7.4.26

REUNIU A ASSEMBLEIA DE COMPARTES DA FREGUESIA DE MALCATA E AGORA?

BALDIOS DE MALCATA, UMA NOVA REALIDADE?



SF-18-168 Equipa de Sapadores Florestais
da Assembleia de Compartes de Malcata

   
   
                 

  A Assembleia de Compartes da Freguesia de Malcata reuniu-se no último dia de Março de 2026 e fazendo fé na Ordem de Trabalhos que constava no edital da convocatória, havia vários assuntos de interesse a ser apresentados, discutidos e a  deliberar pela assembleia.
  Passou uma semana e não há qualquer informação sobre aquilo que se passou nessa reunião. Sendo uma assembleia de compartes, com a ordem de trabalhos tão importante, o mínimo que se espera é a divulgação dos assuntos que ali foram falados, apresentados e decididos. Para além da apresentação das contas relativas ao ano passado, seguia-se o Plano de Actividades para este novo ano e ia-se discutir e deliberar sobre a delegação de poderes de gestão. 
  Outro dos pontos importantes dizia respeito à eleição dos novos corpos sociais da associação dos baldios. 
  Sendo a Assembleia de Compartes o órgão máximo dos baldios, os compartes que não participaram presencialmente nessa assembleia, também têm direito a conhecer o que ficou ou não decidido. 
  As contas foram aprovadas? 
  Qual é o Plano de Actividades para 2016?
  Quem se apresentou para os Corpos Sociais da Assembleia de Compartes da Freguesia de Malcata?
  Qual é a Entidade em quem a Assembleia delegou a presidência do Conselho Directivo?
  Que outros assuntos de interesse foram abordados?

            
                        
Já lá vão 22 anos!




6.4.26

CONTINUAÇÃO DE BOAS FESTAS

 




 Hoje o dia começa mais vagarosamente e vai-se despertando para a realidade. É natural que muitos se sintam cansados, mas com a curiosidade de espreitar o mundo. A janela abre-se no telemóvel ou no computador e instantaneamente estamos a saber as últimas novidades dos nossos familiares, amigos e comunidades. É normal e natural as pessoas desejarem espreitar o dia de ontem, as cruzes e as campainhas a entrar nas casas, onde as mesas brilham e fazem sorrir os rostos das pessoas. É a nova maneira de partilhar as bênçãos da vida! Os desejos de Boa Páscoa, Feliz Páscoa ou simplesmente, Aleluia, Cristo ressuscitou!
 Hoje é um desfilar de fotografias da festa de ontem; mesas com cabrito assado ou vitela, arroz de polvo com filetes do mesmo, os doces, o pão-de-ló, pudim e as amêndoas, etc., etc. Tudo pronto a comer e saborear.
 Cada pessoa e cada família vive a festa da Páscoa em liberdade e cada pessoa é responsável pela sua vida. Eu estou aqui a pensar nesta ideia de Jesus Cristo estar sempre associado a boa comida e festanças. Já repararam que todas as festas da Igreja estão relacionadas com alegria, boas comidas e ramboias? No Natal e na Páscoa é o que todos já experimentámos: boa mesa, bom vinho e muita alegria. As tradições estão acima de tudo e de todos. Mesmo que não passe de um formalismo, um hábito de enfartamento, coisas de marketing religioso, disfarçado de grande sentido cristão. Se o material falha, se os apoios financeiros não aparecerem, não há fé que mova as pessoas a sair de casa. Importa é dar espectáculo, mostrar a fartura, o amor à tradição das coisas e esquecer o interior de cada pessoa, a sua regeneração interior.
 O mundo é assim.
 Continuação de boas festas.

4.4.26

A DATA DA PÁSCOA NA IGREJA CATÓLICA

 A Páscoa pode calhar entre 22 de Março e 25 de Abril!

Calvário-Malcata
(Obra artista Eugénio Macedo)

 A Páscoa calha sempre entre o dia 22 de Março e o dia 25 de Abril. Não tem uma data fixa e isto acontece porque a Igreja católica assim o decidiu. Antes, os cristãos celebravam a Páscoa juntamente com os judeus. A Igreja depois passou a defender uma data própria e sempre num domingo. A Páscoa calha no primeiro domingo depois da primeira lua cheia, que calha no equinócio da Primavera, ou depois, ou logo a seguir ao equinócio da Primavera. E este equinócio da Primavera, é sempre definido como calhando no dia 21 de Março e não muda, é sempre no dia 21 de Março. E a lua cheia? A lua cheia não é a lua astronómica que se vê, mas a lua eclesiástica, que é calculada através de uma forma parecida com as fases da Lua no calendário. Assim, caso a lua cheia ocorra durante o equinócio, os cálculos da Igreja tendem a usar a próxima lua cheia para determinar a data da Páscoa.
 Ou seja, nem sempre a data corresponde exactamente à lua cheia real, mas sim a uma convenção que permite manter a regra a funcionar ano após ano.
 E tudo isto porque a Igreja católica tentou criar uma forma de calcular a Páscoa Cristã de tal forma que calhasse no mesmo momento da Páscoa judaica, mas usando calendários bastante diferentes.
 Foi em Março de 1818  a Páscoa calhou no dia 22 e a próxima vez será em 2035! E em 1943, foi no dia 25 de Abril. Nessa época, em Portugal não se celebrava ainda a Revolução dos Cravos, logo o feriado do 25 de Abril nunca
calhou no domingo de Páscoa, mas vai acontecer em 2038!
 Ainda hoje os católicos e protestantes seguem um calendário, enquanto os ortodoxos utilizam outro – o que faz com que a Páscoa seja celebrada em datas diferentes em todo o mundo.




Sábado de Aleluia 

1.4.26

MALCATA: CABRAS DO REBANHO DA FREGUESIA COM SANGUE E ESPUMA NA BOCA.

ACTUALIZAÇÃO:

AS PARTIDAS DE 1 DE ABRIL...
as cabras e cabritos
do rebanho estão bem.

ATAQUE DE LOBOS
OU
ENVENENAMENTO?

 Ontem tudo parecia um dia normal como o habitual. Mas quando os pastores abriram o porão para entrar no pavilhão onde dorme o rebanho, não queriam crer no que estavam a ver à frente dos olhos. Espalhados pelo chão, encontraram uma série de cabras com sangue e uma espuma rosada junto à boca, pareciam zonzas e que não se aguentavam de pé, andavam com muita dificuldade e a mancar. Surpreendidos e aflitos, pegaram no telemóvel e ligaram para a Junta de Freguesia que se pôs logo a caminho. Mais tarde, houve quem tivesse visto passar o carro da GNR a caminho da serra.
 O que se terá passado durante a noite? 
 Será que foi ataque de lobos?
 Será que alguém tentou assaltar as instalações para levar algum cabrito?
 Oxalá se consiga saber e perceber o que realmente aconteceu. 
 Quem souber mais alguma informação, por favor, diga qualquer coisa. 
 

30.3.26

BALDIOS DE MALCATA: QUE FUTURO? (I)

  

                                 


  A Assembleia de Compartes dos Baldios da Freguesia de Malcata, vai realizar no próximo dia 31 de Março, pelas 20H00, no Edifício da Junta, uma reunião. 
  Este tema dos Baldios é um assunto com grande importância para toda a comunidade, pois os baldios continuam a ser património comum. E por delegação de poderes da Assembleia de Compartes, a gestão dos baldios está a cargo do executivo da Junta de Freguesia. 
  O ponto nº3 da Ordem de Trabalhos "Discussão e votação da delegação de poderes de administração dos Baldios-ICNF", merece um apontamento e uma chamada de alerta dirigido aos compartes. Há a correr por aí, pelas diversas regiões do nosso país e por diversas comunidades/assembleias de baldios, que o ICNF está a apresentar novas propostas de cogestão e administração. Ora, em Janeiro deste ano de 2026, a BALADI (Federação Nacional dos Baldios), alertou através de um comunicado que aquilo que o ICNF estava a querer fazer não servia os interesses dos compartes e até podiam colocar em causa o futuro dos baldios, caso assinassem esses protocolos.
  Por imposição da lei, desde 24 de Janeiro de 2026, todos os acordos que havia entre o ICNF e os Baldios, deixaram de ter fundamento legal, isto é, caducaram depois de 50 anos. É por isso que o ICNF anda agora a tentar promover e assinar o maior número de acordos possíveis com os baldios, mesmo no que respeita à sua administração. 
  Parece que a pretensão do ICNF é ficar com os poderes totais de gestão florestal e sobre todos os rendimentos que os baldios derem: resinas, apicultura, caça, pesca, micologia (cogumelos), recolha de lenha...e passará a receber 40% do material lenhoso, bem como parte do armazenamento de carbono. 











  Os compartes dos baldios de Malcata e a própria Junta de Freguesia de Malcata, antes da discussão e votação da delegação de poderes de gestão dos baldios, o que deviam era solicitar, por escrito, a referida proposta de cogestão e administração para ps próximos anos. Com o documento na sua posse, o passo seguinte será distribui-lo a todos os compartes para que o consultem, para promover palestras de esclarecimento e aconselhamento especializado, para depois com mais conhecimentos e saber, colocar o assunto à apreciação numa Assembleia de Compartes. E aí, caso os compartes entendam que estão conscientes da tomada de decisão, avançar para a assinatura do acordo. Este é um passo de importância fundamental e não deve ter interferência do ICNF, cabe à Assembleia de Compartes deliberar sobre o assunto da delegação de poderes e gestão. Será que a Junta de Freguesia tem a intenção de renunciar à gestão dos baldios? Este é outro assunto que também deve ser esclarecido na assembleia de amanhã. Quanto a entregar já a delegação ao ICNF, peço a todos os compartes que tenham alguma tranquilidade e sentido de responsabilidade, pois não há assim tanta urgência na passagem da delegação de poderes. Ou há? O ICNF não pode e não deve pressionar ou obrigar à votação na reunião de amanhã. Só o consegue se os compartes não fizerem nada e nada disserem. Volto a repetir, mesmo que haja uma proposta do ICNF, ela deve ser lida e discutida durante muito mais dias que apenas durante a reunião. A discussão e a votação vai ser determinante para o futuro dos baldios da freguesia de Malcata. 
  Mais informações aqui:

https://www.baladi.pt/comunicados/comunicado-o-fim-da-cogestao/?fbclid=IwY2xjawQ3c-dleHRuA2FlbQIxMQBzcnRjBmFwcF9pZBAyMjIwMzkxNzg4MjAwODkyAAEe5TpG0a_1OMODe11bl2dQQ6PIqFuRBHM2IkHttAcx_kek-aDagrH4o_HY9ew_aem_YwshOQrQf8-zMDc-Pc7n3g

https://www.researchgate.net/publication/399827849_Governanca_e_Gestao_dos_Baldios  

https://www.baladi.pt/baladi/gravacao-webinar-cogestao/

Edital da Assembleia de Compartes
para 31-03-2026

  Continua...sobre eleições


23.3.26

ALDEIA DE MALCATA SEM GRAÇA





 

Uma freguesia parada no tempo.

 Proponho que a Junta de Freguesia de Malcata use a tecnologia que tem à disposição para que os malcatenhos, estejam onde estiverem, possam acompanhar as actividades da autarquia.
 E o site da freguesia tem a missão de facilitar a vida aos cidadãos que se interessam pela nossa terra, ou que tenham situações para resolver.

 O que estou a sugerir não exige grande investimento de dinheiro, é apenas o uso de algum tempo a favor da comunidade.
 
 O que tem andado a fazer a Junta de Freguesia?
 Quem consultar a página oficial da autarquia fica de boca aberta e pasmado com tanta obra realizada!  Continuamos na mesma como estávamos em 2025, ou seja, não há qualquer registo de nota e não tem havido na freguesia obras ou melhorias, a não ser as que são da responsabilidade da Câmara Municipal. O que vi nos dias de início deste mês são pequenos remendos, como a troca de placas toponímicas e de sinalização. A freguesia está cada vez mais atrasada face a outras aldeias próximas. Basta sair da nossa terra e visitar facilmente aqui constatamos o marasmo que se vive em Malcata. 
 As mudanças que tem havido na freguesia é de fazer parar o turista, porque só não lê quem for invisual. Mesmo assim, há ruas que continuam sem nome, outras cujos nomes são à vontade da junta e de mais ninguém. O mesmo se passa com as novas placas de sinalização e informação do nosso património ou lugares importantes de interesse. Qualquer tamanho e qualquer designação está bem e respeita a paisagem da freguesia, sempre é melhor do que o que estava! Será mesmo assim?
 Andarão demasiado ocupados com as cabras sapadoras? 
 Vão no terceiro mandato e pouco ou quase nada se vê de diferente. Cingem-se ao básico: abrem as portas nos dias de atendimento aos seus fregueses, vão publicando umas fotos de circunstância e assobiam para o lado. E como ninguém ouve, vão continuando a escapar e a não ligar patavina às páginas na internet ou a um simples boletim informativo a dar conta da coisa pública, dos projectos das cabras e dos baldios. 
 É a autarquia que temos, porque os malcatenhos são um povo pacato, sereno, vivem ao sabor do tempo. E sendo assim, qualquer coisa serve!
 O que vos digo, meus estimados malcatenhos, a residir em Malcata, é que têm nem mais nem menos do que aquilo que merecem.
 Deixo aqui alguns exemplos:




 

Site da Junta em 23-03-2026





Vitrine da JFM ao Rossio, 
informação sem interesse e desactualizada.



A DANÇA DAS PLACAS:





 




2019


Novas placas em 2025(Dez)


Assim vamos andando...para onde?


20.3.26

CHEGOU A PRIMAVERA

  

     




    

     A Primavera começou hoje e prolonga-se até ao dia 21 de Junho.
     Esta é a época do ano em que os dias e as noites têm a mesma duração. Entrámos na "hora de Verão", é por isso que adiantaremos o relógio uma hora e assim aproveitamos mais
a luz solar. 
    A Primavera é a Estação das flores, do canto dos pássaros, da natureza despontar e perfumar o ar que respiramos. E este ano a Primavera chegou mais cedo do que o habitual, vem para nos ensinar a importância da renovação e do crescimento. Depois de muitos meses de chuva e vento, a natureza desperta e desde as árvores aos jardins, como se  da tela de um pintor, sobressaem as cores vibrantes das flores e dos verdejantes prados
    É a nossa oportunidade de viver uma Primavera diferente e cheia de boas recordações de outras Primaveras já vividas. 
    Aproveitar as energias positivas e a renovação da natureza para também nós mesmos nos renovarmos mentalmente e espiritualmente, é um bom objectivo. 




 







19.3.26

MÃOS SOLIDÁRIAS TRABALHAM UNIDAS

 


 É sempre bom falar das coisas que acontecem.
 Eu tive conhecimento do que estava a passar o senhor Carlos Clemente e a sua mulher Graciete.
 Quando soube da situação que estavam os dois a passar, não me alheei do problema e solidarizei-me com eles. Tanto quanto sei, Carlos Clemente trabalhou muitos anos para o bem da comunidade de Malcata.
 A Olinda e o Manel são gente de trabalho e de poucas posses materiais, mas talvez a maior pobreza não seja a material. Há quem esteja à espera de vaga e tempo para trabalhar, mesmo que se trate de biscates, as pessoas recorrem ao rapaz para executar pequenos trabalhos. E como é que se ajudam estas pessoas? Fazemos alguma coisa por eles ou simplesmente ignoramos a sua situação? Eu entendo que todos devemos auxiliar na medida das possibilidades de cada um de nós. mas este tipo de situações necessitam de apoios contínuos e com regularidade, sem esperar resposta, mas simplesmente passar às acções concretas e aos apoios que podem ser dados, como entregar refeições de comida quente e em boas condições de consumo, cuidar quando é preciso e acompanhar essas mesmas pessoas.
 Foi este trabalho que o Lar de Malcata fez e que a Segurança Social
pagou à Associação de Solidariedade Social de Malcata. Acção de solidariedade diária e durante todos os dias do ano, foi o que Carlos Clemente decidiu incluir nos apoios ao domicílio prestados pelo lar. Não lhes era lavavam a roupa e não limpavam as casas, apesar de o tentarem fazer, sem concordância dos interessados não lhes era prestado esse apoio e essas migalhas a mais que a Segurança Social andou a pagar ao Lar entraram na tesouraria da instituição e nunca dela saíram, foram sempre para a conta do lar.
 As eleições para os corpos sociais trouxe mudanças e entraram em funções novos elementos. Carlos Clemente, com orgulho e coração alegre, entregou aos novos gestores uma instituição com obra edificada e administrativamente livre de dívidas e em boas condições financeiras para continuar o seu caminho.

 O tempo passou e tudo estava a correr bem. Passaram quase dois anos e surpreendentemente, Carlos Clemente viu-se num processo de incumprimento e de recebimento indevido de verbas pagas pela Segurança Social, ocorrido durante a sua presidência e os mesmos procedimentos continuaram a ser levados a cabo pela nova presidência, sob os comandos de Vítor Fernandes, prática essa interrompida pela entrada em cena de uma inspecão da Segurança Social, em resposta a uma denúncia que alertou para irregularidades administrativas.
 



 Na verdade, foi por causa dessa denúncia, que a nova administração foi surpreendida e pasme-se, só mais tarde foi informado o ex-presidente da associação destes acontecimentos.

 Tendo eu já escrito sobre este assunto, sabendo eu que mais de uma centena de pessoas leram/tomaram conhecimento desta situação, apenas duas pessoas se pronunciaram respondendo em forma de comentário.
 Ou seja, a mensagem que retiro é que, na nossa freguesia, pensa-se de forma estranha: “não me incomodem, estou tão bem no meu canto, não me chateiem!” Ou então pensam que o melhor é que “a mão esquerda não saiba o que anda a fazer a direita”!

 Será que as gentes de Malcata são tão insensíveis e não sentem um pingo de vergonha ou falta de amor ao próximo?

 Por ser uma pessoa afectuosa e solidária e por ter em conta o amor ao próximo, no cumprimento da missão de caridade e de solidariedade,
Carlos Clemente nunca rejeitou ou desprezou as pessoas da nossa freguesia. A sua missão era ser solidário com quem necessitava de apoio e preocupou-se em passar a acções concretas de auxílio através do apoio domiciliário que o lar disponibiliza a todos.
 E chegados aqui, só lamento que as coisas não sejam tratadas como devem ser, sem prejuízo para nenhuma das partes.

 Assim vamos andando…

 

17.3.26

MALCATA SEM LEI NEM ROQUE

Travessa Braz Carvalhão.
 Com uma casa e sem saída?



 
Beco de Braz Carvalhão




A Rua da Fonte não termina nesta casa!


Que nome tem esta via pública?







  A Junta de Freguesia de Malcata fez recentemente a substituição das placas toponímicas (nomes das ruas). Retirou as placas de pedra de granito e afixou placas novas, rectangulares e fundo vermelho com letras a branco, obedecendo ao modelo aprovado pela Câmara Municipal do Sabugal

  Visitei a aldeia no início de Março e constatei que houve moradores que recusaram a afixação da placa na sua própria casa. Houve até quem a tivesse retirado pouco tempo depois dela ter sido afixada, pois não haviam sido contactados previamente pela Junta de Freguesia para ser afixada uma placa com o nome da via pública, também lhes foi dito que teriam depois de ser os moradores a tratar das alterações de nome em todos os serviços públicos e outros serviços de interesse. 
  Por falta de conhecimento e pela falha consciente da Junta de Freguesia de Malcata, foi transmitido, de forma errada e contrária ao que está estipulado pelo Regulamento aprovado pelo Município do Sabugal, diversa informação incorrecta, designadamente a referente ao local de afixação das placas e das obrigações que os proprietários dos imóveis, muros, paredes, devem ter em conta:
 



Local de afixação das placas toponímicas
  
  O Artº22º diz que é da competência da Câmara Municipal do Sabugal fazer a alteração e registar toda a informação toponímica existente e fazer essa mesma comunicação às diversas entidades/serviços: Tribunal, Conservatórias, Finanças, GNR, Correios... e a Câmara tem o dever de actualizar os mapas das ruas: 

Mudança de moradas-alterações


  Outras mexidas foram realizadas, como a colocação de placas com nomes novos, sem prévio aviso à população. Para além de nomes novos, a designação atribuída de Travessa ou Beco, não respeitou o Regulamento em vigor; outro erro tem a ver com a obrigatoriedade de se afixar uma placa no início da rua e outra no fim da mesma, nunca dois ou três "números de polícia" antes do último número, como aconteceu com a Rua da Fonte. E ainda na Rua da Fonte, não foi afixada a placa de início da Rua da Estrada, talvez por deficiência de informação em relação à aplicação do Regulamento e tanto os proprietários, como a própria Junta de Freguesia, não tiveram em conta o cumprimento do que dita o Regulamento. 
  No fundo, uma intervenção que devia proporcionar uma clarificação e organização da toponímica da nossa freguesia, resultou num alfobre de novas placas e novas vias públicas. Mas como se estas incoerências não fossem suficientes, esqueceram a atribuição de nomes a vias públicas que não têm nome atribuído, como é a estrada com início na Rua da Escola Primária e fim no entroncamento com a Estrada Municipal, junto à Sra. dos Caminhos. 
  As ruas são pertença da comunidade, são para uso público e fazem parte do património da freguesia e do Município. 
  Quando se mexe neste património há procedimentos que devem ser feitos e regras a respeitar. Porque, mudar uma placa toponímica é trabalho fácil de ser executado e em pouco tempo se vê a nova placa. 
  Aquilo que foi feito na nossa freguesia, não lembra ao diabo e espanto-me a apatia e desinteresse dos moradores em não se mostrarem indignados e desrespeitados pela autarquia pelo mau serviço público, entidade que deve ter o dever e obrigação de conhecer as leis e aplicar o que nelas se diz. Quando uma junta de freguesia não dá o exemplo da disciplina e respeito dos regulamentos municipais está a aligeirar a gestão do património, cria situações de desconforto e desordem. E aqui chegados, também a Câmara do Sabugal, que tem a competência para fiscalizar o cumprimento dos Regulamentos, pura e simplesmente nada fiscaliza e nada se importa com o ordenamento do território do concelho
  Tudo isto que relatei está à vista de todos. E aquilo que eu pergunto, e que aliás, não sou só eu, é o que é que a Junta de Freguesia andou a fazer? Cada vez que visito a aldeia dá-me pena olhar para o que vejo. Sinceramente, não esperava tão pouco cuidado e empenho desta Junta de Freguesia.