Pesquisar:

Mostrar mensagens com a etiqueta Camões. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Camões. Mostrar todas as mensagens

12/06/2026

MUDAR SIM, ESTRAGAR NÃO !

 


  Camões é uma das figuras da literatura portuguesa e foi na poesia que ele se notabilizou. Um pouco por todo o país foram erigidos, ao longo dos anos, inúmeros monumentos alusivos a Luís de Camões, escolhido como símbolo de portugalidade, que todos os anos os portugueses comemoram a 10 de Junho.
 Por isso, não é de admirar, que se encontrem muitos monumentos erigidos em seu nome, marcando a paisagem de muitos espaços públicos de cidades e vilas de Portugal e também em vários países.
 No dia 13 de Junho de 1912 foi inaugurada a primeira estátua de Camões em Paris. Está suportado por um pedestal com cerca de 5 metros de altura, pode ser admirado no Jardim Camões, na Casa de Portugal.
 A cidade de Lisboa tem uma estátua desde 1867; na cidade do Porto foi inaugurada em 1980. Na cidade de Coimbra, Viseu, Leira, Peniche, tem monumento dedicado ao poeta. No Canadá, onde vivem milhares de portugueses, desde 2013, que se encontra no centro da maior cidade do país. Também no Brasil, Moçambique, Macau, Goa…são monumentos que se encontram nas terras de acolhimento dos portugueses espalhados pelo mundo.
 Isto é realmente sinal da universalidade desta figura da cultura portuguesa e com a qual os portugueses se identificam.
 O Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, que é celebrado anualmente a 10 de Junho, data da morte do poeta, é uma homenagem à nossa cultura e aos portugueses emigrantes pelo mundo. Por isso, surgiram ao longo dos anos, inúmeros monumentos dedicados a Camões, que perpetuam a ligação dos nossos emigrantes ao seu país. Foi por isso e a pensar no legado e no agradecimento, que a família Corceiro, emigrante na Argentina há muitos anos, surpreendeu a população de Malcata, uma pequena aldeia da beira, com a oferta do busto de Camões. Inaugurado em 12 de Setembro de 1969, o busto está colocado sobre um pedestal em pedra de granito e numa placa lemos:
 “A Luís de Camões imortal poeta cantor da raça
mandado erigir por José Manuel Corceiro e esposa
Domingas F. Nozeti, argentina, em memória de seus pais,
Manuel José Corceiro e Rosalina Gonçalves,
filhos desta terra e homenagem aos naturais
e emigrantes de Malcata”.



 No Verão de 2015, na aldeia de Malcata, aconteceu uma pequena homenagem com a participação da família Corceiro residente  Argentina, que numa noite de festa, prestou tributo a esta família de gente emigrante e que ainda hoje, tem
familiares vivos na nossa aldeia.

 E ao longo dos anos, o mundo vai mudando. A vontade dos homens em mudar para acompanhar o mundo e preservar o monumento nem sempre teve decisões acertadas. Algumas dessas mudanças deixaram os malcatenhos preocupados, irrequietos e apreensivos quanto ao futuro da estátua de Camões e sobre o seu papel na freguesia.
 
 Oxalá os problemas se fiquem por aqui e de uma vez por todas se assuma o compromisso sério de preservar, manter e cuidar deste monumento tão peculiar e tão raro ser visto em terras pequenas. Os malcatenhos têm o dever de cuidar bem do legado que lhes foi oferecido. É importante transmitir às futuras gerações a importância e o simbolismo do busto de Camões na nossa aldeia. No conjunto dos elementos patrimoniais da freguesia, este monumento é, sem qualquer sombra de dúvidas, uma marca identitária da nossa terra, que nos une e nos glorifica como comunidade. Não é só e apenas um busto em cima de um bloco de granito, é o compromisso que a freguesia aceitou cuidar e respeitar e que continua a representar a nossa memória histórica. A escolha de não esquecermos este legado está nas mentes de cada malcatenho e também na Junta de Freguesia, entidade que oficialmente representa toda a aldeia. Continuar a transmitir estes valores às novas gerações, defendendo sempre o pensamento de Camões e da família Corceiro, como caminho da união dos malcatenhos, há que continuar a ser cada um de nós, portugueses e malcatenhos, a ser o elo que é preciso para manter a união entre todos.
 Algumas imagens históricas:




11/06/2020

DIA DE CAMÕES E DOS EMIGRANTES






O casal José Maria Corceiro e Domingas F. Nozeti
sua esposa, no dia 12-09-1965 junto ao Busto de Camões, que
por eles foi mandado erigir em memória dos pais de José: Manuel José Corceiro e Rosalina Gonçalves, nascidos em Malcata e também em homenagem
aos naturais e emigrantes da aldeia de Malcata.





                                              Inauguração oficial do monumento:


   
        “Cada português é uma expressão de Portugal e é chamado a sentir-se responsável por ele. Pois quando arquitectamos uma casa não podemos esquecer que, nesse momento, estamos também a construir a cidade”.
  Palavras de Tolentino Mendonça, durante o discurso da celebração solene do dia de Portugal e das Comunidades Portuguesas, ontem em Lisboa.
   Num eloquente discurso Tolentino Mendonça fez-nos pensar no país, no passado, presente e futuro e do papel que cada cidadão tem nesta história. No ano de 1965, foi inaugurado em Malcata, um busto de Luís de Camões. José Manuel Corceiro e sua esposa, Domingas F. Nozeti, em memória dos seus pais, Manuel José Corceiro e Rosalina Gonçalves, os dois malcatenhos e também lembrando todos os emigrantes, quis deixar uma marca de agradecimento e para isso escolheu eregir este monumento, que em Agosto de 2012, foi visitado pela filha e netos.
   
   Deixo-vos algumas imagens do Camões em Malcata e das alterações ao longo dos anos:



                                                  Lembrança deixada pela família de José

 

   Voltando novamente ao texto de Tolentino Mendonça, destaco também esta passagem:

  “Reabilitar o pacto comunitário implica robustecer, entre nós, o pacto intergeracional. O pior que nos poderia acontecer seria arrumarmos a sociedade em faixas etárias, resignando-nos a uma visão desagregada e desigual, como se não fossemos a cada momento um todo inseparável: velhos e jovens, reformados e jovens à procura do primeiro emprego, avós e netos, crianças e adultos no auge do seu percurso laboral. Precisamos, por isso, de uma visão mais inclusiva do contributo das diversas gerações. É um erro pensar ou representar uma geração como um peso, pois não poderíamos viver uns sem os outros”.
                                                                                       José Nunes Martins

31/05/2009

MONUMENTO AO CAMÕES

1


2-Cabeça de Lince


3- Brazão de Malcata


4


5

O espaço que rodeia o Busto de Camões já está diferente, disso ninguém duvida, pois, as fotografias mostram que de facto a Junta de Freguesia melhorou a apresentação do monumento. Contudo, penso que as obras ainda não estão acabadas. Para que a obra fique mais perfeita, no meu entender, é necessário repôr as letras que estão em falta no texto que está inscrito na placa. E porque não retirar dali o masmarracho da paragem das camionetas?
Uma sugestão: Deitar abaixo o abrigo e construí-lo no Largo da Fonte Velha.
Haja vontade e coragem para engrandecer o Camões e valorizar o património da aldeia. Tenho a certeza que a Filomena ( senhora) também apoia esta sugestão.

13/04/2009

MALCATA NÃO PÁRA

Fui surpreendido com algumas obras na aldeia. O Rossio tem agora um piso novo. O cimento gasto e aos remendos foi substituido por pequenos blocos de cimento de tom avermelhado. Agora sim, os amantes da dança têm melhores condições para dar ao pé. E o Rossio ( ou Praça do Rossio?! ) veio trazer uma nova vida ao recinto e melhorar a imagem de Malcata. Mas para que o Rossio fique mesmo magnífico, na minha opinião, era necessário que arranjassem as casas junto à Torre do relógio. As cores das paredes dessas casas não estão nada enquadradas com as das outras casas que rodeiam o local.

Outra surpresa que tive nestes dias que aqui estive foi o Salão de Festas de Malcata. Já sabia que tinha sido inaugurado mas não conhecia a obra. Claro que não é um grande salão, mas a aldeia necessitava de ter ao dispôr uma estrutura destas. Ainda não está tudo acabado, mas já se realizaram lá algumas actividades culturais e recreativas. Para além da peça de teatro no dia da inauguração, na Sexta-Feira Santa, teve quase uma centena de pessoas poderam ver um filme que retratava a vida de Jesus. Fui lá e fiquei agradado com o que ouvi e senti. Para além do salão, ao fundo da sala, foi construido um bar e uma cozinha.

Também o monumento ao Camões está a ser alvo de uma intervenção. As antigas e inestéticas grades de ferro foram cortadas e a terra em volta do pedestal foi substituída por cubos de pedra. À volta e para embelezar ainda mais o nosso Camões, estão a ser colocadas umas pequenas colunas, também em pedra, onde irão ser penduradas umas correntes. E tudo indica que o remate do chão seja preenchido com os símbolos da aldeia.

Malcata é uma aldeia sempre em movimento.Basta olhar para o céu e aquilo mais parece uma das estradas lá para Lisboa, naquelas "horas de ponta". Não acham?

E como estamos na Primavera, as flores das macieiras e das cerejeiras deixam-nos parados no tempo e a sua beleza e brancura invadem o nosso espírito.

Malcata é assim!

10/06/2007

DIA DE PORTUGAL, DE CAMÕES E DAS COMUNIDADES PORTUGUESAS



O dia 10 de Junho começou por ser um feriado do Município de Lisboa, em honra de Camões.
A nível nacional, começou a ser celebrado a partir de 1933, por ordem do António Oliveira Salazar, tendo-lhe dado um novo significado do tido até então. O dia 10 de Junho ficou a ser conhecido como o "Dia da Raça", o dia de Camões. Era dia de exaltar a "raça" lusitana face aos outros povos da Europa e celebrar os feitos heróicos dos nossos antepassados. Portugal era um Povo pequeno, mas a sua história estava recheada de grandes epopeias e o país tornou-se num dos maiores Impérios coloniais. Então o dia 10 de Junho servia para o Governo fazer a sua propaganda e mostrar que Portugal tinha valores e gente com valor.
Entretanto, aconteceu a Revolução do 25 de Abril. O dia 10 de Junho continuou a ser comemorado a nível nacional e a ser um dos feriados nacionais. A partir de agora passará a ser chamado Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.
Bom, continuamos a exaltar a nossa "raça", a homenagear homens que os políticos escolhem para brindar com uma medalha, um título e não sei mais que louvor.
O Dia de Portugal serve também para os portugueses descansarem (embora este ano seja num domingo) e se o tempo permitir, darem um salto até á praia, ao campo...a Setúbal para assistirem aos dircursos dos políticos.