Em Malcata existem paisagem natural,
água e História que está por contar. Não basta tudo isto para os malcatenhos nos sentirmos felizes e convencidos que somos os melhores.
Uma coisa é verdade: há floresta, há água e isso vai acompanhar-nos sempre,
mesmo que não se faça nada.
O contacto com a natureza e com a água é feita por caminhos de terra, que nos
levam a caminhar sós ou em grupo, em ambiente seguro e descontraído.
Mas isto que vos falei é o que há em todos os lugares rurais do nosso país.
Então como nos podemos diferenciar das outras terras? Através das nossas
gentes, sim as pessoas são a pedra de toque e abraçar quem nos vem visitar,
levar essa gente a conhecer os lugares, o património, os sabores e a cultura do
nosso povo.
Então o que temos para oferecer aos que nos visitam?
Que está a ser preparado para quem nos visitar nos próximos dias, meses?
É
certo que vai haver festas populares e que muitos vão repetir a ida à Zona de
Lazer. Este lugar tem sido um dos nossos cartões de visita e isso tem sido bom.
É um lugar tranquilo, óptimo para descansar e conviver com os amigos e família.
Lá mais para a frente, na semana das festas, estamos a contar com animação e a
feira de artesanato. São eventos que ajudam a chamar gente, animam os negócios
locais e enchem as ruas de vida e crianças. Motivos suficientes para a aldeia
transbordar de alegria. Mas, insuficiente para atrair visitantes de outras
paragens, com mais poder de compra e interesses bem mais refinados.
Sendo a natureza, a água e o território
importante para alavancar o desenvolvimento económico e social da nossa terra,
estamos ainda muito aquém do que precisamos para atrair visitantes. Onde
estamos a apostar para aumentar o interesse dos turistas? Vamos continuar a
cuidar apenas da Zona de Lazer? Que outros pontos de interesse e de visita
obrigatória, queremos nós malcatenhos, dar a conhecer aos que nos visitam? Para
mim Malcata é falar de cabrito assado, queijo e pão, mel de rosmaninho ou de
urze, flor de carqueja e de lince da Malcata, é mostrar a torre e o forno,
organizar visitas ao moinho e sentar o turista na Praça do Rossio a comer pão
com chouriço, um doce e uma fatia de
pão-leve cozido em forma de barro. E eu pergunto: onde existem estas coisas
deliciosas? Porque não se vendem?
A falta destas iguarias à mão de todos,
à vista de quem passa nas ruas, deixa-me a pensar nas razões de não haver sítio
onde provar, comprar para si e para oferecer aos amigos.
Porque não se criam
oportunidades de negócio? Quem está a pensar e a preparar o futuro?
Que
investimento está a ser feito, apoiado e acarinhado para fazer dinheiro, para
criar empregos, para objectivamente desenvolver a freguesia?
Que tipo de apoios estão a ser oferecidos aos que todos os dias trabalham e
vivem na nossa aldeia?
A tranquilidade e a segurança, a paz e
o sossego, a natureza e a água que a albufeira armazena, não chega. Isto há por
muitos outros territórios e não é preciso viajar até à Serra de Sintra, as
aldeias vizinhas têm o mesmo que Malcata.
Então como atrair para Malcata quem gosta da natureza, água e tranquilidade
durante as férias ou num fim-de-semana prolongado?
Uma coisa eu tenho a
certeza, Malcata não é só a área de lazer e dar a conhecer o que de melhor tem
Malcata. Há muito mais!

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