Mais do que um blog, um legado e um cantinho dedicado à preservação da memória coletiva de Malcata, das tradições e costumes e ofícios antigos. Um ponto de encontro para naturais, descendentes e apaixonados pela aldeia que moldou as nossas vidas.
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10/08/2010
MALCATA EM FESTA ( 1 )
09/08/2010
MALCATA EM FESTA
As festas de Malcata estão ainda a decorrer. Começou no dia 6 de Agosto e terminam hoje lá para alta madrugada. Foram dias de muita animação, muita música, muitos abraços e beijinhos e muito trabalho para os mordomos e para o Pe.Cesar. Hoje, 9 de Agosto, realizou-se também o 1ºConvívio dos "Carlos" que depois do almoço, ao som do acordeão tocado pelos Carlos Coelho, percorreram as ruas de Malcata a entoar cantigas populares e por vezes davam um pé de dança. O grupo dos Carlos visitaram todos os cafés da terra e em todos gritaram e enalteceram os seus nomes. Foram também convidados pelo Padre César a visitar a sua residência, onde os recebeu braços abertos, sorriso e olhar feliz, surpreendendo alguns do grupo por este gesto simples e generoso.
Ao fim da tarde, os mordomos da festa ofereceram, a toda a população de Malcata, carne de porco no espeto, acompanhada de arroz de feijão e pão. A confecção desta iguaria esteve a cargo da empresa "Faca e Garfo Club" que passou horas a trabalhar à volta do espeto e dos tachos.
Ao fim da tarde, os mordomos da festa ofereceram, a toda a população de Malcata, carne de porco no espeto, acompanhada de arroz de feijão e pão. A confecção desta iguaria esteve a cargo da empresa "Faca e Garfo Club" que passou horas a trabalhar à volta do espeto e dos tachos.
Os Carlos de Malcata
Para a história...
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06/08/2010
FESTA DE MALCATA 2010
Cartaz da Festa de S.Barnabé 2010-Malcata
Hoje é o primeiro dia da Festa de Malcata deste ano. Até ao próximo dia 9 deste mês de Agosto, Malcata vai viver em festa. Está tudo preparado para proporcionar alegrias e boa disposição a todos.
03/08/2010
GUIA DAS ALDEIAS HISTÓRICAS APRESENTADO NA CASA DO CASTELO
A Casa do Castelo, na cidade do Sabugal e o blog Capeiaarraiana, apadrinharam no passado dia 1 de Agosto, a divulgação de um livro especial e único: Aldeias Históricas de Portugal - Guia Turístico.
Não é um livro igual a outros. É um livro guia, com tudo o que qualquer pessoa necessita saber para conhecer as Aldeias Históricas de Portugal. A Aldeia de Sortelha, bem perto da nossa terra, é uma das aldeias que os autores da obra quiseram divulgar. O Guia Turístico tem uma leitura fácil, cheia de informação e ajuda as pessoas na sua descoberta. Aconselho que comprem este Guia e sempre que visitarem as aldeias históricas, levam-no convosco, pois, o livro possui uma série de "cupões" que dão descontos em restaurantes, alojamentos, museus...e quem não gosta de descontos? Ah, lembro que o livro pode ser adquirido na Casa do Castelo, mesmo ao lado do Castelo do Sabugal. Vejam este vídeo:
02/08/2010
MALCATA: BANDA DA BENDADA ANIMA A FESTA
Banda Filarmónica da Bendada
No próximo domingo a banda filarmónica da Sociedade Filarmónica Bendadense, mais conhecida pela Banda da Bendada, vai abrilhantar a festa da aldeia de Malcata. Lembro que este ano a banda está a comemorar 140 anos de vida. Desde 1870 que esta banda anima festas, feiras, touradas e muitas actividades de animação musical para onde são requisitados. É a única banda no concelho do Sabugal, daí o Presidente da Câmara a ter chamado de "pérola" do concelho. Rui Chamusco e Luís Andrade(maestro da banda)
A sua existência é muito valorizada por todos os locais e foi nesse sentido, de prestar tributo à banda filarmónica do concelho, que a Câmara Municipal do Sabugal programou um concerto que se realizou no dia 5 de Junho de 2010, no Auditório Municipal, onde também marcou presença o Grupo de Cantares do Sabugal, dirigido pelo nosso conterrâneo Rui Chamusco.
Elementos da Banda da Bendada na Serra da Malcata
Já não têm conta as vezes que esta banda filarmónica veio a Malcata. Este ano regressa para animar o dia principal das festas de Verão. Daí a que já exista um certo carinho e empatia entre algumas pessoas de Malcata e os elementos desta banda. Os 140 anos de vida estão a ser comemorados ao longo do ano. Está já marcado para o próximo dia 11 de Agosto mais um evento a celebrar esta efeméride. Eis o programa:
Actualmente, a banda tem um projecto para construir uma Casa da Música, sonho que demora a ser concretizado, mas nos últimos tempos o interesse da Câmara Municipal tem vindo a ser maior.Mas mesmo sem a Casa da Música aberta, os ensaios continuam e o trabalho não lhes tem faltado.
Malcata tem que se sentir orgulhosa por receber a Banda da Sociedade Bendadense, que comemora 140 anos de vida. Não ficava nada mal que fosse homenageada, talvez os mordomos tenham ideias para durante o domingo da festa marcar as festas de Malcata e a vida da Sociedade Filarmónica Bendadense.Sugiro que alguém converse com o Rui Chamusco, homem ligado à música e que conhece bem a banda.Parabéns para todos os elementos da Banda da Bendada.
31/07/2010
MALCATA: NASCEM MAIS EÓLICAS E MENOS CRIANÇAS
Há dias, o Parlamento da Catalunha, aprovou uma proposta assinada por 180 mil pessoas que proíbe as touradas naquela região a partir de Janeiro de 2012. Touradas em Espanha são uma tradição secular, mas que aos poucos vai tendo gente que pensa de forma diferente. E a votação do Parlamento foi o resultado de uma petição levada ao Parlamento por um grupo de cidadãos liderados pela plataforma Prou. A principal praça de touros de Barcelona, uma das mais antigas de Espanha, vai ficar vazia, uma vez que o apoio à petição ganhou tanta força que marcou a diferença. O movimento de cidadania ( não de pessoas irresponsáveis ), foi determinante na mudança da lei, como o também podia ser o movimento "Vamos Salvar Sortelha" caso houvesse mais vontade das autoridades em aceitar que por vezes erram nas suas decisões.
Esta decisão tomada pelo Parlamento da Catalunha é um exemplo para que "todos os cidadãos que acreditam e lutam que vale a pena exercer o direito de apresentar, individual ou colectivamente, aos orgãos de soberania. aos orgãos da nossa região ou a quaisquer outras autoridades petições, representações, reclamações ou queixas para a defesa dos seus direitos, da Constituição, das leis ou do interesse geral e, bem assim, o direito de serem informados, em prazo razoável, sobre o resultado da respectiva apreciação".-Artº52º(Direito de Petição e Direito de acção popular).
O movimento cívico "Vamos Salvar Sortelha" continua com uma petição online, tendo até este momento recolhido 1122 assinaturas, todas com o intuito de impedir a destruição da envolvente paisagística e histórica de Sortelha. As obras do parque eólico nas imediações da Aldeia Histórica de Sortelha estão a avançar a um ritmo assustador e têm recorrido ao uso de explosivos para destruir o meio ambiente, mesmo que de rochas se tratem. Não é uma obra no litoral algarvio, porque aí todos os lobbys do turismo sairiam em defesa dos seus hotéis, condomínios luxuosos ou montes paradisíacos dado que iriam afastar os turistas. Mas, Sortelha fica no interior, não há interesses a defender e fiados nas ilusões dos investidores baixam os braços e aceitam umas notas de euros para que os terrenos rendam já que o trabalho dá muita canseira.
Em Sortelha, pelos caminhos que servem as eólicas, o Presidente da Câmara do Sabugal, engenheiro, já rabiscou um projecto de por exemplo, cito frase da entrevista dada ao Capeiaarraiana:"para um centro interpretativo da energia ao longo da história".Fim de citação.
E que pensa fazer com os outros caminhos dos outros parques eólicos de Malcata, Aldeia Velha, Fóios...as aldeias estão a entrar num autêntico campeonato para ver quem consegue exibir mais torres eólicas!!! Nestes últimos tempos tenho visto nascer à volta das serras do concelho do Sabugal mais torres eólicas do que crianças nas maternidades da região. É duro, é triste, mas a realidade é mesmo esta. E eu não sou contra as energias renováveis. Eu sou contra a forma como estão a aparecer os parques eólicos, escondidos nos sub-parques, fugindo assim, a muitas condicionantes que reprovariam a construção dos mesmos. O pior é que as autoridades sabem destas jogadas e aprovam com pareceres favoráveis. O preço destas irresponsabilidades e destas "engenharias" vai ser muito caro e além do impacto visual e ambiental, a região poucos benefícios directos da energia eólica irá beneficiar. São os consumidores das grandes cidades do litoral, que são os grandes consumidores de energia, que beneficiarão, mas são as pessoas do interior a aguentar e a suportar os estragos. Infelizmente, muitas pessoas do interior, muitas pessoas das nossas aldeias beirãs, continuam a acreditar que o desenvolvimento está em ter barragens, auto-estradas, centros comerciais, parques eólicos. Aqueles que vivem no interior vivem demasiado concentrados a compararem-se com os que vivem no litoral. As pessoas do interior deviam era lutar pela vida, pelo aumento da natalidade, porque sem pessoas de nada serve tudo o que nos rodeia. Deviam lutar pela melhoria das estradas nacionais, por exemplo, a Nac.233(Sabugal-Guarda) e outras, pela coesão do concelho, pelo desenvolvimento das estruturas já existentes. O turismo é uma das alavancas para salvar a nossa região. Apoiar os empresários da nossa região, acarinhar e incentivar aqueles que diariamente trabalham para que as pessoas que nos visitam se sintam bem recebidas, comam e levem as nossas tradições, a nossa cultura e voltem mais vezes, simplesmente porque foram amados.
A região já tem as barragens e os parques eólicos suficientes. Abandonem esse campeonato de ser a aldeia que mais eólicas tem na sua terra. Preservem a paisagem, as culturas, as tradições e a história.
Mas será mesmo isso que todos queremos?
Esta decisão tomada pelo Parlamento da Catalunha é um exemplo para que "todos os cidadãos que acreditam e lutam que vale a pena exercer o direito de apresentar, individual ou colectivamente, aos orgãos de soberania. aos orgãos da nossa região ou a quaisquer outras autoridades petições, representações, reclamações ou queixas para a defesa dos seus direitos, da Constituição, das leis ou do interesse geral e, bem assim, o direito de serem informados, em prazo razoável, sobre o resultado da respectiva apreciação".-Artº52º(Direito de Petição e Direito de acção popular).
O movimento cívico "Vamos Salvar Sortelha" continua com uma petição online, tendo até este momento recolhido 1122 assinaturas, todas com o intuito de impedir a destruição da envolvente paisagística e histórica de Sortelha. As obras do parque eólico nas imediações da Aldeia Histórica de Sortelha estão a avançar a um ritmo assustador e têm recorrido ao uso de explosivos para destruir o meio ambiente, mesmo que de rochas se tratem. Não é uma obra no litoral algarvio, porque aí todos os lobbys do turismo sairiam em defesa dos seus hotéis, condomínios luxuosos ou montes paradisíacos dado que iriam afastar os turistas. Mas, Sortelha fica no interior, não há interesses a defender e fiados nas ilusões dos investidores baixam os braços e aceitam umas notas de euros para que os terrenos rendam já que o trabalho dá muita canseira.
Em Sortelha, pelos caminhos que servem as eólicas, o Presidente da Câmara do Sabugal, engenheiro, já rabiscou um projecto de por exemplo, cito frase da entrevista dada ao Capeiaarraiana:"para um centro interpretativo da energia ao longo da história".Fim de citação.
E que pensa fazer com os outros caminhos dos outros parques eólicos de Malcata, Aldeia Velha, Fóios...as aldeias estão a entrar num autêntico campeonato para ver quem consegue exibir mais torres eólicas!!! Nestes últimos tempos tenho visto nascer à volta das serras do concelho do Sabugal mais torres eólicas do que crianças nas maternidades da região. É duro, é triste, mas a realidade é mesmo esta. E eu não sou contra as energias renováveis. Eu sou contra a forma como estão a aparecer os parques eólicos, escondidos nos sub-parques, fugindo assim, a muitas condicionantes que reprovariam a construção dos mesmos. O pior é que as autoridades sabem destas jogadas e aprovam com pareceres favoráveis. O preço destas irresponsabilidades e destas "engenharias" vai ser muito caro e além do impacto visual e ambiental, a região poucos benefícios directos da energia eólica irá beneficiar. São os consumidores das grandes cidades do litoral, que são os grandes consumidores de energia, que beneficiarão, mas são as pessoas do interior a aguentar e a suportar os estragos. Infelizmente, muitas pessoas do interior, muitas pessoas das nossas aldeias beirãs, continuam a acreditar que o desenvolvimento está em ter barragens, auto-estradas, centros comerciais, parques eólicos. Aqueles que vivem no interior vivem demasiado concentrados a compararem-se com os que vivem no litoral. As pessoas do interior deviam era lutar pela vida, pelo aumento da natalidade, porque sem pessoas de nada serve tudo o que nos rodeia. Deviam lutar pela melhoria das estradas nacionais, por exemplo, a Nac.233(Sabugal-Guarda) e outras, pela coesão do concelho, pelo desenvolvimento das estruturas já existentes. O turismo é uma das alavancas para salvar a nossa região. Apoiar os empresários da nossa região, acarinhar e incentivar aqueles que diariamente trabalham para que as pessoas que nos visitam se sintam bem recebidas, comam e levem as nossas tradições, a nossa cultura e voltem mais vezes, simplesmente porque foram amados.
A região já tem as barragens e os parques eólicos suficientes. Abandonem esse campeonato de ser a aldeia que mais eólicas tem na sua terra. Preservem a paisagem, as culturas, as tradições e a história.
Mas será mesmo isso que todos queremos?
MALCATA: ADRO DA IGREJA DE CARA LAVADA
As obras de requalificação da zona envolvente à Igreja Matriz de Malcata estão terminadas. A igreja, construía em 1885, ficou agora mais valorizada com este melhoramento que consistiu na substituição do piso de cimento por pequenos cubos de granito, lavagem das pedras à frente da porta da igreja e recolocação de novas pedras, combinando com cubos de granito. Foi também retirada a "rampinha" que tinham feito do lado direito e agora temos uma rampa do lado esquerdo, esta sim, com medidas e inclinação para ser utilizada. Aqui deixo algumas fotografias:
Adro da Igreja com cara nova
Vista lateral da igreja
Vista das traseiras da igreja
Rampa de acesso à igreja
Pedras velhas e pedras novas
Com este melhoramento, a Igreja paroquial de Malcata ficou mais bem apresentada e mais bonita. O adro apresenta-se de cara lavada e veio contribuir para melhorar o bem estar de todos. Contudo, tenho duas sugestões a fazer: a primeira das sugestões era a de retirar a caixa do correio do local onde agora está ( numa parede lateral ) e sugeria que se colocasse na porta da sacristia ( fazer um rasgo na porta e a caixa ficava no interior). Onde está, está à mercê de pessoas mal intencionadas e não é agradável olhar para ela quando passamos por ali. A outra sugestão era a retiradas dos números que estão cravados na pedra da igreja, mesmo na esquina do lado da casa mortuária. Talvez sejam mesmo necessários, mas arranjem outro sítio para as colocar porque ali, além de mal nivelados, não gosto de os ver ali.Vejam as fotos e pensem:
Caixa de correio à mão dos amigos do alheio
Aqui não, mas noutro sítio sim
São duas sugestões que penso serem partilhadas por mais pessoas. Eu aproveito as tecnologias da informática para lançar estas sugestões. Outros, com certeza que falam uns com os outros e provavelmente até já se pensou na alteração destas duas situações. Aqui fica a minha contribuição para o melhoramento da aldeia e Malcata.
29/07/2010
MALCATA É MEMBRO DA ASSOCIAÇÃO RAIA SABUGALENSE
Associação Raia Sabugalense ( Foto Cinco Quinas )
"A Associação Raia Sabugalense é composta por dez freguesias: Aldeia do Bispo, Aldeia da Ponte, Aldeia Velha, Alfaiates, Fóios, Forcalhos, Malcata, Nave, Quadrazais e Vale de Espinho.
Em reunião havida em Alfaiates com os Presidentes das Juntas de Freguesia que compõem esta associação e, uma vez que só o Presidente da Junta de Freguesia de Vale de Espinho não pôde estar presente, existiu quórum para discutir os assuntos da ordem de trabalhos e tomar decisões.
Assim, em primeiro lugar, definiram-se quais os critérios a tomar em consideração para escolher onde ficaria a sede da Associação. Decidiu-se que os preceitos a ter em conta seriam a centralidade da freguesia e a capacidade da mesma em criar condições adequadas para o funcionamento desta Associação.
Por: RM
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27/07/2010
O CÔA DOS DESENCANTOS DE ALGUNS
Foi assim que eu vi as águas do Rio Côa, aquele que passa ao lado do Castelo do Sabugal, o único com uma torre de cinco quinas.
E se as imagens não são esclarecedoras, aqui vai um pequeno filme feito na manhã de 23 de Julho :
A poluição é visível a quem olha para o leito do rio. Essas substâncias oleosas vêm de algum lado, disso ninguém pode duvidar. Há que investigar e acabar com este atentado ao meio ambiente. E já agora, para quando a requalificação das margens do Rio Côa? Tanta beleza natural desperdiçada e sem utilidade para as pessoas que bem podiam passar uns momentos agradáveis à beira rio, desfrutando de um passeio, de uma sombra ou simplesmente ver as pedras polidas no fundo do rio e ouvir o chilrear dos pássaros.
E se as imagens não são esclarecedoras, aqui vai um pequeno filme feito na manhã de 23 de Julho :
A poluição é visível a quem olha para o leito do rio. Essas substâncias oleosas vêm de algum lado, disso ninguém pode duvidar. Há que investigar e acabar com este atentado ao meio ambiente. E já agora, para quando a requalificação das margens do Rio Côa? Tanta beleza natural desperdiçada e sem utilidade para as pessoas que bem podiam passar uns momentos agradáveis à beira rio, desfrutando de um passeio, de uma sombra ou simplesmente ver as pedras polidas no fundo do rio e ouvir o chilrear dos pássaros.
22/07/2010
O CÔA DOS NOSSOS ENCANTOS

As duas fotografias recordam-nos aqueles dias de muito calor. Ficava a uns 40 minutos a pé, mas todos iam e vinham da "ribeira" contentes e felizes.Observem as semelhanças nas duas fotografias...TUDO desapareceu com a construção da barragem do Sabugal e resta a memória e as fotografias para mergulhar nas calmas e cristalinas águas do Rio Côa ao passar pela Ribeira Grande. Se alguém tiver nos seus baús fotografias deste paraíso, enviem que depois de digitalizadas volto a devolve-las. Ou então, enviem por mail.
Estas memórias não as podemos deixar esquecer, fazem parte das vidas de muitos malcatenses e de muita gente.
O RIO DOS SONHOS
Tom Olthof e Ruben Olthof no Rio Côa
Pai e filho divertem-se nas águas do Côa. Lembram-se deste parasidíaco açude, por muitos anos procurado pela juventude de Malcata? A imagem chegou-me atavés de troca de informação com o senhor Tom Olthof, actualmente a gerir um importante e inovador projecto de "caddy humano" no Algarve. Os 38 robôs que carregam os tacos dos jogadores que praticam golfe e os seguem como o faz um "caddy" humano foi uma das alternativas que Tom e Ilda Nabais encontraram, dado que o ambicioso projecto de "hotel rural" apoiado na água da barragem juno à Fonte da Cal, nos passeios de cavalo pelos caminhos e serra, nos diversos desportos ao ar livre, não passou de um sonho deste casal. A ideia de turismo de qualidade ao fim de 7 anos de luta contra "ventos" contrários e pessoas de vistas curtas, com burocracias atrás de burocracias, desanimou-os e como o tempo nunca pára, procuraram simplesmente outros sonhos para realizar noutros lugares. Isto apesar da Ilda Nabais ter nascido em Malcata, pois, é filha de Maria Nabais e Manuel Camejo e neta de Rosa Nabais Vaz e José Augusto Lourenço. Já em tempos, no ano de 1958, com apenas 6 anos, a Ilda saíu de Malcata para França...como tantos da aldeia. Ainda hoje me lembro de ver o esbelto cavalo castanho a descer a rua do Carvalhão, montado pelo "holandês" que vendia piscinas e morava junto ao Camões. Eu ouvia falar que tinha vindo para a aldeia e que além das piscinas tinha mais projectos que queria realizar...mas a vida dá tantas voltas!
NOTA: O terreno da Fonte da Cal está à venda e o projecto tem viabilidade da Câmara desde final de 2009 para a construção de um hotel rural, incluindo as infraestruturas necessárias para a sua realização.
20/07/2010
MINI-HÍDRICA DO MEIMÃO INAUGURADA PELO 1ºMINISTRO JOSÉ SÓCRATES
Condutas de transporte da água para a mini-hídrica do Meimão
Amanhã, 21 de Julho de 2010, por volta do meio-dia, o Primeiro Ministro de Portugal, José Sócrates e os seus Secretários de Estado vão ao Meimão ver a mini-hídrica a funcionar.
Mini-Hídrica do Meimão em construção
Sendo ele um amante de passeios e corridas, aconselho-o a fazer o percurso pedestre "Patada da Mula" que passa ali mesmo ao lado, depois de atravessar a ponte.
A notícia faz parte da Agenda do senhor ministro e pode ler aqui:
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14/07/2010
MALCATA : "A FONTE" É O NOVO MINI-MERCADO
A Fonte- Minimercado
"A Fonte" foi o nome escolhido por Helena Nabais e Joaquim António para o mini-mercado que recentemente abriram em Malcata. Junto à antiga fonte, na casa onde já funcionou outro estabelecimento, está aberto já há uns meses, o novo espaço comercial.
"A Fonte" segundo a conversa que tive com a Helena, está associado a uma rede de distribuição alimentar do grupo GI, com êxitos a nível nacional e em quem os proprietários do novo minimercado confiam para os apoiar nesta nova etapa de empresários. De salientar que o possuir Internet ( e mail activo e a funcionar ) foi uma das exigências pedidas para abrir o estabelecimento.
Ao estarem ligados ao GI, têm a vantagem de poder oferecer "promoções" variadas e os clientes acabam por sair beneficiados nessas compras. Para aqueles que têm internet em casa e a funcionar, aqui vai o sítio onde podem saber das promoções, visto que são comuns a todos os estabelecimentos do grupo GI.:
Tudo o que seja para poupar...é bom para os clientes.
Malcata ficou com mais um sítio onde comprar os bens essenciais. Ao Mini-Mercado Armindo, junta-se agora a "Fonte". Bons negócios para ambos!
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13/07/2010
A LUZ ELÉCTRICA EM MALCATA
Os mais novos não se lembram, mas quem nasceu nos anos 60, recorda-se muito bem do que era Malcata há 45 anos atrás. A luz eléctrica, inaugurada em 13 de Julho de 1965, com grande festa e muitos foguetes, ainda hoje continua a ser importante para os habitantes da aldeia. Com a electricidade muita coisa mudou na vida dos malcatenhos. Hábitos e métodos de trabalho tiveram que ser mudados. A uns custou mais adaptar-se ao uso da electricidade do que a outros. Mas, passados estes anos, hoje podemos afirmar que todas as casas de habitação são iluminada pela luz eléctrica. Contudo, as vivências e esses anos que assámos à luz dos candeeiros, das candeias e das velas, ficam para sempre registadas nas vidas de quem as viveu.
11/07/2010
LOJA DO CIDADÃO NA GUARDA
Já abriu a " Loja do Cidadão" da Guarda. Desde o dia 5 de Julho que está aberta e para lá chegar é necessário entrar no centro comercial Vivaci. Este espaço de comércio situa-se na Avenida dos Bombeiros. Por seu lado, a Loja do Cidadão, fica no 4ºandar e funciona das 9 às 16 horas nos dias úteis.
Nesta Loja do Cidadão podemos tratar de diversa documentação. Se esta loja oferecer e funcionar como a Loja do Cidadão do Porto, é bem vinda e com certeza que trará muitos benefícios para os cidadãos e empresas da região. Certidões, requerer o Cartão Único(antigo B.I.), assuntos relacionados com a Caixa Geral Aposentações, registo de automóveis, ADSE e muitos outros serviços sem ter que andar de rua em rua e de edifício em edifício, vem facilitar muito toda a gente.
Leia aqui a notícia:
Jornal O Interior - 08-07-2010 - Sociedade - Guarda com Loja do Cidadão desde segunda-feira
Nesta Loja do Cidadão podemos tratar de diversa documentação. Se esta loja oferecer e funcionar como a Loja do Cidadão do Porto, é bem vinda e com certeza que trará muitos benefícios para os cidadãos e empresas da região. Certidões, requerer o Cartão Único(antigo B.I.), assuntos relacionados com a Caixa Geral Aposentações, registo de automóveis, ADSE e muitos outros serviços sem ter que andar de rua em rua e de edifício em edifício, vem facilitar muito toda a gente.
Leia aqui a notícia:
Jornal O Interior - 08-07-2010 - Sociedade - Guarda com Loja do Cidadão desde segunda-feira
09/07/2010
MALCATA : 45 ANOS DE LUZ
Luar em Malcata
Vamos recuar no tempo e recordar Malcata há 45 anos atrás. Em Julho de 1965 estava eu a chegar quase aos cinco anos de idade. Daí até hoje muita coisa se alterou na aldeia. Outras, graças a quem vive na aldeia, continuam como eram, como o ouvir os sinos da igreja e da torre do relógio.
Com a persistência do senhor Manuel Fernandes Varandas ( Ti Varandas ),Malcata celebrou a chegada da electricidade. Foi a 13 de Julho de 1965 que as lâmpadas se iluminaram e houve festa por toda a aldeia. Até então, as casas eram adornadas de candeias de azeite e petróleo, ou umas velinhas de cera...candeeiros de vidro, com um pavio que ficava embebido no petróleo e que subia. Acendia-se com um fósforo, encaixava-se a chaminé e iluminava a sala, a cozinha ou qualquer divisão interior das habitações. As candeias a petróleo, eram penduradas num sítio alto, normalmente num prego espetado na parede e davam luz para todos.
As ruas da aldeia eram iluminadas pela luz da lua ou das "pilhas" (lanternas) alimentadas com pilhas rectangulares ou redondas de 1,5 Voltes. Era nas noites de luar que a Lua se sentia orgulhosa e não havia vela, candeeiro de petróleo ou candeia que lhe retirasse o seu encanto.
Mesmo depois da electricidade ter chegado a Malcata, ainda demorou muito até que todas as pessoas acedessem aos seus benefícios. Só os mais abastados tiveram essa sorte. Os comércios da terra e as tabernas foram dos primeiros a deixar de acender candeeiros e candeias. Vieram as primeiras televisões, os frigoríficos, os rádios,etc. .A vida mudou muito, mas não tanto assim.
Dizia Eça:
"Na cidade nunca se olham, nem se lembram os astros - por causa dos candeeiros de gás ou dos globos de electricidade que os ofuscam. Mas na serra, sem prédios disformes de seis andares, sem a fumaraça que tapa Deus, um Jacinto, um Zé Fernandes, livres, bem jantados, fumando nos poiais de uma janela, olham para os astros e os astros olham para eles.
- Ó Jacinto, que estrela esta, aqui, tão viva, sobre o beiral do telhado?
- Não sei...E aquela, Zé Fernandes, além, por cima do pinheiral?
- Não sei!"
in "A cidade e as serras", Eça de Queirós, Edição de bolso, Jn, pág.103.
Vale a pena pensar nisto!
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05/07/2010
A CULTURA MAL TRATADA NA GUARDA
O concerto "Naturalismos" do passado dia 27 de Junho de 2010 vai ficar para a história cultural da Guarda. A Fundação Borboleta Azul de certo que não estava à espera que a sua iniciativa fosse boicotada da maneira como foi. Como dizia a publicidade, se todos tocássemos as vuvuzelas, ouvir-se-iam na África do Sul. O assunto é demasiado sério para deixar cair no ridículo e no esquecimento.
A cultura na Guarda pode regredir aos tempos dos regedores e dos políticos pós 25 de Abril, que mudam de partido conforme as circunstâncias lhes são mais favoráveis.
O Teatro Municipal da Guarda, festejou o seu 5º aniversário há pouco tempo. Nestes cinco anos o TMG, sob a direcção do senhor Américo Rodrigues, conseguiu abrir portas e janelas, criando espaços aos criadores. Hoje, a Guarda é falada, lida e visitada por gente que deseja conhecer os trabalhos apresentados no TMG.
Manuel Poppe, escreveu ontem, no Jornal de Notícias, uma crónica a que deu o título "A GUARDA EM PERIGO". Vale a pena lê-la:
Autor: Manuel Poppe, in Jornal de Notícias, de 04/07/2010
A cultura na Guarda pode regredir aos tempos dos regedores e dos políticos pós 25 de Abril, que mudam de partido conforme as circunstâncias lhes são mais favoráveis.
O Teatro Municipal da Guarda, festejou o seu 5º aniversário há pouco tempo. Nestes cinco anos o TMG, sob a direcção do senhor Américo Rodrigues, conseguiu abrir portas e janelas, criando espaços aos criadores. Hoje, a Guarda é falada, lida e visitada por gente que deseja conhecer os trabalhos apresentados no TMG.
Manuel Poppe, escreveu ontem, no Jornal de Notícias, uma crónica a que deu o título "A GUARDA EM PERIGO". Vale a pena lê-la:
A GUARDA EM PERIGO
"O Teatro Municipal da Guarda festejou, há dois meses, o seu quinto aniversário. O TMG é o pulmão da cidade. A referência. A garantia de um futuro emancipador, a soltá-la do velho reaccionarismo. O TMG, pela mão de Américo Rodrigues, trouxe à Guarda o que de melhor tem a Cultura – música, bailado, pintura, teatro. Organizou seminários, encontros. Abriu portas e espaços a quantos buscam avançar, ir além, sair da rotina castradora. Atraiu a juventude, facultou-lhe meios de que jamais pudera usufruir. Se a riqueza de um burgo depende da riqueza da identidade, o TMG é, no dinamismo, a garantia do perfil corajosamente ambicioso da Guarda. Eis que o presidente de uma das freguesias do distrito - Aldeia Viçosa - , que já reagira violentamente contra um concerto organizado pela Fundação Borboleta Azul, situada na sua “jurisdição”, eis que o homem, alérgico a toda a cultura além da vuvuzela, traz, à Assembleia Municipal, a proposta de reduzir, em 20% (30%, em 2011), exclusivamente o subsídio do TMG. Américo Rodrigues assistiu ao referido concerto e insurgiu-se contra a atitude do exaltado de Aldeia Viçosa. Explicará isso a proposta e aceitação? A verdade é que ela foi seguida. A Assembleia, onde o PS detém a maioria, não só aceitou considerar a proposta descabida, como a aprovou, apesar de socialista a Câmara que atribuiu ao TMG a verba em discussão. Na Assembleia Municipal, aprovou-se, uma “recomendação”, dado que só o Presidente da Câmara pode decidir nessa matéria; mas, e é gravíssimo, a atitude traduz o pouco ou nenhum respeito pela acção importantíssima do TMG. A crise não se resolve engavetando a Cultura".
26/06/2010
MALCATA: PLACA VANDALIZADA
Esta placa está situada logo a seguir à ponte, mesmo à entrada de Malcata. É fácil de entender que tem que ser reparada e corrigida e então sim, informar a quem por ali vem "Bem Vindos à Freguesia de Malcata" ou
"Bem Vindos a Malcata".
É que "Benvindos" não existe sequer na língua portuguesa e, muito menos, nos dicionários. Se Malcata quer informar que os que chegam são recebidos com prazer, com agrado e satisfação, devemos escrever "Bem Vindos".
"Bem Vindos a Malcata".
É que "Benvindos" não existe sequer na língua portuguesa e, muito menos, nos dicionários. Se Malcata quer informar que os que chegam são recebidos com prazer, com agrado e satisfação, devemos escrever "Bem Vindos".
21/06/2010
FÓIOS E MALCATA DEITAM CARTAS
Convívio Fóios-Malcata ( colagem com fotos Jornal Cinco Quinas )
Jogar cartas foi o pretexto para que pessoas de duas aldeias raianas vivessem um 20 de Junho insquecível e único nas suas vidas. Outros encontros se seguirão e o próximo já está marcado para o 11 de Julho. O primeiro, foi ontem nos Fóios. O segundo, irá ser em Malcata. Ontem, os Fóios souberam receber e animar o grupo que veio de Malcata. E tenho a certeza que quando os Fóios forem a Malcata, o acolhimento será ainda melhor. A Câmara Municipal também deu a sua contribuição, pois, cedeu gratuitamente o seu autocarro. A malta de Malcata agradece.
Como sempre, o jornal Cinco Quinas fez o trabalho de reportagem e para além do texto, as fotos também já estão disponíveis no seu sítio da internet. Eu, por motivos profissionais e de distância, não marquei presença, com pena minha. Mas este evento não o podia deixar de referir e dar-lhe a importância merecida. Para mim, está lançada a semente de uma excelente colheita. Basta que agora os "agricultores" de Malcata e dos Fóios continuem a tratar da sementeira. Os frutos, um dia, serão saboreados por alguém e tenho a certaza que serão de qualidade excelente.
Felicito todos os participantes neste convívio e em especial quero enaltecer dois grandes homens e presidentes: José Manuel Campos e Vitor Fernandes. Eles sonham com um concelho diferente e querem trabalhar nesse sentido. É bom ter nas nossas aldeias pessoas que façam as coisas acontecer e não ficam à espera que as coisas aconteçam.
Leiam aqui:
http://www.cincoquinas.com/index.php?progoption=news&do=shownew&topic=3&newid=3256
18/06/2010
16/06/2010
AS HORTAS EM MALCATA
Hortas no Vale da Fonte
Estamos na época de cuidar das hortas. A horta não é mais do que um pedaço de terreno, quase sempre próximo das habitações, junto de água, onde as pessoas gostam de consumir os seus ócios, mas a produção é apenas para consumo familiar.
"Nos espaços reservados às hortas, os diversos tipos de culturas sucedem-se sem nenhuma interrupção, tendo-se em atenção, não propriamente a distribuição das plantas, mas a economia de espaço. Assim, o mais pequeno canto de terra é cultivado. A cultura hortícula exige muitos cuidados e, estando sujeita a colheitas constantes, por causa das suas funções alimentares quotidianas, fica situada o mais possível da habitação. Nos casais do interior da Serrai ficava, normalmente, junto à linha de água, nos solos mais húmidos e fortes, mas não muito afastada da habitação. Excepcionalmente, ocorrência ainda actual, por falta de propriedades apropriadas para a cultura hortícola, próximo do povoado, a horta era feita em terra situada até ao limite de cerca de quinze minutos de marcha. As principais culturas hortícolas são, desde há muito, o feijão, o grabanço ( grão de bico ), a ervilha, o alho, a couve, a alface, a cebola, a cenoura, o pimento, a ginja (malagueta), a abóbora, a couve portuguesa, o tomate e o morango. Acrescem ainda diversas flores ( malmequeres, despedidas de Verão, rosas, carrulos, etc.) e ervas aromáticas ( salsa, oregãos, mangericão, hortelã-pimenta e erva cidreira)", escreveu o nosso conterrâneo Dr.José Manuel Lourenço Rei, ( Zé Rei ) na sua Dissertação de Mestrado na Especialidade de Arqueologia da Paisagem e Planeamento, apresentado na Universidade do Minho(Braga) a que deu o título "O HOMEM E A SERRA DA MALCATA, Uma Relação Inscrita na Paisagem.
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MALCATA: CÃES NO DESEMPREGO
Cão pastor no desemprego
O animal adormeceu ao sol, apesar de ter sombra por perto. Preferiu as pedras em vez da erva. Nada o incomoda e a soneca está-lhe a saber pela vida. "Agora, disse-me a Ti Ana, o pobre só dorme. Antes, não largava as cabras, mas tive-as de vender. Sabes, João, já estou cansada e a saúde anda fraca.As pastagens são muito longe e o gado tem que comer todos os dias. Eu já não posso andar nesta vida, bem pena tenho mas que vamos fazer?!"
Depois desta breve conversa fiquei a olhar para o cão e a pensar nos milhares de pessoas que agora têm mais tempo para dormir, para ver a selecção no mundial, porque alguém lhes retirou o trabalho. Para mim, o cão continua a ser o animal com mais sorte, pois, não precisa de trabalhar para viver, comer e dormir. O ser humano, necessita de trabalhar para poder viver e satisfazer as suas necessidades básicas. A boa vida está para os cães, mesmo aqueles que nasceram com o "faro" para guardar cabras e ovelhas.
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14/06/2010
MALCATA: BOM PORTUGUÊS
Legenda: Salão da Freguesia e Sede da Associação
Quem me sabe decifrar esta placa? Salão da Freguesia ? E que freguesia tem este salão? Ah! Eu sei que muitos da aldeia sabem o nome da freguesia, mas e quem não é da aldeia? E o erro repete-se com "Sede da Associação" que também ficamos na mesma. Todos os da aldeia, mesmo aqueles que nunca aprenderam a ler ( por várias razões ) sabem qual é a associação que ocupa este espaço. Que mais não fosse, pelos almoços e churrascadas que se fazem por ali e quase sempre de borla. Esta placa diz que foi inaugurada a 22 de Fevereiro de 2009. Já lá vai mais de um ano e hoje ao rever o meu arquivo de fotografias sobre Malcata, dei com esta placa que não esclarece todos os que a lerem. Portanto, solicito à direcção da ACDM ( Associação Cultural e Desportiva de Malcata ) e talvez à Junta de Freguesia de Malcata, o favor de substituir a placa por outra mais esclarecedora para todos os que a lerem.
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08/06/2010
MALCATA VIVA 2010
O texto que se segue foi copiado da internet do sítio da Junta de Freguesia de Malcata. Este texto, escrito com alma e com autenticidade, pelo Carlos Gonçalves, só vem confirmar o que eu já sinto e vivo em relação a Malcata. É tempo de deitar para fora e partilhar essas vivências interiores e que nos ajudam a compreender a vida da nossa aldeia. As pessoas são o mais valioso que Malcata possui.
Leiam com atenção este texto e respondam à pergunta do Carlos Gonçalves:
MALCATA VIVA
Malcata é, sem dúvida, especial.
Digo isto não só por ela ser a minha aldeia, mas porque de facto, num concelho com um saldo fisiológico bastante preocupante, ter assistido a uma manifestação associativa como a de Domingo passado, foi uma espécie de ambrósia para os sentidos.
Elogio em boca própria sabe a vitupério? Pois que saiba! Não contem é comigo para enveredar pelo trilho da falsa modéstia e inibir-me do que me vai na alma. O que sinto por esta aldeia (e por todo o meu concelho) é tão grande que não o poderei tradu¬zir com palavras de modéstia…só de grandeza.
Analisando friamente aquela “terra”, é fácil constatar um aglomerado bem ordenado, limpo, acolhedor, tranquilo e sobretudo muito hospitaleiro.
Está recheada de gente que tem vontade de fazer e faz. Arregimenta voluntarismos incríveis e paixões que as distâncias euro¬peias não diluem - veja-se a enorme quantidade de blogues que os nossos jovens mantêm quer a partir do estrangeiro quer a partir dos mais variados cantos do país. É absolutamente notável. Como corolário de tudo isto, esta aldeia tem uma vida associativa invulgar.
Tem três associações e todas elas com uma pujança que ultrapassa de longe a dimensão do meio que servem. É um movimento associativo gerador de dinâmicas locais e também propiciador de bem-estar social, cultural e até material (por via dos postos de trabalho que esta dinâmica vai gerando).
E, como que a querer contrariar uma inércia quase endémica deste nosso interior português, estas três associações e Junta de Freguesia decidiram, pela primeira vez (e com promessas que outras haverá), juntar esforços e galvanizar por um dia esta lindíssima localidade. Foi um espectáculo inter-geracional digno de nota e, foi incrível ver como a partir deste associativismo se consegue uma tal mobilização.
Desde as actividades desportivas às cinegéticas, tudo aconteceu neste Domingo. Foi um rodopio de participantes. Que mobilização, que espírito comunitário. Se os mais ágeis e vigorosos se cansavam nas bicicletas todo terreno, outros, já menos jovens, mobilizaram-se para prepararem o repasto para toda a comunidade, repasto esse que envolveu todos os cafés que se responsabilizaram pela confecção do prato principal.
Que aldeia!
Para servir todo este voluntarismo, a aldeia dispõe agora de um sumptuoso (digo bem…sumptuoso) salão polivalente construído pela Associação de Solidariedade Social e que para além de servir as necessidades do nosso lar de idosos, está ao serviço desta comunidade e que, neste dia, serviu de sala de jantar. Dignidade é o que este edifício imprime a esta aldeia, às instituições concelhias e supra concelhias que o utilizarem no futuro e às acções que aí forem dinamizadas.
Se num Concelho como o nosso for necessário dar um exemplo de esforço para contrariar as adversidades, então direi que Malcata foi, neste dia, o paradigma.
A vida associativa terá, ”per si”, capacidade regeneradora suficiente do tecido social e económico de um concelho?
A resposta é naturalmente negativa.
No entanto, se gente que trabalha arduamente todos os dias, ou já tanto trabalhou durante tantos anos (cá ou no estrangeiro), é capaz de se mobilizar para façanhas destas ao abrigo do amor à sua terra e às suas associações, o que não se poderia fazer se esta dinâmica se generalizasse e se tornasse contagiosa?
Deixo a interrogação.
Texto: Carlos Gonçalves
Fotos: Vitor Fernandes
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