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| Aviso da ocorrência |
Há tantos silêncios
na nossa aldeia que mais parece as pessoas estarem proibidas de abrir a boca,
de partilhar informação.
Numa freguesia em que pouco ou nada se
explica e onde ninguém exige explicações, é um mau sinal para a confiança, a
dignidade das instituições públicas.
É no mínimo estranho os silêncios
daqueles que deviam informar os cidadãos sempre que haja informação relevante.
Há informação que se justifica e outra que até pode ser encostada para segundo
plano. Manter tanto secretismo sobre umas obras de reparação de rede de abastecimento,
demorar uma semana a dar novas informações públicas nas páginas das Redes
Sociais e nem uma palavra no “site” oficial da Freguesia, é de lamentar que
assim esteja a acontecer na nossa aldeia. Obviamente que o cidadão quer saber
como está a situação, quando vai poder encher o cântaro ou garrafão nas bicas
da fonte. Mas para a Junta de Freguesia a prioridade foi anunciar o próximo
convívio de cartas. O evento é um acontecimento importante, para as pessoas
participarem, precisam de ser convidadas, informadas boca a boca e nas redes
sociais. Perfeitamente de acordo com a divulgação da realização do encontro
entre Malcata e Fóios. E informar o povo sobre o ponto da situação da falta de
água? Ou divulgar, publicamente, o b e as cláusulas do concurso da concessão da
exploração do bar existente na Zona de Lazer da freguesia?
Como já disse, tanto secretismo não tem
razão de existir. Estamos em democracia e este comportamento mina a confiança
do cidadão.
Em Malcata, o senhor presidente e seus
ajudantes fazem aquilo que querem, quando querem e quem estiver mal, que se
ponha bem, que se amanhe. Pois é este o problema, esta Junta de Freguesia acha
que manda como quer e sempre que algum cidadão questionar a actuação da Junta
de Freguesia, exaltam-se todos e a tampa salta!
Em Malcata ainda vigora a democracia.
Contudo, vão ser os malcatenhos que vão pagar caro algumas das tomadas de
decisão da Junta de Freguesia. Já me referi a dois temas, não seria preocupante
se ficássemos por aqui. Infelizmente, para mal de todos nós malcatenhos, a
transparência é mesmo uma imundice com sucessivos casos que abalam a confiança
na entidade que representa o Estado na nossa freguesia. E os autarcas parece
que não vivem no mesmo país onde eu e os malcatenhos vivemos. Mesmo que o
presidente da Junta de Freguesia tenha sido eleito três vezes consecutivas,
duas com maioria “absolutíssima”, sem oposição nas Assembleias de Freguesia, sem
um escrutínio como deve ser, o cidadão tem de chamar os autarcas e pedir
explicações públicas, que podem ser feitas através de avisos, editais ou outras
formas, como por exemplo, divulgar na internet.
Enquanto em Malcata não se começar a
pensar no bem-comum, na transparência, na confiança, a freguesia não vai mudar
para melhor.
