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Um ponto de encontro para naturais, descendentes e apaixonados pela aldeia de Malcata, terra que moldou as nossas vidas.
3.2.23
TODOS AO ROSSIO DANÇAR!
2.2.23
A JANELA QUE NOS DAVA MÚSICA
Naquela janela
virada para a rua...
Conheço uma janela de uma casa que mesmo fechada me faz pensar na pessoa que viveu na casa daquela janela voltada para a rua. Quando lá estava o seu dono, era de lá que ecoavam aquelas músicas tão conhecidas e tantas vezes fizeram grandes bailes ao Rossio e pelos largos parecidos pelas aldeias vizinhas da nossa. Às vezes ouvia-se a Rosa a arredondar a saia, o malhão malhão, aquela dos emigrantes que lá longe trabalhavam e as saudades os faziam regressar à sua amada terra...e outras mais mexidas que todos os dias se escutavam nos programas de rádio e tv. Muitos ouviam e diziam uns para os outros "olha, lá está o Carlos a tocar a concertina"!
Foi naquela casa modesta, tão modesta como ele sempre foi. A sala de jantar era também o seu sítio preferido para ensaiar as músicas que depois tocava nos bailes das tardes de domingo, ou na animação de um casamento ou outros eventos festivos.
A casa e a janela foram o seu porto de abrigo e sempre que o convidavam a animar uma festa, um casamento, uma festa no lar, estava sempre pronto a participar. Fica na minha memória a sua pronta resposta em querer participar no primeiro encontro dos naturais e descendentes do concelho do Sabugal. Quem teve a ideia de organizar esse encontro foi a Natália Bispo e surpreendeu-me que o Carlos e o José Lucas tivessem aceitado participar na animação. Naquela janela virada para o mundo...
José Nunes Martins
31.1.23
A SALA DE VISITAS DE MALCATA ANDA ESQUECIDA?
Todas as aldeias
têm a sua sala de visitas. Na nossa aldeia todos reconhecem a Praça do Rossio
como a “sala de visitas” da freguesia. Este largo é também chamado de “Torrinha”.
Mas a placa toponímica que está colocada na Torre do Relógio, desde 1959,
diz-nos que o lugar foi baptizado com o nome de “Praça do Rossio”.
Recordo-me que há uns anos atrás,
esteve afixado no quadro de informações da Junta de Freguesia, que ainda hoje
existe no interior da paragem dos autocarros, mesmo ao lado da torre, um
projecto de requalificação da Praça do Rossio ( Torrinha e Rossio). No desenho
percebia-se a ideia do desenhador que a então Junta de Freguesia convidou a
elaborar o projecto. Esteve lá durante algum tempo e também foi tema de conversas
e de opiniões diversas. A verdade, aquele desenho não passou de uma ideia que a
autarquia nunca mais voltou a retomar.
A Praça do Rossio, sendo ainda o
centro da nossa aldeia, por muitos chamada a “sala de visitas”, precisa de uma
imagem mais bonita e fresca. O cenário actual mais parece um deserto de cubos
de granito, tristes e sujos, sem beleza quando não há festas. Era bom que a
Junta de Freguesia olhasse para esta praça e transformá-la numa sala de visitas
mais acolhedora.
José Nunes Martins
30.1.23
MALCATA: QUANDO O SONHO É DO TAMANHO DO HOMEM
A ASSM (Associação Solidariedade Social de Malcata)
foi fundada por um pequeno grupo de pessoas reunidas em Malcata e desde que
abriu, tem sido o cartão de visita da nossa freguesia. Trata-se do maior
investimento particular até hoje realizado na nossa freguesia, que conta com
pouco mais de duas centenas de moradores.
A oferta de instituições de apoio às
pessoas idosas é suficiente no concelho do Sabugal. Mesmo com tanta oferta, a
escolha do Lar de Malcata não deixa de crescer e de se alargar para lá da área
geográfica do nosso concelho. Foi
baseado na procura que a direcção presidida por Carlos Clemente, partiu para a
construção de um segundo pavilhão para funcionar como ERPI (Estrutura
Residencial Para Pessoas Idosas). Ao mesmo tempo, o novo espaço foi pensado
também como salão multiusos onde se podem realizar algumas actividades culturais
e recreativas, encontros e refeições de grupos.
Toda a obra da ASSM está à vista de
todos e tal deve-se ao trabalho das várias direcções que ao longo dos anos ocuparam
essas funções de gestão.
O lar de Malcata, como é vulgarmente
conhecido, é uma realidade e a envergadura que hoje tem, deve-se principalmente
ao senhor Carlos Clemente e às pessoas que o acompanharam e apoiaram. Ninguém
põe em causa a importância desta obra e que tanto dignifica a nossa freguesia,
o nosso concelho e todos os que nela exerceram e exercem alguma função.
E meus caros, é um acto de justiça que
as pessoas se lembrem dos que iniciaram esta grande obra, esta corajosa
empreitada. Foram essas pessoas que tiveram a ideia, a vontade e a coragem de
erguer uma instituição a que chamaram Associação de Solidariedade Social. Por
isso, é justo que nos lembremos destas pessoas e ao mesmo tempo termos com elas
um sentimento de gratidão.
A ASSM que hoje conhecemos, é o
somatório do trabalho e dedicação de todos quantos passaram e estão diariamente
na instituição. O meu sentimento e o meu sincero desejo é que todos se unam em
volta da ASSM, cumprindo cada um a sua missão e função. É assim que uma associação de solidariedade
social se transforma e se mantém coesa e com esperança no futuro.
28.1.23
MALCATA: OS HOMENS PARTEM E AS OBRAS PERMANECEM

Lar na freguesia de Malcata
Na nossa aldeia, todos ou quase todos,
se conhecem, sabem o nome e a família uns dos outros. Ora para quem sabe estas
coisas, é uma vantagem em relação aquelas pessoas que sendo naturais da mesma
terra, cedo foram viver para fora da freguesia. No meu caso, por ter saído,
tinha eu doze anos, mesmo a regressar à aldeia nos períodos de férias escolares, não é
fácil relacionar as pessoas e as famílias a que pertencem.
A saída de gente da nossa terra ainda hoje acontece. Continuam a ficar os mais idosos e quem nunca lhes passou pela
cabeça deixar o seu canto. Com naturalidade encontramos pessoas a viver
sozinhas, os filhos já casados e pais de filhos vivem e trabalham longe, nas
grandes cidades portuguesas e francesas.
Em boa hora nasceu o lar. Esta instituição
presta serviços básicos quanto a cuidados de higiene e saúde, alimentação e
apoio social. São os funcionários do lar que, nas visitas diárias aos idosos
que solicitaram os Serviços de Apoio Domiciliário que alertam para as
necessidades diárias, são muitas vezes a única visita a casa, levam as
refeições e a roupa lavada, limpam a casa de habitação, vigiam a tomada de
medicação, são os anjos desta gente. Se o lar encerrar ou interromper o serviço
que presta à população idosa, as consequências seriam catastróficas e a paz e a
tranquilidade dos familiares destes idosos, seriam seriamente abaladas.
Em boa hora, o grupo de pessoas
liderados pelo Carlos Clemente, decidiram avançar com a construção do lar da
freguesia de Malcata.
25.1.23
SE AS ESTÁTUAS FALASSEM...
| Rua Bairro Camões-Malcata |
Na nossa aldeia
falar de monumentos ou estátuas é falar do busto do poeta Camões. E se há
assunto que os malcatenhos gostam de falar e sabem do que falam ( pelo menos desde 1965), é do Camões. Mesmo depois da
pintura do mural com o lince continuam a referir-se ao poeta e raramente ao
artista pintor.
Já repararam no poder criativo que têm
alguns calceteiros em algumas ruas da nossa aldeia? Aparentemente, querem
passar a ideia que se esqueceram que as ruas são vias públicas, que nelas
passam automóveis grandes e pequenos, motas e carrinhos com bébés e pessoas de
todas as idades e mobilidades?
Eu não sei e não me disseram e eu
também não perguntei quem autorizou a obra na rua que dá acesso ao Bairro
Camões. Também não consigo compreender como se faz aquilo que lá foi feito.
Olhando do princípio da rua dá para perceber a asneira feita. Aquilo é mais um
exemplo da total falta de fiscalização das entidades competentes. É mais um
daqueles maus exemplos de abuso e de não se respeitar o bem público.
Ouvi um freguês dizer a outro que a
autarquia já está a tratar de resolver o problema. É uma questão de esperar os
conselhos dos técnicos da Câmara do Sabugal .
Vamos então esperar para ver o final.
21.1.23
O SACRIFÍCIO NECESSÁRIO
Cada vez que sei de notícias de que na aldeia se vai fazer qualquer coisa que ajude a manter e a preservar as tradições, os costumes e as memórias da aldeia, fico contente. Infelizmente faz-se muito pouco nesse sentido.
Desta vez na aldeia vão recordar uma das tradições mais marcantes para as famílias do mundo das aldeias, a matança do marrano (porco). E nada melhor que uma fatia de pão com uma fêvera por cima e um copo de vinho que ajude a empurrar!
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| Trabalho fundamental para tudo aproveitar |
Tenho ainda
memórias das matanças que se faziam na aldeia onde nasci. Lembro-me das horas
que era preciso para fazer a matança, era tão demorada que levava um dia
inteiro.
Actualmente quase que desapareceu esta
tradição familiar de criar um porco para matar. E quando alguém decide criar o
porco, a matança é feita em moldes diferentes e os métodos já não são os
mesmos. Continua a ser dia de festa e de muito trabalho e por aqui fica.
A tradição e o costume de sacrificar
um animal só o compreendemos se enquadrarmos essa tradição e esse costume no
tempo e nas circunstâncias da época, conhecer o modo de vida familiar e
comunitário de uma aldeia rural. Quem não nasceu na aldeia, quem cresceu fora
de uma comunidade rural, com facilidade acha uma matança uma acto condenável,
uma tradição que pouco tem de boas-práticas e sim uma atitude cruel das pessoas
para com o animal. Quem vive no meio “civilizado” das cidades, estão habituados
a comprar carne nos talhos, seja no da sua rua ou o do supermercado. Compram
todo o tipo de carne e nem se interrogam dos procedimentos que foram
necessários para os produtos chegarem aos pontos de venda.
A sociedade sempre acompanhou a
evolução do mundo. Adaptamo-nos a novos métodos, a novos hábitos alimentares, a
consumir sem ter que assistir ou conhecer a origem do que comemos. E esta adaptação acontece não apenas na
alimentação, mas também assumimos modas novas de vestir-nos, de viajar, de
criar e de sobreviver…
Mas, a carne de porco que compramos no
talho, é diferente da carne de porco que uma família obtém de um porco criado e
alimentado durante um dado período e fazer a matança quando chega o momento? Quando
vamos comprar carne, paramos o carro para reflectir ou pensar se o método de
abate para matar o porco no matadouro é indolor, é prazeroso para o animal e
para o trabalhador do matadouro? Provavelmente a morte é rápida, sem dor e sem
faca. E quem faz o acto é herói ou assassino? Na aldeia, ao homem que metia o facalhão
directo ao coração, chamavam-lhe “matador”! Não conheci matador que tenha sido
preso ou condenado pela justiça! O povo ficava descansado e tranquilo quando o
matador fazia um bom trabalho e o animal ficava-se à primeira.
Os meus parabéns à iniciativa levada a cabo pela preservação das memórias dos nossos antepassados.
Na nossa aldeia ninguém mata um porco por prazer. Antigamente a necessidade de ter carne para todo o ano, para uma família, o dia da matança era dia de festa e de convívio. E poder ter carne para todo o ano, desde carne branca, chouriças, chouriços, morcelas, farinheiras, bucho, presunto, pernil, tudo naquele animal era aproveitado.
Numa terra como é a nossa, a matança do porco é parte da nossa identidade e da nossa memória. Espero que esta tradição continue por muitos e muitos anos, a bem da nossa identidade cultural. Saibamos todos preservar bem o que é mais importante na nossa aldeia.
José Nunes Martins
17.1.23
OS FINS JUSTIFICARAM OS MEIOS?
| Com diálogo e bom senso ficarão todos a ganhar. |
Das poucas obras
que a Junta de Freguesia tem feito nestes últimos anos foram as demolições de
casas velhas a cair aos pedaços. Terão contribuído para melhorar a vida das
pessoas? Sim, em alguns casos isso aconteceu e alargaram-se algumas ruas, espaços
para estacionamento. Desconheço quem foi a entidade que pagou os custos dessas
demolições, mas para que tivessem acontecido foi necessário chegar a acordo com
os proprietários das casas e terrenos, e como tal merece o meu aplauso.
A demolição da casa que existia na Rua
da Moita e no início da Travessa do Calvário parece ser um bom exemplo da
melhoria daquele espaço. Já a demolição a uns metros antes, na antiga casa do
saudoso Ti Abel, não faz grande sentido, uma vez que não alterou a situação e
os perigos lá continuam. Derrubar paredes para o interior e deixar acesso livre
pode um dia causar dissabores e chatices. Da mesma forma que exigiram à
proprietária de uma casa o derrube e cimentação das paredes que ficaram de pé,
mesmo contra a sua vontade, também outros casos mereciam o mesmo tratamento.
Eu sei que não sei tudo e que às vezes
a informação que me chega não é totalmente correcta. Por isso e para que estas
situações fiquem claras e compreendidas por todos, gostava que alguém
explicasse as razões e os custos da demolição mais recente na nossa aldeia,
mesmo ao início da Rua de Baixo.
Foi esta demolição necessária para a
freguesia? Porquê?
Foi esta obra de demolição realizada
pela Junta de Freguesia? Porquê ser a Junta de Freguesia a realizá-la e a que
preço? Vai fazer-se alargamento da rua neste local? Ou o trabalho está concluído
e assim vai ficar?
Como estão a ver, as dúvidas neste
caso são muitas e devem ser esclarecidas. Ser bem explicadas as obras que ali
foram feitas e que também fosse explicado se a requalificação que a Junta de
Freguesia se comprometeu a realizar na Rua de Baixo, estão ou não ligadas, uma
vez que foi criada uma grande espectativa às pessoas que apoiam o alargamento
daquela rua.
Eu, por ter entrado algumas vezes nesta
casa, posso dizer-vos com sinceridade que foi com pena que vi agora as paredes
borradas de cimento. Contudo, compreendo e aceito que a demolição era mesmo
necessário ser feita, pois as paredes estavam em muito mau estado e o peso do
telhado poderia provocar uma derrocada inesperada.
Como esta casa, existem outras que
estão em mau estado de conservação e ainda nada foi feito para garantir a
segurança de quem passa na via pública. Só que não têm a importância que tem
este caso da Rua de Baixo. Esta casa demolida, totalmente demolida, viria mudar
para melhor toda a Praça do Rossio.
José Nunes Martins
7.1.23
REUNIÃO DOS COMPARTES DA FREGUESIA DE MALCATA
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| Assembleia de Compartes em reunião |
É desta vez que os compartes vão marcar presença numa assembleia de compartes?
Por motivos imponderáveis não estarei presente. Contudo, fica aqui o meu convite aos compartes dos baldios para ir à assembleia.
Termino com um apelo: deixar de usar o brasão da Freguesia nos documentos dos compartes!
José Nunes Martins
31.12.22
PASSAGEM DE ANO EM MALCATA
A celebração de Ano
Novo corresponde a um acontecimento baseado no calendário gregoriano, que nós
chamamos calendário cristão. E neste calendário é que consta que o dia 1 de
Janeiro é o início do Novo Ano e costuma ser feriado nacional.
Outras Civilizações comemoram a
passagem do ano no mês de Março, altura em que o Inverno termina e começa a
Primavera. No Império Romano o deus Juno, a que chamavam o deus da mudança e
transição, era a ele dedicado a festa da passagem de ano e assim lhe prestavam
homenagem.
Só no Século XVI é que a Igreja
Católica adoptou o calendário gregoriano. Hoje, a maioria dos países comemora a
chegada do ano Novo a 1 de Janeiro. E Ano Novo quer dizer esperança, renovação
e mudança.
Como era esquecido o Ano Velho em Malcata?
E o Ano Novo, como costumava ser recebido na nossa aldeia?
José Nunes Martins
Os desejos a cada malcatenho de um ano de 2023 especial, com saúde, forças e vontade de caminhar mais 365 dias!
28.12.22
O QUE FAZEM COM O DINHEIRO DE TODOS?
Estamos nos últimos dias do ano 2022!
Alguns andam entretidos com a
preparação da passagem de ano e com tanto para aprontar, nem se dão conta que a
Junta de Freguesia já apresentou, na Assembleia de Freguesia, o seu Plano de
Actividades e o Orçamento para o próximo ano. Também já informou os membros da
Assembleia o pessoal que vai trabalhar na freguesia a mando do executivo.
Entretanto, o povo continua a sua vida normal, entretido com as ervas e as
couves da horta, mudo e calado, talvez a pensar nos preparativos da passagem de
ano. Comentar orçamento e o trabalho da Junta de Freguesia, é o comentas! Eles,
os que estão na Junta de Freguesia, é que têm essa obrigação. O povo só tem de
viver e sorrir de contente, porque a Junta de Freguesia é para isso mesmo, para
fazer o seu trabalho e como muito bem entender. Pois é, quem se importa com estas coisas do
orçamento? A própria Câmara Municipal e a Assembleia Municipal fazem o mesmo!
Então não é que no concelho do Sabugal os senhores políticos vão juntar-se
todos no dia 29 de Dezembro!
Estas reuniões dos órgãos autárquicos são
obrigatórias, mas podem ser realizadas durante o mês de Novembro ou Dezembro. O
Plano, o Orçamento e o Mapa de Pessoal, são três pontos principais da ordem de
trabalhos. E no passado dia 19 de Dezembro, a acreditar na informação que
contém o Edital, a Assembleia de Freguesia de Malcata tomou decisões relativas
a estas matérias. Mais uma vez a
democracia parece não estar a funcionar como deveria!
Foi ou não aprovado o Plano, o
Orçamento e o Mapa de Pessoal?
Qual é o valor do Orçamento da
Freguesia para o ano de 2023?
Que Plano foi apresentado para o ano
de 2023?
Será que os malcatenhos, os que moram
na aldeia e também os que moram fora, temos o direito de consultar e conhecer o
orçamento da nossa freguesia? Devemos ou não interessar-nos por saber a forma
como a Junta de Freguesia planeia gastar o dinheiro que é de todos nós? Eu
quero perguntar onde é que a Junta de Freguesia pensa gastar o dinheiro? E a
resposta tem de partir da Junta de Freguesia, porque apesar de lhe ter sido dado
o poder de decidir, não é dona da aldeia! E mesmo sem oposição na Assembleia de
Freguesia, a Junta de Freguesia não tem o direito de se baldar ao
esclarecimento, pois se assim for, esta junta não merece a maioria que tem.
Os malcatenhos, como qualquer cidadão,
têm direito de acesso a informação, de forma clara e acessível no que respeita
ao Plano e Orçamento. Dada a importância destes documentos, de interesse
público, a Junta de Freguesia deve torná-los públicos e publicá-los também na
página oficial da freguesia na internet. E mais não estão a fazer que cumprir a
Lei de Acesso aos Documentos Administrativos, nomeadamente o que refere o nº 1
do artigo 268º da CRP que garante o direito à informação dos cidadãos.
De nada vale falar no café, ou em
qualquer outro lugar ou as pessoas lamentarem a situação da nossa Freguesia. Aproximar
a população, e disponibilizar informação sobre os
serviços que prestam à comunidade e sobre as atividades que vão fazendo na
freguesia,
que facilite o acesso ao poder local, mesmo que seja através da internet, nos
tempos em que vivemos, são ferramentas importantes para o exercício da
democracia.
José Nunes Martins











