AS CONTAS E AS CONSCIÊNCIAS
Registo das contas da Confraria do Santíssimo em Malcata estão acessíveis no Arquivo Distrital da Guarda |
Todos têm a obrigação de prestar contas nas instâncias
próprias. Ora as festas das aldeias também envolvem verbas e as mordomias das
festas têm o dever de apresentar contas. E, regra geral, isso é feito, com a
consciência de terem prestado um serviço a toda a comunidade que em seu tempo
lhes atribuiu essa missão. Mas, aqui e ali,ouvem-se histórias do arco da velha. E a corrupção tem muitas caras, muitas formas e artimanhas sob a aparência da honradez. Há sempre quem pense que tem o direito de cozinhar o que lhe apetecer tendo em conta apenas a sua honestidade, o seu saber e sabores. Casos de enjoos e de estômagos enfartados por causa da comida desses cozinheiros, há muitos por todo o lado. E a má disposição não passa com nada, nem com água com bolhinhas, nem com "ricard" e muito menos com uma copita de aguardente.
Não vou atear mais a chama que anda aí pela nossa aldeia. Respeito as pessoas e os erros, só tenho de lamentar se alguém está a ser acusado injustamente e também lamento e condeno quem passe dos limites do respeito mútuo e da presunção da inocência, antes de serem conhecidas as provas e as circunstâncias dos factos.
É importante sim assumir que
precisamos de formar consciências. E quando existem contas a fazer, mais vale
fazer as contas de bem com os homens do que andar zangado com Deus e os santos.
Quem tem consciência madura não é qualquer cabra ou cabrão (bode) que lhe ferra os dentes a pensar que se trata de erva verde.
Tudo na nossa vida se resolve. Com diálogo,
boa fé e confiança mútua é o caminho a percorrer, porque todos desejamos viver
alegres e felizes.
José Nunes Martins
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