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14/07/2009

JOGADAS DE LINCE


1-Falando na sessão de encerramento de um seminário no âmbito da IV Feira Nacional dos Parques Naturais que decorre em Olhão, o ministro do Ambiente explicou que
"No dia 28, vou estar na Serra da Malcata com a ministra espanhola para assinarmos já o protocolo de cedência dos linces", disse o ministro, afirmando ter um grande orgulho por poder associar o seu nome ao repovoamento do lince da Malcata, lembrando que desde muito novo se lembra das campanhas para o salvamento daquele animal.
In

http://dn.sapo.pt/Inicio/interior.aspx?content_id=1304877



2-O concelho de Penamacor vai ficar dotado de um centro de aclimatação do lince ibérico, cujo protocolo de instalação será assinado no dia 28 de Julho, pelo ministro do Ambiente, anunciou hoje o presidente da câmara municipal local.

Segundo Domingos Torrão, pretende-se que o espaço, em plena Reserva da Malcata (partilhada entre os municípios de Penamacor e Sabugal) seja "aberto e reconhecido por uma raça que está em vias de extinção". O centro de aclimatização deverá receber linces provenientes do centro nacional de reprodução, inaugurado em Maio deste ano, em Silves, no Algarve.
In

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1391690


3- terça-feira, 14 de Julho de 2009 | 12:18

Lince: Serra da Malcata recebe centro de aclimatação


O concelho de Penamacor vai ficar dotado de um centro de aclimatação do lince ibérico, cujo protocolo de instalação será assinado no dia 28 de Julho, pelo ministro do Ambiente, anunciou hoje o presidente da Câmara Municipal local.
Segundo Domingos Torrão (PS), pretende-se que o espaço, em plena Reserva da Malcata (partilhada entre os municípios de Penamacor e Sabugal) seja aberto e reconhecido por uma raça que está em vias de extinção.
O centro de aclimatização deverá receber linces provenientes do centro nacional de reprodução, inaugurado em Maio deste ano em Silves, no Algarve.
Diário Digital / Lusa http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=114&id_news=399060

4-Nunes Correia assina protocolo
Penamacor recebe acordo para o lince
O ministro do Ambiente vai estar em Penamacor a 28 de Julho para assinar um protocolo com Espanha, que visa a cedência de animais para a criação em cativeiro no centro de reprodução situado em Silves, no Algarve.
A novidade foi avançada pelo presidente da Câmara Municipal de Penamacor na inauguração da Feira das Actividades Económicas.
A vinda do lince para a Malcata ainda não é certa, mas a escolha de Penamacor para a assinatura de um acordo ibérico deixa o presidente da câmara de Penamacor esperançado.
“Nós não queremos que o lince nos fuja, nós queremos que o lince seja uma mais-valia para Penamacor”, diz Domingos Torrão.
A escolha do Algarve para o centro de reprodução foi polémica e originou o protesto das autarquias de Penamacor e do Sabugal, que partilham o território da Malcata.
A estrutura algarvia foi inaugurada em Maio deste ano. Na altura quando questionado pelo Reconquista o ministro do Ambiente justificou a escolha do Algarve com o facto de a construção ter sido suportada pela empresa Águas do Algarve, como medida de compensação pela construção de uma barragem.
Na mesma altura Francisco Nunes Correia afirmou que a Malcata seria uma das primeiras contempladas com animais, reconhecendo a ligação histórica desta serra ao animal. Mas sem assumir um compromisso.
Mais informação na próxima edição do Reconquista.
Por: José Furtado
In

http://www.reconquista.pt/noticia.asp?idEdicao=187&id=15058&idSeccao=1933&Action=noticia



Afinal quem é a fonte mais credível?
5-Acordo para reprodução em cativeiro em Penamacor
por LusaHoje
O Ministério do Ambiente esclareceu hoje que a próxima deslocação do ministro Nunes Correia a Penamacor se destina à assinatura de um protocolo ibérico de cedência de linces para reprodução em cativeiro, que acontecerá no centro inaugurado em Silves.
O presidente da autarquia local, Domingos Torrão (PS), informara hoje que o concelho de Penamacor vai ficar dotado de um centro de aclimatação do lince ibérico, cujo protocolo de instalação seria assinado no dia 28 de Julho, pelo ministro do Ambiente, mas tal não se confirma.
Segundo fonte do Ministério, a visita de Nunes Correia, agendada para 28 de Julho, confirmará que o objectivo final da "reprodução ex-situ" é a "reintrodução na natureza" e essa poderá, no futuro, decorrer no "sítio 'histórico' da Malcata".
"Isso poderá implicar um cenário experimental de 'aclimatação' em semi-cativeiro, mas não há nenhum centro de aclimatação previsto em concreto nesta fase para a Malcata", de acordo com a mesma fonte.
Entretanto, a autarquia de Penamacor viu aprovada a candidatura para a criação de um centro de interpretação animal, tendo registado a marca "Terras do Lince", com a qual promove produtos tradicionais como o queijo, mel ou azeite.
In

http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1307967&seccao=Biosfera

ATÉ QUANDO?







Já não é a primeira vez que escrevo acerca deste edifício e o estado de abandono em que ele se encontra. Trata-se do antigo quartel ocupado durante muitos anos pela Guarda Fiscal. O edifício encontra-se vazio e tanto no interior como no exterior o cenário não pode ser mais desolador. Mete dó e salta à vista o mau estado do muro, a falta de portas e vidros partidos. É mais que tempo de dar atenção a este edifício e dar-lhe uma nova utilização que já há muito se fala.

13/07/2009

FESTA DA EUROPA NO SABUGAL

12/07/2009

"OFÉLIA CLUB" DE MALCATA



Lista dos terrenos e donos
(Para ver melhor clicar sobre a imagem
)

Esta é a lista com os nomes dos proprietários dos terrenos que o "Ofélia" vai incluir na sua obra. A lista foi aprovada numa reunião de Câmara no passado 23 de Janeiro. Dessa reunião copiei esta parte:


C ÂMA R A MU N I C I P A L D O S A B U G A L

ACTA N. º 2/2009

REUNIÃO ORDINÁRIA DO DIA 23 DE JANEIRO DE 2009

PRESIDENTE:

Manuel Rito Alves

VEREADORES:

José Santo Freire

Manuel Fonseca Corte

Luís Manuel Nunes Sanches

António dos Santos Robalo

Rui Manuel Monteiro Nunes

Ernesto Cunha

………………………………………

GABINETE JURÍDICO

_ Face à informação prestada pelo Jurista sobre a aquisição de terrenos para construção de

Residências Assistidas “Ofélia Club”, na Freguesia de Malcata, foi deliberado, por unanimidade, adquirir os constantes no Mapa que se transcreve ao preço de 0,60 _ m². Ficou ainda esclarecido que se o investimento se não concretizar, da indemnização que a Câmara receber (valor em dobro), 50% desse valor será distribuído por todos os proprietários dos terrenos vendidos, sendo que os terrenos ficarão sempre propriedade da Câmara. As árvores e as benfeitorias serão objecto de avaliação caso a caso, por 2 avaliadores, sendo um da Câmara e outro da Junta de Freguesia de Malcata.


Alguém sabe em que ponto está o empreendimento do "Ofélia Club"? Há uns tempos atrás, quando a crise rebentou, sussurava-se que o senhor António ( um dos cabeças do Existence )tinha ido para França...com problemas de saúde (!!!). Lembram-se dos dois homens de Abrantes (pai e filho) que desesperavam pelo pagamento dos terrenos que venderam aos mesmos investidores? Será que receberam ?
Em Malcata nada se sabe, nada se fala e prontos, assim vamos vivendo e pacientemente aguardamos por notícias. Digam lá alguma coisa à gente, caramba!




MEL DE MALCATA TEM FUTURO DOCE


A Central Meleira do Vale da Senhora da Póvoa foi inaugurada neste mês de Julho. Esta meleira é gerida pela Meimoacoop e está para servir os apicultores dos concelhos de Belmonte, Penamacor e Sabugal. A partir de agora os agricultores que se dedicam à apicultura têm quem os apoie, quem os ajude e quem lhes venda o mel.

A Central Meleira do Vale da Senhora da Póvoa fica na Quinta do Carvalhal e já conta com 150 sócios. A Central pretende alargar a sua acção e está aberta a novas inscrições de sóios.

Actualmente a Meimoacoop produz duas marcas: " Serra da Malcata " e "Terras do Lince ".

Os apicultores de Malcata têm a partir de agora duas alternativas para escoar o mel: recolha feita pela Central Meleira ( com custos ) ou então deslocam-se às instalações da Central Meleira e aí podem deixar o mel produzido.





Na inauguração, para além das entidades oficiais, contou com a participação do Pe.César, pároco de Vale da Senhora da Póvoa ( e de Malcata ) que abençoou a nova unidade meleira.


10/07/2009

O PODER LOCAL


Muitos presidentes de juntas de Freguesia são efectivamente homens de outros tempos que vêem no partido o seu senhor, nos partidos da esquerda o diabo e nas tecnologias, os instrumentos do inferno.

Outros, entendem que o lugar das mulheres continua a ser na cozinha e o dos homens nos cafés. Mostrar anseios, interesse pela sua terra, preocupação com o presente ou o futuro, é que não pode ser. Para isso, já há o partido, e eles próprios.

É nesta pobreza franciscana que o concelho do Sabugal e o país, se vão afogando inexoravelmente, na idiotia generalizada, na estupidez empedernida em conceitos infundamentados, destas almas simples e obedientes que, incapazes de um pensamento, fazem o que lhes dizem.

08/07/2009

CASTANHEIRO DE MALCATA É NOTÍCIA

O jornal Diário XXI na sua edição de hoje, 8 de Julho de 2009,publica esta notícia:



Para ler mais clique aqui: http://www.diarioxxi.com/

07/07/2009

RASGAR A INTERIORIDADE




Aos jovens do nosso concelho não tem restado outro caminho nas últimas décadas, a não ser de reagirem com os pés (indo-se embora para outras paragens), já que os responsáveis económicos e políticos não têm sabido nem querido reagir com a cabeça, através de políticas e de estratégias adequadas.. É cada vez mais necessário e urgente assumirmos e praticarmos um grito de alma, mobilizar as consciências e responsabilizar os decisores políticos e económicos, já que está em causa o equilíbrio de toda a sociedade, em que as comunidades urbanas e rurais podem e devem completar-se e interagirem. É necessário mobilizar os meios e os instrumentos adequados, enquanto existe população com os saberes, as tradições e as tecnologias que nos caracterizam e diferenciam pela positiva e constituem marcas autênticas de identidade e cultura próprias.




Cidade do Sabugal

A Mudança de mentalidade

Ao longo da segunda metade do século passado, a par do progresso tecnológico e do crescimento das cidades parecia que o desenvolvimento estava garantido nas sociedades urbanas e o atraso nos campos. Parecia que as cidades estavam cheias de oportunidades ilimitadas, abertas ao conhecimento e ao progresso, enquanto o mundo rural se afundava na ignorância, parado no tempo. Parecia que o homem da cidade desfrutava de mais liberdade, era instruído e culto. O futuro parecia pertencer às sociedades urbanas, enquanto nos campos as pequenas aldeias e vilas estavam fechadas no passado.




Parecia, caros leitores! E até interessava ao pensamento e atitude política e cultural dominante e é isso mesmo que ainda hoje pensa uma certa elite urbana bem instalada no grande comércio, na indústria e na alta finança, bem como as castas partidárias sentadas e acomodadas à farta mesa do Estado, numa autosustentada rotatividade entre os principais Partidos. Parecia, mas já não é, ou é cada vez menos! Nem as grandes cidades e concentrações urbanas são o paraíso do desenvolvimento - aí está a violência e a insegurança, o desemprego crescente, a confusão dos transportes com a ruptura das acessibilidades aos grandes centros, o individualismo e a competição selvagem, as rupturas familiares, a educação nas ruas e na noite violenta, o salve-se quem puder, os dormitórios por vezes em casas de cara lavada por fora, mas cheias de droga, doenças e solidão por dentro! Por outro lado, nem as pessoas do campo são as mais ignorantes e tacanhas de outrora já que romperam com a miséria, conheceram e conquistaram novos

horizontes e direitos. As acessibilidades, as infra-estruturas e equipamentos sociais e culturais salpicam por toda a parte o mundo rural, fruto da Administração Autárquica democrática. As condições de vida, quanto ao usufruto de paz, sossego, ar puro e águas cristalinas, ao usufruto de bens culturais, serviços de saúde e de

educação, são já uma realidade positiva no mundo rural. As auto-estradas da informação, com os computadores e outros suportes digitais cada vez mais generalizados, anulam a rígida e imposta centralidade dos grandes centros e permitem rasgar a marginalidade da periferia.

repulsão, factores negativos de perturbação nas grandes concentrações urbanas e há atracção, factores positivos estimulantes de viabilidade do interior, como sejam: a matriz solidária do homem rural, a fidalguia rural no receber e no partilhar, os saberes e os sabores únicos. E o tempo, o tempo natural para os afectos, a participação numa efectiva cidadania de proximidade. Tempo para o silêncio, para a sinfonia do silêncio pontuado pelo recorte da luminosa alegria dos pássaros e o sentimento de partilha de liberdade com a natureza, em saudáveis bebedeiras de cores, cheiros e sabores!


O EMPREENDEDORISMO

Tendo como referência os factores de enquadramento e o movimento de mudança de mentalidade atrás referidos, ser jovem e, sobretudo, jovem empresário no interior e no mundo rural, não sendo fácil, já não é estigma de inferioridade! Há bastantes casos que carecem de ampla divulgação e reflexão para exercerem o natural efeito de demonstração e rasgar janelas de oportunidades no nosso território.

Mas, há o mercado, a falta de mercado e as imposições de modas e caprichos do mercado que representam tantas vezes obstáculos intransponíveis à iniciativa e esforço individuais e isolados. Mas, há também as instituições, as organizações de carácter associativo, as Autarquias Locais e os Departamentos especializados da Administração

Pública. Será que funcionam bem e em rede?

É, exactamente no seu funcionamento em rede, sendo complementares, que reside um dos saltos qualitativos mais decisivos. É, também, fundamental a alteração do perfil dos investimentos das Autarquias Locais - das infra-estruturas e do betão para o apoio aos investidores locais e que aproveitem os produtos e saberes locais. Seja premiando directamente projectos válidos, seja criando condições físicas e/ou organizativas que viabilizem tais projectos.


Uma Proposta

Algumas ideias com Marca


A auto-estrada, A23, tem de se constituir num agente estruturante do desenvolvimento local e regional. O atravessamento rápido de um território de baixa densidade e pobre como o nosso interior gera efeitos positivos mas, também negativos.

Para que os negativos se não sobreponham, tem que ser acautelada a sua inserção numa estratégia de desenvolvimento. De facto, chega-se ou passa-se por cá mais depressa mas, também, facilita a saída! O chamado

“efeito de túnel”, passando-se por cá a grande velocidade mas sem se ficar, não é positivo.

Assim, é necessária uma atitude voluntarista, activa e empenhada, que conduza à constituição de parcerias entre o poder local, a hotelaria, a restauração, o comércio e o artesanato – visando valorizar a economia

local, criar emprego e fixar jovens.

Trata-se de um eixo de modernidade que pode e deve impulsionar os mercados locais, pela divulgação e escoamento dos nossos produtos e bens culturais. Não serão as áreas de serviço da auto-estrada, montras privilegiadas para a divulgação dos produtos, do património, das actividades culturais e eventos locais, através de folhetos, mapas e roteiros, exposição e venda com animação cultural em quiosques típicos de arquitectura e materiais representativos da região? Em um conjunto de placares verdadeiramente informativos e apelativos à visita das nossas terras? Não foram tais pontos de divulgação e venda previstos no planeamento das áreas de serviço, mas podem ser implementados e, desejavelmente, em rede que incluísse as estruturas hoteleiras, de restauração, bem como os agentes produtivos dos produtos culturais genuínos. Poderão, deste modo, surgir novas oportunidades para jovens empreendedores que venham a fazer a ligação entre a produção tradicional e genuína e os pontos de divulgação e venda.

É absolutamente inaceitável que as auto-estradas, sobretudo as gratuitas para os utilizadores e pagas ao longo de muitos anos por recursos financeiros do Estado, tenham nas áreas de serviço estruturas comerciais iguais em todo o país, planeadas lá nos gabinetes centrais, de costas voltadas para os territórios concretos que têm características

diferentes. É a ligeireza e até mesmo incompetência social e política de tratar da mesma forma territórios diferentes, terras e gentes diferentes! É o planeamento cego da massificação e a rasoira nas identidades locais.

Tais tecnocratas, divorciados do país real, actuam desta maneira e nós, calamo-nos?

Ficamos bloqueados? E os nossos representantes políticos locais e centrais, também permanecem bloqueados? Até quando?

Lopes Marcelo

ADRACES

Texto publicado na revista Viver, Julho/Agosto 2006

(Adaptado e copiado )











06/07/2009

ANJOS NA TERRA

Aconteceu no passado dia 30 de Junho, por volta das 17 horas. Depois das aulas regressava a casa a pé pelo caminho do costume. Uma falta de atenção e uns segundos depois o metro derrubou o seu jovem corpo para o chão. Tudo parou. Muitos acorreram, muitos viram pela janela da carruagem, do café e alguns observaram, incrédulos, o embate entre carne e ferros.Veio maquinista, INEM, povo e polícia em socorro. Mãe estava na cidade do Porto e o pai encontrava-se a trabalhar num hospital. A irmã depois de receber uma chamada em casa, correu, correu e de chinelos na mão só parou junto da irmã. A mãe veio rápido e encontrou-se na urgência do hospital. Depois de 12 horas de trabalho, recebo uma chamada às 20:00: "traz jantar, acabei de vir do hospital e não há nada para comer". Para mim naquele momento parei e parou tudo. Penso que nunca cheguei a casa tão depressa, mesmo depois de ter escutado a voz dela a transmitir-me tranquilidade e calma. Felizmente tudo está a ficar como estava.
Ontem, soube que afinal não caminhava sozinha da escola para casa. Ela acredita que tinha um anjo a protegê-la durante o caminho e foi "ela" que a empurrou de maneira a que o seu corpo não fosse arrastado pela composição do metro. Acreditam? Nós acreditamos, os outros não importa o que pensem disto.

JARDIM DO CASTANHEIRO














Malcata está cada vez mais receptiva a quem a visita. Veja-se este exemplo de embelezamento, mesmo ao lado da ponte nova. Quando a ponte foi construida ficou neste espaço um monte de terra, serviu de local para depositar entulho e agora, após as obras levadas a cabo pela Junta de Freguesia, transformou-se num bonito recanto. Eu batpizei-o de "Jardim do Castanheiro". Esta árvore já abundou por terras de Malcata. Hoje estão em vias de extinção e parece que lhes vai acontecer quase o mesmo que sucedeu ao lince da Malcata, apenas com uma pequena diferença: a terra não os deixa renunciar à sua nacionalidade, portanto, é em terras malcatenhas que perecerão. Este velho tronco de castanheiro serve de símbolo, é uma homenagem que as gentes da aldeia querem prestar aos castanheiros.

04/07/2009

ABRIU O NOVO SITE DE MALCATA


Consultem e participem nesta nova ferramenta que muito pode contribuir para aproximar todos os malcatenses.

03/07/2009

CASTANHEIRO MONUMENTAL EM MALCATA

Visita ao Castanheiro de Malcata
Foto copiada daqui: http://www.flickr.com/photos/pedro_teixeira_santos/tags/malcata/


O notável e monumental castanheiro situado nos jardins da Associação de Solidariedade Social de Malcata ( Centro de Dia ) foi motivo para a visita guiada que os organizadores do seminário "Árvores Monumentais:Importância e Conservação no Sabugal" recentemente reaalizado no Sabugal. A fotografia testemunha esse momento e regozijo-me com este acontecimento, pois, tenho a certeza que o trabalho levado a cabo pela Associação Árvores de Portugal, em especial, pelo doutor Pedro Nuno Teixeira Santos, finalmente vai ser recompensado. Vivemos num país onde as árvores por vezes não servem para outra coisa a não ser ocupar espaço e outras vezes para serem transformadas numa mesa, numa cadeira ou simplesmente viver até um dia secar a seiva que no seu interior circula. Mas, neste mundo há pessoas que vêem nas árvores uma boa sombra, um frondoso ramo carregado de ouriços, umas castanhas que depois de assadas e acompanhadas de um bom quartilho de vinho ou mesmo num caldudo bem quentinho, ajudam a viver e a comparar as suas vidas às da árvore. Enfim, eu estou mesmo contente porque há gente interessada em algo que a aldeia de Malcata ainda possui.

02/07/2009

EÓLICAS DE MALCATA



O Parque Eólico está quase pronto a funcionar. Quase meia centena de torres foram implantadas à volta da aldeia de Malcata. A paisagem modificou-se e o horizonte está diferente. Malcata já não é o que foi e as pás das eólicas vieram provocar algum desassossego nocturno. Estão lá longe, mesmo ao lado da RNSM, mas há noites em que o ruído provocado pelas torres eólicas se ouve.O mesmo já não dirão os habitantes de Penamacor. Os políticos souberam afastar, e de que maneira, a localização das torres eólicas.

26/06/2009

QUEREM PARTIR O CRISTAL DO PORTO

VEM AÍ UM TORNADO DE CRISTAIS



O palácio virtual

Há pessoas que sonham, sonham e o sonho resulta num pesadelo daqueles bem pesados. Poucos estão informados e alguns meios de comunicação social ( RTP ) foram acusados de não darem o destaque à notícia. E aqueles que difundiram o projecto nada mais fizeram do que vender o peixe ao mesmo preço que lhes foi vendido.




Lago da tranquilidade














Avenida das Tílias








Palácio






































O lago















Águas calmas do lago





NÃO DEIXEM QUE ESTE LAGO
SE TRANSFORME NO CHARCO
DA AVENIDA DOS ALIADOS









DIAS COM ÁRVORES ESCREVEU:
http://dias-com-arvores.blogspot.com/2009/06/antes-o-charco-que-tal-espelho.html






Quem estraga a alegria, esse bem tão escasso, merece denúncia pública vigorosa. Desde que a gestão do Palácio de Cristal foi retirada à Porto Lazer e entregue ao Pelouro do Ambiente da Câmara, as melhorias têm sido evidentes. Não se repetiram as podas desastrosas na Avenida das Tílias, muitos novos arbustos e árvores têm sido plantados (magnólias, extremosas, tílias, camélias, criptomérias, freixos, cedros), e é visível que os novos responsáveis têm ideias sobre jardinagem que vão além da substituição das flores sazonais e do corte periódico da relva. Ainda não é Ponte de Lima, mas estamos no bom caminho. O recém-estreado Jardim das Cidades Geminadas é a melhor prova da criatividade e empenho desta nova gestão dos jardins dos Palácio.



A CÂMARA MUNICIPAL DO PORTO PRETENDE ISTO:
http://www.cm-porto.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=cmp.stories/11982


Onde estamos? Para onde vamos? Vamos calar?










































































































































































































































































































17/06/2009

CANDIDATOS À UCC DO SABUGAL

Li que o concelho do Sabugal está doente, muito doente. Há três pessoas que se dizem sabedoras do remédio para curar a doença. Os sabugalenses aguardam que cada um destes sábios mostre a sua receita milagrosa. Oxalá não demore muito a divulgação da receita com que cada um dos três pretende curar o Sabugal. Vou aguardar.














































11/06/2009

MEDO DE MUDAR


Ninguém quer mudar
Gostamos de dizer que o País está mal e a política pior. Acusamos, há décadas, os nossos governos de serem incapazes. Na tribuna de qualquer café ou no sofá de nossa casa, culpamos os nossos representantes de favorecerem os seus proveitos pessoais e espezinharem o interesse público. Quase todos juramos que é preciso inverter o rumo colectivo e renovar o lote de dirigentes que temos.
Mas não é verdade.
Nestas eleições apareceram novos partidos com gente boa e sem vícios: (até agora) o MEP obteve 52 815 votos; o MMS, 21 633; o PH, 16 973. Em contrapartida, 164 879 cidadãos dirigiram-se às urnas para votarem em branco, inconsequentemente.
Os portugueses têm um prazer enorme em alardear a vontade de mudança desde que esta nunca se concretize.
Carlos Abreu Amorim, Jurista
http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=A653FA58-EB42-44D6-9C6C-B886667C6C09&channelid=00000093-0000-0000-0000-000000000093

HISTÓRIAS DE VILAR MAIOR (QUASE REAIS)



"Festa mesmo festa era a do Senhor dos Aflitos. Até poderia Deus não existir, mas o Senhor dos Aflitos existia da mesma forma que existia tudo o resto, pois, até sabíamos onde morava. Para as crianças eram os foguetes - e as canas, e o linhol e as bombas que não rebentavam; era a curta boleia na camioneta da música; era o desfile com a música pelas ruas; eram as amendoeiras, ladeando as ruas, que vendiam santinhas de comer e amêndoas doces; eram as cornetas e os balões; era o estrear de roupae as guloseimas feitas de arroz doce e pudim; era a incerteza daquele instante mágico da subida do balão; era o tocador de concertina que tinha como palco um carro de bois; era a luz eléctrica que o barulhento motor produzia. Por três dias a aldeia transformava-se em cidade, três dias no ano eram sonho real. Acabada a festa caía uma tristeza infinda que vagarosamente se ia diluindo até renascer de novo a esperança e a ansiedade crescente da nova festa. Tudo o que de bom havia tinha de se guardar para a festa: a melhor roupa, o melhor galo, o melhor borrego ... e os melhores melões para sobremesa, sempre de forma inconfundível, casca de carvalho. Só a lembrança faz crescer água na boca: Rugosa a casca, grande no tamanho, de cor verde por fora e laranja fogo por dentro, de cheiro intenso ... e de sabor divinal.
Dias antes da festa, o pai que nunca dava ordens directas, sentenciou à hora da ceia: - Os melões da horta, nesta altura, é preciso guardá-los, senão ainda os leva o diabo, no tempo em que o diabo as mais das vezes tinha figura de gente.
Quando o pai dizia “é preciso” não carecia de dizer quem tinha de o fazer e o Carlos soube que era quem ficaria de guardião pela noite, que de dia ninguém se atreveria. Claro que sem carava nem pensar e disse ao pai:
- O João vai comigo.
- Pois que vá. Levai uma facha de palha e umas mantas.
Sexta feira depois de uma ceia, comida à pressa ( e lá diz o ditado que quem se deita com fraca ceia toda a noite rabeia) um pega na palha, outro nas mantas e lá foram. Conversa para aqui, conversa para ali, deitados costas firmes no chão, olhos cravados em miríades de estrelas até deu para interrogações cosmológicas sobre se o número de estrelas era finito ou infinito cada um teimando para um dos termos, por necessidade dialéctica de prolongamento da conversa. Deitados ao lado do meloal, uma leve brisa trouxe-lhes o cheiro dos melões maduros que os trouxe à doce imaginação de se sentirem a saboreá-los. Às tantas, solta o João, de alcunha o mandongas por nunca se cansar de parecendo que havia de comer este mundo e o outro:
- Ah... bem que podíamos provar um melãozito ...
- Pois! Provas o melãozito e depois quem prova porrada sou eu! Sabes que o pai os tem contados.
Mas a tentação dançava lá dentro e quanto mais esforço para a afastar mais firmemente se impunha e ganhava terreno. E tal como Eva e Adão, resistir à tentação ficou completamente fora das suas forças.
- Mas… sabes… podíamos provar ali um dos do sr Raul. E levantam-se, passam à horta do lado e começam a apalpar um, e outro, e outro e todos pareciam verdes. Um deles puxa da navalha e abre um. Não presta. Abrem outro, não presta. E mais um e outro, outro ainda na ânsia de encontrarem um que lhes soubesse ... como quando são bons sabem.
Terminada a empreitada louca, sentiram-se como Adão e Eva depois de comerem o fruto proibido. Não iriam ser expulsos dum paraíso em que não viviam mas não se iam livrar do purgatório e de expiar duramente a falta cometida. Muito cedo, antes que o sol rompesse, puseram mantas às costas, cozidos de medo, a caminho de casa, e, ao avistarem o sr Raul que mal dormira a pensar nos melões, escondem-se atrás de um muro junto à ponte até o deixarem passar. Caminham apressadamente para casa e, à socapa, meteram-se na cama aguardando o já previsível desenrolar dos acontecimentos. E foi como se lhes caísse um raio quando ouviram a voz do sr Raul, do fundo das escadas:
- Ó sr João! ó sr João!
Ouviram a voz do pai a acudir. Tolhidos de medo nem foram capazes de seguir a conversa e apenas perceberam, a rematar a conversa, o pai dizer:
- Esteja o senhor descansado que não vai passar a festa sem melões!
Da porrada, (o pai batia poucas vezes ... mas quando batia...) nem queiram saber. Porém o difícil, foi no sábado da festa. E agora não dizia “é preciso”, mas, em voz firme e austera:
- Pegam no cesto maior, vão à horta, colhem os nossos melões e vão levá-los a casa do sr Raul.
No almoço do domingo de festa, à sobremesa, comeu-se o habitual arroz-doce. O pai disse às visitas que, infelizmente, este ano, os melões foram uma desgraça: uns não nasceram e os que nasceram deu-lhes o mal e não vingou nem um para a amostra. "
Júlio Marques
Aconselho vivamente uma visita a este sítio da internet, pois há sempre algo importante para ler, pensar e reviver: