprovar diversas actividades,
dirigidas aos associados com a ideia de atrair diferentes tipos de pessoas, com
diferentes tipos de gostos e interesses culturais e desportivos. Ora, olhando para trás e para as actividades
da ACDM, é importante e necessário diversificar o plano das actividades da
associação.
Nesse sentido, deixo aqui algumas
ideias de eventos que poderiam ser interessantes para a associação:
1- Workshops e Oficinas: culinária regional, renda e crochê, informática,
madeiras.
2 - Actividades Culturais: Noites de cinema, noites de fado e outras músicas,
teatro.
3 – Eventos Desportivos: Caminhadas em grupo, Jogos Tradicionais, Futsal, Ténis.
4 – Workshops e Jornadas: Cogumelos Silvestres, Castanha,
5 – Reconstituição de Costumes e Tradições: Janeiras, entrudo, Santos
populares, desfolhadas, ir apanhar castanhas.
Isto a que vos soa? Não seria uma
óptima maneira de dar vida à associação? Com actividades diversificadas,
organizadas para diferentes tipos de pessoas, não acham que
haverá gente interessada em participar?
Tenho a certeza de que estas
sugestões seriam bem recebidas e podiam trazer uma nova dinâmica para a
associação. Diversificar as actividades pode ajudar a envolver mais pessoas e
tornar a associação mais interessante e inclusiva de mais pessoas.
Fica a sugestão!
Bom almoço.
17.9.22
A. C. D. M. - MALCATA: HARMONIA E CULTURA PRECISAM-SE !
| Uma harmonia difícil de concretizar... |
Longe vão os
tempos em que na nossa aldeia se jogava a bola, nos anos 70 a 90, facilmente se
arranjavam duas equipas para se divertirem com uma bola. Geralmente juntavam-se
na tapada da Corela, que tinha as condições mínimas e estranhas para servir de
estádio. Aquele sim era um campo inclinado e os jogadores queriam lá saber
disso, o mais importante era marcar golos entre os dois montes de pedras e na
baliza imaginária.
Um dia de inspiração levou um grupo de
rapazes a criar uma associação que se encarregasse de organizar jogos de futebol
e outras actividades culturais. E foi com o desporto que a associação deu um
empurrão, pois passou a ser responsável pela fomentação e organização das
actividades ligadas ao desporto e à cultura. Fazia falta uma entidade que
periodicamente se dedicasse a organizar actividades lúdicas, de desporto e
cultura.
Apesar do trabalho e do empenho das
diversas direcções à frente da associação, nunca conseguiram parar o êxodo dos
jovens para fora da aldeia e só no tempo das férias escolares é que as portas
da associação estavam abertas. Tudo ficava adormecido e isso notava-se porque
as actividades assim se organizavam.
Houve uma direcção que viu no
atletismo uma boa medida e uma excelente oportunidade de alargar a oferta
desportiva da associação. O desporto não é só futebol e o atletismo tinha
espaço de crescimento e com um treinador federado e o apoio da Associação de
Atletismo da Guarda, foi o empurrão que faltava para a abertura da secção de
atletismo. Esta ideia ganhou ainda mais
força no ano da celebração dos 25 anos da associação. A comemoração foi um
marco histórico e levou a marca da presença do campeão mundial de atletismo
Carlos Lopes.
Passou um dia na nossa freguesia, assistiu às diversas provas de atletismo e
cumprimentou todos os atletas, em especial os vencedores, a quem lhes entregou
os respectivos prémios.
Foi de facto um dia memorável para a
associação e para a freguesia. E a alegria de correr, a vontade de querer ser
melhor e vencer, a secção de atletismo deu cartas e algumas dores de cabeça aos
atletas das outras associações. O atletismo passou a ser a estrela da
associação, enquanto o futebol ia perdendo cada vez mais praticantes, mesmo
após a construção do polidesportivo.
A secção de atletismo apostou forte e
nas qualidades e capacidades do seu treinador e a união e dedicação dos
familiares dos atletas aliada aos sonhos dos jovens atletas, levou-os a
alcançar vitórias nunca tentadas ou alcançadas.
Um ano, dois anos...e mais anos, veio
o cansaço, o desânimo e o vendaval que soprou com tal intensidade, derrubou a
casa que se estava a construir e não houve discernimento nem forças para voltar
a reerguer aquela secção da associação. E agora nem bola e nem atletismo.
Ficaram os convívios e alguns jogos de cartas, onde os reis, as damas e os
cavalos têm pesos diferentes daquele jogo que tanto ajuda a desenvolver o
cérebro dos que o jogam. O xadrez não é para todos e alguns maus hábitos também
não são compatíveis com quem tenha vontade e querer de vencer uma guerra entre
dois reis. Agora o que resta são alguns vestígios das actividades passadas, que
deixaram marcas brancas nas calçadas, que já deviam ter sido definitivamente
apagadas porque deixaram de ser úteis e só poluem a aldeia.
Termino com esta interrogação que me
está aqui na cabeça:
Para onde caminhas Associação Cultural
e Desportiva de Malcata?
José Nunes Martins
3.4.17
QUANDO SE NASCE FORA DO COLO AUTÁRQUICO
O Jornal Cinco Quinas, na sua edição do mês de Abril de 2017, acabado de chegar aos leitores na sua versão em papel, publica e destaca uma entrevista com José Escada da Costa, presidente da direcção da Associação Malcata Com Futuro (AMCF).
Sendo o entrevistado a pessoa que dirige a AMCF, é importante poder destacar algumas das suas ideias e respostas . Lembro que a AMCF foi constituída em Julho de 2015, é uma associação sem fins lucrativos, para a economia cívica. É uma associação independente em relação ao Estado, ao poder autárquico e os associados filiam-se voluntariamente. Esta foi uma das ideias deixadas pelo presidente da AMCF, ao afirmar que “nascemos fora do colo do poder autárquico”.
“A gota de água foi a ampliação do parque eólico de 19 para 25 turbinas. Aí, o tal grupo de cidadãos disse basta e passou à acção, através do Movimento Malcata Pro Futuro. Esse movimento aproveitou a consulta pública obrigatória e desenvolveu um processo reivindicativo, mediático e dialeticamente bem suportado”, respondendo ao jornal quando lhe perguntam a origem da AMCF.
A conversa segue e nestes quase dois anos, José Escada falou das actividades realizadas e do futuro. Começou por dizer que “ao trabalharmos sobretudo no domínio do imaterial, iniciámos um projecto ambicioso, com reduzidas possibilidades de ser, de imediato, plenamente entendido pela grande maioria da população”.
Neste curto tempo de vida a AMCF já realizou muitas actividades e a informação é disponibilizado no site da associação. Contudo, o presidente da AMCF quis salientar a realização da I Audição Pública em Malcata, dia da apresentação à população da instituição e que foi muito participado, pois nunca tal tinha acontecido com outras associações. Quanto a 2016, disse José Escada que “a actividade mais importante foi relacionada com a floresta. Malcata tem uma ampla mancha florestal. Tem baldios florestados; tem uma ZIF (Zona de Intervenção Florestal);tem uma equipa de sapadores florestais; tem um grande consumidor de energia, o Lar. O que lhe falta então? Falta colocar todos esses recursos a funcionar coordenadamente, com racionalidade económica. Falta demonstrar, objectivamente, que é possível criar economia e gerar riqueza para todos”.
Pergunta o jornalista: Como se demonstra isso? Resposta pronta do José Escada: “A equipa de Sapadores é uma mais-valia e funciona com eficácia, considerando os parcos recursos que lhe estão afectos. Quanto ao resto impera o desconhecimento, a falta de informação, a ausência de mobilização. É fundamental informar e demonstrar. Nessa perspectiva a Entidade Gestora da ZIF foi motivada a realizar várias reuniões, que foram muito esclarecedoras. Ainda no âmbito da fileira florestal ensaiámos a aplicação na aldeia de Malcata o conceito de economia circular. Promovemos um pré-estudo de eficiência energética nas instalações do Lar que previa a substituição das caldeiras a gás por caldeiras de biomassa. Contudo, apesar das substantivas economias reveladas, apesar da possibilidade de recurso a fundos de apoio, o projecto ainda não avançou.
A actuação da fileira florestal culminou numa parceria com o Município do Sabugal na organização da ENERTECH Sabugal 2016. Organizámos o 1ºConcurso Internacional de Fotografia da Malcata, o Concerto de Música Clássica comemorativa do 1ºaniversário da AMCF, em parceria com a Bendada”.
Ficamos então a conhecer algumas das actividades da AMCF em 2016. Não tem sido fácil mobilizar a população de Malcata para uma intervenção cívica mais dinâmica. Mais uma vez, o presidente da AMCF justifica esta atitude explicando que “O Sabugal confronta-se, hoje em dia, com uma realidade socioeconómica que não fixa, nem gera, massa crítica. A pouca ainda existente tende para a desmotivação, para a descrença em iniciativas que visem a capacitação, o associativismo, o empreendedorismo. O que não é material não existe. Não é fácil mobilizar para além da festa, da capeia e do convívio gastronómico.
Em Malcata, depois de uma audição pública auspiciosa, passou a imperar a contra-informação, a contra-corrente, a areia na engrenagem. Os actores políticos sentiram a ameaça e reagiram da pior maneira possível. A AMCF não tem tido vida fácil, sem dúvida. Vamos prosseguir com a nossa estratégia de comunicação, partilhando informação, dando tempo ao tempo”.
E a entrevista continua com mais umas perguntas, mas vou terminar este meu recorte da longa entrevista, com a pergunta, talvez a mais aguardada por alguns malcatenhos e a resposta dada pelo presidente da AMCF. Então a pergunta foi esta:
“Cinco Quinas”- Vamos a contas: de onde vêm as receitas e quais são as despesas da AMCF?” A resposta foi dada com clareza:
“ As receitas e as despesas da AMCF são públicas e estão publicadas no seu site. As receitas provêm das quotas dos seus membros ( colectivos e singulares ). O Membro Colectivo nº1 (fundador) é a Tecneira e a sua contribuição representa mais de 95% do valor total das quotas. No culminar do processo reinvindicativo sobre a ampliação do Parque Eólico, a Tecneira acabou por reconhecer a iniquidade da situação. Ou seja, um parque com 19 eólicas pertencentes, na sua maioria, ao Concelho de Penamacor, que impactava quase exclusivamente sobre Malcata. As contrapartidas iam sobretudo para Penamacor. Malcata aguentava com os malefícios, que sempre existem. Em consequência, a Tecneira, no seu amplo sentido de responsabilidade social, e em plena liberalidade, que muito enaltecemos, reforçou as contrapartidas para Malcata repartindo-as entre a AMCF e a Junta de Freguesia, cabendo a esta última a parte maior. A Junta optou por aplicar logo metade desse valor em calçadas e na recuperação da Fonte Velha. O restante será entregue è Junta em dez tranches (diferenciadas) durante os próximos dez anos. A AMCF, por seu turno, optou por obter da Tecneira o compromisso de, durante 15 anos, ser Membro Colectivo pagando a quota anual acordada. Os mais curiosos podem retirar o valor da quota anual nas contas publicadas”.
A entrevista continua e nela são abordados mais assuntos de interesse, tanto para Malcata como para o concelho do Sabugal. O Jornal Cinco Quinas é vendido por um euro e para mim é dinheiro bem gasto. Espero que com esta última resposta aqui trazida acabe duma vez por todas com as dúvidas aos que espalham informações erradas, para não ir mais longe nas palavras.
24.11.16
A IMPORTÂNCIA DAS ASSOCIAÇÕES
As associações quando são bem organizadas são um espaço privilegiado para as pessoas se reunirem e em conjunto analisarem os problemas de todos e juntos procurarem as soluções mais justas. Quando pensamos em grupo, são mais cérebros a pensar e com facilidade surgem ideias novas que aplicadas ajudam a melhorar a vida de cada um e da comunidade no seu todo.
Quando um grupo de cidadãos de Malcata se juntou e uniu as vozes o grito fez-se ouvir no povo. O que fizeram foi assumir o exercício da democracia, que como cidadãos livres e solidários decidiram que juntos tinham mais ânimo e capacidade para alcançar o sucesso e o desenvolvimento da comunidade malcatenha.
As relações entre a Junta de Freguesia e as associações da nossa aldeia deviam ser institucionais, cordiais e normais. É natural que a relação entre o poder local e as associações possa, por vezes, haver desacordos e alguma tensão ou até crie algum confronto em determinados momentos ou por causa de determinados assuntos. O que não é normal é constatar que temos uma Junta de Freguesia que trata de forma diferente aquilo que deve tratar e respeitar por igual. No que diz respeito às associações de Malcata é claro e notória uma constante tensão nas relações existentes entre a Junta de Freguesia e a Associação Malcata Com Futuro. Mas isso não tem feito baixar os braços da AMCF e não pensam resignar-se. Os membros da AMCF vão saber encontrar formas e espaço para que a mensagem passe adequadamente e continuam a acreditar que há espaço e trabalho para fazer. De uma coisa a AMCF não pode ser acusada, que é o de esconder informação, esconder factos, porque acreditamos que esconder factos só dá vantagem aqueles que pretendem manipular e não a quem não tem nada a esconder.
Caros malcatenhos, quanto mais conseguirmos que a AMCF e as outras associações tenham uma relação institucional, de preocupação e apresentação de propostas que vão ao encontro dos problemas e dificuldades dos malcatenhos, mais força teremos, mais democracia demonstramos e mais facilmente resolvemos os nossos problemas.
É por isso importante e urgente que o povo compreenda que do lado do poder local, tem que haver boa fé, constante preocupação em encontrar soluções para os problemas públicos e não continuar a confrontar com a forma de poder político deste último ano, numa sistemática atitude de não tratar por igual todas as associações, nomeadamente a Associação Malcata Com Futuro.
Para terminar, uma palavra de estímulo a todos os sócios das várias associações de Malcata e às suas direcções. As dificuldades vão acompanhar-nos sempre, mas o espírito com que as devemos encarar deve ser sempre o mesmo, ou seja, superar os desafios, num trabalho colectivo.
Somos todos Malcata!
11.10.16
OS PORTUGUESES FESTEJARAM 100 ANOS
OS PORTUGUESES FESTEJARAM OS SEUS 100 ANOS
COM UMA GRANDE FESTA
Mais de 500 comensais, na sua maioria descendentes dos primeiros portugueses que chegaram a terras argentinas no princípio do século passado, reuniram-se no sábado à noite para encerramento das celebrações dos 100 anos da Associação Portuguesa de Salliqueló.
Na noite de sábado o pavilhão gimnodesportivo do Club Roberts brilhava maravilhosamente enfeitado com as cores da bandeira portuguesa e argentina. O motivo era a celebração dos 100 anos de vida da Sociedade Portuguesa de Salliqueló. Ali marcaram presença mais de 500 comensais sendo a sua maioria descendentes dos primeiros portugueses que chegaram a estas terras nos inícios do século passado.
Estiveram também presentes nesta importante celebração representantes enviados pelo Governo português, membros de outras associações vindas de toda a Argentina, familiares dos sócios fundadores que não residem nesta localidade, autoridades locais e público.
Numa emotiva celebração, que abriu com umas sentidas palavras por parte de um dos descendentes do primeiros emigrantes, foram desfilando pelo palco diversas apresentações artísticas que incluíram danças argentinas com a apresentação dos artistas locais Eugénia Sueldo e Martin Palomino de “Esencia de mi Tierra”, com a participação do grupo local “Saudades Lucitanas” e o prato forte foi a apresentação do “Rancho Folklórico Mocedade Portuguesa del Club Portugués del Grand Buenos Aires”, que interpretou várias cantigas portuguesas ao ritmo da orquestra típica que arrancou algumas lágrimas nos presentes talvez recordando a terra que deixaram para trás.
Depois chegou o momento do reconhecimento aos familiares dos que integraram a primeira comissão da associação. A quem lhes foi entregue uma placa comemorativa para dar em seguida lugar às alocuções às entidades presentes. O primeiro orador foi o presidente da Associação Portuguesa de Salliqueló, Leonel Fernandes Chamusco, que proferiu palavras sentidas e explicou o que representava ser um emigrante e estar a comemorar o centenário desta associação.
Seguiram-se as palavras e a mensagem do presidente do Conselho das Comunidades Portuguesas na Argentina D.José Joaquim de Sampaio. Seguiu-se Jorge Hernández, intendente, que agradeceu a visita de todos aqueles que tinham chegado à cidade para a celebração deste centenário e encorajou os membros desta associação a seguir a trabalhar como o têm feito até agora. O fecho das alocuções esteve a cargo da conselheira Maria Violanteou Martins, que em representação do Governo português, deixou uma mensagem e destacou a importância que uma associação de uma terra tão pequena tenha podido manter-se ao longo destes 100 anos.
Para o final da festa ficou o partir do bolo e o brinde com todos os presentes ao som do Parabéns. Como encerramento, realizou-se a eleição da rainha deste centenário, escolha que recaiu na jovem Josefina Corceiro, como vice-rainha foi eleita Florencia Joaquin, primeira princesa foi Milagros Landriel e como segunda princesa Yanet Nuñez.
Notícia traduzida daqui:
http://www.veradia.com/nota.php?id=8925om
FOTOGRAFIAS DA FESTA DOS 100 ANOS
PIONEIROS
Parabéns.
23.10.15
LOUVORES E AGRADECIMENTOS
Celebrar faz parte da nossa vida privada e comunitária. São momentos que nos marcam, porque nos reconhecem o trabalho, o esforço e a ambição. Porque estamos unidos, estamos juntos e todos vestimos a mesma camisola.
Por isso a AMCF (Associação Malcata Com Futuro) está de parabéns, sem inveja, mas com prazer, com orgulho daquele povo que acredita nos projectos da associação e deles querem fazer parte e porque agora sabem que está apoiada por instituições e pessoas talentosas, porque só unidos e em associação cada um de nós podemos desenvolver a nossa aldeia e o seu potencial.
O erro vai existir sempre e não o devemos ignorar ou mesmo esquecer, mas não tem que ter o papel principal, muito menos ser o único motivo de conversa entre as pessoas, entre os amigos ou entre as instituições públicas e movimentos associativos. Ninguém deve ser penalizado, todos devemos aprender com os erros que cometemos porque todos erramos, mesmo os grandes líderes. Importante é saber o que fazemos com os erros que cometemos e não deixar que eles nos condicionem o sucesso e o nosso futuro pessoal e comunitário. Assim, depois da audição realizada pela AMCF, devemos realçar os momentos de celebração, dizer que a associação fez um bom trabalho, porque todos nos alimentamos de elogios e todos gostamos de reconhecimento.
“Porque acreditamos num melhor presente e num melhor futuro de comunidades vizinhas se, em ambiente de cooperação e de complementaridade, formos capazes de revisitar problemas velhos e encontrar soluções novas”, como escreve José Escada da Costa, presidente da direcção da AMCF.
Estamos contentes e celebramos aqueles momentos que se sentiram e viveram naquela sala enquanto lá fora a chuva e o vento não pararam, porque temos a certeza que são as pessoas que nos levam a trabalhar assim.
Só quem arrisca ir mais longe
é que sabe quão longe
consegue chegar.

























