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27/11/2008

SABUGAL, A CIDADE QUE NÃO É VILA

Sabugal-Uma das entradas(26-11-2008)

Sabugal é ou não uma das 150 cidades de Portugal?
Pelo que sei, foi em 9 de Dezembro de 2004 que a Assembleia da República aprovou a elevação da Vila do Sabugal a cidade. Já lá vão quatro anos e como mostra a fotografia há quem não concorde ou então, esqueceu-se das suas obrigações.
Recuando no tempo, foram os vereadores do PS que em Abril de 1999, apresentaram uma proposta no sentido de elevar a Vila do Sabugal a cidade. A proposta foi aprovada por maioria com a abstenção do senhor vereador Manuel Rito. E na mesma altura, o vereador António Robalo propôs a elevação do Soito a Vila, que foi aprovada por maioria, com a abstenção do vereador Manuel Rito.
Sabugal a cidade sim, mas o Soito vai ser Vila..."se os do Sabugal sobem de estatuto, também os do Soito devem subir",...terá sido este o pensamento de alguns? O que levou as pessoas a querer que a Vila se transformasse em cidade? O estímulo ao desenvolvimento aumentou com esta mudança? Melhoraram as condições dos seus habitantes e visitantes?
Muitos habitantes do Sabugal na altura desta alteração de Vila para cidade, mostraram-se surpreendidos. Hoje continuam sem entender e sem ver diferenças.
As leis em Portugal são fabricadas à medida dos pedidos e dos compadrios políticos. Para ser cidade há uma série de requisitos que devem ser cumpridos. Consultem a Lei 11/82 e verão que o Sabugal não os cumpre. Contudo, os legisladores acautelaram estas situações de imcumprimento dizendo na mesma lei que "importantes razões de natureza histórica, cultural e arquitectónica poderão justificar uma ponderação diferente dos requisitos enumerados".
Agora entendo as razões dos autarcas de Vila de Ponte de Lima, por exemplo, em não querer ser cidade. É melhor ser uma VILA do que uma cidade que não é vila, porque o deixou de ser. E não é cidade porque a Assembleia da República não acompanhou a decisão da criação de condições reais e verdadeiras para que a administração central e regional efectivamente contribuisse para a criação da cidade do Sabugal.

18/11/2008

DESPOVOAMENTO E DESERTIFICAÇÃO NO CONCELHO DO SABUGAL

DESPOVOAMENTO

ABANDONO




Despovoada, envelhecida e esquecida pelos poderes públicos, assim é a zona raiana da Beira Interior e da vizinha província espanhola de Salamanca. O retrato consta de um estudo apresentado pela Caritas.

A fatalidade é tal que o documento inclui uma espécie de epitáfio para esta vasta região: "Trata-se de uma das zonas mais desfavorecidas e pobres da Península Ibérica e da Europa, sem presente e sem futuro", conclui-se.


Promovido pela Caritas da Guarda, Salamanca e Ciudad Rodrigo, com a colaboração da Fundación para la Investigación Social Operativa e Aplicada (FINSOA) e do Observatório Económico e Social da Universidade da Beira Interior, o estudo foi levado a cabo em 73 freguesias dos dois lados da fronteira, num território com mais de três mil quilómetros quadrados, tendo sido inquiridos cerca de 150 pessoas, entre autarcas e responsáveis de diversas áreas.
A primeira constatação é a desertificação demográfica registada nos concelhos de Figueira de Castelo Rodrigo, Almeida, Sabugal e Penamacor (no distrito de Castelo Branco), bem como na província de Salamanca. "Desde 1950, esta região perdeu 58 por cento da sua população, passando de 92 mil para os 38.500 habitantes actuais", realça o estudo. Talvez por causa disso, os investigadores verificaram ainda que neste território ultraperiférico "há abandono e um tratamento desfavorável por parte dos governos de Portugal e Espanha".

ENVELHECIMENTO
Também não há "massa crítica por falta de emprego", sendo notória a "ausência de espírito empreendedor e cooperativo entre os residentes", já que a sua grande maioria vive "sobretudo das reformas ou da agricultura".

Face a este diagnóstico, a Caritas propõe-se criar um centro inter-diocesano de intervenção social e desenvolvimento, em Vilar Formoso, para "ajudar os habitantes a concretizar projectos económicos e a criar riqueza, mas também para corrigir a pouca eficácia dos serviços públicos, que não vão ao encontro das pessoas", considera Paulo Neves, da Caritas.
in Jornal de Notícias, 15 de Novembro de 2008








17/11/2008

BRICOSOLIDÁRIO NO SABUGAL

A carrinha da Esperança

800 212 008

Arranjo de portas, janelas, mudar um casquilho e a lâmpada,
mudar umas telhas partidas, um vidro partido, arranjar o esquentador, mudar uma fechadura, arranjar uma persiana...
todos aqueles pequenos arranjos que as pessoas não reparam porque a idade já é muita, o corpo anda doente ou não têm dinheiro para pagar os arranjos, não há que esperar pela vinda de França do filho ou do neto. Basta pedir ao vizinho, ao amigo, ao padre da aldeia que ligue para o 800 212 008. É um serviço gratuito, com a garantia da Câmara Municipal do Sabugal e da Pró-Raia.
800 212 008 o número da esperança


14/11/2008

OS CAVALOS NÃO VÃO A MALCATA



II CONCENTRAÇÃO INTERNACIONAL
PORSCHE FANS PORTUGAL
Saibam os senhores que elaboraram este cartaz que o Sabugal, quer gostem ou não, desde 9 de Dezembro de 2004 que é uma cidade portuguesa.
Há erros que podem e devem ser evitados. E quem tem guita para ter e manter um Porsche não deve cometer estas gafes.
Para além do erro no cartaz, convido os fans de PORSCHES que inadvertidamente se enganem no percurso e levem os cavalos a beber da água que corre na fonte de Malcata. Digo-lhes que não se vão arrepender e os cavalos vão agradecer.

12/11/2008

VIVACI PARA TODOS

























Vivaci na Guarda, Braga, Gaia, Setúbal, Évora e Vivaci nas Caldas da Rainha, Beja, Maia...



AS NOVAS TABERNAS DA GUARDA


As conversas dos nossos dias:
- Então, compadre, bom dia! Tanta pressa porquê?
- Ti Manel, vou à cidade. Vi na televisão que abriu o Vivaci na Guarda. Hoje não sei como passar o tempo e como está de chuva, olha, pensei ir até lá, ver como é aquilo. Olha que deve ser grande, com muitas lojas, restaurantes e tem lá um daqueles supermercados que tem tudo.
- Compadre, compadre, tenha cuidado. Olhe que eles o que querem é que lá gaste dinheiro. Tenha cuidado porque entra lá e sai de bolsos vazios e o carro atolhado de sacas de compras. Tenha cuidado com o que transporta no carrinho das compras.Há dias, o Ti Tó quando chegou a casa foi interrogado pela mulher acerca do soutien que comprou. Ele bem reafirmava que não tinha comprado nada daquilo, que não sabe como isso lá foi parar. Olhe, viu-se à rasca para convencer a Deolinda de que alguém lhe colocou aquilo no seu carro.
- Bem, mas queres vir ou não? Anda, vamos os dois passear e conhecer aquilo.
- Já que tanto insistes, eu vou. Mas, compadre, nada de compras, nada de roupas de mulher. Se for um meio quartilho, isso ainda vai. Vamos lá então...conhecer a nova taberna.

09/11/2008

OFÉLIA CLUB EM MALCATA ? SIM, MAS NÃO HÁ TERRENOS EM SALDO.














Será por aqui o Ofélia Club?



Continuam a decorrer as negociações entre a Câmara do Sabugal e os proprietários dos terrenos de Malcata, onde a Existence pretende construir um complexo turístico. A autarquia oferece 0.60 cêntimos e metro quadrado. Dizem eles que é mais elevado do que o que pagam no resto do concelho. Ora, claro está, há proprietários que não aceitam esta proposta. A Câmara do Sabugal, através do seu presidente, Manuel Rito Alves, já disse que "haverá outra reunião no final do mês, porque há pessoas que não querem vender os terrenos, mas penso que estão convencidas. Temos de lhes dar um espaço de reflexão".
Será que 0.60 cêntimos cada metro quadrado é um preço justo e aceitável? Um hectare de terreno equivale a 10.000 metros quadrados. As pessoas ouviram falar em 6000 euros por hectare. É muito euro, mas para 10.000 metros quadrados, as pessoas acham pouco.
Em Abrantes, a Câmara local está a braços com o mesmo tipo de investimento e também vai vender terrenos a 1.25 euros o metro quadrado. Diz a autarquia que este preço é um preço simbólico. E a Câmara do Sabugal não vende porque não tem terrenos em Malcata. Ou, se tivesse, aceitava vender a 0.60 cêntimos o metro quadrado?
Todos sabem a importância que pode ter este investimento em Malcata. Tenho a certeza que todos, mesmo os proprietários que reclamaram mais dinheiro pelo seu terreno, desejam que o empreendimento se construa em Malcata. O que não querem é vender ao desbarato. E lá têm as suas razões para assim agirem. Investir em Malcata, todos concordam e apoiam. Mas desejar "almoçar de graça" nem pensar!
O diálogo entre todos os interessados levará a uma boa decisão. Até ao fim do mês é tempo para reflectir.

07/11/2008

JORGE DEIXOU O BENFICA MAIS TRISTE

O Jorge acompanhado da sua família

Faz hoje oito dias. Não deu ainda para esquecer. É ou não a morte o fim de tudo?

A vida do homem é mesmo assim. Os anos vão passando e o corpo humano vai ficando mais frágil, mais fraco e às vezes, por várias razões, os orgãos vitais adoecem e deixam de funcionar normalmente. Não adiantam tratamentos à base de radiações, comprimidos, vacinas...o mal não desaparece do corpo. Foi o que aconteceu ao Jorge. Vivia em França com a Pascale e os seus dois rebentos. Agora, descansa no cemitério de Gesteira, ao lado de Soure.

O Jorge era benfiquista e sócio da Casa do Benfica de Soure. É de louvar a presença da bandeira da águia, solenemente transportada por um elemento da Casa do Benfica, durante toda a cerimónia fúnebre.

Como disse o padre de Gesteira, "Deus não deseja a morte do homem.Os orgãos humanos adoecem e não resistem à doença e deixam de executar as suas tarefas vitais, interrompendo a continuação da vida. Mas há outra Vida para além desta que conhecemos".

31/10/2008

PORQUÊ?




"Acabava de lhe levar uma chávena de café com leite.

Já estava melhor! Mas quando voltei à enfermaria, já tinha morrido"- disse o auxiliar de acção médica.

Porquê? Ainda era tão novo!

Cada dia, a cada momento, há pesoas que, no hospital, mergulhadas em profundo desespero, levam as mãos à cara e choram por um sofrimento inesquecível; choram, impotentes e desesperados, a morte inexorável.

Porquê o sofrimento?

Porquê a paralisia parcial ou total?

Porquê o cancro?

Porquê esse acidente que me vai impedir de voltar a andar?

Porquê morrer na primavera da vida?

Porquê?

Porquê? Quem me responde?

Quando penso nos mortos, na minha própria morte, nosofrimento dos inocentes, sinto-me envolvido pelo mistério.Posso intentar não pensar nisso, mentir aos outros ou a mim próprio.

Enquanto tiver cérebro e coração, este mistério há-de perseguir-me.

Quando chegar a minha hora e eu próprio penetrar na noite do sofrimento e da morte, que me restará?

Espero poder rezar então,gritando a Deus:


"Porque apagaste os sóis que Tú próprio acendeste?"


Sei que, com o coração, entenderei coisas que a minha

inteligência não me pode explicar.


Deus é amor.


Ele ama-me. Apoia-me.

Morrerei para viver para sempre num amor imortal.


Texto adaptado do livro "Amar", de Phil Bosmans, Ed.Perpétuo Socorro.

26/10/2008

AI CRISTO, ANDA CÁ REPETIR O MILAGRE DAS BODAS DE CANAAN

As Bodas de Canaan
Portugal reúne todas as condições para ser o study-case da política europeia que os nossos dirigentes, de vez em quando, sugerem que já é. Estamos muito mais endividados do que aquilo que ganhamos (é o que diz a nossa dívida externa) e não estamos a pagar as prestações do que devemos (é o que diz o défice).
Somos o parente pobre daquelas famílias ricas que às vezes é divertido, conta anedotas e diz "porreiro, pá" em festas onde se bebe muito, mas é incómodo porque não quer trabalhar. "O tio deu-lhe um bom emprego e ele continua a gastar tudo em mulheres e agora foi comprar um carro descapotável".
A continuar assim, Portugal poderá ser protagonista da resposta a uma pergunta histórica: será que a União Europeia deixará falir um país membro pelo acumular de erros de gestão, ou o "nacionalizará" como fazem aos bancos que, por ganância, incompetência e pilhança caem no vermelho? Se nos deixarem falir ficamos como o Kosovo. Um antro de oportunistas, traficantes e vigaristas tolerados na vizinhança por correcção política, a cujos filhos se dá um eurito de vez em quando com um "portem-se bem", mas onde queremos a Polícia de choque a manter as coisas longe de nós. Se nos nacionalizarem, a condição para a solvência é mandar para cá gestores profissionais que, tal como a força de paz do Kosovo, dialogam pouco.
Apenas dizem aos locais quais as ruas onde se pode transitar em sentido único, nos dois sentidos ou onde o trânsito está interdito. Depois, esses gestores vão transformar a nossa banca privada em balcões de um banco público pan-europeu de capitais mistos com sede regional na Culturgest, que reporta directamente a Berlim, Londres e Paris.
Vamos deixar de nos preocupar com coisas como o Orçamento de Estado, essa obra literária anual cujo estilo ainda não se conseguiu definir em três décadas de democracia porque hesita de ano para ano entre o absurdo e a ficção. Este ano, os dois géneros ombreiam em íntimo concubinato. Na área do absurdo, ressalta a proposta de transformar o crédito imobiliário malparado em sisudas parcelas de arrendamento que os devedores passariam a honrar com a religiosidade que já não temos. A proposta é tão mais absurda quanto diz que só é candidato a este milagre quem não tiver "mais de três meses" de incumprimento na prestação. Ou seja, o que o Orçamento de Estado para 2009 diz é o seguinte: Não pague durante três meses a prestação da casa porque o Estado socialista toma conta da sua dívida e vai poder continuar a saldá-la em suaves prestações de cerca de metade daquilo que hoje o esmaga e não o deixa dar largas à sua expressão pessoal tão bem traduzida em plasmas, playstations, telemóveis e tunning de automóveis baratos. E a casa continua sua. E ninguém diz para onde vai o resto da dívida nem quem é que a vai pagar.
Na área da ficção, o Orçamento prevê crescimentos para além de tudo o que já crescemos e diminuições de défices para aquém de tudo o que já descemos. E tudo isto no ambiente da maior crise financeira da historia da humanidade em que o dólar vale menos do que o bíblico shekel, que serviu de moeda de troca às tribos judaicas durante o êxodo. E é esta gente republicana e laica. Tanta fé no futuro não se via desde as bodas de Canaan.
Artigo escrito por Mário Crespo, publicado no Jornal de Notícias. O negrito é colocado por mim. O jornalista sabe bem o que escreve.

25/10/2008

MEMÓRIAS QUE NÃO SE APAGAM

Quem se recorda deste monumento?
Com a construção da Barragem do Sabugal e o enchimento da albufreira ficou tudo debaixo de água. Ora bem, tudo menos a imagem da Sra.dos Caminhos.





Se olharmos para o lado direito desta fotografia conseguimos ver o nicho da Sra. dos Caminhos, ainda antes da construção da barragem. Hoje, esta área está toda submersa pela água da albufeira.

23/10/2008

QUEM DEFENDE O RIO CÔA ?






Nascente do Rio Côa




Clicar nas fotos para ver melhor













Aqui nasce um rio. As fotografias são da minha autoria e recordam um passeio que fiz à Nascente do Côa com as minhas filhas. Fomos de automóvel até ao início do caminho de pedras que nos leva ao sítio onde o rio nasce. Lá chegados ficamos a olhar para a água que ali aparece e tranquilamente vai descendo o monte em direcção ao mar. Só ouviamos o vento e a água. É um local que merece a visita dos portugueses e dos amantes da natureza.




Hoje, ao dar uma espreitadela no " Cinco Quinas"dei com estas imagens e com um vídeo sobre a realização de um passeio Todo o Terreno por terras do Sabugal e que "passou por locais tão emblemáticos do concelho como a Barragem do Sabugal e a nascente do Côa" , "o ponto mais alto da viagem", "combinaram outra edição, rumo à liberdade".




Meus queridos, o passeio TT foi patrocinado por uma companhia de seguros, a Liberty e pelo Jornal Cinco Quinas. É triste que permitam estes amantes dos jipes destruirem a natureza.


Este veículo, um dos participantes do "TT Liberty Seguros/Cinco Quinas" está em cima do rio côa. Atrás da pessoa que está a fotografar pode ver-se a pedra onde alguém ( e muito bem ) escreveu "NASCENTE DO RIO CÔA".

E estes senhores, para aí uma meia dúzia de jipes, invadiram o local sem dó nem piedade. Onde está o espírito de verdadeira aventura e a verdadeira adrenalina dos amantes do TT?

17/10/2008

OS POBRES, AI OS POBRES!


Hoje falou-se da erradicação dos pobres no mundo. Os jornais noticiam que o nosso país foi o que mais reduziu a pobreza na Europa. No Dia Mundial para a Erradicação da Pobreza, em Portugal dizem que há 1,8 milhões de pobres e o objectivo é reduzir para 1,6 milhões.

Eu vivo num país onde um terço dos pobres trabalham e recebem um salário. A verdade, é que ganham um salário insuficiente para satisfazer todas as necessidades da família. E isto é ser pobre no nosso país. Apesar de trabalhar e ganhar dinheiro estas pessoas a meio do mês já estão a contar os dias que faltam para voltar a receber. Como o salário é baixo e muitos dos contratos de trabalho são precários, a realidade é negra e triste. O trabalho já não representa que deixaram de viver na pobreza.

O que é ser pobre em Portugal?

O Dr.Bruto da Costa dá-nos esta definição: "O pobre é alguém que não consegue satisfazer de forma regular todas as necessidades básicas, assim consideradas numa sociedade como a nossa."

A pobreza é um fenómeno social, não apenas individual. Ser pobre, é quando não tenho recursos para participar nos hábitos e costumes da sociedade onde estou inserido.

E num dia em que falamos de pobres e insuficiência de recursos, ficamos a saber pelos jornais que as três campanhas eleitorais previstas para 2009 ( europeias, legislativas e autárquicas ), o Governo orçamentou-as com um custo previsível de 70,5 milhões de euros. Para além desta despesa com as campanhas eleitorais, o Orçamento para o próximo ano prevê que se gastem 167,7 milhões de euros em estudos, projectos e pareceres encomendados a gabinetes de advogados, de engenheiros e consultores privados.

Quando em Portugal há dois milhões de portugueses que vivem em risco de pobreza, porque sobrevivem com 366 euros, esta distribuição dos dinheiros públicos faz-nos pensar nos métodos, nas prioridades e na escolha das opções tomadas pelos governantes deste país.

As necessidades são maiores do que os recursos económicos que o Governo dispôe. Mas enquanto o dinheiro continuar a ser distribuido conforme as conjunturas políticas e os interesses partidários e enquanto o trabalho não for pago a melhor preço, os pobres continuarão pobres.

14/10/2008

A VERDADEIRA VALSA

Ainda há jornalistas em Portugal que pensam e escrevem com seriedade e têm como objectivo informar os seus leitores. Mário Crespo é um desses jornalistas e por várias vezes tem escrito a notícia que outros escondem. Eis mais um desses exemplos que o Jornal de Notícias de 13-10-2008 publicou:

A valsa
"Dancemos, já que temos a valsa começada e o nada há-de acabar-se como todas as coisas"
Várias vezes ao dia figuras do Estado e do sector privado desdobram-se a anunciar que Portugal está em óptima posição para enfrentar a tormenta. O argumento é o mesmo. O nosso sector bancário é do melhor que há. Os gestores do passado e do presente tudo previram, até o imprevisível. Podemos dormir descansados porque os nossos bens, tal como as G3 desaparecidas no 25 de Abril, estão em boas mãos. Não é verdade. Os nossos bens não estão seguros e nós não estamos em melhor posição do que outros. Temos fundos de reforma públicos e privados aplicados em bancos estrangeiros que já faliram, e cujo futuro é incerto. Para evitar a corrida aos bancos, quem nos governa e gere é obrigado a participar nesta farsa para nos serenar porque, como disse o poeta moçambicano Reinaldo Ferreira, "Dancemos já que temos a valsa começada e o nada há-de acabar-se como todas as coisas.".
Os primeiros acordes da valsa vieram de longe sob as batutas do Primeiro-Ministro Cavaco Silva e do Governador do Banco de Portugal Tavares Moreira que empenharam 17 toneladas de ouro num sonho de rendimentos fabulosos prometidos por um especulador chamado Michael Milken, dono da Drexel, na mais pura tradição da Dona Branca. Investir na Drexel, era de facto o tal "gato por lebre", que o Professor Cavaco Silva viria a denunciar na Bolsa de Lisboa, causando o grande crash no mercado em Portugal. Pena é que essa sensatez não se tenha aplicado na Drexel. Desse desastre de 1990, Portugal só conseguiu reaver uma parcela menor, esgravatada nas sobras da falência fraudulenta, já com Milken na prisão. O que se recuperou foi ainda mais irrisório depois de abatidos os custos da acção movida em nome do Banco de Portugal pelos advogados de Wall Street da Cadwater, Wickersham & Taft, que foi o litígio mais caro da nossa história.
Há duas décadas havia evidência concreta que Portugal não tinha nem a regulação adequada nem o bom senso para aplicar medidas que evitassem investimento jogador e ganancioso com dinheiro público. Não só não havia prudência como não havia vontade política de impor salvaguardas prudenciais. O populismo sempre se sobrepôs ao bom senso. Em Março de 1999 um governante veio a público anunciar aos portugueses endividados que o Governo tinha uma lei para equiparar as falências das famílias às falências das empresas, portanto com as mesmas garantias patrimoniais na administração de massas falidas. Traduzido, o que isso dizia era: comprem o carro, a playstation e as férias em Punta Cana com o cartão, porque quando não puderem pagar o governo dá uma ajudinha. Isto aconteceu há uma década e arauto deste maná era Ministro-adjunto no Governo de António Guterres e chamava-se José Sócrates. É bizarro e preocupante que estes actores do passado e do presente, acolitados por executivos de uma banca em dificuldades, nos venham de hora a hora dizer que está tudo bem. Não está. Deviam dizer-nos para deitar fora o cartão de crédito. Deviam obrigar os anúncios do Credito na Hora a ser exaustivos na explicação do que oferecem. Deviam sugerir que muitos de nós não temos dinheiro para ter nem plasma nem carro. Que, de facto, já não temos casa. Que temos que fazer opções entre aceitar o canto dos prestamistas que, com ou sem fraque, nos virão cobrar, e fazer economias para a educação dos nossos filhos, porque só essa nos pode garantir algo de sólido no futuro. E isso não vem com computadores à borla e "garantias" de segurança de quem nunca as assegurou.

09/10/2008

UIVO DO LINCE FÉLIX: "QUERO SOBREVIVER"















LEVEM-NOS PARA MALCATA

O lince Ibérico contínua seriamente ameaçado. Os especialistas internacionais dizem que o felino está incluído no grupo dos 188 mamíferos de ameaça máxima, corre mesmo o risco de desaparecer por completo.
Em Portugal, o Governo diz que vai construir um Centro de acolhimento do lince em cativeiro e depois construirá um Centro de Reintrodução, talvez na Serra da Malcata.
As Universidades espanholas, como a Universidade Rei João Carlos, Universidade Complutense de Madrid e os cientistas da CSIC ( Conselho Superior de Investigação Científica) têm-se ocupado da reprodução do lince ibérico. Têm desenvolvido projectos para manter viva uma espécie condenada há muito tempo ao seu desaparecimento se não fizermos nada para inverter a situação.
O professor universitário, Urs Breitenmoser, da Universidade de Berna ( Suiça ) e co-presidente do grupo de especialistas de felinos da União Mundial para a Conservação da Natureza disse que “ é urgente a re-introdução controlada de linces noutras zonas para reduzir os riscos de desaparecimento total. Esta medida solucionaria o isolamento genético de que padece o lince há já uns anos. Há que parar o seu declínio genético.”

Espanha tem neste momento três centros que desenvolvem planos de criação em cativeiro do lince ibérico: Acebuche, na Reserva Natural de Doñana, o Zoobotânico de Jerez de La Frontera e Olivilla. Neste último, ainda recentemente morreu electrocotado um lince ibérico. O animal foi vítima de uma descarga eléctrica originada por um cabo eléctrico que alimenta uma das câmaras de vigilância do centro.
Em Portugal, nos 156 hectares da Herdade das Santinhas, em Silves, o nosso ministro do Ambiente, diz que está a ser construído um Centro de Recuperação do Lince Ibérico.
Esta decisão foi tomada, como todos sabemos, como contrapartida pela construção da Barragem de Odelouca. Para além desta obra que mais tem feito o nosso ministro em defesa do Lince Ibérico? Na Reserva Natural da Malcata há espaço e condições naturais para o lince viver. Fala-se agora do Centro de Re-introdução do lince ( talvez na Malcata). E até lá que andam os nossos biólogos a estudar? Porque não criar grupos de cientistas, professores e alunos e planear umprojecto ou projectos que ajudassem esta espécie a sair da lista vermelha dos mamíferos em perigo de extinção.

FÉLIX, O LINCE PERDIDO



É um filme de animação computadorizada e produzida por Kandor Graphics e Perro Verde.
O Lince Perdido é uma produção espanhola apadrinhada por António Banderas. Foi escrito e dirigido por Raúl Garcia e Manuel Sicilia.
O filme conta as aventuras de um grupo de animais que tentam escapar das redes de um caçador sem escrúpulos. Félix, o protagonista, é um lince que acredita que a sua má sorte é a causa da sua espécie se encontrar em perigo de extinção. Depois de ter passado por vários centros de acolhimento de animais, a sua chegada a Acebuche (Parque Doñana) , encontra surpresas ainda maiores. Há estranhos desaparecimentos de animais na região. Fala-se de um caçador que ninguém sabe onde anda. Há um excêntrico milionário que tem um plano secreto. Félix e os seus amigos terão de unir-se para sobreviver e acabar com o mistério.

07/10/2008

MALCATA ANDA SEM SONO






Vítor Fernandes, Presidente da Junta de Freguesia de Malcata, em entrevista ao Jornal Cinco Quinas disse que «a Junta de Freguesia aprecia muito o projecto, porque vai ter influência positiva em toda a região, seja na aldeia, no concelho ou no distrito. Desde que seja um projecto de desenvolvimento, apoiamos sempre».


Vítor Fernandes tece ainda elogios à Câmara Municipal do Sabugal, ao dizer que «a autarquia está a envidar todos os esforços. Este é um investimento de credibilidade, um motor de desenvolvimento. O concelho vai ficar tão beneficiado como Malcata».


E as informações vão surgindo aqui e ali. O senhor João Nuno escreveu para o Jornal Cinco Quinas a comentar a notícia do Ofélia Club:
"Não é de estranhar que o grupo existence queira investir no Sabugal, já que o presidente do grupo, o senhor António Guilhermino Baltazar Reis, é natural do Sabugal. Ou seja, o bom filho à casa torna."





05/10/2008

O PODER DO SABUGAL FOI AO ENCONTRO DO POVO DE MALCATA

Manuel Rito, Presidente da Câmara Municipal do Sabugal








O povo quis estar presente











O presidente da Junta de Freguesia de Malcata também falou ao povo





O assunto era do interesse de toda a população de Malcata. Estes últimos dias as notícias sobre o empreendimento da Existence dominam as conversas nos cafés, nas ruas e em todo o lado onde duas ou mais almas se encontrem. De facto, nunca Malcata foi alvo de um investimento desta envergadura e alcance. É com agrado que hoje li no Cinco Quinas, On Line, a atenção dada pelo presidente da Câmara do Sabugal, bem como os outros elementos que o acompanharam, disponibilizzando-se para explicar ao povo de Malcata o que pretendiam construir nas suas terras e sensibilizar todos para contribuirem para o sucesso do empreendimento. É assim que o poder deve ser exercido. O povo, neste caso, o de Malcata, com certeza que prefere ser esclarecido pelo próprio Presidente e seus vereadores. Assim têm a oportunidade de cara a cara e olhos nos olhos ouvirem, discutirem e esclarecerem aquelas dúvidas que andavam nas suas mentes. Acredito na boa fé desta iniciativa. Estão de parabéns todos aqueles que contribuiram para a realização deste encontro, em especial o presidente da Junta de Freguesia de Malcata.

O texto e as fotografias que se seguem foram copiadas do Jornal Cinco Quinas.






Malcata – Presidente do Município reuniu com a Junta, Assembleia e populares

Manuel Rito, Presidente do Município, Manuel Corte, Vice-presidente, António Robalo, Vereador e Vítor Proença, adjunto do Presidente, marcaram presença em Malcata, onde reuniram, na sede da Junta de Freguesia, com mais de uma centena de populares.


A sede da Junta de freguesia de Malcata encheu-se, até não caberem mais, para ouvir o Presidente do Município e o Presidente da Junta de Freguesia, prestarem algumas informações, sobre o projecto de quarenta e cinco milhões de euros, que a francesa Existance S.A., pretende implantar na envolvente daquela localidade.
Manuel Rito explicou aos presentes todas as valências que fazem parte do projecto, bem como os benefícios que o mesmo pode trazer, não só para a freguesia, como também para todo o concelho e região.
Às questões que lhe iam sendo colocadas, pelos populares, Manuel Rito respondeu, e clarificou toda a gente, acerca do que está previsto nesse projecto.
Ficou decidido que uma equipa de topógrafos da Câmara Municipal, viria ao local onde está prevista a localização, de todo o complexo, para identificarem os proprietários desses terrenos.
Depois de identificados os proprietários, reunirão com a Junta de Freguesia e entre todos calcularão o preço por m² que devem pedir ao Município.
Apurado esse valor, o Presidente da Junta comunica-lo-á ao Presidente do Município que o levará à discussão em reunião de Câmara.
Espera-se que tudo isto não demore mais que três a cinco semanas a decidir, para que, com a maior brevidade possível, se comece a ver nascer a obra.
Recorde-se que o prazo de execução da mesma, está calculado em dois anos.
No fim da reunião muitos dos presentes bateram palmas, em sinal de concordância, pois vêem neste projecto, não só a melhor maneira de impedir a desertificação, como também o regresso do movimento à ruas da freguesia, a reabertura da escola, entre outros benefícios.



in Jornal Cinco Quinas, On Line

04/10/2008

OFÉLIAS CLUB INVADEM PORTUGAL

As notícias aparecem umas atrás das outras e em diversos municípios do país. Parece que a Existence tem a pretensão de se instalar em todos os concelhos. Os jornais já dão ou deram estas novidades de investimento, ou intenções de investimento:


"Grupo Existence SA pretende criar 1500 postos de trabalho

Projecto de 120 milhões na área médico-social

Um mega projecto na área médico-social e habitacional vocacionado para acolher idosos, nomeadamente do Norte da Europa, mas também de Portugal, que funcionará como residência assistida, acaba de ser apresentado à Câmara de Castelo Branco. Os seus promotores, que pretendem que o empreendimento seja reconhecido como Projecto de Interesse Nacional, prevêem um investimento na ordem dos 120 milhões de euros nesta cidade e propõem-se criar 1500 postos de trabalho directos.

Por trás desta intenção está o Grupo Existence, SA em cuja órbita acabam de ser criados recentemente dois fundos de investimento, o Atlântida e o Lusitânia. António G. Reis, um dos investidores e Presidente do Grupo Existence, SA, afirmou publicamente na altura da criação destes fundos que “o déficit de estruturas e facilidades de acolhimento, a forte procura que resulta destes factos, a realidade do mercado, da demografia na Europa e, particularmente, em Portugal, fazem deste tipo de investimento a resposta real a um anseio social e económico. As características geográficas, paisagísticas e climáticas de Portugal proporcionam as condições ideais para o desenvolvimento de turismo de saúde”. Neste contexto, o mesmo responsável dá conta de que “a experiência incontestável dos fundadores do Grupo Existence, SA, uma parceria bancária de primeira ordem, e uma parceria médica e hospitalar com o Grupo Hospital da Trofa, aliados a uma irresistível vontade de edificar, equipar e gerir, permite assim unir as forças necessárias para responder às mais importantes carências imobiliárias deste início do terceiro milénio.”

É neste contexto que se inserem um conjunto de projectos na área médico-social a lançar em Portugal. Castelo Branco está na mira, enquanto em Abrantes e Vila Franca de Xira, só para dar mais dois exemplos, as coisas estão mais avançadas. Na cidade albicastrense, o grupo adquiriu já um terreno de 27 hectares entre a zona dos Buenos Aires e a Avenida da Europa, num local chamado “Cheira”. O objectivo passa por lançar um mega-projecto que abranja áreas tão variadas como um Hospital Privado, uma Clínica, um Hotel e uma série de multi-serviços para doentes com Alzheimer e Parkinson, para além de apoios de Geriatria, Acamados, Reeducação funcional, Traumatologia e Ortopedia.

Paralelamente, no mesmo complexo, designado por “Ofélia Club”, funcionarão uma colónia para jovens, refeitório, dormitório, quartos para acompanhantes, creche, berçário e uma escola privada. Restaurantes e espaços comerciais, piscinas e parques infantis completam o leque de oferta deste empreendimento.

O grupo fez saber também à autarquia albicastrense a sua intenção de complementar este projecto com a construção de uma série de moradias de diferentes tipologias (do T0 ao T5) em propriedade horizontal. A empresa responsável por todo o projecto a apresentar publicamente logo que aprovado é a Portanice, também da órbita do Existence, SA.

De acordo com os promotores, o projecto estará em funcionamento num período de dois anos, logo após as aprovações legais a que está sujeito, nomeadamente da parte da Câmara de Castelo Branco. Esta entidade, por seu lado, reserva-se para já a alguma discrição sobre a matéria, “aguardando serenamente todo o desenrolar do processo e das negociações em curso, para que no momento próprio nos pronunciemos sobre o mesmo”, como sublinha uma fonte contactada pelo Reconquista.

A mesma fonte considera, no entanto, que “a Câmara vê com bons olhos o interesse deste grupo e acha bem a instalação na cidade, como equipamento, de uma estrutura deste género”. As próximas semanas serão decisivas."

Por: José Júlio Cruz
in www.reconquista.pt


"Contactado, pelo Nosso Jornal, Bento Aires, representante do “Grupo Existence”, principal promotor do investimento que conta ainda com a parceria do Hospital da Trofa, refere que se mantém o interesse.
“Continuamos a acreditar no projecto, apesar de todos os atrasos”, referiu o mesmo responsável, sem, no entanto, comentar a posição política do BE.
De recordar que o projecto em causa vai transformar o esqueleto com três décadas de abandono no “Ofélia Club”, um espaço com um bloco de residências, um parque de estacionamento público e um hospital privado."
in www.avozdetrasosmontes.com de 2/10/2008



Espaço será usado para requalificação urbanística e paisagística do empreendimento Ofélia Club

foto
Câmara de Abrantes vende terreno a privado “a preço simbólico e incentivador”

"A Câmara de Abrantes vai vender a preço simbólico e “incentivador” duas parcelas de terreno situadas na encosta norte da cidade ao grupo Existence, uma empresa privada que se propõe construir naquela zona um complexo médico/social, vocacionado para acolher idosos nomeadamente do norte da Europa, que funcionará como residência assistida.

As duas parcelas de terreno municipal contíguas têm uma área total de 22.860 metros quadrados e vão ser alienadas a 1,25 euros o metro quadrado. Na última assembleia municipal, onde foi aprovada por unanimidade a venda dos terrenos, o presidente da câmara salientou que o espaço agora cedido será usado para a qualificação paisagística e ambiental do empreendimento. “Serão espaços para usufruto público”, garantiu Nelson Carvalho (PS). Que fez questão de mostrar a maqueta do empreendimento denominado Ofélia Club, projecto composto por 12 edifícios residenciais que albergarão também várias valências médicas, além de infra-estruturas de desporto e lazer (piscinas, parque infantil, ginásio), espaços comerciais (restaurantes e mini-shopping) e uma creche, em 57 mil metros quadrados de terreno.

“Para fazer face às exigências do projecto o promotor necessita de anexar mais território, a fim de aumentar a área destinada à criação de espaços verdes, pressuposto e condicionante do mesmo”, referiu o presidente da câmara, adiantando constar das atribuições municipais, ao abrigo da Lei 159/99, a promoção do desenvolvimento, traduzível, designadamente, no apoio a iniciativas que promovam o emprego e os programas de fixação de empresas.

Considerando que a iniciativa se apresenta com um forte efeito multiplicador de fixação de emprego, grande parte do qual qualificado, inovador no conceito e gerador de valor económico e social para o concelho, englobando as áreas da saúde, acção social e, mesmo, promoção do turismo local, pode a câmara apoiar a actividade porque tem interesse municipal. Por isso preconiza a venda dos terrenos municipais, “a preço simbólico e incentivador, à semelhança do que se previu para a instalação de indústrias, com as condicionantes a seguir referidas”.

A autarquia impõe no entanto algumas condições para a concretização do negócio. A empresa que detém o Ofélia Club deverá ter a sua sede no concelho de Abrantes; o pedido de licenciamento do empreendimento deve ser efectuado até ao limite de um ano e meio a contar da data da venda e o prazo de execução da obra, após o licenciamento, será de dois anos. Se não for requerido o licenciamento no prazo referido, ou não for executada a obra no prazo de dois anos “e no prorrogável admitido”, o terreno reverte para o município, ao preço de alienação, acrescido do valor do índice de aumento de preços ao consumidor, mas deduzido dos eventuais encargos do processo de reversão, incluindo judiciais, registrais e administrativos se a tal houvesse lugar."

in semanal.omirante.pt de 6/3/2008


"As novidades sucedem-se em catadupa no concelho do Sabugal. O presidente do município, Manuel Rito Alves, divulgou esta tarde na reunião do executivo camarário o «Projecto de Desenvolvimento Médico-Social & Habitacional» do grupo francês «Existence, SA». O empreendimento, integrado no Plano de Planeamento da Barragem do Sabugal, na freguesia da Malcata, prevê o investimento de 45 milhões de euros, a criação de cerca de 300 postos de trabalho e vai ocupar uma área de 360 mil metros quadrados."

in www.capeiaarraiana.wordpress.com


Quantos mais projectos vão ser anunciados pela Existence SA?

03/10/2008

AS BORLAS E AS LAVAGENS







in Jornal Público de 10/2008

Conselho: clicar nas imagens para ler melhor o Manual do Negócio.

MALCATA E O FUTURO




Malcata – «Esse projecto de 45 milhões virá mesmo?»
O Cinco Quinas deslocou-se à freguesia de Malcata e falou com diversos populares para saber o que eles pensam acerca do tão falado projecto que os “franceses” querem vir implantar na freguesia.
Fomos a Malcata para ouvir a opinião da população sobre o novo projecto para a terceira idade a construir na aldeia.
A questão foi: “A empresa francesa Existence S.A. pretende construir aqui na envolvente da freguesia, um empreendimento na área da saúde e do lazer, de luxo, cujo valor ronda os 45 milhões de euros. O que pensa deste projecto?”.

«Já ouvi falar, mas não sei bem o que é. Ouvi dizer que é um grupo estrangeiro que vem para aí investir, fazer clínicas. Penso que é o futuro aqui da zona e não só da Malcata. Vão criar muitos empregos, é bom para toda a gente. Assim a aldeia não vai morrer, porque a população está muito envelhecida. Se não forem criados projectos em que haja juventude, Malcata morre.
Fiquei muito surpreendida com este anúncio, porque nunca pensei que houvesse um empreendimento desses aqui na zona. Nem no Sabugal eu contava.
A única coisa que poderá prejudicar-nos é trazer muito pessoal que a gente não conhece, porque ao vir o bom pode vir também o ruim. Agora temos sossego e um dia poderemos não ter».
Celina Fernandes, proprietária de café


«Não acho mal, mas o empreendimento não é para todo o mundo. É para estrangeiros que vêm cá passar um mês ou assim, e por mim tudo bem».
Manuel, reformado


«Além de ficar surpreendido, estou ansioso por que aconteça. É a salvação da aldeia; é o investimento que todas as aldeias, vilas e até cidades desejariam ter.
O impacto negativo que talvez possa acontecer é o facto de algumas pessoas estarem muito ligadas aos terrenos e valorizarem-nos, mas a Câmara Municipal deverá resolver essa questão.
Mas o impacto é muito bom. É a garantia de que a desertificação vai acabar e inverter a situação e de que vamos ter uma aldeia para muitos anos. Só devemos orgulhar-nos disso».
Joaquim Vaz, proprietário de café


«A Câmara Municipal diz que os proprietários se comprometem a vender os terrenos a um preço simbólico, e poderá não ser assim. Toda a gente tem um preço e todos esperam lucrar com o empreendimento».
Cristóvão, professor de Português-Francês


«Se for bom para a aldeia, concordo, mas para nós, o que vai ser, aos 73 anos de idade? Espero que não venham gatunos».
Anónimo


«Acho bem, mas ainda não sei bem no que se baseia».
Ondília Nabais


«Já ouvi falar. Há pontos negativos em tudo: vem mais gente, há menos sossego. Comercialmente deve ser benéfico, vai haver mais negócio. Sabia que um dia haveria pessoas interessadas em vir para cá, mas era tudo muito vago».
Armindo Cruz, proprietário de estabelecimento comercial


«Acho bem que venham, é bom para a aldeia».
Joaquim


«Não posso dizer que é mau. Acho que se vão criar empregos. Só deve trazer benefícios».
Antero Sezulfe, reformado


«Acho que vai ser muito benéfico a todos os níveis. Primeiro, poderá atrair mais turistas; segundo, a terra fica mais conhecida. É um empreendimento muitíssimo bom e tomaram muitas aldeias ter um assim. Acho que não há nada a perder e certamente irá empregar várias pessoas daqui.
Independentemente de eu ter um estabelecimento comercial, concordo com esse investimento e claro que se eu tiver alguns clientes é bom.
Tenho um filho que anda no 6.º ano. Ele defende muito Malcata e quando soube deste empreendimento teve uma das maiores alegrias, porque diz que nem todas as aldeias vão ter o prazer de ter um benefício assim».
Conceição Gomes, proprietária de estabelecimento comercial


Por: SQ
in www.cincoquinas.com
O meu comentário:
Toda a gente fala nos franceses e nas obras que querem levar a cabo nas margens da barragem do Sabugal. Nas terras de Malcata que estão próximas da barragem, talvez na zona do Ribeiro Grande, vai ser erguido um importante empreendimento turístico. Os futuros clientes irão ser os reformados da Europa que usufrirão das mordomias e luxos de quem lá vier trabalhar. Se o empreendimento, agora dado a conhecer pela Câmara do Sabugal, vier a ser realidade, Malcata vai mudar, mesmo que as pessoas não gostem. Mudar não é fácil, mesmo quando se trata de uma simples alteração de hábito de sair da cama ou da volta que é preciso dar para ir à Moita durante as festas da aldeia. Mais difícil vai ser a gente da nossa pacata aldeia habituar-se a ter outras pessoas, sendo que muitas delas nem português entenderão, mas que durante os dias que por ali se encontrarem procurarão sítio para tomar um café, um chá e muitas vezes até quererão almoçar um prato típico da terra.
Eu sou dos que não temem mudar. E quando as mudanças resultam em enrequecimento pessoal e colectivo a mudança vale bem a pena.
Em Portugal alguns políticos têm agora a mania da cultura da imagem. Há exemplos recentes na classe política de anunciar aos quatro ventos, com pompa e televisões, rádios e jornais grandes investimentos para o país, ofertas de aspiradores, micro-ondas e mais recentemente até há quem ofereça pequenos computadores. Estamos a começar a ouvir o roncar dos motores partidários que vão participar na corrida ao poder político local. Ainda falta muito tempo para a realização da prova, contudo, dia a dia vamos conhecendo os participantes da corrida. No concelho do Sabugal, neste momento já conhecemos o nome de três concorrentes. Irão apresentar-se mais candidatos a participar ? O prémio é aliciante: quatro anos na cadeira do poder. E se em vez de um vencedor destacado, o pódio for ocupado por dois concorrentes? Ou, quem parte como favorito e como mentor destes grandes complexos turistico-médicos de repente sente que a sua equipa e o seu patrocinador francês andam de beicinhos por causa do preço das terras, dos pinheiros e daquelas leis que impedem as construções precisamente no local onde eles pensaram ganhar muitos milhões de euros?
Portanto, amigos conterrâneos, vamos ouvir muitas coisas acerca deste projecto. Umas boas, outras más e o que aconselho é ouvir, reflectir e às vezes dar a conhecer a vossa opinião pessoal acerca do assunto, já que ainda nenhuma televisão se interessou pelo assunto, mas o Jornal Cinco Quinas sim.

27/09/2008

OFÉLIA CLUB EM TERRAS DE MALCATA


Ofélia Club em terras de Malcata?
A acreditar nas notícias que estão a ser divulgadas pela Câmara Municipal do Sabugal, Malcata vai ser escolhida pelo Grupo Existance, S.A., para construir um empreendimento médico-social no valor aproximado dos 50 milhões de euros.

Barragem do Sabugal(Vista por satélite)
Para mais pormenores sobre este grande investimento, podem ler o blogue Capeiaarraiana ou o Jornal Cinco Quinas.
Caso este empreendimento venha a ser concretizado, muita coisa vai mudar em Malcata. Actualmente a aldeia não está preparada para uma transformação tão grande. É uma oportunidade de trabalho para muitos. E começam com a possibilidade de a empresa construtora recorrer à mão de obra dos habitantes de Malcata, os que para lá vierem trabalhar vão necessitar de dormir, de comer, de se divertir...e depois da obra pronta, os utentes das residências vão querer conhecer a aldeia, desejarão de vez em quando sair dos quartos e ir até à aldeia comer um naco de pão cozido no forno do Rossio, acompanhado de um saboroso queijo de cabra fornecido ao Café Lince ou ao Bregas Bar ou à Tasca do Manel e porque não sentarem-se na esplanada do Café Camões! E quando abrir o Restaurante...vão querer saborear o cabrito assado no forno...daqueles que andam na serra e todos lhe conhecemos a qualidade da carne.
Tudo pode acontecer. Agora, o importante é que o projecto seja sério, bem projectado e concebido e que os senhores da Existance,S.A. e Ofélia Club, ponham mãos a caminho, como o já estão a fazer em Abrantes.

26/09/2008

SABUGALENSES À PROCURA DE FAMILIARES


Chegou à minha caixa de correio electrónico esta mensagem:

---------- Forwarded message ----------
From: Facebook <
notification+ymsnak4a@facebookmail.com>
Date: 2008/9/12
Subject: Paula Piris sent you a message on Facebook...






"...a tentar reconstruir a minha história familiar, buscando família em Portugal. Meu nome é Piris. Meu avô era Alexandre Piris dos Santos, nasceu em Valle de Espinho, Sabugal. Sua mãe era Clara Martins e do seu pai, Alexander Gabriel Piris dos Santos.
Pedimos desculpas por qualquer problema ... quaisquer dados será muito útil ...
Obrigado".
Paula Piris
--------------------

To reply to this message, follow the link below:
http://www.facebook.com/n/?inbox/readmessage.php&t=1043772649336

Quem puder ajudar esta "menina" ou "senhora" a encontrar alguém ligado à sua história familiar...

25/09/2008

ANTÓNIO ROBALO, O TERCEIRO


CANDIDATO Nº 3

António Robalo, actual vereador da Câmara do Sabugal, é o terceiro candidato a ocupar o lugar de Presidente.

É natural da Ruvina, vereador há 11 anos na Câmara sempre eleito pelo mesmo partido, o PSD.

A candidatura foi dada a conhecer oficialmente através deste comunicado:


Comunicado

Em reunião ordinária de 24 do mês em curso, a Comissão Política de Secção do Sabugal, estando presentes a totalidade dos seus membros, entre outras questões partidárias de âmbito local, aprovou por unanimidade sob proposta do Presidente da Secção, a indigitação do Eng. António Robalo para encabeçar a lista de candidatos à Câmara Municipal do Sabugal nas próximas eleições autárquicas do concelho.
A sua indigitação para além das suas qualidades e competências pessoais teve ainda em conta a sua experiência autárquica e conhecimento dos dossiers Municipais, condições consideradas relevantes no âmbito do QREN - Quadro de Referência Estratégico Nacional.

O Presidente de Secção

Manuel Corte

Comentário: Quem me explica isto: No comunicado lemos que "aprovou por unanimidade" a indigitação do Engº.António Robalo para liderar a lista do PSD à Câmara do Sabugal. Vamos ler o artigo escrito a 25 de Setembro no blogue "Capeiaarraiana" e lemos que "A decisão não foi unânime mas mereceu a maioria dos votos entre os elementos da comissão política".

22/09/2008

OS ITALIANOS PESCARAM MAIS TRUTAS

O Jornal de Notícias foi dos poucos jornais de cobertura nacional a dar importância ao campeonato do mundo de pesca da truta, realizado este passado fim-de-semana, na cidade do Sabugal.

«Craques da pesca à truta estão no Côa


LUÍS MARTINS
Alguns dos melhores pescadores do mundo estão a medir forças com as trutas do rio Côa, palco da XVIª edição do Mundial desta modalidade com isco vivo. No Sabugal, italianos defendem título que mantêm há 15 anos.
Um objectivo quase garantido ao fim da primeira jornada, em que os transalpinos já lideravam a prova folgadamente. Estes 'galácticos' da pesca de correntes são semi-profissionais e parecem inalcançáveis.
"Estão a anos luz dos restantes concorrentes. A França bem tenta, mas persegue o título há 15 anos", confirma António Sandiares. O presidente da Federação Portuguesa de Pesca Desportiva, que organiza este Mundial juntamente com a autarquia local e a federação internacional, não esconde que os outros pescadores só estão ali para disputar os lugares que sobram e, sobretudo, aprender com a maestria italiana na arte de tirar trutas.
O material também ajuda. Enquanto os adversários despenderam, em média, cerca de 1.500 euros para serem "mais ou menos competitivos", os italianos gastaram cinco mil.
"Por isso é que não dão hipóteses", acrescenta o dirigente. Neste caso, onde o que importa é a quantidade de peixe pescado, a técnica e a capacidade de entender o rio são os principais requisitos.
Mas também muita paciência e nervos de aço, pois a competição decorre sem lugares marcados nos respectivos sectores.
"Podem pescar encostados uns aos outros, pelo que é preciso muita preparação para não se ir abaixo caso o pescador do lado tire mais peixe do que o vizinho", refere António Sandiares.
Ontem de manhã era vê-los a correr de um lado para o outro na perseguição das esquivas trutas do Côa. Repartidos por cinco sectores ao longo de um quilómetro, entre a ponte da açude e …, os melhores - os italianos, está bem de ver - tiraram mais de 20 exemplares, imediatamente devolvidas ao rio, uma das características deste Mundial.
Outra é que a competição também pode contribuir para repovoar o rio, já que foram introduzidas três mil trutas fario, a espécie autóctone do Côa.
De resto, o presidente da Federação elogia as "condições extraordinárias" deste rio, que nasce no concelho raiano, para a prática da modalidade e a sua limpeza, a tal ponto que pode vir a receber uma prova internacional de pesca à pluma.
Já Manuel Rito, presidente da autarquia, espera que a prova valorize este recurso turístico e económico. Basta só que os sabugalenses se mentalizem que "o peixe vivo tem mais valor económico do que morto", considera, adiantando que está em estudo a criação de uma pista de pesca no Sabugal. »

21/09/2008

CAMPEONATO MUNDIAL DE PESCA DA TRUTA NA CIDADE DO SABUGAL


Onde estão os meios de comunicação social? Espreitei os vários noticiários das televisões, comprei o jornal e nada. Na internet vai havendo alguma informação, principalmente nos blogues e nos jornais regionais. Se o campeonato da pesca à truta contasse com a participação do José Socrates, da Manuela Ferreira ou do Castelo Branco, não iam faltar imagens nas televisões e revistas. Nem que fosse para mostrar ao país a habilidade destes "amantes" da pesca à linha e sempre daria para saber a paciência deles e todo o país VIP ficaria a saber os pormenores da prova.
Sabugal merecia mais atenção e mais apoio quando organiza eventos desta envergadura. O país não é só Lisboa ou Porto e o futebol tem de deixar de ser o alvo principal dos meios de comunicação social. Há mais vida para além do futebol e este 16º campeonato do mundo honra a cidade e o concelho do Sabugal. Quando um evento desta envergadura é realizado no interior do país é porque alguém trabalhou para que tal aconteça. É assim que se combate a desertificação e o esquecimento da nossa região. Não é um ALLGARVE, mas é uma região com o rio Côa, com trutas como não há noutras águas. Sabugal também é Portugal.