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10 junho, 2024

OS SÍMBOLOS NACIONAIS


 


Bandeira Nacional


Sede da Junta de Freguesia de Malcata


    A bandeira do nosso país tem um simbolismo maior que muitos dos outros não têm.
    Há pessoas cujos cargos que desempenham lidam com bandeiras oficiais e sempre que algum acontecimento nacional de relevo aconteça, a bandeira é hasteada.
   Sou do tempo em que em Portugal quando se celebrava um feriado nacional, aos domingos e noutras ocasiões importantes, todas as instituições ao serviço do Estado,
tinham de assinalar a data ou acontecimento, hasteando a bandeira nacional no mastro.
    Lembram-se do campeonato de futebol europeu que aconteceu em Portugal? Havia bandeiras nas varandas, janelas, no topo de uma vara, uma verdadeira onda de verde, vermelho e amarelo.
    Os portugueses continuam a ter um respeito enorme pelos símbolos nacionais da República Portuguesa. E se há tamanho respeito e cumplicidade, no que respeita às bandeiras, muitos são os que respeitam, veneram, amam e preservam a bandeira do santo/a que mais os toca no coração ou a bandeira do seu clube, confraria ou associação.
   Hoje celebramos em Portugal o “Dia Nacional de Camões” e das “Comunidades Portuguesas”. Quem passar pela sede da Junta de Freguesia vê a bandeira nacional colocada de harmonia com a lei?
   Esta minha pergunta é justificada pelo que tem acontecido nos feriados nacionais, municipais e outros, na nossa freguesia. E esta questão já a fiz noutras alturas, como ninguém respondeu, será que tudo continua na mesma? E para que conste, deixo aqui o link: https://aldeiademalcata.blogspot.com/2023/10/monarquia-republica-democracia-em.html
         
   Espero que a mensagem chegue aos senhores da junta, a quem o povo confiou a nobre missão de administrar as coisas públicas.
                                                      
                                                           José Nunes Martins

 

26 abril, 2023

OS SÍMBOLOS DA FREGUESIA DE MALCATA

 

              

   

    O dia 25 de Abril é um dos feriados nacionais obrigatórios. Há 49 anos Lisboa foi palco de uma revolta militar, que se espalhou por todo o país. Já nesse ano e nesse dia, na nossa aldeia, reinava a calma, toda a gente andava nos campos a trabalhar e provavelmente as crianças foram para a escola como noutro dia normal. Estou a escrever sem certezas, porque nessa data eu encontrava-me em Vila Nova de Gaia.

    Este ano faz 49 anos. A revolução do 25 de Abril parece que não passou pela região do Sabugal. Então na nossa freguesia, celebrar a Revolução dos Cravos vermelhos nunca por cá foi vivida pelo poder local e o povo foi ignorando a importância do acontecimento.
  
 Não sei se é por não acreditarem nos valores e ideais do 25 de Abril, ou se por ligar este dia a alguns partidos políticos de esquerda.  Mas será que o fim de um regime ditatorial e a chegada da democracia é insignificante? É verdade que após 49 anos, muitos não tinham nascido, viviam em ambientes calmos, sem grandes sobressaltos com a PIDE, não sofreram o que passaram os mais idosos e as pessoas que viviam nas cidades,  porque na aldeia sempre tiveram a liberdade de pensar, de discutir, de criticar e opinar. sem medo de serem presos. Portugal nesses tempos, era Lisboa e o resto só paisagem!
   Antes do 25 de Abril, as professoras primárias tinham de ter uma autorização especial para se poderem casar. Quem fosse enfermeira, telefonista ou hospedeira da TAP, também não se podiam casar. As mulheres para saírem sozinhas para fora do nosso país, se fossem casadas, precisavam da autorização do marido. 
   Mas por aqui, no interior profundo, as pessoas viviam focadas nas tarefas do campo, a informação era diminuta, o analfabetismo era dominador e nunca tivemos uma autarquia progressista. 
   Hoje foi mais um feriado obrigatório. Sem qualquer símbolo alusivo, como testemunha a imagem deste texto. Tem sido assim e não devia ser assim, porque se não têm utilidade, atrevam-se a retirar esses dois tubos inúteis. E se continuarem a guardar na gaveta a bandeira nacional e a bandeira da freguesia como o têm feito, não é bom exemplo de quem administra a freguesia e os cidadãos cada vez mais vão desvalorizar a importância da heráldica que em tempos foi aprovada e publicada em Diário da República. 

                                           José Nunes Martins