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07/12/2024

NATAL NA MINHA ALDEIA _ MALCATA

    


   As ruas da minha aldeia continuam tristes nesta época de festa. Vem aí mais um Natal e o presépio. Lembro-me de em criança ir aos musgos e paus velhos cobertos de uma espécie de musgo e uma ida ao pinhal procurar o pinheirinho mais perfeito de todos, com ramos verdes e bem composto.
   Actualmente o Natal é mais plástico que imita o que antes era natural. Já são muito poucos que ainda se juntam e de cesta na mão, vão aos musgos para depois fazer o presépio, com aquelas figuras de barro, pontes, casas, moinhos…um mundo de faz de conta em barro.
   O Natal é um delírio comercial e político vestido de carneiro manso e mãos largas. Desde Outubro que andam a enviar para publicação as compras que vão fazendo para fazer a festa de Natal. Como são poucos, falta quem ligue as luzes de Natal, monte todo o circo, pense e dê vida às ideias dos colaboradores incumbidos de montar todo o evento natalício.
   Como nesta época do ano os dias têm menos luz solar, a noite chega mais cedo e é muito bonito andar pelas ruas com tantas luzinhas a piscar. A entrada da nossa aldeia está toda iluminada, com a Senhora dos Caminhos em destaque, não precisava de tantas luzes, porque as árvores estão iluminadas e o recinto deixou de estar às escuras como sempre está no resto do ano. Aqui há a luz que não existe  
nas ruas da aldeia que, por falta de não sei de quê, não mereceram ficar enfeitadas, por razões que desconheço e alguém sabe porque enfeitam a entrada da aldeia, a Torre do Relógio e a Sede da autarquia. A magia das luzes de Natal nas ruas deixam as pessoas mais alegres, mais convidativas a sair de casa.
   Noutros tempos, para iluminar as igrejas, acendiam-se velas, enquanto cá fora, a escuridão escondia os rostos de quem por necessidade caminhava nas ruas. Com a chegada da luz eléctrica, tudo mudou, mas depois destes anos todos, talvez uns 52 anos, as ruas da aldeia continuam às escuras no Natal. Vivem e encolhem os ombros, aceitando e não resmungando, não perguntando, pensam que se a aldeia está às escuras, é porque ninguém as iluminou!
    A aldeia é a que os seus habitantes desejam que seja, é onde as pessoas vivem com o que têm.  Há que ganhar coragem de encarar a realidade e questionarem-se uns aos outros se alguma coisa podem fazer para mudar, mesmo que seja cada casa ficar iluminada durante este mês de Dezembro.


                    Luzes e música em Matosinhos:



15/11/2024

MALCATA: CANDEIA QUE VAI À FRENTE...

 

O futuro será este?

   Alguns amigos já me disseram para acabar com o blog “Malcata.Net”. Peço-lhes que tenham paciência e que compreendam as razões por que continuo a escrever. A teimosia anda de mão dada comigo desde 2006, ano em que abri a janela do blog. Não me sinto obrigado a escrever todos os dias e essa minha postura ajuda a manter aberta a janela. Mesmo sabendo que os leitores são menos do que eu gostaria, fico sempre feliz quando consulto as estatísticas e alegra-me saber que tenho leitores espalhados pelos quatro cantos do planeta Terra. Talvez seja um dos elos dessas pessoas ao nosso pequeno mundo de Malcata. Só isso já é motivo para continuar a escrever. E nestes 18 anos que leva de vida, o Malcata.Net (aldeiademalcata.blogspot.com) tem havido sempre temas interessantes a reflectir. Não tem sido fácil escrever sobre política, sobretudo sobre a política local, autárquica. A maleita não se cura e seja quem estiver a ocupar o poder local,
as atitudes, os procedimentos não se alteram, portanto, os resultados são sempre iguais.
E então o que fazer? Desistir ou continuar a bater no molhado? O povo lá diz que a água mole em pedra dura, tanto bate até que fura!” Só que ficar à espera…cansa. E com a minha idade, sou incapaz de imitar alguns presidentes que nem pernas têm para aguentar uma campanha eleitoral. Sem qualquer filiação partidária, sou um cidadão comum e aguardo acontecimentos, anúncios, notícias que me pareçam dignas de escrever sobre elas, partilhar a minha opinião com os leitores e alegrar-me quando eles também escrevem o que pensam. 
   O futuro próximo é amanhã. Começa a estar frio e cai alguma chuva. Temos de andar com lenço no bolso para limpar as narinas. Um dia destes os meus amigos malcatenhos
vão ser confrontados com o fim da rua do Canto, que afinal é um beco, sem saída, pelo que estão a ir contra a parede. E para as eleições ainda falta um ano. Que futuro vai ser para Malcata, enquanto freguesia, se continuarem a ir pelo mesmo caminho?
   Deixemo-nos de ser “virgens ofendidas” e de dizer que a culpa é dos outros. O grande problema de Malcata é a falta de pessoas e soluções realistas para os problemas e obras que já deviam estar resolvidos há muitos anos.
   Vou dar dois exemplos: Sala das Memórias e Rebanho/Queijaria.
   Não se desprezam pessoas, animais e património. Quem vier a apresentar-se e concorrer à junta é bom que não sejam vistos como os “inimigos”, “os incendiários”, “os que dividem” ou “os que vão estragar tudo”. Não façam isso.
   Quem esteve e quem está alguma coisa fizeram, umas coisas bem mas também cometeram erros, como por exemplo, a piscina flutuante ou o corte do chorão à entrada da ponte.
   Sabemos hoje que em Malcata é possível fazer melhor, bem melhor que até agora. Então o presente mandato, têm a liberdade de fazer o que quiserem, pois são os únicos na junta e na assembleia.
   Enquanto em Malcata continuarem à espera que as coisas melhorem por milagre de Santo Barnabé, ou porque alguém de fora ou alguma associação fora dos tentáculos da câmara e da junta, vai fazer aquilo que vos compete como cidadãos, como residentes e eleitores, como tem acontecido nestes últimos anos, o melhor é tirar o curso de Treinador de Pulgas, são bichinhos fáceis de treinar.
   É por isto e outras situações que vou continuar a escrever.

13/11/2024

AS ELEIÇÕES NO LAR DE MALCATA

 

Momentos de ternura      Foto: Assm
 


   O Lar de Malcata, é uma instituição da freguesia, mas sobretudo dos seus associados, já que o lar pertence a uma associação chamada Associação de Solidariedade Social de Malcata. Isto quer dizer que, por princípio, está ao serviço da freguesia, do povo da nossa terra, mas sobretudo está ao serviço dos que lá estão e que em primeira análise sejam seus associados, que pagam as quotas, que ajudam à sustentabilidade do lar e das actividades que fazem. Isto é assim em toda a parte onde haja uma associação.

      Ora recordam-se que em Agosto deste ano foi convocada uma assembleia geral e um dos pontos da ordem de trabalhos era a eleição dos corpos sociais da ASS (lar). Já passaram quase três meses e desde que essas eleições foram anunciadas  ninguém foi capaz de informar os associados do que nessa assembleia foi decidido!  O dia 17 de Agosto já passou e quem vive fora da freguesia, continua às escuras, sem saber os resultados da eleição para os próximos anos. 
   Todos sabemos que o lar continua em funcionamento, não por informação escrita oficial, mas pelas muitas fotografias que são publicadas quase diariamente nas redes sociais. É uma prova de vida da instituição, coisa que há uns anos atrás me apontavam como "pôr tudo na internet" e até me pediam para apagar as imagens por mim recolhidas precisamente com a finalidade de aproximar a instituição das pessoas...isso são histórias passadas. Mas apesar de tanta fotografia, nenhuma informa os associados sobre o que se passou na tal assembleia de Agosto. 
   Publico de seguida a convocatória para as eleições:
     




10/11/2024

MALCATA: QUE DESTINO?

 

   No Dia do Concelho, a minha reflexão é esta:

   Na nossa freguesia, são muitos aqueles que deixaram a aldeia e partiram em busca de uma vida melhor. Não temos registo do número de pessoas que saíram e para onde foram, sabemos que deixaram a terra e foram em busca do sonho de poder construir uma vida mais digna, fazendo trabalhos diferentes daqueles que faziam nos campos da terra. Alguns nem se importaram de ir trabalhar naquilo que nunca imaginaram alguma vez na vida, mas foi o que lhe arranjaram. O que importava era o dinheiro que recebiam no final do mês, enviar algum para a família e pagar as suas próprias despesas.
   No princípio tudo é estranho e ganha-se coragem para ultrapassar todos os obstáculos
que um país estranho, uma língua que não se fala ou percebe, porque a vontade de vencer é tanta que desistir nem pensar!
   Actualmente o número de gente nascida na nossa aldeia e que está a trabalhar fora do seu espaço geográfico é maior que o número de habitantes a viver nela. Se juntarmos os mais novos, as novas gerações, rapazes e raparigas que estudam nas Universidades e escolas, mais os que estão a trabalhar em grandes empresas multinacionais, mesmo até em organismos do Estado, chegamos facilmente a um desequilíbrio nos dois pratos da balança, pesando mais o lado dos malcatenhos fora da aldeia.
   Ai destino, ai destino que é o nosso! Que destino será? Pelos vistos, a nossa gente tem tido um destino fora da nossa área espacial. Mas o pensamento dominante é que quem defende melhor os interesses da terra é quem vive e sente na pele os problemas e as dificuldades do dia a dia, seja em casa, nos campos, nos caminhos e nas ruas.
   Malcata mais parece uma aldeia daquelas onde o cidadão comum, as pessoas comuns,
não contam para nada. O destino é traçado por quem detém o poder, pois decidem o que fazer no presente e quanto ao futuro, não se está a exigir a criação das condições para que o bem comum seja tido em conta e seja partilhado quando há que decidir o que fazer, como fazer e um tempo para concretizar.
  
  

04/11/2024

MEMÓRIAS DE MALCATA-1

 

 Uma das casas mais vistas em Malcata

   Uma recordação de outros tempos. Uma casa grande, onde entrei só porque me abriam a porta. 
   Eu adorava estar na cozinha. Gente boa que ali vivia na casa grande. Como está ao lado do adro da Igreja Paroquial, é uma das casas mais vistas da aldeia. Por onde andarão os que nela viveram?

01/11/2024

QUANDO NADA PARECE ACONTECER

 


   Há tradições e costumes que os católicos repetem todos os anos. Hoje, 1 de Novembro de 2024, é para a Igreja Católica, o Dia de Todos os Santos.
   Esta celebração serviu durante muitas gerações para evocar todos os santos e mártires
da Igreja Católica. Atualmente, como é feriado e véspera do dia dos Fiéis Defuntos, a grande maioria das pessoas vão aos cemitérios rezar e prestar homenagem aos familiares e amigos já falecidos. E a Igreja Católica agora celebra os dois dias num só.
   O que importa é comprar flores, das mais variadas cores e espécies, até podem ser de plástico. Comprar velas ou lampiões a pilhas, uma vassoura, um balde, uma esfregona e ir ao cemitério alindar a campa ou jazigo, gaveta ou gavetão. São gestos que são feitos em silêncio e com muitas paragens a olhar para o alto e para as fotos dos familiares ou amigos que tantas saudades deixaram. Eu não consigo ir ao cemitério no dia de hoje e de amanhã. Conheci pessoas que procuraram em vida, ser boas almas, levando uma vida normal, com dias alegres e festivos, no meio de angústias, traições, sofrimentos…e partiram deste Mundo a pensar que ressuscitariam.
   E estes dois dias são importantes na agenda das pessoas que homenageiam os falecidos.
    Hoje todos os santos são homenageados e lembrados. E cada terra tem os seus usos e costumes. Há perguntas que é preciso fazer:
    Porque homenagear todos os santos?
    Será que os santos precisam de ser elogiados?
    O interesse de elogios e rezas (mesinhas) não serão por nosso interesse e não
  dos santos?
     Eles, os santos, uns conhecidos e outros não, esperam que através dos seus testemunhos de vida já vivida, nos tornemos em melhores pessoas.

     Há momentos e fases da vida que parece que nada está a acontecer. E nestes dias iniciais de Novembro, podem servir para cada um de nós procurar o essencial da vida, sem qualquer justificação ou pretexto que nos tirem da normalidade. Lutar pela verdade e autenticidade vai-nos fazer mudar como pessoas. Aceitar que a vida é uma passagem, um dia a seguir a outro dia que passou, fazer o que há por fazer e não fazer para sermos vistos e aplaudidos apenas pelas nossas ambições pessoais.  Hoje celebramos em comunidade os feitos dos santos e celebramos a fé cristã em que acreditamos. Quem celebra a fé e o partilha com todos só interessa mesmo, quando é verdadeira, autêntica e genuína. Passa a ser um teatro se apenas nos preocuparmos com o que representamos, com o lugar que ocupamos, com a nossa aparência na rua e a nossa presença em eventos festivos.
    Celebrar com a comunidade aquilo que é a nossa vida diária é partilhar aquilo que fazemos e em que acreditamos.
    Bom seria sentir o desejo de mudar o nosso coração e ganhar mais força e vontade de viver em fraternidade e em comunhão com todos.
    Nós simplesmente estamos de passagem para…a outra margem!

19/10/2024

O MELHOR CABRITO É DE MALCATA

 


   Foi com satisfação que vi a nossa freguesia de braços abertos a receber a iniciativa da Confraria do Cabrito na Brasa do Sabugal. O pretexto é a realização do IV Capítulo da Confraria, com sede no Sabugal e que hoje, 19 de Outubro, tem Malcata como cenário.
   Ora é conhecido por muitos da nossa região que na freguesia de Malcata o cabrito sempre foi afamado e considerado como o melhor cabrito da região. Não é de estranhar que nas conversas entre os confrades que hoje estão em Malcata, contem várias histórias com cabritos que vinham comprar aos taberneiros da terra. Havia cabras e cabritos em abundância e satisfaziam a procura, principalmente nas épocas festivas do Natal, Páscoa e os meses de férias dos emigrantes. E como era famosa a iguaria, todo o ano se vendia.
   Quando era ainda garoto, aos sábados era cena habitual ver pessoas a chegar à Taberna do Ti Joaquim Ruvino e iam acomodar-se lá ao fundo do corredor, onde a Ti Benvinda com a ajuda das filhas ultimavam os preparativos para a refeição dos visitantes. Nunca vi ou ouvi anúncios a publicitar este lugar, eu admirava-me como é que as pessoas apareciam ali, entravam e todos dali iam satisfeitos, bem-dispostos e não se poupavam aos elogios aos donos da taberna. Mais tarde entendi que o sítio era conhecido por todo o país como um dos lugares de excelência para degustar um cabrito assado à maneira e
o segredo ia-se passando de boca em boca. Estes prazeres ainda demoraram uns bons anos, muitos repetiram a visita, outros levavam para casa, também levavam para oferecer a um amigo, ao seu doutor do hospital ou a quem arranjou trabalho a um familiar.
   E na aldeia não faltava onde comprar carne de cabrito. Lembro-me do Ti Apolinário e mais tarde do seu filho Fernando que também muito cabrito eles criaram e venderam. Os pastores também faziam os seus negócios e muitas das vezes, levavam o animal ao Ti Joaquim Ruvino para que o preparasse e deixasse limpo de maneira a ser levado pelo comprador.
   Há uns tempos e a propósito do cabrito assado na brasa ou cozinhar carne nas panelas de ferro, dizia-me uma das filhas do Ti Joaquim Ruvino que não esqueceu os ensinamentos da mãe nos tempos em que o lume e as brasas produziam toda a energia necessária para cozinhar. Com os olhar dirigido para as grelhas e as mãos a colocar pratos, talheres e copos sobre a mesa, sem parar graças à dedicação e entrega que mãe e filhas sempre punham naquelas ocasiões de bem servir.
   Gostava de continuar a escrever, mas vou ficar por aqui. Apetece ainda dizer que em relação à carne de cabrito criado em Malcata, só posso ter esperança que algo de bom aconteça e depois ouvir as pessoas a dizer de boca em boca que “o melhor cabrito é o de Malcata. Souberam manter o legado e a qualidade é excelente”.
   Que este dia 19 de Outubro seja histórico para a História Gastronómica de Malcata.

  

                                                                                          

18/10/2024

CABRITO ASSADO EM MALCATA

    


   Há confrarias pelo país todo e algumas são autênticos clubes privados, associações de pessoas que se unem a defender os mesmos interesses de grupo, de sociedade e mesmo pessoais, usando a confraria para se manterem na onda.

   Louvo os confrades da Irmandade das Almas, da Confraria de Santo António, da Confraria da Senhora do Rosário e do Santíssimo. Eram confrades para voluntariamente servirem e ajudar quem precisava.
   Quanto às confrarias gastronómicas todas se reclamam defensoras de algum produto, tradição, costume e sempre que reúnem convidam outras confrarias para a festa. Ou seja, vestem as suas capas e outros complementos que pode ser um chapéu, uns bordões de madeira, um copo, muitos “pins” presos com alfinetes e estão prontos a desfilar e a mostrar-se aos outros confrades e convidados.
   Andei a observar alguns cartazes que as confrarias divulgam quando se reúnem em Capítulo. Apercebi-me que na sua grande maioria contam com a presença dos presidentes das Câmaras Municipais, dos Presidentes das Juntas de Freguesia, de outros políticos, engenheiros, doutores e professores, empresários, uns no activo e outros a viver as suas agradáveis reformas. Todos diferentes e de lugares distintos, alguns foram os responsáveis de se ter perdido certas tradições e identidades, abandono do património e do território e que pouco fazem hoje para defender o que de bom existe. E alguns afirmam solenemente que estão nas confrarias para defender e promover o que de bom e do melhor existe e se produz no território que a confraria diz defender e promover.
   Será que os confrades se apercebem do que se passa na freguesia de Malcata? Que informação lhes é transmitida sobre a freguesia, sobre os produtos com valor, com qualidade, quem os produz e em que condições os comercializa? Saberão eles quem merece o apoio e quem é apoiado, levado para todas as feiras e mercadinhos e ignoram  os artistas e empreendedores  fazer o seu próprio percurso criativo e artístico, lá partem para eventos, feiras, worshops, formações e com a aldeia no coração e no pensamento, vão às suas custas sem qualquer mimo das entidades públicas da terra, nomeadamente da autarquia, que tem o dever de defender e apoiar quem se propõe acrescentar mais valor à freguesia, divulgar a sua riqueza natural, os seus produtos. Eu, sinceramente,  custa crer que o que acabei de falar seja do conhecimento dos que amanhã estejam na freguesia e se dizem defender o território do Sabugal.  Questiono-me sobre o que irá ser transmitido amanhã quando os confrades fizerem a pergunta sagrada ao anfitrião da freguesia:
    Quando podemos preparar, distribuir pelas famílias da aldeia de Malcata um cabrito do rebanho das cabras serranas, que depois de bem confecionado, possa ser oferecido gratuitamente a quem visitar a freguesia num 19 de Outubro como o deste ano?
   É uma pergunta difícil de responder, mas se todos os confrades a fizerem a si próprios, penso que estaria encontrada uma via para o escoamento da produção do bom e do melhor cabrito na brasa do concelho do Sabugal.
   Isto de oferecer carne de cabrito por toda a freguesia parece utopia da minha parte e sei que muitos se estão a rir da ideia. E se quem degustar um naco de cabrito, um bocado de pão e um copo a ajudar, achar que é óptimo, saboroso, único, ambiente agradável, despretensioso e o deixa feliz da vida, voltar mais vezes e disser boca a boca que o melhor cabrito assado na brasa, o mais natural e que é “algu” do Sabugal, se encontra na aldeia de Malcata, ali aos pés da Serra e da Reserva Natural da Serra da Malcata?
   Assim é que respeitamos e defendemos o que é nosso, da freguesia, do concelho, saberes e sabores que os nossos antepassados nos deixaram.
   Espero ter boas notícias sobre o IV Capítulo da Confraria do Cabrito na Brasa-Sabugal e sinceramente, tenho esperança que assim aconteça.


  

 

            

17/10/2024

MALCATA : CABRAS NOS BALDIOS PARA QUANDO?

       



   Unidades de Participação sobre o rebanho
        é também assegurar o futuro

   Tratando-se de um projecto de interesse para a freguesia de Malcata e para o território do concelho do
 Sabugal, sendo um investimento público e apoiado pelos fundos europeus, é natural que surjam pessoas que pela sua experiência profissional e conhecimentos técnicos desejem contribuir com algumas das suas ideias e sugestões tendo em vista a concretização desta obra.
     A ideia das Unidades de Participação ( que pode receber outra designação) que o senhor Engº. José Escada Alves da Costa, pessoa com grande experiência de criação e gestão de projectos inovadores, principalmente na área das energias e biomassa florestal, ainda com ligações familiares à nossa freguesia, publicada em Agosto de 2019, pelo Jornal Cinco Quinas, ainda continua válida e devia ser 
merecedora de um debate público, alargado a toda a freguesia e a entidades interessadas neste projecto que tanto pode alavancar o tão desejado desenvolvimento sustentável da freguesia de Malcata. Quem desejar saber mais em pormenor sobre o assunto é só clicar na imagem que a seguir reproduzo:

   

             Jornal Cinco Quinas - Agosto 2019 

13/10/2024

SÓCIOS SEMPRE DE FACA E GARFO

 



   Está marcado para o dia de hoje, na ACDM da freguesia, um Almoço Convívio tendo como prato principal “Rancho”. Esta associação já habituou os associados a este género de actividades. Os almoços e jantares são boas oportunidades para reunir a comunidade num ambiente social e descontraído.
 São oportunidades que permitem que as pessoas se conheçam melhor, partilhem histórias e experiências e ao mesmo tempo fortalecem os laços de pertença à comunidade, à aldeia. Outra razão para escolher estes eventos é porque são fáceis de organizar e para comer e beber, conviver e divertir, nada melhor que comida e bebida.
   Tudo na vida deve ser consumido com moderação. Até nas cozinhas o sal, ingrediente quase indispensável para bem cozinhar, tem de ser utilizado com cautela e não abusar do seu uso é bem necessário.
   E quando uma associação cultural e desportiva se reúne para planear as suas actividades anuais, tem de ter em conta todos os associados e propor, debater e aprovar diversas actividades, dirigidas aos associados com a ideia de atrair diferentes tipos de pessoas, com diferentes tipos de gostos e interesses culturais e desportivos.  Ora, olhando para trás e para as actividades da ACDM, é importante e necessário diversificar o plano das actividades da associação.
   Nesse sentido, deixo aqui algumas ideias de eventos que poderiam ser interessantes para a associação:
1- Workshops e Oficinas: culinária regional, renda e crochê, informática, madeiras.
2 - Actividades Culturais: Noites de cinema, noites de fado e outras músicas, teatro.
3 – Eventos Desportivos: Caminhadas em grupo, Jogos Tradicionais, Futsal, Ténis.
4 – Workshops e Jornadas: Cogumelos Silvestres, Castanha,
5 – Reconstituição de Costumes e Tradições: Janeiras, entrudo, Santos populares, 
    desfolhadas, ir apanhar castanhas.
   
   Isto a que vos soa? Não seria uma óptima maneira de dar vida à associação? Com actividades diversificadas, organizadas para diferentes tipos de pessoas, não acham que
haverá gente interessada em participar?
    Tenho a certeza de que estas sugestões seriam bem recebidas e podiam trazer uma nova dinâmica para a associação. Diversificar as actividades pode ajudar a envolver mais pessoas e tornar a associação mais interessante e inclusiva de mais pessoas.
   Fica a sugestão!
   Bom almoço.

 

 


11/10/2024

MALCATA PRECISA DE MUDANÇAS

 


   Diz no n.º 2 do artigo 56.º da Lei n.º 75/2013, de 12 de setembro que:
“além das publicações obrigatórias em Diário da República, os atos dos órgãos colegiais autárquicos “são ainda publicados no sítio da Internet, no boletim da autarquia local e nos jornais regionais editados ou distribuídos na área da respetiva autarquia, nos 30 dias subsequentes à sua prática”.
   Ora as duas páginas que a Freguesia tem na internet, não têm qualquer acta publicada e 
o que tem feito é publicar os editais referentes às Assembleias de Freguesia, onde se informa da marcação das ditas reuniões e correspondente ordem de trabalhos.
   A Junta de Freguesia de Malcata nunca divulgou as actas das suas reuniões públicas, nem se digna publicar a ordem de trabalhos das reuniões do executivo (Presidente, Tesoureiro e Secretário); com as minutas das assembleias de freguesia acontece que, apesar de publicitarem os editais com a ordem de trabalhos, mais nada é dado a conhecer aos cidadãos da freguesia.
   Já por diversas ocasiões venho referir a necessidade de corrigir esta situação. Estão em causa alguns princípios de administração aberta, transparente e de informar o cidadão.
   Publicar os editais, os avisos e os eventos dos mais variados, é para o que tem servido a página oficial da internet, principalmente a do Facebook! Isto é a informação que eu encontro nas duas páginas na internet, que a junta de freguesia abriu e mantém.
   O que está a acontecer é a constatação que a Freguesia de Malcata nada faz, não tem agenda definida e anda ao sabor dos ventos e das decisões das outras entidades. Mais parece uma “caixa de repetição” das agendas do município e das associações.  Dá a sensação que quanto menos informação houver, melhor governa o executivo.
   Informar as pessoas é mais do que repetir o que outros já publicaram. É para informar, aproximar e incentivar o cidadão a interessar-se cada vez mais pela vida e actividade da freguesia, que a autarquia tem espaço na internet.
   Por tudo o que já disse, pelo direito à informação que os cidadãos de Malcata têm, renovo o apelo à Junta de Freguesia de Malcata para que tenha presente a curiosidade e o desejo de conhecer o que acontece na freguesia e se digne cumprir a lei.
  

05/10/2024

HÁ FANTASMAS NO LAR DE MALCATA ?

 


   A ASSM convocou uma Assembleia Geral Ordinária para ser realizada no dia 17 de Agosto deste ano.  A Ordem de Trabalhos era composta por vários pontos. Entre outros pontos importantes, constavam eleições para os corpos sociais do lar e aprovação pela assembleia.
   Estamos em Outubro, o mês de Agosto já está enterrado e Setembro também. Depois deste tempo que passou, quem está à frente dos destinos da instituição? Houve eleições ou não? 
   Não há nada publicado nas páginas oficiais da ASSM a informar todos aqueles que se interessam pelo que acontece na nossa aldeia e nas instituições. É que sobre a Assembleia Geral e designadamente, sobre as eleições da direcção do lar, o silêncio sepulcral está a deixar-me preocupado! Alguém que diga alguma coisa porque tanto silêncio é tudo menos transparência e respeito. Eu não quero que me interpretem mal, a ASSM é uma instituição da freguesia, pública, solidária. Dado o silêncio, penso que serão perguntas normais o querer saber por onde está a ir.
   Alerto que o facto da página oficial do Lar de Malcata nas redes sociais na internet, nomeadamente, no Facebook, tem servido para informar e divulgar as actividades lúdicas da instituição, bem recheado de imagens que passam a estar disponíveis a quem quiser. Eu não sou o portador da câmara fotográfica, aquele que anda a meter tudo na internet, mas dá vontade de rir ao ver todos sorridentes. Ainda bem que agora é só "gosto" e "aplausos"! Mas não deixaram de ser fotografia...mas o facebook também deve servir para esclarecimentos aos sócios, prestar informação aos familiares dos utentes sobre o que se apresenta e decide nas Assembleias Gerais.  
   
   
   

30/09/2024

HOJE NÃO ESTOU NA ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE MALCATA

Se estivesse na Assembleia de Freguesia que hoje se está a realizar,
tinha uns assuntos para falar!  

   
   Já são 20 horas, estará prestes a iniciar-se a sessão da Assembleia de Freguesia de Malcata, marcada para hoje, na sede da Junta de Freguesia. A Ordem de Trabalho é tão curta que pode ficar despachada em trinta minutos...ou caso esteja presente muito público e questione os órgãos do executivo e da assembleia com perguntas e respostas. 
   O primeiro ponto é de fácil resolução e quase de certeza é aprovada, por unanimidade,  a acta da sessão anterior, porque não há oposição. 
   O ponto dois, esse que dá pelo título de "Assuntos Diversos" tudo pode suceder e só quem está presente naquela sala saberá falar de que assuntos se falaram. 
   Como não estou presente, o meu assento, no lugar do público, tenho quase a certeza que está sem ninguém, porque simplesmente não há público a assistir e muito menos para falar quando já todos estão fartos de ali estar sentados e a debater os diversos assuntos, que só os próprios sabem quais são.
   Com pena minha, pois eu tinha escrito no meu caderno de notas, algumas questões que dizem respeito à Freguesia de Malcata, portanto do interesse de muitos malcatenhos. 
   A primeira pergunta diz respeito às promessas eleitorais, umas feitas em 2017 e outras em 2021, escritas no manifesto eleitoral das eleições autárquicas em Malcata, em nome do PSD.  Gostava de ouvir o senhor Presidente da Junta sobre o que nos tem a comunicar acerca do projecto da criação do rebanho das cabras nos baldios da Freguesia. Em 2019, o senhor Presidente anunciou na Agro-Raia, realizada em Malcata, que o rebanho demoraria 2 anos a construir e as primeiras cabeças de gado estariam no novo "curral".
Passados 5 anos, o que nos tem a comunicar sobre o que está a acontecer com o rebanho e o projecto no terreno? Os anos passaram e cabras nos baldios, nem sinais !
   A segunda questão, dirigida também ao senhor Presidente da Junta, perguntava-lhe quando estava a pensar abrir o Núcleo Identitário da Freguesia de Malcata, isto é, a tão prometida Sala de Memórias, 
promessa que, tal como o rebanho, já transitou dos mandatos dos executivos anteriores e aos 6 anos deste executivo, não vislumbrando qualquer sinal que irá abrir em breve. Quando é que os malcatenhos podem visitar este lugar de memórias? 
   A terceira e última questão é sobre a Zona de Lazer da Freguesia e sobre o Alojamento Local. Na barragem, houve já a promessa do Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, que estava disposto a construir o tão desejado e necessário "paredão" de Malcata, que irá criar um pequeno lago junto à Zona de Lazer. Já a Freguesia de Malcata, podia responder esclarecendo duas dúvidas: qual vai ser o futuro da Zona de Lazer (piscina incluída) e como estão quanto à ocupação do Alojamento Local, que a Freguesia quis administrar? 
   


   Claro que tenho mais perguntas que gostava de fazer. Mas visto já terem aqui diversos assuntos para esclarecer, por estas perguntas me fico. 
   Antes de encerrar a minha intervenção, tenho a dizer a todos os presentes na Assembleia de Freguesia, que lamento não haver quem me acompanhe nesta matéria de querer conhecer o que acontece e irá acontecer na nossa freguesia, pessoas que me acompanhem a escrever sobre os problemas da nossa aldeia. Eu não ganho dinheiro com aquilo que escrevo ( e que o faço desde 2006), bem com as fotografias que vou publicando. Também não sou pertença de grupo políticos, mas sinto-me um cidadão
como qualquer um de vós e que se interessa pela vida pública da nossa freguesia, sem pretender entrar na vida particular ou privada de ninguém, somente manifestar em público, as minhas opiniões e sugestões que possam ajudar na resolução das dificuldades que aparecem todos os dias. 

   Eu sei e sabem alguns malcatenhos que sou incomodo para certas pessoas da freguesia e essas mesmas pessoas têm aversão para com a minha pessoa, não gostam do que escrevo, principalmente quando me revelo contra determinadas atitudes, decisões e comportamentos assumidos conscientemente
por gente a que eu designo de "medíocre e sem sentir o verdadeiro amor e serviço à comunidade". 
   E quero que saibam que não vou deixar de escrever e fotografar só porque não convém aos conformados da aldeia, aos donos de tudo, mesmo sabendo que não agrado e as palavras possam ferir a sensibilidade das pessoas.  A minha divisa é escrever e não ficar calado. Não me revejo como pessoa mal educada ou mal criada, muito menos a desprezar os valores que os meus pais me transmitiram e outros que fui ganhando como pedras para construir o meu castelo, o meu eu. Não me peçam isso porque é impossível eu ignorar a realidade. 

27/09/2024

MALCATA: CABRITO E CONFRARIA


    A aldeia de Malcata recebe, no dia 19 de outubro, o IV Capítulo da Confraria do Cabrito na Brasa-Sabugal.

   A ressecção às confrarias e convidados tem início às 9H30, no Salão da Freguesia,  sede da Associação Cultural e Desportiva de Malcata.
   A cerimónia de entronização, 
realiza-se na Igreja Paroquial de Malcata, com início às 11H00, que contará com o discurso de boas-vindas, proferido por Vítor Proença, presidente da Câmara Municipal do Sabugal; haverá um momento musical, protagonizado pela Soprano Clara Gonçalves; a oração de sapiência será proferida pelo professor Rui Chamusco; haverá também um momento de poesia, declamada por Alexandre Gonçalves, Chanceler da Confraria do Cabrito na Brasa, acompanhado à guitarra pelo professor Rui Chamusco.
  Eduardo Mendes, pároco de Malcata, benzerá as insígnias dos novos confrades e confreiras e o presidente da Junta de Freguesia de Malcata, João Vítor Fernandes, fará o discurso de encerramento. 

   No final haverá a tradicional fotografia de família, o desfile das confrarias convidadas e uma visita aos lugares mais emblemáticos da freguesia de Malcata.
   O cabrito será servido ao almoço, no Salão da Freguesia e sede da Associação Cultural e Desportiva de Malcata, pelo Restaurante “Casa da Esquila”, que o chefe Rui Cerveira tão bem tem sabido manter como dos mais procurados no concelho do Sabugal, na aldeia do Casteleiro. 



24/09/2024

SABUGAL: TROVOADA SECA NA CÂMARA MUNICIPAL



              VEREADOR DEMITE-SE 

     NA CÂMARA MUNICIPAL DO SABUGAL?
  A notícia está a ser divulgada pelo jornal
on-line
 Capeia Arraiana, e pode ler aqui:
           

           
   https://capeiaarraiana.pt/2024/09/24/vereador-pedro-figueiredo-demite-se/

   


                                                         

   

 

 
   
            

22/09/2024

AS PARCELAS DAS CONTAS DA FESTA

 

                                                    Contas apresentadas pelos mordomos


   
       A realidade é composta de acontecimentos, notícias, memórias, histórias, pessoas, animais e tudo aquilo que é ser malcatenho independentemente do lugar onde esteja.
      E como ser malcatenho? Como são os malcatenhos? São todas as pessoas que desejam conhecer e defender as raízes que lhes alimenta a vida e com convicção e alegria defendem as suas origens e identidade.
    
   Há acontecimentos e notícias que me chegam e não posso deixar de retransmitir para outros ficarem a conhecer.

     As contas das Festas de Malcata 2024 eu e muitos de vós já as lemos nas redes sociais. E aquilo que as pessoas disseram sobre uma coisa tão importante, como é o saldo positivo das contas, a comissão de mordomos deve estar satisfeita e contente pelos aplausos e elogios recebidos. Não há como esconder que valeu todo o suor e todas as horas devidas à cama e às famílias dos mordomos. A todos o povo deve um louvor. 
   A missão era gigante e tinha logo à partida alguns anticorpos e nuvens cinzentas que as festas do ano de 2023 repentinamente ensombraram o céu e os malcatenhos puros. Sabemos hoje que os mordomos deste ano e desta vez, elaboraram um plano e com esse plano asseguraram e provaram que é possível organizar uma festa, com muita diversão e farta de actividades, comida e bebida.
      Chegados a este ponto, com a apresentação dos nove mil euros de saldo, quase atingiam os dez mil euros, que é um registo digno de salientar e louvar e qualquer pergunta mais sobre as contas ou sobre a festa deste ano, vai ser vista como crítica e tentativa de desviar as atenções para pormenores sem interesse.
      Eu este ano não fui à festa e o
 que sei sobre a festa deste ano baseia-se nas publicações das redes sociais, nomeadamente a página oficial da festa e das publicações de muitos que estão de alguma forma ligados a Malcata. Como não vivo na aldeia, como malcatenho permite-me olhar para a festa com algum distanciamento e sem receio de vir a ser criticado. E no que toca à festa e às contas, estas não são assim tão claras e transparentes como se diz, é a apresentação normal e geral das contas. Há pormenores que são  importantes porque é a soma deles que depois resulta no saldo final. Também para se obter o total das receitas e das despesas, temos de ter presente as circunstâncias temporais e as relações-públicas e influências que certos elementos da comissão de mordomos têm na freguesia e na região e mesmo que o tentem afastar, é totalmente impossível. É o caso de um mordomo que, legitimamente foi escolhido e aceitou ser mordomo, com conhecimento do povo e dele próprio e que este ano também está a desempenhar um cargo político, público e importante na freguesia, com toda a legitimidade política e democrática que a lei lhe concede, desde 2017 até 2025. As pessoas não se podem dividir ao meio e as missões que aceitam levar a cabo têm sempre de ter consciência desta forma de estar em sociedade.  E quando a realidade se apresenta como o que acabo de dizer, há mais uma razão para a clareza dos procedimentos e dos resultados, incluindo as coisas menos importantes pelo simples facto de um mordomo ser também o presidente da junta da mesma freguesia onde se realiza a festa.

   É, portanto, importante prestar mais esclarecimentos, sim ainda mais, por parte da comissão de mordomos e caso tenha havido apoios da autarquia 
   Que apoios recebeu a Festa 2024 vindos da Junta de Freguesia de Malcata?
   Na parcela dos apoios / patrocínios, que foi tornado público, ficamos sem saber o que cada um dos 25 ofereceu; também a ausência de qualquer apoio por parte da autarquia, pode levantar dúvidas nas contas e nos resultados.
   Por isso, pela clarificação e transparência dos processos, da separação de funções públicas e políticas, da missão temporária de mordomo, há que informar bem para as contas mostrarem o seu brilho próprio, mesmo que até sejam pequenos pormenores, pequenas ajudas logísticas dadas pela autarquia.
   A falta de mais informação está também na parcela Palco/Bandas/Som: 13.045,30€; idem na parcela 
da Igreja: 760,00€. Houve vários intervenientes musicais e no som, já com o palco mesmo sendo um, não é revelado o seu custo de aluguer ou cedência.  Na despesa da Igreja ficamos sem conhecer a que se destinaram os 760 euros. Tudo para a Fábrica da Igreja não creio ter sido. Também nas flores e outros arranjos é muito para essas necessidades. 
   
  Como podemos verificar, o divulgar as contas como estão agora, é já de louvar e é um exemplo que outras comissões de festas deviam ter feito e não fizeram. Contudo, pelo que já disse antes, há esclarecimentos importantes que ainda devem ser feitos.


15/09/2024

AS FESTAS E AS CONTAS em Malcata

 




      A Festa de Malcata já terminou há um mês. Hoje foram publicadas as respectivas contas, pelo menos na página que os mordomos abriram no Facebook estão lá e bem claras.

   O saldo é positivo, “dos mais positivos dos últimos anos”, podemos ler na mensagem dos mordomos de 2024. E não esqueceram as dificuldades que tiveram logo à partida, “com uma festa iniciada totalmente a zero, sem qualquer apoio ou fundo monetário” e com a ajuda de todos alcançaram os objectivos a que se propuseram.
   O que escrevo a seguir, é da minha inteira responsabilidade e é o meu contributo para uma discussão séria sobre o futuro das Festas de Malcata. E não! Não pretendo interferir no trabalho dos próximos mordomos e muito menos é meu desejo pertencer à mordomia, a minha vida não reúne condições para
isso acontecer.
   O que é ser mordomo das Festas de Malcata?
   Toda a gente pode ser nomeado para mordomo?
   Como são encontrados ou escolhidos os mordomos?
   Tradicionalmente, na nossa aldeia os mordomos da festa nomeiam os mordomos novos. E para assegurarem a constituição o de uma equipa de mordomos que à partida, merecem a confiança e lhes é reconhecido a capacidade para organizar a festa, nomeiam à volta de uma dezena de nomes. E quem é nomeado é-lhe concedido um tempo para tomar uma decisão dizendo sim ou não.
   Como sabem os mordomos que aceitam fazer a festa, devem entender que a aceitação pelo povo 
dos novos mordomos, significa que o povo confia e deposita nos mordomos o poder de organizar as Festas de Malcata. Quem controla os mordomos? Na nossa aldeia,  há uns anos a esta parte, muitas coisas foram mudando. Uma estão melhor e outras talvez nem tanto. Nestes últimos anos, notei uma tendência de separar a parte religiosa da parte profana da mesma festa. É também visível um acentuado esvaziamento das tradições religiosas que, durante séculos, os malcatenhos se identificaram. Esse esmorecer, por exemplo, vê-se nas procissões, no toque dos sinos, na falta de crianças. Onde está a “Procissão dos Santos”? Durante gerações, o São Barnabé foi esquecido e muitos malcatenhos até desconheciam que este Apóstolo é o padroeiro da paróquia do lugar de Malcata e por isso é um dos santos presentes na igreja matriz. Penso que desde 2016, a Procissão dos Santos ainda era a procissão de todos os santos da igreja. Nestes últimos anos passou a ser a Procissão do São Barnabé porque todos os outros nem sequer dos seus altares desceram. 
   O que têm a dizer desta procissão? Tem algum sentido? O facto de se continuar a dizer que é a Festa em honra de São Barnabé, não significa que a realidade seja assim, mesmo que nos cartazes lá coloquem o santo Barnabé a olhar para quem ler o programa da festa. E centralizar a Festa de Malcata no padroeiro, não significa que se terminem as outras tradições! Quem toma a decisão e organiza as procissões na Festa? Quem decide e aprova o programa da festa? Há ou não interesse em cimentar e respeitar a pluralidade e a tradição?
   Voltando aos mordomos que aceitam voluntariamente  a missão de colocar a Festa nas ruas e na igreja, é importante que devem ter a consciência que o povo confia neles e no seu trabalho para preparar a festa. Durante quase um ano os mordomos precisam de confiar uns nos outros, trabalhar em equipa e numa estreita colaboração com todas as instituições da nossa aldeia, sejam as associações, a Igreja ou a Junta de Freguesia. Também é importante ter presente que uma boa relação entre os mordomos e os comerciantes e empresas da terra e da região. Quanto mais abrirem os braços, mais apoios aparecem.
   Os mordomos quando aceitam o cargo devem saber e sentir o peso que lhes foi colocado e as responsabilidades que nunca devem ser esquecidas. E aquela confiança e poder dado pelo povo de Malcata, é devolvido com a apresentação pública das contas. Só depois da apresentação das receitas e das despesas, entrega do que sobrou da festa, a missão dos mordomos fica concluída. Então sim, vêm as opiniões, os elogios, as comparações e o povo só descansa depois de tudo esclarecido. 

12/09/2024

MALCATA PARA ONDE VAIS?



EU BEM QUE GOSTAVA DE VOS DIZER
QUE A IMAGEM NOS MOSTRA
O REBANHO NOS BALDIOS DA
FREGUESIA DE MALCATA. 

Um rebanho cresce onde abunde alimento e água. Ah, se este gado caprino soubesse da existência do edifício " AL Baldios de Malcata" (o nome é sugestão minha) será que desceriam a serra onde agora pastoreiam e pernoitam, para dormir confortavelmente e abrigadas do frio e do vento? 
Não sei o que vai nas vossas cabeças, eu diria que a ideia é tentadora para as rezes mais distraídas, porque as inteligentes e atentas esperariam que houvesse poço e água! 

 
   Ninguém diz nada de novo? Eu bem vou pedindo notícias novas, o silêncio é tudo o que fica, ninguém me diz algo de novo. Fico mais triste e com vontade de gritar que tão calados, também não!   Alguém me envia notícias?
 

09/09/2024

VIRAR O CABRIL DE PERNAS PARA O AR

   

  




   Há obras que lhes podemos chamar “obras do regime” e que prometeram aos malcatenhos há muitos anos. A primeira vez que na freguesia se ouviu falar de uma Sala/Museu das Memórias foi no executivo de Vítor Fernandes, era o PSD poder em Malcata. E não, não era o Núcleo Identitário de Malcata. Era uma espécie de museu na sala do primeiro andar da escola primária, onde estariam expostos ao público diversas peças ligadas ao mundo rural que se viveu na aldeia. Outra das obras do “regime” VF era o “rebanho de cabras”. Ambos os projectos não passaram de promessas, alguma coisa arrasou comos planos que estavam nas mentes do autarca. Por outro lado, foram abertos dois Parques, mas de merendas, como acontecia pelas outras terras do concelho, pois para a “bucha” há sempre maneira de dar um jeito.ogenitor, que tanto se esforçou para continuar a fazer o que ainda não tinha conseguido acabar em três mandatos de quatro anos. Reescreveram as duas obras e incluíram-nas no panfleto das promessas eleitorais de 2017 e 2021. Estamos em 2024, a um ano de terminar o segundo mandato e as duas obras estão por finalizar.

    Haja alguém que volte a situação de pernas para o ar, alguém que exija mudanças e que deixem de trabalhar naquela de “logo se vê como vamos fazer”, quem vier depois de mim que resolva…
    O que eu lamento é a falta de abertura à contribuição de sugestões externas à junta de freguesia. E há contribuições escritas e públicas que expressam ideias e soluções viáveis, nomeadamente em
relação às cabras nos baldios.

   O limite de mandatos trouxe a possibilidade de “virar o ananás” de folhas para baixo dando a entender que o novo presidente entrava disposto a mudar a situação, agora era tempo de acabar as “obras do regime” do seu pr   Tudo pode acontecer, só é preciso aceitar e querer voltar o ananás

30/08/2024

ASSIM SE (DES)INFORMA OS MALCATENHOS

                                                  QUE PROTOCOLOS SÃO ESTES?

A CMS publicou esta semana, neste mês de Agosto, algumas Actas das Reuniões do executivo. Reproduzo aqui um enxerto da acta da Reunião da Câmara do Sabugal, realizada no dia 3 de Julho de 2024, no ponto onde se diz que "Face à informação registada sob o nº."8804...". são realizados os protocolos com as Juntas de Freguesia ...

Quais são os limites ao direito à informação dos cidadãos da freguesia, nomeadamente, das actas das reuniões e dos protocolos feitos entre a Câmara Municipal e a Junta de Freguesia? "Face à informação registada sob o nº 8804, datada de 20-06-2024" !!!! E que informação foi registada com o nº 8804? O registo foi feito em 20 de Junho e a reunião decorreu um mês depois. Assinam-se protocolos "nos termos e com os fundamentos constantes da informação" !!!! Eu pergunto que informação é essa? Porque razão essa informação não é divulgada com clareza? Neste caso concreto, trata-se de protocolo celebrado entre o Município do Sabugal que através das Termas do Cró e a Freguesia de Malcata. Posso até imaginar que o protocolo se refere a um acordo de prestação de serviços por parte das Termas do Cró à Freguesia de Malcata. Não encontrei nas páginas de informação da junta, qualquer informação respeitante a tal acordo. É preciso melhor e mais claro passar a informação aos cidadãos residentes na freguesia e também aos que residem fora da aldeia, pois sendo malcatenhos, também estão abrangidos pelo dito acordo.

27/08/2024

ASSM DE MALCATA CALADA E MUDA

    


   O Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Associação de Solidariedade Social de Malcata (Lar), convocou uma sessão para o dia 17 de Agosto deste ano que estamos a viver, que podem ler aqui:
https://www.facebook.com/photo/?fbid=3786459228309882&set=a.1396955153926980  .
   Nove dias depois, não há nenhuma notícia nas páginas que a instituição  possui na internet, sobre a dita Assembleia Geral, que também era uma assembleia eleitoral dos corpos sociais para o mandato de 2025-2028.
   Foi adiada para outra data? Não houve eleições para os órgãos sociais da ASSM por não ter sido apresentada quaisquer listas de candidatos a estas eleições? Houve a reunião e os associados apareceram para exercer o seu direito de votar e tudo correu com toda a lisura e normalidade? Ou ainda não houve tempo para divulgar a acta da Assembleia Geral?
   É surpreendente e preocupante este silêncio da ASSM e dos sócios também. A ASSM é uma obra notável, a maior entidade empregadora da freguesia, presta serviço social que tanto ajuda quem dela necessita.
   Sabe-se lá porquê este silêncio. Sou um dos sócios da ASSM e apesar de viver fora da freguesia, sempre que estava na aldeia, mesmo não fazendo parte da direcção da mesma, pois é isso que se pede a um sócio, que participe nas Assembleias Gerais e ajude a crescer a instituição. Nas vezes que estive presente, estiveram todos os elementos da direcção, eu e mais outro sócio. Não esqueço que, numa dessas Assembleias Gerais, estando eu a tomar notas no meu bloco de papel, fui interpelado por um dos presentes para ter cuidado com o que estava a escrever!!!
  A internet, designadamente o Facebook, não serve só para publicar fotografias, mesmo que sejam sobre as actividades dos idosos, também serve para alertar, para convocar, para avisar todos os sócios dos seus deveres e direitos. Convocar as Assembleias e a seguir informar os sócios o que ficou decidido e expor correctamente essa informação online.
   Tudo isto me deixa triste, mais ainda ver que quem é sócio e reside na freguesia, nada exige, nada diz e nada faz para mudar a situação e alguns até acham que tudo está bem, talvez porque sempre viveram numa realidade em que pensem que se o lar está aberto, é porque está tudo bem.
    A ASSM é de todos os sócios e para toda a freguesia de Malcata, por isso se chama Associação de Solidariedade Social de Malcata.

                                                                        José Nunes Martins
   

  

25/08/2024

TODOS GOSTAMOS DE COMER

 



   


   O Agosto está a chegar ao fim. Durante este mês, como de costume, realizaram-se diversos eventos na nossa freguesia, mas é sobre a Festa e duas Assembleias Gerais (ACDM e ASSM) que me vou debruçar agora. Destes três eventos, todos de grande interesse para os malcatenhos, já fazem parte da história e do passado da freguesia. Destas três realizações, anunciadas atempadamente, sabe-se muito pouco do modo como as coisas correram e os resultados alcançados. Das duas assembleias gerais sabemos apenas o que 
está escrito nas respectivas convocatórias. Realizaram-se as duas? Nada do que foi apresentado e debatido 
é de interesse para os residentes na aldeia e dos ausentes por viverem longe? 
   Porque será que isto acontece?
   Quando é que mudam as coisas?

22/08/2024

ACEITAR TUDO FAZ MAL AO CÉREBRO

   



   Podem controlar as instituições e até podem convocar as reuniões que lhes der na gana, desde que depois, comuniquem o que lá se passou, pois, se lá estão a administrar é porque as pessoas confiaram nas pessoas.  A maior parte das vezes, através de convocatórias que expõem em  alguns locais da aldeia, informam os assuntos que compõem a agenda de trabalho dessas reuniões. O que lá se passou, fica na memória dos participantes, porque quem não foi tivesse ido e assim também sabia. O problema é que aqueles que foram e os organizadores, ao contrário do que seria normal, todos entram mudos e saem calados. Quem tem o dever cívico de informar, não o faz e quem lá esteve cala-se. Se eu pudesse, e bem o tento, ensinava muitos a pensar pelas sua cabeça e argumentar, contradizer, sugerir, alertar e se fosse o caso, apoiar
Os culpados disto tudo, são os malcatenhos que aceitamos tudo e ficamos calados!           
                                                        

                                                           Quando é que isto vai mudar?
                                                                                                   José Nunes Martins