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12/03/2012

MALCATA VILLAGE: OPINIÃO DE JOAQUIM RICARDO

   Joaquim Ricardo, é vereador independente da Câmara Municipal do Sabugal, foi eleito nas listas do MPT,  concedeu uma entrevista ao blog Capeia Arraiana onde se destaca uma pergunta relativa ao projecto do "hospital" projectado para Malcata. Eis a pergunta e a resposta:

- O que pensa do negócio de terrenos subjacente ao 

projecto do empreendimento Ofélia Clube? Ou seja, 

concorda com a venda de terrenos a preço simbólico 

a título definitivo ao promotor do projecto?

Resposta do vereador Joaquim Ricardo:


- O que eu conheço do projecto do empreendimento Ofélia Clube, no que diz respeito a esse assunto (especificamente!), é um compromisso, não formalizado oficialmente – é um documento não timbrado, assinado entre o actual presidente António Robalo e a Existence SGPS, SA em que a Câmara cederá aquela empresa cerca de 38,82 hectares de terreno rústico ao preço de compra, para aí ser construído um projecto de desenvolvimento Médico/Social e Habitacional. E que, em caso de incumprimento, reverterão todos os imóveis a favor da Câmara Municipal sem qualquer indemnização a que título for, tendo ainda a Existence SGPS, SA de indemnizar o Município do Sabugal do valor correspondente ao dobro do preço de aquisição dos terrenos por parte da autarquia. Este compromisso ficou selado em acta de Câmara realizada em Setembro de 2008 (salvo o erro!). Isto é o que eu conheço e possuo provas documentais! Mas seja como for, nada poderá ser concretizado oficialmente sem passar pelo crivo do executivo camarário e assembleia municipal! E, assim, podem os sabugalenses estar descansados com a minha atenta vigilância sobre este assunto. Para finalizar a resposta, é importante referir que este projecto foi oficialmente anunciado com toda a pompa e circunstância, quando a campanha eleitoral para as últimas autárquicas estava no seu auge e serviu de principal bandeira eleitoral de quem ganhou as eleições! Eu, na altura, tive a oportunidade de me referir a ele como sendo um projecto que seria bom de mais para ser verdade a sua concretização. E, infelizmente, a minha opinião não mudou. Já lá vão dois anos e meio e o que temos é menos que igual a zero! E até ao final do seu mandato, o senhor presidente deverá dar contas das suas promessas? Os sabugalenses, seus eleitores, assim o exigirão!
Pode ler a entrevista completa aqui:
http://capeiaarraiana.wordpress.com/2012/03/12/a-fala-com-o-vereador-joaquim-ricardo/

E os malcatanhos o que pensam deste assunto?
Recentemente foi apresentada e defendida uma tese de mestrado com o tema "Malcata Life Village".Sabem de que se trata? Alguém em Malcata está com interesse em saber mais informações acerca desta ideia?
Vejam o que o DR. Luís Manuel do Carmo Farinha estudou e que pensa ser possível realizar em Malcata:






    Estas imagens foram copiadas do trabalho que o doutor Luís Manuel do Carmo Farinha elaborou ao longo de muitos meses e que faz parte da sua tese de mestrado apresentada ao Instituto Politécnico de Castelo Branco, com cujo trabalho pretende obter o grau de Mestre em Gestão de Empresas. E foi nesse sentido que escolheu a zona de Malcata, pois deve ter sido informado que aqui se projectava um empreendimento que se encaixava no seu trabalho. Ou não foi assim? A verdade é que este estudioso apresentou o seu trabalho a uma empresa francesa ( suponho que à Existence ) com o projecto todo elaborado. Já lhe passei os olhos pelo trabalho e achei interessante. Seria interessante que os malcatanhos também consultassem este mesmo trabalho, observassem as imagens que contém e reflectissem um pouco sobre este tema. Podem consultar aqui:http://repositorio.ipcb.pt/handle/10400.11/1166, .


   





11/03/2012

PRODUTIVIDADE




   O Jornal Cinco Quinas do mês de Março já me chegou a casa. E de cada vez que o recebo, imediatamente rasgo o saco de plástico onde ele vem e faço a minha "revista de imprensa" à procura de novidades ou algum acontecimento que ainda não tenha lido na internet. Este mês, chamou-me a atenção o Editorial que A.Rito Pereira escreve. A. Rito Pereira coloca-nos esta ideia:
 

  Homem com 50 anos,  casado e com dois filhos. Conseguiu juntar dois milhões de euros e não tem mais nenhum rendimento ou propriedade para enfrentar o resto da sua vida, que, pela média de vida portuguesa, será de mais trinta anos ( viverá até aos 80 ).
   Que fazer ao dinheiro?
   E A.Rito Pereira fez estas contas:


 
   "Se depositar o dinheiro no banco e conseguir um juro líquido de 2,5%, obtenho um rendimento de 50 mil euros por ano. Posso viver com estes juros, já que me dá 4.160 euros mensais e ainda deixo um bom pecúlio para os meus filhos. Vivo num país onde estão asseguradas as necessidades básicas da vida. Bom sistema de saúde pública (12º lugar a nível mundial), para a educação dos filhos, conto com boas escolas públicas, tenho acesso fácil e barato a bens de alimentação e vestuário.
   Se optar, então, por colocar o dinheiro a render no Banco, posso ter uma vida desafogada, com os meus 4.160 euros mensais, pagando sem problemas a renda de uma boa casa, não tendo problemas em comer e vestir bem toda a família e ter ainda luxos tais como, carro, férias com a família uma ou duas vezes por ano, etc. etc.
   Conclusão: Portugal é um país bom para viver dos depósitos bancários".
 

   Mas se tiver maior ambição, estudo a hipótese de conseguir maior rentabilidade para o meu capital.
Aproveitar os produtos portugueses e fazer uma fábrica de compotas. Compro um pavilhão adequado e respetiva maquinaria por um milhão de euros. Licenciamentos de várias entidades: dois, três, cinco anos. No fim dos cinco anos, perdi em juros bancários, do milhão que empatei: 125 mil euros. Após abrir a fábrica, tenho diariamente à perna, quatro entidades públicas, que deveriam ajudar-me mas que só ficam à espreita de qualquer falha: homens do ambiente, homens do ministério da economia, brigada da GNR do ambiente, ASAE. Todos com o dossier e a esferográfica pronta para me aplicar a multa (de milhares de euros) definida pela última lei em vigor.
   Após algum tempo de funcionamento, chego à conclusão de que tenho de fechar pois em Portugal o Estado não favorece o empresário. Lá se foi o meu capital.
   Compro um terreno para fazer um prédio de vários andares e arrendá-los.
   Empato, na compra e na construção, dois milhões de euros. Aprovação dos projetos na Câmara, águas, eletricidade, telefones: um, dois, três, cinco anos ou mais. E a minha família a passar dificuldades porque não vem o rendimento do meu capital. Por fim, acabo a construção e arrendo os apartamentos. Os inquilinos deixam de pagar renda. Recorro ao tribunal: três, quatro, cinco, dez, vinte anos para obter o despejo dos inquilinos e, no fim, ficar sem receber as rendas contratadas. Lá se foi o meu capital.
Estes dois exemplos são o normal em qualquer atividade desenvolvida em Portugal.
Conclusão: Portugal não é um país produtivo para investir em qualquer atividade.

Tem-se falado ultimamente da baixa produtividade dos trabalhadores portugueses, apontada como factor principal do nosso atraso e baixa competitividade. Pergunta-se: nos exemplos que considerámos, onde é que entra a baixa produtividade dos trabalhadores? E já agora: fazem alguma diferença 4 ou 5 dias de feriados anualmente?
   
   O texto pode ser lido aqui:





http://www.cincoquinas.com/index.php?progoption=seccao&do=show&secid=1

   Estará aqui justificada a atitude da maioria dos nossos emigrantes em relação ao uso que têm dado ao dinheiro que ganham com o suor do seu trabalho?

10/03/2012

MALCATA: LIÇÕES DE VIDA

Malcata: Lições de vida



Ah se os humanos fossem todos como as cegonhas! Refiro-me à fidelidade, à entrega, ao cuidado, ao labor, à união da família. Quantos “filhos da mãe” da nossa espécie andam por aí demitidos das suas obrigações!


A mãe natureza continua a cuidar de nós, como seus filhos que somos. Não devemos também nós cuidar dela, prestar-lhe carinhos e atenções, bem como a todos os seus filhos e nossos irmãos? Francisco de Assis, no Cântico das Criaturas, não se priva de louvar e agradecer a Deus Este homem (santo) que abdicou de tantas coisas boas da vida – o pobrezinho de Assis, como soe dizer-se – teve a sensibilidade e a consciência de que o nosso peregrinar por este mundo está repleto de dons de Deus para que deles possamos servir-nos e construir um mundo melhor. O seu profundo respeito pela vida, em qualquer forma que se manifeste, é um estímulo e um exemplo que devemos seguir.
Hoje, a mãe natureza presenteou-nos com o regresso das cegonhas. Dizem os vizinhos que eram seis à procura do velho (!) ninho. Não o conseguiram encontrar, porque foi destruído. Mas em compensação foi-lhes preparado ninho novo num local próximo. Um casal apoderou-se desta mansão, e nela podemos observar, fotografar, admirar e até escrever o que nos vai na mente. São chamamentos sonoros (parecem as matracas da semana santa); são arrufos amorosos; são voos de encantar; são “galaduras”. Enfim, tudo o que é preciso para que a vida das cegonhas continue. Hoje o pai e a mãe; amanhã os “filhos da mãe” e do pai.
Ah se os humanos fossem todos como as cegonhas! Refiro-me à fidelidade, à entrega, ao cuidado, ao labor, à união da família. Quantos “filhos da mãe” da nossa espécie andam por aí demitidos das suas obrigações!
“Olá cegonha! Eu gosto de ti. Há quanto tempo te não via por aí?!”
Termino com o poema completo do saudoso Carlos Paião
 
Olá cegonha, gosto de ti!
Há quanto tempo, te não via por aí!
Nem teus ninhos nos telhados,
Nem as asas pelo céu!
Olá cegonha! Que aconteceu?
Ainda me lembro de ouvir-te dizer,
Que tu de longe os bebés vinhas trazer!
Mas os homens vão crescendo,
E as cegonhas a morrer!
Ainda me lembro...não pode ser!
 
Adeus cegonha, tu vais voar!
E a gente sonha...é bom sonhar!
No teu destino, por nós traçado!
Leva o menino, que é pequenino, toma cuidado!
 
Adeus cegonha, adeus lembranças...
A gente sonha, como crianças!
Faz outro ninho, nos altos céus!
Vai de mansinho, mas pelo caminho, diz-nos adeus!
    

Por: Rui Chamusco
Copiado daqui: http://www.cincoquinas.com/index.php?progoption=news&do=shownew&topic=3&newid=5714

07/03/2012

PAINÉIS INFORMATIVOS EM MALCATA

                                                     

                                                  UMA JUNTA DE FREGUESIA
                                                  MAIS AO LADO DOS CIDADÃOS

   A Junta de Freguesia de Malcata bem podia colocar dois ou três painéis informativos da nossa freguesia de modo a facilitar uma melhor informação aos habitantes e a todas as pessoas que visitam a aldeia ou a Reserva Natural da Serra da Malcata. Nesses painéis podiam estar em destaque o mapa da freguesia, assinalado com todos os seus pontos de interesse. Estes painéis informativos, também conhecidos pelo nome de “Mupis”, devem  ser colocados em locais estratégicos da aldeia e em consonância com esses mesmos locais, de forma a enquadrarem-se com as estruturas envolventes, ou seja, sem ferir o ambiente visual, aparecendo discretamente na paisagem rural mas com uma visibilidade motivadora. A aldeia merece atenção e o painel actualmente colocado à Torrinha, no interior da casinha que serve de abrigo aos passageiros da camioneta, é pequeno,  está escondido e muitos habitantes nem sabem que lá está, quanto mais as pessoas que nos visitam.
     Os painéis seriam um meio para levar à população uma melhor informação ( cultural, desportiva e social e reliigiosa). Estes equipamentos são importantes na informação e mobilização dos malcatanhos residentes na aldeia e sempre que alguém ou algum grupo de pessoas nos visitem.
    A Junta de Freguesia pode e deve pensar nesta sugestão e ter em conta as reais necessidades de Malcata, para que estes painéis, se forem colocados, não se transformem em mais três peças vulgares e que  ninguém dá importância e mais uma ideia parva da minha cabeça, porque simplesmente não informam.
    Vale a pena pensar nisto!

28/02/2012

MALCATA E O FUTURO

"MALCATA LIFE VILLAGE" Um modelo de empreendedorismo turístico e social defendido como Tese de Mestrado em Gestão de Empresas do IPCB/ Escola Superior de Gestão de Idanha-a-Nova,realizado pelo Dr. Luís Manuel do Carmo Farinha, que no recente dia 8 de Fevereiro defendeu perante um júri.
 

Dr.Luís Manuel do Carmo Farinha

  
  Foi para mim uma boa surpresa esta descoberta estes dias através da internet. Desconhecia a existência deste economista e não sabia que Malcata estava tão ligada ao seu trabalho científico. O Dr.Luís Manuel do Carmo Farinha deseja com este seu trabalho " contribuir para o desenvolvimento de regiões mais deprimidas do nosso país, onde se inserem o interior centro e a zona da raia central".
  Ao passar os olhos pelo documento rapidamente nos apercebemos que tem muito a ver com o tão falado empreendimento médico-turístico baptizado pelos malcatanhos de "Hospital de Malcata" e que um investidor descendente do nosso concelho se comprometeu a construir nos terrenos de Malcata e que é conhecido como "Ofélia-Club". 
   Estas imagens que se seguem são as "janelas" que o investidor abre no seu sítio da internet para dar continuidade ao empreendimento que o Dr.Luís Manuel do Carmo Farinha veio agora defender na sua tese de Mestrado. Este projecto já se fala desde 2008 e ainda não passou da 1ªFase, faltando mais 4 fases para que o modelo de negócio defendido pelo economista seja uma realidade. E será que este projecto ficará assim um dia? Ora vamos lá viajar até 2015 e vamos até à Rasa e arredores:
   





                                                  Estas fotografias foram copiadas daqui:
                          http://www.ofeliaclub.com.pt/empreendimentos/?title=Empreendimentos&idioma=pt

   Malcata só tem a ganhar com a realização deste investimento. Fiquei a saber que foi este modelo de negócio que  foi apresentado a um grupo investidor francês com negócios concretizados na área da geriatria, residências assistidas e clínicas de psiquiatria. Terá sido apresentado à EXISTENCE,S.A., a empresa francesa que é representada em Portugal pelo senhor António Reis e que apresentou o projecto "Ofélia Club" de Malcata à Câmara Municipal do Sabugal e que caiu no concelho como uma BOMBA, cujos efeitos desse rebentamento ainda hoje  são sentidos pelas pessoas de Malcata? Tudo indica que assim seja. Aos malcatanhos pede-se que mantenham a esperança e aos investidores exige-se mais esclarecimentos. O futuro de Malcata não depende deste empreendimento, mas que a sua realização contribuiria para o seu desenvolvimento disso ninguém tem dúvidas.












23/02/2012

TDT NO SABUGAL: SESSÃO DE ESCLARECIMENTO

A DECO, em parceria com o Centro Local de Aprendizagem da Universidade Aberta e a Câmara Municipal do Sabugal, realiza uma sessão de esclarecimento sobre a Migração para a Televisão Digital terrestre (TDT), no dia 25 de Fevereiro de 2012, pelas 14h30, no Auditório Municipal do Sabugal. A sessão será dinamizada pelo Eng.º André Neves, técnico da DECO e a entrada é livre.


14/02/2012

ACDM: UM EXEMPLO DE ASSOCIATIVISMO





   A ACDM ( Associação Cultural e Desportiva de Malcata ) foi uma das mais destacadas associações que no passado dia 11 de Fevereiro participaram no 3ºFórum Associativo realizado no Auditório do Museu Municipal do Sabugal. Pela terceira vez, a nossa associação marcou a sua presença e este ano esteve em evidência, pois foi umas das quatro associações convidadas a apresentar um trabalho aos participantes. E quem melhor pessoa para dar voz à nossa associação do que Rui Chamusco, actual presidente? Foi da responsabilidade do professor Rui Chamusco a apresentação do tema escolhido para apresentar neste fórum a que chamou "ACDM-25 Anos SER ou Não Ser".



Presidente da ACDM, Rui Chamusco, em entrevista à LocalVisão


E para além do tema do Fórum deste ano "Força da Acção conjunta" foi também apresentado o novo Regulamento de Apoio ao Associativismo do Concelho do Sabugal, que podem ler aqui:http://www.cincoquinas.com/ngest/ficheiros/regulamento.pdf.

E razão tem Rui Chamusco quando diz que a ACDM é mesmo o motor da aldeia e não só:"A ACDM é o motor da aldeia, mas não só. Nós temos 4 associacções em Malcata e algumas são mais específicas, como é o caso da ACP ( Associação de Caça e Pesca ). Mas a ACDM é uma associação muito mais abrangente e por isso está tão envolvida na vida da população".

   Aplaudimos e reconhecemos o trabalho meritório que a actual direcção da ACDM está a fazer e o envolvimento de toda a população da aldeia de Malcata e dos que de alguma forma estão ligados a esta povoação, mostram claramente que estão no bom caminho. Bom seria que as outras três associações mostrem que estão vivas, pois, também têm um papel importante na dinamização da nossa terra.
                                

A REPORTAGEM:


02/02/2012

UMA RAÇA EM PERIGO


É uma corrida contra o tempo para que os últimos herdeiros de uma raça de origem beirã não desapareça por completo das encostas da Serra da Malcata. Há uns anos atrás, estes animais eram uma presença habitual nos montes da aldeia de Malcata. O ano passado ainda encontrei o Ti Horácio e a Ti Ana com as suas cabras “charnequeiras” a caminho das pastagens. Nessa altura, este casal pôs-me ao corrente do interesse manifestado pela Junta de Freguesia em arranjar maneira de voltar a aumentar a presença destes animais nos montes e vales da aldeia, pois, trata-se de animais oriundos de uma raça autóctone e que estava em risco de acabar.
   Como sabem, na nossa aldeia, a cabra sempre foi um animal amado por todos e para além dos rebanhos, todas as famílias possuíam 2 ou 3 animais, deles obtendo uma excelente carne, um leite de qualidade ímpar utilizado para o transformar em queijo. E é de salientar a grande importância que estes queijos têm hoje para o desenvolvimento sócio-económico  das pessoas da nossa aldeia.É um produto que quando bem explorado, por exemplo, com a queijaria tradicional de Malcata em pleno funcionamento, levaria à continuação e manutenção desta raça autóctone e servia para manter uma actividade agrícola com ganhos para todos. Para além destes benefícios, promovíamos a imagem da aldeia e até se criariam postos de trabalho.
   Numa das minhas últimas idas à aldeia, a Ti Ana informou-me que as cabras tinham sido vendidas ao Ramalhas. Mesmo sem eu perguntar as razões que a levaram a vender os animais, disse-me que a saúde já não era muita e os anos não param de andar, era chegado o momento de ter uma vida mais sossegada.
   Naquele dia não tive coragem para lhe perguntar mais razões da razão de se ter “desfeito” das cabras. Fiquei parado no meio da rua enquanto no meu pensamento saía uma pergunta: deixaram que vendesse as cabras charnequeiras assim sem mais nem menos? Souberam do negócio? Porque razão não avançaram com aquele projecto de vedar uns terrenos lá para a serra e por lá andariam as cabras? Mas afinal, eles tinham ou não interesse em preservar esta raça de cabras tão ligadas à história da aldeia e da serra?
   Acreditem, ainda hoje ando com estas dúvidas na minha mente. Continuo a pensar na enorme falta de oportunidade desaproveitada para se conseguir reintroduzir uma raça autóctone nos nossos montes da aldeia e na serra da Malcata.
  Ainda vamos ganhar esta corrida? 
  Eu gostava que sim.


 

29/01/2012

MALCATA: ESPAÇO NATURAL FRONTEIRIÇO

   O Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial, AECT-Duero-Douro, para além do programa já muito falado das cabras "bombeiras", o Self Prevention, tem em mãos outro importante projecto a que deram o nome de "Fronteira Natural" que tem como objectivo a recuperação integral e sustentável das áreas naturais do seu território de actuação.
   Numa primeira fase o projecto iniciou-se com a identificação das necessidades ambientais tendo-se para isso identificado os espaços rurais degradados e também a detecção das necessidades de espaços públicos urbanos. A seguir, desenvolve-se o Plano Municipal de Actuação Ambiental Integrada, que inclui o programa "Uma necessidade, uma actuação", pelo qual se procede à restauração dos primeiros 65 espaços degradados segundo a ordem estabelecida no Sistema de Intervenção Prioritária, estabelecendo um concurso de conservação rural ambiental. A última fase será a Gestão e Coordenação, garantindo a eficácia e eficiência do trabalho realizado.
 Vitor Fernandes, presidente da J.F.Malcata reunido com a técnica AECT



   Os técnicos deste projecto realizaram 180 visitas com o objectivo de localizar e inventariar os espaços a ser recuperados. Inventário esse que já terminou e que decorreu uma selecção. Vitor Fernandes, presidente da Junta de Freguesia de Malcata tambem reuniu com os técnicos e transmitiu-lhes os espaços susceptíveis de serem recuperados.
   "Fronteira Natural" é um programa transfronteiriço Espanha-Portugal, que deve decorrer de 2007 a 2013, com uma verba de 800.000 euros. Este projecto pretende reabilitar espaços rurais que os sócios da AECT Duero-Douro propuseram. A lista definitiva dos 100 lugares escolhidos estava prevista sair este mês de Janeiro de 2012. Consultei a página da associação e não encontrei essa lista.
   Para terminar gostaria de vos transmitir o(s) espaço(s) que a Junta de Freguesia de Malcata apresentou para candidatar-se a este programa. Desconheço, não perguntei mas gostava de saber.



AECT-DUERO,DOURO

17/01/2012

UMA VIDA A FAZER DANÇAR

Algumas participações de Carlos Coelho:



Carlos Coelho no Rancho Folclórico

Carlos Coelho, sempre a animar


Carlos Coelho e os Carlos de Malcata


Carlos Coelho e seu amigo José Lucas


   Carlos Coelho em Malcata

   Deixo aqui um pedido: as pessoas que tiverem fofografias ou filmes com o Carlos Coelho tenham a amabilidade de digitalizar e enviar-me, pois, seria importante fazer um registo bibliográfico deste homem e artista. Para quando uma merecida homenagem em Malcata?

14/01/2012

TINTA E ÁGUA

   Numa daquelas noites de verão, no mês de Agosto de 2011, alguém quis dar o ar da sua graça e vai daí toca a pintar a parede da paragem da RBi em Malcata, mesmo ao lado da Torre do Relógio, na Praça do Rossio.
Agosto 2011

   Passaram meses e um novo ano já começou. A parede da paragem não foi limpa e a "menina" vai-se modelando ao gosto de alguns. É tempo de lavar e pintar novamente este espaço.




Janeiro 2012(noite)

 E já agora, coloquem uns bancos dentro da "casota" para no Inverno as pessoas se sentarem enquanto aguardam pela chegada da camioneta.

10/01/2012

MALCATA: NINHO DE CEGONHA

   O ano passado, nas primeiras semanas de Março, um casal de cegonhas escolheu a aldeia de Malcata para nidificar.Chegaram e ocuparam a chaminé da casa do Ti Zé Manel da Ti Mari Recta, onde permaneceram até que as duas crias estivessem em perfeitas condições para voar em liberdade pelo nosso país fora. A rua da Barreirinha e a casa do Ti Zé Manel estiveram durante todo este tempo sob vigilância de toda a aldeia, tendo sempre respeitado a vida familiar desta aves. Eu também tive a oportunidade de presenciar o voo magnífico deste casal de cegonhas pelos céus azuis da aldeia. E que espectaculares eram aquelas aproximações ao ninho! Não precisavam de radares, de luzes de aproximação como nos aeroportos. As cegonhas lá do alto desciam, desciam e poisavam lentamente no ninho.
   Um dia aconteceu a hora de partida das cegonhas e dos dois filhotes deixando intacto o ninho que os acolheu. A Junta de Freguesia e o Ti Zé Manel souberam respeitar esta classe de aves e com todo o cuidado procederam ao deslocamento do ninho para um local não muito longe dali, pois a menos de 100 metros de distância, ali junto à sede da Junta de Freguesia, o ninho foi colocado no topo de um alto poste de madeira. Vamos aguardar que o casal regresse e não estranhe a mudança de local.

  

Ninho de cegonha pronto

O ninho em cima do poste


Junta de Freguesia, ninho e pinheiro manso


Junta de Freguesia de Malcata



O ninho de cegonha

        

01/01/2012

EM 2012 VENHA A MALCATA

   Aceita cada dia do novo ano como um presente. Levanta-te e olha-te ao espelho todas as manhãs e sorri, dá os bons dias a ti próprio. Como fazes com os presentes que te oferecem, cada dia que acordares, celebra-o e goza-o. Viva a vida, ocupa os dias do novo ano porque o tempo voa e desaparece para não mais voltar.
   A todos os que aqui têm espreitado, desejos de um ano 2012 com muita saúde, trabalho pago e muita alegria. A gente vai andando por aqui e por ali e um dia, quem sabe, encontrar-nos-emos frente a frente.

21/12/2011

MALCATA, UMA ALDEIA COM HISTÓRIA


 Ir a Malcata, não fosse a família e os amigos, não seria uma viagem lá muito atractiva para fazer. E agora, com o pagamento de portagens mais desanimador se torna visitar uma terra do interior do nosso país e que continua desconhecida por muita gente.
   Malcata é uma aldeia aconchegada por montes verdes de um lado e um enorme espelho de água do outro. Para que a aldeia não caia, está amparada de um lado pela Serra das Mesas e do outro pela alta e fria Serra da Estrela, ficando a Serra da Malcata e a sua Reserva Natural  um pouco escondidas e talvez por esse motivo as torres eólicas estão lá a  crescer quase ao mesmo ritmo das árvores, sendo até uma espécie preferida pelos engenheiros em detrimento da plantação e preservação de outras espécies, como os sobreiros, as medronheiras e até destruindo o habitat natural do lince ibérico, aquele que já foi o mais ilustre habitante da serra da Malcata.
   A aldeia sempre esteve ligada à serra e durante muitos anos não as pessoas souberam tratar dela e ainda hoje é um dos locais mais conhecidos. Mas as pessoas não viviam na serra porque é muito alta, fria no inverno e então construíram as primeiras casas ali entre a Rua de Baixo e a Rua da Ladeirinha, indo também morar para a Rua do Meio. Os casais nessa altura trabalhavam as terras e passavam as outras horas à volta da lareira, à luz das candeias de azeite, mais tarde dos candeeiros de petróleo. Como não havia electricidade, ninguém tinha televisão e deitavam-se mais cedo do que agora. Ora os casais novos, deitados naqueles colchões de palha, duros, com cobertores por cima por causa do frio, enroscavam-se um no outro e muitas nove meses depois a família estava mais numerosa. Daí que a aldeia teve necessidade de se expandir até ao Cabeço, para o Carvalhão, para a Moita, para o Soitinho e ainda hoje continua o seu crescimento, mas muito mais lento.  Mas os braços já chegam à Rasa, à Senhora dos Caminhos e à Fraga.
   Apesar deste seu crescimento, continua a manter o seu núcleo central na Praça do Rossio, também conhecida por Torrinha e que se espalha até à Igreja Matriz. A Rua da Ladeirinha está ainda rodeada por casas construídas em pedra de xisto. Atrevo-me a afirmar que juntamente com a Rua da Moita, são o centro histórico da aldeia. Não é um núcleo rico, mas o património ainda ali existente, é um precioso testemunho histórico que merece ser protegido, preservado e é fundamental  manter como lugar de atracão para quem  visita a povoação e também para as gerações vindouras da terra.
  

CANTO E CORELA

Os nomes dos lugares, sítios, caminhos, ruas, becos, travessas, praças, avenidas ou de quaisquer outros espaços urbanos ou rurais constituem uma referência, quase sempre associada à história da localidade, que importa preservar como património cultural. Por vezes, o topónimo tem um valor expressivo de singular beleza e profundo significado. Alguns nomes de lugares sofreram alterações, consoante as designações do povo ou os registos escritos. Mas outros persistiram, sobretudo porque, consensualmente, a população os aceitou e os transmitiu às gerações seguintes.
 
   Os topónimos constituem, pois, marcas de identidade que merecem ser salvaguardadas.
   Na actualidade, a Junta de Freguesia confronta-se com a necessidade imperiosa de dar nome a todas as artérias da aldeia, para mais eficaz localização dos domicílios. Nesta tarefa de atribuição de nomes, há, no entanto, que respeitar as antigas designações e incorporá-las nos novos arruamentos e não, precipitadamente, colocar nas placas toponímicas ilustres desconhecidos ou com reduzida projecção local.
   Além disso, compete à Junta de Freguesia zelar para que as placas toponímicas das ruas sejam claras, sem erros ortográficos e facilmente compreendidas por toda a gente, mesmo as pessoas que venham à aldeia de Malcata pela primeira vez.
   Hoje venho chamar a atenção para dois casos que podem levar os menos atentos ao engano.
                                       
CASO 1


                             A) Rua Canto? Esta rua sempre foi conhecida pelo nome de Rua do Canto.
                             Ora bem escrito é o nome da Rua da Fonte. É um pormenor, mas um pormenor importante porque a preposição de ou a sua contracção com o artigo definido do, da, dos, das, podem alterar radicalmente o significado de um nome de rua, avenida ou qualquer topónimo.
                              B) Qual é a Rua Canto ( Rua do Canto ) e qual é a Rua da Fonte ? Eu que conheço a aldeia não me engano. O mesmo já não digo de uma pessoa que venha à procura de uma destas ruas. O mais certo é ter que perguntar a alguma pessoa que viva na aldeia.

CASO 2

   Ora neste segundo caso, temos uma placa toponímica bem colocada a indicar o início do Beco da Corela. O mesmo já não acontece com a placa colocada para informar o seu fim. E isto mais complicado fica quando quisermos percorrer este arruamento. Se iniciarmos o passeio pela Rua do Carvalhão, quando chegarmos junto à casa da família do senhor António Rato ( TiTó) damos conta que só podemos continuar a caminhar até à Rua da Fonte, mas passando ao lado da casa da família da minha Ti Esperança. Ora, a outra placa, ali ao lado da casa da família do senhor Raúl Coelho não tem ligação com a casa da família referida atrás. Ou será que há dois "Becos da Corela"? Na minha infância os garotos da minha idade quando queriam jogar a bola combinavam encontrar-se na Corela. Lembram-se daqueles jogos de bola ali naquela terra ao lado da casa da Ti Dulce e do Ti Coelho? Mesmo com uma inclinação do terreno, as duas equipas chutavam na bola e não faltava entusiasmo. Esta era a Corela que pertencia ao Ti João...não me lembro do apelido. A outra terra, que actualmente está ocupada com moradias, além de castanheiros, servia de eira para colocar o centeio no tempo das malhas.


 Beco da Corela ( pela Rua do Carvalhão )


 Beco da Corela ( Pela rua da Fonte )
   Também tenho a dizer que as placas toponímicas já estão colocadas há uns anos e estes dois casos não é da responsabilidade da actual junta. Mas uma vez que é a Junta de Freguesia a entidade responsável pela sua manutenção e conservação, convinha que corrigissem estes pequenos erros.
   Ainda um dia voltarei ao assunto dos jogos de bola na Corela. Talvez o Mário, o Zé Manel, o Tó, o Vitor, o João, o Fausto, o Carlos, o Manel da Corela...me ajudem a lembrar esses campeonatos de jogar a bola com balizas que não tinham poste e muito menos barra!

18/12/2011

AS MINHAS HISTÓRIAS

AS GALINHAS DA AVÓ BI

A avó Bi, carinhosamente assim chamada pelas netas, vivia na pequena aldeia de Malcata. Para esta mulher, que não quis ir para terras de França, como muitas outras mulheres fizeram, a capoeira para ela não tinha segredos, mas mesmo assim entusiasmava-se sempre com as visitas das suas netas e lhes mostrava os feitos e os feitios das suas galinhas e dos seus pintos. As duas crianças ficavam a ver a avó atirar uma mão cheia de milho ou a pendurar na rede umas folhas de couve galega enquanto se riam do alvoroço de penas pelo ar quando a avó tentava agarrar uma das galinhas brancas para a mostrar.
- Posso fazer uma festinha, vó ?
-Eu também quero fazer! Vó, deixas fazer  só uma festinha?
   O aceno afirmativo transformava a pequena galinha num brinquedo, acariciado pelas mãos das duas crianças. Uma delas não resistiu a encostar a cara ao corpo quente e macio, enquanto a outra tentava meter-lhe o dedo pelo bico dentro e dizia:
-Ela morde? Ó vó, as galinhas como comem se não têm dentes?
  E a Ti Benvinda enquanto arranjava o lenço preto que trazia na cabeça, ria-se e não tirava o olhar do bico da ave, não fosse a menina vítima de uma bicada no dedo indicador e respondeu depois de ouvir outra vez a mesma pergunta:
-Comem pois! Então as galinhas têm que comer senão não crescem e depois não tenho para vos dar.
  Bá, vamos deixá-las comer o milho e vamos ali à coelheira ver os coelhos. A coelha tem lá uma ninhada de seis coelhinhos e hoje ainda não lhe dei a comida. Andai lá, vamos.
   E lá iam as três juntas para o quintal. A neve cobria todas as couves e as luvas de lã mantinham quentinhas as mãozinhas das crianças que desciam a saltitar e a cantar aquela canção
 “A todos um Bom Natal
 A todos um Bom Natal!
Que seja um Bom Natal
Pr’a todos nós!

17/12/2011

MALCATA E O FUTURO


                             O futuro da aldeia de Malcata...o futuro é uma porta que está por abrir!