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20/11/2025

ASSEMBLEIA GERAL NO LAR DE MALCATA

 

Um agradecimento eterno

ao Ti Manel Cidades

A Associação de Solidariedade Social de Malcata é a concretização progressiva de um sonho.
Uma ideia que é hoje uma realidade e o resultado do trabalho de muitos que importa recordar na certeza de que a instituição continua a seguir com o mesmo espírito de solidariedade dos tempos em que o sonho despontou. É bom que todos os sócios e utentes se lembrem disso. 

No próximo dia 22 de Novembro, sábado, realiza-se uma Assembleia Geral-cuja convocatória foi já divulgada e, porque estar presentes nas assembleias para além de um dever é também a melhor forma de sentir o pulsar do lar, saber das suas dificuldades e êxitos, é bom que os sócios participem. 



Convocatória para a A.G.

FESTAS DE MALCATA: OS TEMPOS SÃO OUTROS

 



  As festas da nossa freguesia têm de ser rijas, barulhentas, com muita música, diversão e bar aberto.
  Têm sido assim as Festas de Malcata nestes últimos tempos, bem diferentes das festas que eu vivi na minha infância. Nesses anos 60,70 e 80, era uma festa simples, humilde, em que participavam os moradores da nossa aldeia e os filhos que trabalhavam fora, mas que queriam marcar a sua presença na festa. Dias de festa e de muita devoção, muito trabalho para os mordomos e as suas famílias, as contas só se faziam no fim, mas havia duas ou três coisas que não podiam faltar: alvorada de foguetes, banda da música e procissão, missa solene e outra procissão, as duas em volta da aldeia. E ainda havia outra coisa que era fundamental ser feita e bem: o Ramo, com música de concertina e da banda da música, que muito contribuíam para animar-nos e o sucesso da arrematação das ofertas das pessoas. Pouco importava se a rua era de terra batida ou de pedra polida e gasta ou o Rossio se mostrasse com o chão aos remendos, nada impedia a animação, não havia palco, bastavam uns bancos de madeira para os músicos tocarem sentados e uma cadeira para o acordeonista poder tocar sem se cansar. As gargantas dos homens gritavam alto e bom som os lances  das pessoas, faziam-se ouvir bem na fonte e não precisavam de microfone, tinham era de ir bebendo para manter a forma.

  Toda a aldeia vivia e sentia os dias que antecediam a festa. Era uma festa grande, a maior da nossa aldeia, sempre com muita gente.
  Mudam os tempos, mudaram as vontades e hoje a nossa aldeia mais parece uma terra que se quer aproximar de Lisboa. Tenho a sensação de caminharmos para uma espécie de Rock In Rio, ou NOS ALIVE em formato muito mais reduzido.
  A fé e a devoção já pouco interessa e as Festas Malcata no segundo domingo de Agosto, são apenas um pretexto para uma semana de diversão, de farra e olhos inchados da falta de descanso nocturno. A tradição, os costumes autênticos e o descanso que todos têm direito a gozar, não são tidos em consideração, pois festa é festa e enquanto houver um festivaleiro na praça, a festa não acaba.
  E não adianta nada dizer contra os programas das festas ou como elas são programadas, pagas, apresentadas e no fim mostrar a factura, o lucro e o destino a dar ao dinheiro que sobrou. 
  Cada comissão de mordomos faz como quer, todos os mordomos são responsáveis e por isso nem é preciso atribuir os cargos de “presidente”, de “secretário” ou de “tesoureiro”, muito menos de “fiscal”, pois tudo tem de correr bem. Estão a esquecer-se da história e do passado. Uns conseguiram, mas outros meteram a mão onde não era suposto. Ainda hoje há coisas e comportamentos por explicar.
  Tendo em conta a realidade da nossa aldeia, importa preservar e procurar manter as tradições de pé e sempre que for possível de forma transparente e que prestigie a nossa gente, a nossa freguesia.
  Ajudar, colaborar, com certeza que sim. Mas sempre com a apresentação da festa, da prestação clara das contas e isto é o mínimo que se pode exigir. As pessoas da freguesia não devem disporem-se a pagar a festa sem qualquer controlo e pagar alguns desmandos.
  Isto é a minha opinião, porque aos mordomos não lhes é atribuído liberdade total para organizar e realizar a festa, é-lhes confiado naquele ano a missão de servir e estar ao serviço do povo.
  Apesar de tudo, sabendo eu, que os tempos de hoje são diferentes, ainda há muito de positivo na nossa grande festa. Continua a ser uma semana que anima e que chama as pessoas à nossa terra. Portanto, aos mordomos da Festa, desejo que continuem a sentir orgulho da missão que têm nas mãos e que se sintam com vontade e força de trabalhar, na certeza de que, não agradando a toda a gente, tudo farão por isso e se dedicarão com empenho e compromisso à organização da próxima festa. 
                                             
                                                                  José Nunes Martins  

                                                                                                                              Recordações de outras festas
                                                                                                                                         em Malcata

                                                                     



    









17/11/2025

MAGUSTO NA ASSOCIAÇÃO DE MALCATA

 


  A notícia foi posta a circular nas redes sociais. No passado dia 15 de Novembro, pelas 16 horas, a Associação Cultural e Desportiva de Malcata organizou um magusto. Não participei, não tenho imagens, por isso coloquei esta.
  Ainda bem que o fizeram e oxalá tenha corrido bem. A tradição está cumprida. Siga !

16/11/2025

PODE UM MALCATENHO DEIXAR DE O SER?

 


  Nasci em Malcata, mais precisamente em casa, num dia de Outubro. E de Malcata, guardo memórias de infância marcantes e boas: tinha uma rua para brincar e hoje é uma coisa que já não existe. Ia a pé para a escola, vinha jantar a casa a pé e voltava a ir até às três ou quatro da tarde. Cresci perto dos meus avós maternos que me marcaram para a vida. Também tive sempre a minha mãe, o meu pai emigrou para a França no ano em que nasci.
  Para mim, Malcata é o meu mundo de brincar, de aprender a ler e escrever e é a minha aldeia, a minha princesa de estimação.
  Estou triste relativamente ao que se passa na minha terra natal. Malcata é mais uma terra sem rei nem roque, é um território desaproveitado e nem sabe ganhar com as vantagens que a natureza oferece há séculos. A freguesia tem uma mancha florestal extensa, há espaço para quase tudo, mas está de costas voltada para o céu, não beneficia com a água da albufeira, não aproveita a pastorícia, os percursos pelos caminhos e ribeiros.
  Já gostei mais de voltar a essa aldeia, e não deixo por completo porque as coordenadas do
sítio onde nasci não quero que sejam apagadas. Já fiz viagens sem parar para poder desfrutar da aldeia, da natureza e sentir o amor das pessoas. Há muitos anos que vivo a olhar para as ruas da cidade, mas nunca perdi o meu norte e sempre soube o meu ponto de partida. Eu fiz o que outros também tiveram de fazer, sair do ninho e aprender a voar. Aliás, tenho a perfeita consciência de que a maior parte dos malcatenhos com a mesma idade que eu, abalaram para a cidade.
   Vivo ligado a uma família de boa gente que nasceu, cresceu, aprendeu, trabalhou na aldeia que se chama Malcata. E eu acredito que os malcatenhos somos todos os que vivemos dentro e fora da aldeia. Há malcatenhos.
                                                      
                                                              José Nunes Martins


 

15/11/2025

FREGUESIA DE MALCATA SEM JUNTA DE FREGUESIA?

 

 

Tomadas de posse das Juntas de Freguesia

   Já lá vão 30 dias depois das eleições de Outubro. Pela terceira vez, João Vítor candidatou-se à presidência da Junta de Freguesia de Malcata… e voltou a ganhar. Todos sabem que foi o único a candidatar-se ao lugar e antes de contar os votos já todos previam que assim fosse. Mais uma vez ganhou e pronto, silêncio porque ele é que é o presidente! Nem se deu ao trabalho de publicar um agradecimento público aos eleitores, nem uma “selfie” com a sua equipa, nada sobre a sua tomada de posse na Assembleia de Freguesia de Malcata. Por mero acaso, tive ocasião de visualizar a sua tomada de posse como membro da Assembleia Municipal do Sabugal. E jurou solenemente cumprir com lealdade as funções que lhe foram confiadas pelo povo.
  Pois, bem pregam eles, todos! Continuo a perguntar aos ventos, quando é que a Junta de Freguesia de Malcata tomou posse? É que não há qualquer sinal oficial nas páginas da Freguesia sobre o assunto! Pensava que, a proximidade do poder local aos cidadãos, também se fazia com a publicação das datas e do local das reuniões públicas da tomada de posse! Por que razão não dizem uma palavra? Desta vez, nem aa casa precisa de ser arrumada, porque afinal são os mesmos e só falta revelar quem vai assinar a escrita diária, quem guarda o dinheiro e quem manda na mesa da assembleia!
  Ou quem manda na Junta de Freguesia julga que os malcatenhos ainda não têm idade nem precisam de saber a verdade toda?
  Ou basta uma malga de “canja de codorniz” e um canário cantor para se distraírem os parolos?
  Por isso, aqui estou, como malcatenho, à espera de notícias da minha, da nossa aldeia. E não estou a pedir o impossível! Ou estou?

                                                                        José Nunes Martins

14/11/2025

O RETRATO DOS LARES EM PORTUGAL

    Os lares residenciais têm como objetivo acolher, temporariamente ou permanentemente, idosos e pessoas com deficiência por já não poderem receber o apoio e os cuidados de enfermagem necessários nas suas casas.
    O Jornal Expresso publica esta semana um estudo sobre os lares de idosos em Portugal:
   
https://pdf.leitor.expresso.pt/html5/reader/production/default.aspx?pubname=&edid=e6e443be-2695-4fdb-a39b-2bacd66d139b   
    Escolhi estes destaques:

  






O que nos indicam estes resultados?


13/11/2025

MALCATA: O sol quando nasce é para todos!

 


  A nova Junta de Freguesia de Malcata já deve ter iniciado funções.
Como é uma continuidade do 2ºmandato, suponho que a constituição do Executivo continua composto pelas mesmas pessoas. Mas cada dia que passa, ao aceder à página da Junta de Freguesia, verifico que não existe qualquer alteração ao que já havia. É uma página quase vazia, sem interesse, sem documentação que devia estar acessível aos cidadãos. Não há Editais, os últimos referem-se ao problema do abastecimento de água à freguesia…e na galeria, reluzem as imagens do evento “Feira dos Santos”.
  Não quero estar a interpretar à minha maneira, mas que é um facto real e está à vista dos que visitam a página na internet. Estes factos não se justificam com problemas técnicos, são factos que apenas mostram algumas falhas e falta de cuidado na prestação do serviço público a que se comprometeram.       Mesmo que a transição de poder seja uma continuidade e uma mera formalidade, não pode ser tratado com a ligeireza que estão a dar, o povo merece ser respeitado, os malcatenhos merecem respeito por parte da autarquia.
  Estou aqui a expor esta situação para que todos os malcatenhos compreendam que o trabalho da Junta de Freguesia tem de melhorar, tem de mudar e tem de ser orientado para servir bem o cidadão, o freguês e os malcatenhos, independentemente do lugar onde acedam à página da freguesia.
  Hoje, a internet passou a ter a mesma importância que os malcatenhos atribuem à Praça do Rossio. A página da Freguesia de Malcata, que tem na internet e nas redes sociais, tem de se apresentar limpa, imaculada, arrumada, com informação, notícias, documentos, avisos, elogios, obras, fotografias, eventos, lugares e locais de lazer, de gastronomia, de oração…que funcione como a Grande Porta de entrada. Agradeço que façam alguma coisa.
                                                       José Nunes Martins