Um ponto de encontro para naturais, descendentes e apaixonados pela aldeia de Malcata, terra que moldou as nossas vidas.
11.7.26
MALCATA E AS EQUIPAS DA BOLA
O Santo António já acabou!...O São João e o São Pedro também! E estamos a poucos dias das festas de Verão. Não há terra ou lugar que não tenha a sua festa, que não celebre o seu santo ou santa de devoção ou onde as pessoas não escolhem divindades e assim não se zangam uns com os outros.
Este ano a temporada das festas de Malcata vai durar uma semana, mais coisa menos coisa. Vai ser uma semana de resistência, de diversão e convívio e só os mais fortes vão aguentar estar em todas as actividades.
Quem não se recorda dos jogos de futebol nos dias próximos da festa?
Os tempos eram outros, existia nos anos 70 e 80 outra mística e muitos mais jovens que vinham passar as férias à aldeia e em conjunto com os que nela viviam todo o ano, facilmente se formava uma equipa de futebol, mesmo com jogadores suplentes.
Nessa altura, já a associação estava em actividade e era convidada para participar em jogos amigáveis com as freguesias vizinhas ou então para jogar uma partida entre solteiros e casados.
E sem desprimor para as actuais equipas da ACDM, as equipas de Malcata tinha um conjunto de jogadores muito refinados e até incluía algumas estrelas que jogavam nas equipas distritais da Guarda e do Sabugal.
O resultado destes jogos eram importantes e fosse qual fosse, no final dos jogos e depois de umas banhadas de água fria no ribeiro, todos os participantes se reuniam na aldeia para um lanche ajantarado.
Nesses tempos, os ídolos chamavam-se Eusébio, Fernando Gomes, Cubilhas, José Henriques, Tibi, Damas, Yazalde, Néné, António Simões, Torres, Carlos Manuel, Pavão, Silvino, Futre, Figo, Rui Costa, Jorge Costa...
10.7.26
MALCATA ESTÁ DIFERENTE
Os anos passam e deixam marcas exteriores e com grandes diferenças.
Deixo aqui algumas fotografias que mostram um pouco da história da nossa pequena aldeia e que ilustram as mudanças que ocorreram.
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| Carvalhão-Malcata |
| Posto da Guarda Fiscal de Malcata A Fonte - Minimercado
Construção do Edifício de Apoio à Exploração Pecuária Capela de São Domingos |
Quem entra em Malcata vindo pela ponte nova ou pela aldeia de Quadrazais, dá logo pelas diferenças. Tanto de um lado como do outro, tudo está diferente.
ao lado da margem esquerda do Rio Côa e com a serra do lado direito. O rio já deixou de existir porque foi engolido pela albufeira e a serra esteve quase a ter o mesmo fim. Felizmente a indústria da celulose foi derrotada. Não temos rio, mas tenho a casa onde nasci e dela guardo muitas lembranças.
A aldeia e a paisagem deixam-me marcas e saudades, pessoas genuínas e fantásticas, paisagens lindas, lugares aprazíveis para descansar...assim vai a aldeia.
8.7.26
MALCATA : PONTO DA SITUAÇÃO
Como está a nossa aldeia?
A Junta de Freguesia tem nas mãos todo o poder e pode dar-se ao luxo de gerir a freguesia como bem entender e achar melhor. O povo, por duas vezes consecutivas, entregou nas mãos da Junta de Freguesia os destinos da comunidade. Portanto, no fim deste mandato, o terceiro e último presidido por João Vítor,
serão feitas as contas todas.
Estão a ser desenvolvidos dois projectos estruturais para a freguesia de Malcata:
Alojamento Local "Malcata Naturalmente";
Exploração Pecuária nos Baldios da Freguesia -"Cabras Serranas".
E as perguntas que faço são estas:
Está a Junta de Freguesia a avançar em alguma direcção?
Estão estes dois projectos, importantes para a freguesia, a mudar Malcata?
Em que ponto da situação se encontram estes dois projectos?
Tem importância conhecer o pensamento da nossa autarquia, que desde 2021 governa com maioria absoluta, sem qualquer oposição, totalmente livre na tomada de decisões, por isso mesmo, todos os malcatenhos esperam chegar a 2029 orgulhosos do trabalho realizado. O tempo não deixa de passar e quando dermos por ela, estamos mesmo a chegar à meta. E vai ser nesse momento necessário olhar para o caminho que foi percorrido e analisar se valeu ou não a pena. Oxalá as conclusões sejam boas e agradáveis de ler e principalmente de sentir que está melhor a vida dos malcatenhos que vivem na aldeia e se voltámos a ser uma terra onde se recebe bem, onde se cria e come o melhor cabrito, se come o melhor pão caseiro acompanhado com o melhor queijo de cabra.
Haja ambição e coragem em explorar o que deve ser explorado.
| AL-Malcata Naturalmente |
7.7.26
MALCATA FOI NOTÍCIA NO AMIGO DO SABUGAL
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| Localização do primeiro nicho de Nossa Senhora dos Caminhos, em Malcata |
Os nichos dedicados a Nossa Senhora dos Caminhos foram um plano da Mocidade Portuguesa Feminina, lançado em 1962, em Portugal. Este nichos existem por todo o país e marcam a história religiosa e a devoção do povo. E na nossa terra, também se alimentou a ideia que a Senhora dos Caminhos abençoava os peregrinos, os caminhantes, os motoristas e todos os que se deslocavam de um lado para o outro. Geralmente, o nicho situava-se à saída/entrada das povoações, junto a uma estrada ou um caminho, com passagem de muitas pessoas.
Em Malcata, o projecto nasceu e foi conduzido pelas três professoras que lecionavam as crianças na Escola Primária: Dª. Maria do Carmo Corrais, Dª. Isabel Ramos Barroso e Dª.Dulce Borges Alexandrino. Estas professoras tiveram um papel preponderante, reuniram todas as pessoas, crianças e graúdos, organizaram-se e conseguiram angariar todo o dinheiro necessário para pagar a obra.
O primeiro nicho
construído na nossa freguesia era uma obra simples e ao mesmo tempo, rara de
encontrar igual. E a sua primeira localização era à saída da aldeia e junto à
estrada antiga, a uns 20 metros da ponte velha e foi inaugurado em 1968.
A Senhora dos
Caminhos é uma homenagem do povo de Malcata a Nossa Senhora, traduzindo-se, em
simultâneo, num pedido de protecção e amparo para todos os que efectuam os mais
diversos percursos pelo nosso país e pelo mundo inteiro.
Actualmente a organização da festa em honra de Nossa Senhora dos Caminhos deixou de se realizar. Aquela que durante muitos anos, constava como uma das festas da paróquia de Malcata, não tendo um culto muito antigo, pois as notícias da sua inauguração são de 1968, logo não é de crer que seja mais antiga que essa data. Consta na aldeia que a última Comissão de Mordomos da última Festa em Honra de Nossa Senhora dos Caminhos de Malcata, é a fiel guardiã dos dinheiros das festas.
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| Notícia da inauguração do Nicho da Sra. dos Caminhos de Malcata no Amigo do Sabugal |
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| Nicho Nossa Senhora dos Caminhos inaugurado a 07-07-1968 |
3.7.26
FESTAS E FEIRINHAS SÓ ENCHEM BARRIGA
A Câmara Municipal do
Sabugal contratou um gabinete da especialidade para realização de um estudo
sério e aprofundado sobre o concelho. O trabalho foi feito e pago. O problema é
que, esse estudo de pouco ou quase nada serviu e apesar dos diagnósticos
encontrados, o território continua mais ou menos na mesma, o município continua
a dar prioridade a eventos efémeros, dispendiosos q.b., sem a capacidade de deixar
valor, marca, riqueza financeira duradoura. Sei de concursos já pagos pelo
município a gabinetes de gente trabalhadora, que rabiscaram uma Aldeia de Alzheimer,
uma Carta Europeia Para as Terras do Lince, uma Grande Rota, percursos e
parques de campismo, mas nada saiu do papel. Começo a duvidar até que alguém se
tenha debruçado na leitura cuidada e atenta do que foi analisado e sugerido!
A visão estratégica esgota-se na
realização de mais estudos e projectos de construção de estruturas que,
provavelmente, não trarão retorno financeiro para a economia, não são projectos
apelativos à fixação de empresas, de pessoas…porque o interesse é que essas
pessoas venham passar uns dias em festas, garraiadas e outras realizações de
consumo rápido.
Quando um município apresenta uma conta de --- estamos frente a um
problema sério de tesouraria. São mesmo investimentos no futuro ou apenas o pagamento a empresas criadas para entreter o povo com o dinheiro dos impostos que paga?
Um concelho onde as empresas não têm condições de se instalar, gerar postos de
trabalho e riqueza, dizer da boca para fora que as festas foram um êxito e são
para continuar, aumentar e gastar ainda mais…
Nestes anos assistimos a eventos patrocinados pela Câmara Municipal. E se não é
com o apoio declarado da Câmara, lá aparece uma daquelas “empresas” ou “proxis”
do município, que escondidas com outros nomes, são igualmente geridas com o
nosso dinheiro. Ou seja, o povo paga sempre, mesmo que não pareça!
Já repararam que a Câmara Municipal se
transformou numa daquelas empresas de entretenimento público? Ainda há dias
acabaram as Festas da Cidade 2026, na cidade do Sabugal. Seguem-se as Capeias
Arraianas durante o mês de Julho e Agosto, os Festivais Sete Sóis Sete Luas, Bruxas
à Solta, Muralhas Com História (Sortelha), Festival Sons do Côa, Sortelha Beijo
Sem Fim, Feira dos Santos, Feira das Tecnologias, Festival de Degustação de
Carnes e não haverá concurso de Derrube de Obstáculos a Cavalo, porque
desistiram da Aldeia Medieval ali para os lados de Roque Amador…o tal Parque
Temático, imaginado pelos criativos do município no tempo do António.
Se não desse para rir… mas não vamos
esperar muito tempo para chorar! É que as festas, pagam-se bem e como no
castelo não existem recursos materiais, criatividade muito menos, continua-se a
alimentar a manada de empresas que não largam a teta, porque para trabalhar
basta requisitar os trabalhadores do município, mesmo que o seu trabalho diário
fique por acabar. Pois, só que os problemas disto tudo não têm que ver com a
disposição e vontade de colaborar, de trabalhar por amor à Câmara, ao
presidente ou ao chefe de equipa. Ir trabalhar para as festas todos querem e
provavelmente alguns estão sempre à espreita da oportunidade de mudar de tarefa
por uns dias e sempre há um tempinho para um pé de dança.
Mas e o importante? A criação de
riqueza? O futuro dos mais novos?
Por muito grande e bonito fique o palco
multiusos, o concelho necessita permanentemente de pessoas, de empresas
produtoras de queijos, chouriços, compotas, armazéns cheios de batatas prontas
a exportar, talhos e pastores, colmeias e abelhas, vacarias e rebanhos,
carpintarias e serrações…porque numa era digital, nem a Inteligência Artificial
é tudo!
2.7.26
FESTA EM HONRA DE SÃO BARNABÉ 2026
Está oficialmente apresentado o cartaz da Festa em Honra de São Barnabé 2026, na freguesia de Malcata.
Com um programa pensado pela Comissão de Mordomos e com o qual pretendem reunir amigos, famílias e todos aqueles que fazem questão de visitar a nossa aldeia na primeira quinzena de Agosto. A aldeia volta a celebrar aquilo que une uma comunidade, dando continuidade a um evento que consegue reunir apoios e vontade.
Vai ser uma semana para o encontro de pessoas conhecidas e que não se veem há anos e que se irão encontrar nas diversas actividades da festa.
Nesta coisa da festa, tal como acontece em muitas outras coisas, cada cabeça sua sentença. E independentemente de eu e vós gostarmos do cartaz deste ano e do programa, observo que se continua a dizer que é uma festa, em Honra de São Barnabé. Isso não significa que o programa do cartaz tenha tido a colaboração e a aprovação da paróquia ou que a Comissão Fabriqueira tenha interferido na programação dos festejos. A festa dita religiosa, cinge-se a duas referências que vão ter lugar no último dia dos festejos, o dia maior e mais importante da religiosidade popular e estou a falar da Missa Solene e da procissão à volta do povo.
Muitos dos adultos lembram com certeza as festas e as imagens veneradas em cada uma delas. A minha memória leva-me aos tempos de se realizarem as festas de Malcata em honra de duas santidades representadas na igreja matriz de São Barnabé: Nossa Senhora do Rosário e Sagrado Coração de Jesus, realizadas alternadamente e quase sempre no mês de Agosto. Nesses anos sessenta, as festas começavam e terminavam com grandes solenidades religiosas e todos os eventos de convívio e diversão vinham depois, não se misturavam e respeitados os horários, tudo decorria na santa paz e harmonia.
O trabalho de preparação era distribuído por todo o ano da festa e os mordomos combinavam o dia e a hora de sair com um peditório, onde recolhiam dinheiro, várias coisas que as pessoas queriam oferecer, que voluntariamente se dispunham a doar para o êxito da festa. Também os mordomos preparavam todo o material necessário para as cerimónias religiosas, desde o cuidar dos andores, das imagens dos Santos, das roupas usadas nos altares, círios e outros artefactos que se iam utilizar nas cerimónias. A coordenação e planeamento dos actos religiosos ficavam sob responsabilidade do padre e da Comissão Fabriqueira da Paróquia, que se reunia sempre com a Comissão de Mordomos para acertar toda a programação. Nesses anos, as celebrações religiosas eram vividas com uma entrega que hoje já não têm e não se sentem com tanto fanatismo e rigidez dos rituais. Mesmo as procissões, a Missa Solene, o tocar dos sinos do campanário, eram rituais vividos e sentidos com muita cerimónia e fé no divino.
Nos meus tempos de criança toda a gente gostava e tinha um enorme orgulho em participar nas cerimónias da igreja. Todos os anos acontecia a mesma cena na altura da missa de Domingo e metade do povo assistia à missa da festa a partir do adro da igreja. Lá dentro não cabia mais ninguém, mesmo as coxias laterais e o coro, as escadas do campanário e a sacristia, as pessoas ficavam a abarrotar e entaladas como as sardinhas em lata. O importante era estar presente e ser visto pelos outros e outras, todos os sítios serviam para cumprir e não faltar à Missa da festa.
Hoje, passados que são mais de cinquenta anos, a igreja continua a ter as mesmas medidas e capacidade de acolhimento, talvez até com menos lugares disponíveis, por causa do espaço ocupado pelos bancos de madeira que antigamente não havia e não havia nem para os padres.
Actualmente há muitas pessoas que não apreciam e não participam nas cerimónias religiosas e a fé é revelada de forma bem diferente da que professavam os nossos antepassados, familiares, amigos e por que não dizer, os padres. A ignorância e o analfabetismo agravava ainda mais a miséria e a pobreza de espírito e muitos que exerciam cargos de poder e influência na aldeia, beneficiavam com a vida e a organização comunitária, vivendo mais para aumentar benefícios e prazeres particulares e familiares.
As festas era o que de melhor havia para entreter o povo, com a festa espantavam os maus espíritos, os maus-olhados e era a melhor receita para espantar a pasmaceira e a "moinice" dos dias de calor.
Concluo, dizendo que nem tudo o que se fazia e faz é bom e nem tudo agrada a todos. Muito do que disse é baseado nas minhas memórias que procuro descrever o melhor que sou capaz. Hoje, sou um cristão que vive mais distante das práticas tradicionais e religiosas da nossa aldeia, significando apenas e só a convicção pessoal de me sentir cristão livre, não sou fanático mas crente.
Como bom cristão, não vou cometer o erro de condenar ou desvalorizar o programa das festas deste ano. As tradições e as festas nunca são iguais e o tempo vai-se encarregar de as fazer esquecer e nem vale a pena desejar voltar atrás e condenar quem trabalhou para alegrar o povo. Não, esse erro não vou cometer, mas também não devo condenar os que ainda pensam assim. Vou focar-me no presente e nesta imagem que me assaltou a mente: a felicidade dos cães quando abanam o rabo ao ver o dono, mesmo que só tenham decorrido uns minutos de ausência física. O que lá vai, lá vai!
Venham à festa de São Barnabé 2026.
29.6.26
CAFETARIA NO LARGO DA FONTE VAI SURPREENDER A CIDADE DO SABUGAL
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| Sabugal e o Largo da Fonte |
Quando um executivo autárquico governa com maioria, a oposição tem de ser mais interventiva e mais atenta a toda a actividade do município.
E questionar as decisões do Município é dever de todos os membros da Assembleia Municipal.
Ora bem, no próximo dia 30 de Junho, vai realizar-se uma sessão Ordinária da Assembleia Municipal do Sabugal.
CASO 1
A Câmara Municipal do Sabugal vai
instalar em espaço público da cidade do Sabugal, no Largo da Fonte, uma
cafetaria.
Para tal, no passado dia 3 de Junho, foi
assinado um contrato de empreitada para
execução e instalação de um estabelecimento de cafetaria, pelo preço contratual
de 149.354,95 euros, valor que se acrescentará o respectivo IVA. Com um prazo
de execução de 60 dias.
CASO 2
No passado dia 23 de Junho, o Município
do Sabugal celebrou um contrato de prestação de serviços na área do turismo,
pelo preço contratual de 15.600,00 euros,
acrescido do Iva. Este contrato está tem um encargo plurianual repartido da
seguinte forma: 2026- 7.800,00 €; 2027- 7.800,00€; + IVA.
Esta adjudicação resultou de um ajuste
directo do Município do Sabugal com o cidadão Emanuel José Lopes Gouveia,
morador no concelho do Sabugal.
São dois contratos que dizem respeito à promoção do concelho e em que se
recorre ao dinheiro público. No meu entender, existe falta de transparência nos
contratos e
a Câmara Municipal deve clarificar os procedimentos que seguiu.
No Caso 1, desconhece-se o projecto, o local onde vai ser instalado; no caso 2,
falta saber da razão ou razões de não haver outros concorrentes.
Deixo aqui uma imagem com informação retirada do Portal Base:
não venha embrulhada como se fosse uma prenda de Natal!
28.6.26
LEVAR A VIDA A SÉRIO
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| Rebanho nos Baldios de Malcata Foto de Maria Nabais |
“Vemos, ouvimos e lemos,
não podemos ignorar”.
Basta olhar, ouvir as notícias que
circulam à nossa volta. O que vemos, lemos e ouvimos muitas vezes são sinais de
muita turbulência no mundo e que nos atormenta a vida. E como humanos, tudo o
que está a acontecer no mundo faz-nos sentir cúmplices e ignoramos o sofrimento
dos outros, as injustiças a que são sujeitos, às guerras que não podem fugir.
Mas é assim o nosso mundo e isso também
não podemos ignorar. Temos de olhar, ver e ouvir e depois tomar uma decisão e
fazer alguma coisa para mudar a situação. O ficar só a ver e a ouvir é pactuar
com o que não queremos e não gostamos que aconteça. Simplesmente não podemos
pensar que sempre assim foi, desde que nos lembramos foi assim feito e não
podemos fazer nada. Não, nós podemos fazer alguma coisa. Precisamos é de
acordar para a realidade, para o nosso pequeno mundo onde vivemos o nosso dia-a-dia
e tantas coisas boas e más acontecem, mas que nós nem nos damos conta. Muitas
coisas que acontecem e que até nos parece bem, aplaudimos e até participamos
porque achamos que temos direito a elas, às vezes, são situações de
doutrinação, de propaganda política disfarçada de muitas formas e feitios. E
nós, porque gostamos, deixamo-nos levar e como se estivéssemos
num mundo maravilhoso, vimos para casa alegres, bem-dispostos e não nos calamos
de elogiar o trabalho dos outros, nem nos preocupamos dos verdadeiros
propósitos do trabalho dos outros. Mas os outros, que não estão adormecidos,
sabem bem o que precisam e o que cada um de nós vale. Eles querem controlar o
nosso mundo e a vida de quem vive nele. Estando o mundo nas suas mãos, está nas
mãos deles a vida de cada um de nós. E quando assim é, isso dá-lhes força e genica
de prosseguir o seu caminho.
Nós precisamos de levar a vida mais a
sério. Fazer o que se pode fazer e o que se tem de fazer. Por pouco que
fizermos, ganhamos ou perdemos, mas pelo menos
somos nós próprios e queremos viver a nossa vida e não a dos outros.
“Ah, ao fim e ao cabo são todos iguais”.
Não, não somos todos iguais. Só somos iguais porque nascemos e morremos. Todos
já sabemos disso e mais tarde ou mais cedo, sabemos que isso vai acontecer. Mas
até que a morte chegue, há que viver os anos que nos forem oferecidos.
A vida tem de servir para alguma coisa, não
acham?
27.6.26
19.6.26
SABUGAL PERDE EMPRESA DE TRANSPORTES
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| Março 2025 Zona Localização Empresarial do Espinhal-Sabugal |
A Câmara Municipal, em reunião de 5 de fevereiro, aprovou
a operação de loteamento urbano com obras de urbanização da Zona de Localização
Empresarial do Sabugal, situada no Alto do Espinhal, adjacente à EN 233, na
freguesia das Quintas de São Bartolomeu.
Esta operação de loteamento de iniciativa municipal
compreende uma área total a lotear de cerca de 20 hectares, resultando a
criação de 22 lotes destinados a indústria/armazém/comércio/serviços.
Ler aqui: https://www.cm-sabugal.pt/noticias/operacao-de-loteamento-da-zona-de-localizacao-empresarial-do-sabugal/
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Visita Técnica às Obras Municipais em curso no Sabugal
Zona de Localização Empresarial do Sabugal
Obras de
Urbanização
Valor do Investimento: 1.135.798,49 € (c/IVA)
Descrição da Intervenção:
Execução das obras de urbanização da Zona de Localização
Empresarial do Sabugal, numa área de cerca de 19 hectares. A intervenção inclui
a execução de arruamentos, redes de infraestruturas, estacionamento e espaços
públicos, criando condições para a instalação de novas atividades económicas e
empresariais.
Ler aqui:
DIGAM-ME QUE ESTOU ERRADO!!!
Município da Guarda
6 h do dia 19-06-2026
INVESTIMENTO NA PLIE PARA A CENTRAL DE OPERAÇÕES DA NOVA CONCESSÃO DE TRANSPORTES INTERURBANOS DA REGIÃO BEIRAS E SERRA DA ESTRELA
Foi assinada na segunda-feira, 15 de junho, a escritura de transmissão de três lotes da Plataforma Logística (PLIE) à empresa TBSE, Unipessoal Lda,(Viúva Monteiro) dedicada à operacionalização de transportes públicos. Os terrenos irão acolher a central de operações da nova concessão de transportes interurbanos da Comunidade Intermunicipal Região Beiras e Serra da Estrela (CIMRBSE). A assinatura decorreu nos Paços do Concelho na presença do presidente da Câmara, Sérgio Costa.
#municípiodaguarda #guarda #amaisalta #empresas #plie
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| TBSE, Unipessoal Ldª instala-se na Guarda |
ESTRATÉGIA DE URBANISMO?
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| Abertura das Festas da Cidade 2026 |
O Município do Sabugal perde uma nova empresa para a Guarda ao mesmo tempo que se orgulha de andar de festa em festa, umas a seguir às outras, não há tempo para descansar, o povo pede e o rei oferece!
A mesma empresa que se orgulha de ser uma importante PME com sede no concelho do Sabugal, escolhe outro concelho vizinho para nele oferecer postos de trabalho, directos e indirectos e receitas fiscais que entrega ao concelho vizinho...vão mas é todos dar banho ao cão!
Não somos todos parvos!
SABUGAL: ESTRATÉGIA OU FESTA?
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| Abertura das Festas da Cidade |
Começaram as Festas da Cidade do Sabugal 2026 e que se vão
prolongar até ao próximo domingo.
Para muitas pessoas as festas medem-se
pelos nomes dos artistas que se convidam, muitas vezes associados ou agenciados
por empresas ligadas ao negócio de eventos por todo o país e principalmente,
contratos de ajuste directo com as autarquias locais. Há ainda que incluir os
artistas e bandas locais, que as entidades organizadoras da festa se preocupam
em contratar, algumas vezes, através de ajustes combinados e nem sempre com
divulgação pública dos valores envolvidos, acabando por essas despesas não
constarem na soma dos custos reais da festa e talvez assim dar a sensação de
controlo dos custos. E para não serem acusados de não “surfar” a onda e a moda,
pagam aos DJs umas centenas de euros para nas horas finais da noite estoirarem
os crânios da malta resistente e que aguenta até ao nascer do sol.
Este ano, estarão 40 expositores no
recinto das Festas da Cidade e nas palavras do presidente da Câmara Municipal,
Vítor Proença, diz que
“representa um investimento de 200.000 euros por parte do município”.
A verdade é que ultrapassa em muito este
valor, pois numa consulta que realizei aos contratos publicados no Portal Base,
somei 386 000 euros, a que se deve acrescentar o IVA.
E como já é costume, o dinheiro que se
gasta nas Festas da Cidade, causa sempre controvérsia, pois nunca há números
exactos. O município, organizador das Festas da Cidade, tem escondido do
conhecimento público algumas contratações de artistas locais e que participam
nas festas como bandas de apoio aos grandes da música.
A este investimento
somam-se outros que tem a ver com as horas, os recursos humanos e materiais que
são suportados pelo Município. Estas realidades não devem ser esquecidas e
deviam entrar também na contabilidade da festa que o Município quis açambarcar.
As Festas da Cidade têm de ser feitas,
nelas tem de se gastar dinheiro, mas há que ter um controlo dos gastos. É que o
dinheiro faz falta !
Quando uma Câmara Municipal aposta na
realização e promoção das Festas da Cidade, que é só a cidade capital do
concelho, tem de ter sempre presente o que essa decisão pode causar na
tesouraria municipal.
Num território com 12000 habitantes,
500.000 euros para uma festa de quatro dias, se não houver retorno económico,
se os ganhos não superarem as despesas, estamos perante um buracão financeiro.
São quatro noites de folia e umas horas durante a tarde, porque nas outras
horas dos festejos, as pessoas, na sua grande maioria, estão a trabalhar.
No fundo e sem rodeios, o que ganha o
município com 4 dias de festa?
Alegria, boa disposição, convívio,
noites de ressacas seguidas, dias de trabalho de baixa produtividade, vendem-se
milhões de litros de álcool, pratos de comida e reutilizam-se os copos
antecipadamente pagos a um euro cada um…tudo decorre num recinto vedado e só os
comerciantes presentes no espaço ganham com a festa. Ou seja, a festa é o que é
e quem quer estar na festa tem de pagar as vezes que for preciso. Mesmo quem
não ponha lá os pés é obrigado a contribuir, porque é com os impostos e taxas
municipais que se pagam as despesas da festa. E a pergunta que devemos todos
fazer ao senhor Vítor Proença, é esta:
A Festa da Cidade do Sabugal 2026
paga-se a ela própria?
Vou deixar alguns números:
Pórtico e palco.................... 49.900,00 euros
Diogo Piçarra e Vizinhos........... 46.000,00 euros
Emanuel e Maxi..................... 17.400,00 euros
Ana Bacalhau....................... 13.150,00 euros
Espaço Infantil.................... 14.900,00 euros
Tenda.............................. 74.485,00 euros
Montar e desmontar equipamentos.... 25.700,00 euros
Brindes,cartazes, flyers........... 22.470,00 euros
TOTAL : 264.005,00 euros + IVA
Nota 1: Estes valores estão disponíveis no Portal Base. Há mais ainda que não estão nesta amostra.
Nota 2:OUTROS INVESTIMENTOS COM VALORES DESCONHECIDOS e que não
estão disponíveis no Portal Base até ao dia de 18-06-2026,
mas que estão contratados para a festa:
- Brasa Doirada
- Dj Denix
- Prós & Contras
- Game Over
- Dj Piratas
- Armando Almeida
- Banda Índice
- Djs Squid
- Virgílio Faleiro
Os números são só números!
A TRADIÇÃO...É TRADIÇÃO PARA FICAR!
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| Santos Populares em Malcata |
Uma festa popular é um momento de celebração, de convívio e
de alegrias, que tem um impacto positivo nas pessoas que participam.
São momentos de alegrar o coração e que
fazem bem à mente!
A música, o baile, as palmas e as tradições
ajudam a promover boa disposição e quando a festa acontece num meio pequeno,
tudo nos faz sentir parte integrante e acabamos por nos sentir parte da
comunidade local. E o bom que a festa tem é que devemos aproveitar o momento,
esquecer as pressas e cuidar dos excessos.
Em Malcata, os arraiais dedicados ao São
João, têm registos muito antigos e essa tradição tem-se continuado ao longo dos
tempos, mas ao que parece, pode estar em vias de desaparecer. O problema não é
deste ano, mas já se vem arrastando há uns tempos. Os voluntários “mordomos”
têm-se repetido quase sempre todos os anos, a idade é sempre um dado a
considerar e a saúde é a prioridade maior.
O fulgor das pessoas continua em alta,
não com a rivalidade e o despique de outros tempos entre os da Moita e os da
Torrinha, mas é importante preservar esta festa tão típica na nossa terra. Sou defensor desta festa popular e lanço
daqui o apelo aos malcatenhos para não desistirem dos festejos do São João ou
do São Pedro.
Deus quer,
o
Homem sonha
e
a festa faz-se!
18.6.26
ACESSO AOS SERVIÇOS BANCÁRIOS
O Governo quer implementar a instalação de
Caixas Multibanco nas freguesias mais isoladas e com dificuldades no acesso aos
serviços bancários. O objectivo passa por proceder à colocação de máquinas
Multibanco nas freguesias onde não existem. Os locais mais indicados parece ser
nos edifícios das Juntas de Freguesia.
O assunto está ainda a ser estudado e
fala-se que ainda este ano, vai arrancar um projecto piloto em 20 freguesias. A
Associação Nacional de Freguesias está disponível a ser parceiro, bem como o
Ministério da Economia e o Banco de Portugal.
Para além das normais caixas de
multibanco, as Juntas de Freguesia que não adiram às caixas Multibanco, poderão
disponibilizar dinheiro vivo aos habitantes da aldeia.
O que se pretende com estas medidas é
oferecer o acesso aos serviços bancários nas mais de 1000 freguesias que ainda
não dispõem de qualquer caixa automática.
A
possibilidade de pessoas mais idosas, que não têm tanta familiaridade com os
telemóveis e aplicações, a possibilidade de aceder a um Multibanco, é hoje,
algo mesmo importante e essencial para se tratar de vários assuntos da sua
vida, do seu dia a dia, da sua relação com o próprio Estado e serviços públicos.
Qual é a intenção da Junta de Freguesia
em relação à instalação, ou não, da Caixa Multibanco?
Esta é uma situação que tem de ser
tratada e claro, alguma coisa tem de se fazer para alterar e facilitar o acesso
das pessoas a estes serviços.
12.6.26
MUDAR SIM, ESTRAGAR NÃO !
Camões é uma das figuras da literatura
portuguesa e foi na poesia que ele se notabilizou. Um pouco por todo o país
foram erigidos, ao longo dos anos, inúmeros monumentos alusivos a Luís de
Camões, escolhido como símbolo de portugalidade, que todos os anos os
portugueses comemoram a 10 de Junho.
Por isso, não é de admirar, que se
encontrem muitos monumentos erigidos em seu nome, marcando a paisagem de muitos
espaços públicos de cidades e vilas de Portugal e também em vários países.
No dia 13 de Junho de 1912 foi
inaugurada a primeira estátua de Camões em Paris. Está suportado por um pedestal
com cerca de 5 metros de altura, pode ser admirado no Jardim Camões, na Casa de
Portugal.
A cidade de Lisboa tem uma estátua desde
1867; na cidade do Porto foi inaugurada em 1980. Na cidade de Coimbra, Viseu,
Leira, Peniche, tem monumento dedicado ao poeta. No Canadá, onde vivem milhares
de portugueses, desde 2013, que se encontra no centro da maior cidade do país.
Também no Brasil, Moçambique, Macau, Goa…são monumentos que se encontram nas
terras de acolhimento dos portugueses espalhados pelo mundo.
Isto é realmente sinal da universalidade
desta figura da cultura portuguesa e com a qual os portugueses se identificam.
O Dia de Portugal, de Camões e das
Comunidades Portuguesas, que é celebrado anualmente a 10 de Junho, data da
morte do poeta, é uma homenagem à nossa cultura e aos portugueses emigrantes
pelo mundo. Por isso, surgiram ao longo dos anos, inúmeros monumentos dedicados
a Camões, que perpetuam a ligação dos nossos emigrantes ao seu país. Foi por
isso e a pensar no legado e no agradecimento, que a família Corceiro, emigrante
na Argentina há muitos anos, surpreendeu a população de Malcata, uma pequena
aldeia da beira, com a oferta do busto de Camões. Inaugurado em 12 de Setembro
de 1969, o busto está colocado sobre um pedestal em pedra de granito e numa
placa lemos:
“A Luís de Camões imortal poeta cantor
da raça
mandado erigir por José Manuel Corceiro e esposa
Domingas F. Nozeti, argentina, em memória de seus pais,
Manuel José Corceiro e Rosalina Gonçalves,
filhos desta terra e homenagem aos naturais
e emigrantes de Malcata”.
No Verão de 2015, na aldeia de Malcata,
aconteceu uma pequena homenagem com a participação da família Corceiro
residente Argentina, que numa noite de
festa, prestou tributo a esta família de gente emigrante e que ainda hoje, tem
familiares vivos na nossa aldeia.
E ao longo dos anos, o mundo vai
mudando. A vontade dos homens em mudar para acompanhar o mundo e preservar o
monumento nem sempre teve decisões acertadas. Algumas dessas mudanças deixaram
os malcatenhos preocupados, irrequietos e apreensivos quanto ao futuro da
estátua de Camões e sobre o seu papel na freguesia.
Oxalá os problemas se fiquem por aqui e
de uma vez por todas se assuma o compromisso sério de preservar, manter e
cuidar deste monumento tão peculiar e tão raro ser visto em terras pequenas. Os
malcatenhos têm o dever de cuidar bem do legado que lhes foi oferecido. É
importante transmitir às futuras gerações a importância e o simbolismo do busto
de Camões na nossa aldeia. No conjunto dos elementos patrimoniais da freguesia,
este monumento é, sem qualquer sombra de dúvidas, uma marca identitária da
nossa terra, que nos une e nos glorifica como comunidade. Não é só e apenas um
busto em cima de um bloco de granito, é o compromisso que a freguesia aceitou
cuidar e respeitar e que continua a representar a nossa memória histórica. A
escolha de não esquecermos este legado está nas mentes de cada malcatenho e
também na Junta de Freguesia, entidade que oficialmente representa toda a
aldeia. Continuar a transmitir estes valores às novas gerações, defendendo
sempre o pensamento de Camões e da família Corceiro, como caminho da união dos
malcatenhos, há que continuar a ser cada um de nós, portugueses e malcatenhos,
a ser o elo que é preciso para manter a união entre todos.
Algumas imagens históricas:
4.6.26
PONTOS DE INTERESSE EM MALCATA
Em Malcata existem paisagem natural,
água e História que está por contar. Não basta tudo isto para os malcatenhos nos sentirmos felizes e convencidos que somos os melhores.
Uma coisa é verdade: há floresta, há água e isso vai acompanhar-nos sempre,
mesmo que não se faça nada.
O contacto com a natureza e com a água é feita por caminhos de terra, que nos
levam a caminhar sós ou em grupo, em ambiente seguro e descontraído.
Mas isto que vos falei é o que há em todos os lugares rurais do nosso país.
Então como nos podemos diferenciar das outras terras? Através das nossas
gentes, sim as pessoas são a pedra de toque e abraçar quem nos vem visitar,
levar essa gente a conhecer os lugares, o património, os sabores e a cultura do
nosso povo.
Então o que temos para oferecer aos que nos visitam?
Que está a ser preparado para quem nos visitar nos próximos dias, meses?
É
certo que vai haver festas populares e que muitos vão repetir a ida à Zona de
Lazer. Este lugar tem sido um dos nossos cartões de visita e isso tem sido bom.
É um lugar tranquilo, óptimo para descansar e conviver com os amigos e família.
Lá mais para a frente, na semana das festas, estamos a contar com animação e a
feira de artesanato. São eventos que ajudam a chamar gente, animam os negócios
locais e enchem as ruas de vida e crianças. Motivos suficientes para a aldeia
transbordar de alegria. Mas, insuficiente para atrair visitantes de outras
paragens, com mais poder de compra e interesses bem mais refinados.
Sendo a natureza, a água e o território
importante para alavancar o desenvolvimento económico e social da nossa terra,
estamos ainda muito aquém do que precisamos para atrair visitantes. Onde
estamos a apostar para aumentar o interesse dos turistas? Vamos continuar a
cuidar apenas da Zona de Lazer? Que outros pontos de interesse e de visita
obrigatória, queremos nós malcatenhos, dar a conhecer aos que nos visitam? Para
mim Malcata é falar de cabrito assado, queijo e pão, mel de rosmaninho ou de
urze, flor de carqueja e de lince da Malcata, é mostrar a torre e o forno,
organizar visitas ao moinho e sentar o turista na Praça do Rossio a comer pão
com chouriço, um doce e uma fatia de
pão-leve cozido em forma de barro. E eu pergunto: onde existem estas coisas
deliciosas? Porque não se vendem?
A falta destas iguarias à mão de todos,
à vista de quem passa nas ruas, deixa-me a pensar nas razões de não haver sítio
onde provar, comprar para si e para oferecer aos amigos.
Porque não se criam
oportunidades de negócio? Quem está a pensar e a preparar o futuro?
Que
investimento está a ser feito, apoiado e acarinhado para fazer dinheiro, para
criar empregos, para objectivamente desenvolver a freguesia?
Que tipo de apoios estão a ser oferecidos aos que todos os dias trabalham e
vivem na nossa aldeia?
A tranquilidade e a segurança, a paz e
o sossego, a natureza e a água que a albufeira armazena, não chega. Isto há por
muitos outros territórios e não é preciso viajar até à Serra de Sintra, as
aldeias vizinhas têm o mesmo que Malcata.
Então como atrair para Malcata quem gosta da natureza, água e tranquilidade
durante as férias ou num fim-de-semana prolongado?
Uma coisa eu tenho a
certeza, Malcata não é só a área de lazer e dar a conhecer o que de melhor tem
Malcata. Há muito mais!
























