23/11/2025

SERÁ QUE ME CONTARAM BEM?

As obras e o poste que passou a incomodar. 
   

  A obra de requalificação do adro da igreja paroquial de Malcata, no cruzamento da Rua da Ladeirinha e da Rua de Baixo, com ligação ao adro da igreja, na freguesia de Malcata, parou por causa de um poste de iluminação pública. Foi demolida uma casa e a questão que eu aqui deixo é se ainda continuam à espera da entidade competente para remover o poste?
   Dizem que em Portugal, para se remover um poste de iluminação pública, há necessidade de preencher uma série de requerimentos: uma equipa para desligar os fios eléctricos, para que se possa agendar a deslocação ao local e depois outro requerimento para se poder deslocar o poste de cimento para outro sítio, que precisa de novo buraco, sem esquecer de tapar o buraco antigo e depois novamente a equipa que se responsabilize pela ligação dos cabos e deixar a electricidade passar sem problema.
  Será que o poste ainda está lá? Até é natural que já tenha sido feito o pedido para remover o poste de iluminação. As obras, que se fizeram neste último Verão, foram feitas com a colaboração da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia. Sendo esta obra uma melhoria para a igreja paroquial e para a freguesia, não deixa de ser uma situação de algum perigo que aquele poste no meio da rua pode vir a causar. A demolição da casa de habitação que ali existia, permitiu o alargamento daquele espaço e fez com que o poste de iluminação pública pareça deslocado. O que aqui podemos estar a assistir, é que pode não ser só a deslocação do poste para outro buraco mais afastado.
  Esta operação, que até parece fácil de se realizar, pode muito bem tornar-se mais difícil, pois se houver necessidade de alterar a rede eléctrica existente (que me parece haver alteração), obrigará a outros estudos técnicos e a demorar mais tempo a resolver a situação. A pergunta, que também quero aqui deixar é esta: A EDP foi avisada do início dos trabalhos?
  A mudança do poste deve ter sido coordenada com quem estava a fazer as obras de demolição. Se assim fizeram, então já a situação devia estar resolvida. Que fazer quando mesmo no uso de cidadania a preocupação e resposta, ou falta dela, de quem tem a obrigação é de indiferença? A retirada do poste do local onde agora se encontra (caso lá continue) representa uma melhoria para a população e um total respeito pelo mobilidade, principalmente para quem usa automóvel e que se vê obrigado a circular pela rua com todos os riscos que isso representa.
  Por isso, se o poste ainda lá continua, que fazer? 

                                              
Em Agosto, lá estava o poste a incomodar

  PS: Agradeço informação mais actualizada. Obrigado. 

20/11/2025

ASSEMBLEIA GERAL NO LAR DE MALCATA

 

Um agradecimento eterno

ao Ti Manel Cidades

A Associação de Solidariedade Social de Malcata é a concretização progressiva de um sonho.
Uma ideia que é hoje uma realidade e o resultado do trabalho de muitos que importa recordar na certeza de que a instituição continua a seguir com o mesmo espírito de solidariedade dos tempos em que o sonho despontou. É bom que todos os sócios e utentes se lembrem disso. 

No próximo dia 22 de Novembro, sábado, realiza-se uma Assembleia Geral-cuja convocatória foi já divulgada e, porque estar presentes nas assembleias para além de um dever é também a melhor forma de sentir o pulsar do lar, saber das suas dificuldades e êxitos, é bom que os sócios participem. 



Convocatória para a A.G.

FESTAS DE MALCATA: OS TEMPOS SÃO OUTROS

 



  As festas da nossa freguesia têm de ser rijas, barulhentas, com muita música, diversão e bar aberto.
  Têm sido assim as Festas de Malcata nestes últimos tempos, bem diferentes das festas que eu vivi na minha infância. Nesses anos 60,70 e 80, era uma festa simples, humilde, em que participavam os moradores da nossa aldeia e os filhos que trabalhavam fora, mas que queriam marcar a sua presença na festa. Dias de festa e de muita devoção, muito trabalho para os mordomos e as suas famílias, as contas só se faziam no fim, mas havia duas ou três coisas que não podiam faltar: alvorada de foguetes, banda da música e procissão, missa solene e outra procissão, as duas em volta da aldeia. E ainda havia outra coisa que era fundamental ser feita e bem: o Ramo, com música de concertina e da banda da música, que muito contribuíam para animar-nos e o sucesso da arrematação das ofertas das pessoas. Pouco importava se a rua era de terra batida ou de pedra polida e gasta ou o Rossio se mostrasse com o chão aos remendos, nada impedia a animação, não havia palco, bastavam uns bancos de madeira para os músicos tocarem sentados e uma cadeira para o acordeonista poder tocar sem se cansar. As gargantas dos homens gritavam alto e bom som os lances  das pessoas, faziam-se ouvir bem na fonte e não precisavam de microfone, tinham era de ir bebendo para manter a forma.

  Toda a aldeia vivia e sentia os dias que antecediam a festa. Era uma festa grande, a maior da nossa aldeia, sempre com muita gente.
  Mudam os tempos, mudaram as vontades e hoje a nossa aldeia mais parece uma terra que se quer aproximar de Lisboa. Tenho a sensação de caminharmos para uma espécie de Rock In Rio, ou NOS ALIVE em formato muito mais reduzido.
  A fé e a devoção já pouco interessa e as Festas Malcata no segundo domingo de Agosto, são apenas um pretexto para uma semana de diversão, de farra e olhos inchados da falta de descanso nocturno. A tradição, os costumes autênticos e o descanso que todos têm direito a gozar, não são tidos em consideração, pois festa é festa e enquanto houver um festivaleiro na praça, a festa não acaba.
  E não adianta nada dizer contra os programas das festas ou como elas são programadas, pagas, apresentadas e no fim mostrar a factura, o lucro e o destino a dar ao dinheiro que sobrou. 
  Cada comissão de mordomos faz como quer, todos os mordomos são responsáveis e por isso nem é preciso atribuir os cargos de “presidente”, de “secretário” ou de “tesoureiro”, muito menos de “fiscal”, pois tudo tem de correr bem. Estão a esquecer-se da história e do passado. Uns conseguiram, mas outros meteram a mão onde não era suposto. Ainda hoje há coisas e comportamentos por explicar.
  Tendo em conta a realidade da nossa aldeia, importa preservar e procurar manter as tradições de pé e sempre que for possível de forma transparente e que prestigie a nossa gente, a nossa freguesia.
  Ajudar, colaborar, com certeza que sim. Mas sempre com a apresentação da festa, da prestação clara das contas e isto é o mínimo que se pode exigir. As pessoas da freguesia não devem disporem-se a pagar a festa sem qualquer controlo e pagar alguns desmandos.
  Isto é a minha opinião, porque aos mordomos não lhes é atribuído liberdade total para organizar e realizar a festa, é-lhes confiado naquele ano a missão de servir e estar ao serviço do povo.
  Apesar de tudo, sabendo eu, que os tempos de hoje são diferentes, ainda há muito de positivo na nossa grande festa. Continua a ser uma semana que anima e que chama as pessoas à nossa terra. Portanto, aos mordomos da Festa, desejo que continuem a sentir orgulho da missão que têm nas mãos e que se sintam com vontade e força de trabalhar, na certeza de que, não agradando a toda a gente, tudo farão por isso e se dedicarão com empenho e compromisso à organização da próxima festa. 
                                             
                                                                  José Nunes Martins  

                                                                                                                              Recordações de outras festas
                                                                                                                                         em Malcata