28.7.26

UMA FREGUESIA QUE SE RECUSA A MUDAR

 

Aviso da ocorrência

 Há tantos silêncios na nossa aldeia que mais parece as pessoas estarem proibidas de abrir a boca, de partilhar informação.
 Numa freguesia em que pouco ou nada se explica e onde ninguém exige explicações, é um mau sinal para a confiança, a dignidade das instituições públicas.
 É no mínimo estranho os silêncios daqueles que deviam informar os cidadãos sempre que haja informação relevante. Há informação que se justifica e outra que até pode ser encostada para segundo plano. Manter tanto secretismo sobre umas obras de reparação de rede de abastecimento, demorar uma semana a dar novas informações públicas nas páginas das Redes Sociais e nem uma palavra no “site” oficial da Freguesia, é de lamentar que assim esteja a acontecer na nossa aldeia. Obviamente que o cidadão quer saber como está a situação, quando vai poder encher o cântaro ou garrafão nas bicas da fonte. Mas para a Junta de Freguesia a prioridade foi anunciar o próximo convívio de cartas. O evento é um acontecimento importante, para as pessoas participarem, precisam de ser convidadas, informadas boca a boca e nas redes sociais. Perfeitamente de acordo com a divulgação da realização do encontro entre Malcata e Fóios. E informar o povo sobre o ponto da situação da falta de água? Ou divulgar, publicamente, o b e as cláusulas do concurso da concessão da exploração do bar existente na Zona de Lazer da freguesia?
 Como já disse, tanto secretismo não tem razão de existir. Estamos em democracia e este comportamento mina a confiança do cidadão.
 Em Malcata, o senhor presidente e seus ajudantes fazem aquilo que querem, quando querem e quem estiver mal, que se ponha bem, que se amanhe. Pois é este o problema, esta Junta de Freguesia acha que manda como quer e sempre que algum cidadão questionar a actuação da Junta de Freguesia, exaltam-se todos e a tampa salta! 
 Em Malcata ainda vigora a democracia. Contudo, vão ser os malcatenhos que vão pagar caro algumas das tomadas de decisão da Junta de Freguesia. Já me referi a dois temas, não seria preocupante se ficássemos por aqui. Infelizmente, para mal de todos nós malcatenhos, a transparência é mesmo uma imundice com sucessivos casos que abalam a confiança na entidade que representa o Estado na nossa freguesia. E os autarcas parece que não vivem no mesmo país onde eu e os malcatenhos vivemos. Mesmo que o presidente da Junta de Freguesia tenha sido eleito três vezes consecutivas, duas com maioria “absolutíssima”, sem oposição nas Assembleias de Freguesia, sem um escrutínio como deve ser, o cidadão tem de chamar os autarcas e pedir explicações públicas, que podem ser feitas através de avisos, editais ou outras formas, como por exemplo, divulgar na internet.
 Enquanto em Malcata não se começar a pensar no bem-comum, na transparência, na confiança, a freguesia não vai mudar para melhor.