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13/02/2024

REABILITAÇÃO DE COLECTOR DE SANEAMENTO EM MALCATA

 

                        MALCATA: ESTÁ DIFÍCIL GOSTAR DISTO!

      

      Pensava eu que a Câmara Municipal do Sabugal já se preocupava mais com a sua população e a sua qualidade de vida. Mudou o executivo, mudou o deliberativo e não mudaram os empreiteiros que nos vão fazendo sofrer cada vez que executam obras públicas nas freguesias do concelho do Sabugal. Eu até desculpava e compreendia que assim se continuasse a fazer as coisas como até aqui. O problema é os acidentes inesperados, que podem surpreender toda a gente, até os senhores empresários que dão trabalho a muitas pessoas e assim, não precisam de abalar para fora do concelho do Sabugal a fim de ganhar a vida.
   Será que a Câmara Municipal não tem nos seus quadros de pessoal as pessoas que fiscalizam as obras, mesmo que sejam empreitadas pagas pela Câmara? Há ou não regras obrigatórias que devem ser implementadas pelas empresas que executam as ditas obras públicas? Para que escrevem os Cadernos de Encargos, os Planos de Segurança, Saúde e Higiene e até a obrigação de afixar, em local visível, o Aviso referente à obra em causa com a informação do dono da obra, valor que vai custar, prazo de execução, empresa responsável dos trabalhos, etc.?
   É para mim uma autêntica falta de respeito aquilo que se está a passar na nossa freguesia. E as imagens que se seguem, levam-me a perguntar por que razão a Câmara Municipal não se preocupa com o bem-estar da nossa população e nem sequer pensa nas pessoas que nos visitam. Então ocorreu um inesperado colapso de um colector de saneamento na Rua Vale da Fonte e não se tomaram as medidas necessárias para avisar as pessoas que era perigoso passar ou circular por essa rua? As obras de restauro do colector estão a decorrer durante o horário normal de trabalho. O colector está situado quase no eixo da via, com terra, lama e água a envolver a área, andando as máquinas e trabalhadores atarefados em realizar bem os trabalhos. Tudo isto parece normal e sabemos todos que uma obra traz sempre transtornos a quem por elas tem de passar. O que já não é normal é a ausência de sinalização das obras e dos constrangimentos que provocam. Pior e mais grave é quando a rua tem dois sentidos e em nenhum deles existem avisos ou sinais de obras. Na nossa aldeia ouvi estes dias alguns desabafos e houve até quem fosse falar com os senhores da Câmara e lhes chamasse à atenção para o que estava a ocorrer na tal rua do colector de saneamento.
   Há quatro anos também ocorreu ali uma inesperada obra, por sinal, por causa do tal colector e dos tubos que não tiveram capacidade para aguentar tanta água, lixo e areia. Vi abrir uma vala e andaram a mexer nos canos e a fazer obras à volta do colector, com reposição de materiais ao seu redor e colocação da calçada. Desconheço o valor pago por esses trabalhos de há quatro anos, mas sei que vão ser pagos 16.000 euros pelas que agora estão a executar.

Alerta enviado em 2020


   Infelizmente pelo que me vou apercebendo, a falta de informação e avisos grassa por quase todas as obras e ninguém se preocupa nem protesta com os responsáveis.
   É obrigação do cidadão lutar contra este estado de coisas, pois um dia poderemos acordar dentro de um grande buraco porque não sabíamos que a fita vermelha e branca ou uns ferros foram lá postos para avisar.
    Seguem as imagens da obra:  

        



Imagem da documentação da CMS






Qual foi a principal causa do colapso inesperado do colector de saneamento na nossa freguesia?








   


AI ENTRUDO AI ENTRUDO

 

   O Entrudo é sinal de alegria, muita diversão e borga até às tantas. É uma festa de origem pagã e comemora-se sempre numa terça-feira, 47 dias antes do Domingo de Páscoa. No dia do Entrudo havia vários momentos de cariz comunitário e toda a gente assinalava o fim do Inverno e a chegada da Primavera. Mas depois, a religião veio mudar algumas coisas e uma delas foi encurtar os dias de festa.  Contudo, nunca conseguiu acabar com o Entrudo porque o povo o festeja antes do início da Quaresma. Assim o Entrudo festeja-se até à Quarta-Feira de Cinzas.


É uma alegria quando os entrudos entram no lar da aldeia.

   - Olha que entrudos! Ai mãe do céu, mas que acareios! 
   - Ó Maria, hoje é entrudo. Canta e ri, porque esta vida são três duas e o entrudo dois! 
   - Tens razão Manel Zé! Ai se fosse noutros tempos...quando eu era mais rapariga, 
      o entrudo era para a borga…

   A conversa foi interrompida pelos entrudos que entraram na sala. 
   - Olhem estes, quem são estes entrudos?
     
   Era assim o entrudo na nossa aldeia. Um dia de trapalhadas e trapalhões, o que procuravam era a alegria, a boa disposição, esquecer as amarguras do dia a dia e andar na farra até cansar.
   Nestes últimos anos lá vão aparecendo alguns mascarados, que combinam entre si o que vão fazer no dia de Entrudo. Um ou dois homens e meia dúzia de percorrem as ruas da aldeia, entram no lar de idosos e a alegria sente-se nas pessoas. 
   Tempos houve que neste dia a associação cultural e desportiva preparava um desfile de entrudo e durante a tarde animavam as ruas, os cafés e o lar da aldeia.  
   Agora, o entrudo mudou-se para a cidade do Sabugal e Malcata nunca mais sentiu o Carnaval! Desde que a Câmara Municipal propôs atribuir um subsídio às associações que participarem no desfile do Carnaval do Sabugal, o entrudo morreu e está praticamente desaparecido das tradições populares.
  
                           
                                                
   

  
  

02/02/2024

MALCATA, QUE TE ESTÁ A ACONTECER?

 




                            M 1937 - Fonte das duas bicas ( Torrinha) na aldeia de Malcata há 87 anos


                                                                                  ++++++++++


      Na praça principal da freguesia existe a melhor fonte de água da aldeia. É paragem obrigatória para quem visita a terra e para os que nela vivem. Durante muitos anos foi considerada a fonte dos namoros, dos encontros ao fim do dia para encher os cântaros e as bilhas de barro. O seu aspecto foi sofrendo pequenos remendos e poucos benefícios teve desde 1937 aos nossos dias de hoje. Todos os melhoramentos que ali foram feitos não trouxeram mais fama à fonte. Sim foi importante terem substituído os antigos canos por outros novos. E sim, têm sido importantes as pequenas obras na manutenção da fonte e dos tanques, assim lá se vai mantendo a coisa a funcionar. Sejamos francos e sinceros quando falarmos da fonte da Torrinha, nome que mais é conhecida dos malcatenhos. É que quando olho para esta fonte fico um pouco nostálgico e triste. O seu aspecto actual contrasta bem com o que via há uns anos, quando ali toda a gente ia encher os cântaros de água para consumir em casa. A água nessa altura saía bem mais viva, as duas bicas tinham a sua graça mesmo com toda a simplicidade dos canos. Toda a gente bebia daquela água com toda a confiança e certeza que ficava saciada e bem alimentada, sem receio algum de “passar pelas passas do Algarve” ou soltar o desabafo “que mal fiz eu a Deus, se só bebi água da fonte”! Apesar desses indesejados sintomas de mal-estar e desarranjo intestinal se vem verificando nos meses de mais calor, muitas são as pessoas que continuam a consumir da água desta fonte. E muita gente continua a dizer que aquela água mata a sede a quantos dela beberem, seja Inverno ou Verão, mas eu já não acredito nessa verdade porque o mal-estar é muito difícil de aguentar.

   Tenho pena que nestes últimos anos se repitam perturbações  e outros sintomas graves por que sentem as pessoas logo após dois ou três dias de permanência na aldeia, sendo os meses de Verão as épocas de maior número dos casos deste tipo de ocorrências. E embora não haja provas concretas da origem do mal-estar das pessoas, muitos apontam sem duvidar, que se sentiram pessimamente depois de ingerir a água da fonte das duas bicas na Praça da Torrinha.
   Todos ou quase todos nos lembramos da ocupação do solo no lugar das Eiras, onde até há poucas décadas, eram solos exclusivamente agrícolas, sem qualquer casa de habitação. E também não me lembro da existência de avisos a informar que a água se encontrava imprópria para consumo humano!
   Hoje a nascente que fornece a água à fonte das bicas está envolta de muitas habitações e a ocupação do solo está alterada. A povoação cresceu à volta da mina das Eiras e nunca ninguém se preocupou com o futuro e da qualidade das águas subterrâneas, mesmo sabendo toda a gente e as autarquias da necessidade de se cuidar da água.
   Já lá vão 87 anos e a fonte lá continua, graças à influência e determinação das pessoas como o senhor António Nita, pessoa importante e que depois de viver fora da terra a ela regressou e presidiu à Junta de Freguesia, com coragem e persistência conseguiu obter os  gratuita, sem taxas escondidas. Infelizmente ele e outros como ele já partiram e eu interrogo-me: Malcata, que te está a acontecer?
   Sei que esta gente de antigamente eram notáveis e influentes. O que não entendo é porque os que estão no presente não conseguem suster e manter o legado que nos deixaram e, aos poucos a freguesia vai sendo privada de tudo o que resta de útil às pessoas que nela vivem.
   Enfim, oxalá que o futuro comece a ser menos ingrato para os mais novos e despertem a tempo de lembrar aos autarcas as promessas feitas quando precisaram de ser eleitos.

    Seguem-se umas imagens da Fonte das Bicas/Torrinha ao longo do tempo:

    

  


Sempre se fez assim e nunca se perguntam da razão deste procedimento, 
nem há vontade de experimentar outras soluções para obter resultados diferentes!



Um legado com 87 anos que merecia ser mais cuidado.





27/01/2024

MALCATA: QUANTOS PROPRIETÁRIOS RURAIS TEM O CONDOMÍNIO DE ALDEIA?

 




   A freguesia de Malcata tem nas mãos um projecto chamado “Condomínio de Aldeia”, um programa em conjunto com a freguesia do Meimão, com um valor de 90 mil euros.
   No Jornal Cinco Quinas, João Vítor na entrevista que deu ao jornal e publicada no passado dia 22 de Janeiro, deu a sua opinião sobre esta ideia de “Condomínio de Aldeia “e as vantagens que as aldeias irão beneficiar.
   À pergunta do Cinco Quinas sobre que “vantagens traz para a freguesia? “referiu que “pretende contrariar o abandono dos terrenos, como resultado, essencialmente, do despovoamento que se verifica na aldeia e do envelhecimento da população, deixando assim os terrenos com características benéficas para a agricultura, ou para as actividades pastorícia, sem qualquer utilização, e que na actualidade se verificam a prevalência de matos.”
   O projecto será para ser concretizado nos terrenos que envolvem a freguesia. Pretende-se que se limpem os matos, algumas árvores e retornar a ocupá-los com outras árvores autóctones e mantendo os terrenos limpos.
   Quando o Jornal Cinco Quinas perguntou se era também uma maneira de proteger a floresta na ápoca do calor e dos incêndios, o presidente da Junta disse que “Sim. Salientam-se como vantagens para a freguesia, a concretização de um território mais resiliente, assumindo uma enorme importância para a defesa do aglomerado populacional, bem como para a Reserva Natural da Serra da Malcata”.

   O Condomínio de Aldeia que estamos a falar diz respeito a uma candidatura ao Programa de Apoio às Aldeias Localizadas em Territórios de Floresta. Essa candidatura foi aprovada em Novembro, 2023, segundo li aqui: https://rcb-radiocovadabeira.pt/condominio-da-aldeia-para-meimao-e-malcata/. O prazo máximo para conclusão da implementação no terreno das tipologias de intervenção aprovadas é de 18 meses, contado a partir da data de assinatura do Termo de Aceitação, não podendo, em caso algum, ultrapassar o dia 30 de Setembro de 2025.
   Quanto a prazos e designadamente a datas de início da implementação do projecto, à pergunta do Cinco Quinas,  o presidente de junta deu uma resposta vaga e sem qualquer data, limitando-se a dizer que “a freguesia tem todo o interesse que o projecto seja implementado o mais breve possível, e preferencialmente antes da próxima época crítica de incêndios florestais”.
   A entrevista a que me refiro pode ser consultada e lida aqui: https://www.jornalcincoquinas.pt/projeto-do-condominio-de-aldeia-a-espera-de-ser-implementado/.
    Noto que nestes últimos tempos muito se tem falado sobre as florestas e sobre a existência de programas de apoio do Estado aos proprietários rurais. E na nossa freguesia já temos vários projectos falados no povo. Lembram-se da AIGP-Terras do Lince Malcata? Bupi? E agora “Condomínio de Aldeia”?  Todos parecem iguais, mas são diferentes. Este projecto Condomínios de Aldeia, visa, dentro do que é a faixa de protecção da nossa aldeia e do Meimão, substituir o solo florestal por solo agrícola, para uma maior protecção. A ideia é que, em vez das pessoas terem os pinheiros e matos de giestas, poderem ter outro tipo de árvores e que também possam ter rendimento…” 
   O que é preciso fazer para que este condomínio avance? Apostar nas sessões de esclarecimentos, de informar com toda a paciência os proprietários dos terrenos abrangidos, trabalhar na empatia com as gentes de Malcata e explicar bem o programa, mostrar as vantagens de aderir e aceitar, mostrar que se o dono do terreno aderir, o resto é simples e basta depositar confiança, porque não é preciso qualquer despesa por parte do proprietário, pelo contrário, pode obter rendimento. Claro que os proprietários têm de assumir a manutenção dos terrenos garantindo a sua limpeza. Agora, é tempo de explicar e incentivar.

  

 

26/01/2024

FREGUESIA DE MALCATA E MEIMÃO NO MESMO CONDOMÍNIO DE ALDEIA

   


   A freguesia de Malcata e a freguesia de Meimão, vão entrar num projecto a que chamaram “Condomínio de Aldeia” Trata-se de um programa apoiado pelo Fundo Ambiental e este ano, através da AIGP-Terras do Lince-Malcata, os proprietários das aldeias de Malcata e do Meimão, que se mostrem interessados na reconversão dos terrenos abandonados ou florestais, em terrenos agrícolas.        Está previsto um investimento de cerca de 90 mil euros, a dividir entre as duas freguesias.
  A Opaflor, entidade que está a gerir a AIGP Terras do Lince Malcata, é a associação responsável pela implementação deste projecto. O objectivo principal, é ocupar os terrenos que envolvem as duas aldeias e introduzir neles culturas, árvores, pastagens que permitam funcionar como barreira natural à propagação dos incêndios florestais. Para além de reconverter a ocupação das terras, há outras intervenções e infraestruturas que também são importantes levar a cabo para aumentar a resiliência e a valorização da própria paisagem:
 - Recuperação de galerias ribeirinhas
- Controlo de espécies invasoras;
 - Desenvolver métodos alternativos às queimadas de sobrantes;
- Construção e manutenção de caminhos;
- Instalação de bocas de incêndio que garantam o fornecimento de água por gravidade, em situação de incêndio rural;
- Formação das pessoas da comunidade para melhor gerir o fogo;
    Como podemos concluir trata-se de um projecto todo ele voltado para a segurança da freguesia, do património e das pessoas, animais, etc… Lembram-se de se ter falado na necessidade de limpar as ribeiras das Veigas (Forninhos, Porqueira, Bradará, Fraga…até à barragem)? A Associação Malcata Com Futuro propôs à Junta de Freguesia de Malcata uma intervenção nestas linhas de água, com a criação de pequenos açudes, limpeza dos leitos…etc., etc… O trabalho preliminar está feito e repousa em alguma gaveta da junta de freguesia. Agora que há dinheiro disponível, espero que peguem nos projectos com ganas de fazer e fazer bem. Como já referi, os 90 mil euros não são apenas para substituição das árvores, semear ou plantar novas espécies. Enunciei mais seis objectivos que devem ser alcançados e colocados em prática. Todos eles são importantes serem concretizados.
   A Junta de Freguesia de Malcata está na posse de mais informação e com certeza também conhecerão os planos da Opaflor para o Condomínio de Aldeia de Malcata e Meimão. Apelo aos malcatenhos que perguntem, procurem mais informação acerca deste projecto. 
   Eu prometo voltar a este assunto.

23/01/2024

MALCATA: OBRAS NA RUA DE BAIXO

Rua de Baixo condicionada ao trânsito durante as obras de drenagem das águas.

 

  Esta é a última notícia divulgada pela Junta de Freguesia de Malcata:

AVISO | No âmbito da empreitada "Requalificação da rede pluvial e drenagem da água do tanque - Rua de Baixo - Malcata", vimos comunicar que será condicionada a circulação rodoviária, a partir do próximo dia 22 de janeiro de 2024 (segunda-feira), nas condições descritas na planta em anexo. Durante o período de 15 dias a sinalização temporária permanecerá no local, sendo monitorizada pela empresa adjudicatária.

Agradecemos a sua compreensão face aos incómodos causados

 

Link para ficheiro: https://www.jf-malcata.pt/ficheiros/fic32_1705926885.pdf

                        

22/01/2024

MALCATA: MEMÓRIAS ESQUECIDAS

 

                     MALCATA NAS MEMÓRIAS PAROQUIAIS DE 1758

 


   Todos nós temos lugares onde nos sentimos sempre bem. São locais que já pertencem ao nosso roteiro afectivo. Malcata, Matosinhos, Porto, Vila Nova de Gaia, Viana do Castelo são alguns desses lugares.
   Malcata, a terra onde um dia nasci, será sempre um lugar especial. Pelas ruas e caminhos, becos e quelhas, fragas e ribeiras, lameiros ensopados no Inverno, batatais e searas ao vento, amoras silvestres e míscaros, tanto onde ir e ficar!
   A aldeia nunca parou, mesmo quando penso que não está a andar, há sempre movimento, vida e histórias. E como a aldeia não é minha, é uma terra de todos que hoje vivem dentro ou lá nasceram, viveram e ficaram para sempre.
   Como todas as aldeias, também Malcata tem uma história, com os costumes e tradições que as nossas gentes viveram e foram passando a quem quis continuar.
   Em 1758, três anos depois do grande terramoto de 1755, sentido duramente em Lisboa e com mais ou menos gravidade, um pouco por todo o país, a preocupação do Estado foi o de saber que estragos aconteceram pelo reino lusitano. E toca a enviar uma série de perguntas sobre as paróquias e povoações pedindo os dados geográficos, demográficos, económicos, sociais, administrativos, etc. As respostas estão arquivadas na Torre do Tombo, no Arquivo Nacional.  Então, prontos para conhecer Malcata de 1758?  Estas memórias começaram a ser recolhidas em 1732, foram interrompidas em 1757 por causa do terramoto de Lisboa. Em 1758 o trabalho foi retomado e em Malcata coube ao padre José D Elvas Roballo Apollinario recolher a informação e enviar.
   


   

14/01/2024

PREVENÇÃO CUSTA MENOS A TODOS

Rua da Barreirinha


 

                            Os acidentes acontecem
                            e muitos apanham as pessoas de surpresa!





Rua da Barreirinha


 Em Malcata, existem algumas situações de perigo eminente e por uma questão de segurança, prevenção e respeito pela vida, alerto mais uma vez os responsáveis pela freguesia para serem diligentes e façam alguma coisa, no mínimo, sinalizar os perigos.



Rua da Barreirinha

    Na Rua da Barreirinha, a situação é cada vez mais perigosa. E não é de agora, já se arrasta há muitos anos e nada foi feito.

   Em 2010, fiz o primeiro alerta aqui: Malcata.net: A SEGURANÇA VOLTOU À RUA DA MOITA (aldeiademalcata.blogspot.com)
  
   Entretanto, outras paredes foram alvo de intervenções e a segurança foi reforçada.
   Este exemplo da Rua da Barreirinha, existe o perigo de queda para a calçada de pedras (lascas) com alguma dimensão e peso. Com as chuvadas e os ventos do Inverno, a qualquer momento pode acontecer que se soltem e caiam daquela altura para o chão e atingir quem passa por ali.
Como as imagens mostram, as casas estão devolutas, cada dia mais degradadas e mais em perigo de derrocadas. É tempo de alguma coisa ser feita e sendo a rua onde se localiza a sede da freguesia, os autarcas sabem bem o que ali está em causa.
 Aqui deixo mais um alerta.
    
   

  

09/01/2024

SER UMA ALDEIA EXTRAORDINÁRIA

   


   O que nos distingue de outros?
   Quem está a zelar pelas nossas tradições, costumes, sabores?
   Razões e motivos que há na nossa aldeia e diferentes do que existe nas outras à nossa volta, não faltam. E tendo em conta as notícias que têm vindo desses lados, por exemplo, relativamente à criação de cabras nos baldios, as novas propostas de reorganizar a floresta, as novas portas de acesso à Reserva Natural da Serra da Malcata e o Centro Náutico nas águas da barragem, penso que a nossa freguesia poderia beneficiar com todas estas obras. Floresta de um lado, água do outro, é uma das diferenças de Malcata em relação a outras aldeias e bem aproveitado poderia extrair-se valor diferenciador.
   A Junta de Freguesia tem de mostrar maior empenho e interesse em ser parte activa em todos estes projectos. Ou se já o está a fazer, que o divulgue publicamente aos seus fregueses. É que todos estes projectos não podem beneficiar apenas a cidade do Sabugal e Penamacor. Também a nossa freguesia deve receber benefícios agora e no futuro. Estes são projectos diferenciadores e têm tudo o que potencia o desenvolvimento, criando empresas ou associações, novos empregos e assim desacelerar a saída de pessoas e promover a vinda de gente mais qualificada, mais especializada, acrescentando conhecimento técnico e mais condições de levar as coisas para a frente. E às associações da nossa aldeia está destinado um papel importante na dinamização e promoção de actividades que atraiam turistas e gente que gosta do campo. Actividades culturais, desportivas e de lazer, desde teatro, cinema, recuperação de usos e tradições através de algumas reconstituições, jornadas de campo, actividades de caça e pesca, partilha de saberes e histórias com os idosos do lar e da aldeia, são tudo importante para operar as tais diferenças entre a nossa e as outras terras. E não podemos esquecer a área do turismo, que até já se começou a dar alguns passos para oferecer algo que também temos e que são potenciais factores diferenciadores.
   Tudo isto está nas mãos de todos nós e das associações. Agora que as festas de Natal e Ano Novo acabaram, é tempo de acabar com as azias e as más disposições. As instituições e associações devem pensar em manter o que está bem e melhorar tudo aquilo que tem corrido menos bem e avançar para outros desafios, novas actividades sem receios e medos das críticas e das invejas.
   O começo de um Ano Novo é para todos uma oportunidade para fazermos perguntas a nós próprios e encontrar respostas. Já sabemos que mudar de vida faz parte das nossas intenções para todos os anos novos. Este ano em vez de pensarmos nas coisas más que ficaram para trás, desafio os malcatenhos a reflectir sobre as coisas boas que querem manter e fazer.

07/01/2024

AS FALHAS DE INFORMAÇÃO AOS MALCATENHOS

    



   Mais uma vez a Junta de Freguesia de Malcata falha na disponibilização e divulgação de informação de importância relevante para os cidadãos da freguesia. Falta de transparência na difusão do Plano e Orçamento da Freguesia para o ano de 2024, falha de informação sobre as alterações na toponímia da freguesia e outros assuntos. 
   Ao não publicar as minutas das reuniões na sua página da internet, nem ao menos informar as decisões tomadas nas sessões da Assembleia de Freguesia, a autarquia não estará a desrespeitar a Lei? A não publicação desse tipo de informação, para lá da afixação do edital nos locais habituais, faz com que os cidadãos de Malcata não estejam devidamente informados, principalmente os cidadãos que vivem longe da freguesia mas que se interessam por estes assuntos. O povo tem direito a ser bem informado e tem o direito a aceder à informação de interesse para a freguesia, de acordo com as boas regras da transparência e dos princípios da democracia em que vivemos.
   O ano 2024 está no seu início. Hoje as comunicações são mais acessíveis e mais rapidamente a informação viaja por todo o mundo. A ausência de informação relevante na página oficial da Junta de Freguesia de Malcata, que nas palavras do executivo, é cada vez mais atractiva e de aproximação, contraria claramente esta posição e em nada dignifica a democracia. 
   Daqui, do meu espaço cibernético a que dei o nome de Malcata.net, deixo o meu pedido à Junta de Freguesia e aos malcatenhos para me enviar a informação que referi no início e gratuitamente, em sinal de serviço público, tratarei de difundir por todo o universo. Para que tal aconteça, basta que me enviem esses dados, documentos ou imagens, sem qualquer custo acrescido. 
   Bem-hajam!

03/01/2024

O CANTAR AS JANEIRAS EM MALCATA


   

O grupo canta as Janeiras na Rua das Eiras.
 


Cantar as Janeiras é uma tradição muito antiga que tem lugar em muitas das aldeias da nossa região. É um costume que vai passando de geração em geração, assim como as cantigas associadas a esta tradição.




   Em Malcata, a tradição anda um pouco ao sabor das vontades de alguns, que se juntam com diversos instrumentos musicais como a concertina, os ferrinhos, a pandeireta, a viola, o bombo e que percorrem as ruas da aldeia, a cantar as janeiras à porta das casas habitadas. Ali ficam a cantar e a convidar o dono da casa a vir dar-lhes as janeiras. E que janeiras vão receber?  É sempre uma surpresa, que só se sabe quando a porta é aberta e o dono da casa oferece alguma coisa, que pode ser filhoses, chouriças, morcelas, pão, queijo e vinho novo. Ora tudo o que for oferecido durante a caminhada pela aldeia, vai servir para fazer uma borga, com a participação de todos. 
Ora digam lá se tem gente contagiante?

                                            
   
   Retomar esta antiga tradição de cantar as janeiras, gerando momentos de alegria e de partilha, é importante manter e procurar passar aos mais jovens.
   A nossa aldeia, que tanto se diz ser desenvolvida e participativa nas actividades da comunidade, nestes últimos anos tem sido uma tristeza no que diga respeito à tradição de cantar as janeiras.

   A aldeia ganhará se tudo fizer para preservar e divulgar a sua própria cultura e esta tradição pode e deve ser preparada e o primeiro passo a dar, no meu entender, será reunir as colectividades e entidades da nossa terra e entre todos chegar a um consenso quanto ao grupo que assume a actividade das janeiras. 
   Esta e outras tradições fortaleciam as relações entre os residentes da nossa aldeia, que através de brincadeiras inocentes e descomprometidas, comunicava e se trocavam momentos alegres e ternurentos, pois o que movia essa gente era o bem comum, respeitando-se mutuamente.
Lar de Malcata abre sempre  a porta.


O grupo a aquecer as vozes.
   Há ainda pessoas vivas e que sabem cantar as janeiras. A prova é estas pessoas que em tempos cantaram as janeiras. Mas a maldita política que se pratica na nossa terra, dividiu as pessoas, abalou a sã convivência e ainda não se semeou boa semente e o povo continua às avessas, com grupinhos com os mesmos gostos e que se organizam como se só eles riem e choram.
   Claro que os convívios são abertos a todos e a todo o povo. Só participa quem quer e os que estão divertem-se à farta. Só que os interesses de uns não são os mesmos de outros, acabando por irem sempre as mesmas pessoas. 
   A confiança cega em determinadas instituições e pessoas que ocupam cargos de algum poder, seja político ou social, ainda se sente na forma de pensar e agir de muitas pessoas a residir na aldeia. Ainda vivem com receio e convencimento que quem manda é que sabe fazer e por isso decide sem dar conhecimento ao comum cidadão. 
   Malcata é uma freguesia de dimensões curtas e quem lá vive pensa que sabe e é informado de tudo o que de importante por lá se passa, mas muito fica no segredo dos deuses e das paredes. 
   E chegados aqui, deixo a pergunta que gostava de ver respondida:
   Quem este ano vai cantar as janeiras em Malcata?
   

   Bom Ano para 2024
   Um fraterno abraço do malcatenho que vive bem distante 
  da terra onde nasceu.
   
   Agradecimento: as fotos aqui reproduzidas foram recolhidas no blogue 
                da ACDM aqui:   https://acdmalcata.blogspot.com/2012/01/janeiras-8-de-janeiro-de-2012.html

02/01/2024

À DESCOBERTA DE MALCATA COLORIDA

 

Tudo muda menos o destino


   Ano novo, vida nova – significa que vamos viver um tempo ainda não vivido, tempo de trabalho, encontro e convívio nos lugares onde estamos a viver.
   A história ensina-nos que as pessoas vivem com objectivos definidos, só assim as pessoas alcançam os sonhos e desejos. Estamos a começar um novo ano e cada um de nós tem os seus objectivos, os seus desejos, os seus sonhos que quer realizar. Também a aldeia, ou melhor, os residentes na aldeia têm os seus próprios desejos, anseios e sonhos para serem concretizados em benefício de todos, da comunidade, do povo malcatenho. E os convívios parecem ser os sonhos da maioria das pessoas. Sim, os convívios ajudam a aproximar as pessoas, pois à mesa dizem que é mais fácil a aproximação acontecer.
   A nossa aldeia é profícua e tem muita experiência na organização de convívios, preparam-se almoços e jantares para muita gente, mas a história diz-nos que é difícil colher frutos saborosos e apetecidos cada vez mais por mais pessoas. Acendem-se fogueiras, grelhadores e lareiras largas onde se cozinham boas refeições, assam carnes e sardinhas, cozem-se carnes e bacalhau que servidos com tudo, todos apreciam e se deliciam.
   Por muito que a ementa varie, tenho notado que são sempre as mesmas pessoas que se dirigem para a sala de convívios. Um dia vão para comer porco, noutro comem castanhas assadas, depois vem a feijoada de javali, caldo de couves e feijão vermelho, feito nas enormes panelas de ferro na chama do fogão a gás, vinho, pão, queijo e chouriça também sempre na mesa.
   São convívios feitos com chuva e com sol, nada que preocupe as pessoas, pois há abrigo para todos. Estes convívios continuam pelo tempo adentro, com jogos de cartas, música gravada para animar a malta que gosta de dar uns passos de dança.
   Há uma singularidade nestes convívios em Malcata que interessa acentuar que é lembrar que são sempre organizados pelo mesmo grupo de pessoas e entidades. Lembro que essas mesmas entidades e instituições há décadas que estão à frente dos destinos dessas mesmas entidades, eleitos legitimamente pelas pessoas da terra ou ligadas a ela por laços familiares e de amizade. Um ciclo demasiado longo e que está a levar à construção de uma terra monocromática, só de uma cor e que está a ficar sem a alegria das outras cores. Eu não gosto de viver num mundo só de uma cor, todos a gostar da mesma tonalidade e todos iguais, uns aos outros, confundindo cada um com todos.
   Quando vamos quebrar esta monocromia?
   Quando vamos quebrar este ciclo?
   Talvez em 2024 assistiremos ao encerramento de um ciclo, ou talvez não…vamos esperar para ver.
   Parabéns aos que participam. Que a união e a fraternidade de que tanto se fala nesta época e neste início de ano  não fique só pelas intenções.

30/12/2023

O SOL BRILHARÁ PARA TODOS

 


 

    Neste final do ano de 2023 bem gostaria de acreditar nalgum optimismo em relação aos tempos que aí vêm. Mas a realidade em que temos vivido nestes últimos anos dá sinais de entusiasmo contido e prudente à chegada do novo ano.
   O ano de 2023 pouco se diferenciou de anos anteriores e a prova disso estão os acontecimentos e os festejos que as pessoas andam a preparar para a noite de passagem de ano. Os céus voltam a iluminar-se com fogos de artifício, espectáculo multicor e que é do agrado da maioria das pessoas que celebram com copo de champanhe numa mão e 12 passas na outra. E durante uns minutos reinará a alegria e boa disposição para que o dito popular das “tristezas não pagam dívidas”
continue a valer.
   Já todos esperamos começar o novo ano com grande abanão nas carteiras porque tudo aumenta de preço, o que já nos vai deixar preocupados e a isso não podemos ficar indiferentes.
   O ano que agora termina trouxe-nos alguns acontecimentos que marcam a nossa história. E recordar alguns desses momentos é sempre
um exercício que nos ajuda a reviver e a reflectir sobre a nossa vida.
    Aqui continuarei sempre disponível para dar voz a quem assim quiser, procurarei partilhar toda a informação que me chegar e que seja importante divulgar.
   Aproveito a ocasião para desejar a todos um bom feliz de ano, saúde e muitas outras coisas boas.

29/12/2023

ÚLTIMOS DIAS DESTE ANO


 

   

   O fim do ano 2023 aproxima-se e com ele a revista aos acontecimentos que nos marcaram ao longo dos meses.
   Talvez seja esta época festiva e as recordações daquilo que fizemos, mas a verdade é que a saudade se apodera de nós, lembramos momentos passados e vividos com pessoas que já não estão entre nós, de lugares e de uma aldeia de outros tempos, onde se vivia com outro espírito comum e mais verdadeiro, maus genuíno e desinteressado.
   Eu lá fui fazendo o que podia fazer, lutando para que as coisas acontecessem, insistindo no fazer acordar as consciências de quem tem responsabilidades na dinamização da aldeia. Lutei contra o adormecimento e as barreiras invisíveis, mas que resultam impedindo a aproximação das instituições com as pessoas, afastando ainda mais da participação mais activa na vida da comunidade.
   Que 2024 nos traga boas mudanças para todos.
   Deixo uma mensagem de esperança para que o Novo Ano continue a permitir continuar a contar com os leitores do que aqui vai sendo publicado. Deixo uma mensagem de solidariedade para aquelas pessoas que ainda se viram obrigadas a partir para outras terras distantes, espalhados pelos quatro cantos deste mundo, mas que não esquecem o seu berço, a sua aldeia onde nasceram.
  Façam então favor de ser felizes!

26/12/2023

FOI ASSIM O NATAL

 


   Hoje acordei e quando entrei na sala em cima da mesa ainda estavam as sobras do Natal. Uma travessa com algumas rabanadas a olhar para mim, um quarto de queijo amanteigado, duas colheres de aletria vinda de Viana, já sem coração de canela, meio bolo-rei que mantinha uma pele brilhante e frutas cristalizadas coloridas e ainda dois jirimus, que em conjunto com sonhos fazem ir ao mundo doce e lambão.
   As luzes da árvore de Natal ainda não as ascendemos, como está frio e é cedo pode bem continuar assim. Lá fora vejo que há sol, mas as janelas continuam fechadas porque bastou abrir uma frincha para sentir uma lufada de ar frio que fez com que apertasse o robe e fechasse a janela.
   No meio da sala há agora um enorme parque de brincar. Desde ontem aquele metro quadrado é o novo espaço da criança. Lá está ela dentro do seu mundo e rodeada de brinquedos. O baloiço que já fazia o seu corpo voar da sala à janela fica agora em descanso à espera de baloiçar, o mundo da Júlia é mais calmo e a sua atenção centra-se no espaço de um metro quadrado, limitado pela rede e uma porta que ela ainda não sabe que é para entrar e sair. Esta porta ainda é uma porta secreta que para ser aberta só precisamos de puxar o fecho éclair. Uma fechadura simples de usar e que só quem sabe o faz e para já é um mistério para crianças.
   Ainda bem que não há lareira cá em casa. Mesmo sem chaminé, o Menino Jesus passou aqui por casa ontem, comeu uma rabanada e um chá de cidreira e pouco depois despediu-se com um sorriso e partiu em direcção a uma terra distante, pois tinha um encontro com as crianças dessa linda aldeia das beiras.
   E hoje acordámos devagar porque ontem, foi tudo bom mas cansativo...
   Está a ser assim o Natal. Espero que o vosso também esteja a ser um bom Natal.

25/12/2023

ONTEM FUI À MISSA DO GALO

Fogueira de Natal em Malcata



 

   Aquela noite era marcada pela Missa do Galo, pela fogueira no adro da igreja, pelas filhoses e pelo frio fora das casas. As noites eram muito frias, algumas vezes chovia ou nevava e as pessoas procuravam aquecer-se antes de entrar na igreja. A porta ficava aberta, pois era com o calor da fogueira a arder no adro que se aquecia o Menino Jesus, que tinha acabado de nascer na manjedoura.
   A fogueira de Natal costumava ser da responsabilidade dos rapazes que nesse ano já tinham sido chamados à inspecção militar. Nos dias anteriores a 24 de Dezembro pediam os carros de vacas a quem tinha e iam para as tapadas arranjar troncos de castanheiros velhos e já secos, giestas, matos mais pequenos e traziam toda essa lenha para o adro da igreja. Nesses tempos não havia os tractores e a Junta de Freguesia também não tinha nenhum. O trabalho fazia-se todo manualmente e como havia muitas pessoas a viver na aldeia, os campos andavam muito mais limpos, o mato e os troncos escasseavam e os rapazes tinham alguma dificuldade em arranjar lenha em quantidade suficiente que desse para fazer uma fogueira grande e que aguentasse toda a noite a arder. Para ultrapassar essa dificuldade havia que ir à procura de paus e tudo o que ardesse. Na tarde de 24 à medida que as horas passavam os lavradores da aldeia tinham a preocupação de guardar as cargas de lenha que tinham nos currais e tratavam de a acautelar dentro da loja ou no palheiro, pois sabiam que os rapazes lhes iriam pedir para dar lenha para a fogueira. Sempre deixavam alguns paus para contribuir, mas guardavam a melhor. Mas quando a rapaziada pedia lenha e o dono da casa não dava, ou os enxotava, os rapazes iam embora dali para outra casa. Mais tarde, regressavam e encontravam sempre alguma coisa para levar, podia ser um portão de madeira, uma cancela, a rabiça do arado, umas tábuas velhas, pois as pessoas se queriam ter fogueira de Natal, tinham de contribuir com a oferta de lenha. Havia algumas zangas e troca de palavras, mas no fim todos compreendiam estas atitudes da juventude.
   Depois da Missa do Galo as pessoas rodeavam a grande fogueira e ali permaneciam a conversar, a recordar outros anos e outros natais. Os rapazes juntavam-se às raparigas e cantavam canções tradicionais acompanhadas do acordeão. Apareciam chouriças, morcelas, pão, vinho e seguia a festa que terminava com uma ronda a pé pelas ruas e sempre a cantar as populares músicas de Natal.
   Esta forma de celebrar a noite da Consoada ainda hoje acontece na aldeia. Ainda se faz a fogueira e pelo que sei, é tarefa para os rapazes e homens adultos, que com ferramentas e máquinas recolhem a lenha e numa tarde tudo fica prontinho para arder. Cá para mim, as mulheres não aparecem porque ficam em casa a fazer as filhoses…
   Que o Natal seja celebrado por todas as pessoas da nossa aldeia, também por todos os malcatenhos espalhados pelo Mundo. Que o Natal seja sinal de vida, de ternura, de amor e de esperança. Alegrem-se os céus e a terra…

 

24/12/2023

PORQUE É NATAL

                       BOAS FESTAS



 Que a alegria seja a razão para sorrir e partilhar a magia e o espírito deste Natal.
 Boas Festas!
 São os desejos do blogue Malcata.Net a todos os seus leitores, seguidores e amigos 
ou simples visitantes.


15/12/2023

VENHA LÁ ESCOLHER A PLACA

 

                                                               

Novo modelo de placa
(
 Material plastificado e cuja cor
desbota com o sol)
Placas antigas

QUAL PREFERIR?





(
Material de pedra granítica/mármore)

   Quantos se preocupam com isto? Alterar algumas situações até são fáceis de resolver. Outras são mais difíceis e para serem alteradas como devem ser, cumprindo os regulamentos em vigor, demoram muito mais tempo, tem que se dar conhecimento público e ouvir os fregueses, levar o assunto a uma Assembleia de Freguesia, discutir, aprovar e enviar para uma comissão que ainda vai analisar o pedido(s) e dizer se é a favor ou contra. Alterar as coisas leva o seu tempo!
   Vamos todos defender os nossos sinais, as nossas marcas que nos identificam como malcatenhos?


12/12/2023

ÚLTIMA SESSÃO DA ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE MALCATA

                      DIA 18 DE DEZEMBRO DE 2023, ÀS 20:00 NA JUNTA DE FREGUESIA

   Está anunciada a próxima reunião da Assembleia de Freguesia de Malcata. No cumprimento da Lei 75/2013 convocou-se a sessão da Assembleia de Freguesia para o próximo dia 18 de Dezembro, às 20h
na sede da Junta de Freguesia de Malcata. 
   Como podemos ler no edital divulgado, vai ser uma reunião bastante interessante, pelo menos em dois pontos da Ordem de Trabalhos. Na Ordem do Dia o ponto nº2 é a apresentação do Plano e Orçamento da Freguesia para o ano de 2024, documento que deve estar votado e aprovado este ano. Saber quais são as ideias e planos que a Junta de Freguesia deseja levar a cabo durante o próximo ano, claro que tudo tem um preço e é importante sabermos com que dinheiro a Freguesia pode contar para investir e gastar. 
   Vamos depois para a análise do ponto 3 que, verdade se diga, surpreende pelo tema que se vai discutir e votar. A toponímia da nossa aldeia foi um dos temas que eu este ano insisti falar neste espaço da internet. Fico contente por ser a toponímia da nossa aldeia levada a discussão na Assembleia de Freguesia, O ponto três da Ordem de Trabalho refere diz-nos que parece que vai haver alterações na toponímia da aldeia. Neste momento não tenho qualquer informação sobre o que vai ser ou não alterado na toponímia, um assunto que é referente às placas dos nomes das ruas e lugares, identificação de monumentos, informação de serviços e lugares. Portanto este tema é imenso e gostava que até ao dia 18 de Dezembro, antes da realização da dita reunião onde se vai discutir o assunto, a Junta de Freguesia pusesse  à disposição dos cidadãos  residentes e não residentes (malcatenhos) aquilo que se vai apresentar, discutir e aprovar. 
   Sabemos todos que a participação do povo nestas reuniões é quase nenhuma,;
   considerando a importância do ponto nº1 e 3 para toda a freguesia e cidadãos em geral;
   vivendo os malcatenhos espalhados por todo o mundo e ligados à terra, venho sugerir à Junta de Freguesia de Malcata que trabalhe na promoção desta reunião tão importante, chame à sede da Junta de Freguesia, a casa da democracia desse local, todos os que nele habitam e trabalham e divulgue pela internet as suas intenções e planos futuros.
   Por Malcata, Naturalmente!
                                                           José Nunes Martins








   Estas imagens trazem uma coisa em comum. Observem-nas e digam alguma coisa!

21/11/2023

EM MALCATA CONTINUAMOS À ESPERA DAS CABRAS SAPADORAS

 Nos baldios da freguesia de Malcata investiram-se 300 mil euros, construiu-se edifício de apoio, vedação, equipamento para a ordenha mecânica, plantações e sementeiras. 
Instalações novas desocupadas e nem sinais de pastores e de cabras!



                                                                                        

AgroRaia 2019 - Apresentação do Rebanho

   Deixo aqui o meu desagrado por não se saber quase nada sobre a obra que a Junta de Freguesia de Malcata assumiu realizar nos baldios da nossa aldeia. É para mim preocupante e estranho o facto de não se saiba o estado actual dessa importante obra.

   Desde o início do processo que procuro acompanhar o decorrer da obra e claro, naquela espectativa de ver o rebanho em pleno funcionamento. Estranhei que tenha sido a Junta de Freguesia a mandar elaborar o projecto e não ter sido a Assembleia de Compartes dos Baldios a assumir esse mesmo empreendimento. Até porque mais tarde, as duas entidades tiveram de realizar cada qual a sua Assembleia Geral, tendo ficado firmado um protocolo e ficado decidido que a obra ficaria sob responsabilidade da Junta de Freguesia. E na verdade, a obra foi apresentada aos apoios da União Europeia e em 2019 veio a confirmação. O subsídio não vai cobrir todas os valores da obra, por isso a Junta de Freguesia solicitou um apoio financeiro à Câmara Municipal, que foi aprovado e edifícios de apoio, que segundo o Presidente João Vítor, está praticamente concluída.
   O tempo está a passar e parece que nada acontece nos baldios da nossa freguesia. Os edifícios mostram-se prontos para quem olha para eles de fora, conseguimos ver que a vedação exterior, constituída por suportes em ferro e rede ovelheira, está terminada. Já quanto ao interior do edifício, a última visita que fiz ao local, encontrei todas as portas fechadas e foi impossível ver como as coisas estavam. A verdade é que já passaram praticamente três anos, as máquinas e os operários já não andam na obra e o silêncio é revelador da ausência das cabras no “bardo”.
   Todas as vezes que escrevi sobre este projecto, não conheci qualquer opinião, qualquer manifestação a favor ou contra, deixando em mim alguma preocupação e estranheza. Não há fregueses, nem compartes interessados na colocação das cabras nos baldios da nossa freguesia? Será que não é importante saber como está a decorrer esse importante projecto, de tão interesse para a freguesia e também para o concelho?
Os 233,000,00 euros gastos nos edifícios, mais os 33,000,00 euros na vedação, a que se somam mais 23,000,00 euros em equipamento de ordenha mecânica, 13,000,00 euros em pastagens, mais ainda o que está em falta, as cabras, os pastores, a água…não desperta nenhuma curiosidade nas pessoas? E os prazos, os compromissos assumidos, as responsabilidades assumidas no controlo do andamento do projecto e sabe-se mais não sei quantas decisões que têm de ser tomadas? Estes valores que aqui refiro são aproximados e não pensem que são precisamente assim. Uma certeza eu tenho, que qualquer pessoa pode confirmar que estes números pecam por defeito e não por excesso, facilmente confirmados na página dos ajustes directos já assumidos pela Freguesia de Malcata. Pode consultar aqui: https://www.base.gov.pt/.
   Todos sabemos que os Baldios da Freguesia de Malcata são propriedade da Assembleia de Compartes, com a gestão entregue à Junta de Freguesia, que assume o Conselho Directivo dos mesmos.  Contudo, as contas da Junta de Freguesia estão separadas das contas dos baldios. E da mesma forma que a Junta de Freguesia tem a preocupação de honrar os compromissos que o executivo assume, também o mesmo deve ter em conta quanto aos compromissos que assumiu em nome do Conselho Directivo dos Baldios. Quando a situação é deixada arrastar, ainda que haja protocolos assinados e assumidos, está muito dinheiro em causa. O actual executivo, que decidiu dar continuidade ao projecto, e bem, não pode simplesmente deixar correr o tempo e chegar ao fim deste mandato e deixar um “elefante branco” na serra. O “animal” existe e toda a gente sabe disso, ou seja, há obra feita e muitos continuam a acreditar que é um investimento de interesse para a freguesia.
   Sendo eu um dos entusiastas deste projecto, também na qualidade de comparte, sabendo que é uma obra importante, quero deixar bem claro que faz falta mais informação aos compartes, aos malcatenhos, para desse modo este sonho não se transforme num pesadelo ou num naufrágio a poucos metros da praia.

EXPRESSO DE PASSAGEIROS DO SABUGAL A LISBOA

 

    REDE EXPRESSOS VAI LIGAR DIARIAMENTE

   O SABUGAL A LISBOA A PARTIR DE 30 DE NOVEMBRO DE 2023



  A cidade do Sabugal passa a ter, a partir de 30 de Novembro, uma ligação diária e directa, à cidade de Lisboa, de autocarro/expresso. Esta informação está a ser divulgada pela empresa de transporte de passageiros Viúva Monteiro,Lda. Esta empresa sabugalense e a Rede Nacional de Expressos (RNE) estabeleceram uma parceria, no que diz respeito ao transporte de passageiros, e a partir do próximo dia 30 de Novembro, as duas cidades passarão a estar diariamente servidas e ao mesmo tempo, também ligadas a toda a rede nacional.
   Uma excelente notícia para as pessoas do concelho do Sabugal, tanto para quem vive na nossa região, como também para os que residem e/ou trabalham na área de Lisboa e arredores.
   As duas empresas de transporte de passageiros estão esperançadas no sucesso desta parceria e têm consciência do enorme desafio que vão enfrentar. São mais de seis milhões de passageiros que anualmente utilizam a rede nacional de expressos, reforçada com a entrada da Viúva Monteiro e que investiu mais de 2,5 milhões de euros em novos autocarros. A concorrência no nosso país é muita, pois existem mais empresas a assegurar a mobilidade das pessoas de norte a sul do país, algumas são das mais fortes no mercado europeu.
   A Viúva Monteiro, Ldª. Passa assim a oferecer aos seus utentes, uma significativa melhoria de qualidade na mobilidade por todo o nosso país. A Central de Camionagem no Sabugal vai ganhar mais animação, pois esta possibilidade de uma pessoa viajar mais rápido, mais fiável que os comboios e em maior segurança e conforto, tem tudo o que é necessário para triunfar.

  
  

Viaturas novas
(Foto Viúva Monteiro)


  
  


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RNExpressos
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