08/06/2010
MALCATA VIVA 2010
O texto que se segue foi copiado da internet do sítio da Junta de Freguesia de Malcata. Este texto, escrito com alma e com autenticidade, pelo Carlos Gonçalves, só vem confirmar o que eu já sinto e vivo em relação a Malcata. É tempo de deitar para fora e partilhar essas vivências interiores e que nos ajudam a compreender a vida da nossa aldeia. As pessoas são o mais valioso que Malcata possui.
Leiam com atenção este texto e respondam à pergunta do Carlos Gonçalves:
MALCATA VIVA
Malcata é, sem dúvida, especial.
Digo isto não só por ela ser a minha aldeia, mas porque de facto, num concelho com um saldo fisiológico bastante preocupante, ter assistido a uma manifestação associativa como a de Domingo passado, foi uma espécie de ambrósia para os sentidos.
Elogio em boca própria sabe a vitupério? Pois que saiba! Não contem é comigo para enveredar pelo trilho da falsa modéstia e inibir-me do que me vai na alma. O que sinto por esta aldeia (e por todo o meu concelho) é tão grande que não o poderei tradu¬zir com palavras de modéstia…só de grandeza.
Analisando friamente aquela “terra”, é fácil constatar um aglomerado bem ordenado, limpo, acolhedor, tranquilo e sobretudo muito hospitaleiro.
Está recheada de gente que tem vontade de fazer e faz. Arregimenta voluntarismos incríveis e paixões que as distâncias euro¬peias não diluem - veja-se a enorme quantidade de blogues que os nossos jovens mantêm quer a partir do estrangeiro quer a partir dos mais variados cantos do país. É absolutamente notável. Como corolário de tudo isto, esta aldeia tem uma vida associativa invulgar.
Tem três associações e todas elas com uma pujança que ultrapassa de longe a dimensão do meio que servem. É um movimento associativo gerador de dinâmicas locais e também propiciador de bem-estar social, cultural e até material (por via dos postos de trabalho que esta dinâmica vai gerando).
E, como que a querer contrariar uma inércia quase endémica deste nosso interior português, estas três associações e Junta de Freguesia decidiram, pela primeira vez (e com promessas que outras haverá), juntar esforços e galvanizar por um dia esta lindíssima localidade. Foi um espectáculo inter-geracional digno de nota e, foi incrível ver como a partir deste associativismo se consegue uma tal mobilização.
Desde as actividades desportivas às cinegéticas, tudo aconteceu neste Domingo. Foi um rodopio de participantes. Que mobilização, que espírito comunitário. Se os mais ágeis e vigorosos se cansavam nas bicicletas todo terreno, outros, já menos jovens, mobilizaram-se para prepararem o repasto para toda a comunidade, repasto esse que envolveu todos os cafés que se responsabilizaram pela confecção do prato principal.
Que aldeia!
Para servir todo este voluntarismo, a aldeia dispõe agora de um sumptuoso (digo bem…sumptuoso) salão polivalente construído pela Associação de Solidariedade Social e que para além de servir as necessidades do nosso lar de idosos, está ao serviço desta comunidade e que, neste dia, serviu de sala de jantar. Dignidade é o que este edifício imprime a esta aldeia, às instituições concelhias e supra concelhias que o utilizarem no futuro e às acções que aí forem dinamizadas.
Se num Concelho como o nosso for necessário dar um exemplo de esforço para contrariar as adversidades, então direi que Malcata foi, neste dia, o paradigma.
A vida associativa terá, ”per si”, capacidade regeneradora suficiente do tecido social e económico de um concelho?
A resposta é naturalmente negativa.
No entanto, se gente que trabalha arduamente todos os dias, ou já tanto trabalhou durante tantos anos (cá ou no estrangeiro), é capaz de se mobilizar para façanhas destas ao abrigo do amor à sua terra e às suas associações, o que não se poderia fazer se esta dinâmica se generalizasse e se tornasse contagiosa?
Deixo a interrogação.
Texto: Carlos Gonçalves
Fotos: Vitor Fernandes
IGREJA MATRIZ DE MALCATA: REQUALIFICAÇÃO DO ADRO E ESPAÇO ENVOLVENTE
As obras estão a andar muito devagar. O piso de cimento,do lado da sacristia, foi todo arrancado e estão a calcetar agora com paralelos de granito, em tamanho pequeno.
À frente da igreja, como estava muito sujo, o empedrado antigo esteva muito escondido e agora com a lavagem das pedras ficou bem visível o mau estado em que já se encontrava. Trata-se de um empedrado muito antigo, feito com pedras em tons de cinza e branco. Os mais idosos dizem que essa pedra veio do leito dos ribeiros e do rio, pois, muitos chamam-lhe "seixos do rio". Recuperar a calçada antiga vai ser um trabalho demorado, mas vai valer a pena que seja assim feito e que de facto procurem manter a traça antiga do adro da igreja cuja data da sua construção foi feita em 1885.
Aqui podemos já ficar com uma pequena ideia do piso que está a ser colocado à volta da igreja. Se bem se lembram, começava aqui o cimento e terminava ao chegar perto da antiga residência paroquial.
Agora, o que não posso deixar de chamar a atenção é para a rampa colocada recentemente para facilitar o acesso às pessoas com necessidades especiais. Esta rampa está mal construída, não possui a inclinação legal, desvirtua por completo com o adro da igreja ao terem utilizado paralelos de granito grandes e cheios de cimento...tem que ser desfeita e pensar noutra solução. Assim, não está nada bem. E já agora, alguém me explica a razão da existência do "19" em metal amarelo que está pregado na parede, por cima do corrimão?
06/06/2010
NOVOS BOMBEIROS NA CORPORAÇÃO DO SABUGAL
Na semana passada andei por terras da raia e na manhã de 30 de Maio e ao querer passar pela rua do quartel dos Bombeiros Voluntários do Sabugal não o pude fazer porque estava cheia de bombeiros. A curiosidade levou-me a estacionar o automóvel e aproximar-me do quartel a fim de ver o que estava ali a acontecer.
- Bom dia! Porque estão aqui tantos bombeiros, minha senhora?-É a entrada dos novos bombeiros na corporação. Acabaram o estágio e agora estão na cerimónia do juramento e cada um recebeu as suas divisas e o seu capacete. Olhe, no fim eles vão apanhar um banho...coitados!
Nesta importante e singela cerimónia esteve presente o Presidente da Associação, que por motivos óbvios, na altura do banho, subiu para a varanda e lá do alto viu os mais molhados, os assim assim e algumas bombeiras que conseguiram aguentar firmes e sairam de cabelos sequinhos...apesar de tanta água, apagou-se o incêndio e nada lhes aconteceu.
Os Bombeiros Voluntários do Sabugal, em particular os novos(as), perdoem estas minhas fotos, mas pela 1ª vez assisti a parte desta cerimónia. Daqui a uns dias coloco o vídeo...se concordarem.
Sejam todos bem vindos ao Sabugal.
Subscrever:
Mensagens (Atom)