27 agosto 2015

APRESENTAÇÃO DAS CONTAS DA FESTA

Contas da Festa Malcata 2015

   Desde o passado dia 15 de Agosto, que se encontra exposto na porta da Torre do Relógio, um comunicado da Comissão de Festas de Malcata 2015 com as contas da festa deste ano. Conforme se pode ler na imagem, que me foi hoje enviada por um malcatenho, a festa teve um saldo positivo digno de registo, são 9.060 euros que sobraram depois de descontadas as despesas efectuadas. Deste saldo positivo, a Comissão da festa deste ano vai entregar 2.800 euros à Comissão de 2016 e o restante será para obras a efectuar nas casas que têm servido de apoio às festas, ou seja, 6.260 euros aproximadamente.
   Recorrendo às minhas notas de arquivo, lembro que a Comissão de 2013 deixou para a de 2014 uma quantia de 1.230 euros e a Comissão de 2014 entregou à de 2015 uma quantia no valor de 1.650 euros.  Como já referi, a comissão de festas de 2015 vai entregar à comissão de festas de 2016 uma quantia no valor de 2.800 euros.
   
E aqui estão os números da festa deste ano.
   Parabéns à Comissão das festas de Malcata 2015. Votos de bom trabalho e boas ideias para a Comissão de Festas Malcata 2016.
 
   

21 agosto 2015

FALAR DA FESTA

 

 O mês de Agosto é sinónimo de férias e de festa, sobretudo para quem vive fora da nossa aldeia. A chegada dos emigrantes e de outros malcatenhos que não vivem em Malcata foi-se notando à medida que os dias da festa se aproximavam. Todas estas pessoas trouxeram mais animação ao povo.
   A festa deste ano decorreu conforme a programação do programa previamente pensado e organizado.
   Para aqueles que não estiveram presentes, aqui vos deixo uma pequena reportagem acerca da festa deste ano.
   E a pergunta que fiz a cerca de 30 pessoas, publico a resposta dos que responderam:
   Malcata.net : Qual a sua opinião acerca da festa "Malcata 2015"?
   
Emanuel Filipe: "Penso que correu bem. Foi equivalente à de anos anteriores";

 
 Ana Maria Martins:Este ano não fui a Portugal, mas muito agradecida na mesma;
 
 Chica Chiquita:A meu ver, na festa de Malcata correu tudo bem. Concordei com a decisão assumida pelos mordomos em fazer a festa separada da igreja, visto a atitude interesseira do padre. Agora que a festa passou, também gostava que o padre mudasse e que aceitasse fazer a festa como era feita antes, pois seria melhor, claro!
 

Tatiana Gomes:
A festa foi muito fixe!
   

Victorino Lourenço:Sobre a festa julgo que houve menos gente do que nos outros anos e talvez um pouco pobre na cativação dos jovens.
   

Sara Fernandes: Da festa não posso dizer nada, uma vez que este ano não estive presente.
  

Bruno Fernandes:Infelizmente, este ano não desfrutei da festa.
  Maurício Martins: Festa fraca!
  

Tiago Ramos: Este ano, não estive na festa de Malcata, devido à escola. 

Alberto Le Toss
:A festa para mim correu bem. Notei que faltava pessoas no domingo!
  

Bárbara Corceiro:Sinceramente vi grandes melhorias em relação a 2014. Bandas de sexta-feira e sábado foram muito boas. No entanto, a de domingo pareceu-me bastante mais fraca. Em relação à discoteca, adorei o DJ de sexta, o melhor de todos. O bar, sempre com stock, rápido no atendimento e simpáticos. As pizzas foram uma boa ideia!
   

Raquel Jorge: Este ano a festa foi bastante diferente, uma vez que mudar as tradições nunca resulta muito bem, sendo assim, acho que este ano a festa foi mais fraca do que o habitual, mas havendo alguma inovação não foi a suficiente. Não julgo os mordomos, uma vez que estes apenas jogaram pelo seguro e fizeram tudo para que a festa corresse pelo melhor.
   
   Lionel Dos Santos:Eu gostei muito da festa deste ano. Gostei das pizzas à noite. Foi uma excelente ideia. Não gostei da banda de sábado à noite!
   E aqui está a opinião de alguns malcatenhos acerca da festa de Malcata deste ano. Agradeço, em nome da página Malcata.net, a disponibilidade  das pessoas que aceitarem responder a uma simples pergunta que lhes coloquei. Podem continuar a enviar as vossas respostas, mesmo que sejam opiniões diferentes ou iguais a estas.
 
   Agradeço a colaboração das pessoas que aceitaram livremente responder à pergunta que lhes coloquei, via mail. Quem quiser pode também responder ou comentar o mesmo assunto. 

20 agosto 2015

VISÃO SOBRE O FUTURO DE MALCATA



   Se há tema de conversa ou reflexão sobre o qual não consigo ser desapaixoando, esse tema é Malcata, a aldeia onde nasci, cresci e passei os melhores momentos da minha infância e juventude. Era na aldeia de Malcata que passava as minhas férias e se há visitas que me têm permitido recuperar parte das minhas memórias, únicas, desses tempos, é precisamente aquelas experiências vividas na aldeia. Experiências únicas, porque Malcata é única, não existe outra aldeia igual e as outras nenhuma a consegue igualar.
   Para mim é assim mesmo, o que Malcata tem, mais nenhuma outra terra tem. Malcata não tem centros comerciais, com salas de cinema e muitas sessões de filmes, muitas lojas de pronto a vestir ou restaurantes. Não, em Malcata não há nada disso e também não vai haver. Por saber que nada disto lá existe, o que eu procuro quando lá vou são outras coisas e outras experiências que só o mundo rural me pode oferecer, que só podem ser vividas na aldeia de Malcata e no seu espaço territorial.
   Malcata tem pela frente desafios muito importantes e os malcatenhos já possuem o mais difícil de obter: valor e riqueza humana, florestal, patrimonial, material e imaterial. Muito ainda está por explorar. Precisamos de potenciar toda esta riqueza humana e natural e colocá-la ao dispor dos outros cidadãos, os nossos vizinhos raianos, os outros portugueses e todos os europeus ou até americanos, vivam onde vivam.
   Desafio dificil, não é? Pois é, mas os malcatenhos têm que enfrentar estes desafios, pois, se os ganharmos, teremos um desenvolvimento mais real e efectivo, melhores condições económicas, uma vida presente e futura bem melhor. Malcata tem que definir os seus valores principais e fortalecê-los como imagem de marca, aproveitar melhor os nossos recursos, desenvolvê-los através de parcerias com empresas, com o poder local e também com as associações locais e outras, dedicadas ao desenvolvimento rural e social. Actualmente estou particularmente empenhado na divulgação e no arranque da Associação Malcata Com Futuro ( AMCF ). A nova associação ( AMCF ) pretende ajudar a criar condições para que os bons projectos e as boas iniciativas tenham sucesso em Malcata. Confio no apoio e no empenho dos malcatenhos, na experiência e saber daqueles que já experimentaram, pois sei que não sei tudo e que sózinho nada poderei fazer. Por isso contem comigo para ajudar, porque acredito que os objectivos da AMCF de promover e fomentar o desenvolvimento económico, social, ambiental e cultural da nossa Malcata, com uma base de confiança, com humildade, seriedade e honestidade os resultados surgirão.
José Nunes Martins
Nota: visitem a página da AMCF na internet aqui:
          
http://www.malcatacomfuturo.pt

19 agosto 2015

NASCEU A ASSOCIAÇÃO MALCATA COM FUTURO


   Nasceu a 21 de Julho de 2015, está quase com um mês de vida, uma nova associação de cidadãos em Malcata. O momento foi registado no Cartório Notarial do Sabugal, através de escritura pública. A nova entidade associativa tendo ela fortes ligações ao movimento cívico "Malcata Pro-Futuro", adoptou o nome de Associação Malcata Com Futuro ( AMCF ).
   A sua apresentação está anunciada pelos cafés da nossa aldeia, foi anunciada a sua constituição ao povo de Malcata pelo padre Eduardo, no final de uma missa dominical e está apresentada oficialmente aos diversos poderes locais e nacionais, nomeadamente à Junta de Freguesia de Malcata, Câmara Municipal do Sabugal e aos orgãos de comunicação social.
   Neste momento já tem disponível informação na internet nestes dois sítios:


   Retiro da sua página de apresentação estas palavras:
   "Caros Malcatenhos e Amigos da Malcata
   Com o vosso contributo, com trabalho sério e honesto, com tempo, com uma gestão assente no princípio da transparência, os resultados naturalmente surgirão e a AMCF vai emergir como uma entidade de referência no Concelho.
Adiram à AMCF 
JUNTOS vamos fazer FUTURO em MALCATA

   

18 agosto 2015

TUDO TEM UMA PRIMEIRA VEZ

A festa acabou e a porta fechou
 

Foi com alguma espectativa que este ano fui à festa de Malcata. A novidade era a separação da festa religiosa e a festa pagã. Toda a gente sabia que os mordomos e a igreja não tinham chegado a um acordo e que este ano as coisas seriam mesmo organizadas separadamente.
   As cerimónias religiosas tiveram lugar no domingo, 9 de Agosto, com Missa Solene e depois a procissão dos santos. As cerimónias tiveram início às 10 horas com a celebração da Eucaristia celebrada pelo pároco, padre Eduardo. O grupo coral dirigido pelo Rui Chamusco, que também tocou órgão, acompanhado pela jovem violinista------,filha de Isabel Varandas. Este ano registo a ausência da banda da música a quem era atribuída a responsabilidade de animar a Missa e depois a procissão. Pela mesma razão de ausência, a procissão decorreu sem música, mas animada pelo padre Eduardo. Também saíram menos andores do que é habitual, pois foram três os santos que deram a volta ao povo, a saber: Senhora da Conceição, Sagrado Coração de Jesus e o de São Barnabé.
   Os festejos paralelos, ou seja, a festa organizada pelos mordomos da festa “Malcata 2015” decorreram um pouco por toda a aldeia, com bastante participação popular. Notei que o cartaz da divulgação da festa deste ano destacava o título “Malcata 2015” e seu respectivo programa para cada dia. E este ano foi assim: houve pessoas que participaram na festa em honra a São Barnabé e outras pessoas que escolheram apenas participar nos festejos populares dos jogos, garraiada, artesanato e eventos musicais, sem esquecer o habitual Ramo da festa. Enquanto decorreu o Ramo, ouviu-se Banda da Musica de Carvalhal Redondo, que chegou à nossa aldeia às 14 horas, para uma actuação que terminou às seis da tarde. Sempre animou o pessoal que se juntou na Praça do Rossio e o mesmo aconteceu com as danças e cantares do grupo de folclore vindo de Amarante. É claro que às noites houve animação musical e à medida que o dia da festa se ia aproximando, a qualidade dos grupos musicais também ia aumentando.
   Ora então tivemos este ano uma festa um pouco diferente, com cada uma das partes a trabalhar para que as coisas corressem bem. E para bem de todos, assim aconteceu.
   Como sabem a festa de Malcata sempre foram um acontecimento agregador para os malcatenhos e nesta altura do ano muitos naturais de Malcata, mesmo os que durante o ano não residem na terra, aproveitam essa data para regressarem e rever a família, os amigos e participar nos festejos.
   Esta festa deu trabalho a preparar e tenho a certeza que as duas partes colocaram o seu melhor e alegria para que o povo vivesse bem estes dias. Parabéns porque alcançaram esse objectivo.
   A festa acabou.
   E que opinião tem cada malcatenho acerca da festa deste ano?
   A festa de Malcata vai continuar a ser realizada com duas partes, a religiosa e a profana, ou voltamos ao modelo mais tradicional?
   Qual o verdadeiro sentido da festa de Agosto em Malcata?
   A festa chegou ao ponto em que está porque as pessoas assim o quiseram. Não julgo ninguém mas tenho a minha opinião e respeito a dos outros.
  
   

03 agosto 2015

UMA FORMA DE SER MALCATENHO



Agosto é sinal de férias. As minhas passava-as quase sempre numa pequena aldeia da raia sabugalense, próxima do ponto mais alto da Serra da Malcata.
   Durante as férias grandes passava o tempo a brincar com os meus amigos, garotos da mesma idade que eu e que comigo andaram na mesma escola. Lembro-me de alguns: Joaquim António, Porfírio, Domingos, Augusto e outros que me esqueci. O nosso parque de brincadeiras preferido, porque não tínhamos outro, era a rua do Carvalhão e a barreira que hoje chamam rua Braz Carvalhão. Com poucos brinquedos passávamos os dias todos alegres e o nosso mundo era ainda um mundo maravilhoso. Era a verdade e quer acreditem ou não, era o melhor mundo para viver.
   Muitos anos passaram e essa pequena aldeia continua a exercer na minha pessoa um fascínio e uma vontade de lá regressar. Os dias que lá estou são bons para recuperar alguma saúde, a alegria e alguma paz interior. A minha família quando vai comigo a algum lado, fartam-se de me chamar, pois cada pessoa que encontro na rua e que pára a conversar comigo, os assuntos faz lembrar aquele dito popular que diz que a conversa é como as cerejas. É difícil parar as conversas quando os assuntos despertam interesse aos seus interlocutores. Eu sou pessoa que gosta de conversar, de partilhar alegria e interesso-me pela vida desta pequena comunidade de gente. E com tanta conversa, às vezes perco a noção do tempo. Mas são estes momentos passados a conversar nas ruas e nos cafés que ao fim do dia me enchem a alma. Ah, como eu gosto de Malcata!
P.S.:Bem vindos todos aqueles que vêm a Malcata, em particular aquelas pessoas que trabalham fora da aldeia e agora regressam.

27 julho 2015

MALCATA: AS SUAS GENTES E HISTÓRIAS


Quem foi Jerónimo Gonçalves Pedro? E Maria Adelaide Martins? Se acrescentar que o senhor Jerónimo foi Cabo da Guarda Fiscal no Sabugal, tendo exercido as funções de Comandante do Posto da Guarda Fiscal em Malcata até à saída de uma lei que o proibiu de continuar no município da qual era natural a sua mulher, o que era o caso da esposa, Maria Adelaide Martins, nascida no Sabugal.
   A 11 de Maio de 1932, deste casamento, nasceu um rapaz de nome José Martins Gonçalves Pedro. Foi para o Seminário do Fundão, ingressou na Faculdade de Teologia da Guarda e aos 23 anos cantou a sua primeira missa na Capela das Aparições, em Fátima.
   Em 1991, numa visita que o Padre Miguel ( do Meimão…) e o Padre José Pedro fizeram à Dona Dulce, a irmã do Padre Miguel, que vivia ali à Courela, em Malcata, num desabafo do Padre José Pedro, este terá comentado que “alguns diziam que eu cantaria missa só quando as galinhas tiverem dentes! Pois bem, as galinhas ainda não têm dentes e eu já cantei missa!”
   A 10 de Outubro de 1966, o padre José Pedro partiu para França e ficou destacado numa paróquia nos arredores de Paris. Todos gostavam dele e do seu trabalho. E a 3 de Janeiro de 1970, o padre deixou o sacerdócio e casou-se.
   O padre José Pedro deixou a sua marca no Sabugal. Os mais velhos atribuem-lhe a ele e às palavras usadas numa das suas homílias no Santuário da Senhora da Graça, ele disse ao povo que era uma vergonha aquele lugar não ter uma estrada em condições. Ora, estas palavras provocaram de todos e a estrada construiu-se.
   José Martins Gonçalves Pedro faleceu em Léon, Espanha, a 27 de Janeiro de 2010.
   Nota:Voltarei ai assunto, pois há mais para revelar. Se algum leitor souber mais sobre esta família, envie a sua participação para aqui.

Busto do Padre José Pedro, em Aldeia do Bispo(Penamacor)
( Obra do escultor Eugénio Macedo )