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27/07/2025

Malcata: o que aconteceu à praia fluvial ?

            


           
Esta é uma imagem propriedade da Câmara do Sabugal em 2016

                      O QUE É PERMITIDO CONSTRUIR NA ALBUFEIRA DO SABUGAL?
                      Qualquer estrutura permanente para banhos, é alvo de restrições severas!

   Como cidadão nascido em Malcata, sou um indivíduo interessado pelo que acontece e não acontece ou demora a acontecer, na aldeia onde nasci, em 1960.
   A barragem do Sabugal é gerida tendo em conta o Plano de Ordenamento da Albufeira do Sabugal (POAS). Este plano é que define o que é permitido ou proibir as construções e as formas de ocupar as suas margens. É o POAS que define as Zonas de Protecção Total e Parcial onde está proibido a construção de infraestruturas balneares ou turísticas, salvo algumas autorizações específicas.
  
Isto quer dizer que a APA (Agência Portuguesa do Ambiente), a Delegação de Saúde e sem a autorização também da Câmara Municipal, as construções nestas zonas de protecção, não são legais. E o facto de existirem áreas protegidas e com regras, com riscos ecológicos, a particularidade de abastecimento de água potável para consumo humano e no combate aos incêndios, exige dos decisores políticos cuidados redobrados para não desrespeitar a lei (POAS).
   A Barragem do Sabugal para além do POAS, está construída, parcialmente, no perímetro da Reserva Natural da Serra de Malcata. Esta circunstância vem trazer ainda mais constrangimentos e razões para não se abandalhar a envolvente à albufeira da barragem e da RNSM, que também é defendida pelo Plano de Ordenamento da Reserva Natural da Serra da Malcata.
   Ainda há poucos dias, ouvi o senhor presidente da Freguesia afirmar que não é, legalmente, viável a instalação nas águas da albufeira, junto à Zona de Lazer, a instalação de uma piscina fluvial ou outras estruturas dentro da água. As razões desta contrariedade prendem-se com o Plano de Ordenamento Albufeira da Barragem do Sabugal (POAS) e do Plano de Ordenamento da Reserva Natural, que segundo as regras aprovadas, proíbe a construção de estruturas de recreio ou turísticas, salvo algumas excepcções… (não é o caso da piscina e da praia fluvial na actual localização).
   A água da albufeira do Sabugal serve para abastecimento público nas redes públicas de vários concelhos, incluindo o Sabugal. Ora, nestes casos, é proibido o contacto com a água (banhos, natação, barcos de recreio, etc.) nas albufeiras com esta finalidade, excepto se a APA der autorização ou outras autoridades públicas de saúde pública.
   Oura razão de existirem proibições, tem a ver com a fauna e a flora que rodeia a barragem e a Reserva Natural. Como a barragem está também incluída na Rede Natura 2000, onde existem espécies sensíveis e em risco, como é o lince ibérico, a águia-real, os grifos, os corsos, os lagartos, que são espécies protegidas, a que se juntam árvores autóctones, como o castanheiro, o carvalho negral, a xara…são mais contratempos para quem desejar edificar algo perto da albufeira.
   O POAS foi aprovado em  de Novembro de 2008, inclui um regulamento e as plantas e condicionamentos.
   Restrições no que toca à distância da água (desde o início):
   + Zona Reservada: faixa de 50m junto à albufeira:
   + Zona Terrestre de Protecção: faixa alargada até aos 500 m

   Em 2015, foi aprovada uma alteração ao POAS que permitiu reduzir a distância mínima
de edificação junto à água, passasse de 250 metros para os 150 metros. (Esta pequena alteração serviu de justificação, à Câmara do Sabugal, para o atraso na construção do projecto apresentado, em ano de eleições, que ficou conhecido por “Ofélia Club”, em terras da freguesia de Malcata e próximas da água da barragem.
  
   Na albufeira da barragem do Sabugal são permitidas algumas construções, mas sob condições e critérios rigorosos, autorizações da APA, ICNF, CMS e outras):
   + Pesca desportiva;
   + Competições náuticas não poluentes;
   + Embarcadouros flutuantes e pontões;
   + Centro náutico;
   + Zonas de recreio balnear;
   + Piscinas flutuantes
… desde que não afectem a qualidade da água para uso público.
   + Alojamentos turísticos até 300 camas;
   + Restaurantes;
   + Parques de merendas;
   + Parques de estacionamento;
…tudo isto, integrado num PLANO regulado pelo POAS.
   Qualquer projecto de uso recreativo ou turístico na albufeira da barragem do Sabugal, deve obedecer às plantas de condicionantes e possuir pareceres vinculativos das diversas entidades, respeitando sempre as zonas de protecção da barragem.

   
    Em Malcata, sempre ignoraram o POAS e os outros documentos relacionados com a barragem.
    Sabiam e sempre souberam que há restrições que limitam qualquer edificação em toda a sua extensão. O tempo está a passar e ainda não presenciei, por parte da população e do poder local
coragem e forte empenho na resolução definitiva desta história da "praia fluvial", da "piscina fluvial" e do paredão...cuja construção, se for fortemente defendida e exigida às autoridades competentes, bem poderá ser a saída airosa para a Freguesia, Se isso for viável, é sim possível apostar num plano integrado de desenvolvimento daquela "praia" que hoje é uma zona de lazer, sem águas balneares.

    As imagens 1 e 2 são de 2017 e são parte de um vídeo de propaganda partidária utilizada na
das eleições autárquicas para a Assembleia de Freguesia de Malcata, E não ficam dúvidas...
Foto 1



Foto 2


Nas últimas eleições autárquicas, 2021, o actual Presidente da Câmara do Sabugal, sr, Vítor Proença, 
no seu boletim político e propagandístico, prometeu e escreveu este compromisso:





Promessa escrita e sem erros.
Pena não ter saído do papel lustroso em que foi impressa. 


Esta é a imagem utilizada pela Câmara Municipal em 2025:


Zona de Lazer de Malcata




                                                               
José Nunes Martins




                                  
  
   

19/05/2023

À DESCOBERTA DE MALCATA

                                                            MALCATA e as minhas histórias

Praça do Rossio-Casa de habitação

   Malcata é uma freguesia situada no Concelho do Sabugal, Distrito da Guarda, no com cerca de 330 habitantes. Era no passado composta pelos seguintes lugares: Rua de Baixo, Rua da Ladeirinha, Rua do Meio, Praça do Rossio, Moita, Rasa, Tapadinha, Barreirinha, Courela, Fonte Velha, Camões, Soitinho, Carvalhão, Cabeço, Fontainhas, Eiras, Vazão, Fraga, São Domingos, Bradará, Ferrerias, Cholrreira,
Chãos da Presa, Cabeço Castanheiro, Veigas, Apartadeira, Vale da Ursa, Curral dos Porcos, Rebiacé, Ribeiro Grande, Várzea, Cavadas, Gorgulão, Pradinho, Ninho das Corças, Relva das Casas, Poceirão, … e tantos outros… Hoje, muitos destes lugares deram lugar a ruas e algumas continuam como estavam. Lembro que a electricidade foi ligada pela primeira vez à Fonte Velha, que era onde estava a primeira “cabine”! Um dia também chegou à casa dos meus pais! Nem toda a gente aderiu à electricidade dentro de casa; desde essa altura passámos a ter luz pública, para iluminar os caminhos de terra batida ou calçada e hoje todos calcetados
. Vivíamos numa terra sem luz eléctrica, com um telefone público, sem rádio e sem TV.  Eu, e os `putos´ do meu tempo, íamos ver TV a preto e branco para a taberna do Ti Quim Ruvino, outros iam para as outras tabernas que havia na freguesia e ao pé de casa via, com a minha mãe, a tourada e os teatros na casa da Ti Navalhinhas, que era a casa pegada à Ti Lucinda, na Rua do Carvalhão. Uns tempos depois, lá tivemos uma televisão a preto e branco e a RTP. Hoje, temos Fibra Óptica, televisão LCD e mais de uma centena de canais a cores.
Rancho folclórico de Malcata
                                                                
Procissão 

30/03/2023

O BRASÃO DA FREGUESIA DE MALCATA

    
   

  Brasão: escudo de prata, cabeça de lince de sua cor, animada de vermelho e dois ramos de castanheiro verde, com ouriços do mesmo, abertos de ouro, tudo alinhado em roquete; em campanha, monte de verde movente da ponta, carregado de faixeta ondada de prata e azul de três peças. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro: «MALCATA».
  Foi estabelecida em reunião de Assembleia de Freguesia, em 29/06/2003, publicada no Diário da República, 3.ª Série, Parte A de 30/08/2003 e registado na Direcção Geral de Autarquias Locais, com o n.º 297/2003, em 22/09/2003



Heráldica 
                                                     
   --------------------------------------- +++ ------------------------------------------------------------------   
                    CUIDAR  DOS  NOSSOS  SÍMBOLOS  IDENTITÁRIOS!
                    NÃO  PERMITIR  ALTERAÇÕES  NEM  UTILIZAÇÕES  COMERCIAIS!

   Há muito que defendo que, a Junta de Freguesia de Malcata, deve tomar medidas para a utilização do brasão da freguesia de Malcata na identificação de outras entidades ou instituições. Será que a Junta de Freguesia de Malcata, ou a Assembleia de Freguesia de Malcata, autorizou a utilização do símbolo heráldico da freguesia por duas associações de Malcata? Se houve autorização para a utilização do brasão, a tal autorização tem que estar documentada, nomeadamente nas actas das reuniões do Executivo e da Assembleia de Freguesia, no tempo em que isso aconteceu. E a situação complica-se ainda mais, mostrando mesmo algum desrespeito com os símbolos representativos da autarquia e freguesia de Malcata, por uma dessas associações ter alterado o brasão oficial, com a exclusão dos castanheiros e a introdução de uma arma de caça, numa alteração/falsificação que não devia ter sido, de qualquer modo, tolerada.
   O exercício da cidadania e do poder local também se nota e também se mede nestes pequenos pormenores de mais ou menos zelo e respeito com que se cuidam e tratam os símbolos da nossa aldeia, do povo malcatenho.
   E eu não ando a perseguir ninguém, não estou à procura do que está errado, nem ando com pedras nas mãos para atirar aos outros. Essa não foi, não é e não será a razão das minhas palavras. Não se trata disso, apenas e só, tornar conhecida a minha opinião e alertar as instituições legalmente constituídas, que tenham mais cuidado e mais atenção ( ou o que lhe quiserem chamar…) pelos símbolos oficiais autárquicos da freguesia de Malcata.
   E como, quem não cuida e respeita, corre o risco de não ser respeitado, lembro às Juntas de Freguesia, fieis e legais depositários dos símbolos heráldicos das freguesias, que no Diário da República, estão definidas as regras da Lei e da Comissão de Heráldica, que ditam que a bandeira, outro dos símbolos heráldicos, é para ser hasteada em público e o brasão da freguesia de Malcata tem três torres e não quatro ou cinco!

                                Brasão heráldico da Freguesia de Malcata
                                                                                 👍✔


                                          José Nunes Martins


15/11/2022

VIDA LONGA, FRUTO GOSTOSO E VERSÁTIL, EIS O SR. CASTANHEIRO !

O castanheiro aguenta e muito!
   Durante muitos anos, nos tempos em que não se semeava batata no nosso país, a produção de castanha assumiu um lugar de destaque na alimentação das pessoas e também dos animais. 
   Quem olha para a árvore das castanhas, até pode pensar que se trata de um fruto de fácil colheita. Essa ideia muda de figura quando a pessoa conversar com alguém que tenha castanheiros e aprendeu a tratar deles. Quem nunca acompanhou o crescimento desta árvore até pode pensar que é muito fácil encher uma cesta com castanhas. Para chegar o dia de apanhar as castanhas é necessário tempo, muita paciência, vigilância, disponibilidade e também ter terra e algum dinheiro. Mas não é tudo, ainda a colheita está dependente das condições climatéricas, como é a chuva, o vento e as geadas inesperadas e fora de tempo. Outro factor que também tem influência na quantidade e qualidade da castanha diz respeito à saúde da árvore, por exemplo, não ser vítima daquela malina que destrói qualquer ser vivo, o terrível cancro, aqui conhecido como o "cancro do castanheiro", também há que vigiar os ataques que "a doença da tinta" provoca na árvore. São males tão cruéis que têm levado à morte de castanheiros.









   Olhar para um castanheiro carregadinho de ouriços e ver as castanhas a espreitar o sol, deixa-nos alegres e felizes, porque sabemos que basta umas assopradelas de vento e vão parar ao chão. E apanhar o fruto para a cesta até é fácil. Esse trabalho complica quando cai o ouriço com as castanhas lá dentro. Raramente se consegue meter a mão à castanha sem levar umas picadinhas dos ouriços! Por isso, os nossos avós e pais usavam um maço de madeira, em forma de cunha aguçada, que facilitava a tarefa da recolha das castanhas de dentro dos ouriços.
Castanheiro centenário no lar da aldeia,
árvore de interesse municipal!
   A imagem mostra um frondoso castanheiro, mais de uma centena de anos de vida e continua a dar castanhas. Este exemplar é testemunho vivo das qualidades desta espécie e o seu crescimento está adaptado à nossa região e ao clima. As tapadas, que eram enormes terras, rodeavam a nossa aldeia e nelas cresceram castanheiros que duraram centenas de anos a desaparecer. A sua cultura, apesar de pouco trabalho por parte dos lavradores, fazia-se porque a sua madeira é excelente para o fabrico de móveis e objectos que se utilizavam no dia a dia da vida rural. E claro, na época da castanha, era um regalo para quem tinha castanheiros. 
   Tratando-se de uma árvore com tantas vantagens e que se adapta à nossa região, tendo também em conta a qualidade da sua madeira e o valor do seu fruto, não tenho memória que tenha existido grandes soutos, em quantidades que pudessem ser motores de desenvolvimento para as famílias locais. Apesar de haver famílias que possuíam um número apreciável de exemplares, para além de venda de alguns ramos aos madeireiros, a recolha da folha para estrume na lavoura e as castanhas que iam vendendo se alguém aparecesse na aldeia com boa oferta, quem possuía castanheiros, era um alívio na alimentação lá em casa e bom adubo para o chão. Não conheci família em Malcata que tivesse investido seriamente e com estratégia futura de obter rendimento financeiro. E foi pena, continua a ser difícil de entender não se apostar na cultura desta espécie de árvore, cuja nobreza e qualidade do fruto continua a enriquecer famílias em Bragança e outras regiões do nosso país. 
                                              José Nunes Martins
 

05/11/2021

CASTANHAS QUENTES E BOAS

 


   CASTANHAS
   QUEM QUER QUENTES E BOAS?

   A castanha já teve mais importância na alimentação de muitas famílias de Malcata. Noutras épocas, a nossa terra orgulhava-se dos castanheiros e da qualidade da castanha. Eram árvores adultas, de tronco bem grande e uma copa que ia até aos 30 metros de altura. O castanheiro, sempre foi e continua a ser, uma espécie de árvore que dadas as suas características e o seu desenvolvimento, não é espécie de árvore para o jardim de casa, mas que muitas pessoas não se importariam de ter perto. A sua copa frondosa nos dias de calor fascina qualquer amante da sombra.
   No Outono, as folhas amarelecem e os ouriços mudam dos tons verdes para acastanhados. São os sinais da aproximação da apanha da castanha longal, judia, negral, martainha ou avelã, conforme a variedade que a árvore produz.
   Eu gosto de castanha assada. Mas há pessoas que gostam mais de castanha cozida, seca ou pilada, na sopa ou em caldudo, num assado de carne com batata assada e castanha, ou seja, é um alimento muito versátil na cozinha.
   A castanha assada pede um acompanhamento de jeropiga, água-pé ou vinho do Porto. Dizem que se digere melhor!
   Lembro aqueles magustos que se faziam na escola primária e também pelas ruas da aldeia. Com a caruma e as castanhas no meio, deitava-se o lume e esperava-se que assassem as castanhas.  Eram tardes alegres e a criançada brincava ao redor da fogueira e entre duas ou três castanhas assadas, molhava-se a garganta, enfarruscava-se o amigo, o avô ou o pai...uma enfarruscadela não fazia mal e não podia faltar!
   Eu cresci a ver castanheiros por todos os sítios da aldeia. Hoje a paisagem é diferente e esses velhos castanheiros desaparecem e como já são velhos, há que deitá-los abaixo. Esquecemo-nos com muita facilidade os tempos em que davam muitas e boas castanhas.  E elas, as castanhas, são hoje apreciadas como sempre foram. É um fruto que faz bem ao nosso organismo, tem é que se consumir com moderação.
   Boas lembranças...
   Quem quer quentes e boas?
   Quentes e boas!
                             José Nunes Martins

20/01/2020

UMA ESCOLHA DIFÍCIL


 
   Na manhã daquele domingo tudo mudou. A queda e os pedidos de auxílio foram os sinais que lhe indicaram que algo não estava tão bem até aqui. Esquecimentos, confusões com os dias da semana, pouca vontade de comer e confundir as horas das refeições já nele acontecia às vezes. Mas naquela manhã o tremer daquele corpo magro e frágil pôs à vista a segurança e o bem-estar daquele homem.
   Naquele domingo já não foi à igreja e ficou sentado numa cadeira junto à lareira, olhando de vez em quando para a cerimónia da missa que estava a ser transmitida pela televisão.
   Aquilo não tinha acontecido, não podia ter acontecido, mas aconteceu e sou invadido com uma carrada de perguntas. Tinha prometido a mim mesmo que ia retribuir nesta fase da vida dele, o amor e o carinho que recebi durante estes anos de vida, sem esconder que entre os dois, por causas ligadas à emigração e à minha abalada da aldeia, sentia que ainda nos podíamos dar a conhecer melhor um ao outro. Não era eu que o impediria de ir para outra casa, para a minha lá para o norte ou para a da minha irmã mais lá para o sul, sempre se mostrou sem vontade de voltar a deixar a casa, as suas coisas, as suas rotinas e não queria deixar as conversas com os vizinhos amigos, que às tardes se encontravam à sombra do castanheiro que ele viu crescer. Estava bem e ali é que ele se sentia como se sente o peixe dentro de água.
   Cada vez que o lar vinha ao de cima das conversas, o seu comportamento alterava-se e os seus gestos mostravam isso mesmo, o desejo de continuar na sua casa e com as suas rotinas. Não se imaginava a viver sem total liberdade individual, mesmo conhecendo a instituição e as pessoas que nela trabalham. Os horários para viver a sua vida, sejam da hora de levantar, de comer e voltar para a cama, sempre viveu, comeu e dormiu quando o corpo o pedia, principalmente depois de regressar da França.
   Chegou o dia de eu regressar para junto da minha esposa e das minhas filhas. Fui sem muita vontade, mas tinha que ser, pois sabia que o meu pai ia estar bem acompanhado pela minha irmã. Combinámos que dentro de dias eu regressaria para junto dele, pois tinha tempo para isso e ela tinha que ir trabalhar.
   O meu telefone tocou à noite e fiquei a pensar na mensagem que recebi. Conclui que aquela manhã de domingo ainda mexia com o homem, pois aceitou de bom grado a ida para o Centro de Dia e o regresso a casa para dormir. Fiquei espantado com esta decisão dele, mas se era a sua vontade, eu só tinha que a respeitar e compreender.
   Mais surpreendido me deixou ao saber que nesse mesmo dia, atreveu-se a perguntar se naquela noite, naquela primeira noite já ia dormir no lar!
   Que passou nos últimos dias do mês de Dezembro? Muitas coisas e parece que ele as compreendeu mais depressa e melhor do que eu. Sabia que no Natal tinha companhia e veio a saber depois que eu, para poder prestar auxílio à minha esposa que, por infortúnio, havia partido o pé em dois sítios, estaria longe dele durante bastante tempo, portanto a melhor opção era ir para onde não queria, mas as circunstâncias o obrigavam a ir para não passar outra vez por momentos de aflição naquela casa tão fria e sem mais ninguém.
    Então nesse dia de Dezembro, deixou tudo como estava, levou a roupa que tinha vestida e por obra e graça do senhor Moreira, que desistiu da sua entrada no lar, com os apoios e ajudas da instituição, ocupo o quarto onde agora descansa e dorme.
    Vou aguardar pela segunda oportunidade de o visitar, de o abraçar e ficar mais convencido do acerto da decisão que ele tomou, sem esquecer o empurrão que recebeu para lá chegar mais rápido.
                                                                                                       José Nunes Martins
  

02/12/2018

MALCATA: A FOGUEIRA DE NATAL ESTÁ A PERDER CALOR

  O Natal na minha aldeia sempre foi presépio grande na igreja e uma grande fogueira no adro da igreja. Ainda hoje se mantém essa tradição. A fogueira lembra-me a preparação para enfrentar o frio e a chuva do inverno rigoroso que se sente, mas também um velho costume que cabia aos jovens arranjarem a lenha para a fogueira. Acendia-se antes de começar a Missa do Galo e depois era ao seu redor que ali ficavam as pessoas a cantar, a comer e beber, principalmente jovens rapazes e homens. O ano passado observei durante algum tempo a construção da fogueira. Já não é como era, deixou de ter graça e passou quase a ser uma obrigação assumida pelos mais adultos, talvez para não deixar desaparecer a tradição da fogueira de Natal. Os jovens são ou não desafiados a participar na montagem da fogueira? Não compreendo a sua ausência e o seu pouco interesse em manter esta tradição.
   Antigamente juntavam-se os jovens e alguns, mas poucos adultos, manhã cedo, lá iam com os carros puxados com juntas de vacas em busca da lenha para a fogueira. O malcatenho José Rei escreveu no seu livro Malcata e a Serra esta passagem:
     "Noutros tempos competia aos mancebos que já tinham ido à inspecção militar arranjar os madeiros para a fogueira e garantir que a mesma ardia até ao nascer do sol. Habitualmente, os madeiros (grandes troncos e raízes de castanheiro) eram colocados no adro da igreja com antecedência, sendo a lenha de atear arranjada ao fim da tarde da noite da consoada. Uma vez que a lenha escasseava, quando a hora de fazer a fogueira se aproximava, os donos das casas tratavam de acautelar os paus que tinham nos currais, deixando apenas à vista o molho de lenha, palha ou carqueja que queriam dar. Caso o dono da casa não deixasse contributo, podia haver retaliações gravosas. Casos se contam em que foram arrancados portões de madeira, roubadas e queimadas cancelas, charruas e arados, assim como abatidas cerejeiras e nogueiras, árvores estimadas. A rapaziada também não admitia que alguém se assomasse à janela e ou viesse à porta. Quando tal acontecia, retaliava à barrocada
 
(pedrada)." José Rei defendia que "esta forma estranha de louvar o Menino Jesus integrava uma espécie de ritual de passagem dos mancebos para o estado adulto. Mostravam eles a sua força e determinação substituindo as vacas dos carros. Eles próprios puxavam o carro das vacas".
   Hoje, os reboques e tractores são conduzidos pelos seus donos e o trabalho faz-se num dia. Carne assada, pão e vinho ainda hoje ajudam a terminar a montagem da fogueira.Com o andar das coisas, a fogueira na véspera do dia de Natal terá o mesmo fim que a ribeira e os moinhos.
                             José Nunes Martins
                              
josnumar@gmail.com

25/02/2018

MALCATA TEM UMA ÁRVORE DE INTERESSE MUNICIPAL

 

               SABIA QUE EM MALCATA EXISTE 
               UMA ÁRVORE DE INTERESSE MUNICIPAL?

   
 Está a decorrer o “Concurso da Árvore Europeia do Ano”. Portugal concorre este ano com o Sobreiro de Águas de Moura, árvore já inscrita no Livro de Recordes do Guiness como “o maior sobreiro do mundo”. O sobreiro português faz parte de uma lista de outras 12 árvores que representam 12 países da Europa. Da Eslováquia apresentou-se uma macieira com 120 anos, ainda dá fruta; do Reino Unido vem um carvalho com uma idade entre os 450 a 550 anos e outro da Roménia com 750 anos. 
       São árvores que resistiram às inundações, às guerras, às doenças, aos fogos e aos machados dos lenhadores.
       Sabia que existe em Malcata uma árvore de interesse municipal? Ela mede aí uns 9 metros de perímetro, a sua idade não a sabemos ao certo, mas temos a certeza que tem muitos anos de vida. É uma árvore que tem resistido a tudo e ainda continua a dar fruto todos os anos.
       O interesse por esta monumental árvore já vem desde 2007, quando Pedro Nuno Teixeira dos Santos acompanhou um grupo de pessoas em visita a esta árvore. E a coisa foi andando:
   “Tudo começou com um pedido que fiz por escrito à AFN, em finais de 2007, onde solicitava a classificação deste exemplar como árvore de interesse público.
Em finais de Julho de 2008 desloquei-me, com o Miguel Rodrigues, à delegação da Guarda da AFN, onde nos foi dito, por parte dos técnicos locais, que a direcção do referido Centro de Dia já tinha sido contactada por carta, aguardando-se uma resposta à mesma.
   Por último, em Outubro de 2008 foi-me respondido, pela AFN, que a classificação deste castanheiro continuava dependente da direcção do referido Centro de Dia.
Sabendo por pessoas da aldeia, como o autor do blogue Malcata.net, que a direcção do Centro de Dia vê com bons olhos a classificação deste exemplar, continuo a não perceber o que impede que tal se concretize. Recordo que foi através deste blogue que descobri este exemplar majestoso. Sou sincero, pouco me importa se a responsabilidade por este castanheiro ainda não estar classificado está do lado da AFN ou dos responsáveis do Centro de Dia.
   Como sugeri, aos responsáveis da AFN, esta situação, de contornos quase “kafkianos”, poderia ser facilmente resolvida com um telefonema. Fico à espera
…”
         Felizmente e
m Agosto de 2016 entrou em vigor no Município do Sabugal, um Regulamento de Classificação e Valorização do Arvoredo de Interesse Municipal, que foi criado pela necessidade de a autarquia preservar e divulgar o património natural concelhio. A classificação de árvores de interesse municipal é um instrumento essencial para conhecer, salvaguardar e conservar o património natural municipal que pela sua representatividade, raridade, porte, idade, historial, significado cultural, ou enquadramento paisagístico, possa ser considerado de relevante interesse para o Município do Sabugal, assim como pela necessidade de conservação, preservação e protecção destes exemplares.
    
O castanheiro é uma árvore muito importante para Malcata, não só pela castanha que produz e a sombra em dias de sol, mas porque é um testemunho vivo da  história de Malcata. 
   A aldeia de Malcata já foi terra de muitos castanheiros. A castanha era muito utilizada na alimentação humana e ainda hoje o caldudo nos faz lembrar esses tempos. A doença da tinta arrasou quase por completo esta espécie de árvore e hoje são cada vez menos. Por isso o castanheiro do lar é um símbolo da persistência e da nossa história.
   A Junta de Freguesia de Malcata apresentou à Câmara Municipal e esta por seu lado apresentou-a na 
Assembleia Municipal que reconheceu e aprovou o Castanheiro do lar, em Malcata, como árvore de interesse municipal.
   Veja aqui mais informação:
http://sombra-verde.blogspot.pt/search?q=castanheiro+lar
    




16/08/2017

O CASTANHEIRO QUE MATOU ESTAVA VERDE E DAVA CASTANHAS

O CENTENÁRIO CASTANHEIRO DE MALCATA TIROU-ME O SONO!
   
Assim começa a história:
  

  “Tinha acabado a missa do aniversário do lar da aldeia. Por isso as pessoas vieram até ao jardim enquanto lá dentro se preparavam as mesas para o lanche ajantarado. Como estava muito calor, as pessoas esperavam sentadas no banco e à sombra do castanheiro, pois lá corria uma ligeira brisa de ar e estava muito mais fresco.

   De repente a árvore caiu sobre as pessoas, sobre o jardim e ainda partiu algumas telhas e vidros. Morreu uma pessoa idosa e para o hospital foi transportada num automóvel uma criança ferida”.
  Subitamente toca o despertador na mesinha de cabeceira. Abro o olho direito e olhei para o tecto do quarto e vi escrito a vermelho as sete horas da manhã. Sobressaltado e um pouco confuso, sacudi a cabeça e voltei a olhar para as horas do despertador. Tinha mesmo que sair da cama e sem demoras ir trabalhar.
- Que raio de noite a minha! Não é que acordei sarapantado, sonhei que tinha caído o castanheiro do lar? Fogo, tira-me daqui e atira-me ao mar…aquele carvalho que caiu ontem provocou-me um pesadelo!
- Vai rápido lavar a cara e fazer o resto, são horas de ires.
- Ok, está bem, já vou!
  Foi assim que hoje começou o meu dia. Não sei como vai terminar.
 -------------------------------------------------------------»«----------------------------------------------
   
   Foi apenas um sonho, imaginação minha para deixar aqui um alerta para que o castanheiro que parece "verde e saudável", se não for devidamente tratado e acarinhado, pode deixar as marcas que não merece e nem as pessoas sequer imaginam um fim desta notável árvore de interesse municipal, a que lhe atribuíram o nº17 e que está lá num dos ramos. 
   Desde 2008 que eu e o Dr.Pedro Nuno Teixeira dos Santos, um acérrimo defensor das árvores em Portugal, tentamos que o castanheiro seja considerado património imaterial de interesse municipal e também nacional. Não tem sido fácil, mas se quiserem saber mais sobre o assunto, deixo aqui os links. Perante a indiferença de algumas pessoas o assunto da classificação do castanheiro ficou aguardar novos desenvolvimentos. A árvore lá continua, verde e tem dado sombra e castanhas na devida época, não fugiu daquele lugar porque as suas raízes ainda o mantêm agarrado aquele bocado de terra e sabe que é muito querido nos tempos de muito calor pelos mestres seniores que o trataram nestes anos todos. E claro, nunca vai esquecer o seu dono, o Ti Manel Cidades.
   Deixo aqui novamente um alerta para que o castanheiro continue a ser uma das marcas da nossa aldeia, um símbolo do respeito que os malcatenhos têm pelas árvores e pelo património.
Uma batalha perdida, espero a chegada de reforços para ganhar a guerra!

5 de Agosto de 2008 e por aí fora:
https://aldeiademalcata.blogspot.pt/2008/08/monumento-vivo-de-malcata.html
                                                                                                               José Martins





                                                                    Nº17

29/11/2014

ASSM: UM LAR COM ALMA

   Num concelho fortemente envelhecido, foi com naturalidade que nasceu em 1995 a Associação de Solidariedade Social de Malcata, presidida pelo senhor Carlos Clemente. Esta instituição prima pela sua dinâmica e a sua interacção com as pessoas mais idosas, na sua maioria nascidas em Malcata.
   A ASSM tornou-se uma instituição importante na vida das pessoas que acolhe e também na vida dos colaboradores que nela trabalham. Continuar o trabalho e o serviço prestado à comunidade é o lema desta associação sem fins lucrativos.
   Carlos Clemente tem sido o rosto mais visível da ASSM e sinal disso é a sua disponibilidade desde o início até hoje, para presidir aos destinos desta instituição.
   Eu, sempre que a oportunidade surge, visito o Lar da Rua da Moita. É uma casa exemplar, limpa e asseada, com um bonito espaço exterior ajardinado onde sobressai o centenário castanheiro, um autêntico testemunho da vida longa de muitos utentes que ali são acolhidos.
   Desde 1996 que o Lar oferece aos que acolhe, um clima de bem-estar, conforto e segurança que não teriam nas suas próprias casas. Quando ali entro é fácil perceber a dedicação dos colaboradores para com os idosos que ali estão. Hoje são cerca de cinquenta idosos que recebem o carinho e a atenção dos colaboradores da ASSM, uns no Lar, outros no Centro de Dia e ainda um grupo de idosos que recebem diariamente o apoio domiciliário. Este apoio ao domicílio conta com a entrega das refeições para o almoço e jantar, lavagem da roupa e limpeza da casa. Podem também contar com o apoio da instituição sempre que necessitem de ir ao médico, ir à farmácia e outras necessidades que surjam.
   Está construído e abrirá brevemente o novo pólo para acolher mais 25 idosos. Este novo edifício foi construído ao lado do Pavilhão Multiusos da ASSM, na Rua Carvalheira do Jorge, a cerca de 500m da casa mãe. Com estas novas instalações a associação deseja colmatar as necessidades de procura que tem tido e proporcionar uma maior qualidade aos que já lá estão.
   Para quem já trabalhou na ASSM, para todos os que lá trabalham vai o meu merecido aplauso e agradecimento por tudo o que fizeram e fazem para proporcionar aos idosos condições de bem-estar, um fim de vida mais confortável, mais seguro e com muito amor e carinho ajudando os idosos a sentirem-se mais felizes. Eles, os mais velhinhos, são merecedores do carinho e da gratidão por tudo o que fizeram por nós, pelos sacrifícios que passaram nas suas vidas para que beneficiássemos duma vida melhor do que a deles. A eles lhes devemos o que temos de melhor e por isso, merecem todo o nosso apoio, todo o nosso cuidado, todo o nosso amor e carinho enquanto ainda vivem entre nós, usufruindo duma boa qualidade de vida num Lar que os faz sentir felizes e a nós orgulhosos.
   A todos os que ajudaram e ajudam a ASSM um Bem Hajam.

22/12/2013

O CALOR DO NATAL TRADICIONAL


   As festas de Natal lembram as prendas do Menino Jesus, as filhós com e sem abóbora mas não podem faltar na mesa. A Missa do Galo e a Fogueira no adro da igreja é outra das tradições que ainda continuam vivas.
   "Noutros tempos competia aos mancebos que já tinham ido à inspecção militar arranjar os madeiros para a fogueira e garantir que a mesma ardia até ao nascer do sol. Habitualmente, os madeiros ( grandes troncos e raízes de castanheiro ) eram colocados no adro da igreja com antecedência, sendo a lenha de atear arranjada ao fim da tarde da noite da Consoada. Uma vez que a lenha escasseava, quando a hora de fazer a fogueira se aproximava, os donos das casas tratavam de acautelar os paus que tinham nos currais, deixando apenas à vista o molho de lenha, palha ou carqueja que queriam dar. Caso o dono da casa não deixasse contributo, podia haver retaliações gravosas. Casos se contam em que foram arrancados portões de madeira, roubadas e queimadas cancelas, charruas e arados, assim como abatidas cerejeiras e nogueiras, árvores estimadas. A rapaziada também não admitia que alguém se assomasse à janela e ou viesse à porta. Quando tal acontecia, retaliava à barrocada ( pedrada )." escreve José Rei, no seu livro Malcata e a Serra, defendendo que "esta forma estranha de louvar o Menino Jesus integrava uma espécie de ritual de passagem dos mancebos para o estado adulto. Mostravam eles a sua força e determinação substituindo vacas dos carros. Eles próprios puxavam o carro das vacas". revela-nos José Rei.
   
 Fazendo a fogueira de Natal

  " Carrada atrás carrada, o monte de lenha ia crescendo em cone. Essencial para uma boa combustão, era a incorporação de palha centeia e carqueja seca. Quando o monte de lenha parecesse superior ao do ano anterior, os rapazes iam cear. Alguns ceavam em casa, outros iam petiscar e bebericar para as tabernas, onde normalmente já estava activo um acordeonista, contratado para animar a festa depois da Missa do Galo. Por norma, quando chegava a hora de atear a fogueira, havia lugar a uma ronda à volta da aldeia, para anunciar que o evento ia ter lugar. A passagem da ronda sinalizava que o evento estava próximo.
   Ainda que o atear da fogueira fosse da competência dos rapazes, anos havia em que alguns atrevidos o faziam, provocando deste modo alguma confusão antes da Missa do Galo. Tudo acabava, contudo, em concórdia, tanto mais que a noite era de paz e de alegria".


Arder até ao nascer do sol
   A Missa do Galo era sempre uma celebração alegre e festiva. Continuando a ler a descrição escrita pelo José Rei, ficamos a saber que no fim da Missa do Galo "era a altura de festejar o Natal. Por isso toda a gente fazia tributo ao Deus Menino e  cantavam :
                                             Eu hei-de dar ao Menino
                                             Uma fitinha pro chapéu

                                             E Ele também me há-de dar
                                             Um lugarzinho no Céu.


   
Saída da Missa do Galo
   E a festa de Natal continuava com a malta jovem a cantar e a beber à volta da grande fogueira. A igreja era fria e as pessoas rodeavam a fogueira para se aquecerem. E a rapaziada continuava  a festejar porque a noite era de festa e "as casas estavam fartas . Uns levavam chouriças e morcelas, outros massas de cabrito ( pernas ), queijo mole (fresco), febras de porco. Ao som do acordeão, os rapazes, só os rapazes, porque as raparigas não estavam autorizadas pelos pais a participar, dançavam e cantavam. Também não faltava o vinho e as bebidas destiladas.Quando o sono e o cansaço apertavam , a festa esmorecia e, num último esforço, os mais resistentes, que os outros dormiam ao lado da fogueira, ainda faziam a habitual ronda pelas ruas da aldeia. Ao som do acordeão, lá iam cantando roucamente as cantigas de Natal" escreveu José Rei no seu livro " Malcata e a Serra".

Nota: Há por aí algum rapazote que tenha vivido estas tradições e que deseje partilhar connosco a sua história?

23/10/2012

VENDA DE CASTANHEIROS




AOS PRODUTORES DE CASTANHA E PARTICULARES:
   A E. M. Sabugal+ tem à disposição dos produtores e do público em geral, Castanheiros Enxertados para plantações, Castanhas e Avelãs para venda. Podem ser comprados directamente na Colónia Agrícola de Martim Rei ou encomendados no Museu e Piscinas Municipais.
   Com o início do Outono chegam as castanhas, fruto dos frondosos e característicos castanheiros que carregados de ouriços embelezam as paisagens do nosso Concelho. Esta árvore de fruto que revela enorme potencialidade no nosso Concelho, emerge e eleva-se suportando o nosso clima rigoroso e de extremos.
   A fileira da Castanha tem um papel activo na economia local do nosso Concelho, podendo ganhar maior representatividade se continuarmos a apostar nesta espécie, desenvolvendo estratégias organizadas para optimizar a sua comercialização.
   A Colónia Agrícola, além das famosas castanhas de diversas variedades e tamanhos, possui ainda um viveiro licenciado pela DGADR (direcção Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural) com o nº5061, habilitado a proceder à produção e venda de material de propagação vegetativa de Castanheiros.
   Martainha, Longal e Judia são as variedades de castanheiros disponíveis, com preços a partir de 8€ por castanheiro. Estas são as três variedades que melhor se adaptam à nossa região, apresentando as suas castanhas um bom valor económico e nutricional.