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10/04/2009

HÁ OBRA EM MALCATA

MONUMENTO AO POETA LUÍS DE CAMÕES
ESTÁ A FICAR...


OK! OBRA APROVADA.




Quem não se lembra desta estátua? E que tal as obras de requalificação que a Junta de Freguesia está a fazer ao monumento? Claro que a envolvente não é a melhor, pois a paragem das camionetas não fica lá muito bem na fotografia, mas quando foi construída e quem a mandou construir apenas se preocupou em criar melhores condições às pessoas que ali esperam por transporte.
Já que a obra do monumento ainda não está terminada, aproveito para sugerir aos responsáveis da Junta para que coloquem as letras que faltam no texto da placa fixada no pedestal de pedra. Dessa forma poderemos ler melhor este texto:
LUÍS DE CAMÕES
IMORTAL POETA CANTOR
DA GRAÇA MANDADO
ERIGIR POR JOSÉ MANUEL
CORCEIRO E ESPOSA,
DOMINGOS F. NOZETI
ARGENTINA EM MEMÓRIA
DE SEUS PAIS MANUEL
JOSÉ CORCEIRO E ROSA SALINA
GONÇALVES FILHOS DESTA
TERRA E HOMENAGEM AOS
NATURAIS E EMIGRANTES
DE MALCATA
12-9-1965




SALÃO DE FESTAS E CONVÍVIO DE MALCATA











Cozinha(Exterior)






O Salão de Festas foi inaugurado muito recentemente. Fazia falta um espaço para festas e convívios maior e com melhores condições do que as que havia anteriormente. Ainda não está tudo pronto. As cadeiras para a plateia ainda são poucas e apenas servem de remedeio. Aos poucos com certeza que se comprarão mais cadeiras. Também visitei a cozinha, situada nas traseiras do salão. Ou seja, aos poucos a aldeia vai mostrando vontade de viver e conviver.




ROSSIO, AI O ROSSIO...



Novo piso







Com um palco destas dimensões e com este chão, lá para o mês de Agosto não há quem deixe de dar um pé de dança. Agora o Rossio está diferente, melhor, mais digno de um verdadeiro palco ao ar livre. Está preparado para receber diversas realizações de cariz cultural, popular e penso que ganha em côr à obra que o arquitecto Siza Vieira fez naquela grande avenida da cidade do Porto, a Avenida dos Aliados. Ora toma!
Nota minha: Para que o Rossio ainda fique mais agradável à nossa vista era de bom gosto que se arranjassem aquelas casas lá do fundo...não acham? Vamos lá Tio Fernandes, se arranjar a sua pode ser que os outros lhe sigam o exemplo. E porqque não, já que a loja do meu tio, durante as festas de Malcata, tem servido de armazém do bar, como pagamento dessa cedência gratuita durante muitas festas, taambém gratuitamente renovar a parte frontal da dita casa?
Bom, mas o que pretendo ao divulgar estas fotos e estas novidades, não é mais do que através da internet, levar aos quatro cantos do mundo imagens da aldeia que todos nós temos no coração. Sei que há quem consulte estas páginas e vive na Austrália, no Porto, no Brasil, na França e noutros países onde Malcata seja a palavra de busca.








08/04/2009

CASTANHEIRO NOTÁVEL

Castanheiro de Malcata ( Outono )

Notícia retirada do Jornal Cinco Quinas:

Equipa faz levantamento dos castanheiros notáveis do Sabugal .
Os castanheiros notáveis do Sabugal vão ser compilados num livro que está a ser elaborado por Serafim Riem e por Laura Alves. Antes da publicação, a equipa vai ainda organizar um seminário sobre árvores centenárias.

Serafim Riem e Laura Alves estão a fazer um trabalho de levantamento dos castanheiros monumentais históricos do concelho, uma iniciativa da Câmara Municipal do Sabugal. Serafim Riem conta que «temo-nos preocupado em percorrer todo o concelho e estamos a fazer um levantamento de todos os castanheiros notáveis. Para isso, temos tomado em consideração aqueles que tenham um perímetro de cerca de 1,30 metros a cinco metros, porque senão alargaríamos demasiado o nosso trabalho».
Na génese deste projecto está «a riqueza deste património do concelho e a sensibilização das pessoas, para que tenham noção de que os castanheiros são velhos e que têm de ser preservados», revela Serafim Riem. A isto, acrescenta que «queremos que as pessoas se sintam vaidosas por serem proprietárias daqueles castanheiros».
Entre as actividades desenvolvidas, esta equipa tem feito medições e numerado as árvores. Assim, junto de cada castanheiro notável é colocada uma placa da Câmara Municipal do Sabugal, com o respectivo número da árvore. Mais tarde, explica Serafim Riem, «depois dos dados coligidos, pensamos publicar um livro, que será “Castanheiros Notáveis do Sabugal”, talvez no início do próximo ano».
Até lá, revela Laura Alves, «temos agendado um seminário para 25 e 26 de Junho. No dia 25 virá um expert em árvores centenárias, britânico. Teremos ainda outros oradores. No dia 26 teremos uma visita a alguns dos exemplares». Serafim Riem faz ainda uma achega à iniciativa, ao contar que «é um seminário organizado pela Associação Árvores de Portugal e pela empresa municipal Sabugal +, e terá o patrocínio do Planeta das Árvores».

Por: SQ
http://www.cincoquinas.com/index.php?progoption=news&do=shownew&topic=3&newid=1308
Ora, em Malcata, mesmo dentro do pátio do Centro Social, há um notável exemplar que aguarda pacientemente pela visita dos técnicos. Louvo a iniciativa da Câmara Municipal do Sabugal e oxalá os levantamentos sejam feitos até ao fim e que não fique nenhuma árvore por classificar. Por todo o concelho do Sabugal existem ainda grandes castanheiros e era urgente tomar medidas para os preservar.

MAIS CONFUSÕES DE CONSTRUÇÃO

Rua do Calvário


Rua Principal

Sem comentários...



07/04/2009

CONFUSÕES ARQUITECTÓNICAS

Eis três casos de confusão arquitectónica na aldeia de Malcata. Como estes exemplos, infelizmente, existem ainda muitos mais. O cimento parece ser a melhor solução para sesolver problemas de degradação.



Rua Principal


Rua do Cabeço





Rua do Meio


04/04/2009

ONDE NASCE O CÔA

Onde nasce o rio Côa? Para os amantes da natureza proponho um passeio até aos Fóios e depois subam até à nascente do rio Côa. Deixem-se embalar pelo vento enquanto descobrem o sítio onde o rio nasce e depois de saciarem as gargantas, sentem-se em cima duma pedra e deixem os cabelos voar enquanto admiram lá longe a paisagem. Ouçam os pássaros, cheirem as carqueijas floridas e descansem.Vão adorar!


03/04/2009

DELÍCIAS DO CÔA: SONHOS DESFEITOS

Queijadas da Raia

As queijadas da raia foram em tempos um doce tradicional na região do Sabugal. Em Junho de 2000, durante as festas de São João, este doce reapareceu através da iniciativa de Leonor Fonte. Depois de alguma investigação e de conversas que teve com as pessoas mais idosas pensou que reintroduzir as "queijadas da raia" nos hábitos dos sabugalenses e de quem visitasse a cidade, poderia contribuir para que este doce fosse uma mais valia e uma fina especialidade na casa de que era proprietária. Como mulher de Aveiro, sabia bem a fama e o negócio que os ovos moles dão à cidade aveirense. Daí que no Sabugal, terra onde pouco ou nada havia de diferente, mesmo especial, algo que as pessoas comessem e tivessem desejo de levar aos amigos para provar... e ficarem curiosos de também eles um dias conhecerem esse doce do Sabugal.

Assim tem acontecido com os Pastéis de Belém, com as Queijadas de Sintra, com as Cavacas de Resende, com o Cavaco de Paredes...doces antigos, doces que começaram por ser de consumo local e que hoje o país inteiro conhece e muitos já comeram.

Mas, com Leonor Fontes, a história foi diferente. O esforço feito em Junho de 2000 e a falta de apoio que sentiu para divulgar as queijadas da raia, trouxe-lhe algum desânimo e nessa altura disse que "lamento apenas que a Câmara do Sabugal não se tenha interessado em fazer a divulgação deste produto tradicional". Leonor apenas tinha pedido para que as queijadas fossem colocadas no Posto de Turismo. Os lamentos continuaram e Leonor disse "fiz um grande investimento e depois as pessoas de cá não querem saber". Contentou-se com os elogios que os clientes atribuiam as queijadas que ela vendia na pastelaria "Delícias do Côa".

Li no Cinco Quinas on line que há seis meses que ninguém sabe dos proprietários da pastelaria Delícias do Côa. Eu lamento o encerramento deste estabelecimento. Estarão todos de acordo comigo se disser que a cidade do Sabugal perdeu um estabelecimento de certa categoria, era mais do que o típico café ou snack-bar e que surpreendeu as gentes do concelho quando abriu as portas no centro do Sabugal. A história das queijadas não foi a única desilusão. Já em 2005 a Câmara lhe tinha indeferido o pedido de colocação de uma esplanada. São dois factos que estão devidamente documentados e quanto aos motivos do encerramento, eu desconheço as razões que levaram a essa situação. Eu sempre lá fui bem atendido a cidade do Sabugal necessita destes estabelecimentos e claro, de ter empesários honestos, sérios e inovadores e devidamente apoiados pelas autarquias.

30/03/2009

SENTIR MALCATA


SENTIR MALCATA!
(Lembrando a sua Reserva Natural)

Vou subindo a Ribeira da Meimoa,
Esfria a água se a Malcata chego;
Encanta-me um gorjeio que ressoa
Entre verde e azul, paz e sossego.



Atingida a Reserva Natural,
Ali o nobre lince tem guarida;
Dando à serra uma graça sem igual
Fica a Cova da Beira engrandecida.

As nossas gentes buscam teus encantos,
Procurando o bem-estar de teus recantos,
Imperdíveis na graça e no fruir.

Passeios de beleza – tuas prendas –
És mesa posta de nossas merendas.
A ti me atenho. Quero o teu sentir.


Autor
: Mário Bento Martins Soares



28/03/2009

AS PRIORIDADES DE RUIVÓS

O saneamento básico tem sido um problema para os vários executivos que têm passado pela Câmara Municipal do Sabugal.
Em 1986, por decisão da Assembleis Municipal, não se gastou mais dinheiro em obras de saneamento básico enquanto não houvesse água canalizada e luz eléctrica em todas as freguesias do concelho.
Em 2000, António Morgado, no cargo de presidente da Câmara, em entrevista a um jornal, afirmou que « se a Administração Central abrir os cordões à bolsa, dentro de quatro anos todas as sedes de freguesia devem ter saneamento, caso contrário, o problema pode arrastar-se por mais alguns anos».
Para que todas as aldeias e respectivas "anexas" usufruissem de saneamento básico, a Câmara teria que adiar outros projectos. E foi o que aconteceu quando construiram as piscinas, o museu, a biblioteca, o pavilhão gimnodesportivo, o auditório municipal, o Centro de Negócios do Soito que foram considerados projectos prioritários.
Manuel Rito, actual presidnte, há cerca de um ano, quando saiu em defesa do Sabugal por causa daquele estudo da UBI, afirmou que « mais de 95% da população já é abastecida com água ao domicílio e 90% da polulação já beneficia de saneamento básico».
Daí que possamos concluir que Ruivós está incluida nos 10% que ainda não beneficiam de saneamento básico. Verdade?
É que estes dias a aldeia de Ruivós anda na boca de muitos e alguns têm escrito comentários que cheiram pior do que os odores vindos das fossas de cada um dos habitantes de Ruivós. Tudo porque a internet está acessível a todos e não têm compromissos de fidelidade com nenhum dos servidores nacionais.
As pessoas de Ruivós estão contentes, principalmente os mais novos, pois agora podem clicar e entrar em contacto com o primo que está em França ou cuscar a vida dos que vivem nas grandes cidades. Até o podem fazer em cima da fossa que recebe as águas da banca da cozinha ou da sanita. Para já, o cheiro ainda não se pode enviar para aqueles que odiamos...
Há anos e anos, muitas vezes, tantas que o presidente de freguesia já está cansado e não está com disposição para continuar no cargo de presidente porque nunca ninguém lhe deu ouvidos. Tomara ele que o saneamento básico tivesse sido construido! Mas, como este presidente não vive da política, não enriquece como outros que por aí se fala e ainda acredita na palavra dos políticos da Câmara do Sabugal que lhe prometem que vão resolver o problema do saneamento, ainda diz ao jornalista que « temos de compreender que isto está mau para todos e que não há dinheiro por enquanto».
Amigos de Ruivós, agora têm na internet a oportunidade de escrever, de protestar, de incomodar, de fotografar as vossas fossas, as vossas ruas, peguem nisso tudo e não se calem porque com a ajuda da internet e daqueles que mesmo vivendo na pequena aldeia de Ruivós, podem fazer estragos onde até agora não podiam.

27/03/2009

A AUTORIDADE SEM BONÉ

Li no Onda3 (-http://ondas3.blogs.sapo.pt/) e decidi partilhá-lo convosco:


Uma criança pede ao pai para brincar à bola num parque. Aparece um vigilante municipal que complica tudo e o pai acaba com uma queixa na PSP. Mas para perceberem melhor a caricata situação, consultem em http://aoutravarinhamagica.blogspot.com/2009/03/ja-e-proibido-brincar.html.

Qualquer pai do mundo faria o mesmo ou ainda levaria o acto para outras consequências. O trabalho é um direito, mas quem trabalha não pode esquecer-se dos deveres a cumprir. E estes acontecimentos ficam muitas vezes ofuscados pelo circo que percorre o nosso país.

23/03/2009

AS NOSSAS ORIGENS

Rui Nabeiro é um homem conhecido por muitos portugueses e não há um habitante de Campo Maior que não saiba da sua existência. Este empresário colocou no mapa da cabeça de muitos uma Vila e uma empresa, sem nunca esquecer as suas origens.
As Selecções "Reader's Digest" deste mês de Março entrevistou esta ambiciosa e tranquila pessoa e eu não resisti em dar a conhecer algumas passagens dessa entrevista.

Arraia: "Na arraia, diz Rui Nabeiro, temos de procurar nas veredas o caminho que queremos
atingir."
Fronteira: " A fronteira é um posto avançado onde está a aduana, a guarda, as autoridades."

"São mais audazes as pessoas que vivem na arraia: têm de procurar, de descobrir como é que se podem infiltrar." Guiavam-se pelas sete estrelas. Apuraram os sentidos."

...Nessa altura, o contrabando não era contrabando. Era uma transação de mercadoria de primeira necessidade- azeite, açucar, arroz, café. Às autoridades tinha-lhes sido dito que deviam fechar os olhos. Outros tempos houve em que era devido um imposto. E por isso existia a distinção entre fronteira e arraia.

"Uma pessoa que investe na educação e na saúde está a investir em si própria."

"Quem é bom não é quem quer. É quem Deus pretende, quem Deus encaminha para o ser."

"Uma semente que uso: quem não fizer hoje,
amanhã é tarde."

"O verdadeiro capital é o que é distribuido."
"Nunca se deve fugir das suas origens."

Rui Nabeiro nasceu num recanto no interior e sentiu que a sua terra podia ser diferente, que podia servir de exemplo, e isso é extraordinário.

Os bons exemplos devem ser divulgados e servirem para aprendermos a sonhar.

22/03/2009

CASA MANDEGO: "SEJAM BEM VINDOS"


Casa do ManegoCasa do Manego



EMPREENDORISMO EM QUADRAZAIS

Casa do Manego, novo empreendimento turístico aberto há dois meses em Quadrazais.
A casa possui quatro quartos, uma pequena sala de convívio e destina-se a acolher todos os que queiram passar alguns dias em contacto com a natureza.
Trata-se de uma casa construída em pedra de xisto, térrea, pode albergar até oito pessoas. Enquanto estão em casa, os hóspedes podem comer e até confeccionar algumas refeições.
A promotora deste empreendimento está a cargo da Meia Choina-Colette Correia. Os proprietários esperam agora começar a receber os hóspedes, em especial, aqueles que desejem ter contacto com a natureza, uma vez que a casa situa-se bem perto da Reserva Natural da Serra da Malcata.

18/03/2009

COMIDA MAIS BARATA JÁ!!!



O Governo português não vai aplicar a taxa de IVA reduzido no sector da restauração, apesar de o acordo alcançado há dias em Bruxelas prever que a taxa de 5% pode ser cobrada naquele sector.
Para o Governo português a prioridade da reunião dos ministros das Finanças dos 27 países da União Europeia era a manutenção da taxa reduzida de IVA, de 5%, nas portagens das pontes 25 de Abril e Vasco da Gama, o que ficou garantido.
Depois do acordo alcançado, que define uma lista nova de serviços aos quais se poderá vir a aplicar a taxa reduzida de IVA, os governos dos estados-membros têm de decidir os sectores que vão beneficiar desta vantagem fiscal.
"Não vai haver alteração na restauração", disse à agência Lusa fonte oficial do Ministério das Finanças, o que significa que o sector continuará a beneficiar de uma taxa de IVA de 12%.
Em discussão estava a aplicação da taxa de IVA mais baixa a vários sectores como a restauração, a construção e o apoio domiciliário de cuidados de saúde, entre outros.
O presidente da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) congratulou-se com o acordo alcançado, mas sublinhou que a aplicação da taxa reduzida de IVA ao sector não acontecerá "de um dia para o outro".
"Estamos muito agradados por verificarmos que o sector da restauração e bebidas foi incluído no sectores de mão-de-obra intensiva, mas temos noção que [a aplicação da taxa reduzida] não acontecerá de um dia para o outro", afirmou à agência Lusa Mário Pereira Gonçalves.
O presidente da AHRESP salientou que o sector reivindica desde 1992 a aplicação de uma taxa de IVA de 5%, afirmando que seria uma decisão "positiva para as empresas e para os consumidores pois os preços nos estabelecimentos iriam baixar".
Com este acordo, segundo Mário Pereira Gonçalves, "abriu-se mais uma porta para que os empresários do sector da restauração e bebidas possam fazer refeições de melhor qualidade e com um preço mais baixo".
Quem me explica estas decisões?

10/03/2009

PROJECTO BricoSolidário




"Este é o senhor Pascoal, um dos efectivos mais importantes
do projecto BricoSolidário, uma iniciativa muito inovadora das
Câmaras da Guarda e Sabugal. A ideia é muito simples e tem
a ver com a realidade desta zona do interior, próxima da raia:
as aldeias estão cada vez mais desertas e as pessoas cada
vez mais sós e entregues à sua sorte. Para contrariar todo o
abandono a que são votadas as gerações mais velhas (há
lugares e aldeias onde hoje em dia moram apenas 3 idosos,
cada um em sua casa, muito distantes entre si) alguém teve
a feliz ideia de lançar um projecto de arranjos ao domicílio.


E foi assim que nasceu uma parceria entre duas Câmaras
Municipais. Decidiram candidatar-se aos Fundos Europeus
e conseguiram montar a estrutura de um projecto que pode
e deve ser replicado em muitos outros lugares remotos do
país. E não só. Esta ideia serve qualquer aldeia ou vila onde
os habitantes estejam mais sós e com menos recursos. A
carrinha do BricoSolidário é como aquelas carrinhas antigas
que percorriam as aldeias e vilas a apitar pelas ruas, para
anunciar que traziam legumes e fruta ou peixe fresco. Desta
vez não se trata de vender alimentos mas de oferecer arranjos
nas casas. Pequenos e médios consertos que podem ir de
uma simples lâmpada ou torneira a trabalhos mais elaboradosde canalizador ou pedreiro.

Mais do que oferecer apenas estes
serviços, o que este projecto proporciona é uma possibilidade
de relação, e o calor humano que sempre entra numa casa se
alguém vem por bem. Adorei conhecer o projecto e o sr. Pascoal."
Autora: Laurinda Alves

08/03/2009

FORCÃO: PATRIMÓNIO A DEFENDER

Forcão

As festas Saojoaninas açoreanas transformaram-se no principal assunto da blogosfera. De facto, o assunto está a ser levado a sério e até já circula na net uma petição. As opiniões são muitas e variadas, contudo, depois de visitar a referida petição e depois de ler alguns comentários concluo que o Concelho do Sabugal é constituido apenas pelas freguesias a que alguns chamam "arraianas". Há comentários para todos os gostos, mas alguns deviam ter vergonha daquilo que escrevem. Isto de petições na net há que ter alguns cuidados quando uma pessoa assina e comenta. A informação corre o mundo inteiro e ninguém a pode impedir de se difundir. Há patrimónios culturais que todos devemos defender e a arte de tourear com o forcão inclui-se na lista de patrimónios que têm que ser preservados e defendidos para não desaparecerem. Compreendo que as festas Saojoaninas açoreanas queiram atrair gente e que para isso incluam no programa das festas uma garraiada à moda da raia utilizando o forcão. Touradas, garraiadas, "vacaradas", no rio, na praia ou numa praça improvisada com carros de vacas, bois ou tractores, no largo da aldeia ou no Campo Pequeno, são sempre espectáculos que atraiem curiosos e aficcionados.
Qual é o perigo para o Sabugal se um forcão for o centro de atração numas festas dos Açores?
Como já li no Capeia Arraiana, hoje os agentes políticos têm de alterar os métodos de trabalho.
Eu sou daqueles que acredita que este assunto está ao rubro, mais na blogosfera do que nos largos e ruas das nossas aldeias. Muitos nem saberão que o forcão corre "perigo" de vida...se for para os Açores. De nada adianta esconder o forcão dentro do castelo para evitar a sua ida até aos Açores, mas os açoreanos têm o mérito de abanarem as mentes adormecidas no que respeita ao futuro do património do nosso concelho.
As coisas não aparecem feitas do nada. As culturas para serem preservadas e conhecidas têm que ser acarinhadas, incentivadas e divulgadas com planos bem elaborados.
A UNESCO tem servido para a defesa, preservação e divulgação do património mundial, cultural e natural. O Sabugal, os sabugalenses, é que têm que mostrar interesse em defender a sua cultura, o seu património. E ajudar a transmitir e fortalecer as relações entre "mestre" e aprendiz é de primordial importância para que o forcão e com tudo o que significa essa palavra seja verdadeiramente defendidos e se transforme numa mais valia para o Sabugal.
Proponho que se inicie a caminhada para que o forcão faça parte da lista de Património Mundial, Cultural e Natural. E o caminho deve ser iniciado enquanto as pessoas andarem acordadas e incomodadas com estes assuntos. Nada de desculpas, nada de lamentos e muito menos nada de extremismos, sejam de quem defende ou de quem ataca. Todos queremos o bem para todos e penso que os sabugalenses, as gerações futuras dos sabugalenses e porque não dos portugueses, só têm a ganhar com gente que gosta e ama as suas origens.

27/02/2009

SABUCALE


"Sabucale", é uma nova revista anual do Museu do Sabugal. Foi editado o primeiro número cuja edição é da responsabilidade da Sabugal+, Empresa Municipal.
Os diversos objectivos com a Sabucale são um estímulo e um desafio para todos aqueles que se interessam pela riqueza cultural do nosso concelho.
Todos os que proposerem trabalhos e que sejam aprovados pelo seu Conselho de Redacção,
terão a oportunidade de os ler na revista.
Este primeiro número, com 111 páginas, inclui os seguintes artigos:
«Museu do Sabugal – um museu no séc. XXI” (Carla Augusto);
“Estruturas monticulares antigas na fronteira Sul do concelho do Sabugal (João Carlos Caninas, Francisco Henriques, Álvaro Batista, Mário Monteiro, Mário Chambino, Fernando Robles Henriques, Alexandre Canha e Luis Carvalho);
“Marcas de Canteiro dos Castelos do Concelho de Sabugal” (Elisabete Robalo);
“Sabugal Velho y el Castillo de Abaroncinos (Iñaki Martín Viso);
“Armários de pedra na arquitectura tradicional do Alto Côa. Testemunhos de culto judaico?” (Marcos Osório);
“Sabugal e seu termo em 1813” (Natália Correia Guedes - Apresentação);
“Os moinhos de água do concelho do Sabugal. 1 - Rio Côa” (Jorge Torres);
“O Sabugal, o seu Concelho e a sua História na revista cultural Praça Velha da Câmara Municipal da Guarda” (Vítor Pereira);
“Retratos do nosso artesanato – tecelagem. Maria da Glória Ferreira” (Jorge Torres).

OUTROS TEMPOS

26/02/2009

A NOVA PRISÃO DO LINCE




Li algures que o Centro de Reprodução em Cativeiro do Lince continua em obras. Vão ser instalações amplas e naturais e estarão dimensionadas para reprodutores e crias. Cada cercado terá cerca de mil metros quadrados de área, e estará equipada com sistema de vidiovigilância, instalações de cria artificial, uma clínica veterinária e laboratórios, um centro de coordenação, instalações para quarentenas, cozinha e um edifício de presas vivas, sobretudo coelhos, a base da alimentação do lince.
Até 2011, os especialistas dedicados à recuperação do lince irão dispor de 25,6 milhões de euros.
As futuras áreas de ocupação irão estar fechadas ao público.

07/02/2009

AINDA HÁ SONHADORES NO SABUGAL

O que vê nesta fotografia?


Uma futura auto estrada? Um novo campo de futebol? Um caminho mais largo? Observando bem a foto, o terreno dá para construir as três coisas. Mas há dois amigos que lá ao fundo já visualizam o primeiro avião a aterrar nesta terra. Não vê nenhum avião e muito menos o António e o Joaquim? Pois, visualizar, sonhar e tornar este terreno num futuro aeródromo levou estes dois sonhadores raianos a comprar este grande terreno na aldeia da Ruvina. O sonho deles era que os aviões, avionetas, helicópteros, ultraligeiros, balões de ar, festivais aeronáuticos, festivais de paraquedistas e muito mais se realizassem na Zona Industrial do Sabugal. Fartaram-se de esperar por uma decisão e como sonhadores que são, continuaram à procura e encontraram o lugar para tornar em realidade os seus sonhos. Um dia eu ouvi alguém afirmar:
"A realidade, é a realização progressiva dos teus sonhos".



António Fernandes e Joaquim Brázia


05/02/2009

AGENDA MUNICIPAL DO SABUGAL







A tarefa não é fácil mas passará a ser um documento importante na divulgação das variadas iniciativas que se realizarão no concelho do Sabugal. É o primeiro número e nem tudo estará perfeito. Há que acertar melhor as agulhas e procurar melhorar. Fazia falta uma agenda com este tipo de informações.
A edição é da responsabilidade da própria Câmara Municipal. Vai estar disponível em diversos lugares e um dia destes encontrá-la-á na sua caixa de correio. Portanto, quando a receber, por favor, consulte a agenda, anote os eventos que lhe interessam e não se esqueça de marcar presença. A informação, a cultura, o desporto e outros temas vão marcar a agenda de três em três meses. Participar nos eventos que se realizam no concelho ( mesmo sendo naqueles que serão do nosso agrado) é um acto de cidadania. Ninguém ama aquilo que não conhece. Se cada um de nós, a associação de cada aldeia informar a Câmara das iniciativas que vai realizar, sendo publicadas nesta agenda trimestral, estamos a divulgar e a promover os eventos para muita gente. E estamos a contribuir para o êxito dessas iniciativas acabando por não duplicar a oferta nem escolher os mesmos dias. Tudo o que for feito é importante e as várias associações do nosso concelho devem continuar a trabalhar e a agendar atempadamente as suas actividades viradas para os seus associados e público em geral.
A agenda aí está para ser preenchida até ao fim do ano de 2009.

03/02/2009

PINTAR MALCATA



A Fraga, em Malcata
(Autora: Ondília)
O jeito de pintar está-lhe no sangue. Nos tempos livres que tem vai para o seu "atelier" e o pincel dança nos seus dedos. As várias telas que já pintou enchem as paredes e ela fala-me daquelas que mais prazer lhe deu pintar. Eu gostei desta que reproduzo acima. Não é preciso descrever em pormenor para que fiquemos a conhecer o local retratado. Basta imaginar que estamos na Fraga, lá para os lados do Cabeço, bem perto do antigo quartel da Guarda Fiscal...


31/01/2009

A AMPLIAÇÃO DO HOSPITAL DA GUARDA

O CONCURSO ESTÁ ABERTO:

Anúncio de procedimento n.º 276/2009
AMPLIAÇÃO DO HOSPITAL SOUSA MARTINS
D.R. n.º: 21 Série II de 2009-01-30
Emissor: Unidade Local de Saúde - Guarda, E.P.E ULSG, E.P.E
TEXTO:
MODELO DE ANÚNCIO DO CONCURSO LIMITADO POR PRÉVIA QUALIFICAÇÃO
1 - IDENTIFICAÇÃO E CONTACTOS DA ENTIDADE ABJUDICANTE
Designação da entidade abjudicante: Unidade Local de Saúde - Guarda, E.P.E
Serviço/Órgão/Pessoa de contacto: Eng. Vítor Gonçalves
Endereço: Av. Rainha D. Amélia
Código postal: 6300 857
Localidade: Guarda
Telefone: 00351 271200200
Fax: 00351 271200305
Endereço Electrónico: hsmguarda@hsmguarda.min-saude.pt
2 - OBJECTO DO CONTRATO
Designação do contrato: AMPLIAÇÃO DO HOSPITAL SOUSA MARTINS

Soube por aqui:

30-01-2009 10:51
Aberto o concurso da ampliação do hospital da Guarda
Foi publicado hoje em Diário da República o concurso para ampliação do hospital da Guarda. Os interessados têm 33 dias para apresentar propostas. As propostas não podem ultrapassar os 39 milhões de euros.

http://www.terrasdabeira.com/breakingnews/news.asp?Id=790

30-01-2009 16:46
Guarda
Foi aberto o concurso para ampliação do Hospital
Foi hoje publicado em Diário da República (DR) o concurso para ampliação do Hospital Sousa Martins da Guarda, com um valor base estabelecido de 39.990.000 euros.
Os interessados têm um prazo de 33 dias para apresentação das respectivas propostas, segundo o anúncio publicado no DR.

http://www.jornalaguarda.com/breakingnews/news.asp?Id=362



30/01/2009

O ESQUECIMENTO DE SÓCRATES


Urgência do H.S.M.




Em carta aberta dirigida a José Sócrates, com data de 26 de Janeiro, os médicos António Matos Godinho, Henrique Fernandes, Ilda Santos, Joana Vedes e Pissarra da Costa exigem que, “de uma vez por todas”, seja clarificada a situação relativa ao processo de remodelação e ampliação do Hospital. Um esclarecimento que os profissionais de saúde consideram ser fundamental “para que o governo de Portugal e o partido que o apoia possam ser julgados com justiça nas eleições que se aproximam”. “Mas também para permitir que, quem no passado associou publicamente a manutenção nos cargos públicos que ocupa ao escrupuloso e atempado cumprimento das promessas do Partido Socialista sobre esta matéria, não venha a sentir-se na obrigação de renunciar aos mesmos em nome da sua honra e imagem pessoais”, adiantam os médicos, referindo concretamente os casos da Governadora Civil, do presidente da Câmara Municipal da Guarda e de alguns membros do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde.


A missiva surge numa altura em que se regista mais um atraso no calendário do processo de obras previstas para o Hospital da Guarda.


Recorde-se que o projecto de arquitectura para requalificação e ampliação da unidade de saúde foi homologado em princípios de Novembro do ano passado, ocasião em que o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Francisco Ramos, assegurou que os prazos iriam ser cumpridos, depois de a ministra da Saúde, Ana Jorge, também o ter feito em Março do mesmo ano. No dia da aprovação do projecto para a realização das obras, num investimento avaliado em cerca de 60 milhões de euros, o governante anunciou, na Guarda, o arranque da intervenção para o segundo trimestre de 2009, de modo a ficar concluída em 2010.


O secretário de Estado garantiu tratar-se de um projecto “irreversível” e que o concurso para a execução da obra seria aberto ainda nesse mês (Novembro de 2008). A verdade é que, mais uma vez, o que foi dado como uma garantia não se concretizou e o processo sofre um atraso que pode arrastar por muito mais tempo a promessa de criação de melhores condições hospitalares.


“De uma vez por todas, haja pudor”


Os médicos lamentam que, em Janeiro de 2009, a realidade seja “bem diferente daquela que tantas vezes foi prometida e anunciada”, uma vez que, “pelos vistos”, é já admitida “a possibilidade de o novo hospital ser construído por fases”.


“Bastaria ao primeiro-ministro de Portugal incluir, na sua carregada agenda de 2009, uma visita ao Hospital da Guarda para sentir na pele e nos ossos o frio e a humidade que, nesta altura do ano, atingem muitos dos nossos doentes”, dizem os especialistas, na carta aberta remetida a José Sócrates. Adiantam, de resto, que “para as gentes da Guarda é inexplicável que uma legislatura não tenha sido suficiente para um governo, suportado no Parlamento por uma maioria absoluta, arrancar, ao menos, com o concurso público referente a tanta promessa, feita por tanta gente”.


Dirigindo-se ao primeiro-ministro, os médicos frisam que “não é possível tratar doentes com promessas, adiamentos, jogos políticos, e outras manobras”. Pedem que, de uma vez por todas, haja “pudor” e responsabilizam José Sócrates pela situação: “Não podemos deixar de o alertar para o risco de o actual ministro de Portugal vir a consagrar-se na memória dos guardenses como um dos mais ilusórios profetas que algum dia visitou estas paragens”.


Por: Fátima Monteiro, in http://www.novaguarda.pt/noticia.asp?idEdicao=165&id=10333&idSeccao=2137&Action=noticia











29/01/2009

NOVO SALÃO EM MALCATA



Malcata
– Inauguração do Salão da Junta de Freguesia a 22 de Fevereiro

A Junta de Freguesia de Malcata vai inaugurar o Salão que está a ser construído na antiga escola primária. A festa vai incluir uma representação teatral, um baile com um acordeonista e um jantar para a população e convidados.

O domingo de Carnaval vai ser animado em Malcata. Para a inauguração do Salão da Junta de Freguesia está convidada toda a população, a quem será apresentada uma peça de teatro, seguida de um baile e de um jantar convívio.
O presidente da Junta de Freguesia, Vítor Fernandes, revela que a construção do Salão consiste na «recuperação das duas salas da escola, que estão desactivadas. Numa já funcionava a Associação Cultural, com quem fizemos um acordo». Entretanto, a Câmara Municipal do Sabugal também foi contactada, para que a autarquia pudesse realizar as obras, que duram há cerca de dois meses e meio.
Entre as intervenções realizadas, foi retirada uma parede, que separava as suas salas e erigida uma cozinha de apoio ao salão. Nesse espaço, adianta o autarca, «pretendemos fazer um museu etnográfico, num espaço que vai ficar mais reservado e vamos também utilizar uma sala vazia para complementar a exposição», uma iniciativa que ficará para «mais tarde». De momento, ressalva Vítor Fernandes, «vamos já expor algumas coisas no salão, que servirá de espaço de convívio. De outro modo, não seria construído».
A festa, marcada para 22 de Fevereiro, deverá ter início às 15 horas, numa parceria entre a Junta de Freguesia e a Associação Cultural de Malcata.
in JornalCincoQuinas

18/01/2009

SISTEMA DE REGA DO SABUGAL

Barragem do Sabugal



Desde 1966, tinha eu 6 anos, que a ideia de regar os campos da Cova da Beira surgiu. Muitos anos já se passaram e já foram construídas duas barragens, uma na Meimoa e outra no Sabugal.

Os autores da ideia diziam que poderia ser o motor de desenvolvimento da região abrangida e iria contribuir para fixar as populações e eventualmente fazer regressar à terra alguns que a abandonaram por falta de expectativas.

Os anos foram passando e as expectativas desfizeram-se porque o projecto nunca mais está pronto. Com tanto tempo perdido, muitos já foram trabalhar para terrenos celestiais, outros fugiram para aterras urbanas e quem ficou viu as terras cada vez mais abandonadas, assaltadas por giestais e pinheiros bravos.

Foram construindo alguns canais de rega, construíram o túnel entre a Barragem do Sabugal e a de Meimoa e agora chegou a vez de anunciarem as obras da Rede de Rega do Sabugal. Os estudiosos de hoje dizem que esta rede de rega vai beneficiar cerca de 300 agricultores. Há quem queira testar o sistema na próxima campanha de rega. Se o teste obtiver resultados como os que tiveram em Maio do ano passado quando testaram o Túnel de Malcata para Meimoa, não vai haver rega para nenhum campo.

É claro que hoje as pessoas estão com receio da “utilidade” deste sistema de rega que vai abranger a freguesia do Sabugal e das Quintas de S. Bartolomeu. Eles sabem que é água a mais para as “hortas” que hoje em dia cultivam. Para quê cultivar mais quando depois não têm para onde e nem quem lhes compre as culturas? A idade já não está para grandes hortas e ao preço a que a vida anda, os nossos agricultores de subsistência, ficam-se sentados no banco da cozinha e ao menos vão aquecendo as pernas e a cara.

Razão tem Manuel Rasteiro, o presidente da freguesia do Sabugal, quando diz que “com a agricultura de rastos, o que temos hoje são pequenas propriedades, uns “quintais”, porque quem produz em quantidade não consegue vender”.

Mas há trabalho para fazer, há mentalidades que precisam de alterações e estímulos.

Assim queiram os responsáveis da região. O futuro pode mudar. O futuro será diferente caso o Presente seja também alterado.

Ver mais sobre este tema em:

http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Guarda&Concelho=Sabugal&Option=Interior&content_id=1073412

17/01/2009

ONDE ESTÃO OS SONHADORES DE MALCATA?

















Luís desde criança que sonhava ter um rebanho. Cada vez que via um rebanho parava logo ali para o apreciar. Mal saiu da tropa, não perdeu tempo. Foi ao banco pedir cinco mil euros e comprou 80 ovelhas. O problema foi lidar com elas, nos primeiros tempos. É que vê-las era uma coisa, mas ter de as tratar é outra. Atravessou um penoso caminho, nomeadamente para aprender a ordenhá-las. Mas ultrapassou essas dificuldades. Entretanto surgiu outro problema: que fazer ao leite? Foi a mãe que lhe deu a mão, produzindo ela os queijos, que depois o Luís ia vendendo aqui e ali.

Mas um rebanho de 80 ovelhas não era grande rebanho. Então, o Luís foi aumentando-o, até que atingiu as 250 cabeças. Com tanto gado para alimentar, enfrentou dificuldades em encontrar pasto e claro a quantidade de leite também aumentou significativamente. Que fazer? Arrendar uma queijaria foi a solução encontrada pelo Luís.

Mais tarde, abriu uma unidade nova de produção de queijo. Hoje ainda mantém algum gado, mas a principal atenção vai para a produção de queijos.

Esta é a história do Luís que li num artigo do Jornal de Notícias. É uma história verdadeira, não é nenhum argumento de tele-novela. O Luís é um dos maiores produtores de queijo de Trás-os-Montes e Alto Douro. Nasceu no concelho de Carrazeda de Ansiães e o sonho de ser pastor levou-o a produzir queijo. “Armarinho” é a marca mais conhecida que o Luís fabrica. Hoje os seus queijos são vendidos em duas cadeias de hipermercados que lhe absorvem a produção.

Eu sei que a pastorícia foi e ainda continua a ser, uma actividade praticada pelas terras do concelho do Sabugal. Também na aldeia de Malcata sempre houve grandes rebanhos. Para além do leite e dos queijos, o cabrito de Malcata é conhecido pela sua excelente qualidade. Hoje, pastores poucos há, mas a aldeia possui uma queijaria bem equipada, mas luta com grandes dificuldades para arranjar leite para a produção de queijo.Apreciadores de queijo e carne não faltam. Começa a faltar pessoas como o Luís que sonhou e acreditou que um dia seria um pastor de êxito. Para isso, além do sonho, pensou e trabalhou dia a dia para alcançar o seu objectivo.

Hoje os queijos do Luís são vendidos nos hipermercados. Também há no nosso concelho produtores que necessitam de vender o que produzem. Estou a lembrar-me dos queijos, do mel, da carne, da batata e muitos outros. Alguns de nós também sabemos que há em Portugal empreendedores ( altos cargos directivos) que também sonharam como o pastor Luís e hoje gerem cadeias de super, hiper ou Mega hipermercados. Não poderiam esses senhores ser uma porta de saída aos produtos dos nossos “pastores”?

15/01/2009

SER O MELHOR JOGADOR DO MUNDO



Ele foi eleito o melhor jogador de futebol do mundo durante o ano de 2008. O pai gostava de copos e a mãe aguentou uns socos. Cristiano ia para a escola, mas em vez de estudar pelos livros entretinha-se a jogar a bola com os amigos. Daí se explique o não ter terminado o 9ºAno de escolaridade. No tempo da escola o seu comportamento, as circunstâncias socioeconómicas em que vivia não lhe traziam grande futuro. Cristiano Ronaldo é um exemplo de muitos alunos falhados por causa das condições e do ambiente familiar em que vivia a sua família. As crianças nascidas num ambiente destes cedo lhes traçamos o destino: um português desconhecido, falhado, desempregado, drogado, alcoólico...
A grande sorte de Cristiano Ronaldo foi para além de mostrar jeito a jogar a bola, alguém o ter levado para um clube a fazer aquilo que ele mais gostava. Se tivesse continuado na escola, hoje não se falaria no seu nome em lado nenhum. O que tem de diferente o Cristiano Ronaldo de outras crianças que hoje andam na escola e também sofrem na pele as más condições socioeconómicas, a violência doméstica, o ter de aturar um pai a cair de bêbado? A diferença está nas regras da escola ( do Sistema escolar ) e as regras dos clubes de futebol ( de alguns clubes ). Se os treinadores de futebol utilizassem um Sistema de Avaliação como o que o Estado tem feito nestes últimos 20 anos na Educação, jogadores como o Cristiano não alcançariam tantos êxitos nas suas vidas.
Concordo com Helena Matos ao escrever no jornal "Público" de hoje quando diz que "dificilmente uma escola poderia impor aos seus alunos o mesmo rigor que os treinadores impõem aos candidatos a jogadores profissionais, pois logo se vaticinariam mil traumas às crianças em causa. O reverso de a escola não esperar grande coisa destes alunos é que lhes exige pouco e não lhes impõe nada".
Isto dá que pensar.

O LINCE AINDA NÃO TEM CENTRO DE REPRODUÇÃO AO SEU DISPOR



O lince continua a vaguear por terras de Espanha. Ao contrário do anunciado pelas Águas de Portugal, que no seu sítio da internet informam que "até final de 2008, a Águas do Algarve estará em condições de activar o primeiro Centro Nacional de Reprodução em Cativeiro do Lince Ibérico em Portugal", Manuel Salgado e a SIC provaram no "Nós Por Cá" que tal não aconteceu. Silves está cheia de placas a indicar o caminho para O Centro Nacional de Reprodução do Lince Ibérico, mas como podemos ver no vídeo da SIC essas indicações levam as pessoas ao engano.
A construção deste centro iniciou-se a 6 de Junho de 2008. Na altura, os governantes prometeram que até final de 2008 abriria...ora vejam o vídeo da SIC:

http://sic.aeiou.pt/online/video/informacao/Nos+Por+Ca/2009/1/linceiberico.htm


14/01/2009

MALCATA : CASAS DE TURISMO RURAL FECHADAS E ABANDONADAS

O TURISMO POR EXPLORAR


Todos o têm dito e escrito: a região de Malcata ( incluindo a Reserva Natural) tem futuro como destino turístico, principalmente para as pessoas que gostam da natureza e do "turismo ecológico." Para que nos serve possuir uma mina de ouro se ela permanece encerrada e por explorar? De facto a mina tem lá dentro o metal precioso, mas de que serve se permanece enterrado?
A Reserva Natural da Serra da Malcata é ou não uma "mina" que muitos gostariam de possuir na sua região? Possuir uma área natural, uma albufeira cheia de água cristalina e continuamos quase na mesma no que se refere ao filão turístico? Será que os decisores políticos pensam que só quando houver linces na serra é que os turistas aparecerão? A região de Malcata tem potencial turístico mesmo com os linces em terras espanholas. E há que fazer barulho e fazer eco das palavras dos nossos autarcas.



O Presidente da Câmara do Sabugal, Manuel Rito, concedeu uma entrevista ao Jornal Cinco Quinas, publicada no número de Janeiro de 2009. Para além dos “desejos de Feliz Natal e Bom Ano Novo” o Presidente também falou da Malcata. O jornalista fez-lhe algumas perguntas e ele respondeu:

“5 Q: Como se enquadra a Malcata na promoção da Região?

MR: É uma vergonha que a Reserva Natural da Serra da Malcata mantenha as casas da Reserva, nomeadamente as que ficam no Concelho do Sabugal, duas na freguesia de Fóios e outra na de Quadrazais, preparadas para turismo da natureza, ecológico, desde há mais de dez anos, que as mantenha por abrir ao público, em degradação total, e que não encontre uma solução para efectivamente pôr as casas ao serviço do turismo no concelho e na região. Isto é do interesse de todas as autarquias envolvidas e de privados do concelho. As casas fazem falta para a divulgação do território, e por isso acho que a Reserva deveria, com urgência, resolver esta situação.”