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09/03/2026

TRABALHOS FEITOS EM CIMA DO JOELHO

 

 


 






 Todos sabíamos o estado lastimoso em que se encontravam as placas toponímicas e as placas de sinalização/orientação do património e equipamento público existente na nossa freguesia.
 Estive três dias na aldeia e não posso deixar de aqui aflorar este assunto que já aqui abordei mais vezes, mas foi como se tivesse deitado milho aos pombos, infelizmente nada ligaram.
 O que gostaria de referir agora aos responsáveis da Junta de Freguesia de Malcata sobre as novas placas de sinalética, localização, orientação, indicação dos monumentos e equipamentos públicos que existem na freguesia, são estas observações e considerações:
 - Admitindo que havia placas em mau estado de conservação;
 - Admitindo que havia falta de informação de algum lugar, monumento, equipamento e que baralhava as pessoas;
 - Admitindo ainda que as novas placas serviriam para melhorar
a toponímia das novas ruas, das novas travessas e becos, ficando mais claro para o visitante, para o carteiro, para o motorista de entrega de encomendas saber onde entregar o “serviço” ao cliente.
 Independentemente de eu admitir o que escrevi, há questões que não posso deixar de fazer sobre este assunto das placas.


                         PLACAS TOPONÍMICAS:



 





- Porque colocaram nomes novos a Ruas, Travessas e Becos sem primeiro fazer uma consulta pública ao povo?
- Será que as placas vermelhas foram colocadas respeitando as regras aprovadas no Regulamento de Toponímia do Concelho do Sabugal?
- Porque foram afixadas placas antes do fim da rua ou nem sequer foi afixada no início?
- Porque não informam os moradores que a responsabilidade de efectuar as mudanças das moradas é da responsabilidade da Câmara Municipal?
                   


                  PLACAS SINALÉTICA/ORIENTAÇÃO


  




- Porque escolheram umas medidas tão desenquadradas da paisagem urbana, com medidas desmedidas?

- Porque só a Reserva Natural da Malcata tem cor castanha?
- Porque CALVÁRIO se confunde com um sítio, um lugar, para os lados de QUADRAZAIS?
 São muitas questões que espero merecerem uma resposta. O que me leva a escrever é ver que a autarquia tem responsabilidades nestas duas intervenções que foram levadas a cabo com a sua autorização e aprovação. Está na hora de pedir aos responsáveis que justifiquem publicamente estes dois tristes casos das placas que devem servir e não ser motivo de chacota ou de razão para quem nos visita observar a leviandade e desinteresse, a falta de olhar para a própria freguesia sempre a desejar melhorar e respeitar o meio rural.
 





06/03/2026

O TALEFE DA RASA EM MALCATA

    

Talefe da Rasa (Malcata)

 Talefe, pinoco, é um marco geodésico para indicar uma localização cartográfica exacta e que em conjunto com outros forma parte de uma rede cartográfica.
 É um pequeno monumento em cimento e no seu topo tem gravado a latitude, longitude e altitude do local onde se encontra.
  Este é o talefe da Rasa, na freguesia de Malcata e marca o ponto mais elevado em Malcata.
 Hoje fui até ao talefe, infelizmente não consegui aproximar-me e subir até ao topo. O terreno onde se situa o talefe está vedado e o portão fechado. Contentei-me com a observação de longe e as imagens.

02/03/2026

PRAÇA DO ROSSIO EM MALCATA

Malcata - Praça do Rossio

 


 Por esta praça passaram e passam alguns dos eventos mais importantes da nossa freguesia. É o lugar central, o melhor largo para diversas actividades, encontros, festas, feiras, bailes ao ar livre e festas populares.
  Adorava ver esta praça sem automóveis estacionados, ou então num estacionamento ordenado. Já o piso merecia ser mais macio, mais limpo e adornado com flores de todas as cores, em vez de caixotes metálicos para o lixo e um Rossio ocupado. Que grande benefício traria à nossa gente a transformação deste espaço mais bem arranjado!



Torre do relógio na Praça do Rossio

01/03/2026

PRECISAMOS DE NOS OUVIR

 


 Em Malcata, há necessidade de uma mudança de paradigma, como precisamos de “pão para a boca”.  Se quisermos ultrapassar as dificuldades do presente, tem de se ultrapassar as barreiras que existem à frente do caminho. Precisamos de coragem e ousadia, de criar e acreditar que o desenvolvimento da comunidade é possível e deve envolver e comprometer toda a povoação e cada pessoa em particular. Neste momento, o rebanho é uma das soluções para Malcata sair da imobilidade e do anonimato. Há que fazer entender que este projecto das cabras sapadores tem capacidade para criar postos de trabalho para além dos pastores. As cabras devem servir de motivo de união e de desejo em fortalecer a economia local e regional, garantir trabalho a um pequeno grupo de pessoas de Malcata. Há uma urgente necessidade de martelar as nossas cabeças e as nossas consciências de que somos um povo unido e que estamos todos no mesmo barco. Há muito que se esperava o rebanho, o queijo, o cabrito e o leite. Agora é tempo de desassossego e de passar à acção. É tempo de questionar, pensar e comprometer-se com o que garanta o futuro da comunidade, apostando numa organização que assente no respeito e na transparência, que retribua e ofereça as oportunidades de trabalho e rendimentos justos. Combater a opacidade e abrir o projecto das cabras a todos os malcatenhos deve ser um compromisso cívico em nome do bem de todos.
 Precisamos de coragem, ousadia e de acreditar que Malcata se pode desenvolver e tornar-se numa terra amada.

26/02/2026

A PRESENÇA NA INTERNET DA FREGUESIA DE MALCATA

 


 A página da Freguesia de Malcata é mesmo uma pobreza!
 A escassez de informação e de conteúdos é tanta que mais valia
acabar com ela.
 Assim como tem estado, está a dar uma péssima imagem da nossa freguesia. Esta página tem de ser a primeira porta de entrada dos cidadãos que desejam conhecer e visitar a aldeia.
 A situação em que se encontra é a imagem da pobreza e da inactividade do executivo desta Junta de Freguesia que desde 2017 governa a freguesia. É até motivo de desconfiança dado que a sua existência não está voltada para facilitar o acesso a informações e leitura de documentos, mas sim porque a lei exige que todas as Freguesias tenham a sua página online. Parece ser mais importante pagar as despesas da sua manutenção a uma empresa de informática e esquecer a verdadeira finalidade da página.
 

 A mensagem do senhor Presidente da Junta é clara, mas irrealista:
 "Um novo meio de comunicação e de informação para a população e para todos aqueles que nos visitam.
 Nesta página encontram informação da freguesia, designadamente sobre sua História, eventos e notícias da atualidade, bem como assuntos de interesse dos cidadãos e toda a informação institucional".

 Haverá alguém que me explique a serventia da página da freguesia?

24/02/2026

GUARDAR CABRAS EM MALCATA

 




 Entre Quadrazais e Meimão e a 10 Km da cidade do Sabugal, existe há centenas de anos um lugar de nome Malcata. Escapou ao apagão da última reforma administrativa que se fez em Portugal e mantém a Junta de Freguesia. Com uma população bastante envelhecida, vivem pouco mais de duzentas pessoas, a Junta de Freguesia é o que resta da presença do Estado.

 Há uns anos perdemos a escola primária e a creche, numa daquelas facadas vindas de Lisboa, sem dó nem piedade. Não justificava estarem de portas abertas porque crianças não havia em número satisfatório para pagar os honorários dos professores. O mesmo aconteceu ao Posto Fiscal, que durante muitos anos esteve sempre ao serviço do Estado.
 O afastamento das pessoas que procuraram assim encontrar melhores condições de vida noutras terras, noutros países, é uma das causas de tanto encerramento e de tento sofrimento. Foram ficando os mais idosos, que foram e vão resistindo dia a dia, até que embarquem na última viagem, com bilhete 
só de ida.



 Infelizmente esta é a realidade na nossa aldeia e também nas outras da nossa região raiana. E o pior disto tudo é sentir que estamos abandonados, atirados à nossa sorte, remetidos à vida humilde e sem grande sentido. Muitos são os que não fazem ideia de que a nossa aldeia existe, o que ouvem é falar do famoso lince ibérico, que desapareceu, fez o que muitas pessoas também fizeram, saltou a cerca e afastou-se para outras terras à procura de sustento, de coelho de boa qualidade e que não lhe complicasse a saúde. Ficaram na floresta outros animais e aves e uns sobrevivem, outros vão andando como a natureza lhes permite andar. Acabam por se afeiçoar aos humanos e desistem das caçadas nocturnas na aldeia. É que até as pitas
são cada vez menos e só encontram capoeiras vazias, não vale a pena arriscar a vida!
 É uma lástima geral, logo agora que todas as ruas e becos estão calçadas, não haver quem as pise durante a maior parte do ano.
 Não acham que é tempo de mudar alguma coisa? Continuar a fazer o mesmo, não dizer quase nada sobre as cabras, os pastores, os cabritos, sim os cabritos já pulam lá para a serra e não largam as tetas da mãe, lá vão indo algumas pessoas caminho arriba e regressam com imagens de tudo para mostrar que estiveram por lá, mas nada falam, nada explicam a quem já nem tem forças para ir à festa da carqueja. Afinal, o que andam a fazer nos baldios e o que andam os compartes a engendrar para o futuro? Alguém que fale.  



22/02/2026

ACEITAR OS DADOS DO CORAÇÃO

    

                                    

  O homem foi criado com inteligência, vontade e liberdade.
  Deus criou toda a natureza para estar ao serviço do Homem, que
 deve viver e respeitar, eleger, agir para desejar a felicidade.
  O pecado deforma a pessoa.
  O demónio personifica o mal e é ele pega o incêndio de ódio nos corações, dando origem às invejas, às guerras e todas as outras desordens morais.
 No mundo há muitas pessoas e organizações que trabalham para o demónio, algumas apresentam-se como ofertas envenenadas.
 Ter fome é uma coisa normal e temos necessidade de comer.
 Vivemos numa era da manipulação das pessoas, com falsas promessas de emprego, falsas propostas políticas e de ídolos tik tok que lhes chamam "influencers", que nascem todos os dias e nos matraqueiam sem parar, pedem-nos amizades interesseiras que só duram até ao que lhes interessa e convém fazer, dispensada antes até que a outra pessoa descubra que de amizade não tem nada. 
 A grande tentação, ou uma das grandes tentações dos nossos tempos é aquela que o povo mais facilmente se deixa ir: um emprego, algum dinheiro, uma casa para viver, mesmo sem olhar à forma de fazer., porque o que interessa é que a pessoas se sinta protegida por essa pessoa.
 
 Há pessoas que facilmente confundem os dois campos, porque têm a sua consciência mal formada. Estou a lembrar-me de uma pessoa que depois de não ter ganho uma questão em tribunal, que envolve uma determinada quantia de dinheiro, em dívida à Segurança Social. O que essa pessoa nunca aceitou é que o réu, durante o tempo que pertenceu aos corpos sociais da instituição que ele mesmo e um grupo de amigos criou, o povo sempre o apoiou e a assembleia geral aprovou o seu desempenho, deixando obra feita e cofre cheio. Agora que tudo estava resolvido, esta pessoa parece querer mais e não perdoa a negligência praticada, mas  esquece-se que também a praticou durante algum tempo, mas disso nada fala. Se havia dinheiro para pagar e sanar de vez o problema, então porque insistir novamente em sentar o outro no “mocho” do tribunal?
 Há momentos na nossa vida em que necessitamos de sair da confusão em que vivemos e ir para um lugar mais isolado, em busca do essencial.   Precisamos de parar o que andamos a fazer, entender quem somos, onde estamos, o que fazemos e com que objectivos vivemos.
 O homem cristão não fecha o seu coração aos problemas. E a primeira etapa para superar o problema, é admiti-lo. Façamos todos nós um esforço para perdoar aqueles que nos magoaram e não guardar mais ressentimentos. Por que precisamos nós de guardar rancor? É apenas porque gostamos de estar nos comandos? Talvez seja altura de abandonar a nossa necessidade de dominar e controlar os outros. Perdoar alguém não é fácil, mas quando pedimos ajuda a Deus conseguimos perdoar. O passado já lá vai, é para ir esquecendo o mal e não continuarmos no presente a viver dominados por feridas do passado.